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quarta-feira, 29 de abril de 2015

OS PAÍSES MAIS E MENOS RELIGIOSOS DO MUNDO


Penitentes da irmandade do 'Cristo de la Buena Muerte' em uma procissão durante a Semana Santa na cidade espanhola de Zamora
Penitentes da irmandade do 'Cristo de la Buena Muerte' em uma procissão durante a Semana Santa na cidade espanhola de Zamora(Cesar Manso/AFP)

A o site da Revista VEJA publicou uma lista com os países mais religiosos e menos religiosos do mundo. Vale à pena conferir

Lista: Conheça os países mais e os menos religiosos do mundo

Pesquisa apontou que África e Oriente Médio são as regiões mais religiosas do planeta, enquanto a Oceania e o leste europeu apresentam os índices mais baixos

A Tailândia foi considerada o país mais religioso do mundo em uma pesquisa realizada pela empresa WIN/Gallup International e divulgada nesta semana pelo jornal britânico Daily Telegraph. O levantamento contou com entrevistas feitas pessoalmente, por telefone ou por e-mail com 64.000 pessoas em 65 países diferentes. Os tailandeses tiveram índice de 94% de pessoas que dizem seguir alguma crença - número muito superior ao da China, que, em último lugar, aparece com apenas 7% de religiosos entre sua população.

A África e o Oriente Médio, com índices de 86% e 82%, respectivamente, são as regiões com maior número de religiosos no mundo. A Oceania e o leste europeu, com 44% e 43%, respectivamente, são os locais com a menor presença de fiéis. A pesquisa mostrou que os jovens, especialmente aqueles com idades entre 25 e 34 anos, são as pessoas mais religiosas. Os fiéis também são maioria entre pessoas de todos os níveis de educação. Aproximadamente 80% dos entrevistados com pouca formação e 60% dos que cursaram uma universidade se disseram religiosos.

O Brasil conta com presença elevada de religiosos. Entre os entrevistados, 79% das pessoas disseram seguir alguma crença, enquanto 16% não se consideraram religiosos. Somente 2% da população são ateístas convictos e 3% não souberam ou não quiseram opinar.
O instituto de pesquisa também fez uma projeção com relação à presença de religiosos no mundo em 2050. A expectativa é de que o número de ateus caia no Oriente, mas não no Ocidente. No Brasil, especificamente, a estimativa é de que 86,4% da população seja composta por cristãos, 9,3% não terão religião e 4% seguirão crenças populares. Judeus, muçulmanos, budistas e hindus corresponderão, cada um, a 0,5% da população brasileira.

Segundo o Daily Telegraph, os resultados do levantamento foram divulgados um mês após o Centro de Pesquisa Pew, em Washington, dizer que o Islã será a religião dominante no mundo em 2100. Confira abaixo os cinco países mais religiosos. segundo a WIN/Gallup International.

Os cinco países mais religiosos do mundo

1 de 5(Foto: Damir Sagolj/Reuters)
Tailândia

Tailândia

Porcentagem de pessoas religiosas: 94%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 1%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 3%


Armênia
2 de 5(Foto: Karen Minasyan/AFP)

Armênia

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 3%
Porcentagem de ateus convictos: 2%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%


Bangladesh
3 de 5(Foto: Munir Uz Zaman/AFP/VEJA)

Bangladesh

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 5%
Porcentagem de ateus convictos: 0%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 1%


Geórgia
4 de 5(Foto: David Mdzinarishvili/Reuters/VEJA)

Geórgia

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 6%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 0%


Marrocos
5 de 5(Foto: Fadel Senna/AFP/VEJA)

Marrocos

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 4%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%

Os cinco países menos religiosos do mundo


Holanda
1 de 5(Foto: Cris Toala Olivares/Reuters)

Holanda

Porcentagem de pessoas religiosas: 26%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 51%
Porcentagem de ateus convictos: 15%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 8%


República Tcheca
2 de 5(Foto: Istock/Getty Images)

