domingo, 13 de março de 2011

AS MISERICÓRDIAS DE DEUS E OS TSUNAMIS



A primeira vez que ouvi falar sobre tsunamis eu estava na grande ilha do Havaí e o guia turístico estava nos explicado o desastre provocando por uma onda gigantesca que havia destruído boa parte da ilha. Apesar do acontecimento a que ele se referia ter ocorrido há trinta ou mais anos, ainda era possível ver algumas marcas deixadas pela fúria das águas.

A segunda vez que ouvi falar sobre tsunamis foi em Dezembro de 2005 quando a violenta onda matou 200.000 pessoas na Indonésia e ilhas vizinhas, chegando a causar destruição até no leste do continente africano. Mas esse tsunami não causou apenas danos materiais e perda massiva de vidas. Ele também causou a perda da fé em muitas pessoas, inclusive no pastor assembleiano Ricardo Gondim que, depois daquele evento fez reiteradas afirmações de que não podia mais acreditar no Deus do Antigo Testamento como a mesma pessoa que se manifesta no Novo Testamento, como o pai do Senhor Jesus Cristo. Para confirmar o que estou dizendo basta ler algumas coisas que ele escreveu de lá prá cá, especialmente o artigo em que ele tratou do terremoto que abalou o Haiti em Janeiro de 2010. Por ser pregador influente e formador de opinião, Ricardo arrastou uma multidão atrás dele.

É verdade que o Deus ETERNO, revelado no Antigo Testamento é, como diz o Salmista, um Deus que é justo juiz, e um Deus que sente indignação todos os dias – ver Salmos 7:11. Muitos indivíduos que insistem em se classificar como cristãos não aceitam essa verdade. De forma piegas nos dizem: “Deus é amor”. De fato Deus é também amor, mas isso não altera em nada a afirmação do salmista, que devemos notar, está até bastante amenizada já que a expressão hebraica זֹעֵם – zo`em – pode representar, além de “indignado”, alguém que está “furiosamente indignado”. E o motivo de toda essa indignação são os nossos pecados. É tolice pensarmos que os seres humanos são “bonzinhos” e que não merecem esse tipo de tratamento. NÃO SOMOS BONZINHOS, SOMOS TODOS GRANDES PECADORES.

Ver nosso arrtigo acerca da "Depravação Total do Ser Humano" por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/03/depravacao-total.html


Mas o Antigo Testamento nos ensina algo mais. Ele diz que Deus: Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades – Salmos 103:10. E sabe porque Deus faz isso? Por que ele não nos trata da forma como realmente merecemos ser tratados pela indignação que nosso pecados causam em Sua santa pessoa? É porque: O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira – Salmos 103:8—9.

Outra passagem, ainda do Antigo Testamento, que confirma o que estamos dizendo é Êxodo 34:5—7, onde lemos:

Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR. E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!

Esse é o Deus do Antigo Testamento que é também severo juiz e que, de vez em quando, quando a medida da iniquidade de alguém ou de um povo atinge o nível predeterminado por Deus, o Todo Poderoso exerce seu pleno direito de fazer justiça trazendo sobre a própria cabeça do pecador toda a indignação que lhe foi feita (a Deus) – ver Gênesis 15:13—16, especialmente a frase que diz: porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. Sim, Deus é paciente e longânimo, mas ele não é nem tolo nem cruel como alguns desejam. As advertências do Antigo Testamento são repetidas no Novo Testamento. O homem é responsável por seus atos e nossos pecados no tempo presente continuam a encher Deus de indignação – Gálatas 6:7 diz: Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Mas existe uma passagem no Antigo Testamento, para a qual desejo chamar a atenção do leitor, porque é nela que vamos encontrar o verdadeiro motivo porque Deus não varre a todos nós de uma vez da face do planeta Terra. Não quero que ninguém pense, nem por um instante sequer, que somos melhores do que qualquer pessoas que perdem suas vidas em acidentes ou desastres naturais – ver Lucas 13:1—5. Somos todos merecedores de igual fim. Mas é importante entendermos que Deus é quem mantém pleno controle sobre nossas vidas e sobre tudo isso que chamamos de “acidentes naturais” e que muitas seguradoras chamam, de forma tão apropriada, de “atos de Deus”. Por favor, considere cautelosamente as palavras a seguir, que nos falam acerca das misericórdias de Deus e como elas nos preservam vivos, antes de cometer uma blasfêmia contra Deus e proferir palavras que soem como verdadeiras abominações aos ouvidos do Deus ETERNO e Todo Poderoso.

O profeta Jeremias nos deixou um excelente poema falando acerca das misericórdias de Deus em Lamentações de Jeremias capítulo 3. No início do capítulo 3 de Lamentações de Jeremias, o profeta está refletindo sobre a destruição de Jerusalém e o desterro do povo judeu para a Babilônia do rei Nabucodonosor. Pelas palavras dos versos 19 e 20:

Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.

Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.

Jeremias nos indica que a dor e a angústia retornavam todas as vezes que ele se lembrava de suas tribulações e suas reflexões eram tão deprimentes quanto suas perspectivas. Talvez como Jó, o profeta estivesse pensando em “esquecer” suas aflições:

Se eu disser: eu me esquecerei da minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que me não terás por inocente - Jó 9:27—28.

Mas não adiantava. Ele se lembra em todas as ocasiões – “minha alma continuamente os recorda” – verso 20 - da sua “aflição, do pranto, do absinto e do veneno” – ver verso19. É com estas palavras que ele se refere, de forma enfática, acerca da sua aflição. Era esta a maneira como ele percebia suas dores e como se sentia ao pensar nelas. Seus pensamentos se transformavam na própria miséria. Jeremias bem sabia que tudo pelo qual ele e o povo de Israel estavam passando era fruto do pecado e é exatamente o pecado que torna o cálice da aflição em um cálice de amargor profundo. É uma pena que até mesmo os crentes do século XXI estejam perdendo essa consciência, com alguns querendo, inclusive, colocar a culpa em Deus. Quanta vergonha! Que horror!

O profeta Jeremias se lembrava que os cativos na Babilônia deviam ter bem vívidas em suas mentes as cenas do cerco, do incêndio e da destruição de Jerusalém. E certamente, como o próprio profeta, eles deviam estar se lembrando de Sião, pois era impossível esquecer Jerusalém:

Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria - Salmos 137:1, 5—6.

A alma do profeta não estava somente abatida por causa da aflição em que ele se encontrava em profundo amargor – “absinto e veneno” – mas também por causa do pecado. Da mesma maneira nós devemos humilhar nossos corações quando Deus, em Sua providência, permite que sejamos afligidos ou nos aflige por causa dos nossos pecados, como a situação presente em vários lugares do mundo. Quando temos esta atitude nós podemos nos aperfeiçoar pelas correções do passado e do presente e evitarmos as futuras.

