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sábado, 19 de setembro de 2015

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 002 — O Pai Nosso — Mateus 6:9




Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados 

Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13

Introdução:

A. No sermão passado nos introduzimos o tema geral da oração como uma forma de abordagem inicial à essa oração — a Oração do Pai Nosso ou Oração Dominical, que nos foi ensinada pelo próprio Senhor Jesus. 

B. Naquela mensagem nós falamos que devemos orar somente ao Pai, conforme Jesus nos ensinou em Mateus 6:6 e 9. 


C. Mas não queremos dar nenhuma falsa impressão aos irmãos. Quando fizemos aquela afirmação destacamos que não devemos orar para santos, ou santas, nem mesmo para Maria, nem para anjos da guarda, orixás etc., mas somente para o Pai que é Deus. 

D. Então para que não restem dúvidas devemos afirmar que: 

1. Também nos é lícito orar diretamente ao Senhor Jesus, pois ele é Deus. 

2. Também nos é lícito orar diretamente ao Espírito Santo, pois ele também é Deus. 

E. Mas devemos manter muito bem esse limite de dirigir nossas orações exclusivamente a Deus e a nenhum outro ser. Quem ensina outra coisa está ensinando uma mentira e devemos estar atentos para evitarmos cair nos inúmeros laços que o Diabo tem espalhado por todos os lugares durante os séculos através de seus fiéis servidores.

F. Como falamos também na mensagem anterior, Jesus modificou completamente o modelo ou paradigma de oração dos judeus, ao nos ensinar a orar, diretamente a Deus, como...  

PAI NOSSO


I. A Frase Inicial da Oração do “Pai Nosso” – VERSO 9. 

Mateus 6:9

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

A. A primeira afirmação de Jesus feita na chamada “Oração do Pai Nosso”, se parece com um fulgurante e magnífico relâmpago cortando os céus no meio da noite. 

B. Como vimos antes, as “tefillah” ou orações dos judeus eram e são feitas em Hebraico. A oração do “Pai Nosso”, todavia, foi provavelmente, proferida na língua aramaica, que era o idioma comum falado por todos os judeus em geral. Apenas a elite e, especialmente, a elite sacerdotal que habitava em Jerusalém fazia questão absoluta de falar o hebraico, já que acreditavam que essa era a língua falada pelo próprio Deus! Quanta cegueira! 

C. Assim, temos que Jesus ensinou seus discípulos a orarem em aramaico, que era a língua comum entre eles em vez de usar as orações prontas e clássicas existentes em textos escritos em hebraico. 

D. Como mencionamos, os judeus do primeiro século, estavam acostumados a recitar orações em hebraico e não em aramaico. De modo semelhante os mulçumanos modernos recitam suas orações no arábico clássico falado na Arábia durante o século VII d.C. 

E. Tanto judeus quanto mulçumanos acreditam que são detentores de um idioma sagrado. A fé cristã não acredita em tolices dessa espécie e isso é muito importante. 

II. As Implicações de Jesus Ensinar Seus Discípulos a Orar em Aramaico 

A. Quando Jesus ensina seus discípulos a orarem em aramaico, ele estava causando uma profunda ruptura na religião como praticada em Israel naqueles dias. Jesus nos ensina que não existe nenhuma língua sagrada: Deus não usa nenhum idioma em particular! 

B. Nos dias de Cristo toda leitura pública das Escrituras era feita em hebraico e era nessa língua que as orações precisavam ser proferidas. Nas sinagogas havia sempre tradutores a disposição para verter as Escrituras ou os ensinamentos do hebraico para o aramaico ou grego. 

C. Ao romper o modelo que se utilizava exclusivamente do hebraico para ensinar seus discípulos a orar em aramaico, Jesus também abriu as portas para que o Novo Testamento pudesse ser escrito em grego, a língua mais popular daqueles dias. Ato contínuo, o gesto de Jesus também permitiu que o Novo Testamento e o Antigo Testamento fossem vertidos em outras línguas, tais como: o siríaco antigo ou aramaico, o copta — a língua falada no Egito naqueles dias — o armênio, o georgiano, o etíope, o arábico, o persa, o latim, o gótico, o eslavo, o anglo-saxão etc. 