República Tcheca

Porcentagem de pessoas religiosas: 23%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 45%
Porcentagem de ateus convictos: 30%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%


Suécia
3 de 5(Foto: AFP/VEJA)

Suécia

Porcentagem de pessoas religiosas: 19%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 59%
Porcentagem de ateus convictos: 17%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 6%


Japão
4 de 5(Foto: The Asahi Shimbun/Getty Images)

Japão

Porcentagem de pessoas religiosas: 13%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 31%
Porcentagem de ateus convictos: 31%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 25%


China
5 de 5(Foto: Wong Campion/Reuters)

China

Porcentagem de pessoas religiosas: 7%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 29%
Porcentagem de ateus convictos: 61%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 3%

O artigo original do site da Revista VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

CRISTÃOS ESTÃO SENDO ASSASSINADOS NA SÍRIA POR RECUSAREM SE CONVERTER AO ISLÃ




A notícia abaixo foi divulgada pela Agência France Press em 18 de Abril de 2014

Freira denuncia crucificações de cristãos por jihadistas na Síria

Cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por jihadistas nesta sexta-feira na Síria, denunciou uma freira síria à Rádio Vaticano.

De acordo com a irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, e que agora vive na França, "em cidades ou vilas ocupadas por elementos armados, os jihadistas e todos os grupos extremistas muçulmanos oferecem aos cristãos a shahada (a fé muçulmana) ou a morte. Em alguns casos pediram resgate".

"Por ser impossível renunciar à sua fé, sofreram o martírio. E o martírio de uma maneira extremamente desumana, de extrema violência. Em Maalula, por exemplo, crucificaram dois jovens porque eles recusaram a shahada".

"Em outra ocasião, um jovem foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida. Isso aconteceu em Abra, na zona industrial na periferia de Damasco", relatou.

De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas "pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas", e ainda levaram os bebês das mulheres e "os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais".

A Rádio Vaticano publicou esta entrevista nesta Sexta-feira Santa, dia que a Igreja lembra a crucificação de Cristo em Jerusalém.

Enquanto a guerra civil cria espaço para massacres cometidos por todas as partes, a minoria cristã se posiciona a favor do regime de Bashar al-Assad , temendo justamente os islâmicos.

O artigo original da AFP poderá ser visto por meio do link abaixo


Com isso concorda o relatório da Missão Portas Abertas em artigo publicado pelo site “Público” de Portugal junto com a Agência REUTERS. Segue a notícia:

Só na Síria foram mortos mais cristãos em 2013 do que em todo o mundo em 2012

O número de cristãos mortos pela sua fé quase duplicou em 2013. Só na Síria, foram mortos mais do que em todo o ano anterior – segundo o relatório anual da Open Doors (Portas Abertas), uma organização de apoio a cristãos perseguidos.

A organização documentou 2123 mortes, praticamente o dobro das 1203 que tinha sido registrado em 2012. Desse total, 1213 ocorreram na Síria.

“É uma contagem por baixo, baseada no que os media noticiaram e pudemos confirmar”, disse Frans Veerman, líder do grupo de pesquisa do Open Doors. A Reuters observa que outras organizações cristãs estimam o número de mortos em mais de 8000.

Os cristãos estão calculados em 2,2 mil milhões, cerca de 32% da população mundial, segundo dados do Pew Forum on Religion and Public Life, dos Estados Unidos. Enfrentam restrições à liberdade religiosa e hostilidade em 111 países. A mesma organização calcula em 90 os países onde há limitações e restrições à fé islâmica.

A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Países perigosos

O seu relatório identifica a Coreia do Norte no topo da lista dos 50 países mais perigosos para cristãos. Apesar de não possuir dados sobre mortes, afirma que enfrentam a “maior pressão que se possa imaginar” e 50 mil a 70 mil estão em campos de presos políticos. O país asiático ocupa a mesma posição desde que, há 12 anos, a organização começou a organizar este tipo de levantamento. Os lugares imediatos são ocupados por Somália, Síria, Iraque e Afeganistão.

