terça-feira, 10 de maio de 2011

Pastor John MacArthur desafia a Igreja a Não “fornicar” com o Mundo.




Na última conferência voltada para pastores promovida pela Grace Community Church e pelo Shepherd Seminary, ambos dirigidos pelo pastor batista John MacArthur, ele disse o seguinte: “A Igreja, se deve ser alguma coisa, precisa ser absolutamente distinta da cultura, absolutamente distinta do mundo, absolutamente distinta dos incrédulos. O apóstolo Paulo exige um rompimento total. É impossível casar a igreja com a cultura. A igreja não deve fornicar com o mundo”. Apesar da dureza e do vigor das palavras do pastor MacArthur, as mesmas precisam ser entendidas no contexto apropriado do Novo Testamento conforme a orientação que encontramos, por exemplo, em 1 Coríntios 5:9—10: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo”.

Mas, infelizmente o próprio MacArthur tem, muitas vezes se associado com muitos verdadeiros inimigos da cruz de Cristo, numa espécie de compromisso realmente reprovável. Muitas vezes, unido por causas comuns – aborto, questões homossexuais, etc. – MacArthur tem subido e compartilhado palanques com autoridades católico romanas. Ele também comunga com Billy Graham que tem dito que acredita que pessoas, de qualquer religião, podem ser salvas sem o conhecimento de Jesus Cristo – para aqueles que desejarem ouvir as palavras da boca do próprio Billy Graham podem acessar esse link:

http://www.youtube.com/watch?v=-gtR8rp4ozw&NR=1

Ora, apenas essa afirmação deveria ser suficiente para fazer o pastor John se mexer em defesa dos claros ensinamentos da Bíblia em Atos 4:12: E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Se existir a possibilidade de salvação sem Jesus, segue-se que o Senhor morreu em vão – ver Gálatas 2:21.

A Bíblia nos adverte acerca do cuidado e da devida distância que devemos manter daqueles que estão dispostos a fazer qualquer coisa para se manterem politicamente corretos:

• Romanos 12:2 - E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

• Romanos 16:17 - Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles.

• 2 Coríntios 6:14—18 - Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

• 1 Timóteo 6—5 - Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.

• 2 Timóteo 3:5 - Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

• 1 João 2:15—17 - Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

Peço que nenhum dos leitores me entenda mal. Reprovar alguém biblicamente é nosso dever e obrigação – em breve estarei publicando um artigo acerca da nossa responsabilidade e obrigação de julgar aquilo que está errado conforme a Palavra de Deus.

Até lá continuo em oração para que nossos olhos sejam abertos acerca do mal que existe nessas associações que temos denunciado aqui nesse blog.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 7 de maio de 2011

Saudai-vos uns Aos Outros - AMAI-VOS UNS AOS OUTROS - Parte 4 - SERMÃO 011



Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior


Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Sermão 013


Texto: Romanos 16:16

Introdução.

• Como cristãos não estamos reunidos aqui hoje para cumprir uma obrigação. Estamos aqui por que amamos o Senhor e queremos adorá-lo.

• A fé cristã não é uma fé baseada em cumprimento de obrigações. É uma fé baseada em relacionamentos.

 Relacionamento com Deus.

 Relacionamento com os Irmãos.

• Estes relacionamentos são concretizados mediante a prática constante do amor.

 Amor para com Deus.

 Amor para com os irmãos.

• Visando nos ajudar a entender as implicações contidas no mandamento que foi dado por Jesus e que diz:

 “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. – João 13:34.

• O Espírito Santo inspirou os autores dos livros do Novo Testamento a desenvolverem uma série de mandamentos que estamos chamando de “mandamentos de reciprocidade” por que os mesmos são verdadeiros para todos os cristãos é devem governar nossos relacionamentos uns com os outros.

• O amor que devemos uns para os outros é tão importante que quando não amamos uns aos outros nós também não amamos a Deus:

Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão – 1 João 4:20 -21.

• Na mensagem anterior tivemos a oportunidade de falar acerca de como devemos “nos acolher ou aceitar uns aos outros”, independente de qualquer coisa e de quaisquer circunstâncias.