D. Se não existe uma língua sagrada, também não existe uma cultura sagrada. Quando discutimos com judeus religiosos é comum eles alegarem que nós não podemos entender os escritos judaicos porque não somos judeus. Mas quanta estupidez! Não existem nem língua, nem cultura e muito menos formas que possam ser consideradas sagradas sagradas etc. Sagradas ou santas são as pessoas, somo nós:

1 Coríntios 6:19

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 

E. Por todos esses motivos, crentes em todos os lugares podem comparecer, imediatamente diante da presença de Deus usando a linguagem dos seus corações.  

III. O Uso de Abba — Pai: Seu Significado e Significância – Parte 1. 

A. As tefillah — as 18 orações tradicionais proferidas nas sinagogas judaicas começam de maneiras variadas: 

1. Umas com começam com: Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó. 

2. Outras começam com: Deus de Nossos Pais. 

3. Outras ainda começam com: Bendito, Santo, Construtor de Jerusalém, Poderoso, Redentor de Israel, Nosso pai e Deus gracioso.

B. Dessas listas Jesus escolheu “Nosso Pai”, que aparece duas vezes nas 18 tefillah como Abinu. 

C. Ao fazer essa escolha Jesus nos conduz para além dos limites raciais representados por Abraão, Isaque e Jacó, para um relacionamento familiar representado pela presença do Pai e dos filhos e filhas que são os irmãos e irmãs, i.e., nós. 

D. Sendo Deus o Pai de todos os seus filhos, pouco importa a cor de suas peles, a nacionalidade, o nível de instrução, a posição social, o sexo e etc., todos podem se dirigir a ele como Pai. O uso dessa expressão, sozinha, é suficiente para derrubar todas as paredes de separação. Não existe ninguém longe nem mesmo afastado. Todos estão próximos do Pai que nos ama. Daí a orientação de Jesus de como devemos começar nossas orações: 

E. A expressão Abba em aramaico aparece três vezes apenas no Novo Testamento: 

Marcos 14:36

E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres. 

Romanos 8:15

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 

Gálatas 4:6

E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! 

E. Note que em todos os três casos acima a expressão aramaica, Aba é, imediatamente, seguida pela expressão Pai, que traduz o grego πατήρ — patér. Isso é feito para ajudar os eventuais leitores que entendiam o grego, mas não o aramaico 

F. O contexto imediato dessas passagens tem a ver com oração. Oração fervente. 

IV. O Convite de Jesus 

A. Ao ensinar essa oração aos seus discípulos, Jesus também nos convida, de fato nos ordena e nos permite falar juntamente com Ele mesmo, com Deus Pai. 

B. Jesus nos permite fazer Sua própria oração. Isso é graça pura! 

C. Quando agimos assim, nos unimos a Jesus de uma forma tal, que adoramos, louvamos e oramos ao Pai em uma única voz: a nossa e de do próprio Senhor, como se fosse uma única voz! 

D. Na próxima mensagem nós vamos traçar um paralelo histórico entre Deus como Pai no Antigo Testamento e Deus como Nosso Pai no Novo Testamento.


Conclusão

A. Qual é a língua falada por Deus?

1. Os judeus acreditam que é o hebraico. 

2. Os cristãos armênios acreditam que é o armênio clássico. Por esse motivo eles nos dizem que Deus tem um bom e velho monge armênio, que conhece todas as línguas faladas no mundo, como seu secretário particular. Esse monge ao ouvir uma oração dirigida a Deus, rapidamente a traduz para o armênio clássico, para que o Todo Poderoso possa entendê-la. 

3. Mohamed ou Maomé dos Mulçumanos o qual era, alegadamente, analfabeto, diz que o Anjo Gabriel o levou até o céu onde lhe mostrou uma cópia do Alcorão escrito em arábico clássico. Mas se Maomé era analfabeto como poderia saber e ter certeza que o livro que lhe foi mostrado estava mesmo escrito em arábico clássico? Se o arábico clássico é o idioma oficial do céu de Alá, não perca seu tempo tentando falar com Alá em qualquer outro idioma que não seja o arábico clássico do século VII d.C., porque ele não vai entender nada. 

4. Quando eu era aluno no seminário nos EUA cansei de encontrar crentes sinceros, porém muito ignorantes, que acreditavam que a Bíblia usada pelo Apóstolo Paulo era a Bíblia do Rei Tiago I — The King James Bible — produzida em 1611. E muitos me olhavam de forma estranha, quando me ouviam afirmar que o apóstolo Paulo não pregava em inglês e sim grego.

