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sábado, 30 de maio de 2015

RESUMO DO COMENTÁRIO DE CALVINO NA EPÍSTOLA AOS ROMANOS — PARTE 002 — FINAL



O material abaixo foi publicado pelo site “Voltemos ao Evangelho”.

A primeira parte desse resumo poderá ser vista por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/resumo-do-comentario-de-calvino-na.html

Um resumo de Romanos por João Calvino

CONTINUAÇÃO

No capítulo sete, ele inicia uma discussão imparcial concernente à utilidade da lei. Ele mencionara este fato ao discutir previamente outro tema. Fomos libertados da lei, diz ele, porque ela, em si mesma, nada pode fazer senão nos condenar. Todavia, para que seu argumento não expusesse a lei à reprovação, ele insiste veementemente que ela está livre de toda e qualquer acusação. A culpa é toda nossa, explica ele, se a lei, que nos fora dada para a vida, provou ser veículo de morte. Ao mesmo tempo, explica como a lei faz o pecado avolumar-se. Deste tema, ele transita para a descrição da batalha que se deflagra entre o Espírito e a carne, experimentada pelos filhos de Deus enquanto se acham presos pelas cadeias de nosso corpo mortal. Os crentes levam consigo restos de cobiça, por meio dos quais são continuamente extraviados de sua obediência à lei.

O capítulo oito contém consolações que vêm em socorro da consciência dos crentes, a fim de que ela não seja estrangulada pelo terror ou a sucumbir-se, descobrindo que infringiu a lei, ou percebendo que sua obediência é por demais imperfeita, do quê já éramos acusados desde outrora. Mas, para que os ímpios não tenham, por esse motivo, razão para enfatuar-se, ele, antes de tudo, afirma que este benefício pertence unicamente aos regenerados, em quem o Espírito de Deus vive e a quem ele enriquece. Ele, pois, explica duas verdades. Em primeiro lugar, aqueles que se acham enxertados em Cristo, nosso Senhor, por meio de seu Espírito, estão fora de perigo ou da probabilidade de sofrer condenação, ainda que sejam responsabilizados por seus pecados [atuais]. Em segundo lugar, se os que permanecem na carne estão destituídos da santificação do Espírito, nenhum deles tem qualquer participação nesta grande bênção. Em seguida, ele explica quão imensurável é a segurança de nossa fé, visto que ela, pelo próprio testemunho do Espírito de Deus, afasta todas nossas dúvidas e temores. Ele ainda mostra, à guisa de antecipar objeções, que nossa segurança de vida eterna não pode ser interrompida nem perturbada pelas ansiedades desta vida atual, às quais estamos sujeitos em nossa vida mortal. Ao contrário disso, nossa salvação é promovida por tais tribulações, e, em comparação com a excelência de nossa salvação, todos nossos atuais sofrimentos são reputados como nada. Ele afirma isso com base no exemplo de Cristo, ou, seja: visto ser ele o Primogênito e Cabeça da família de Deus, é a imagem à qual devemos nos conformar. Visto, pois, que nossa salvação está garantida, ele conclui com uma nota de esplêndido louvor, na qual ele com exultação triunfa sobre o poder e estratagema de Satanás.
A maioria dos homens ficava terrivelmente conturbada ao olhar para os judeus – que eram os principais guardiães e herdeiros do pacto – rejeitarem a Cristo, pois este fato lhes provava, ou que o pacto era removido da semente de Abraão, que desdenhava seu cumprimento, ou que Cristo não era o Redentor prometido, visto que ele não fizera melhor provisão para o povo de Israel.