Frans Veerman, que trabalha a partir de Utreque, na Holanda, diz que as mortes são apenas o exemplo mais extremo das perseguições. Os cristãos enfrentam também ataques a igrejas e escolas, ataques sexuais, expulsões dos países, ameaças e outras formas de discriminação. A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Nove dos dez países referidos como mais perigosos para os cristãos são de população majoritariamente muçulmana e vários são assolados por conflitos em que estão envolvidos radicais islâmicos. A Arábia Saudita foge a esse perfil mais faz parte do grupo devido à proibição total de outros cultos que não o islâmico.

Perseguidos por muçulmanos

O relatório dá conta de um aumento da violência contra cristãos em África e afirma que os muçulmanos radicais são os seus principais perseguidores, em 36 dos países abrangidos pelo levantamento. Estados falhados, com guerras civis e persistentes tensões internas são os mais perigosos para os cristãos, disse à imprensa Michel Varton, que lidera a organização em França.

“Na Síria, outra guerra avança na sombra da guerra civil – a guerra contra a Igreja” disse, na apresentação do relatório, no seu país. Cerca de 10% dos sírios são cristãos. Muitos deles tornaram-se alvos de rebeldes islamistas que os veem como apoiadores do líder do regime, Bashar al-Assad.

Na lista de mortes, a Síria é seguida pela Nigéria, com 612 casos em 2013 contra 791 no ano anterior. O Paquistão é o terceiro com 88 – muito acima dos 15 de 2012. O Egito teve também uma subida muito grande – 83 contra os 19.

O relatório fala também da “violência horrível frequentemente dirigida a cristãos” na República Centro-Africana, mas só confirmou nove mortes devido ao fato de “a maior parte dos analistas ainda não reconhecerem a dimensão religiosa do conflito”.

Sobre a Coreia do Norte, a Open Doors escreve que “a adoração dos governantes como deuses não deixa espaço para qualquer outra religião”.

A Open Doors começou a sua atividade nos anos 1950, fazendo entrar clandestinamente bíblias em países com governos comunistas. É uma associação de origem protestante. Tem sede nos Estados Unidos e trabalha atualmente em mais de 60 países.

O artigo original do site “Publico” poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Lamentamos profundamente que tais notícias não sejam veiculadas pela imprensa brasileira, que não denuncia a verdadeira barbárie que se abate sobre aqueles que são chamados pelo nome de Cristo. Lamentamos também a completa alienação do povo chamado “evangélico” no Brasil bem mais interessado na Teologia da Prosperidade, em mega shows evangélicos,  em viagens para Israel e outras coisas, enquanto nossos irmãos sofrem com a perseguição que, muitas vezes culmina, com o assassinato dos mesmos.

É ora de nos unirmos e levantarmos nosso clamor a Deus para que se apresse em fazer justiça à igreja perseguida. O mundo não pode mais tolerar que pessoas sejam perseguidas por causa de sua fé seja por mulçumanos ou por quem quer que seja. BASTA!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OS CAMINHOS DO ISLÃ NO BRASIL



A reportagem abaixo foi publicada pela revista ISTOÉ em 21 de Fevereiro de 2014 e trata desse importante assunto que discute os caminhos do Islã no Brasil. Segue a reportagem:

Os caminhos do Islã no Brasil

Aumento no número de mesquitas no País, de sheiks que agora falam português e de brasileiros no topo da hierarquia de centros islâmicos explica a expansão dos muçulmanos no Brasil