A partir do verso 21, entretanto, as nuvens escuras começam a se dissipar e podemos enxergar o céu azul novamente. A queixa do profeta desde o começo do capítulo 3 e até o verso 20 era realmente muito deprimida e deprimente. A tristeza e a melancolia podem fazer o coração arrebentar. O profeta sabe disso e em vez de se entregar completamente à melancolia, ele prefere resgatar seu coração, livrando-o da tristeza imensa, trazendo à memória o que me “pode dar esperança” – ver verso 21. As coisas que podem dar esperança ao profeta não são, neste contexto, as coisas antigas e passadas e sim as que ele espera que virão. Muitas vezes nossos corações estão cheios de tristeza e de aflição e nos sentimos perdidos e esquecidos. Mas Deus, em Sua graça infinita, nos desperta pela leitura da Sua palavra, por uma palavra amiga ou por uma lembrança e nos renova em esperança impedindo-nos de mergulharmos de cabeça no fundo do poço. Vamos juntos ver a que coisas o profeta poderia estar se referindo quando disse:

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança – Lamentações de Jeremias 3:21.

I. Em primeiro lugar o profeta reconhece que mesmo que as coisas estejam ruins, é somente pela graça de Deus que elas não estão piores. E nós sabemos que as situações podem ser sempre piores. Nós somos afligidos pela vara do Senhor, mas é por causa das misericórdias do Senhor que não somos consumidos:

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim – Lamentações de Jeremias 3:22.

Quando estamos enfrentando problemas e dificuldades nós devemos, para o encorajamento da nossa fé e esperança, observar quais são os benefícios que tal situação nos traz, além do mal evidente, que é mais fácil de perceber. A situação está ruim, mas poderia ser bem pior e com esta possibilidade temos o outro lado, de que a situação pode ser melhor. Note as coisas que o profeta nos ensina:

• Ele reconhece o fluxo constante das misericórdias do Senhor. É por causa deste fluxo constante, que nós não somos consumidos. Somos como a sarça ardente, pegando fogo, mas não consumidos. Como igreja, independente das aflições pelas quais temos que passar, temos a certeza que estaremos aqui até o final dos tempos, mas não devemos nunca nos esquecer que estamos aqui apenas de passagem. O apóstolo Paulo resumiu bem esta verdade ao dizer:

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo - 2 Coríntios 4:7—10.

• As misericórdias fluem de uma única fonte: Deus. Note a forma plural “misericórdias”, que denota tanto abundância como variedade. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. É por este motivo que ele é chamado de: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o PAI DE MISERICÓRDIA E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO – 2 Coríntios 1:3. Todos nós somos devedores, diariamente, à misericórdia de Deus pelo fato de não sermos consumidos.

II. Em segundo lugar, o profeta, na sua profunda dor e aflição, ainda pode experimentar a ternura da compaixão divina e a verdade da promessa de Deus. É certo que ele em outros momentos se queixou do fato de Deus não ter demonstrado piedade, como quando disse:

Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem. Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR – Lamentações de Jeremias 2:17—18.

Mas agora ele se corrige e reconhece:

• Que as misericórdias do Senhor não falham por causa da fidelidade de Deus. Mesmo em tempos difíceis quando parece que Deus bloqueou Suas misericórdias elas continuam, de fato, fluindo. Os rios das misericórdias de Deus correm cheios e transbordantes e nunca estão secos. Caso o suprimento do dia anterior alcance um nível baixo, o profeta tem certeza de que as misericórdias do Senhor serão completamente renovadas pela manhã. A cada manhã um novo, completo e suficiente suprimento estará disponível. No meio das suas aflições Jó disse que Deus visita os filhos dos homens a cada manhã:

Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? - Jó 7:17—18.

De maneira semelhante o profeta Sofonias reconhece que Deus traz à luz Seu juízo manhã após manhã, mas o ímpio não sabe reconhecer seus erros:

O SENHOR é justo, no meio dela; ele não comete iniqüidade; manhã após manhã, traz ele o seu juízo à luz; não falha; mas o iníquo não conhece a vergonha - Sofonias 3:5.

Quando as coisas nas quais confiamos nos são tiradas o Senhor permanece constante, manhã após manhã.

• Que a fidelidade do Senhor é grande. Mesmo quando parece que o Senhor quebrou Sua aliança conosco, ela está em plena força. Mesmo que Jerusalém esteja em ruínas, a verdade do Senhor dura para sempre. Não importa que tipo de dores e problemas nós tenhamos que enfrentar, nós não podemos nestes momentos entreter, nem por um segundo, pensamentos errados acerca de Deus e sim manter firme nossa posição de que Ele é compassivo e fiel:

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade – Lamentações de Jeremias 3:22—23.

Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens - Salmos 90:3.

III. Em terceiro lugar o profeta se lembra que Deus – o Deus do Antigo Testamento me permitam dizer - é e sempre será a alegria toda-suficiente do Seu povo. Isto ocorre porque o povo de Deus O tem escolhido e depende – espera - que Deus seja exatamente isto:

A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele – Lamentações de Jeremias 3:24.

Assim temos que: quando nossa alma diz: “A minha porção é o SENHOR”, nós estamos afirmando:

• Que quando eu tiver perdido todas as coisas que tenho neste mundo, inclusive minha liberdade, meu sustento e quase a própria vida ainda assim eu não perdi meu interesse em Deus. Porções na terra são todas perecíveis, mas o Senhor é porção por toda a eternidade. Não podemos desprezar o fato de que até mesmo igrejas e pastores são, muitas vezes, responsáveis por grandes perdas em nossas vidas. Ensinamentos falsos são muito comuns e poderosos nesses dias de comunicação instantânea. O próprio profeta Jeremias já reconhecia essa situação nos seus dias, portanto, não deve nos surpreender que pastores sejam responsáveis por grandes danos causados ao povo de Deus:

Muitos pastores destruíram a minha vinha e pisaram o meu quinhão; a porção que era o meu prazer, tornaram-na em deserto – Jeremias 12:10.

Mas a nossa porção, mesmo nestas horas, deve continuar a ser o Senhor, pelo simples fato de que nós mesmos somos a porção do Senhor. Desse modo, os fatos a seguir são inegáveis:

• Que enquanto eu tenho interesse em Deus eu tenho tudo o que eu preciso. Quando Deus é minha porção eu tenho aquilo que é suficiente para contrabalançar todas as minhas aflições e compensação por todas as minhas perdas. Deus, como nossa porção, não pode jamais ser tirado de nós.

• Que isto é em que eu dependo e descanso satisfeito. Portanto “esperarei nele”. Vou me lançar sobre Ele completamente, e vou me encorajar em Deus quando todos os outros apoios que me sustentavam desabarem. Note bem: é nossa obrigação fazer do Senhor a porção das nossas almas e recebê-lo como Consolador no meio das nossas lamentações.

