sexta-feira, 3 de abril de 2015

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ESTADO ETERNO - ESTUDO 001 - UMA INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA DO TEMA




Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

I. Introdução à Hermenêutica: Do Tema

Todas as vezes que nos aproximamos da Bíblia para estudarmos um tema é necessário revisarmos nossos princípios hermenêuticos.

A. O que é hermenêutica?

Hermenêutica consiste na descoberta, compreensão e uso de princípios literários ou regras de interpretação que precisamos seguir. Em uma palavra, hermenêutica é o mesmo que interpretação.

B. O que é exegese?

Exegese é a aplicação dos princípios hermenêuticos visando descobrir a intenção do autor.

C. Quem pode explicar algo que foi dito ou escrito com 100% de certeza?

Somente o próprio autor.

D. Por que devemos nos importar com a hermenêutica?

1. Porque a Bíblia é literatura. A Bíblia é composta de prosa e de poesia. Dentro desses contextos nós podemos encontrar narrativas históricas, literatura apocalíptica, cartas, diálogos, tratados teológicos, biografias e etc.

2. As Escrituras nos advertem acerca do fato que existem formas corretas e erradas de interpretar a Bíblia:

2 Timóteo 2:15

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

2 Pedro 3:14—18

14 Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis,

15 e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada,

16 ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.

17 Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza;

18 antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.

E. Formas erradas de Interpretação da Escrituras:

1. Citação parcial de um texto.

2. Ignorar quem falou ou escreveu.

3. Juntar textos não relacionados.

4. Tirar um versículo do seu contexto.

5. Abordar a Bíblia com atitude mística.

Todas as seitas e movimentos pseudocrístãos se fundamentam em interpretações pessoais dos líderes que ignoram os princípios hermenêuticos.
II. Alguns Princípios Hermenêuticos

A. Princípio 1 - A clareza das Escrituras

A Bíblia foi escrita em linguagem comum. As pessoas que escreveram ou ouviram o que foi dito entendiam o que estava sendo apresentado.

Atos 26:26

Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta; porquanto nada se passou em algum lugar escondido.

1 Pedro 1:10—11

10 Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada,

11 investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.


Cuidado com quem tenta a todo custo dizer que o autor bíblico não quis dizer o que disse! 

B. Princípio 2 - Revelação Progressiva

A Revelação de Deus é como um binóculo que vai sendo ajustado gradativamente até mostrar uma imagem cristalina.

Hebreus 1:1—2

1  Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,

2  nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

1. Nós não podemos basear nosso entendimento acerca da morte e da eternidade somente em passagens do Antigo Testamento como fazem os Adventistas do Sétimo Dia ou as Testemunhas de Jeová e qualquer outro grupo pseudocristão.

2. O significado das palavras vai mudando, tornando-se cada vez mais profundo, à medida que Deus vai ampliando a revelação dada ao Seu povo.
                  
CONTINUA...
OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
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Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
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http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή  Psiché
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/essa-e-uma-serie-cujoproposito-e.html
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Conclusão: A Crença na Imortalidade como algo Universal.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/vida-morte-estado-intermediario-e.html
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

BEATOS CATÓLICOS VOLTAM A CHAMAR A ATENÇÃO


O material abaixo foi publicado pelo site da Revista ISTOÉ.

Os beatos que atraem multidões

Quem são os videntes católicos que afirmam ver e conversar com Maria e reúnem milhares de pessoas pelo País

Helena Borges (helenaborges@istoe.com.br)

Aos 43 anos, o advogado carioca Pedro Siqueira tem, à primeira vista, um cotidiano comum. Casado, pai de um menino de 3 anos, ele trabalha na Advocacia-Geral da União (AGU), é fã de esportes e enfrenta diariamente os problemas de quem vive em uma grande cidade. A diferença é que Siqueira afirma ver e falar com Nossa Senhora. O advogado chega a reunir dez mil pessoas em celebrações nas quais reza o terço e profere mensagens que são atribuídas a Maria. E ele não é o único. No interior do Espírito Santo, a pacata cidade de Serra, com pouco mais de 400 mil habitantes, também virou ponto de peregrinação porque no jardim de uma casa são recolhidas folhas com desenhos e mensagens feitos por formigas a pedido de Nossa Senhora, segundo Maria Aparecida D’Ávilla, 56 anos, que cuida do santuário. Dona de casa, ela diz que vê e fala com a Virgem nas situações mais corriqueiras, como durante as compras no supermercado. Na Bahia, Pedro Regis, 45 anos, é seguido por multidões de até 50 mil pessoas quando narra, em tempo real, palavras que afirma receber da mãe de Jesus. Casado e pai de duas filhas, ele já deu palestras sobre o fenômeno na França, em Portugal e Israel. Juntos, esses três videntes lideram, ao ano, peregrinações de mais de um milhão de fiéis pelo Brasil.

