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domingo, 29 de março de 2015

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 036 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

Conclusão de João 1:1—2.

Os filósofos gregos haviam deificado o λόγος lógos, em forma de lógica ou de sabedoria, como a sendo a virtude suprema através da qual o ser humano poderia contatar e também projetar a razão lógica da mente divina. Quanta influência os filósofos gregos receberam do material contido em Provérbios 8 é difícil de precisar. Mas que o material ali contido é certamente anterior a toda produção filosófica dos gregos, disso não temos a menor dúvida.

Quando João usa a expressão λόγος lógos, ele o faz em sentido metafórico indicando que Jesus é a forma “manifesta” do próprio Deus. Mas Jesus não é compreendido por João como sendo alguém dissociado de Deus, como se fosse uma mera “expressão” de Deus. Jesus era e é o próprio “Verbo” de Deus. Este é um conceito que faz emudecer todas as religiões.

Os judeus, por sua vez, aceitavam e entendiam o  λόγος lógos — verbo, como fazendo referência literal às palavras proferidas por Deus na criação como podemos ver em Gênesis 1:3 e 6. Para o Salmista —

Salmos 33: 6

Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.

Mesmo no Novo Testamento, essa verdade é reafirmada em passagens tais como Hebreus 11:3 onde lemos: Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. Este conceito era bastante comum e estava muito arraigado na cultura judaica. De modo semelhante, os judeus também estavam bastante familiarizados com o conceito de Deus falar Sua palavra diretamente aos seus profetas, tais como: Abraão, Moisés, Isaías e Jeremias: —

Gênesis 15:1

Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.

Êxodo 20:1

Então, falou Deus todas estas palavras.

Isaías 1:10

Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra.

Jeremias 1:2

Ele veio a palavra do SENHOR, nos dias de Josias, filho de Amom e rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado.

Mas a religião judaica nos dias de Jesus, que se encontrava muito longe da adoração do Deus verdadeiro, diga-se de passagem, não concebia nem aceitava a idéia de que a “palavra de Deus” pudesse encarnar e assumir a forma humana sendo “a expressão exata do seu Ser —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas

e fazendo, com isto, possível com que Deus se torna-se visível e palpável —

1 João 1:1—3

1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida

2 (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),

3 o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

 Acreditando firmemente na declaração de Êxodo 33:20 de que “homem nenhum verá a minha face e viverá”, mas não entendendo o desenvolvimento da revelação divina, os judeus rejeitaram a Jesus como sendo “o Verbo” ou a “imagem de Deus” —

2 Coríntios 4:4

Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

bem como aquele  que poderia expressar, de forma visível, não só o caráter, mas o próprio ser do Deus invisível.

Todas as afirmações proferidas pelo próprio Senhor Jesus e que mencionamos antes — ver, especialmente —

João 8:58

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

são radicalmente contra a todo tipo de dualismo, tão comum em todas as manifestações religiosas, que procuram dissociar as ações e benefícios divinos a favor dos seres humanos, do Ser do próprio Deus. A Bíblia, por sua vez, nos ensina que Jesus, o λόγος lógos — o Verbo era e continua sendo Deus em ação —

Atos 1:1

Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar.

e note a expressão “as coisas que Jesus ἤρξατο érxato - começou a fazer e a ensinar”.

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_30.html
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_3.html
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_31.html
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_8.html
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_11.html
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ENCONTROS DE PODER — 026 — UMA EXEGESE DE EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4 — O SENHOR DOS LUGARES CELESTIAIS



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

ATENÇÃO: PARA ENTENDER MELHOR O MATERIAL ABAIXO, RECOMENDAMOS A LEITURA DOS TEXTOS ANTECEDENTES QUE PODERÃO DER ACESSADOS POR MEIO DESSES LINKS AQUI:

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

CONTINUAÇÃO...

Bispo Eusébio de Cesárea (260 – 339 a.D.), em sua obra “História Eclesiástica” registra o fato, citando outra fonte, de que este Dionísio teria sido o primeiro bispo da cidade de Atenas. Outro autor, Nicéforo, fala de Dionísio como tendo sido martirizado. Todavia, como dissemos, não há meios de provar a veracidade dessas alegações. Suídas — c. 970 a.D — que produziu um dicionário da língua grega repleto de notas biográficas informa que Dionísio, o areopagita, era ateniense de nascimento tendo se destacado por suas realizações literárias. Ainda de acordo com Suídas, Dionísio, teria sido educado primeiramente em Atenas, na Grécia, e também em Heliópolis — cidade do sol — no Egito. Suídas confirma a verdade bíblica de que Dionísio converteu-se ao Cristianismo bem como a tradição de que teria se tornado o primeiro bispo de Atenas. Outro autor, o filósofo ateniense Aristides — c. século II a.D. — concorda com a informação de que Dionísio havia sido martirizado por causa da fé cristã.