IV. Em quarto lugar, o profeta nos lembra que todos aqueles que se relacionam com Deus descobrirão que a confiança depositada nEle não é em vão. Isto se evidencia pelos seguintes fatos:

• Deus é bom para os que confiam n’Ele:

Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca – Lamentações de Jeremias 3:25.

Deus é bom para todos. Suas tenras misericórdias são derramadas sobre toda Sua criação; todas as Suas criaturas podem experimentar da Sua bondade. Mas Deus é bondoso, de uma maneira toda especial, para aqueles que esperam n’Ele, para a alma que o busca:

Melhor é buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem – Salmos 118:8.

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração - Jeremias 29:13.

Todas as vezes que as dificuldades se prolongarem ou que o livramento parecer demorado, nós devemos esperar pacientemente pelo Senhor e Suas misericórdias:

Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro - Salmo 40:1.

Enquanto aguardamos pelo Senhor em fé, nós precisamos buscá-lo em oração. Nossas almas precisam buscar o Senhor com intensidade. Esta busca, em oração, irá nos ajudar na nossa espera. E Deus tem prometido ser todo gracioso para aqueles que O buscam e O aguardam desta maneira. É a estes que Deus irá revelar sua maravilhosa bondade.

• Que todos aqueles que esperam no Senhor descobrirão que isto é algo bom:

Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio – Lamentações de Jeremias 3:26.

Aguardar a salvação do Senhor é bom - de fato esta é nossa responsabilidade e será nosso conforto e satisfação indescritíveis. Aguardar a salvação do Senhor em silêncio quer dizer que devemos aguardar pelo Senhor, mesmo quando pareça que ele está demorando e que as dificuldades parecem insuperáveis. Enquanto esperamos em tais situações não devemos murmurar nem nos sentir transtornados e sim nos submeter em silêncio aos desígnios divinos. Se nos lembrarmos das palavras do Senhor Jesus quando disse: “seja feita a Tua vontade”, nós podemos ter esperança de que tudo irá terminar exatamente como Deus deseja e este final é sempre o melhor para nós.

V. Em quinto lugar, Jeremias nos lembra que as aflições são realmente boas para nós e que se as suportarmos da maneira correta elas irão produzir algo de bom para nós – ver Romanos 8:28. Nós devemos saber que não somente é bom aguardar e esperar pela salvação do Senhor, mas que também é bom estarmos atribulados neste meio tempo:

Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade – Lamentações de Jeremias 3:27.

É bom para o homem suportar jugo na sua mocidade. Muitos dos jovens a quem Jeremias estava se referindo haviam sido levados como cativos para a Babilônia. É para aliviá-los que ele escreve esse versículo. Note que Jeremias não culpa os Babilônios. Ele diz que, em última instância, quem está trazendo este jugo sobre aqueles jovens é Deus mesmo. Este jugo é como aquele que é representado pelos mandamentos de Deus. É muito bom aprendermos desde cedo, que temos sérias obrigações para com Deus e não podemos pretender que Deus aceita qualquer coisa. Nunca é cedo demais para começarmos a nos moldar pelo molde de Deus. Sem o jugo que Deus nos impõe, a grande maioria de nós seria como touros indomáveis que não se ajustam ao uso da canga e se tornam improdutivos. Jeremias nos diz que em tais situações nós devemos:

• Acalmar-nos diante das nossas adversidades e aprender a nos sentar sozinhos e guardar silêncio:

Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele – Lamentações de Jeremias 3:28

Em vez de correr de um lado para o outro reclamando da nossa condição e agravando nossa situação e calamidade, questionando os propósitos da providência no que nos diz respeito, devemos nos retirar no dia da adversidade para um local tranquilo onde possamos sentar sozinhos e mantermos comunhão com o Senhor, silenciando nossos pensamentos de descontentamento e colocarmos nossas mãos sobre nossas bocas, como fez Aarão, que em meio à terrível tribulação pela qual teve que passar, ainda assim guardou sua paz:

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou – Levítico 10:1—3.

Todas as vezes que Deus trouxer um jugo sobre nossos pescoços nós devemos nos submeter de forma paciente.

• Que nós só nos humilhamos de forma verdadeira, quando nos prostramos, literalmente, no chão diante de Deus e aguardamos pacientemente pelo Senhor:

Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança – Lamentações de Jeremias 3:29

Muitas vezes será conveniente nos humilharmos completamente, encostando nossos próprios rostos no chão, como uma demonstração da nossa submissão à vontade de Deus no meio da aflição, bem como uma demonstração da nossa tristeza, da nossa vergonha e de quanto nós nos abominamos por sermos os pecadores que somos. Precisamos agir com a mesma dignidade de Jó:

Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza – Jó 42:2—6.

Quando nos humilhamos desta maneira o profeta nos diz: “talvez ainda haja esperança”.

• Que quando somos mansos de verdade, e nos submetemos àqueles que são os instrumentos das nossas aflições e mantemos um espírito perdoador:

Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta – Lamentações de Jeremias 3:30.

Então nos tornamos verdadeiros filhos de Deus como descritos em Mateus 5:39—41:

Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.

Nosso Senhor Jesus nos deixou um exemplo vivo de como proceder. O profeta Isaías descreveu algumas das coisas pelas quais o Senhor passou quando disse:

Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam - Isaías 50:6.

Aqueles que são capazes de resistir às ofensas e afrontas e que não revidam ultraje com ultraje, nem fazem ameaças quando maltratados, estão imitando nosso Senhor:

Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente – 1 Pedro 2:20—23.

Todos os que agem desta maneira descobrirão que é benéfico suportar este jugo e que em última instância o mesmo se transformará em uma vantagem espiritual. Como disse o apóstolo Paulo:

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado – Romanos 5:3—5.

VI. Em sexto lugar o profeta Jeremias reflete acerca do glorioso fato de que Deus irá retornar de forma graciosa ao Seu povo, com consolações proporcionais às aflições causadas:

O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias – Lamentações de Jeremias 3:31—32.

É por este motivo que o profeta decide ser penitente e paciente. De fato, a compreensão de como Deus é gracioso e misericordioso é o maior incentivo ao arrependimento como proposto nos evangelhos, bem como à paciência cristã. Quando agimos assim nós podemos ter certeza de que:

• Apesar de estarmos humilhados, nós não perdemos nossa herança, continuamos filhos de Deus.

• Apesar de estarmos humilhados, não ficaremos para sempre neste estado, pois a controvérsia entre nós e Deus não é eterna.

• Seja qual for a tristeza pela qual temos que passar ou estejamos passando a mesma é exatamente o que Deus tem designado para nós e Sua mão pode ser vista no controle de todas as coisas. É Deus quem causa a tristeza e por este motivo nós podemos ter a certeza que a mesma é sábia e graciosamente ordenada. Tal tristeza é sempre por um tempo e tem um propósito específico:

Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma – ver 1 Pedro 1:6—9.