• O mandamento do Senhor diz: Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus - Romanos 15:7.

• Hoje queremos tratar de outro mandamento recíproco que diz:

Saudai-vos uns Aos Outros

I. O Mandamento Acerca do Dever de Saudar Uns Aos Outros.

• Este mandamento é mencionado muitas vezes no Novo Testamento. Nós podemos encontrá-lo em:

 Romanos 16:16 - Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.

 1 Coríntios 16:20 - Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.

 2 Coríntios 13:12 -12 Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.

 1 Pedro 5:14 - Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz a todos vós que vos achais em Cristo.

II. Qual é o Significado do Verbo “saudar” no Original Grego?

A. A palavra usada por Paulo é Ἀσπάζομαι – aspázomai.

Esta palavra possui as seguintes definições na língua grega:

• Saudar alguém, cumprimentar, dar cumprimentos de boas vindas, desejar o bem a.

• Receber alegremente, dar boas vindas.

B. Como as pessoas praticavam esta saudação nos dias do Novo Testamento?

• O beijo ou ósculo era e ainda é em muitos lugares a forma mais comum de saudação que existe.

• Em toda a bacia do mediterrâneo e através de todo o oriente médio o ósculo ainda é a forma mais tradicional de saudar alguém.

• Nos dias do Novo Testamento o beijo era a forma mais comum de saudação entre os membros de uma mesma família bem como entre aqueles que pertenciam a um mesmo grupo religioso.

C. Da definição que demos acima, podemos concluir que para os autores do Novo Testamento, o verbo Ἀσπάζομαι – aspázomai – saudar tinha os seguintes significados:

 Saudar uns aos outros é uma forma externa de reconhecer nossa vida comum em Cristo e manifestar nosso amor fraternal de uns para com os outros.

 Tal saudação pode ser física, audível ou por escrito.

 A ênfase principal deste mandamento é que NÃO DEVEMOS IGNORAR UNS AOS OUTROS QUANDO SURGIR QUALQUER OPORTUNIDADE DE NOS COMUNICAR UNS COM OS OUTROS.

D. Assim Temos que:

• Os cristãos dos primeiros séculos, porque se consideravam uma verdadeira família de irmãs e irmãos adotaram o ósculo como a forma mais comuns de saudarem uns aos outros.

E. Os tempos e os Costumes mudam.

• No ocidente adotamos o cumprimento com as mãos entre homens, e de um beijo, dois beijos e até três beijos “prá casar” entre homens e mulheres e, em alguns casos, ainda adotamos nos abraçar.

• Mas nossos costumes não devem eclipsar a verdade que Deus nos quer ensinar: devemos saudar uns aos outros de alguma forma para demonstrar nossa aceitação comum e o amor que temos uns pelos outros.

Conclusão:

1. Quando falamos da necessidade de nos saudar uns aos outros, em obediência ao mandamento de Deus, nós temos que nos lembrar que existem algumas implicações neste mandamento:

• A saudação deve ser pessoal como vemos em Romanos 16 e em 3 João 14.

• A saudação deve conter algum tipo de reconhecimento e de apreciação pela pessoa saudada. De um modo especial deve ser reconhecido o trabalho feito a favor do Senhor e do Seu reino.

• A saudação deve ser imparcial. Ninguém pode ser tratado como “favorito” ao mesmo tempo em que ninguém pode ser “ignorado”. Fazer distinção entre uma pessoa e outra é pecado – ver Tiago 2:9.

• Não devemos saudar - no sentido ensinado no Novo Testamento como reconhecendo com irmão ou irmã na fé - a ninguém que, professando ser cristão - esteja ensinando falsas doutrinas – ver 2 João 10 – 11.

2. O valor deste mandamento, quando obedecido, possui um imenso poder em criar uma atmosfera de amor e de afeição fraternal entre os crentes.

3. Quando praticado de forma consciente e consistente, este mandamento ajuda a aproximar os cristão, como uma verdadeira comunidade, o que faz com que a comunidade seja encorajada a dar outros passos na direção de expressar o amor mútuo que devemos uns aos outros.

