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terça-feira, 7 de novembro de 2017

VIVENDO A VIDA CRISTÃ — ESTUDO 019 — A ESSÊNCIA E AS CARACTERÍSTICAS DO CRISTIANISMO BÍBLICO — PARTE 001.


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A vida Cristã é um dos maiores mistérios da humanidade. Trata-se da própria presença do Espírito Santo habitando nos crentes verdadeiros para transformá-los, dia a dia, em pessoas cada vez mais parecidas com a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Essa série de estudos pretende discutir a fundo essa questão e esperamos que a mesma possa não apenas abençoar, mas também impactar poderosamente a vida de cada um dos leitores.

II. A Essência e as Características do Cristianismo Bíblico

A. A Essência do Cristianismo Bíblico

Introdução

A. É bastante possível, mesmo para um ardoroso cristão, falhar em suas responsabilidades devido a falta de conhecimento da natureza bíblica do cristianismo.

1. Nós não podemos praticar o que nós não conhecemos —

Gálatas 3:1—3

1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?

2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

3 Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?

2. Deus só pode nos abençoar e libertar através do nosso conhecimento da verdade —

João 8:32
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.


B. O Cristianismo é ou gira ao redor de uma pessoa — Jesus Cristo

O CRISTIANISMO BÍBLICO É CRISTO

O CRISTIANISMO BÍBLICO:

NÃO SÃO REGRAS.

NÃO É A COMUNIDADE.

NÃO SÃO EXPERIENCIAIS ESPIRITUAIS E NEM EMOCIONAL

NÃO É BÍBLIA


NÃO É O SERVIÇO CRISTÃO

1. O conteúdo da revelação é uma pessoa — Deus tem revelado a Si mesmo.

2. A provisão divina é uma pessoa – Deus tem dado  a Si mesmo para nós.

C. Evidências para a definição de cristianismo fornecida acima:

1. Evidência Bíblica

Jeremias 2:13 “... a mim me deixaram...”.

Oseias 13:9 “... a tua ruína ...vem de ti, e só de mim o Teu socorro”.

Mateus 11:28  “... vinde a mim todos...”.

João 1:12 “... mas a todos quantos o receberam...”.

João 14:06 “... Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Efésios 1:17 “... no pleno conhecimento Dele”.

Filipenses 3:10 “... Para o conhecer e o poder da sua ressurreição...”.

Colossenses 1:27 “... Cristo em vós, a esperança da glória”.

2. Evidências Doutrinárias

Fé — Deus como objeto — Atos 16:31.

Pecado – Transgressão contra Deus – Salmo 51:4.

Salvação – Somos aperfeiçoados em Cristo  - Colossenses 2:10.

Santificação – Cristo é a nossa santificação – I Coríntios 1:30.

Conhecimento – Ele é a verdade – João 14:6.

Oração – Oramos em Seu nome – João 15:16.

Testemunho – Damos testemunho acerca Dele – Atos 1:8.

Paz – Ele é a nossa paz – Efésios 2:14.

Sabedoria – Ele é a nossa sabedoria – I Coríntios 1:24.

Justificação – Ele é a nossa justificação – I Coríntios 1:30.

3. Um Advertência Séria:

O cristianismo pode, e é muitas vezes, pervertido numa forma de idolatria espiritual.

1. Nós não devemos perverter o cristianismo substituindo a pessoa de Jesus Cristo pela Igreja. Quando fazemos isso, deixamos de reconhecer o fato de que Cristo é o cabeça da Igreja — Efésios 1:22. Espiritualidade não está automaticamente garantida pela simples frequência a uma igreja.

2. Nós não devemos perverter o cristianismo substituindo a pessoa de Jesus Cristo pela palavra escrita. Quando fazemos isto deixamos de reconhecer que Jesus Cristo é a palavra viva — João 1:14, Apocalipse 19:13. Espiritualidade não está automaticamente garantida pela leitura da Bíblia.

3. Nós não devemos perverter o cristianismo substituindo a pessoa de Jesus Cristo pelo serviço cristão. Quando fazemos isto deixamos de reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor da Seara — Mateus 9:38. Espiritualidade não está automaticamente garantida pela prática do serviço cristão.

4. Nós não devemos perverter o cristianismo substituindo a pessoa de Jesus Cristo por experiências cristãs de qualquer natureza. Quando fazemos isto deixamos de reconhecer que Ele é a nossa santificação — I Coríntios 1:30. Espiritualidade não está automaticamente garantida por nenhum tipo de experiência religiosa ou emocional.