Por Rodrigo Cardoso

Quando decidiu se aproximar da cultura islâmica, o soteropolitano Wilton José de Carvalho não poderia imaginar que ganharia um lugar de destaque entre os seguidores brasileiros do profeta Maomé – cerca de 1,5 milhão. Católico praticante, Carvalho foi apresentado ao islã por um amigo em 1990. Desde então, já como Yussuf, ele, o amigo, outros quatro brasileiros e três africanos passaram a se reunir e fazer orações em uma pequena sala alugada, no centro de Salvador, em uma rua de nome sugestivo: Mesquita. Quatro anos depois, o grupo se mudou para um imóvel comercial arrematado por um árabe. Nascia o Centro Cultural Islâmico da Bahia, em 1994. Na instituição, o baiano foi diretor patrimonial, passou pela vice-presidência e é, desde 2010, o primeiro brasileiro a comandá-la. Histórias como a de Yussuf revelam uma transformação pela qual o islã vem passando no Brasil. Especialistas tratam como fenômeno religioso o fato de cada vez mais brasileiros ascenderem ao topo da hierarquia de entidades muçulmanas. “Em algumas cidades, como Salvador e Recife, centros islâmicos que historicamente eram presididos por muçulmanos de origem árabe hoje têm brasileiros ocupando o posto”, afirma o sheik sírio Jihad Hassan Hammadeh, que preside o conselho de ética da União Nacional Islâmica (Uni).

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 OPINIÃO
A carioca Karina, 28 anos, reverteu-se ao islã aos 14 e nunca mais deixou de usar o véu: 
                                               "Não sou forçada a usá-lo"

 Yussuf, 53 anos, foi eleito presidente em substituição a um egípcio, que ocupou o cargo por oito anos. Supervisor da área de telecomunicações, o soteropolitano enverga a veste islâmica Jalabia para posar para ISTOÉ e conta que dá expediente na entidade de forma voluntária das 9 horas às 18 horas, quando necessário. O muçulmano hoje trabalha para erguer a primeira mesquita da Bahia. “Abriremos uma conta em um banco para receber doações. Temos um terreno de mil metros quadrados em vista”, diz. “Eu não poderia chegar à presidência se não houvesse uma expansão do islã em curso propiciada por muçulmanos revertidos brasileiros.” Para os adeptos do islã, todos nascem muçulmanos e o retorno a Deus dos que se afastam é chamado de reversão e não conversão, que, para eles, seria o ato de migrar de denominação religiosa. Yussuf tem razão. Em aproximadamente dez anos, o número de mesquitas, de acordo com a Uni, saltou de 70 para 115. Nesse mesmo intervalo, triplicou a quantidade de sheiks que falam português. Não para por aí. Os brasileiros não só ascenderam ao topo da hierarquia de instituições já estabelecidas como têm erguido novos espaços religiosos. “No Nordeste, entidades islâmicas estão sendo criadas por brasileiros cuja adesão à religião não vem de berço”, afirma o antropólogo Paulo Hilu, que dirige o Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF). O islã, religião que aportou no Brasil pelas mãos de mouriscos (muçulmanos convertidos ao cristianismo) de Portugal no século XVI, vem deixando de ser uma incógnita na cabeça do brasileiro porque o terreno para seu crescimento nunca esteve tão fértil. “Há 94 instituições islâmicas aqui, hoje. Em 2002, havia 58 e, em 1983, 33”, diz o pesquisador Hilu, da UFF.


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Manaus, por exemplo, levantou uma mesquita há três anos apenas. Onde não há possibilidade de erguer templos, a comunidade dá um jeito de fazer a religião se propagar. Quatro meses atrás, o ex-evangélico Cesar Mateus Rosalino, hoje muçulmano sob o nome de Kaab Al Qadir, construiu uma mussala (sala de reuniões) na favela Cultura Física, em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo, onde vive. No local, que ganhou o nome de mussala Rahmah, Kaab exibe uma barba comprida digna de um muçulmano padrão e conta que recebe aproximadamente 20 pessoas em algumas reuniões. O local já contou, inclusive, com a presença de um sheik moçambicano. “A gente lutou para ter um espaço porque não há condições de os irmãos daqui atravessarem a cidade, três horas de viagem, para ir à mesquita mais próxima”, diz Kaab, que matriculou o filho em uma escola turca neste ano. Nela, o garoto de 10 anos, batizado de Bryan Luther King, encara um intensivo sobre estudos islâmicos. “Ele quer ser o primeiro médico muçulmano”, diz o pai, com orgulho.