4. Então, seja com um aperto de mão, com um abraço ou até mesmo com um beijo, saudemos uns aos outros reconhecendo que somos membros da família de Deus, e por este motivo não devem existir nem “favoritos” nem “ignorados” entre nós.

5. Que o Deus que nos ama a todos, indistintamente, possa nos ajudar a manifestar seu amor uns para com os outros através deste significativo ato de “saudar uns aos outros”.


Outros Estudos Acerca da Vida Comum dos Santos de Deus.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porque Não Posso Concordar com o Ricardo Gondim.



Não conheço o Sr. Ricardo Gondim pessoalmente. Por esse motivo, sempre que escrevo algo acerca dele procuro evitar, como é minha obrigação, fazer qualquer comentário acerca de sua pessoa. Limito-me a falar acerca daquilo que ele diz ou escreve. Esse é novamente o caso agora.

Não sei exatamente quando, mas ele concedeu uma entrevista à revista Carta Capital. Em uma de suas respostas ele afirma o seguinte:

RG: ... "Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem., então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida".

Ricardo se considera injustiçado, o que é uma atitude típica dos fariseus como os encontramos na Bíblia. Mas, mesmo se sentindo assim, ele ainda consegue enxergar certo privilégio, pois alega ter sido “eleito o herege da vez”. Alguém aí poderia me enviar a lista oficial dos “10 últimos hereges da vez”, fazendo o favor. Ela alega estar sendo perseguido porque não aceita mais a idéia de um Deus “títere e controlador da história”. Ora, aqui cabe perguntar, quem defende idéia tão esdrúxula de um deus assim senão pastores das Assembléias de Deus e outros ramos do pentecostalismos, como ele mesmo. A visão reformada de Deus é de um Senhor absolutamente soberano não apenas sobre todo o universo, mas principalmente sobre o planeta Terra e a vida de todos os seres humanos, inclusive. Todavia, Gondim é livre para crer no deus que melhor satisfizer suas fantasias ou necessidades, mas sua ingenuidade chega a ser patética, pois não fosse a graça soberana de Deus, há muito já teríamos destruído o planeta e dado cabo de todas as nossas vidas. Mas Deus nos ama a ponto de não permitir que exerçamos nossa sanha assassina e destruidora como gostaríamos de fazer.

A posição de Gondim é típica dos teólogos pentecostais que, na sua grande maioria, não entendem absolutamente nada acerca, por exemplo, de versos tais como Romanos 8:28—30. Não entendem nada acerca da graça de Deus e dos misteriosos propósitos de Deus relacionados à nossa eleição em AMOR – ver Efésios 1:4—5 - e predestinação para sermos exatamente como Jesus Cristo. Caso se dedicasse a estudar as Escrituras em vez de ficar apenas criticando os reformados, talvez pudesse entender essas verdades sublimes. Para mim, pessoalmente, tem sido motivo de grande alegria ver vários pastores das Assembléias de Deus abandonando suas posições tradicionais, para adotarem os ensinamentos da reforma. Isso é realmente maravilhoso. Mas, infelizmente, não é o caso de Gondim.

Ele fala de liberdade humana, como se fosse uma realidade na vida de todos os seres humanos. Talvez devesse dar ouvidos à letra composta pelo Flávio Venturini e cantada com todo sentimento por Milton Nascimento: Caçador de Mim. Nesse poema, Flávio Venturini admite que a vida humana é uma “entrega a paixões que nunca têm fim”. Não existe verdadeira liberdade para aqueles que são escravos do pecado, qualquer que seja, por menor que seja. Jesus é categórico: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado – João 8:34. Portanto, adeus a essa pretensa liberdade humana. Ela simplesmente não existe.

Como um rabino judeu ele argumenta que é incompreensível o fato de coisas ruins acontecerem a pessoas boas. Mas quem são, pergunto eu, essas pessoas boas? A bíblia é acachapante quando se utiliza de adjetivos para caracterizar os pecadores diante de Deus. Eis uma lista parcial de como somos classificados enquanto pecadores diante de Deus: desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus; néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros; infiéis, adúlteros, traidores, assassinos, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus; cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva!1 Como um homem dizendo-se pastor e mestre das Sagradas Escrituras pode acreditar que existam pessoas boas é talvez a maior incógnita que tenho acerca de Gondim.

