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sábado, 24 de dezembro de 2016

SERMÃO PARA O NATAL 2016: JESUS SE FEZ POBRE PARA NOS FAZER RICOS


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INTRODUÇÃO

A. Na mensagem anterior nos falamos que o verdadeiro Natal:

1. Não tem nada a ver com uma data específica. Celebramos o evento do nascimento do Salvador e não guardamos uma data específica.

2. Não tem nada a ver com aspectos culturais como árvores, enfeites, toalhas de mesa, luzes e etc. Uma leitura da narrativa do Natal, especialmente a que encontramos em Lucas 2, deixa isso bem claro e evidente.

3. E, definitivamente, o Natal de Jesus não tem nada a ver com esta imagem mítica que chamamos de “Papai Noel”. Imagens de “Papai Noel” são verdadeiras afrontas a Deus e devem ser removidas pelo que simbolizam: um ser todo-poderoso. Isto Deus realmente não tolera.

B. Mas o Natal, tem a ver sim com a atitude do nosso coração. De nos aproximarmos com reverente adoração deste menino chamado Jesus de quem conhecemos a graça, que, sendo rico, se fez pobre por amor de nós, para que, pela sua pobreza, nos tornássemos ricos —

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

C. Hoje queremos apresentar a versão do nascimento de Jesus segundo o evangelista Lucas, que está 100% alinhada com as palavras do apóstolo Paulo acima.

JESUS SE FEZ POBRE PARA NOS FAZER RICOS

I. O Nascimento de Jesus — Lucas 2:1—8

A. O nascimento de Jesus nos revela uma grande verdade: nosso Deus é soberano e é, de fato, o Deus da história.

B. José e Maria estavam noivos e, naqueles dias, o noivado era considerado equivalente ao casamento, pois só poderia ser desfeito por meio de um divórcio, mesmo sem a consumação duma relação sexual. O evangelista Mateus deixa bem claro que esse era o caso de Maria e José, quando diz:

Mateus 1:18

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.

C. Maria e José moravam num pequeno vilarejo da Galileia chamado Nazaré. Essa vila estava a 135 quilômetros de Jerusalém. E a distância entre Jerusalém era de 10 quilômetros, sempre na direção sul — 

Resultado de imagem para distância entre Nazaré e Jerusalém

D. José e Maria, não tinham nenhum motivo para saírem de Nazaré em direção a nenhuma outra cidade, todavia:

E. Uma profecia do Antigo Testamento, feita pelo profeta Miqueias, por volta do ano 700 a.C. dizia o seguinte acerca do nascimento do Messias —

Miqueias 5:2

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

F. O menino que Maria levava em seu ventre era o Messias esperado — ver Lucas 1:32—33.
G. Entretanto, era necessário que o menino nascesse em Belém e não em Nazaré. Era necessário que Maria e José se deslocassem de Nazaré até Belém para que a profecia de Miqueias fosse cumprida.
H. Era possível que Deus enviasse Gabriel ou outro anjo para orientar o casal quanto a essa necessidade, mas Deus não usa meios extraordinários quando outros meios estão disponíveis.

I. De repente, do meio do nada, surge um decreto imperial de César Augusto ordenando um censo do império. Naqueles dias, como nos dias de hoje, o governo central baixa seus decretos e o povo que se lasque para cumprir o que o decreto determina. E o decreto do censo, exigia que as pessoas fossem registradas nas cidades onde a família tinha se originado.

J. José era da família do rei Davi e, por isso, ele precisava se deslocar de Nazaré para Belém, a cidade de seus antepassados originais — ver Lucas 2:1—5.

K. O texto de Lucas é bastante sucinto ao descrever o nascimento de Jesus — Lucas 2:6—8. Como podemos ver pelo texto bíblico, a imaginação humana produziu muitas coisas que foram incorporadas ao nascimento do Senhor Jesus.

II. O Nascimento de Jesus Anunciado aos Pastores — Lucas 2:8—14

A. Como acabamos de ver, o nascimento de Jesus aconteceu da maneira mais humilde possível. Em linha com esse nascimento simples, o mesmo não foi anunciado para os ricos e os poderosos da terra, mas para meros pastores.

B. Lucas nos diz que os pastores eram tão pobres que viviam nos campos, cuidando dos seus rebanhos. Eram homens humildes que dependiam completamente de Deus para seu sustento diário — Lucas 2:8.
C. Existia um enorme preconceito contra pastores de ovelhas naqueles dias. Por motivos que desconhecemos eles eram vistos como pessoas desonestas e até mesmo ladrões. Por viverem nos campos, os pastores eram também considerados impuros pelas elites de Jerusalém e estavam proibidos de frequentar as áreas do templo.
D. Todavia, foi para esses homens humilhados, pobres e desprezados que Deus decidiu revelar os grandes acontecimentos que haviam ocorrido na cidade de Belém. A revelação se deu em duas etapas —

1. Primeiro aconteceu a manifestação e um anúncio do nascimento do Salvador, do Messias que é também o Senhor, feito por um único anjo — Lucas 2:9—12.