5. Uma boa parte das religiões orientais — especialmente as originadas na índia — dizem que palavras não são importantes e, por esse motivo ensinam as pessoas a meditarem, cujo objetivo maior é “paralisar por completo a atividade do cérebro”, deixando o mesmo vazio e aberto para ser dominado por forças chamadas astrais. 

B. Todas essas coisas não passam de tolices e como temos falado, repetidas vezes, tolices que visam apenas nos escravizar. Jesus veio nos libertar de todas essas tolices e nos ensinou que Deus é Espírito – ver João 4:24 e as implicações dessa afirmação são as seguintes:

João 4:24

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Se Deus é Espírito isso quer dizer que Ele está presente em todo lugar o tempo todo! 

Mateus 18:20

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

Não importa o país onde estiverem reunidos e muito menos a língua que eles estiverem falando. Jesus, como Deus, entende todas elas e é o único capaz de ouvir e nos responder

C. Note como a verdade bíblica é muito diferente e muito mais satisfatória do que essas tolices inventadas pelos seres humanos, que não são poucas, diga-se de passagem.

D. Por que Deus teria escolhido a língua grega para produzir o Novo Testamento? Deus agiu assim porque o grego era a língua mais conhecida naqueles dias e a mais apropriada para se alcançar a maior quantidade de pessoas. Era uma questão prática apenas e não porque o grego fosse melhor ou superior às outras línguas como se costuma pensar do hebraico, do arábico clássico, do sânscrito — a língua sagrada dos hindus — do armênio clássico e etc. 

E. Todos os que creem em Cristo, independente da língua em que ouviram as Boas Novas são aproximados de Deus como Pai. E quando nos aproximamos de Deus estamos completamente sem nenhum poder — Ele sim, é o Deus Todo Poderoso, não temos nenhum mérito — a Ele sim, seja toda honra e toda glória — sem fé própria — pois, até mesmo a fé que temos é Dom de Deus —

Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. — e com as mãos vazias. Mas independente disso tudo, por causa de Cristo, somos Filhos de Deus. 

F. “A realidade da nossa filiação a Deus não seria maior nem estaria mais segura se pudéssemos ajuntar qualquer coisa vinda de nós mesmos. A realidade divina, ela sozinha, é a plenitude de toda a realidade” – Karl Barth

Que Deus abençoe a todos

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html
011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS




Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013D — PECADO E CASTIGO — PARTE D


Representação de Jesus orando completamente prostrado

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13D. Pecado e Castigo — PARTE D

CONTINUAÇÃO...

Verso 35

E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.

A agonia continua, agora mais intensa! Mas agora, Jesus vai se dedicar à oração — que havia sido brevemente iniciada no verso 32. Jesus desejava estar completamente só, e se afasta até dos três que ele havia levado consigo. Mas conforme

Lucas 22:41

Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,

Jesus se afastou o equivalente à distância que um homem poderia, comodamente, arremessar uma pedra. A descrição de Marcos desta cena é muito objetiva. Jesus se “atirou ao chão” para orar. Lucas diz que Ele se ajoelhou. É muito provável que Jesus tenha feito as duas coisas. Esta atitude de Jesus demonstra várias coisas. Em parte nos mostra a grande reverência que Jesus tinha por Deus o Pai. Por outro lado nos revela a inclemência da espada da justiça que estava sendo levantada contra Ele e os terrores reservados àqueles que desobedecem aos mandamentos de Deus mediante a ira de Deus que estava sendo derramada já naqueles momentos. Por outro lado nos mostra o quão deprimida se encontrava Sua alma; o quão humilhado Ele se encontrava e em que condições estava Seu espírito, a ponto de não poder olhar para cima. Esta é a atitude de alguém que se encontra completamente perplexo — espantado, admirado, atônito. Prostra-se com o rosto em terra era uma atitude comum de adoração no Antigo Testamento, especialmente em horas de grande espanto —

Números 16:22

Mas eles se prostraram sobre o seu rosto e disseram: Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, acaso, por pecar um só homem, indignar-te-ás contra toda esta congregação?

2 Crônicas 20:18

Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o SENHOR e o adoraram.

Neemias 8:6)

Esdras bendisse ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos; inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.

O verbo grego προσκυνέω – proscunéo, que pode ser traduzido por “adorar” significa, literalmente, ajoelhar-se, prostra-se, cair aos pés de e etc.

