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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A ELEIÇÃO DE JOÃO DÓRIA E O EGOCENTRISMO HUMANO



O excelente texto abaixo é de autoria do professor Dr. Wilson Roberto Vieira Ferreira. Nele o leitor encontrará uma análise precisa do atual estágio de egotismo experimentado tanto pelo candidato João Dória, como também pelos paulistanos que o elegeram. Hoje estamos assumindo que o coletivo não é o mais importante e sim o indivíduo. Tal mudança de comportamento afaga o ego do indivíduo, colocando-o no centro de tudo. Não é necessário nenhum tipo de brilhantismo para perceber que estamos caminhando para um enorme desastre.

Com Doria Jr. mídia não quer mais intermediários
Wilson Roberto Vieira Ferreira

Desde a chamada “crise hídrica”, o Estado de São Paulo é o laboratório de testes para tudo aquilo que espera o restante do País para o futuro. Lá, foi a engenharia de opinião pública para demonstrar que a água é um bem escasso e que, portanto, deve ser regulado pelo mercado como uma mercadoria qualquer. E o Parque Victor Civita na cidade de São Paulo foi o seu showroom. Agora, o teste bem sucedido do primeiro “gestor-midiático” vitorioso nas eleições municipais de São Paulo. João Doria Jr. representa a impaciência da grande mídia em cumprir sua agenda: chega de intermediários! Políticos tradicionais, com a sua melodramática “mise-en-scène teatral”, não têm timing midiático. Doria Jr. é o novo espécime da transpolítica futura: egresso do mundo da mídia e publicidade, aquele que nega a si mesmo como político. Assim como aquela campanha publicitária de um banco que foi adquirido pelo Itaú: “nem parece banco...”. Enquanto isso, as esquerdas lamentam mais uma “revolução traída”.

Assim como o Deserto de Nevada, nos EUA, foi a área de provas dos testes das bombas nucleares, o Estado de São Paulo é o laboratório de testes de preparação do “brave new world” que espera o restante do País para o futuro. Testes com duas bombas: a da água e, agora, a do “gestor midiático”.

Tudo começou com a chamada “crise hídrica”, teste de vanguarda para, sob o álibi do discurso “verde” (alterações climáticas, aquecimento global etc.), sucatear deliberadamente o sistema público de produção e distribuição de água, tornando escasso um bem universal (assim como educação e saúde) para ser entregue à regulação do mercado como simples mercadoria.

E a Praça Victor Civita, na cidade de São Paulo (entre a decadente editora Abril e o fétido Rio Pinheiros) foi o showroom dessa nova ordem da “sustentabilidade sustentável” com a estética da escassez do lixo reciclado – a convergência do ambientalismo com o hiperliberalismo da mercantilização generalizada sob a chantagem da crise econômica e da catástrofe ecológica – para ler mais sobre isso siga o link abaixo:


Com a vitória acachapante do candidato João Doria Jr. à prefeitura de São Paulo já no primeiro turno, confirma-se a agenda desse vanguardismo paulista, já antecipada por este Cinegnose no ano passado: a vitória eleitoral, para um cargo executivo, de um personagem midiático, egresso do mundo da publicidade, lobby e programas televisivos, cuja imagem é não mais de um “político”, mas de um “gestor” – sobre a sinistra profecia do Cinegnose veja o link abaixo:


A engenharia de opinião pública da "crise hídrica"

Uma eleição onde outros dois candidatos também acumulavam capital midiático-televisivo: Celso Russomano, suposto defensor dos direitos do consumidor em programas como o sensacionalista Aqui e Agora do SBT, e Marta Suplicy cujo start up da carreira política foi em um quadro onde apresentava-se como sexóloga no antigo programa TV Mulher da TV Globo nos anos 1980.

Para quê intermediários?

Depois de um trabalho diário do complexo judiciário-midiático em não só destruir o PT, mas em desconstruir a própria Política e a figura do político, a grande mídia realiza o sonho de mandar às favas os intermediários – para quê ter que levar à reboque os políticos, roteirizando e turbinando suas pautas, se as próprios produtos televisivas podem assumir o protagonismo das ações?

Até aqui a grande mídia tem realizado um trabalho hercúleo de alavancar políticos canastrões com expressões tão confiáveis como a de um vendedor de carros usados. Desajeitados diante de câmeras e teleprompters, excessivamente vaidosos diante da presença de repórteres, boquirrotos, desajeitadamente empolados. E alguns com um português parnasiano e cheio de mesóclises.