Apesar dum único anjo ter se manifestado isso foi suficiente para infundir profundo temor nos pastores. Isso é algo muito diferente desses pretensiosos que alegam ver anjos e, até mesmo, o próprio Senhor Jesus que os conduzem por tours celestiais e até mesmo infernais!!

2. Em seguida surge uma milícia celestial que se estende da terra até as maiores alturas louvando a Deus e anunciando paz aos seres humanos — Lucas 2:13—14.

III. A Reação dos Pastores e das Outras Pessoas — Lucas 2:15—17.

A. Para todos os feitos e sob qualquer ângulo que olhemos para a reação dos pastores, a mesma é um perfeito exemplo a ser seguido por todos nós.

B. Ao ouvirem as novas reveladas pelos anjos, os pastores não perderam tempo e, prontamente se animaram uns aos outros com a intenção de irem até Belém para confirmar o que lhes tinha sido anunciado — Lucas 2:15.
C. De fato, o texto nos diz que os pastores foram apressadamente até Belém e conseguiram encontrar Maria e a criança, conforme o anjo lhes tinha anunciado instantes antes — Lucas 2:16.
D. Depois de terem confirmado o que lhes foi anunciado, os pastores passaram então a divulgar os fatos dos quais tinham sido testemunhas — Lucas 2:17.

E. A história do verdadeiro Natal de Jesus é simples e maravilhosa.

Conclusão

Para concluir quero apresentar apenas algumas das muitas lições que essa narrativa simples e maravilhosa tem para nos ensinar

A. O imperador romano, César Augusto, não tinha a menor ideia que não era o verdadeiro governador dos seus dias. O verdadeiro soberano sobre a terra era e continua sendo o Senhor Deus —

Efésios 1:11

Nele (isto é, Cristo), digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

B. Apesar do governo central fazer exigências, muitas vezes exorbitantes, José e Maria não consideraram, nem por um instante sequer, a possibilidade de não obedecerem um decreto que não era contrário à vontade revelada de Deus. Nesse aspecto eles devem ser um exemplo para nós nos dias de hoje.

No Brasil do ano 2016 estamos vivendo uma experiência onde nossos governantes querem pensar como a expressão latina que diz Rex Lex — ou seja, o Rei é a Lei. Mas nós como cristãos temos o dever de defender a verdade que é o exato oposto disso: Lex Rex — ou seja, A Lei é o Rei, ou devemos ser governados pelas leis e não pela vontade dos governantes. Como crentes devemos nos apegar ao cumprimento estrito da Constituição Federal e não aceitar que a mesma seja pisoteada por quem que seja.

C. Do mesmo modo que não havia lugar para José e Maria na hospedaria, também não há lugar para o Senhor Jesus em muitos corações. Esses corações estão como que lotados com ideias acerca de riquezas, honra, prestígio, prazeres de toda ordem, negócios e etc. Não há espaço, nem tempo para o Salvador.

D. As novas acerca do nascimento de Jesus são definidas pelo anjo como novas de grande alegria. Existem muitas alegrias, mas nenhuma pode ser comparada à alegria que apenas Deus pode produzir em nossas vidas.

E. As novas são acerca do nascimento de Jesus, que é Cristo, o Senhor. Por mais que nosso mundo se esforce para substituir Jesus por outras coisas ou pessoas, sem Jesus não existem boas novas e nem comemoração verdadeira do chamado Natal.

F. Os anjos proclamaram dizendo: Glória a Deus e paz aos homens. Essa é, sempre a ordem certa das coisas. Primeiro Deus, depois os seres humanos. Tal ordem não deve nunca ser invertida.

G. Os pastores são um excelente exemplo para nós:

1. Primeiro porque receberam com fé o anúncio feito pelos anjos e agiram em cima da palavra recebida. Assim devemos proceder também, sempre que lemos ou ouvimos a Palavra de Deus.

2. Em segundo lugar, porque eles não perderam tempo em anunciar as boas novas para todas as pessoas que encontraram pelo caminho. Assim devemos proceder nós também.

H. Como dissemos, a história do verdadeiro Natal de Jesus é simples e maravilhosa. Que ela possa continuar nos encantando por anos sem fim, pois, como diz o apóstolo Paulo:

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Um verdadeiro Feliz Natal para todos os que creem e recebem a revelação de Deus como os pastores fizeram.