Acerca da expressão “e orava”, Calvino diz o seguinte: “É muito útil orar sozinho, pois nesses momentos a alma desenvolve uma maior familiaridade com Deus e com maior simplicidade pode derramar tanto seus pedidos, quanto seus gemidos, cuidados, medos, esperanças e alegrias diretamente no “peito” de Deus”.

A oração de Jesus além de ser intensa foi feita, provavelmente, em altos brados a ponto de alguns dos discípulos deixados mais distantes terem ouvido Seus clamores, como está indicado em

Hebreus 5:7

Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade

Mateus e Lucas dizem que Jesus, já nesta primeira oração, se dirigiu a Deus como Pai, o que era costumeiro em Suas orações. Infelizmente, na maioria das vezes, nós só nos preocupamos em chamar Deus de Pai em horas de grande agonia. Mas mesmo assim, Deus seja louvado, por sempre nos acolher!

Se Possível — O que Jesus queria dizer ao usar essas palavras? Ele queria dizer que se fosse consistente com a justiça divina e com a manutenção da ordem no universo o fato das pessoas poderem ser salvas sem que esse sofrimento terrível tivesse que acontecer, então que isso fosse feito. Não há dúvida de que se fosse possível algo assim, teria sido feito. O fato de que os sofrimentos propostos a Jesus não foram removidos e que Ele teve que ir adiante suportando, sem alívio, toda a carga da ira divina nos mostra que a possibilidade aventada por Jesus não era consistente nem com a justiça de Deus, nem com a necessidade humana de apresentar um sacrifício propiciatório que fosse satisfatório —

Hebreus 10:4

Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.

Somente Jesus poderia satisfazer as duas condições: suportar toda a ira de Deus contra o pecado —única vez manifestada na história humana — e apresentar um sacrifício que fosse aceito por Deus não só como propiciatório — satisfatório para Deus — e também vicário — em lugar de. É por esse motivo que a salvação é oferecida graciosamente e exclusivamente através daquilo que o Pai e o Filho alcançaram para a raça humana caída. Fora deste contexto não existe salvação. Devemos nos lembrar das palavras do profeta Jonas proferidas no ventre do peixe: “ao SENHOR pertence a salvação”.

Verso 36

E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.

Aqui nesse versículo temos as próprias palavras que Cristo usou na sua oração. Várias coisas devem ser notadas:

Abba, Pai — Teria Jesus usado tanto a expressão aramaica “abba”, que quer literalmente dizer “meu pai”, quanto a expressão grega “pater”? Ou, o “pater” seria uma adição editorial de Marcos, visando aclarar para seus leitores, na maioria pessoas que falavam o grego comum — Koinê — o significado da expressão aramaica “abba”? Ao usar as palavras “tudo te é possível”, Jesus manifesta confiança plena e submissão completa a Deus ao reconhecer que o Pai, a quem ele está se dirigindo, é capaz de fazer o que quiser.

Passa de mim este cálice — O cálice é frequentemente usado nos escritos sagrados para fazer referência à tristeza, angústia, terror e morte. Parece que neste contexto existe uma referência a uma prática judicial muito antiga. De acordo com esta prática, um grupo de criminosos recebia um cálice contendo veneno do qual todos eles deveriam beber. Sócrates, o filósofo grego, foi obrigado a beber um destes cálices pelos magistrados Atenienses. No caso de Sócrates ele foi executado de forma solitária, mas não era incomum esta prática ser adotada quando vários criminosos deveriam ser executados simultaneamente. Em um determinado momento o juiz poderia fazer um gesto indicando que um determinado condenado passasse o cálice adiante e não bebesse o líquido mortal. O mundo inteiro está aqui sendo representado como culpado diante do tribunal de Deus. O cálice dos condenados precisa passar de mão em mão e todos estão obrigados a beber sua própria porção. Mas em vez disto, Jesus entra no quadro e tomando o cálice das mãos dos condenados se dispõe a bebê-lo por completo, sozinho. Parece que é neste sentido que Jesus “provou a morte por todo homem — Hebreus 2:9)”, para que pela graça de Deus nós pudéssemos ser salvos.

Essa cena inteira é uma referência direta aos eventos imediatos que culminariam com a morte na cruz e o completo abandono que Jesus experimentaria.