Como um verdadeiro tolo Gondim afirma que Deus não está no controle. Bem, faz parte da paciência e do caráter amoroso de Deus tolerar as afrontas que lhe fazemos, sem que necessariamente ele nos trate de acordo com o que merecemos – ver Salmos 103:10.

Concordo, em parte, com Gondim quando ele afirma: ”A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus”. De fato essas coisas não são responsabilidade de Deus, mas exclusivamente nossa. Mas Deus deseja que Seus filhos se envolvam com todas essas questões, porque os seres humanos não foram criados para viver em favelas, nem ao lado de córregos poluídos e muito menos fazendo guerra uns com os outros. Compete aos filhos de Deus imitarem o irmão primogênito, Jesus – ver Romanos 8:29 – promovendo a reconciliação com Deus que é o primeiro passo de todos e depois envidar todos os esforços para manter a unidade que nos é concedida pelo Espírito Santo – ver 2 Coríntios 5:20 e Efésios 4:1—3.

A proposta e a busca de Gondim de tentar viver como se Deus não existisse é realmente uma alternativa constrangedora. No fim, o que resta de toda sua proposta é puro humanismo: sem Deus, sem esperança sem salvação eterna.

Que Deus abençoe a todos,

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

Notas

1. Listas contendo as coisas terríveis que os seres humanos são capazes de fazer podem ser encontradas, por exemplo, em: Marcos 7:21 – 22; Romanos 1:28 – 32; 1 Coríntios 6:9 – 10; Gálatas 5:19 – 21; Efésios 4:31; 5:3 – 6; Colossenses 3:5; e 2 Timóteo 3:1 – 6. E isto para ficarmos no Novo Testamento somente.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Tédio dos Casamentos Reais



Pergunto ao amigo leitor desse blog se pode existir algo que seja menos interessante do que o “grandioso casamento” de duas celebridades inúteis? O príncipe, qual é mesmo o nome dele? E sua noiva, a eminente a ser esquecida que se chama como mesmo? Eu tenho muita dificuldade de entender essas pessoas que são famosas apenas porque são famosas. Caso o casamento fosse de um torneiro mecânico e de uma manicure, será que alguém, além do círculo imediato deles teria algum interesse no casamento?

Para mim essa história de “casamento real” não passa da reinvenção global do “pão e circo” para as massas ignorantes. Trata-se do perfeito reflexo do atual estado da nossa cultura. Do nosso narcisismo coletivo que ignora a decadência total em que estamos vivendo.

Enquanto estamos perdendo tempo assistindo a essa verdadeira bobagem, todos os membros da Sociedade Bíblica da Palestina – seis pessoas – foram assassinados a sangue frio na faixa de gaza. Reis inventados pelo Império Britânico, e seus descendentes continuam dando as cartas na maioria dos países do Oriente Médio, onde o sangue já corre pelas ruas “na altura dos freios dos cavalos”, como diria o profeta. Mas quem está interessado no massacre dos inocentes quando um evento tão importante quanto um casamento de um homem com uma mulher está acontecendo em Londres. Ah! Já entendi. Esse é o grande segredo: o casamento é entre um homem e uma mulher e não entre dois homens ou duas mulheres. Talvez seja por isso que está chamando tanta atenção.

Peço aos leitores que se abstenham de ocuparem seu precioso tempo com tais bobagens. Procurem, nesse meio tempo, lerem as Escrituras, orarem por e com alguém que esteja precisando. Façam uma visita levando a consolação da palavra de Deus. Demonstrem verdadeira amizade e carinho por pessoas realmente necessitadas. Esses precisam da sua atenção. Não os canais de televisão com suas cenas inúteis e patéticas. Como incentivo quero deixar as palavras de Hebreus 6:9—10:

Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira.
Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.