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                                                 PIONEIRO
Yussuf, 53 anos, é o primeiro brasileiro a presidir o centro islâmico da Bahia

 A maior frequência do uso do português no dia a dia de mesquitas, entidades islâmicas e mussalas é, para Francirosy Ferreira, coordenadora do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes, um dos principais fatores que impulsionam o avanço da religião. “Há mais líderes falando e ensinando o islã em português. Isso ajuda no entendimento e divulgação da religião”, afirma a professora de antropologia do departamento de psicologia social da Universidade de São Paulo (USP). O sheik Jihad, 48 anos, que dá expediente em São Bernardo do Campo (SP), onde está uma das maiores comunidades islâmicas do Brasil, é um dos 15 líderes religiosos que falam fluentemente o português. Numa sexta-feira à tarde, depois de fazer as devidas reverências na mesquita Abu Bakr Assidik cercado por aproximadamente 300 muçulmanos, entre homens e mulheres, crianças e idosos, ele explicou à ISTOÉ que, antigamente, o idioma era pouco adotado porque os sheiks desembarcavam vindos de um país islâmico já com a vontade de retornar à sua terra natal. “Isso não os encorajava a se dedicar ao português. Atualmente, a aproximação ao idioma é maior porque grande parte dos que chegam ao Brasil pretende se estabelecer aqui”, diz ele.

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                                                    EXPANSÃO
Mesquita lotada em São Paulo (acima) e Kaab, o líder comunitário muçulmano (abaixo)
que inaugurou uma mussala (sala de oração) em uma favela

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 O sírio Jihad, um dos 15 sheiks daqui que dominam o português

A realidade, hoje, aponta para uma evolução. Há no País sete sheiks brasileiros. Dez anos atrás, havia três. Em todos os Estados da federação há alguma mesquita, mussala, sociedade beneficente ou cemitério islâmico. No Rio de Janeiro, por exemplo, encontra-se uma das comunidades pioneiras em realizar sermões em português e não em árabe – o islã praticado no Brasil, atualmente, deriva da imigração árabe do Oriente Médio do fim do século XIX e século XX. Essa movimentação toda pela qual passa o islã teve como gatilho os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A partir de então, a mesma esteira que trouxe para cá notícias distorcidas sobre os fundamentos islâmicos e o medo semeou nas pessoas uma grande curiosidade sobre a religião. Muitos foram os brasileiros que saíram da estagnação em busca de mais informações sobre a cultura muçulmana. Foi o que ocorreu com a socióloga carioca Karina Arroyo, que estreitou os laços com o islã após os atentados terroristas atraírem os holofotes para a religião.

Aos 14 anos, ela optou pela reversão, passou a frequentar uma comunidade islâmica, fez aulas de árabe e aprendeu os ensinamentos da religião. Hoje, aos 28 anos, casada com um muçulmano e mãe duas vezes, ela usa o hijab (o véu) pelas ruas do Rio de Janeiro porque quer ser reconhecida como muçulmana. “Não sou forçada a usá-lo. A mulher percebe uma valorização feminina ao cobrir o corpo”, afirma Karina. O uso sem receio dessa peça do vestuário muçulmano tem crescido no País, um reflexo, segundo Francirosy, da USP, do maior conhecimento da doutrina islâmica e da expansão da religião. “Em 2008, cerca de 60% das mulheres usavam o véu. Hoje, entre 90% e 95% delas o fazem”, diz a professora. “A cada dez revertidos, sete são mulheres”, informa o sheik Jihad. “Tem gente que se reverte comigo por telefone, por WhatsApp.”

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Tais métodos são possíveis porque, para aderir ao islã, a pessoa precisa apenas proferir três vezes a um interlocutor: “Não há Deus senão Deus e o Profeta Muhammad é seu mensageiro.” Pronto, eis um novo muçulmano. Daí para a frente vem a prática, como cinco orações diárias, a caridade aos mais necessitados, o jejum no mês do Ramadã, a peregrinação à cidade saudita de Meca pelo menos uma vez na vida, se o muçulmano tiver condições físicas e financeiras. Mas aí é uma outra história...