Paulo, portanto, começa a responder esta objeção no início do capítulo nove. Ele inicia falando do amor divino para com o próprio povo do pacto, para que não ficasse a impressão de que falava com malícia. Ao mesmo tempo, ele faz uma graciosa referência àquelas distinções pelas quais os judeus excediam outras nações, e passa paulatinamente à sua tarefa de remover o escândalo que emana da cegueira de Israel. Ele divide os filhos de Abraão em duas estirpes, com o fim de mostrar que nem todos aqueles que eram seus descendentes físicos devem ser considerados sua progênie e participantes na graça do pacto. Ao contrário disso, mesmo os estrangeiros se convertem em seus filhos uma vez introduzidos no pacto, pela fé. Há um exemplo desta verdade no caso de Jacó e Esaú. Paulo, pois, nos remete, aqui, à eleição divina, a qual devemos considerar como a fonte de toda esta questão. Visto que nossa eleição repousa tão somente na misericórdia divina, debalde buscamos sua causa na dignidade humana. Não obstante, por outro lado temos a rejeição divina. Ainda que a justiça desta rejeição esteja fora de qualquer dúvida, não há nenhuma outra causa para ela além da vontade de Deus. Chegando ao final do capítulo, ele mostra que tanto a vocação dos gentios quanto a rejeição dos judeus foram testemunhadas pelos profetas.

No capítulo dez, ele começa novamente testificando de seu amor para com os judeus, e declara que sua infundada confiança em suas obras era a causa de sua destruição. Ele os priva de fazer uso da lei como escusa, dizendo que a lei também nos guia à justiça [procedente] da fé. Esta justiça, acrescenta ele, é oferecida, sem distinção, a todas as nações mediante a munificência divina, mas só é aceita por aqueles a quem o Senhor ilumina com a graça especial. Ainda que mais gentios que judeus tenham obtido esta bênção, ele mostra que isso também foi profetizado por Moisés e Isaías: o primeiro profetizou sobre a vocação dos gentios; e o último, sobre o endurecimento dos judeus.

Restava, contudo, a pergunta se o pacto divino fizera alguma diferença entre a progênie de Abraão e as demais nações. Em busca de resposta, Paulo primeiramente nos lembra que a obra de Deus não deve ser confinada ao que os olhos podem ver, pois a eleição às vezes vai além de nossa compreensão. Elias estava inicialmente equivocado quando concluiu que a religião havia perecido em Israel, porquanto havia ainda sete mil vivos. O apóstolo também nos convida a não nos afligirmos ante o vasto número de incrédulos, para quem o evangelho não passa de algo repugnante. Finalmente, ele assevera que o pacto persiste mesmo nos descendentes físicos de Abraão, mas só é eficaz naqueles a quem o Senhor predestinou por sua eleição soberana. Ele, pois, volta em direção dos gentios e os adverte a não se esquecerem de refrear sua vanglória em relação a sua adoção. Eles não podem excluir os judeus como se houvessem sido rejeitados peremptoriamente, visto que eles só são aceitos pelo Senhor pelo prisma da graça, a qual deve ser-lhes causa de humildade. O pacto divino não foi totalmente apagado da progênie de Abraão, pois os judeus são, de certo modo, provocados à emulação pela fé dos gentios, para que Deus pudesse atrair a si todo o Israel.

Os três capítulos que se seguem são de caráter hortativo, porém cada um é distinto do outro. O capítulo doze contém normas gerais para a vida cristã. O capítulo treze trata, em sua maior parte, da autoridade dos magistrados. É uma provável pressuposição que houvesse algumas pessoas irrequietas que imaginavam que não pode haver liberdade cristã sem que o poder civil seja antes destruído. Para evitar a aparência de estar impondo deveres sobre a Igreja além daqueles atinentes ao amor, Paulo mostra que esta obediência também é uma parte do amor. Em seguida ele adiciona aqueles preceitos que regulamentam nossa vida, o que já havia mencionado.