Grande mídia quer se livrar dos seus intermediários canastrões e boquirrotos

O “proto-coxinha”

Que a Política é tributária da cena teatral, não é novidade na Ciência Política. A novidade é que o laboratório dessas eleições municipais revelaram é que a mise-en-scène teatral será substituída pelo timing midiático – um discurso em primeira pessoa, destinado não para o público, mas para VOCÊ! O apelo não mais para um receptor enquanto público (o enfadonho discurso de “políticas públicas”, “ideologias” e “programas”), mas para um receptor pensado como “proto-coxinha”: individualista e sedento por modelos bem sucedidos de self made man.

O sucesso desse primeiro espécime gestor-midiático testado no laboratório paulistano revela o discurso voltado para o indivíduo e não mais para o coletivo. O discurso de Dória desceu para as profundezas da psicologia coletiva, foi além dos chamados “coxinhas” – esses são bem sucedidos e, como ele, dependentes das gordas verbas públicas provenientes da Política que tanto supostamente rejeitam.

O timing midiático de Dória encontrou um tipo-ideal ainda mais insidioso e volátil: o “proto-coxinha”: o ressentido de não ter aquilo que acha que merece, em busca de modelos de sucesso, campeões da meritocracia. Em síntese, o protótipo do Estado “locomotiva da nação”, aquele que acredita no sucesso e não em qualidade de vida – crê que a sua fortuna pessoal viria de si mesmo e não de uma política pública ou qualquer tipo de projeto coletivo ou política pública.

Mas ironicamente para realizar esse projeto de criar o primeiro gestor-midiático na política, a grande mídia teve que primeiro servir-se dos políticos tradicionais para a desconstrução da própria política. Isso foi necessário para criar uma onda despolitizadora perfeita para que o gestor-midiático surfasse em um tsunami anti-política.

Doria Jr. e o “zeitgeist”

Por isso, os números das eleições municipais que apontam votos brancos, nulos e abstenções superior aos votos do primeiro colocado João Dória Jr. (1/3 do eleitorado se recusou a votar) não surpreende.

Por isso o discurso do gestor-midiático Dória Jr. foi perfeito para capturar o zeitgeist do momento: pouco falou em políticas metropolitanas ou práticas modernas das grandes capitais do mundo. Pensando nas funções da linguagem, seu discurso foi apenas fático e conativo – colcha de retalhos de slogans como “acelera São Paulo” (o apelo fático para apenas manter contato, assim como o singelo “alô” telefônico) e o apelo não ao coletivo (nós ou vocês), mas ao individual (VOCÊ!) – VOCÊ! Vítima da “indústria da multa”, dos “petralhas”, do “IPTU”, da “gestão ineficiente” e assim por diante.

Enquanto o político tradicional, imerso no seu papel da mise-en-scène teatral, tenta ser messiânico ou épico (apela para a “Nação”, o “Povo”, a “Pátria”, o “cidadão”), o gestor-midiático fala para o indivíduo, seja pensado como consumidor (Russomano) ou como vítima de gestores ineficientes – Doria Jr.

Com o gestor-midiático finalmente a mídia consegue colocar um “político” em sintonia com a sua própria linguagem apelativa em segunda pessoa (“TU”, “VOCÊ”), essência da linguagem dos meio televisivo. Afinal, o que é o teleprompter? Senão a simulação da intimidade, da conversa olho no olho, escondendo o fato de que o emissor fala para alguém ausente.

Toda revolução será traída

Mas também a bem sucedida experiência com o novo espécime midiático João Dória Jr. revela que todas revoluções foram, desde o início, revoluções traídas: síndrome que historicamente as esquerdas não conseguem superar.

É irônico vermos o indiciamento do ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo e a prisão do ex-ministro Antônio Palocci pela Operação Lava Jato na chamada “Operação Boca de Urna” que turbinou a onda na qual Doria Jr. surfou.

O primeiro, quando teve a oportunidade de promulgar a Lei dos Meios, optou pela continuidade da orientação “técnica” e “republicana”.

Enquanto Palocci se esforçava em agradar os grandes conglomerados de mídia. Talvez achassem que teriam um lugarzinho na Casa Grande também.