Que Deus abençoe e todos.

Alexandros Meimaridis  

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

terça-feira, 6 de maio de 2014

HISTORIADOR FAZ INÚMERAS AFIRMAÇÕES SEM PROVAS ACERCA DE JESUS



Jesus Cristo

Se tem uma coisa que o ser humano não se cansa de fazer é atacar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, pois essa é a única forma que dispõem para não ter que assumir o compromisso para o qual Ele nos chama.

Essas ideias, com raríssimas exceções não passam de ideias recicladas desde o século XIX com o surgimento do movimento religioso, chamado de “Liberalismo” ou “Religião Cor de Rosa”, o qual influenciado pelo movimento filosófico chamado “Iluminismo” do século XVIIII decidiu que era capaz de destronar Deus e assentar, definitivamente, o ser humano como o centro e a medida de todas as coisas.

Não é de surpreender, pois que a revista VEJA publique sob o editorial “CIÊNCIA”, mais um ataque contra a pessoa histórica de Jesus. Mesmo onde pretende ser original, alegando que dessa vez os “historiadores” confirmam — algo que qualquer criança de Escola Dominical sabe — que Jesus andou mesmo sobre a terra há dois mil anos, o texto não é original porque os primeiros liberais tentaram, sem sucesso, criar uma separação imaginária onde um tal de Jesus histórico – o suposto homem que teria andado sobre a terra há 2.000 anos, não tinha e não tem nada a ver com o tal do Cristo da fé, que foi anunciado pelos primeiros cristãos e cuja história está registrada nos evangelhos. Essa dicotomia imoral já foi destronada várias vezes, mas, de alguma forma ainda persiste, e esse é o objetivo desse artigo, pele enésima vez. Afinal como já escrevemos em outro artigo, tais comentários e escritos ajudam a vender livros e revistas.

Quanto aos chamados “historiadores” eles normalmente não tem formação em história. São sociólogos, filósofos, teólogos ou até mesmo, apenas “curiosólos”. No caso específico desse artigo o “pesquisador” estadunidense é formado em ciências da computação. Ou seja, ele entende tanto de Jesus, quanto eu entendo de fabricar foguetes para enviá-los ao espaço. Isto é, nada! E o segundo e mais importante personagem da reportagem é um professor da cadeira de História da UFRJ que como veremos, na maioria dos casos não tem a menor noção do que está falando acerca de Jesus. Como historiador deveria, obrigatoriamente, antes de fazer qualquer afirmação, conhecer as obras de Reimarus, Strauss, Renan, Schweitzer, e dos filósofos Barão d`Holbach e de Ludwig Feuerbach. Todos esses fizeram uma trabalho bem melhor do que esse apresentado no artigo abaixo. Mas foram todos confrontados com a realidade da Revelação e seus escritos murcharam diante do vigor das Escrituras Sagradas.

Para o que tiverem interesse em ler nosso artigo original acerca desse assunto o mesmo poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Segue o artigo de Veja

Ciência

O que a história tem a dizer sobre Jesus

Pesquisas de historiadores ajudam a confirmar que, de fato, Jesus caminhou sobre a região da Galileia há 2.000 anos. As descobertas, no entanto, não devem satisfazer aqueles que levam a Bíblia ao pé da letra

Guilherme Rosa

 
Ao longo dos séculos, Jesus foi interpretado de maneiras diversas por religiosos, artistas e governantes. O trabalho dos historiadores é deixar toda essa carga teológica para trás e encontrar o homem e a mensagem que deu origem a tudo (Reprodução)

O pesquisador americano Joseph Atwill é categórico: Jesus não passa de um mito. O personagem, suas palavras e ações fazem parte de uma elaborada narrativa inventada por aristocratas romanos, com o objetivo de pacificar os judeus — um povo envolvido em sucessivas rebeliões contra o império. Atwill apresentou suas ideias em outubro, numa conferência realizada em Londres, na Inglaterra. "Os romanos perceberam que o melhor caminho para acabar com a atividade missionária fervorosa entre os judeus era criar um sistema de crenças que competisse com o deles", afirmou.
Joseph Atwill não é um acadêmico da área — sua formação é em ciências da computação. Ele não publicou suas pesquisas em periódicos científicos e suas ideias estão longe de ser apoiadas por seus pares. No entanto, sua teoria recebeu atenção mundial, e foi debatida entre pesquisadores, jornalistas e religiosos. Seu poder está no fato de ela ser o capítulo mais novo de uma antiga discussão — com quase 2.000 anos de idade — sobre qual é a verdade por trás de Jesus, seus feitos, milagres e mensagem.