Esta discussão acerca de Dionísio, o areopagita, é pertinente ao nosso estudo acerca dos “lugares celestiais” porque um grupo de estudos de natureza mística, filosófica e religiosa, tratando dessas questões tem sido atribuído a ele. Essa atribuição é importante porque esse corpo literário foi aceito tanto pela Igreja Católica Romana quanto pela Igreja Ortodoxa como literatura “genuinamente cristã”. Uma vez aceito dessa maneira o mesmo acabou influenciando grandemente tanto a Teologia quanto a espiritualidade daquelas denominações. Estudos modernos, todavia, têm sido capazes de demonstrar que esse material foi composto depois do século IV a.D. por um ou mais autores neoplatônicos[1]. Alguns acham que esses escritos teriam sido produzidos no século V e mesmo no século VI a.D. Para se ter uma idéia precisa da influência que tais escritos alcançaram na cristandade medieval basta dizer que os mesmos foram traduzidos para o latim por Johannes Scotus — c. século X a.D. — tendo-se tornado muito populares como um compêndio de misticismo, e chegaram a ser quase tão influentes quanto os escritos do próprio apóstolo Paulo!

Este escritos de caráter profundamente místico e repletos de noções e conceitos do neoplatonismo, aplicavam novamente, à teologia cristã, as doutrinas cardeais dos filósofos Plotinos — 205 – 270 a.D.— e Proclus — 410 – 485 a.D. — que foram os dois maiores expoentes daquela escola filosófica. De fato a história reconhece Proclus como o mais influente filósofo no mundo grego — Bizâncio — latino — Roma — e islâmico — Arábia — simultaneamente. Os ensinos destes filósofos incluíam conceitos acerca da natureza inefável do Um, a extensão da emanação para além da substância divina à alma humana e ao universo, a constituição tríplice de todas as coisas e o conceito do processo mundial como um derramamento eterno e infinito da essência divina bem como o retorno da essência divina à sua origem. Estes ensinos aboliram as distinções ortodoxas de categorias entre Deus e o universo criado e, como eram completamente panteístas, eram positivamente heréticos. Independente destes fatos, esses escritos alcançaram enorme notoriedade e exerceram notável influência sobre todo misticismo cristão subsequente. Não foram poucos os que, seguindo estes ensinamentos abandonaram a fé histórica e ortodoxa para seguir, de forma apaixonada, estas heresias. Mas a questão mais pervasiva de todas é o ensino acerca da dicotomia de que existe uma diferença entre a vida espiritual e a vida física. De acordo com este ensinamento a pessoa devia buscar uma vida espiritual em oposição à vida física controlada pelos cinco sentidos. Esta vida espiritual devia ser buscada porque era um tipo de vida superior à vida física. O resultado deste ensino naqueles dias foi o desenvolvimento de um extenso misticismo com alguns pretendendo viver em um nível muito superior ao da maioria das pessoas. A Igreja Católica Romana cultiva até hoje o misticismo de “santos” como João da Cruz e Tereza de Ávila entre muitos outros. 

Por semelhante modo o estrondoso sucesso de bilheteria produzido e dirigido pelo ator estadunidense Mel Gibson, que é o filme “A Paixão de Cristo” foi, em sua maior parte, inspirado nos escritos de Anne Catherine Emmerich. Essa monja que nasceu no mesmo dia atribuído ao nascimento de Maria — 8 de Setembro — do ano de 1774 começou tendo visões ainda quando criança. Segundo suas alegações, ela costumava ver frequentemente seu anjo da guarda e dialogar com ele. O próprio Senhor Jesus teria participado pessoalmente de inúmeras de suas visões. Do seu anjo da guarda Anne teria aprendido a reverenciar a chamada eucaristia — a crença de que Jesus Cristo se acha presente, sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade, no biscoito feito de água e farinha distribuído nas missas católico-romanas. Além de visões, Anne era também estigmática e manifestava as marcas das feridas do próprio Senhor nas mãos, pés, cabeça e peito! Suas visões, incluindo aquelas que foram ajuntadas sob o título de “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, foram grafadas e editadas pelo poeta e fundador do movimento “Romântico” na Alemanha, Clemens Brentano. 