No capítulo quatorze, ele dirige uma exortação que era particularmente necessária para aquele período. Houve alguns, cuja obstinada superstição os levou a insistir na observância dos ritos mosaicos, porque não suportavam vê-los sendo negligenciados sem que se sentissem ainda mais fortemente ofendidos. Em contrapartida, aqueles que tinham consciência de sua anulação, para destruir tal superstição, davam a entender, deliberadamente, que não tinham por eles nenhuma consideração. Ambos os lados ofendiam com seus excessos. Os supersticiosos desprezavam os outros como sendo zombadores da lei divina; enquanto que os últimos injuriosamente motejavam da ingenuidade daqueles. O apóstolo, pois, recomenda a ambos aquela discrição judiciosa, e convida os primeiros a refrear seu desprezo e exagero, e os últimos a evitar todo gênero de escândalo. Ao mesmo tempo, ele prescreve a melhor forma de se exercer a liberdade cristã, a qual é mantida dentro dos limites do amor e da edificação. Aos fracos, ele dá um bom conselho, proibindo-os de fazer alguma coisa que ofenda sua própria consciência.

O capítulo quinze começa com uma repetição de seu argumento geral como uma conclusão de todo seu tema, ou, seja: os fortes devem usar sua força na confirmação dos fracos. Visto que os judeus e os gentios viviam em contínua controvérsia sobre as cerimônias mosaicas, ele resolve toda a rivalidade entre eles, removendo a causa de seu orgulho. Mostra que a salvação de ambos repousa tão-somente na misericórdia divina. É nela que devem pôr sua confiança, e devem pôr de lado todo e qualquer pensamento em sua própria exaltação, pois é pela misericórdia divina que são mantidos unidos na esperança de uma única herança e podem abraçar-se com toda cordialidade.

Finalmente, desejando desviar-se com o propósito de enaltecer seu próprio apostolado, o qual assegurava não pouca autoridade a sua doutrina, ele aproveita a ocasião para defender-se e reprovar a suspeita de haver assumido o ofício de mestre entre eles com demasiada confiança. Ele ainda lhes oferece algumas bases para a esperança de sua visita entre eles, ainda que, como dissera no início da Epístola, até agora buscara e tentara em vão fazer isso. Ele explica por que fora até então impedido de visitá-los, ou seja: as igrejas da Macedônia e da Acaia o incumbiram da tarefa de levar a Jerusalém os donativos que coletaram com o intuito de aliviar as necessidades dos crentes que viviam naquela cidade.

O capítulo dezesseis é quase inteiramente dedicado a saudações, embora haja alguns admiráveis preceitos aqui e ali. Conclui-se com uma notável oração.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.  

terça-feira, 12 de março de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 21:28—32 — A PARÁBOLA DOS DOIS IRMÃOS — SERMÃO 013



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

AS PARÁBOLAS DE JESUS

Sermão 013

a parábola dos DOIS IRMÃOS

Mateus 21:28—32

28 E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha.

29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi.

30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.

Introdução

A. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

B. Dez parábolas aparecem exclusivamente no Evangelho segundo Mateus. Essa é uma delas.

O enfoque desta parábola tem a ver com a autoridade divina e a maneira como as pessoas reagem de maneira diferente à essa mesma autoridade.
Para entendermos melhor esta parábola vamos ler o contexto imediatamente anterior

Mateus 21:23—27
23 Tendo Jesus chegado ao templo, estando já ensinando, acercaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, perguntando: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu essa autoridade?

24 E Jesus lhes respondeu: Eu também vos farei uma pergunta; se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.

25 Donde era o batismo de João, do céu ou dos homens? E discorriam entre si: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não acreditastes nele?

26 E, se dissermos: dos homens, é para temer o povo, porque todos consideram João como profeta.

27 Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E ele, por sua vez: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.

I. Um Pouco de História

A. A religião e os “Dominadores dos Segredos ou Mistérios Religiosos”

B. A raça humana tem expressado manifestações religiosas desde a mais remota antiguidade:

1. O indivíduo se identifica com o grupo ao qual ele pertence. O indivíduo passa, mas o grupo permanece. Surge daí a idéia de que existe algo que é transcendente. Algo que não morre. Surgem os primeiros conceitos de “alma”.