Fotos: Eduardo Zappia; EDSON RUIZ, Gabriela Biló/Futura Press; Rafael Hupsel/Ag. Istoé

O artigo original da ISTOÉ poderá ser acessado por meio desse link aqui:


É bem evidente que o Islã está se abrasileirando, como também aconteceu com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos ou Mórmons, que não aceitava negros em suas fileiras, mas depois de uma revelação recebida diretamente de deus pelo presidente da igreja, os negros passaram a ser aceitos.
Para os membros do Islã de origem árabe, esse negócio de ter o Alcorão em português e fazer sermões em português não faz muito sentido, já que o mesmo foi originalmente produzido em árabe — a mais bela das línguas segundo os árabes — e o próprio deus do Alcorão fala o árabe.

Mas é digno de nota o fato que a religião muçulmana tem permitido uma ascensão meteórica de brasileiros a postos chaves dentro da sua estrutura. Isso é algo completamente novo no Brasil, um país de missões, onde, independentemente da origem e da religião, o controle das mesmas sempre se manteve por longas décadas nas mãos dos estrangeiros, passando vagarosamente para as mãos de brasileiros. Nesse sentido o Islã dá uma lição exemplar.



OUTROS ARTIGOS ACERCA DO O ISLÃ





http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/04/lideres-evangelicos-proclamam-que-o.html

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terça-feira, 2 de julho de 2013

DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POR RELIGIÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO


O Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO” publicou no dia 16 de Junho de 2013, em duas reportagens com base numa pesquisa do IBOPE traçando um perfil dos habitantes da cidade de São Paulo, por grupos religiosos.

Como já era esperado, Católicos Apostólicos Romanos e os chamados Evangélicos dominam o cenário. O que mais chama a atenção é que:

1. Os bairros em São Paulo onde os considerados mais religiosos são: Vila Formosa, Água Rasa, Mooca e Vila Medeiros.

2. O bairro com o maior número de pessoas que se declararam agnósticas foi o da Bela Vista.

3. Os judeus somam 34 mil e estão concentrados — cerca de 10 mil — na região de Higienópolis.

4. Os espíritas apesar de compor o terceiro maior grupo religioso da cidade de São Paulo somam apenas 448 mil. Esse número não inclui os 56 mil que são adeptos das religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé.

5. Os muçulmanos são 6 mil e os Budistas 63 mil.

6. Os católicos, curiosamente, abandonar as classes pobres e a periferia e estão concentrados nos bairros de classe média e alta.

As reportagens originais publicadas pelo “O ESTADO DE SÃO PAULO” podem ser vistas na íntegra a seguir:

'Cinturão da Bíblia' inclui Vila Formosa, Água Rasa e Mooca

Enquanto isso, a região mais agnóstica é a Bela Vista, na região central; para especialista, cultura local influi na formação

16 de junho de 2013

O Estado de S. Paulo

Os dados do Ibope também mostram que São Paulo tem seu próprio "Bible belt" - ou "cinturão da Bíblia", termo usado tradicionalmente para descrever a zona mais religiosa dos Estados Unidos. Na capital, os bairros que têm mais pessoas que se declararam adeptas de alguma religião são Água Rasa, Vila Formosa e Mooca, todos no início da zona leste. Os distritos no entorno, indo ao norte até a Vila Medeiros, também concentram essa característica.

Nesses bairros, a maior parte dos fiéis é católica, seguida por evangélicos e espíritas. No líder, Água Rasa, apenas 4% dos seus moradores declararam ser ateus ou agnósticos.

O contraste é grande quando o número é comparado com a Bela Vista, na região central. Lá, essa taxa é quatro vezes maior - ou seja, praticamente um em cada cinco moradores não segue nenhuma religião.
Para o professor João Baptista Borges Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), o "Bible belt" paulistano tem essa característica por causa da própria cultura do bairro. "São locais onde há pouca imigração recente, e os moradores costumam ter uma tendência maior de permanência. Assim, cria-se uma religiosidade de bairro, onde a igreja vira um centro social e uma referência para a sociabilidade local", explica.