• Que Deus tem guardado muitas consolações para aqueles que Ele tenha, por ventura, entristecido. É tolice pensar que quando Deus nos entristece o mundo pode nos consolar. O mesmo que nos entristeceu precisa nos trazer o consolo. Como nos ensina o profeta Oséias temos que nós voltar para Deus, pois foi Ele quem nos feriu e é Ele quem irá nos sarar:

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará – Oséias 6:1.

• Quando Deus se volta para lidar graciosamente conosco, não O faz baseado em nossos méritos, mas de acordo com Suas misericórdias. Sim, de acordo com Sua multidão de misericórdias. Nós somos tão indignos que somente uma multidão de misericórdias pode realmente resolver nossa pecaminosidade. Todos aqueles que têm este tipo de expectativa não verão as aflições como algo negativo e sim como uma oportunidade de Deus derramar uma multidão de misericórdias!

VII. Em sétimo lugar Jeremias nos lembra que todas as vezes que Deus causa dor e aflição, Ele tem um propósito sábio e santo e, em nenhuma hipótese, Deus se alegra em nos ver aflitos:

Porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens – Lamentações de Jeremias 3:33.

Deus de fato aflige e traz agravos sobre os filhos dos homens. Todas as aflições que vem sobre nós têm sua origem em Deus. Mas Deus não tem nenhum prazer em nos afligir. Destas duas últimas frases podemos concluir que:

• Deus só nos aflige quando nós damos motivos para Ele assim proceder. Deus não dispensa Seus aborrecimentos da mesma maneira que ele dispensa seus favores. Deus não tem prazer em afligir, mas tem prazer em dispensar Seu amor e compaixão, porque eles são imensos – ver Lamentações de Jeremias 3:32 acima. Quando Deus manifesta sua bondade Ele o faz porque isto lhe agrada, mas quando Sua receita envolve coisas amargas para nós é porque nós merecemos e precisamos destas coisas.

• Deus não tem prazer em nos afligir. Deus não tem prazer na morte dos pecadores ou nas inquietações dos Seus santos, mas sempre nos aflige com certa relutância. É como se Deus tivesse que se deslocar do seu lugar, o assento de misericórdia – ver Hebreus 4:16 - para nos afligir. Deus não tem nenhum prazer em ver nenhuma de Suas criaturas em estado miserável. E naquelas situações que envolvem Seu próprio povo, Deus sofre juntamente com Seu povo. O Senhor se aflige com as aflições do Seu povo. Deus é movido à compaixão!

• Deus preserva Sua bondade para com Seu povo mesmo quando o aflige. Como Deus não aflige de bom grado os filhos dos homens, muito mais, então, Seus próprios filhos. Independentemente de qualquer coisa, Deus é bom

Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo – Salmos 73:1.

Os filhos de Deus precisam aprender a ver o amor no coração de Deus mesmo quando estão vendo o rosto irado de Deus e a vara da disciplina em Suas mãos.

VIII. Em oitavo lugar, o profeta nos faz lembrar que apesar de Deus usar seres humanos como instrumentos para corrigir Seu próprio povo, Deus está muito longe de se agradar dos excessos que os homens cometem:

Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra, perverter o direito do homem perante o Altíssimo, subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? – Lamentações de Jeremias 3:34 – 36.

Mesmo que Deus use para Seus próprios propósitos a violência de homens perversos e pouco razoáveis, ainda assim não podemos concluir que Deus aprova os métodos violentos e opressivos como somos muitas vezes tentados:

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele? – ver Habacuque 1:13.

O profeta Jeremias descreve duas maneiras pelas quais o povo de Deus é injuriado e oprimido pelos inimigos e nos assegura que Deus não aprova nenhuma delas:

• Se os homens causam danos ao povo de Deus pelo uso de força física, Deus não aprova este tipo de agressão, pois Deus não pisa debaixo dos pés a todos os presos da terra, pelo contrário, Deus ouve cada lamento e reclamo causado por ações opressoras. Deus não somente não aprova tal opressão, mas a mesma O desagrada profundamente. É uma verdadeira afronta a Deus “pisar em cima” daqueles que já estão prostrados ou agredir aqueles que estão amarrados e não podem se defender.

• Por outro lado, aqueles que causam o mal sob a bandeira da “justiça e lei” e nesse processo, de forma pretensiosa “perverterem o direito do homem perante o Altíssimo”, de tal maneira que sejam negados ao oprimido seus direitos e plena e verdadeira justiça, e pensam que estão fora do alcance de Deus, e, se estes mesmos homens subverterem a justa causa de qualquer pessoa e impuserem um veredicto injusto ou promoverem um falso juramento, que sejam, então, advertidos que:

Deus está vendo tudo. Todas as coisas estão patentes diante daquele a quem todos nós teremos que prestar conta:

Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? – Lamentações de Jeremias 3:36.

E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas - Hebreus 4:13.

Tudo está revelado diante de Deus e estes atos, mencionados acima, são extremamente desagradáveis a Ele. E todos os homens conhecem esta verdade. Portanto, quando agem de maneira tão injusta o fazem com altivez e arrogância contra Deus, o Todo-Poderoso. Os homens preferem ignorar a simples verdade de que Deus está acima de todos os seres por mais poderosos que estes possam ser:

Se vires em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram – ver Eclesiastes 5:8.

 Deus não aprova tais atitudes. Existem implicações bem maiores do que o texto nos informa diretamente. A perversão da justiça ou a subversão do direito de qualquer pessoa são uma grande afronta a Deus. E mesmo que Deus use tais elementos para corrigir Seu próprio povo, mais cedo ou mais tarde irá confrontar tais pessoas diretamente. Deus muitas vezes permite que os perversos progridam nesse mundo, mas isto não quer dizer, nem por um instante sequer, que Ele está aprovando o que essas pessoas estão fazendo. Deus é bom e não tolera a iniquidade de nenhuma espécie.

Que as palavras de Deus,por meio de suas muitas testemunhas, citadas acima, nos sirvam de consolo e fortalecimento seja na hora, da angústia, da tribulação, das dificuldades e até mesmo diante de perseguições.

Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra – 2 Tessalonicenses 2:16—17.

Que essas palavras sirvam de consolo a todos os verdadeiros filhos de Deus. Que sirvam também de advertência a todos aqueles que, vendo os dramáticos acontecimentos que ocorrem o tempo todo no mundo, não sentem o peso dos seus próprios pecados. Nossa evidente fragilidade deve nos fazer considerar nossos caminhos. Quando Deus se levanta para julgar não existe sabedoria humana nem tecnologia que seja capaz de impedir os propósitos de Deus.

Termino com o convite que nos faz o profeta Isaías 55:1—3, 6—7:

Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.

Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.


