terça-feira, 28 de abril de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 39:6 - ESTUDOS 031 — JOSÉ ERA UMA PESSOA CONSAGRADA AOS OUTROS


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.
José Como Tipo de Cristo — Estudos 031

031. José Era uma Pessoa Consagrada a Deus.

Gênesis 39:6

Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.

Quando lemos esse versículo não temos como não nos admirar da forma maravilhosa como o Espírito Santo guiou e guardou José como tipo de Cristo. Nós temos que aprender sempre a distinguir entre a pessoa e o lugar que ela está ocupando. José havia experimentado a degradação da escravidão. Ele não gozava mais de sua liberdade, mas dependia completamente de outra pessoa. Ele não estava mais habitando na casa de seu pai na terra de Canaã, mas era um escravo na casa de um egípcio. Essa era sua posição. Mas acerca de sua pessoa algo bem diferente nos é dito: “Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José” e “José era formoso de porte e de aparência”.

A primeira expressão indica que Potifar havia entregado ou confiado o cuidado de todos os seus bens nas mãos de José. Note que essa expressão é diferente daquela usada em Gênesis 39:4 que é “passou”. No hebraico esses dois termos deixam mais evidente o que estamos querendo dizer:

 נָתַן natan — cujo significado é: dar, pôr e estabelecer.

 עָזַב `azab — cujo significado é: deixar, soltar e abandonar.

A segunda atitude de Potifar caracterizada por `azab — deixar, soltar ou abandonar, indica que ele estava profundamente convencido que José estava fazendo o melhor para favorecer seus interesses —

Neemias 9:28

28 Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os desamparavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; mas, convertendo-se eles e clamando a ti, tu os ouviste dos céus e, segundo a tua misericórdia, os livraste muitas vezes.

Salmos 37:32—33

32 O perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida.

33 Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.

versos que nos falam de como Deus cuida e protege todos que são seus. Curiosamente essa é a mesma palavra que é usada para descrever o ato de José em “deixar” as vestes nas mãos da mulher de Potifar — conforme Gênesis 39:12—13. Dessa maneira temos que a expressão contida no verso 6 — confiou — serve de prenúncio do terríveis desenvolvimentos posteriores que logo iriam se precipitar.

Nosso texto nos diz que “José era formoso de porte e de aparência”. Talvez ele fosse parecido com sua falecida mãe, Raquel, que é descrita em

Gênesis 29:17

Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante.

Somente Raquel e José em todo o Antigo Testamento são descritos dessa maneira. Esse último comentário acerca da aparência de José antecipa o próximo passo na sua vida, uma vez que é comum na narrativa da sua história, o final de um episódio servir, automaticamente, de trailer para o próximo. Entre as muitas bênçãos que José desfrutava, ele passa a ser perseguido por um dom que certamente não havia buscado: ter uma beleza marcante!

Talvez não existe outra passagem em toda a narrativa da história de José que contenha tantos elementos que nos façam lembrar de Jesus, com exceção da formosura de José.
Pouco sabemos da aparência de Jesus, exceto por três versículos que são —

Lucas 2:40 e 52

40 Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Isaías 53:2

Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.  

Tudo o que tinha confiou às mãos — Como José, o Filho do Homem ou Filho da Humanidade, Jesus assumiu uma posição humilde onde foi humilhado e envergonhado. Ele assumiu um local de servidão e de submissão. Talvez a passagem que melhor explique essa realidade assumida pelo Senhor Jesus, seja uma de Filipenses conhecida por uma palavra, em grego, usada pelo apóstolo Paulo ao escrever a mesma. Estamos falando de

Filipenses 2:5—8

5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
onde, no verso 7, Paulo usa a expressão ἐκένωσεν ekénosen — esvaziou. Por causa dessa palavra a passagem é conhecida como a passagem da kénoses ou do ESVAZIAMENTO se Jesus de toda Sua glória e prerrogativas. Faremos bem em aprofundar nosso conhecimento da mesma.
A porção de Filipenses 2:5—8 começa com uma exortação para que imitemos a atitude de serviço de Jesus, na mesma linha que já O vimos orientando seus discípulos em —

Marcos 10:42—45

42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.