 As esquerdas parecem ainda pensar a comunicação na era da impressão tipográfica. Enquanto a Direita é um produto da era eletromagnética do rádio e da televisão. Seu despertar foi a estetização da política através da radiodifusão e do cinema no nazi-fascismo.

Enquanto as esquerdas se orientam pelos aspectos, por assim dizer, “iluministas” ou “conteudistas” da comunicação (reflexão, conscientização, pensamento crítico etc., funções referenciais da comunicação) a Direita compreendeu muito bem a natureza fática e conativa das comunicações do século XX – atmosferas de opinião, o discurso direto em segunda pessoa e todo o repertório da canastrice que faz referencia não mais ao teatro ou ópera bufa (como fazem os políticos tradicionais), mas aos personagens do cinema e TV. Hitler e Mussolini que o digam.

Doria Jr. e o meme do Rei do Camarote

Por isso João Doria Jr. é o resultado dessa bem sucedida estratégia fática de criação de atmosferas de opinião depois dos últimos anos de incansável guerrilha com bombas semióticas: em primeiro lugar na mídia tradicional. E depois, nas redes sociais com as guerrilhas de memes como, por exemplo, o meme do “Gigante” do Luciano Huck e o meme do “Rei do Camarote” – para ler mais sobre isso siga o link abaixo:


Doria Jr. é a concretização desses memes “coxinhas” para eleitores “proto-coxinhas”. Huck e o “rei do camarote” e o empresário Alexander posando ao lado de uma Ferrari para “pegar gatinhas” são modelos do self made man que lentamente criaram um clima de opinião para a experiência pioneira paulistana.

O primeiro espécime gestor-midiático foi a conclusão final desse silogismo memético: com seus canastríssimos sapatos  italianos e cashmeres jogados sobre os ombros, conseguiu a sintonia perfeita com o clima de opinião diligentemente criado pela grande mídia.

Enquanto isso, as esquerdas lamentam mais uma revolução traída.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus nos salve dessa monstruosa condição onde o indivíduo, e não Deus, é a medida de todas as coisas.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

THALLES ROBERTO E SEU NARCISISMO CRÔNICO


O artigo abaixo é de autoria de Thiago Oliveira e foi publicado no site “Os Bereianos”.

Thalles: seu narcisismo passou dos limites!

Que o Thalles Roberto é um narcisista crônico, isso eu já sabia. Mas eu não tinha a noção do que ele seria capaz de fazer para satisfazer/promover a sua auto-imagem de "homem espiritual influente". Não contente em ser um cantor gospel vendável e que faz sucesso, Thalles ostenta um título de "Pastor" já faz um tempo e vive falando que a sua fama é algo que Deus usa para alcançar milhões de pessoas.

Se não bastasse as caras e bocas, as roupas com sua marca estampada e até um bonequinho horroroso chamado "Thalleco", o cantor lançou uma Bíblia que tem seu nome na capa e um prefácio cheio de fotos (propagandistas) suas, letras de suas músicas e parte de sua biografia. Segundo o próprio Thalles, o lançamento é uma "estratégia de Deus" e ele colocou o seu nome e sua cara na "Bíblia Apostólica IDE" para que com a sua influência (humilde, hein?) as pessoas que não leem a Bíblia despertem e nutram o interesse pela leitura.

Engraçado é que eu sempre pensei que a vontade de ler a Palavra de Deus, assim como de orar, congregar, evangelizar e etc. fosse algo inerente à atuação do Espírito Santo. Muito me surpreende saber que nem o Evangelho, nem Jesus e nem personagens como Moisés, José, Davi, Sansão, Paulo, Pedro, são atrativos suficientes para que os jovens leiam a Bíblia. Fico embasbacado com o fato do Thalles ser o chamariz que fará com que as pessoas comecem a ler a Bíblia. Como não pensei nisso antes? Afinal, o perfil do Facebook do Thalles é um dos maiores do país. Logicamente, Deus sabendo do tamanho do seu Facebook, utilizou-se da popularidade virtual do cantor e mandou um recado: "Edite uma bíblia com seu nome (slogan) estampado nela".