Irmão Alex.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SÉTIMA PALAVRA DA CRUZ: PAI, NAS TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO



AS SETE PALAVRAS DA CRUZ

Texto: Lucas 23:44—46

Introdução.

• Arthur e Joyce Cavey foram missionários no Brasil através da Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial. Deus permitiu que nossos caminhos se cruzassem e desfrutamos até hoje de uma amizade cristã que tem abençoado nossas vidas, de forma mútua. Atualmente o casal está aposentado em Milwaukee, no estado do Wisconsin, nos Estados Unidos.

• Quando estavam noivos, os Cavey´s escolheram Filipenses 3:10 como o versículo para servir de guia para suas vidas e mandaram gravar parte do mesmo na parte interior de suas alianças.

• Filipenses 3:10 diz: “Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte”. Essas palavras refletem a verdadeira paixão que ardia no peito do apóstolo Paulo: ele desejava conformar-se a Jesus em tudo, inclusive na Sua morte!

• Eu creio que esse deva ser também nosso desejo como cristãos: VIVER E MORRER como o próprio Senhor Jesus fez.

• Eu penso que um dos motivos porque Deus permitiu que a morte de Jesus fosse narrada pelos evangelistas, com a riqueza de detalhes que encontramos na Bíblia foi exatamente esse:

QUE POSSAMOS APRENDER COM JESUS COMO MORRER

Introdução

• Nos dias em que vivemos, nós estamos vendo o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo ser cada vez mais corrompido. Pregadores que se dizem cristãos estão promovendo cada vez mais as seguintes mentiras:

 Porque Jesus sofreu por mim, eu não preciso mais sofrer.

 Porque Jesus viveu uma vida de necessidades – ele não tinha nem uma pedra onde pudesse encostar sua cabeça – então eu posso viver uma vida próspera e confortável.

 Como Jesus não tinha onde morar, então eu posso viver em uma verdadeira mansão.

 Jesus viveu uma vida de pobreza para que eu possa viver uma vida de riqueza.

 Jesus sofreu terríveis necessidades materiais para que eu possa viver uma vida de luxo e riquezas.

• Mas tudo isso não passa das mais descaradas mentiras que podem ser proferidas, pois Jesus mesmo disse:

 Lucas 9:23 – Jesus dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.

• Além disso, o Novo Testamento não deixa nenhuma dúvida quanto a essa verdade ensinada por Jesus:

 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados – Romanos 8:17.

 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos – 1 Pedro 2:21.


• Diante dessas realidades, quando olhamos para Jesus crucificado nós devemos nos lembrar, prioritariamente de duas coisas: 1) do preço que foi pago para nos conduzir à glória; 2) do exemplo que Jesus nos deixou.

• Da morte de Jesus, como expressada por suas últimas palavras - Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! - nós devemos aprender e lembrar as seguintes verdades:

I. Quando chegar a Hora da Sua Morte Lembre-se que “Deus Reina”.

• Lucas 23:44—46 diz:

 Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. E rasgou-se pelo meio o véu do santuário. Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.

• Aqui precisamos nos perguntar:

 Quem produziu as densas trevas que cobriram toda a terra por três horas?

 Quem fez com que o véu do templo, que separava o lugar santo do lugar santíssimo, se rasgasse em dois, de cima em baixo?

• Nada, absolutamente nada ao redor da morte de Cristo representava algum tipo de acidente, de algo ocasional, de algo fora do controle ou de mera coincidência!

• No livro de atos nos lemos que quando a Igreja de Deus orou, ela reconheceu a soberania do Senhor nas seguintes palavras: “Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram – Atos 4:27—28.

• Deus reina de modo tão soberano que mesmo a manifestação das trevas profundas de Satanás só podem ocorrer com permissão expressa do Senhor – Lucas 22:53 -

Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.

• Em Sua Soberania Deus escolheu ferir o próprio Filho para nos oferecer a salvação gratuita: Isaías 53:2—10

2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos


II. Quando chegar a Hora da Sua Morte Lembre-se que “Deus se Compadece”.

• Porque Deus é Soberano e Reina como Senhor Todo Poderoso, nós temos a tendência equivocada de pensarmos que ele é incapaz de se compadecer daqueles que sofrem.