43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;

44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.

45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Ou seja, como diz Paulo:

Filipenses 2:5

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus

Paulo sempre usa a vida e a morte de Jesus como um modelo a ser seguido pelos cristãos: ver Romanos 15:1—7, especialmente o verso 5; 1 Coríntios 10:31—331:1; 2 Coríntios 8:6—9; 1 Tessalonicenses 1:6:—9 e comparar com 1 Pedro 2:20—21 e 3:17—18.

E qual foi essa atitude de Jesus? Os próximos versos nos dão a descrição perfeita.

Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus — Filipenses 2:6.

Paulo inicia a descrição falando da vida preexistente de Jesus e logo em seguida, ele estabelece um contraste agudo entre duas formas de pensar: uma egoísta e outra altruísta. Paulo deixa claro que para trazer a salvação aos filipenses e a todos nós, Jesus precisou exercitar uma atitude oposta à κενοδοξίαν kenodoxían — glória vã, sem fundamento; autoestima ou amor-próprio vazios, que são duramente condenados pelo apóstolo no verso 3.

Assim temos que: apesar da pressuposição inicial de “subsistindo em forma de Deus”, Paulo não deixa dúvida que está se referindo ao ETERNO preexistente, que “se esvaziou”, num determinado momento da história “assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” — verso 7. Antes de assumir a forma de servo Jesus já existia na forma de Deus. A expressão grega μορφῇmorfê — traduzida por “forma” não se refere a características externas através das quais uma pessoa é reconhecida, e sim a características e qualidades essenciais que pertencem a uma determinada pessoa. Sendo assim, μορφῇmorfê — se refere àquilo que, verdadeiramente, caracteriza uma determinada realidade, i. e., “a forma de Deus” é uma esfera na qual Jesus se encontra inserido. Isso tudo indica que a tipologia de José com relação a Jesus só pode ser levada até determinada ponto, pois Jesus é o próprio Deus e não apenas um homem como José. Isso apenas intensifica a atitude de Jesus se entregar a favor da nossa salvação. Paulo nos diz que quando Jesus se revelou como Deus, ele não tinha nenhuma intenção de usurpar — ato de tomar pela força ou roubar — aquela posição —

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

1 Timóteo 3:16

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

A. Jesus apesar de ser o próprio Deus adotou uma postura de humilhação e vergonha assumindo uma posição de submissão e servidão. No entanto Seu Pai que tudo acompanhava com grande interesse — o pai de José achava que o filho estava morto — cuidou para que, de alguma forma, a Glória do filho fosse preservada. Existem várias passagens onde podemos enxergar essa realidade. Entre essas passagens nós podemos citar:

1. Mal o menino havia sido colocado na manjedoura e um anjo acompanhado, logo em seguida, por uma milícia celestial foram enviados a um grupo de pastores nos arredores de Jerusalém para anunciar o nascimento do Salvador e proclamar as Boas Novas – ver Lucas 2:8—15.

2. Em seguida Jesus foi honrado como profeta, sacerdote e rei através dos magos que vieram do Oriente para adorá-lo e oferecer-lhe presentes — ver Mateus 2:9—12.

3. O próprio João Batista, reconhecido como profeta de Deus, anunciava o seguinte acerca de Jesus:

Marcos 1:7
E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.

4. Mesmo na cruz do Calvário, em meio a angústia, agonia e dor, Jesus foi reconhecido como sendo o “Filho de Deus” pelo centurião romano encarregado da sua crucificação —

Marcos 15:39

O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.

5. O apóstolo João reconheceu que ele e seus companheiros viram a glória de Deus manifestada em Jesus —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Mas João nos diz mais em

1 João 1:1—2 —

1  O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida

2  (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada).