5. Nós não devemos perverter o cristianismo substituindo a pessoa de Jesus Cristo por uma lista de faça/não faça por mais completa que a mesma possa ser. Quando fazemos isto nós esquecemos de que Cristo é o nosso Senhor — Lucas 6:46. Espiritualidade não está automaticamente garantida pela simples obediência a uma lista de faça/não faça.

CONTINUA....

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE “VIVENDO A VIDA CRISTÔ
ESTUDO 001 — COMO RECONCILIAR O PASSADO

ESTUDO 002 — INTRODUÇÃO GERAL

ESTUDO 003 — UMA DESCRIÇÃO DA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA —PARTE 001

ESTUDO 004 — UMA DESCRIÇÃO DA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA —PARTE 002

ESTUDO 005 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTE 001

ESTUDO 006 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTE 002

ESTUDO 007 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTE 003

ESTUDO 008 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA —PARTE 004

ESTUDO 009 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 005 e 006

ESTUDO 010 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 007 e 008

ESTUDO 011 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 009 e 010

ESTUDO 012 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 011 e 012

ESTUDO 013 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 013 a 015

ESTUDO 014 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 016 a 017

ESTUDO 015 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 018 a 019

ESTUDO 016 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 020 a 021

ESTUDO 017 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 022 a 023

ESTUDO 018 — EMPECILHOS PARA UMA VIDA CRISTÃ NAS PALAVRAS DA PRÓPRIA BÍBLIA — PARTES 024 a 026

ESTUDO 019 — A ESSÊNCIA E AS CARACTERÍSTICAS DO CRISTIANISMO BÍBLICO — PARTE 001.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 28 de abril de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 39:6 - ESTUDOS 031 — JOSÉ ERA UMA PESSOA CONSAGRADA AOS OUTROS


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.
José Como Tipo de Cristo — Estudos 031

031. José Era uma Pessoa Consagrada a Deus.

Gênesis 39:6

Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.

Quando lemos esse versículo não temos como não nos admirar da forma maravilhosa como o Espírito Santo guiou e guardou José como tipo de Cristo. Nós temos que aprender sempre a distinguir entre a pessoa e o lugar que ela está ocupando. José havia experimentado a degradação da escravidão. Ele não gozava mais de sua liberdade, mas dependia completamente de outra pessoa. Ele não estava mais habitando na casa de seu pai na terra de Canaã, mas era um escravo na casa de um egípcio. Essa era sua posição. Mas acerca de sua pessoa algo bem diferente nos é dito: “Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José” e “José era formoso de porte e de aparência”.

A primeira expressão indica que Potifar havia entregado ou confiado o cuidado de todos os seus bens nas mãos de José. Note que essa expressão é diferente daquela usada em Gênesis 39:4 que é “passou”. No hebraico esses dois termos deixam mais evidente o que estamos querendo dizer:

 נָתַן natan — cujo significado é: dar, pôr e estabelecer.

 עָזַב `azab — cujo significado é: deixar, soltar e abandonar.

A segunda atitude de Potifar caracterizada por `azab — deixar, soltar ou abandonar, indica que ele estava profundamente convencido que José estava fazendo o melhor para favorecer seus interesses —

Neemias 9:28

28 Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os desamparavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; mas, convertendo-se eles e clamando a ti, tu os ouviste dos céus e, segundo a tua misericórdia, os livraste muitas vezes.

Salmos 37:32—33

32 O perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida.

33 Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.

versos que nos falam de como Deus cuida e protege todos que são seus. Curiosamente essa é a mesma palavra que é usada para descrever o ato de José em “deixar” as vestes nas mãos da mulher de Potifar — conforme Gênesis 39:12—13. Dessa maneira temos que a expressão contida no verso 6 — confiou — serve de prenúncio do terríveis desenvolvimentos posteriores que logo iriam se precipitar.

Nosso texto nos diz que “José era formoso de porte e de aparência”. Talvez ele fosse parecido com sua falecida mãe, Raquel, que é descrita em

Gênesis 29:17

Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante.

Somente Raquel e José em todo o Antigo Testamento são descritos dessa maneira. Esse último comentário acerca da aparência de José antecipa o próximo passo na sua vida, uma vez que é comum na narrativa da sua história, o final de um episódio servir, automaticamente, de trailer para o próximo. Entre as muitas bênçãos que José desfrutava, ele passa a ser perseguido por um dom que certamente não havia buscado: ter uma beleza marcante!