ARTIGOS ACERCA DE RICARDO GONDIM








Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

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Notas:

O comentário do capítulo 3 de Lamentações de Jeremias foi, em parte, adaptado da obre de Matthew Henry.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

EVOLUCIONISTAS AFIRMAM CADA VEZ MAIS A CRENÇA (FÉ?) EM SERES ALIENÍGINAS E UFOS



Já tivemos a oportunidade de falar acerca desse tema antes. Ver o post de quinta-feira, 29 de abril de 2010 aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/04/tolice-de-richard-dawkins.html

Mas estamos retornando ao mesmo porque Richard Dawkins, não foi o primeiro. Vários outros cientistas, auto denominados ateus, já vieram a público confessar sua fé em seres alienígenas e UFOS.

Nos dias de Charles Darwin, no século XIX, a ciência acreditava que uma célula viva não passava de uma massa informe de protoplasma. Partindo dessa falsa premissa, que refletia a ignorância daqueles dias, os evolucionistas Alexander Oparim e J. B. Haldane “acreditavam” que algum processo natural teria sido capaz de produzir a vida sobre a terra.

Já no século XX experimentamos uma enorme explosão no conhecimento tanto ao nível da genética quanto da micro biologia. Esse conhecimento nos permitiu entender que até a mais simples das células é composta de cadeias protéicas de extrema complexidade. Essa realidade está bem detalhada no livro de Michael J. Behe chamado “A Caixa Preta de Darwin” e publicado no Brasil pela Zahar Editores. É esse fato singular, que tem levado muitos evolucionistas a acreditar em UFOS e seres de outros planetas.

Como exemplo do que estamos dizendo podemos citar o Dr. Francis Crick. Ele ficou famoso quando, juntamente com o Dr. James D. Watson, descobriu a estrutura helicoidal dupla do DNA. Dr. Crick sempre foi um evolucionista convicto e inimigo declarado do Cristianismo, mas suas próprias descobertas o fizeram entender que a vida não poderia ter surgido de alguma “sopa biológica” sendo cozinhada em alguma lagoa morna do planeta. Em seu livro, publicado em 1981, intitulado “Life Itself:Its Origin and Nature” ele especulava que a vida foi criada em algum lugar do universo, por alguma inteligência desconhecida e enviada a esse sistema solar, através da intermediação de seres alienígenas, que dominavam a tecnologia de viajar grandes distâncias pelo Universo estelar.

Por outro lado, o cientista britânico Sir Fred Hoyle associado ao astrônomo Vidya Jothi Nalin Chandra Wickramasinghe, nascido no Sri Lanka, chegaram exatamente à mesma conclusão. Dr. Hoyle afirmou: “A noção de que os biopolímeros, bem como todo o sistema operacional de uma única célula viva terem surgido por mera chance na face do planeta Terra, em meio a uma sopa biológica primordial, não passa de especulação absolutamente sem sentido”1. Mas não para por aí. Em vez de admitir que todo o conhecimento que temos acumulado aponta para um Deus Criador, o Dr. Hoyle prefere acreditar – trata-se, portanto, de Fé versus Fé e nunca de ciência versus Fé – que nosso planeta Terra foi semeado, em diversas ocasiões, como vida trazida por seres alienígenas. As sementes utilizadas nessas plantações teriam sido produzidas por algum ser superior, mediante algum tipo de desenho inteligente, como parte de uma trama para invadir e dominar nosso planeta2.

O Dr. Richard Shapiro é um famoso bioquímico que atua na Universidade de Harvard, nos EUA. Em seu livro intitulado “Origins: A Skeptic’s Guide to Creation of Life on Earth3 argumenta que a vida em nosso planeta é muito complexa para ser explicada por qualquer um dos muitos modelos ou processos evolucionistas disponíveis nos dias de hoje. Por esse motivo, advinha o quê? Certo! Ele acredita que a vida na Terra teve origem em algum outro lugar do vasto, e cada vez mais vasto, Universo.

Quanto ao Dr. Richard Dawkins, nós já tivemos a oportunidade de desmascará-lo no link acima. Caso o leitor deseje ver e ouvir o Dr. Dawkins fazer um palhaço de si mesmo diante de Ben Stein, no original em inglês, poderá acessar o vídeo aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=GlZtEjtlirc

Para aqueles que desejarem assistir o documentário inteiro produzido por Ben Stein, com legendas em português, poderão acessar a primeira parte através do link abaixo e seguir a partir daí:

http://www.youtube.com/watch?v=cEvq4xIHmH4&feature=related

A parte relativa à entrevista com Richard Dawkins, com legendas em português, pode ser acessada diretamente a partir desse link:

http://www.youtube.com/watch?v=Mzi2sHTp-cU&feature=related

Não devemos nos deixar enganar pela conversa bem engendrada desses doutores. Suas mentiras estão cheias de artimanhas e induzem as pessoas ao erro pela astúcia. Devemos nos lembrar da advertência do apóstolo Paulo e nos empenhar em crescer no conhecimento de Cristo:

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro – Efésios 4:13—14.


Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

Notas:

1. Hoyle, Fred. “The Big Bang Theory” em New Scientist de 19 de Novembro de 1981, p. 527.

2. Hoyle, Fred. “Evolution from Space. New York, Simon & Schuster, 1st edition, Jeneiro de 1984.

3. Shapiro, Richard. Origins: A Skeptic’s Guide to Creation of Life on Earth. Inited Kingdom, Bantan New Age, 1987.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RICARDO GONDIM É UM VERDADEIRO PINÓQUIO



Não costumo ler nada escrito por Ricardo Gondim, a menos que duas circunstâncias aconteçam:

• Alguém me empreste um exemplar da revista Ultimato onde seus artigos são puro tédio e rancor.

• Alguém me envie, via e-mail, alguma das suas muitas bobagens que costuma escrever em seu site.

Fora dessas duas situações, não tomo conhecimento nem me interesso pelo que ele faz ou escreve.

Um dia desses a segunda situação aconteceu. Uma pessoa lá de Portugal, me mandou no e-mail um link para um artigo escrito pelo Ricardo.

O Artigo se chama “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico” e foi publicado em 7 de Fevereiro de 2011. Nesse artigo, da maneira mais descarada e mentirosa ele afirma que a atual situação do evangelho no Brasil é devida “a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico”.

Ora, o mínimo que se pode esperar de alguém que pretende escrever com base no “soli Deo gloria”, ou seja, escreve com a pretensão de promover a glória de Deus, é que fale a verdade e não mentiras.