Caro leitor, desculpe o meu tom irônico, mas é inacreditável que este homem não enxergue o quanto que ele tem feito mal à causa do Evangelho, com suas estratégias carnais que apenas fazem a Igreja crescer numericamente, todavia oca, pois lhe falta alimento consubstancial, isto é, a sã doutrina. Francis Schaeffer já havia alertado a Igreja acerca disto quando falou em seu sermão:

"(...) Embora reconheçamos que o poder do Espírito Santo pode ser nosso, nós ainda copiamos a sabedoria do mundo, confiamos em sua forma de publicidade, seu barulho, e imitamos seus modos de manipular pessoas! Se tentarmos influenciar o mundo usando os métodos dele, estaremos fazendo o trabalho do Senhor na carne. Se colocarmos atividade no centro, até mesmo boa atividade, em vez de confiar em Deus, então poderá haver o poder do mundo, mas nos faltará o poder do Espírito Santo".

Carnalidade é algo que o Thalles demonstra ter de sobra, pois tem um ego inflado. Nenhum homem comprometido com o Reino de Deus busca aparecer tanto assim. Um dos princípios da adoração é a humildade. Importa que o SENHOR cresça e nós diminuamos (Jo 3.30). Como é que uma pessoa diz que está emprestando a sua imagem para que os jovens venham a querer ler a Bíblia? Sua visão de si mesmo é extremamente ensimesmada, e essa ótica gera uma distorção dos fatos. As igrejas de Sardes e Laodicéia se achavam muita coisa, então Jesus tratou de informá-las o que elas realmente eram aos olhos de Deus (Leia Apocalipse 3).

Ademais, o descaramento do Thalles é tão grande que ele diz que seu propósito não é vender Bíblias. Porém o seu mais novo produto custa mais de R$ 100 reais. Que incentivo aos jovens hein? A questão é muito simples: Se o propósito não é vender, então não vende! Agora vir com discurso hipócrita é que não dá. Keith Green, um ministro de louvor e evangelista norte-americano de renome (morto em um trágico acidente aéreo na década de 1980) abriu mão de receber pelo seu álbum So You Gona Go Back To Egypt. Ele mandava gratuitamente pelos correios, e em suas apresentações o público comprava pelo valor que quisesse, e se quisesse, pagar. Isso é coerência, coisa que o Thalles não tem.

Por fim, gostaria de lembrar que o que está ruim pode piorar. A Tal "bíblia do Thalleco" é comentada pelo Estevam Hernandes, um homem que se intitula apóstolo e que foi um dos grandes responsáveis pela expansão do movimento apostólico no Brasil, tal como o modelo G12 de crescimento, a infame teologia da prosperidade e o neopentecostalismo em si. Os verbetes escritos por ele são todos ligados a esta visão herética, dita "apostólica". Indo para a Bíblia vemos que para exercer o ofício apostólico existiam duas condições: 1. O apóstolo tinha que ser testemunha ocular da ressurreição de Cristo (Atos 1:2-3, 1:21-22, 4:33 e 9:1-6; 1Co 9:1 e 15:7-9). 2. O apóstolo tinha que ter sido comissionado diretamente por Jesus (Mt 10:1-7, Mc. 3:14, Lc 6:13-16, At 1:21-26, Gl 1:1 e 1:11-12). Não existe nenhuma condição bíblica para crer que o ofício apostólico é válido em nossos dias. Por isso, tal bíblia de estudo é um instrumento disseminador de heresias.

Triste saber que apesar de muitos alertas, milhares de pessoas comprarão este produto que é uma ofensa à Palavra de Deus. Mas porque tanta gente segue falsos mestres? Essa pergunta foi respondida recentemente pelo Dr. Augustus Nicodemus: “A humanidade sem Deus reconhece na mensagem dos falsos profetas um tom familiar e identifica-se com ela. Pensamentos satanicamente inspirados são atraentes para as mentes mundanas”. É uma declaração forte, mas que tem respaldo bíblico: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2Tm 4.3).

Muito triste também é saber que a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) está em parceria com esse tipo de gente, promovendo esta aberração. Será que o lucro fala mais alto que o compromisso de honrar o texto sagrado? Pelo visto sim... Deus livre os seus eleitos de serem seduzidos por estes que adoram a Mamon e a si mesmos.

O texto original do site Os Bereianos poderá ser visto por meio desse link aqui:

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

A. W. TOZER – PRECISAMOS DE HOMENS DE DEUS



O material abaixo foi publicado pela revista “Fé para Hoje”

Precisamos Novamente de Homens de Deus

Por A. W. Tozer

A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.
A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esses homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.
Sempre que o seu reconhecimento for motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) irá conduzi-los a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz do Deus ETERNO.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais frequentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer.

Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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