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Além da particularidade do contato direto com a mãe de Jesus, eles têm em comum o fato de serem católicos “leigos”, que não fazem parte da hierarquia da Igreja. Isso não quer dizer que entrem em conflito com padres ou bispos. Ao contrário, costumam contar com a compreensão dos representantes oficiais. O papa João Paulo II (1920-2005), por exemplo, era devoto de Nossa Senhora de Fátima, à qual se referia como “Senhora da Mensagem”. O pontífice chegou a se encontrar com Irmã Lúcia (1907-2005), uma dos três jovens que dizem ter visto Maria na Cova da Iria, em Portugal, em 1917. Já o papa Francisco não se diz contra, mas adota uma postura mais cautelosa em relação aos videntes. “Eventos extrassensoriais acontecem. Há inúmeros relatos de pessoas que os sentem ou presenciam. Ninguém os pressupõem”, afirma dom Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba.

O carioca Siqueira diz ver Nossa Senhora desde criança. Segundo o advogado, ela surge de uma janela espiritual que se abre no teto, veste bata e véu em tons claros, tem os pés descalços, os cabelos escuros e mantém o olhar muito sereno. Em volta dela, anjos e uma aura colorida descem até o plano terreno, sem tocar o chão. Essas experiências já renderam três livros sobre fé católica e suas vivências espirituais.

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Para não confundir a intenção de ajudar o próximo com a pretensão de ser considerado um clérigo ou santo, o baiano Pedro Regis faz questão de ter um padre ao seu lado sempre que organiza suas orações. Regis conta que muitas pessoas relatam curas de doenças ou resolução de problemas após irem aos encontros promovidos por ele. “Mas se teve algum milagre, foi de Nossa Senhora. Sou apenas um instrumento. Sou pecador, como todas as pessoas”, diz. Nesses eventos, uma cruz é carregada pela multidão e, após as orações, ele repete o que afirma ouvir de Maria. As aparições começaram aos 18 anos, quando Regis passou mal na rua e uma jovem o ajudou a voltar para casa – ela seria Maria. Desde então, ele contabiliza ter recebido mais de quatro mil mensagens da mãe de Jesus.

Na região metropolitana de Vitória (ES), Serra também virou local de peregrinação. Lá, em um jardim, que já ganhou fama de santuário, as folhas caem na grama e são atacadas por formigas, que formam com suas pequenas mordidas desenhos do perfil de Nossa Senhora ou mensagens creditadas a ela. O acontecimento já levou zoólogos da Universidade Federal do Espírito Santo a realizarem testes nos rastros deixados – eles concluíram que o tipo de marca não é característica de uma mordida de formiga, mas sim de perfurações por objetos pontiagudos. A dona de casa capixaba Maria Aparecida, destinatária das mensagens deixadas nas folhas, afirma ver Maria em diferentes situações. “Ela é de poucas palavras, mas é brava. De vez em quando fico até sem graça, porque bem no dia em que as folhas são lidas na missa ela me manda uma mensagem de correção”, diz, referindo-se às celebrações realizadas na igreja ao lado do jardim. Duas vezes por mês algumas folhas são lidas por um padre.

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A igreja tem uma postura cautelosa em relação aos videntes. Quando aparecem relatos de fiéis que viram e ouviram santos e anjos ou receberam revelações da Virgem Maria, o bispo da região designa uma comissão para analisar o caso, composta por padres, psicólogos e médicos. Observam-se, então, as condições psicológicas e de saúde da pessoa e se o tipo de mensagem que ela está passando vai ao encontro dos princípios cristãos. Só após esse processo, que leva anos, o Vaticano se posiciona a favor ou contra a “credencial”. O coordenador do curso de pós-graduação em ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Emerson Silveira, afirma que não é possível falar de um católico brasileiro com um perfil único. “Há aqueles ligados à Teologia da Libertação e às Comunidades Eclesiais de Base, que colocam em segundo plano ou não prezam a crença em milagres e intervenções de santos, anjos ou Virgem Maria”, diz. Se as mensagens são reais ou não, afirma Silveira, quem julga é a multidão que os segue. O teólogo Afonso Murad, doutor pela Pontíficia Universidade Gregoriana, em Roma (ITA), conta que esse tipo de contato com o divino é aceito com maior facilidade no País pela influência do movimento carismático forte. Mas essa abertura não é necessariamente 100% positiva, já que é preciso ter crivo para aceitar ou refutar algum evento como milagre. “Quando aparecem videntes fanáticos, com mensagens apocalípticas e moralistas que não estão em sintonia com o evangelho e a caminhada da Igreja, não devem ser aceitos como legítimos.”