Diversidade. O mapa da religião revela que existem comunidades fortes concentradas em certos bairros. Uma das mais famosas delas são os judeus. Dos 34 mil judeus que vivem na capital, cerca de 10 mil moram nos distritos de Santa Cecília e Consolação, onde fica o bairro de Higienópolis. Há também números relevantes em outros distritos de maior renda, como Jardim Paulista e Perdizes, e também no Bom Retiro, um dos primeiros locais a receber imigração judaica em São Paulo.

Os espíritas - que compõem a terceira maior comunidade religiosa paulistana, com 448 mil adeptos - estão mais concentrados no Tatuapé, Mooca e Água Rasa, onde mais de 10% dos moradores declararam seguir esse credo. É nessa região que fica o Centro Espírita Perseverança, um dos mais tradicionais de São Paulo.
Já a maioria dos muçulmanos - são cerca de 6 mil na capital - está no Pari, tradicional bairro comercial que abriga uma das principais mesquitas da cidade. Os budistas (são 63 mil) se concentram na Saúde, Jabaquara e Liberdade, distritos que também têm porcentual relevante de imigrantes orientais, como japoneses e chineses.

Os 56 mil adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, estão mais espalhados pela capital. Em distritos com grande herança de comunidades africanas, como Tucuruvi e Carrão, cerca de 2% dos seus moradores se declararam adeptos dessa religião. / R. B. e J. R. T.

Católicos se concentram em bairros nobres

16 de junho de 2013

RODRIGO BURGARELLI E JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO - Agência Estado

São Paulo pode até ter nome de santo, mas ser católico na capital paulista já deixou há muito de ser unanimidade. Atualmente, há bairros na zona leste que têm até 12 vezes mais evangélicos do que distritos em áreas mais ricas, proporcionalmente. O líder nesse quesito é Lajeado, no extremo leste - lá, um em cada três moradores se declarou evangélico.

Os dados fazem parte de estudo do Ibope em parceria com o Estadão Dados, com base nos questionários detalhados do Censo 2010. O levantamento integra a série 96xSP, que traz reportagens sobre temas como migração e deslocamento nos 96 distritos da capital.

O mapa das religiões em São Paulo mostra que não há nenhum distrito em que os fiéis da Igreja Católica não sejam maioria. Apesar disso, o número de católicos por evangélicos varia bastante entre as regiões da cidade. Ele é maior justamente nos bairros mais ricos, como Morumbi, Itaim e Alto de Pinheiros. O líder é o Jardim Paulista, onde há 12 católicos para cada evangélico. Essa proporção diminui conforme se afasta dos bairros nobres.

O extremo da zona leste concentra menos católicos do que qualquer outra área da capital, mesmo tendo níveis de renda similares a distritos das zonas sul e norte. A menor taxa é de Lajeado, onde há quase 1 evangélico para cada católico. A explicação, segundo especialistas, está na distribuição histórica dos templos religiosos em São Paulo.

"A zona leste, a partir da Avenida Celso Garcia, tem uma tradição antiga de igrejas evangélicas. A primeira igreja pentecostal de São Paulo é a Congregação Cristã do Brasil, no Brás. Ela foi fundada por italianos, mas já na década de 1950 parte dos milhares de nordestinos que vinham para São Paulo ocupar os bairros mais ao leste dessa área já frequentava esses cultos", explica o professor emérito de Antropologia da USP, João Baptista Borges Pereira.

Segundo ele, as igrejas pentecostais e neopentecostais são especialmente atraentes para imigrantes de menor renda porque foram mais bem-sucedidas em atrair esse público, tanto por seu discurso de prosperidade quanto por sua importância como referência social para os recém-chegados.

"O pentecostalismo é uma religião urbana, ligada ao modo de vida capitalista e ao trabalhador assalariado", complementa o professor de Teologia da PUC-SP, Edin Sued. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ARTIGOS SOBRE ESTATÍSTICAS TRATANDO DE RELIGIÕES




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