Da mesma maneira existem místicos entre os Budistas, entre os Hinduístas e entre os Islamitas. Portanto, experiências místicas não servem para provar a existência de uma verdadeira “vida espiritual” mais profunda e mais intensa. Esta tolice grega se instalou definitivamente na vida da igreja e suas conseqüências podem ser vistas até os dias de hoje em ensinamentos, igualmente tolos, de que existem cristãos espirituais e cristãos carnais. Pela descrição dada por estes mestres o cristão carnal não passa realmente de um incrédulo que não tem nada de cristão a não ser a aparência pretensiosa e vazia. Muitos existiram que, durante as diversas eras da igreja cristã pretenderam viver em um nível superior ao dos demais cristãos como se fossem mais espirituais, como se já estivessem vivendo nos céus! O fato é que Deus concedeu a todos os crentes sua completa bênção espiritual que se manifesta primariamente pela presença gloriosa do seu Espírito Santo em nós.  Aqueles que são habitados pelo Espírito de Deus não precisam de nenhuma patacoada!

A conclusão a que podemos chegar baseados exclusivamente nos ensinamentos da Bíblia é:
1. Os “lugares celestiais” não devem ser entendidos somente como um espaço ou localidade. As referências a “trono de poder” — ver Efésios 1:20 e 2:6 — bem como a principados e poderes nos lugares celestiais não se referem a lugares geograficamente limitados e devem ser entendidos como o ambiente onde poder e autoridade “celestiais” são exercidos.

2. Os lugares celestiais podem ainda ser habitados por seres hostis a Deus e aos homens — ver Efésios 6:12 — mas esse fato não ameaça nem impede a ordem correta nas regiões celestiais que consiste e será consumada pela submissão de tudo ao Senhorio de Jesus —  ver Efésios 1:20—23. Ver também Filipenses 2:9— 11 e Colossenses 1:18—20.

Em resumo: a menção de “lugares celestiais” ou céus em Efésios 1:3, não possui nenhuma função limitadora da mesma maneira que aconteceu com a expressão “espiritual”. Pelo contrário, o uso da expressão “lugares celestiais” indica a extensão, a eficiência, a validade e a suficiência da bênção que Deus concedeu. Deus mesmo é a fonte da bênção e todas as dimensões da criação e da existência humana, sejam elas reais, sejam imaginárias, são permeadas e modificadas por esta bênção, mesmo que ainda alguns elementos permaneçam hostis à mesma — ver Efésios 6:12.

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] A escola filosófica conhecida como Platonismo foi fundada por Platão — 427 – 347 a.C. — que juntamente com Sócrates e Aristóteles compõem a tríade de “mamutes” filosóficos da cidade antiga de Atenas. Platão era tanto filósofo, quanto poeta e místico, e a ele devemos o registro por escrito dos ensinamentos de Sócrates. Ao misturar filosofia com poesia e misticismo Platão conseguia combinar uma enorme habilidade de raciocínio lógico com vôos poéticos imaginativos e profundos sentimentos místicos. Platão acreditava em um ser criador que ele chamava de Demiurgo. Este Demiurgo molda o mundo real — esse em que vivemos — de acordo com o padrão do mundo ideal, tão perfeitamente quanto possível utilizando a matéria. O Demiurgo funciona como uma espécie de arquiteto que impõe formatos a matéria pré-existente — esta idéia platônica é muito penetrante e podemos encontrá-la tanto no conceito do “Grande Arquiteto do Universo”, da Maçonaria, quanto na série de filmes “Matrix”, onde o chamado “arquiteto” faz exatamente o que Platão ensinou. Quando Platão fala da “alma do mundo”, ele está falando da sua fé panteísta. Para Platão existem inúmeros outros deuses, além do Demiurgo, mas nenhuma personalidade é atribuída a eles. Platão também acreditava na eternidade das almas já que ensinava que todo conhecimento é apenas reminiscência. Apesar de Platão não ter ocupado um lugar dominante na filosofia grega posterior à sua época, como pode ser facilmente demonstrado, veio a ocupar de maneira quase absoluta, uma posição dominante nos primeiros séculos do Cristianismo. A teologia dos assim chamados “Pais da Igreja” que é chamada de Patrística e que é objeto de estudos na ciência histórica chamada de Patrologia, foi formulada, em sua grande maioria, baseada na super estrutura da filosofia de Platão. Mas a influência de Platão não se resume ao Cristianismo. O Judaísmo também, principalmente através de Filo Judaeus de Alexandria —15 a 10 a.C – 45 a 50 d.C — bem como, em tempos posteriores, a filosofia Islâmica também devem muito à Platão. Sua influência pode ser vista na ênfase da realidade não material, na existência de uma alma imortal distinta do corpo físico, na idéia de uma religião cósmica — a beleza da ordem celestial acima — e seus ensinamentos acerca de uma sociedade justa.