Para Atwill, a ideia de que Jesus não passaria de uma montagem histórica deveria funcionar como um duro golpe aplicado pela ciência contra a ignorância propagada pela religião. "Embora o cristianismo possa ser um conforto para alguns, ele também pode ser muito prejudicial e repressivo, uma forma insidiosa de controle mental que levou à aceitação cega da servidão, pobreza e guerra ao longo da história", diz. Seu erro é que a existência de Jesus não é mais uma questão de fé, mas de ciência.

Os acadêmicos da área — historiadores das mais prestigiadas universidades do mundo — afirmam restar poucas dúvidas sobre a questão. "Volta e meia aparecem essas hipóteses sobre Jesus ser um mito. Mas, do ponto de vista metodológico, parece bastante claro que ele realmente existiu", diz André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ e autor dos livros Jesus Histórico - Uma Brevíssima Introdução e Cristianismos: Questões e Debates Metodológicos (Editora Kline), em entrevista ao site de VEJA.

Jesus histórico — Os historiadores deixam claro que o personagem estudado por eles não é o mesmo da religião. Eles estão em busca de informações sobre o homem chamado Jesus, que viveu na Galileia há 2.000 anos e em torno do qual foi criada a maior religião do mundo. “Os historiadores não buscam um ser divino, que é impossível de quantificar, medir e avaliar. O Jesus da história é estritamente humano“, afirma Chevitarese.

Nessa busca pelo Jesus histórico, a perspectiva dos pesquisadores lembra a de São Tomé, o apóstolo que duvidou de Cristo e exigiu provas de sua ressurreição. Do mesmo modo, os historiadores não podem acreditar cegamente no que dizem as religiões e seus líderes, mas devem embasar tudo que afirmam em evidências. Essas provas não precisam ser, necessariamente, físicas, como a descoberta de uma ossada ou um túmulo. "Se esse critério fosse adotado, 95% dos personagens históricos não seriam reconhecidos", diz o pesquisador.

Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem.

Os textos mais antigos sobre Jesus datam do século I, em sua maioria escritos por seguidores do cristianismo. A exceção é Flávio Josefo, um historiador judeu que tentou escrever toda a história do povo judaico, desde o Gênesis até sua época. Ele cita Jesus, João Batista e Tiago (irmão de Jesus) como exemplos de homens que lideraram movimentos messiânicos na região da Galileia.
No século seguinte, surgem mais textos de historiadores que citam Jesus e, principalmente, o movimento iniciado por seus seguidores. "Esses dados servem para mostrar que não estamos no campo da mitologia. São autores judeus e romanos, que nunca se tornaram cristãos, e permitem afirmar de modo muito seguro que Jesus é um personagem histórico."

O homem — A esses textos se somam descobertas recentes da arqueologia que fornecem informações precisas sobre o tempo e o espaço em que Jesus viveu. Os dados não são abundantes, mas permitem esboçar como se pareceria esse personagem histórico real. "Não podemos afirmar exatamente a cor de pele e cabelo de Jesus. A partir dos mosaicos e dos afrescos que retratam outros romanos, judeus e sírios que viviam no mesmo ambiente, a tendência maior é de vermos um Jesus de cabelos preto, com a pele queimada por causa de sol", diz Chevitarese.

Segundo a maior parte dos historiadores, Jesus não nasceu em Belém, como afirmam algumas passagens bíblicas, mas em Nazaré — uma pequena aldeia montanhosa da Galileia, cuja população era camponesa e girava em torno de 500 indivíduos. "A aldeia não tinha nenhuma relevância política, não possuía construções públicas ou sinagogas. Os escritores dos Evangelhos mudaram o lugar por razões teológicas, para que o nascimento de Cristo confirmasse algumas profecias do Antigo Testamento."

Jesus teria nascido na pequena vila em torno do ano 4 A.C., e teria passado a maior parte de sua vida na região, sem nunca pisar em uma cidade grande. A exceção acontece quando ele entra em Jerusalém — ato que teria como consequência sua crucificação pelas autoridades romanas. Sua morte deve ter acontecido por volta dos anos 35 e 36 D.C., pouco tempo depois de João Batista também ter sido morto pelos romanos, segundo a narrativa de Flávio Josefo.

A mensagem — Segundo os historiadores, tão importante quanto quem era Jesus é o que ele dizia — foi sua mensagem poderosa que repercutiu em todo o mundo e, séculos mais tarde, deu origem às diversas vertentes religiosas. "Ele era um camponês pobre que, diante das injustiças que o mundo apresentava, defendia a instauração do Reino de Deus — um reino de justiça e fartura, sem hierarquias sociais", diz Chevitarese.