Além do mais, beber o conteúdo de um cálice é uma bem conhecida figura de linguagem no oriente médio que quer dizer “provar em sua plenitude” uma determinada experiência seja ela boa — ver Salmos 16:5: 23:5; 116:13 — ou ruim ver Salmos 11:6; 75:8; Isaías 51:17, 22-23; Jeremias 25:15; Lamentações 4:21; Ezequiel 23:32; Habacuque 2:16. Esta figura de linguagem era muito usada para indicar a consumação da ira de Deus. Os ímpios terão que sorver o cálice da ira de Deus até a última gota. Jesus tomou este cálice em nosso lugar.

Contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres — a expressão passa de mim este cálice é imediatamente seguida por “contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres”. Isto demonstra que o pedido feito por Jesus não era algo pecaminoso, pelo contrário, estava plenamente alinhado tanto com a vontade de Deus quanto com o amor pela raça humana e era completamente consistente com o momento vivido.

Mesmo levando em consideração todo o amargor da hora, ainda assim Jesus se submete voluntariamente, não forçado, ao Pai. Fica bem evidente a atitude de Jesus de se submeter completamente ao Pai. As palavras de

Salmos 40:8

Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei..

deviam ser um grande incentivo para Jesus neste momento. O texto de Lucas

22:43-44

43 Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava.

44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.

apesar de ser posterior ao de Marcos e de Lucas não ter participado como testemunha ocular, é muito coerente com o momento expresso como sendo de “angústia e pavor “e” minha alma está triste até a morte”.

De acordo com Lucas, um anjo lhe apareceu para confortá-lo e seu suor era intenso como gotas de sangue. Lucas também acrescenta que ele orava mais intensamente o que é corroborado por Hebreus 5:7. Jesus procurou, mesmo nesta Sua hora de grande angústia, fazer a vontade de Deus. Com isso Ele nos deixou um modelo de oração em tempos de aflição e até mesmo de calamidade no que diz respeito à forma de buscarmos o livramento da parte de Deus. Como o nosso Salvador, em momentos como estes, nós precisamos nos submeter completamente à vontade de Deus, confiantes de que em todas estas situações Ele é sábio, misericordioso e bom.

Após esta primeira oração, Jesus retorna aos discípulos e...

Verso 37

Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?

A hora estava avançada. Era, provavelmente, mais de meia-noite. Apesar da sociedade como um todo, naqueles dias, ter o hábito de dormir cedo, Simão, que era pescador, tinha por hábito passar noites em claro. Todavia, os acontecimentos que antecederam a ida ao Getsêmani devem ter contribuído para a exaustão dos discípulos — os intensos preparativos para celebrar a páscoa, o lava-pés, o anúncio de que um dos discípulos seria o traidor, a partida de Judas, a celebração da Ceia, o anúncio de que Jesus seria abandonado e o protesto de Pedro e etc. Entretanto, nada justifica a falta destes homens. Tivessem pedido forças para se manterem acordados teriam sido atendidos! Pedro, especialmente, era indesculpável. O Senhor chama Pedro pelo nome, para indicar uma contradição muito concreta. Sua posição — de Pedro — de liderança demandava dele um comportamento mais coerente. Esse é o mesmo Pedro que havia feito inúmeras afirmativas impressionantes nas horas que antecederam estes momentos:

Marcos 14:29

Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu, jamais!

Marcos 14:31

Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Assim disseram todos.

Lucas 22:33

Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte.

João 13:37

Replicou Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a própria vida.
Mas, aqui está Pedro, dormindo, mesmo tendo sido encorajado por Jesus a orar e se manter acordado! Se Pedro não tinha conseguido se manter acordado por uma hora, imagine o que aconteceria quando os acontecimentos das próximas horas se precipitassem.

Por outro lado, Lucas nos diz que eles estavam dormindo exatamente por causa da excessiva tristeza que estavam experimentando

Lucas 22:45

Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza,

e não porque fossem irresponsáveis. Isto apenas contribui para fazer maior ainda o contraste entre a atitude dos discípulos e a de Jesus que se encontrava em uma tristeza muito mais profunda do que aquela experimentada pelos discípulos, mas se manteve firme vigiando e orando.

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SEGURANÇA DA SALVAÇÃO: FUNDAMENTOS E EVIDÊNCIAS BÍBLICAS — PARTE 002



A PRIMEIRA PARTE DESSE ESTUDO PODE E DEVE SER LIDA POR MEIO DO LINK ABAIXO:


CONTINUAÇÃO...