Esse Senhor sabe muito bem que aquilo que ele chama de “Movimento Evangélico” não tem nada de reformado e menos ainda de cristão, nem em suas doutrinas nem em seus costumes e práticas. Tem sim, tudo a ver com o movimento Pentecostal, que em meros 100 anos abriu as portas para todas essas aberrações que estamos vendo aí. Aliás, Gondim foge de suas responsabilidades porque é pastor pentecostal e, antes de perder a fé de que a salvação é exclusivamente por Jesus Cristo, ele foi um grande propagador das mentiras pentecostais. A principal dessas mentiras é o alegado batismo com o Espírito Santo acompanhado do falar em línguas estranhas. Ele mesmo declara que passou por essa falsa experiência. Digo que é falsa, porque o Batismo com o Espírito Santo não é experimental e não existe nenhuma manifestação perceptível atrelada ao mesmo. Não nego, entretanto, que o mesmo tenha passado por algum tipo de experiência real e verdadeira com o Espírito Santo, tal como, ter sido enchido pelo mesmo. Mas que ele nunca experimentou o Batismo com o Espírito Santo. Isso ele não experimentou mesmo.

Os próprios apóstolos do Senhor só foram reconhecer que haviam sido batizados com o Espírito Santo muito tempo depois dos eventos narrados em Atos 2. Desafio a qualquer um a me provar, usando exclusivamente o texto de Atos 2, de que o Batismo com o Espírito Santo aconteceu naquele dia. Em primeiro lugar, a expressão nem é mencionada em Atos 2. Muito estranho mesmo que tivesse acontecido e não fosse sequer mencionada pelos apóstolos e registrada pelo Dr. Lucas, mesmo diante das palavras do Senhor Jesus em Atos 1:5, de que eles seriam batizados com o Espírito Santo, não muito depois daqueles dias. No entanto, quando transcorreram os eventos narrados em Atos 2, Pedro disse que aquilo era o cumprimento da promessa feita através do Profeta Joel. Nem ele, nem ninguém relacionou os eventos de Atos 2 com o Batismo com o Espírito Santo prometido por Jesus. Tempos depois, em Atos 11:16, quando Pedro estava na casa de Cornélio e viu as manifestações do Espírito Santo que eram semelhantes àquelas que tinham acontecido em Atos 2, ele diz que só então se lembrou das palavras de Jesus em Atos 1:5. Ou seja, Pedro e toda a igreja de todos os tempos foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes – ver 1 Coríntios 12:13. Mas eles não perceberam isso, porque o Batismo com o Espírito Santo é um ato de ato de Deus na história que:

• Em primeiro lugar cria a Igreja, o Corpo de Cristo e coloca todos os crentes, de todas as épocas nesse corpo onde eles estão individualmente ligados, de modo indelével, a Cristo. Assim nos tornamos completamente dependentes de Cristo.

• Em segundo lugar o Batismo com o Espírito Santo une os crentes uns aos outros, também de modo indelével, de tal forma, que nos tornamos dependentes uns dos outros para nossa felicidade e realização como cristãos

Essas verdades bíblicas são muito diferentes das mentiras inventadas pelo senhor Charles Fox Parham, que alegou que o Batismo com o Espírito Santo ficou esquecido por dezoito séculos, e que foi reinaugurado na era moderna, no dia 1º de Janeiro de 1901, se manifestando através de uma moça chamada Ages Ozman, que era uma de suas alunas numa escola em Topeka, no Kansas. Dali a pretensão se espalhou para a Califórnia onde, de 1906-1909 foi ensinada 24 horas por dia no chamado “reavivamento da rua Azuza”. Todavia, o líder do movimento da rua Azuza era um negro – William Joseph Seymour - e isso era intolerável para o racista Parham, que tinha até mesmo certas simpatias pela Ku Klux Klan. Para encurtar uma longa história, os pastores brancos acabaram se distanciando do negro Seymour e também de Charles Hanson Manson, outro negro, fundador da “Church of God”, que havia adotado o o formato pentecostal de Batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Esses pastores brancos criaram sua própria denominação, com uma liderança exclusivamente de brancos. Essa nova denominação foi chamada de “Assemblies of God”. Não é difícil perceber que esse pessoal das Assembléias de Deus – todas elas – tem muito o que responder a Deus por causa dessa prática de racismo descarado. No fim da sua vida, completamento abandonado pelos amigos pregadores brancos de outrora, o velho e, praticamente cego, Seymour, finalmente “enxergou” a verdade: o Batismo com o Espírito Santo não tinha nada a ver com falar em línguas estranhas, e sim, com a união de todos os crentes em Cristo, independente da cor da pele inclusive. Mas ai, o estrago já estava feito e hoje envolve mais de quinhentos milhões de pobres iludidos por uma mentira muito bem engendrada e propagada. É no ramo Pentecostal da Cristandade que estão penduradas todas as aberrações que vimos no século XX:

• O Movimento das últimas chuvas.

• O Movimento carismático que causou divisões sem fim por onde se manifestou, algo que dificilmente pode ser atribuído ao Espírito Santo que veio nos unir a Cristo e uns aos outros.

• O Movimento da terceira onda. Esse tem muitos desdobramentos. Desde as “sessões de desemcapetamento total” até a adoração de réplicas da “Arca da Aliança”, passando pela crença de que é possível o crente, habitado pelo Espírito Santo, ser possuído por um demônio imundo e muitas outras sandices.

Agora, em pleno século 21, vem esse indivíduo dizer que os protestantes são os responsáveis por essas imoralidades. Gondim, como sabemos através do que ele escreve, tem sérios problemas com os reformados, a quem se refere, com uma evidente ponta de inveja, como sendo pós doutorados em Teologia. Pergunto: o que a formação teológica de alguém tem a ver com a verdade? Absolutamente nada! Não Sr. Ricardo, os verdadeiros responsáveis por essa situação que enfrentamos no Brasil hoje não tem nada a ver com os reformados. Mas tem tudo a ver com pessoas como você mesmo e com as igrejas de vocês que devem suas existências ao movimento racista iniciado no início do século XX e que atende pelo nome de pentecostalismo. E tudo isso, é claro, feito em nome do Espírito Santo. Como o senhor odeia os reformados e começa a cuspir no prato que comeu do pentecostalismo e seus desdobramentos, não tem para onde ir, então precisa se agarrar no que há de mais ridículo procedente das terras do norte nesse momento, que é a doutrina da chamada “igreja emergente”.

Os reformados não são perfeitos. Longe disso. Mas é injusto atribuir a eles as mazelas daquilo que Gondim chama de “Movimento Evangélico” contemporâneo no Brasil. Como sempre acontece é mais fácil atacar as pessoas das quais não gostamos e Gondim é um homem profundamente rancoroso contra os reformados, os puritanos e outros grupos assemelhados, como pode ser facilmente notado em seu artigo mencionado acima. Mas, apesar de todas as suas mazelas, esses grupos continuam proclamando Jesus como o único Salvador, continuam acreditando que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Pai de Jesus Cristo e continuam abominando todo tipo de pretensão, hipocrisia e mentira.