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Foto: Pedro Dias/Ag. Istoé, Airam Asil; Gabriel Lordello/Mosaico Imagem; PAULO NOVAIS/EFE; Manuel Romano/NurPhoto; Jeremy Horner/Getty Images

O artigo original do site da ISTOÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA




























































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quarta-feira, 1 de abril de 2015

VAMOS DANÇAR E TOCAR SHOFAR E A ARCA ADORAR




O artigo abaixo foi escrito Bobby Jamieson e publicado no site da Editora FIEL

Deve-se dançar e tocar shofar, pois está no Antigo Testamento?

O que exatamente nós estamos fazendo quando nos congregamos como igreja para a adoração? Devemos fazer aquilo que o povo de Deus fazia no Antigo Testamento? A fim de responder essas questões, Bobby Jamieson, afirma que “precisamos de uma teologia bíblica da adoração. Teologia bíblica é a disciplina que nos ajuda a observar tanto a unidade como a diversidade, tanto a continuidade como a descontinuidade, em meio ao vasto enredo da Escritura.” Sendo assim, entender as continuidades e descontinuidades nas alianças nos ajudará a responder se devemos dançar ou tocar o shofar no culto hoje. Jamieson continua:

Como então devemos nós olhar para a Escritura, a fim de que ela nos ensine o que fazer na adoração corporativa?

Primeiro, acredito que é importante afirmar que a Escritura de fato nos ensina o que nós devemos fazer nas assembleias regulares da igreja. Lembre-se de que, embora a vida inteira seja adoração, a reunião semanal da igreja ocupa um lugar especial na vida cristã. Todos os cristãos são ordenados a se reunirem com a igreja

Hebreus 10:24—25 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

24 Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem.

25 Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês vêem que o dia está chegando.


Frequentar a igreja não é opcional para o cristão. Isso significa que, efetivamente, tudo o que uma igreja faz no culto se torna uma prática exigida dos seus membros. E Paulo insta os cristãos a não permitirem que quaisquer regras ou práticas de culto inventadas pelos homens sejam impostas à sua consciência

Colossenses 2:16—23

16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados,

17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:

21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,

22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

23 Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.

Eu sugiro que esses princípios bíblicos convergem na direção daquilo que historicamente se tem chamado de “princípio regulador” do culto. Em outras palavras, em suas reuniões corporativas, as igrejas devem realizar apenas aquelas práticas que são positivamente prescritas na Escritura, seja por um mandamento explícito ou por um exemplo normativo. Fazer qualquer outra coisa seria comprometer a liberdade cristã. Assim, as igrejas devem olhar para a Escritura, a fim de que ela nos ensine a adorar juntos, e devem fazer somente o que a Escritura nos ordena fazer.

Mas isso levanta a pergunta: o que exatamente a Escritura nos ordena fazer? Para ser mais preciso, como nós sabemos qual material bíblico acerca da adoração é normativo e obrigatório? Responder essa pergunta exaustivamente demandaria um livro; aqui, apresentarei apenas um esboço muito breve.

Discernir quais ensinamentos bíblicos acerca da adoração são obrigatórios exige alguma destreza, uma vez que a Escritura em nenhum lugar nos apresenta, por exemplo, uma “ordem de culto” completa e confessadamente normativa. Mas há alguns mandamentos no Novo Testamento os quais são claramente obrigatórios a todas as igrejas. O fato de as igrejas em Éfeso e em Colossos serem ambas ordenadas a cantar — Efésios 5:18—19; Colossenses 3:16m —, bem como a referência ao canto na igreja de Corinto — 1Coríntios 14:26 —, sugere que todas as igrejas devem cantar. O fato de Paulo ordenar Timóteo a ler e pregar a Escritura em uma carta destinada a instruir Timóteo acerca de como a igreja deve se conduzir — 1Timóteo 3.15; 4.14 — sugere que a leitura e pregação da Escritura são a vontade de Deus não apenas para aquela igreja em particular, mas para todas as igrejas.

Por outro lado, alguns mandamentos, como “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” — Romanos 16.16 —, parecem expressar um princípio universal —“recebam uns aos outros com amor cristão” — em uma forma que pode não ser culturalmente universal.

Além disso, alguns mandamentos contextuais podem ter uma aplicabilidade mais ampla, como o fato de Paulo dizer aos coríntios para separarem dinheiro no primeiro dia da semana. Aquilo era para uma oferta específica aos santos em Jerusalém, mas todas as igrejas são ordenadas a sustentar financeiramente os seus mestres, de modo que a oferta bem pode ter lugar na adoração corporativa.