A mensagem espiritual — e messiânica— de Jesus era voltada especialmente aos judeus de seu tempo. Ela, no entanto, adquiria caráter político ao afrontar o Império Romano e setores da elite judaica. Foi justamente a força dessa mensagem, e os rebanhos que ela poderia angariar, que levaram à sua crucificação e morte. Como aconteceu muitas vezes na história, no entanto, o assassinato de Jesus não conseguiu matar suas ideias.

Jesus teológico — Jesus nunca chegou a colocar suas ideias no papel (nem poderia, os historiadores afirmam que ele era analfabeto). A maior parte do que chega aos dias de hoje sobre o personagem e suas ideias foi escrito por seguidores das primeiras comunidades cristãs, duas ou três gerações depois de sua morte. Os autores não estão preocupados em transmitir uma versão fiel dos fatos, como uma biografia, mas em defender os pressupostos de sua fé. Assim, os primeiros cristãos que escrevem sobre Jesus — os evangelistas — já não estão fazendo história, mas teologia.

Nessa época o cristianismo começava a se distanciar do judaísmo em que ele estava originalmente inserido, e a se aproximar do Império Romano — o que exigiu algumas mudanças em sua mensagem. "Ao serem escritas, suas ideias começam a ser diluídas, pois vários filtros são impostos. Primeiro, Jesus é um indivíduo de fala aramaica, mas quase tudo que conhecemos sobre ele está escrito em grego. Além disso, os textos são destinados a convencer um público urbano, muito diferente dos camponeses para quem Jesus pregava", diz Chevitarese.

Com o passar dos séculos, isso abriu margem para que vários teólogos interpretassem as escrituras de maneiras variadas, criando as inúmeras vertentes do cristianismo que se encontram nos dias de hoje. Assim, a depender de quem faz a homilia, Jesus pode ser visto como um personagem sagrado ou humano, santo ou falho, foco de paz ou de guerra, de fundamentalismo ou de liberdade.

É por isso que o estudo do Jesus histórico é importante. "Ele pode ajudar a colocar um freio naqueles que querem transformar pressupostos teológicos em verdades históricas", diz Chevitarese. Seu objetivo não é acabar com a teologia ou retirar da história de Jesus seu caráter espiritual. O que a ciência faz é descobrir o que, de fato, pode ser afirmado sobre o homem e sua época. As muitas lacunas que permanecerão abertas apresentam mistérios suficientes para que a religião possa se instalar.

O material original publicado pelo site da VEJA pode ser visto por meio desse link aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/jesus-historico-como-a-ciencia-pode-ajudar-a-entender-o-comeco-do-cristianismo

NOSSOS COMENTÁRIOS FINAIS:

1. Pouco nos importa o que dizem os líderes religiosos e as religiões. Nossa discussão, enquanto cristãos, está centrada sobre o que dizem as Escrituras Sagradas, do Antigo e do Novo Testamento. E são, exatamente as Escrituras a maior pedra no sapato desses falsos cientistas, que não tem nada em que se basear, a não ser em farrapos representados por uma ou outra afirmação fragmentária ou por escritos produzidos 400 ou mais anos depois dos fatos narrados nos evangelhos, como ficou provado com o patético e alegado “Evangelho de Judas”, que não passa de uma mistificação literária produzida 500 anos depois dos fatos narrados nos Evangelhos.

2. O artigo afirma: “Hoje, o critério mais importante que os pesquisadores possuem para atestar a existência de Jesus é o da múltipla confirmação: autores diferentes, que nunca se conheceram, afirmam fatos semelhantes sobre o personagem”. Mas esse tipo de pesquisa invalidaria a certeza histórica de milhares de personagens históricos que jamais poderiam ser enquadrados numa camisa de força tão apertada.

3. A afirmação que historiadores não aceitam a narrativa bíblica que Jesus nasceu em Belém e sim em Nazaré, é gratuita e estúpida, pois não está amparada em nenhuma informação historicamente válida. Tudo o que eles têm, definitivo, são as narrativas dos Evangelhos, e acusar os Evangelhos de falsear a verdade é fácil. Mas provar é algo que tem se mostrado impossível até a presente data.

4. A alegação que Jesus entrou em Jerusalém apenas para ser morto logo em seguida, é fantasiosa para dizer o mínimo e revela um grande desrespeito ao conteúdo dos Evangelhos enquanto tratam como, absolutamente verdadeiras, as afirmações de um traidor judeu, Flavio Josefo, que tendo passado para o lado dos romanos decidiu escrever uma história do povo Judeu e menciona Jesus cerca de 60 anos depois dos fatos acontecidos, os quais ele não presenciou já que nasceu no ano 37 d.C.