B. Diversas vezes o Pai se manifestou de forma audível quanto ao Seu filho, como por exemplo:

Lucas 3:22

E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.

Lucas 9:35

E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi.

João 12:28

Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.

C. Por fim, Jesus recebeu do Pai a seguinte promessa:

Filipenses 2:9—11

9  Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,

10  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,

11  e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai 

Por tudo isso, Jesus era o perfeito cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo!

João 1:29

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado




Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 010 - APOCALIPSE 2:12-17 -– UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003 - FALSOS MESTRES E SEUS FALSOS ENSINAMENTOS



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA 

Introdução.

A. O tema principal da igreja em Pérgamo é: A VERDADE. 
B. Na conclusão da nossa mensagem anterior nós apresentamos uma intrigante pergunta de Jesus, feita aos seus discípulos e que serve também, muito bem, para nós hoje em dia. A pergunta foi:
Lucas 6:46

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?

C. E terminamos a mensagem falando acerca da importância de vivermos vidas onde nosso modo de falar seja 100% compatível com nosso modo de viver. Com nossas ações. 
Salmos 1:1—2 
1  Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado! 
2. Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite — na Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
D. Hoje queremos focalizar nossa atenção nos problemas que a igreja em Pérgamo estava enfrentando e falar do conhecimento que Jesus tinha desses problemas e da solução que ele promete para a Igreja, caso ela deseje, verdadeiramente se livrar desses problemas.

E. Os principais problemas da igreja em Pérgamo tinham a ver com falsas doutrinas ou ensinamentos e é sobre isso que queremos falar no sermão de hoje.

F. Os problemas teológicos tinham duas origens básicas: um grupo chamado de nicolaítas, acerca dos quais já falamos alguma coisa quando estudamos a Epístola enviada por Jesus para a Igreja em Éfeso.

G. Outro grupo que adotava falsas doutrinas eram os seguidores de Balaão. Nós podemos ver isso encapsulado em

Apocalipse 2:14—15

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.

H. Vamos então tentar entender melhor esses falsos ensinamentos

A CARTA ENVIADA À IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003 — OS NICOLAÍTAS E OS SEGUIDORES DE BALAÃO

I. Quem Eram os Nicolaítas e os Seguidores de Balaão? 
A. É curioso que os irmãos em Pérgamo tivessem recebido seguidores e propagadores de falsos ensinamentos entre os quais Jesus cita os ensinos dos nicolaítas e dos seguidores de Balaão. 
B. Historiadores desse período e biblistas em geral acreditam que esse dois grupos, apesar de terem nomes diversos, praticavam e ensinavam as mesmas coisas. 
C. Pelo que podemos conhecer da história esses dois grupos tinham em comum os seguintes ensinamentos: 
1. Ensinar o povo a comer carnes que previamente haviam sido sacrificadas a ídolos ou deuses pagãos, tanto em refeições cultuais nos templos dessas divindades, quanto o consumo dessas carnes compradas no mercado da cidade. 
2. E a praticarem a fornicação ou imoralidade sexuais de uma forma geral. 

II. Balaão, o Falso Profeta. 
A. Pela Bíblia nos somos ensinados em Números 22—24 que Balaão era um falso profeta que se deixou seduzir pelo dinheiro que Balaque, o rei dos Moabitas, lhe ofereceu para que amaldiçoasse o povo de Israel, quando esse estava se dirigindo para a terra prometida. 
B. Balão tentou várias vezes amaldiçoar o povo de Israel, mas dominado por Deus, tudo o que ele conseguiu falar foram palavras de bênção sobre as tribos de Israel. 
C. Mas nem Balaque nem Balaão desistiam fácil de seus propósitos. O Novo Testamento nos dá uma mão e nos ajuda a entender que movido pela ganância, já que não conseguia amaldiçoar o povo de Israel, Balaão então ofereceu um plano alternativo a Balaque. 
D. O plano era simples: 
1. Jovens moabitas bonitas e atraentes deveriam seduzir homens das tribos de Israel e convencê-los a fazer sexo com elas. 
2. Depois os homens de Israel seriam convidados a participar de sacrifícios rituais que envolviam comer alimentos sacrificados a falsos deuses. Essas duas coisas eram terminantemente proibidas ao povo de Israel. 
2 Pedro 2:15 
Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça. 
Judas 11 
Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. 
E. Balaão sabia que a imoralidade e a idolatria, certamente, trariam a ira de Deus sobre o povo de Israel. E é exatamente a esse comportamento que Jesus faz menção em 
Apocalipse 2:14 
Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição.
Números 31:16 
Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR.