Gálatas 6:6

Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.

Até aqui, porém, nós lidamos apenas com o Novo Testamento. O que dizer do Antigo? Afinal, o Antigo Testamento está repleto de mandamentos acerca da adoração:

Salmo 150:3—5

Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.

Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.

Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.

Isso significa que, para serem bíblicos, os cultos de nossas igrejas precisam incluir trombetas, saltérios, harpas, tamborins, danças, instrumentos de cordas, flautas e címbalos? Eu sugiro que não.

Lembre-se que os salmos são expressões de adoração sob a aliança mosaica, referida por alguns dos escritores do Novo Testamento como a “antiga aliança”

Hebreus 8:6

Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.

Agora que a nova aliança prometida em Jeremias 31 foi estabelecida, a antiga aliança é obsoleta. Nós não estamos mais sob a lei de Moisés — Romanos 7:1—6;
Gálatas 3:23—26

23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.

24 De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.

25 Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.

26 Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.

Portanto, formas de adoração atreladas à era mosaica não são mais obrigatórias a nós. O templo era servido por sacerdotes, alguns dos quais especializados na música litúrgica — 1Crônicas 9:33. De fato, são eles que nós vemos tocando os mesmos instrumentos mencionados no Salmo 150 —2Crônicas 5:12, 13; 9:11. Assim, o Salmo 150 não está provendo um modelo para a adoração cristã; em vez disso, está invocando uma forma específica de adoração da antiga aliança, associada ao templo e ao sacerdócio levítico.

Isso não define, por si só, a questão de quais instrumentos podem servir de acompanhamento apropriado ao canto congregacional da igreja. Mas significa que o simples apelo a um precedente do Antigo Testamento não tem lugar, assim como o apelo a um precedente do Antigo Testamento não pode legitimar o sacrifício de animais. É aqui que muitas tradições cristãs falham em alcançar uma teologia bíblica da adoração, ao apelarem de modo seletivo a precedentes do Antigo Testamento, como se certos aspectos do sacerdócio levítico e da adoração do templo adentrassem na era da nova aliança.

Certamente, muito do Antigo Testamento informa o modo como adoramos. Os Salmos nos ensinam a adorar com reverência e temor, alegria e admiração, gratidão e júbilo. Mas o Antigo Testamento não prescreve nem os elementos nem as formas da adoração na igreja da nova aliança.

Nesse sentido, o Novo Testamento provê uma nova constituição para o povo de Deus da nova aliança, assim como muito do Antigo Testamento serviu como a constituição para o povo de Deus sob a antiga aliança. Deus tem um único plano de salvação e um único povo a salvar, mas o modo como o povo de Deus se relaciona com ele mudou radicalmente após a vinda de Cristo e o estabelecimento da nova aliança.

É por isso que precisamos empregar todas as ferramentas da teologia bíblica – agregando as alianças, traçando as conexões entre tipo e antítipo, observando promessas e cumprimentos, delineando continuidades e descontinuidades – a fim de chegarmos a uma teologia da adoração congregacional. Como o povo de Cristo da nova aliança, habitados pelo Santo Espírito da promessa, nós adoramos em Espírito e em verdade, de acordo com os termos que o próprio Deus especificou na Escritura.

O artigo original do site da editora FIEL poderá ser visto por meio desse link aqui:


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O RELÓGIO MUNDIAL — ABRIL DE 2015



O Relógio Mundial é uma fermenta poderosa contendo informações importantes para todos os crentes verdadeiros que estão interessados em promover e defender a vida humana.

Um dos aspectos do Relógio Mundial tem a ver com a quantidade de mortos em acidentes e, especialmente, por meio da prática do suicídio.

Abaixo estão alguns números coletados em 01 de Abril de 2015. De 1 de Janeiro até 01 de Abril de 2015 às 07:40 horas

POPULAÇÃO TOTAL DA TERRA: 7.157.625.000

MORTES POR ACIDENTES E SUICÍDIOS

1. ACIDENTES DE TRÂNSITO = 244.271

2. QUEDAS = 96.808

3. AFOGAMENTOS = 94.416

4. ENVENENAMENTOS = 86.567

5. INCÊNDIOS = 77.032

6. OUTROS ACIDENTES = 227.899

7. SUICÍDIOS = 215.897

8. VIOLÊNCIA EM GERAL = 138,028

9. CONFLITOS ARMADOS = 43.311

Veja números sempre atualizados sobre esse tema em:


Para eu, que escolhi a vida e procuro promover a vida e vida em abundância, as informações do relógio mundial são uma excelente ferramenta como pregador e escritor.

O RELÓGIO MUNDIAL pode ser acessado através desse link:


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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