Quanto a Ricardo Gondim, não crê que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Pai de Jesus Cristo, não crê que a salvação é exclusivamente pela fé em Jesus, o Filho de Deus, e hoje ele adora uma divindade pífia que é incapaz, em suas próprias palavras, de saber o que vai acontecer no futuro.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

Para aqueles que querem pesquisar mais acerca de alguns fatos narrados nesse artigo o autor recomenda:

1. Fire from Heaven de Harvey Cox.

2. Modern Christian Revivals editado por Edith L. Blumhofer e Randall Balmer.

3. Teologia do Espírito Santo de Frederick Dale Bruner.

4. Strange Fire de Eric E. Wright.

5. Sinais dos Apostólos de Walter Chantry.

6. Counterfeit Revival de Hank Hanegraaff.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

EVANGÉLICOS NÃO DEVEM SE ESQUECER DA CENTRALIDADE DE MARIA PARA A IGREJA ROMANA ANTES DE SE ASSOCIAREM COM ELA PARA QUAISQUER PROPÓSITOS.


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Maria entronizada como a "quarta" pessoa da TRINDADE


No dia 28 de Abril de 1935, o então Papa Pio XI em uma mensagem de rádio, que concluía o Jubileu da Redenção Humana, concedeu a Maria o honroso título de coredentora. Ou seja, ela foi declarada redentora da humanidade juntamente com o Filho de Deus. Não existe nada que demonstre o abandono da verdadeira fé cristã e a adoção da mais franca apostasia por parte da igreja Romana do que seus ensinamentos acerca de Maria. Além da declaração acima feita por Pio XI, Maria também foi declarada concebida “imaculada” ou “sem pecado” e que nunca, em toda sua vida, cometeu pecado algum. Ela também teria participado dos sofrimentos de Cristo, como a mãe dolorosa, a favor da salvação dos seres humanos. Além disso, Maria teria subido corporalmente ao céu durante sua morte ou imediatamente após sua morte. Uma vez no céu, ela foi coroada Rainha do Céu e do Universo e é capaz de interceder pelos pecadores. De, repente, a Santa Trindade se viu forçada, pelo desejo dos pontífices romanos, a aceitarem uma quarta pessoa na divindade. O papa João Paulo II não escondia de ninguém que ele devia sua cura e recuperação, do tiro que levou na praça do Vaticano, à poderosa intervenção de Senhora de Fátima. Por esse motivo, ele pediu aos padres de Fátima que lhe emprestasse a imagem da santa para que ele pudesse praticar suas devoções diante da mesma, na capela particular no castelo de Castelgandolfo, onde eles estava convalescendo. Há registros de que João Paulo II teria se referido a Maria com coredentora em pelo menos cinco ocasiões diferentes durante seu pontificado. Ele também mandou colocar um “M”, de Maria, na bandeira e em todos os documentos oficiais do Vaticano para afirmar, definitivamente que, acima de tudo, a Igreja Católica Romana está consagrada a Maria e que está a serviço de Maria. De fato, ele dedicou a si mesmo, sua igreja e o mundo todo à Maria. Também em uma audiência pública concedida em 9 de Abril de 1997, João Paulo II disse que Maria havia colaborado na obtenção da graça da salvação a favor de todos os seres humanos.

A maior influência para a deificação de Maria veio através de um livro escrito por um Doutor da Igreja, Santo Alfonso Maria di Liguori, intitulado “As Glórias de Maria”. Liguori, apesar de Doutor não era nada criativo. Ele pegou, praticamente, todos os títulos que as Escrituras atribuem a Jesus e os aplicou à Maria. Dessa maneira, Maria é chamada de “nossa vida e esperança dos pecadores”. No capítulo cinco ele afirma que a intercessão de Maria é absolutamente necessária para a nossa salvação. Papas como Urbano VIII e Bento XIV leram o livro e disseram que foram incapazes de encontrar até mesmo uma única palavra que pudesse ser censurada. Outros papas, como Pio VII e Leão XII foram além declarando que o livro não continha nenhum erro. João Paulo II admitiu a influência de Liguori em sua afeição idólatra por Maria. O livro de Alfonso de Liguori continua sendo publicado. Ele é o fundador da ordem que dos padres Redentoristas que, curiosamente, controlam o santuário da Senhora de Aparecida no Brasil.

Em Roma, dentro da basílica de Santa Maria Maior, uma das 26 igrejas da cidade dedicadas a Maria, nós podemos ver Maria sentada à destra de Cristo em Seu trono sendo coroada Rainha dos Céus. Do lado de fora dessa mesma basílica existe uma cena realmente insólita: Maria é mostrada pendurada na cruz, juntamente com Cristo. Outra imagem semelhante a essa pode ser vista na igreja da Mãe de Deus dos Mártires Poloneses em Varsóvia, na Polônia. Imagens de Maria crucificada com Cristo podem ser vista nesse endereço:

http://www.glassartists.org/Img192687_Virgin_Mary_and_Jesus_Christ_crucified.asp

Na igreja de Santo Estanislau Kostka em Chicago, Maria está assentada sobre a arca da aliança.
Por todos esses motivos, peça encarecidamente a todo o povo que verdadeiramente conhece o Senhor Jesus, que evite se associar com aqueles que praticam tamanhas abominações contra Deus e Jesus Cristo, nosso único e amado redentor. Considerem bem as palavras de Paulo em 2 Coríntios 6:14-7:2

14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?

16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,

18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

2 Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis 

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Papa Declara que Deus foi o Responsável pelo “Big Bang”.



De Acordo com notícia veiculada pela agência Reuters em 6 de Janeiro de 2011, “Deus estava por trás do “Big Bang”. A Igreja Católica Romana, que no passado havia colocado o livro “Zoonomia”, escrito por Erasmo Darwin, médico inglês e avô do famoso naturalista Charles Robert Darwin, o autor de “ A Origem das Espécies”, acaba de capitular as mesmas idéias defendidas pelo médico britânico no século XVIII.

O papa Bento XVI admitiu recentemente a veracidade da evolução, mas alegou que é Deus o autor do processo. Ele disse que as teorias científicas acerca das origens não estão em conflito com a “fé”, mas elas não podem explicar “a beleza que existe no mundo, seus mistérios, sua grandeza e sua racionalidade”. O papa “não vê porque Deus não poderia ter usado o processo evolucionário para formar a espécie humana”. Ora, isso é apenas possível porque o papa não acredita na Bíblia. Quando lemos os primeiros 11 capítulos de Gênesis – esse autor possui um extenso comentário nesses capítulos que pretende publicar no blog, aguardem – percebemos que os mesmos são escritos como história e não como poesia nem alegoria. O próprio Jesus e seus apóstolos autenticaram todo esse material como histórico:

• Em Lucas 17:26-32 Jesus, pessoalmente, menciona Noé, a arca, o Dilúvio, Ló, a destruição de Sodoma e Gomorra e a mulher de Ló: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló".

• Em outras passagens Jesus menciona o criador – ver Marcos 13:19.

• Adão e Eva – ver Mateus 19:4-6; Marcos 10:6-7.