Talvez não existe outra passagem em toda a narrativa da história de José que contenha tantos elementos que nos façam lembrar de Jesus, com exceção da formosura de José.
Pouco sabemos da aparência de Jesus, exceto por três versículos que são —

Lucas 2:40 e 52

40 Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Isaías 53:2

Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.  

Tudo o que tinha confiou às mãos — Como José, o Filho do Homem ou Filho da Humanidade, Jesus assumiu uma posição humilde onde foi humilhado e envergonhado. Ele assumiu um local de servidão e de submissão. Talvez a passagem que melhor explique essa realidade assumida pelo Senhor Jesus, seja uma de Filipenses conhecida por uma palavra, em grego, usada pelo apóstolo Paulo ao escrever a mesma. Estamos falando de

Filipenses 2:5—8

5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
onde, no verso 7, Paulo usa a expressão ἐκένωσεν ekénosen — esvaziou. Por causa dessa palavra a passagem é conhecida como a passagem da kénoses ou do ESVAZIAMENTO se Jesus de toda Sua glória e prerrogativas. Faremos bem em aprofundar nosso conhecimento da mesma.
A porção de Filipenses 2:5—8 começa com uma exortação para que imitemos a atitude de serviço de Jesus, na mesma linha que já O vimos orientando seus discípulos em —

Marcos 10:42—45

42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.

43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;

44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.

45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Ou seja, como diz Paulo:

Filipenses 2:5

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus

Paulo sempre usa a vida e a morte de Jesus como um modelo a ser seguido pelos cristãos: ver Romanos 15:1—7, especialmente o verso 5; 1 Coríntios 10:31—331:1; 2 Coríntios 8:6—9; 1 Tessalonicenses 1:6:—9 e comparar com 1 Pedro 2:20—21 e 3:17—18.

E qual foi essa atitude de Jesus? Os próximos versos nos dão a descrição perfeita.

Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus — Filipenses 2:6.

Paulo inicia a descrição falando da vida preexistente de Jesus e logo em seguida, ele estabelece um contraste agudo entre duas formas de pensar: uma egoísta e outra altruísta. Paulo deixa claro que para trazer a salvação aos filipenses e a todos nós, Jesus precisou exercitar uma atitude oposta à κενοδοξίαν kenodoxían — glória vã, sem fundamento; autoestima ou amor-próprio vazios, que são duramente condenados pelo apóstolo no verso 3.

Assim temos que: apesar da pressuposição inicial de “subsistindo em forma de Deus”, Paulo não deixa dúvida que está se referindo ao ETERNO preexistente, que “se esvaziou”, num determinado momento da história “assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” — verso 7. Antes de assumir a forma de servo Jesus já existia na forma de Deus. A expressão grega μορφῇmorfê — traduzida por “forma” não se refere a características externas através das quais uma pessoa é reconhecida, e sim a características e qualidades essenciais que pertencem a uma determinada pessoa. Sendo assim, μορφῇmorfê — se refere àquilo que, verdadeiramente, caracteriza uma determinada realidade, i. e., “a forma de Deus” é uma esfera na qual Jesus se encontra inserido. Isso tudo indica que a tipologia de José com relação a Jesus só pode ser levada até determinada ponto, pois Jesus é o próprio Deus e não apenas um homem como José. Isso apenas intensifica a atitude de Jesus se entregar a favor da nossa salvação. Paulo nos diz que quando Jesus se revelou como Deus, ele não tinha nenhuma intenção de usurpar — ato de tomar pela força ou roubar — aquela posição —

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

1 Timóteo 3:16

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

A. Jesus apesar de ser o próprio Deus adotou uma postura de humilhação e vergonha assumindo uma posição de submissão e servidão. No entanto Seu Pai que tudo acompanhava com grande interesse — o pai de José achava que o filho estava morto — cuidou para que, de alguma forma, a Glória do filho fosse preservada. Existem várias passagens onde podemos enxergar essa realidade. Entre essas passagens nós podemos citar:

1. Mal o menino havia sido colocado na manjedoura e um anjo acompanhado, logo em seguida, por uma milícia celestial foram enviados a um grupo de pastores nos arredores de Jerusalém para anunciar o nascimento do Salvador e proclamar as Boas Novas – ver Lucas 2:8—15.

2. Em seguida Jesus foi honrado como profeta, sacerdote e rei através dos magos que vieram do Oriente para adorá-lo e oferecer-lhe presentes — ver Mateus 2:9—12.