5. A afirmação de que Jesus era apenas um camponês é risível, porque a história da humanidade nunca produziu nenhum outro camponês com a visão e o entendimento que Jesus tinha do mundo ao seu redor e nunca ninguém falou palavras como Jesus falou. Ah! sim há muitos mentirosos, espíritas principalmente, que alegam que entre os gregos havia pessoas que produziram material muito mais rico do que o de Jesus, mas são incapazes de provar. Alegam que a Igreja Romana destruiu esses materiais, mas isso também não pode ser provado. Não passam de verdadeiras parvoíces.

6. Dizer que a mensagem política de Jesus o levou a ser crucificado é desprezar as afirmações das Escrituras que dizem que o verdadeiro motivo foi a inveja e os ciúmes da liderança judaica, algo que foi reconhecido pelo próprio governador romano que, de fato, queria libertar Jesus, mas foi ameaçado pela liderança judaica cega e enraivecida.

7. A maior bobagem é afirmar que os “historiadores” dizem que Jesus era analfabeto. Que historiadores? Baseados em que, poderiam fazer tal tipo de informação? Um historiador de verdade se deixaria confrontar pelo texto bíblico que afirma, de forma categórica, que Jesus sabia ler e que falava tão bem que impressionava seus interlocutores e mesmo homens, supostamente iletrados, como Pedro e João, foram reconhecidos com tendo estado com Jesus pela maneira como falavam! Além disso, nosso professor demonstra não saber que os Evangelhos são um gênero literário único, distinto das formas biográficas que conhecemos. Precisa estudar mais antes de sair por aí afirmando tolices.

8. Até onde vai a ignorância de uma pessoa é difícil dizer. Ora, os Evangelhos e de resto todo o Novo Testamento foram escritos em grego porque essa a língua franca do império romano. E os Evangelhos preservaram a linguagem agro-pastoril de Jesus, enquanto o apóstolo Paulo e outros que saíram de Jerusalém, produziram uma literatura com um conteúdo abordando temas urbanos, já que se destinavam a esse tipo de público. Ignorar esses fatos prova que o tal professor da UFRJ pode até ser “doutor” em história, mas infelizmente, nunca leu com atenção o Novo Testamento. Suas afirmações são pífias e não correspondem, nem de longe, ao que está contido nos Evangelhos e nas Epístolas.

9. Não existem mistérios como pretende o professor da UFRJ. Tudo o que precisava ser revelado nos foi revelado pela graça de Deus. Tudo o que é necessário encontra-se na Bíblia, especialmente no Novo Testamento onde temos o registro de como Deus se fez homem e habitou entre nós. Formas de interpretar a pessoa de Jesus sempre existiram aos borbotões, mas a verdade está revelada apenas nas Escrituras Sagradas e essas deixam uma margem muito estreita para quem tem olhos para enxergar e ouvidos para ouvir.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU Á LUZ — ESTUDO 008



ESTE ESTUDO É PARTE DE UMA SÉRIE DE ESTUDOS APRESENTADOS EM NOSSA IGREJA ATENDENDO À SOLICITAÇÃO DE UM DOS NOSSOS MEMBROS ACERCA DE “QUEM” PODERIA SER A MULHER MENCIONADA EM APOCALIPSE 12:1? NO FINAL DESSE ESTUDO VOCÊ ENCONTRARÁ OS LINKS PARA OS OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE.

E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono — Apocalipse 12:5.

A linguagem desse versículo é reminiscente daquela que encontramos em Isaías 7:14 onde nos é dito que a virgem conceberá um menino cujo nome será עִמָּנוּ אֵל `Immanu El — Deus conosco. Em Salmos 2:7—9 nós lemos acerca do Ungido, o Filho de Deus, o qual um dia governará as nações com um cetro de ferro. Esse filho é, certamente, Jesus, o Messias. A vida de Cristo sobre a terra, talvez por estar bem fundamentada nos evangelhos, é ignorada por João aqui nessa passagem do Apocalipse. Somente sua ascensão é descrita conforme Atos 1:9.

A luta da mulher com o dragão apesar de ser anunciada em Apocalipse 12:4—5, não será, de fato, descrita até chegarmos ao versículo 14.

Concepção Artística da Cidade de Pérgamo

O dragão, mas especialmente as cobras eram adoradas em toda a Antiguidade e inúmeros filmes modernos ainda procuram manter vivo o poder sedutor desses seres — isso pode ser visto no filme “Conan, o Bárbaro” original, e na trilogia da série Anaconda. Mas na Antiguidade, a cidade de Pérgamo era o lar do renomado santuário dedicado ao deus  Ἀσκληπιός Asklepiós Esculápio em português, patrono divino da medicina, cuja imagem mostra um homem apoiado em uma vara onde uma cobra está enrolada. A cobra também aparece no símbolo moderno da Organização Mundial da Saúde pertencente à ONU. Apesar de Esculápio não pertencer as divindade “Olímpicas”, além de ser considerado deus era também reconhecido como “Salvador”. Nisso podemos ver como o dragão é sutil em suas invencionices e perversões.
 