• Caim e Abel – ver Mateus 23.35; Lucas 11:50-51.

• Abraão – ver João 8:39-40.

Jesus sempre tratou o material do livro do Gênesis como sendo histórico e é impossível alegar qualquer desejo de honrá-lo com Senhor e Salvador desprezando aquilo que ele ensinou, do modo como ensinou. Em Mateus 19:4-5 Jesus menciona os atos criadores de Deus narrados em Gênesis 1-2 e considera os mesmos como fatos históricos. O avô de Charles Darwin, Erasmus Darwin propôs uma teoria da evolução nos dois volumes de sua obra intitulada “Zoonomia or The Laws of Organic Life” publicada entre os anos 1794-1796. Ele acreditava que um ser inteligente havia criado o primeiro “filamento vivo” do qual todo o resto dos seres vivos evoluiu.

Esse autor só tem a lamentar as infelizes palavras do papa que o colocam em direta oposição aos ensinamentos que encontramos nas Sagradas Escrituras.


Alexandros Meimaridis 

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Cabana – Livro escrito por William P. Young



No ano passado eu tive a oportunidade de receber duas cópias do livro escrito por William P. Young; A CABANA. A primeira me foi emprestada pelo noivo de uma das minhas filhas, que me disse que havia comprado o livro por impulso ao ler a recomendação feita pelo cantor e compositor cristão Michael Smith. A segunda me foi dada quando estava convalescendo, em Agosto de 2010, de uma cirurgia para a implantação de duas pontes de safena e uma de mamária. Essa cópia foi trazida pelo meu vizinho da frente que veio me fazer uma visita e me trouxe o livro como presente.
A Cabana é um romance, uma ficção, portanto, escrita pelo canadense William Paul Young. Esse autor é filho de missionários nas ilhas da Nova Guiné e formou-se em Religião pela Universidade do Oregon. Wiliam se considera um admirador da obra de C. S. Lewis, mas não será difícil perceber que a admiração não significa seguir nos passos da pessoa admirada.

Em seu romance, o autor descreve deus como uma entidade que evita, a todo custo, emitir qualquer tipo de julgamento sobre o comportamento dos seres humanos, que ama rock & roll e que não espera, absolutamente nada das pessoas, em termos de obrigações ou responsabilidades.



Junto com um grupo de amigos, o autor tentou vender o livro para vinte e seis editoras diferentes sendo recusado por todas elas. Por fim, resolveram publicá-lo eles mesmos através de uma editora que fundaram exclusivamente para esse propósito. O livro acabou se tornando, basicamente pela propaganda “boca à boca”, em um verdadeiro campeão de vendas e tornou-se o livro e áudio livro mais vendido nos Estados Unidos durante os onze primeiros meses do ano 2009. O livro causou um enorme impacto em muitos “cristãos”, bem como em uma multidão de incrédulos que não desejam, de nenhuma forma, se identificarem com o cristianismo nem com nenhuma denominação religiosa.

Um desses indivíduos, chamado Aram, publicou uma mensagem no blog do autor de A Cabana – windrumors.com. Cremos que essa mensagem é representativa da maioria dos leitores do livro. Em primeiro lugar Aram se declara um incrédulo, mas adorou ler o livro de Paul, porque:

• A Cabana não fala do fogo do inferno.

• Não apresenta nenhuma regra ou requerimentos da parte de deus.

• deus não pune o pecado nem causa nenhum tipo de sofrimento nos seres humanos.

Lendo o livro, Aram finalmente entendeu que ele já é um “filho de deus” e que seu futuro está seguro nas mãos de Jesus.
Todavia, devemos notar que a leitura do livro não apresenta, onde quer que seja, nenhuma informação acerca da morte expiatória de Cristo, da necessidade de arrependimento por parte dos seres humanos pecadores, da oferta divina da fé capaz de salvar ou da necessidade humana da regeneração.

Diante disso, Aram se sente à vontade para recriminar todos os cristãos que querem assustar os não cristãos falando de lago que arde com fogo e enxofre. É óbvio que Aram, nunca leu o Novo Testamento. Essa questão de penas eternas em um lago de fogo inextinguível é um assunto tão sério e complicado, que a única pessoa que ensinou acerca do mesmo, sem rodeios, foi o próprio Senhor Jesus Cristo. Vejamos algumas dessas referências:

Lucas 3:17 - A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. Nesse verso é João Batista quem está falando, mas sua referência é claramente ao Senhor Jesus.

Mateus 5:22 - Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.

Mateus 10:28 - Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

Mateus 11:23 - Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.

Mateus 13:30 - Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.

Mateus 13:49-50 - Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.

Mateus 23:15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!

Mateus 23:33 Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

Mateus 25:41 - Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

Lucas 16:23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.

Existem outras passagens no Apocalipse, mas João, o Evangelista, estava apenas narrando o que estava vendo.

Paul Young louva os comentários de Aram, os quais considera “brilhantes”.

Para aqueles que não leram “A Cabana” o resumo é o seguinte: trata-se, como já dissemos, de uma narrativa de ficção acerca de um homem, profundamente amargurado contra Deus, pois o acusa de ser o responsável pelo brutal assassinato de sua filha acontecido em uma cabana, a própria, quatro anos antes. Agora, ele retorna àquela cena de crime e acaba passando por uma experiência que transforma sua vida. Essa experiência é um encontro com o próprio deus, que não é, em nenhuma hipótese, o Deus revelado na Bíblia, especialmente através da revelação mediante a pessoa de Jesus Cristo. A trindade de Young é composta por: uma jovem mulher asiática chamada “Sarayu” – que pretende ser o Espírito Santo – por um carpinteiro oriental que adora uma boa diversão – que pretende ser Jesus e é chamado por esse nome – e por uma mulher negra chamada “Elousia” – que pretende ser Deus, o Pai. Essa trindade é muito semelhante a essa “nova trindade” à qual estamos sendo gradativamente apresentados pelos mestres da chamada “Igreja Emergente”. É uma trindade tranqüila, até mesmo relaxada eu diria, que adora todo tipo de rock & roll, que não exercita nenhum tipo de ira contra o pecado – contrastar com Romanos 1:18—32; não exige nada dos seres humanos e que não gosta, em linhas gerais, de nenhuma igreja. Elousia afirma o seguinte: “Aqueles que me amam procedem de todos os sistemas que existem. Eles são budistas, mórmons, batistas ou mulçumanos... Eu não tenho nenhum desejo em convertê-los em cristãos”. Como podemos ver, as idéias de Paul Young se parecem muito com as idéias do catedrático católico Peter Kreeft que tem o apoio do pastor batista Rick Warren – ver matéria publicada nesse blog aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/01/rick-warren-se-une-catedratico-catolico.html

Você também poderá ler outro artigo acerca de Rick Warren nesse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/07/pastor-incentiva-uniao-com-incredulos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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