Teoria da Alma

2. Os guerreiros mortos nas batalhas anteriores acompanham os outros guerreiros vivos em novas batalhas. Surge o conceito de “anjo da guarda”.


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Anjo da guarda - concepção artística

3. Observação da natureza cria os primeiros mitos da existência de deus ou deuses para explicar os fenômenos não compreendidos. Surge o dualismo Luz/Trevas, Sol/Lua, Dia/Noite, Bem/Mal, Yin/Yang.

Dualismo na pintura de Magritte

4. Seres humanos começam a encenar os ciclos da vida — festivais atrelados às estações — visando manipular as divindades para garantir a manutenção da vida. Nestas encenações indivíduos representam animais. Alguns começam a acreditar que o espírito do animal os possui. Surge a fusão das divindades com corpos de animais.

Ritual Sagrado

5. Assim o que era uma encenação, uma representação torna-se um ritual — repetido vez após vez — e uma vez tornado ritual assume dimensões religiosas. Surgem os ritos.

Stonehenge

6. Para funcionar o ritual precisa ser efetuado em um local especialmente consagrado para este fim. Surgem os lugares sagrados! — Stonehenge na Inglaterra, Teotihuacán no México, a Acrópole na Grécia, o Cemitério de Arlington na Virgínia, etc.

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Teotihuacán: Avenida dos Mortos com a Pirâmide do Sol à direita

7. O ritual para funcionar, além de um local sagrado, precisa ser executado conforme regras fixas. Surgem os manuais, as constituições e etc. Aqueles que não se conformam são postos para fora, repudiados, ignorados e ostracizados.

8. Neste momento aparece também um bando de homens enganadores que utilizando as regras existentes — muitas delas estabelecidas por eles mesmos — se aproveitam da religião para explorar as pessoas. Surgem os clérigos profissionais. Os sacerdotes, os pastores, os reverendos, os bispos, os apóstolos, os pajés, os pais e mães de santos, os anciãos, os xamãs  etc.

II. Os Dominadores em Israel nos dias de Jesus.

A. A religião de Israel era diferente de tudo que falamos anteriormente. Não era uma religião baseada em observação. Ela estava baseada em REVELAÇÃO – ver


Sol e lua são apenas objetos criados por Deus

Gênesis 1:14—18

14 Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.

15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.

16 Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.

17  E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,
18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.

B. Mas o fato de existir uma revelação divina não é garantia de que as coisas irão bem.

C. O Deus que se revelou no Antigo Testamento exigia, na prática, somente duas coisas:

1. Deuteronômio 6:5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

2. Levítico 19:18 Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

D. Para regular essas duas obrigações Deus havia concedido inúmeras leis para que ninguém alegasse ignorância, já que o ser humano é especialista em torcer os fatos.

E. Com o passar dos anos os homens foram acrescentando mais e mais mandamentos — novas regras — formulados por eles mesmos e não revelados por Deus. A Palavra revelada de Deus é posta de lado enquanto as novidades inventadas pelos homens passam a ter um peso cada vez maior. Estas novas regras são chamadas na Bíblia de “tradições dos anciãos”. Essas tradições podem ser quaisquer coisas: uma nova forma de fazer algo — um novo ritual — uma nova doutrina, uma nova “revelação” supostamente vinda de Deus, mas que de fato é contrária à Sua vontade revelada nas Escrituras, etc.

F. Todas estas invencionices possuem apenas um proposto: fornecer elementos para a dominação, para o controle e para o abuso espiritual.  O profeta Jeremias já havia denunciado estas práticas com um agravante – ver

Jeremias 5:30—31

30 Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra:

31 os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?

Qual é o agravante? O povo estava de acordo com esta exploração!