• Qual é o significado das trevas que cobriram toda a Terra e o fato do véu ter sido rasgado no templo? Não estava Deus pintando toda a terra com a cor mais forte para expressar o que estava sentindo? E quando rasgou o véu não foi para aproximá-lo mais do seu coração de Pai ferido pela dor que Seu filho enfrentava.

• Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó- Salmo 103:13—14.

• Salmos 116:15 - Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos.

• Do mesmo modo que os cravos que pregaram o Senhor Jesus na Cruz, a terrível coroa de espinhos que usou em sua cabeça e a lança do soldado que lhe furou o lado, assim também com as agulhas que perfuram nossas veias e artérias, os tubos com que somos intubados, os drenos e as mais variadas pontes que recebemos fazem com que o Senhor se compadeça de nossa condição tão patética.

III. Quando chegar a Hora da Sua Morte Lembre-se que Você possui um Espírito Eterno que continuará a Viver por Toda a Eternidade.

• Esse é o motivo porque Jesus diz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! A morte não representa:

 O fim absoluto das nossas existências como querem alguns.

 Também não significa que nosso espírito fica adormecido enquanto nossos corpos apodrecem lentamente quando enterrados ou são rapidamente devorados pelas chamas de algum crematório. Estão apenas sonhando aqueles que ensinam o “sono de nossas almas” quando morremos. Desculpem pelo trocadilho.

• O Ensino Bíblico acerca dessa realidade é claro e inequívoco:

 2 Coríntios 5:6 - Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor.

 Filipenses 1:23 - Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

 Note que Paulo não fala em: purgatório, reencarnação, nirvana, campo das favas, etc., e outras bobagens inventadas pelo ser humano.

IV. Quando chegar a Hora da Sua Morte Lembre-se que o que te Aguarda do outro lado são os Braços Abertos do Pai para te Receber como Filho Amado.

• Jesus não disse:

 Pai, ao túmulo eu me entrego.

 Pai vou para o vazio eterno.

 Pai vou para a escuridão sem fim do universo.

 NÃO! Ele disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!

V. Por fim, Quando chegar a Hora da Sua Morte não murmure, nem reclame nem tenha nenhum tipo de medo.

• Umas das maiores tentações que enfrentamos na hora da morte é pensarmos que Deus está nos fazendo pagar por todos os nossos pecados e por esse motivo estamos sob a ira de Deus e não podemos entregar nossos espíritos aos Seus cuidados de Pai amoroso.

• Lembre-se que Jesus estava sob a ira de Deus na Cruz, a ponto de ser abandonado pelo próprio Pai. Ainda assim Jesus não deixou de confiar em Deus entregando-lhe Seu espírito. Jesus se tornou maldito em nosso lugar, mas mesmo assim ele não abandonou a fé de que o Pai ainda o amava.

• O mesmo deve ser verdade em nossas vidas porque o propósito de Deus para nós é o AMOR.

• Como o ladrão na Cruz, o que nos aguarda após nosso último suspiro são as poderosas mãos de Deus e as delícias do paraíso em comunhão com Jesus e com milhões de outros santos.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

NOSSO CORDEIRO PASCAL: JESUS CRISTO



Quando João Batista reconheceu quem Jesus era, ele não teve dúvidas de apontá-lo para seus discípulos dizendo: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! – ver João 1:29. Essa expressão liga Jesus diretamente com a celebração da páscoa judaica, na qual cordeiros foram sacrificados para que o sangue deles fosse usado para marcar os umbrais das portas das casas habitadas pelos judeus no Egito. O propósito desse ato, de tingir os umbrais com o sangue do cordeiro era sinalizar para o Destruidor encarregado de matar os primogênitos, que aquela casa devia ser “pulada” – ver Êxodo 12:23. Esse é exatamente o significado da expressão hebraica פֶּסַח- pesach – “passar por cima” – ver Êxodo 12:27.

Para entendermos, de forma precisa, como Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, nós precisamos voltar nossa atenção para a celebração da páscoa judaica como ensinada no livro do Êxodo.