Esculápio

Logo da OMS - Organização Mundial da Saúde da ONU

O maior centro de adoração de Esculápio ficava da cidade grega de Epidavros, onde existia uma enorme estrutura construída e a cura era buscada através de práticas médicas da época associadas a uma dieta saudável, exercícios e encenações de peças teatrais. O teatro de Epidavros sobreviveu, praticamente, incólume, e tem a capacidade de sentar 10.000 pessoas, e é utilizados todos os anos nos festivais de verão que acontecem por toda a Grécia. Depois de Epidavros a cidade de Pérgamo era o principal centro de adoração dessa divindade. Pessoas doentes e enfermas, de todas as classes sociais, faziam longas filas para acessar a cidade e poderem entrar no tempo para buscar a cura, mais ou menos como acontece com os curandeiros modernos, sejam espíritas, católicos ou evangélicos. Nada mudou, realmente com o passar dos séculos.

Epidavros - Teatro

A imagem de cobras era muito comum na produção de moedas não apenas em Pérgamo, mas também em outras cidades da Ásia Menor, tais como Tiatira, Laodicéia e Filadélfia. Em Pérgamo uma gigantesca coluna envolvida por várias serpentes estava localizada bem na entrada do templo como uma espécie de sinal de boas vindas para aquele local medonho. O uso de cobras de verdade era parte do processo medicinal de cura em todos os templos de Esculápio.

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Templo de Zeus Reconstruído de Pérgamo no Museu de Berlim

Outras divindades tais como Dionísio, Cibele, Zeus e Sabázios usavam cobras e serpentes como parte dos rituais praticados em seus templos. Dessa maneira, as cobras eram uma figura bem estabelecida entre os cultos pagãos da Grécia e da Ásia menor na Antiguidade. Todavia, a posição bíblica é bem clara: cobras e serpentes são símbolos do inimigo do Senhor Jesus e de todos os crentes e, por isso, João associa a serpente do Éden com o próprio Diabo – ver Apocalipse 12:9. Esse foi um fator também, porque a Igreja verdadeira nunca procurou se associar com os cultos pagãos, pelo contrário, a postura da igreja era de plena e aberta condenação desses cultos. Hoje vivemos dias em que nem opinião podemos emitir acerca dessas coisas — não existe crime de opinião no Brasil — por causa do policiamento ideológico e religioso a que estamos submetidos. Mas as opiniões podem ser interpretadas como tentativas de denegrir, difamar etc., e aí estamos falando de crimes. Uma Vergonha.
      
A mulher radiante dá a luz um filho varão — tal linguagem é, provavelmente um hebraísmo emprestado de Jeremias 20:15 onde o Texto Massorético lê: בֵּן זָכָרbēn zākār, comparar com Isaías 66:7. Se entendermos que a mulher mencionada aqui é o povo de Israel, então temos um sério problema, porque não existe nenhuma passagem em todo Antigo Testamento que personifique o povo ou a nação de Israel como “mãe” e que também nos fale do povo ou da nação de Israel dando a luz ao Messias. Ou seja, não existe nenhum precedente que justifique o apóstolo João usar um Israel personificado dando a luz ao Messias.

Esse varão está destinado a reger as nações com um cetro de ferro. A ênfase se encontra na autoridade judicial do Messias Em Salmos 2 o filho messiânico recebe as nações por herança — ver Salmos 2:8—9. Apesar da linguagem do Salmo 2 ser bastante forte mediante o uso de termos tais como:

·                 רֹעֵם ro`em — literalmente ser mau, ruim, traduzido aqui por “regerás”.

·                 נַפְּצֵם  — nappetsem — despedaçar, quebrar, esmagar, quebrar em pedaços, traduzido por despedaçarás.

e da mesma ser repetida por João, tudo isso precisa ser visto e entendido à luz da revelação integral onde o Messias é apresentado como alguém que vem a esse mundo como um pastor para Seu povo — ver

Miquéias 5:2

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

e comparar com

Mateus 2:5—6
5 Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta:

6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.

e, especialmente, com

Apocalipse 7:17

Pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Da mesma maneira como um pastor defende seu rebanho dos animais selvagens, assim também Cristo irá, em seu retorno, ferir as nações que oprimem e perseguem Sua Igreja, ver

Apocalipse 19:15

Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

e note como o os vencedores da igreja em Tiatira, mencionados em Apocalipse 2:26—27, recebem a promessa de participar no reino glorioso do Senhor.