II. O selo e testemunho do Espírito

A. Herança final garantida
         
A própria presença do Espírito em nós já aponta para a segurança da nossa salvação. A Escritura nos ensina que:

Efésios 1:13, 14

Tendo nele [Cristo] também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

A presença do Espírito Santo em nossas vidas como um selo é a garantia que nós somos filhos legítimos de Deus, fomos criados por Ele e pertencemos a Ele. O Espírito não é apenas um cumprimento da promessa de Deus de habitar em seu povo, mas como penhor ele é a garantia que Deus irá cumprir tudo o que nos tem prometido. Por isso somos exortados a:

Efésios 4:30

E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.

Nossa segurança está duplamente garantida sob a proteção das poderosas mãos do Senhor Jesus e Deus, nosso Pai:

João 10:28—29

28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.

29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

B. Filiação Confirmada
         
O Espírito nos assiste com o seu testemunho, quando somos assaltados pela dúvida e pelo medo. Segundo o que as Escrituras declaram —

Romanos 8:15—16

15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Não somos mais escravos atemorizados porque fomos adotados pelo Senhor. Em Jesus ele nos declara justos, liberta-nos e nos proclama seus filhos. Somos adotados na família de Deus e o Espírito nos convence interiormente de que pertencemos ao próprio Senhor. Por isso, nos dirigimos a Deus respeitosamente, mas com uma intimidade antes inimaginável, chamando-o de “Aba, Pai” — a palavra aramaica Aba, de uso familiar, foi usada por Jesus ao se dirigir a Deus —

Marcos 14.36

E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.

Todas essas verdades bíblicas fazem com que soe falso todo e qualquer ensinamento que advoga que o crente pode perder a salvação. Se você é crente de verdade, sem tem o Espírito habitando em você como selo e penhor, antão abaixo o medo e a incerteza! O testemunho do Espírito Santo nos assegura de nossa salvação.

C. O Espírito e a Palavra
         
E de que modo ele faz isso? Jesus prometeu que —

João 14:26

Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

Note que o Espírito Santo que seria enviado por Jesus iria ajudar os discípulos a lembrar tudo o que Jesus ensinou e com essas lembranças, eles poderiam escrever o material contido no Novo Testamento para servir de guia para todas as gerações até a bendita eternidade com Deus. Os ensinamentos de Jesus estão sempre em plena harmonia com o que Jesus ensinou, portanto não podemos aceitar nenhum tipo de qualquer alegada “nova revelação”, porque o que tinha que ser revelado já foi feito pelo próprio Espírito Santo. Agora, que é um verdadeiro absurdo pessoas alegarem que receberam uma revelação ou iluminação vinda do Espírito Santo quando tais revelações contradizem o ensinamento bíblico, isso é mesmo. Foi o próprio Senhor Jesus que nos assegurou o seguinte:

Mateus 24:35

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.  

Todas essas promessas aos apóstolos foram cumpridas na pregação apostólica e na inspiração dos escritos do Novo Testamento. Não são apenas os pregadores que são abençoados com o cumprimento dessa promessa de Jesus. As palavras do Senhor são também cumpridas à medida que o povo de Deus é relembrado e ensinado por meio das Escrituras Sagradas inspiradas pelo Espírito Santo. A igreja cristã é apostólica porque os apóstolos, pelo auxílio especial do Espírito Santo, perpetuaram e esclareceram os ensinos de nosso Senhor para os crentes. Temos esses esclarecimentos no Novo Testamento e assim desfrutamos da obra do Espírito em nosso favor.

Jesus prometeu que:

João 15:26

Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim.

Aqui Jesus menciona a obra do Espírito Santo na esfera da redenção. É importante notar que o Espírito Santo, como muitos defendem, não veio para se promover, mas para promover a pessoa de Cristo, uma vez que é a obra de Cristo que é o centro da nossa redenção. Portanto, não é com novas revelações que o Espírito nos assistirá, mas trazendo-nos à mente as palavras de Jesus e suas graciosas promessas, bem como nos fazendo recordar a obra salvadora de Cristo, conforme registrada nos Evangelhos. É o Espírito que torna nossos corações abertos para crer nas promessas e nos capacita para viver de acordo com elas.