O estabelecimento da páscoa teve como propósito marcar a “Libertação” do povo de Israel da terrível situação de escravidão em que se encontravam no Egito, que era comparada com uma “fornalha de ferro” – ver Deuteronômio 4:20. Outro aspecto importante que precisamos destacar é que Deus também iria usar a páscoa para se exaltar sobre os inúmeros deuses adorados pelos egípcios – ver Êxodo 12.

As palavras do próprio Deus estão registradas em Êxodo 12:12—13 e elas dizem:
Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.
Devido sua importância a festa da páscoa deveria servir como um memorial permanente, conforme Êxodo 12:14:

Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

Não é difícil percebermos que a morte de Jesus, coincidiu com a celebração da páscoa judaica naquele ano em que o Senhor estava habitando entre nós. O sacrifício dos cordeiros, no Egito, faria escorrer o sangue dos mesmos e esse sangue produziria a salvação do povo de Israel, contra a ação do Destruidor. De modo semelhante o sangue de Cristo derramado na cruz do Calvário protege todos os que crêem que Jesus é, de fato, o Cordeiro de Deus que veio para tirar os pecados do mundo.

O profeta Daniel, falando cerca de 500 anos a.C., nos diz que Deus havia estabelecido um único dia e um único evento para dar fim de vez aos pecados da humanidade. Assim diz o profeta Daniel:

Daniel 9:24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.

E assim foi como a história, de fato se passou. O mesmo dia em que os cordeiros que deveriam ser separados para ficarem em observação, quatro dias antes da páscoa, foi o aquele que Jesus escolheu para fazer sua entrada triunfal na cidade de Jerusalém, na qual foi saudado da seguinte maneira:

Marcos 11:9 - Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!

Depois disso Jesus passou quatro dias ensinando diariamente no templo, como um cordeiro sendo examinado para que pudesse se confirmar que o mesmo não tinha “mancha, nem defeito, nem se encontrava enfermo de nenhuma maneira” e, com isso, ser considerado apto para ser sacrificado – ver Êxodo 12:5 e comparar com 1 Pedro 1:19.

Não devemos nos surpreender que Pilatos tenha ordenado que os próprios judeus levassem Jesus para ser crucificado:

Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum – João 19:6.

Assim Jesus foi tomado e crucificado e como havia sido profetizado, nenhum dos seus ossos foi quebrado – ver Salmo 34:20 e comparar com João 19:36.
No mesmo instante em que o Cordeiro de Deus estava sendo crucificado no Calvário milhares de cordeiros estavam sendo crucificados no templo para que os judeus pudessem celebrar a páscoa.

Jesus celebrou a páscoa com seus discípulos um dia antes para que sua morte coincidisse com a morte dos cordeiros no templo. Foi durante essa celebração que Jesus instituiu a Ceia do Senhor explicando o significado da sua crucificação e o derramamento do seu sangue – ver Isaías 53 que descreve a crucificação 600 anos antes dos acontecimentos transcorrerem em Jerusalém.

A morte de Cristo sobre a cruz cumpre todos os propósitos estabelecidos pela páscoa judaica conforme lemos em Êxodo 6:6—7, quando a páscoa ainda era apenas uma promessa:

Portanto, dize aos filhos de Israel: eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento. Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.

É essa a liberdade que temos como filhos de Deus. Não devemos, portanto, nos deixar escravizar outra vez, como Paulo nos admoesta em Gálatas 5:1, 13.

Cristo é nosso cordeiro pascal – ver 1 Coríntios 5:7. Ele foi morto por nós, por causa das nossas transgressões e pecados. Por esse motivo Deus pode agora nos perdoar – remissão - de todos os nossos pecados e podemos ser livres da culpa e da condenação dos mesmos – redenção - por toda a eternidade – ver Colossenses 2:13 e Hebreus 9:12.