III. Uma Caricatura Absurda da Verdade. 
A. A destruição do povo de Deus que os ensinamentos de Balaão causaram no Antigo Testamento era a mesma que os ensinos dos nicolaítas estavam causando nos dias do Novo Testamento na Igreja de Pérgamo. 
B. O argumento desses falsos mestres estava baseado nas próprias Escrituras, numa caricatura da verdade: 
Gálatas 5:1 
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. 
B. Para os nicolaítas os cristãos haviam sido libertados por Cristo para viverem suas vidas como bem entendessem. Mas é evidente que não é isso que o verso acima ensina. 
C. Paulo já havia tratado dessa questão em 
Romanos 6:1—2 
1  Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 
2  De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? 
D. E Judas falou ainda com maior propriedade: 
Judas 4 
Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

D. Somos livres! Que mal há em um pouco de idolatria ou em um pouco de imoralidade sexual? 
E. Mas Jesus já havia passado sua sentença definitiva contra tais práticas em — 
Apocalipse 2:6 
EU ODEIO AS OBRAS DOS NICOLAÍTAS! 
F. Por isso, Cristo, que sabe todas as coisas chama a Igreja em Pérgamo para que se arrependa em — 
Apocalipse 2:16 
Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.

IV. A Derrota de Satanás 
A. Satanás é um inimigo derrotado, mas isso não quer dizer que ele seja inofensivo. Apesar de não ter mais nenhum poder sobre a vida dos crentes ele ainda detém considerável poder neste mundo caído. 
B. Bem, vamos ver o que a Bíblia tem a dizer acerca disso: 
1. Satanás derrotado: 
Colossenses 2:15 
E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. 
2. Mas Satanás continua solto nesse mundo, aguardando seu completo aprisionamento: 
Hebreus 2:8 
Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas.

V. Um Lugar, Verdadeiramente Sombrio. 
A. Vamos finalizar nosso sermão de hoje concluindo com uma verdade inapelável: Pérgamo era, para todos os efeitos, um lugar sombrio. 
B. Pérgamo estava afundada em: 
1. Falsas religiões. 
2. Grossas idolatrias e imoralidades 
3. Falsas filosofias gregas. 
4. Até mesmo dentro da própria igreja cristã a idolatria e a imoralidade eram aceitas como parte da “liberdade cristã”.  
Conclusão:

A. Satanás tinha em Pérgamo uma de suas fortalezas mais importantes:

1. Pérgamo era um Lugar de trevas e Satanás adora as trevas:

Lucas 22:43

Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.

B. Paulo já havia advertido todos os crentes acerca da necessidade que temos de continuar empenhados em nossa luta contra Satanás e suas hostes:

Efésios 6:12

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

C. Satanás continua instigado os seres humanos contra Deus:

2 Coríntios 4:4

Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

D. O culto aos imperadores romanos desapareceu há séculos. O culto aos falsos deuses tais como Zeus e Esculápio também desapareceram há séculos. A vasta maioria das escolas filosóficas e de mistérios também não resistiu ao tempo.

E. Mas a obra satânica continua em plena atividade. Ela pode ser vista em tudo que procura desviar a atenção e a glória que são devidas exclusivamente a Deus e ao Senhor Jesus Cristo!

Que Deus abençoe a todos.  


OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL


Alexandros Meimaridis

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