A expressão “todas as nações” é uma frase fixa que ocorre cinco vezes no Apocalipse — 12:5; 14:8; 15:4; 18:3, 23 — bem como em todo o Novo Testamento — ver Mateus 24:9, 14 e comparar com Marcos 13:10; Mateus 25:32; 28:19; Mark 11:17 e comparar com Isaías 56:7; Lucas 21:24; 24:47; Atos 14:16; 15:17; Romanos 1:5; 15:11 e comparar com Salmos 117:1; Gálatas 3:8 e 2 Timóteo 4:17.

Sem mencionar nenhum acontecimento intermediário, João salta do nascimento do Cristo para Sua ascensão. É possível que essa atitude de João seja justificada porque, na realidade, não havia mais nenhum material pertencente à vida de Jesus que, se fosse mencionado, faria qualquer diferença. As palavras do final do Evangelho de João parecem explicar essa sua decisão posterior:

João 20:30—31

30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.

31  Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Além do mais, também podemos aceitar que uma visão mais curta serve melhor o propósito de João, do que uma versão mais longa, que acabaria nos distanciando do seu interesse imediato, que é explicar a enorme perseguição que virá sobre o povo de Deus. O ponto mais importante aqui é que os planos de satanás foram frustrados pela manifestação bem-sucedida do filho de Deus, que completou, com perfeição, a missão que Seu Pai lhe havia confiado:

Hebreus 2:14—15

14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,

15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

O ministério do Senhor Jesus, apesar de todo o sofrimento pelo qual teve que passar, culminou com sua ascensão ao céu, exatamente a ênfase que João dá nesse verso — ver Filipenses 2:5—11.

Que a ascensão de Jesus é o tema de João aqui não temos a menor dúvida. Durante a história da igreja, os comentaristas são praticamente unânimes em afirmar que essa passagem trata da subida de Senhor de volta para o Pai como Ele havia predito

João 16:7, 28

7  Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.

28  Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.

Mas existe algo maior, mais intenso e mais profundo nisso tudo. Trata-se da conexão desse verso com a afirmação que encontramos no Salmo 110:1, que diz: Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. Esse verso afirma que Jesus está, agora mesmo, assentado à direita do trono de Deus — comparar com Romanos 8:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20; 2:6; Colossenses 3:1—3; Hebreus 1:3, 13; 8:1, 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22.

Certamente a afirmação “foi arrebatado para Deus e para o seu trono” é uma alusão a ascensão de Jesus, porque essa é a maneira perfeita de afirmar a condição messiânica de Jesus, mesmo que nada seja afirmado no apocalipse acerca da entronização da criança. De fato não temos nenhuma alusão direta ao Salmo 110:1 no livro do Apocalipse, com a possível exceção que encontramos em Apocalipse 3:21 onde lemos: como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

OUTROS ESTUDOS EM APOCALIPSE 12

001 — INTRODUÇÃO – Literatura Apocalíptica e o Conceito de Quiasmo

002 — INTRODUÇÃO – Tema Central e Significado Perene

003 — APOCALIPSE 12:1A — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU — UMA MULHER — PARTE 1 

004 — APOCALIPSE 12:1B — VIU-SE UM GRANDE SINAL NO CÉU  — UMA MULHER  — PARTE 2

005 — APOCALIPSE 12:2—3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 1

006 — APOCALIPSE 12:3 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 2

007 — APOCALIPSE 12:4 — A MULHER E O DRAGÃO — PARTE 3

008 — APOCALIPSE 12:5 — A MULHER E O FILHO QUE ELA DEU À LUZ

009 — APOCALIPSE 12:6 — A FUGA DA MULHER E A PROVISÃO DIVINA

010 — APOCALIPSE 12:7 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 1

011 — APOCALIPSE 12:8 — A PELEJA NO CÉU — PARTE 2

012 — APOCALIPSE 12:9 — O DRAGÃO, A ANTIGA SERPENTE, SATANÁS E O DIABO

013 — APOCALIPSE 12:10 — O DRAGÃO FOI EXPULSO DO CÉU

014 — APOCALIPSE 12:11 — VENCEDORES POR CAUSA DO SANGUE DO CORDEIRO E PORQUE NÃO AMARAM MAIS APRÓPRIA VIDA

015 — APOCALIPSE 12:12 — FESTA NOS CÉUS E DORES NA TERRA

016 — APOCALIPSE 12:13 — O DRAÇÃO FOI ATIRADO PARA A TERRA

017 — APOCALIPSES 12:14 — A MULHER FOGE PARA O DESERTO

018 — APOCALIPSES 12:15—18 — O DRAGÃO DESISTE DA MULHER E VAI PERSEGUIR O RESTANTE DO POVO DE DEUS — FINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/apocalipse-121517-o-dragao-persegue-o.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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