G. Nos dias de Cristo a religião revelada de Israel havia degenerado em uma religião legalista, rigorosa e inclemente. Os dominadores eram os sacerdotes, os anciãos, os doutores da Lei e os fariseus.

H. Jesus entra em rota de colisão com esses dominadores. A parábola que estamos vendo hoje e as próximas duas parábolas no Evangelho de Mateus mostram, exatamente, o choque que existiu entre Jesus e os líderes religiosos dos Seus dias.

I. O problema em questão, que é o tema desta parábola é a questão da AUTORIDADE.

J. Os sacerdotes, os anciãos, os doutores da Lei e os fariseus se consideravam a autoridade máxima em Israel, acima de Deus mesmo e estavam dispostos a defender seu feudo com todas as forças.

III. A Questão da Autoridade – Mateus 21:23—27

A. Jesus vai ao Templo e expulsa os que ali comerciavam — Mateus 21:12.

B. Jesus cura cegos e coxos na área do Templo — Mateus 21:14.

C. Jesus recebe perfeito louvor dos lábios das crianças e é condenado pelos principais sacerdotes e fariseus – Mateus 21:15—16.

D. Os líderes religiosos se sentem ameaçados pelas coisas que Jesus fazia e ensinava e exigem que Ele explique com que autoridade Ele fazia as coisas que fazia e as coisas que ensinava — Mateus 21:23—27. Antes de responder, porem, Jesus exige deles uma resposta, mas eles se recusam a fornecer. Com isso, Jesus também se recusa a atendê-los.

E. Mas Jesus segue em frente e força-os a responder a Sua pergunta — ver Mateus 21:25 — contando a parábola que estamos vendo hoje.

IV. A Parábola dos dois filhos – Mateus 21:28—32.

A. Um homem tinha uma vinha. Era um negócio familiar e todos na família precisavam ajudar.

B. Procurou um dos filhos e lhe pediu que fosse trabalhar na vinha naquele dia. O filho educadamente disse: “Sim senhor; porém não foi”.

C. Procurou o outro filho e lhe pediu o mesmo. A resposta ríspida deste foi: “Não quero, depois, arrependido foi”.

D. Jesus então pergunta aos líderes religiosos: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”
E. Os líderes religiosos ofereceram a resposta correta. Essa era a resposta que Jesus estava esperando. O que eles não estavam esperando eram as implicações da conclusão que Jesus tirou da resposta que eles deram: publicanos e prostitutas vos precedem no reino de Deus. Quem eram os publicanos? Eram os cobradores de impostos a favor do império romano. Eles eram considerados traidores no maior grau e se encontravam em uma condição imperdoável pelos judeus.  As prostitutas todos nós sabemos quem são. Jesus diz que este tipo de pessoas e não os líderes religiosos estavam entrando no reino de Deus.

Líderes judeus nos dias de Jesus

F. Por quê? Porque publicanos e prostitutas ouviram a mensagem pregada por João e se arrependeram e foram batizados confessando seus pecados. Os líderes religiosos estavam cheios de orgulho, arrogância e cegueira – ver Mateus 24:4—7. Eles haviam rejeitado a João e à sua mensagem, quiseram apenas se divertir um pouco à custa de João — ver

João 5:35

Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz.

Mas a mensagem de João Batista tinha origem Divina — João estava revelando a vontade de Deus. Rejeitá-la era cometer o pior erro possível – ver

Lucas 7:29—30

29 Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João;

30 mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele.

Conclusão:

1. Desde a mais remota antiguidade da revelação divina obediência —conformação interna — é melhor do que sacrificar — conformação externa – ver

1 Samuel 15:22

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.

2. Pessoas que se conformam externamente apenas serão “barrados na porta do baile” – ver

Mateus 7:21

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

3. O Senhor Jesus disse que:

João 15:14.

Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.

4.O próprio Senhor Jesus não veio para fazer Sua própria vontade mas para fazer a vontade do Pai – ver

João 4:34 

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.


5. E nós?

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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