No fim de todas as coisas da era presente o Cordeiros de Deus será reconhecido e honrado por todos conforme lemos em Apocalipse 5:6, 12 que diz:

Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.
Proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Portanto, no próximo dia 24 de Abril, procure levantar cedo para adorar o Senhor que ressuscitou numa manhã como essa de domingo. Por causa do seu amor por nós, ele é mesmo digno de receber toda nossa adoração de coração e com toda a sinceridade.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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terça-feira, 5 de abril de 2011

CRISTIANISMO À MODA DE DEMAS



Amar o mundo e tudo o que ele pode oferecer, não é algo novo. Em todas as gerações de cristãos nós podemos, facilmente, identificar aqueles que se deixaram e se deixam seduzir pelas “pílulas douradas” que o mundo tem para oferecer.

Há dois mil anos um auxiliar de Paulo, chamado Demas, acabou abandonando Paulo e o serviço cristão porque “amou o presente século” – ver 2 Timóteo 4:10. Naqueles dias, Paulo escreveu em tom condenatório tamanho ato de traição. Mas em nossos dias, quanta mudança. O apego aos bens materiais e a malfadada propagação da chamada “doutrinas da prosperidade” têm causado enorme estrago nas fileiras dos cristãos. Hoje o materialismo em vez de ser condenado, é aclamado, buscado e desejado por uma infinidade de pessoas que estão sendo ensinadas por falsos mestres de que “essa é a vontade de Deus: o seu progresso e enriquecimento material”. Outro dia ouvi um bispo famoso dizer que a intenção de Deus é que “você tenha sua mansão, seu avião particular e até mesmo seu iate”. Não sei muito bem o que faria com um iate no interior de São Paulo, mas em todo caso...

No tempo em que a gente ainda lia a Bíblia e prestava atenção no que estava lendo, o amor ao mundo e aos bens materiais era sempre algo condenável e qualquer defensor do mesmo, tinha que se manter na defensiva. Hoje, não! Os defensores de idéias tão daninhas, que instigam as pessoas a acreditarem que podem ser realmente felizes através da posse de bens materiais estão na ofensiva. As palavras de Jesus já não servem mais. Mas, de qualquer forma vale à pena serem repetidas: “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui - Lucas 12:15”.

O modelo e exemplo condenável de Demas transformaram-se nas últimas décadas no modelo e exemplo a serem seguidos. Mas a Bíblia já registrava uma avalanche de advertências bastante severas contra esse engano:

• Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão – 1 Timóteo 6:7—11.

• Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida – 1 Timóteo 6:17—19.
De fato Paulo havia advertido a Timóteo que as condições entre as pessoas em geral iriam degenerar bastante até atingirem o seguinte:

• Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas – 2 Timóteo 3—4.

Diante dessas palavras nós precisamos afirmar, sem temor, que a opinião da maioria dos evangélicos quanto ao desejo se enriquecer está completamente errada e elas correm um sério perigo quanto ao destino eterno de suas almas, por acreditarem nessas mentiras. Nosso desejo é compartilhar com todos algumas passagens que podem nos ajudar a compreender melhor o que estamos querendo dizer:

• Provérbios 4:14—15 - Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.

• João 15:19 - Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.

• João 17:14 - Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.

• Romanos 12:2 - E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

• Gálatas 6:14 - Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.

• Efésios 5:11 - E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.

• 2 Timóteo 2:22 - Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.

• Tito 2:11—12 - Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente.

• Tiago 1:27 - A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.

• Tiago 4:4 - Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

• 1 Pedro 2:11—12 - Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós.

• 1 Pedro 4:1—4 - Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão.

• 1 João 2:15—17 - Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

• 1 João 5:19 - Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.
Sei que alguns irmãos bem fraquinhos irão me acusar de farisaísmo, mas tenho profunda convicção de que estou apenas tomando a Palavra de Deus e aplicando a todas as áreas da nossa vida como convém a um pastor de almas. Amo muito as pessoas, mas amo mais a verdade, especialmente, como revelada na pessoa de Jesus Cristo. Minha própria família sabe que amo o Senhor mais do que eles próprios e entendem e aceitam bem essa realidade.

Que Deus possa ser misericordioso e nos ajudar a seguir o Evangelho de Jesus Cristo com sua cruz, renuncia à própria vida e tudo o mais e que nos mantenha longe do Evangelho segundo Demas.
Alexandros Meimaridis 

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