III. Evidências internas da graça divina
         
A certeza da salvação se apoia nas promessas de Deus, mas não basta alguém apontar para elas e dizer: são minhas. Pode ser ilusão. Convém procurar evidências internas de que a graça de Deus está operando em sua vida. Vamos agora examinar algumas dessas evidências.

A. A presença da fé
As próprias promessas de Deus já são evidência de sua graça. O Senhor continua, porém, operando dentro de nós. Lemos acima que somos guardados “mediante a fé”. O povo da aliança é o povo da fé —

Gálatas 3:7

Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.

Toda a nossa vida é uma jornada de fé. Iniciamos com a fé, que é dom divino —

Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.

e somos exortados e prosseguir nela.

Mas a fé não é de todos — 2 Tessalonicenses 3:2. Deus é quem capacita os seus para esse exercício, e ele é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade — Filipenses 2.13. A presença da fé vai então declarar que a graça divina começou e continua a agir em nós, demonstrando assim a firmeza de nossa salvação.

B. Dependência de Deus
         
Qual tem sido tua atitude? Você tem confiado em Cristo, dependendo dele para tudo na vida? Ou julga-se fiador de sua própria segurança? Afinal, nossa herança está guardada lá para nós que somos guardados para ela aqui, e isso pelo poder de Deus — 1 Pedro 1:5. Muitos que rejeitam a doutrina bíblica da segurança do crente o fazem na base da incapacidade humana para viver de modo que agrade a Deus. E essas pessoas teriam razão se fosse esse o fundamento da nossa segurança. Outros insistem na falsa ideia de que nós precisamos fazer algo para cooperar nesse processo de salvação. A Bíblia insiste conosco para que sejamos fiéis —

Apocalipse 2:10

Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.


Para que resistamos ao inimigo —

Tiago 4:7

Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

Que fujamos do pecado —

1 Coríntios 6:18

Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.

1 Coríntios 10:14

Portanto, meus amados, fugi da idolatria.


Mas também somos alertados a respeito de nossa fragilidade:

1 Coríntios 10:12

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

A Escritura, porém, também nos fala sobre a origem da nossa firmeza ao dizer que o servo do Senhor —

Romanos 14:4

Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster.

É óbvio que o verso acima não tem nada a ver nem se aplica a falsos mestres e suas falsas doutrinas, inclusive os que defendem a possibilidade do crente escapulir da segurança das mãos de Jesus e do Pai.

Dependemos do Senhor para permanecer na fé, do mesmo modo como dependemos dele para qualquer coisa que façamos. Ao falar dos frutos de seu ministério, Paulo declarou:

2 Coríntios 3:5

Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus.

A dependência de Deus será sempre evidência interna de nossa salvação.
C. Vida obediente
         
Será que as pessoas ao teu redor podem testemunhar de verdadeiras mudanças em sua vida. Seu conhecimento da lei de Deus se expressa na obediência, conforme ensino claro das Escrituras Sagradas?

Deuteronômio 6:1

Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir.

Mateus 7:21

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Jesus não tem paciência com a hipocrisia:

Lucas 6:46

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?

O genuíno relacionamento com Cristo se mostra de dois modos, sua ovelha ouve sua voz e o segue —

João 10:3—5

3 Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora.

4 Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz;

5 mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.


Os que não são de Cristo não procedem desses modos. A insistência de Jesus a esse respeito deve ser notada:

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama.
A relação é direta, pois Jesus diz: Se alguém me ama guardará meus mandamentos. Aquele que não guarda meus mandamentos não me ama.
         
Certamente, ao se dedicar à obediência a Deus, o crente reconhecerá agradecido que isso é evidência interna da ação divina, e não algo ele pudesse sequer desejar por si mesmo. É o Espírito Santo presente em nós que nos capacita a mortificar os efeitos da carne —

Romanos 8:13

Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.

Conclusão
         
Deus nos escolheu em Cristo para a salvação, não para fazer uma tentativa e ver se daria certo. Fomos feitos ovelhas de Jesus pela ação do seu Espírito que nos capacitou a ouvir a sua voz e a segui-lo. Agora, ninguém poderá nos tirar de suas mãos.

Ilusão? As promessas de Deus são verdadeiras e fiéis, não ilusórias. Nossa herança está protegida no céu. Protegida para nós que estamos aqui e agra guardados pelo poder de Deus. É fato que alguns se enganam com uma falsa confiança, mas a Escritura nos esclarece a respeito da certeza do crente, apontando para as sólidas bases da nossa segurança.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis


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