3. O próprio João Batista, reconhecido como profeta de Deus, anunciava o seguinte acerca de Jesus:

Marcos 1:7
E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.

4. Mesmo na cruz do Calvário, em meio a angústia, agonia e dor, Jesus foi reconhecido como sendo o “Filho de Deus” pelo centurião romano encarregado da sua crucificação —

Marcos 15:39

O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.

5. O apóstolo João reconheceu que ele e seus companheiros viram a glória de Deus manifestada em Jesus —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Mas João nos diz mais em

1 João 1:1—2 —

1  O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida

2  (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada).

B. Diversas vezes o Pai se manifestou de forma audível quanto ao Seu filho, como por exemplo:

Lucas 3:22

E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.

Lucas 9:35

E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi.

João 12:28

Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.

C. Por fim, Jesus recebeu do Pai a seguinte promessa:

Filipenses 2:9—11

9  Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,

10  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,

11  e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai 

Por tudo isso, Jesus era o perfeito cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo!

João 1:29

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado




Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 035 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 035 – OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 009.

II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.


2. João 1:2 - Ele estava no princípio com Deus.

A. Como uma espécie de reafirmação da divindade do Senhor Jesus, a apóstolo João nos oferece o verso 2. Neste verso temos numa frase apenas, a repetição de todo o conteúdo de João 1:1. Precisamos nos lembrar que a expressão “princípio” aqui, como no verso 1, não está fazendo referência ao momento quando as coisas e os seres começaram a ser criados. Mas, pelo contrário, ela faz referência à eternidade que existia antes da criação. E João, de forma mais simples possível, nos diz que o verbo já estava lá com Deus. Ele não veio a estar com Deus, como se houvesse sido criado, mas já estava com Deus na eternidade. Essa verdade é afirmada pelo Senhor Jesus em —

João 17:5

E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

Este autor não entende o exercício insano de todos aqueles que querem negar o fato de que o Senhor Jesus Cristo é Deus.

B. As implicações teológicas da afirmação Joanina no verso 2 são como seguem:

1. Com respeito à essência e substância: O Verbo era Deus, mas ao mesmo tempo uma pessoa distinta em substância porque o Verbo estava com Deus. Mas como o Verbo era também o próprio Deus, então possuía a mesma substância. Não pretendemos, realmente, entender estas coisas, porque achamos que seria muita pretensão tentar “entender” Deus —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

2. Com respeito à felicidade ou gozo: Pai e Verbo são idênticos no gozo ou alegria que desfrutavam antes da criação – ver João 17:5 acima.

3. Com respeito ao “conselho” ou “desígnio”: o apóstolo Paulo nos diz que a salvação era um mistério que estava oculto em Deus antes da criação dos mundos —

Efésios 3:9

E manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas.


No tempo determinado por Deus, o Verbo em forma de Jesus veio para nos conduzir a Deus —

1 Pedro 3:18

Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito.

de tal forma que o Pai e Verbo mantêm plena afinidade nesta questão —

Zacarias 6:12—13

12 E dize-lhe: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do SENHOR.

13 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.

Mateus 11:27

Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

O motivo principal porque a Bíblia nos ensina que o Messias — Jesus vinha da parte de Deus é exatamente porque “Ele estava no princípio com Deus”.

C. Mas João 1:2 cumpre outro propósito. Ele serve de transição na discussão entre o ser pessoal representado pelo Verbo e Sua manifestação na obra da criação. Para João, inspirado pelo Espírito Santo, as coisas são bem naturais e lógicas: Se esse mesmo Verbo e não outro, era Deus mesmo, e se esse Verbo estava em plena comunhão com Deus no princípio, então nada mais evidente do que a conclusão que segue de que “todas as coisas foram feitas por Ele” — ver João 1:3. De forma sutil o evangelista atribui ao Verbo a vontade, a sabedoria, o conhecimento e a força necessárias para implementar a criação. Como criador fica evidenciado seu estreito relacionamento com as coisas e os seres criados, especialmente os seres humanos. É a criação que faculta a encarnação e trabalho redentor do Verbo na forma de Jesus. A relação entre criação e redenção muitas vezes não é enfatizada o suficiente no nosso meio, mas está implícita em versos tais como —

Isaías 46:4

Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.

A redenção só é possível por causa da criação. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e está destinado a ter esta imagem plenamente restaurada mediante a obra redentora do Verbo em forma de Jesus.

CONTINUA...
Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

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023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

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025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

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002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
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005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
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024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
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025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.