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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ABORTO VOLTA A SER DISCUTIDO NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS NO SENADO FEDERAL EM BRASÍLIA


 

O artigo abaixo é de autoria de Maíra Kubík Mano e foi publicado em seu blog pessoal “Território de Maíra”.

Um duelo sobre aborto no Senado

Foto: Maíra Kubík Mano

 “Não me venham com esse nhênhênhê de laicidade do Estado que isso é maracutaia”. Com essa frase, o padre Paulo Ricardo encerrou sua participação na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, realizada hoje (06/08) e cujo tema era a legalização do aborto até a 12asemana de gestação. Foi aplaudido por parte significativa da plateia, composta por religiosos e fiéis.

No evento, o terceiro sobre o assunto realizado na Casa esse ano, outros três debatedores falaram contra a interrupção voluntária da gravidez e quatro convidadas se pronunciaram a favor. David Kyle, cineasta dos Estados Unidos que dirigiu o filme “Blood Money”, afirmou que o aborto seguro não existiria porque “até pequenas cirurgias têm riscos”. Sua fala foi rebatida pela professora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, para quem “uma afirmação ingênua de que todo procedimento de saúde carrega risco colocaria em risco o próprio processo evolutivo da humanidade”. E completou: “o aborto ilegal é que é o risco, não o uso de medicamentos nem o aborto realizado em situações seguras”. A pesquisadora afirmou ainda que “uma em cada cinco mulheres realizou pelo menos um aborto até os 40 anos”, dados recolhidos por ela e publicados na Pesquisa Nacional sobre Aborto no Brasil, premiada no exterior.

Contrária à prática, Viviane Petrinelli, do Instituto de Políticas Governamentais, argumentou que a legalização do aborto diminuiria a população economicamente ativa, o que prejudicaria o desenvolvimento do país. Além disso, refletiu que, em tempos de ajuste fiscal, caso fosse aprovada, geraria um novo item de despesas para o Sistema Único de Saúde (SUS). O debate foi motivado por uma proposta de ideia legislativa com mais de 20 mil assinaturas que prevê a regulamentação da interrupção voluntária de gravidez até a 12a semana de gestação.

Vereadora em Maceió, Heloisa Helena (PSOL/AL), ex-senadora, ressaltou que, para ela, o problema central é justamente o debate sobre o prazo, iniciado no século XIII pela Igreja Católica: “a vida intrauterina não pode ser deixada de lado diante de 9 meses de vida de uma mulher adulta”.

As falas favoráveis, por sua vez, focaram-se na vida – ou melhor, no risco de morte – das mulheres adultas que engravidam e decidem por um aborto ilegal. Filósofa e professora da Pós Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Márcia Tiburi, disse que, ao não legalizarmos o procedimento, “aborta-se as mulheres para que elas não abortem”. Tiburi pediu uma reflexão generosa, sem julgamentos morais, mas após ouvir outras manifestações, concluiu que o nível do debate era lastimável e que a maioria dos parlamentares não estava preparada para ele. “Gostaria que a gente pudesse avançar no num debate mais cuidadoso, mais delicado”.

Um dos deputados que se pronunciou foi o pastor Marco Feliciano (PSC/SP), que lembrou que ele era fruto de um aborto malsucedido. “Minha mãe tinha no fundo de nossa casa uma clínica clandestina de aborto” – argumento, aliás, que se não fosse a já conhecida posição de Feliciano, poderia corroborar com a afirmação das feministas de que as interrupções voluntárias de gravidez ocorrem e continuarão ocorrendo com ou sem lei a respeito.

O último a tomar a palavra no plenário antes da rodada de encerramento dos palestrantes foi Jean Wyllys (PSOL/RJ), que trouxe o dado de que o aborto ilegal é a primeira causa de morte materna entre as mulheres negras e pobres. “Não é uma questão religiosa, é saúde pública”. Foi ovacionado pela parte do auditório que não havia aplaudido o padre Paulo Ricardo.

OUTROS ARQUIVOS ACERCA DO ABORTO E TEMAS AFINS






















Que Deus abençoe a todos e ajude os chamados evangélicos a entenderem as verdadeiras questões por trás desse debate.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.    

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EVANGÉLICOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS MANDAM MENSAGEM EQUIVOCADA



De acordo com o site “Pragmatismo Político” o deputado do PSDB de Goiás João Campos, solicitou a retirada do seu projeto conhecido como da “Cura Gay” alegando o motivo dos protestos das ruas.

Ora, tal atitude nos mostra apenas a grande hipocrisia desse senhor, bem como do presidente da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da Câmara dos Deputados, sua excelência o deputado e dublê de pastor Marco Feliciano. Feliciano, quando da aprovação do projeto na sua comissão falou da IMPORTÂNCIA de se discutir tão importante assunto.

Com a retirada do projeto os dois dão provas que o mesmo tinha o único propósito de perseguir os adeptos da homossexualidade e que não se tratou, em nenhum momento, de qualquer convicção bíblica quanto a abominável prática condenada nas Escrituras. Se a motivação fosse bíblica não teria nenhum protesto de rua que fosse capaz de fazê-los mudar de ideia. Mas como a questão é meramente de perseguição a uma minoria, então e retirada de tão malfadado projeto é bem-vinda.

Segue o artigo original como publicado pelo site “Pragmatismo Político”.


Postado em: 2 jul 2013 às 16:27
Projeto da “cura gay” será arquivado. Autor da proposta e presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO) decidiu pela retirada da matéria após protestos nas ruas e na imprensa independente
Cura gay havia sido aprovada na CDHM, presidida por Marco Feliciano
Autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay” e também presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) decidiu pela retirada do projeto de lei da Câmara.

A decisão foi tomada há pouco em uma reunião da bancada evangélica.

Depois do avanço do projeto na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, presidida por Marco Feliciano (PSC-SP), o texto deveria ser apreciado na Comissão de Constituição de Justiça, onde tinha poucas chances de sobrevida, pois interviria sobre o Conselho Federal de Psicologia, que não está ao alcance do Congresso.

Mas diante da rejeição popular ao projeto, os deputados decidiram apreciar o texto em plenário, para mostrar à sociedade que a maioria da Casa é contra a medida.

Prevendo a derrota e o desgaste, a bancada evangélica recuou.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara havia aprovado em junho a proposta conhecida como “cura gay”. O projeto permite que psicólogos realizem “tratamento” com o objetivo de reverter à homossexualidade.

Ver nosso artigo acerca da aprovação por meio desse link aqui:


A proposta anula um artigo da resolução que determina que “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

Aprovação foi considerada uma vitória da bancada evangélica no Congresso Nacional.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Para meditar:

Tiago 1:5—8

5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.

6 Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.

7 Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;

8 homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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