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segunda-feira, 24 de março de 2014

IGREJA METALEIRA



Nos dias atuais estamos vivendo uma verdadeira explosão de surgimento de novas igrejas. Entre as mais novas, uma nos chamou a atenção via um artigo publicado pela pelo site da Folha de São Paulo. Trata-se da Crash Church nome mais apropriado para algum lugar do Texas nos EUA do que para a cidade de São Paulo. Segundo seu pastor, Antonio Carlos Batista, a expressão “Crash Church” é traduzida como “Igreja do Impacto” apesar de “impacto” não ser uma das opções de tradução para crash. Mas música barulhenta, tipo metaleira, consta nos dicionários sob o verbete “thrash”.

De acordo com a reportagem da Folha o pessoal da Crash Church encontra-se sob um fogo cruzado. Eles ao acusados pelos chamados evangélicos de cultuarem a Satanás, o que não passa de uma grande bobagem. Deus não está interessado no som ou barulhos e sim nos corações. Já para as bandas de metaleiros eles não passam de um grupo de “metaleiros” bem comportados, algo que vai na contra mão da verdadeira cultura “trash” ou Lixo.

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Foto Raquel de Araujo

A igreja está localizada no Alto do Ipiranga desde 2006, num prédio todo pintado de preto com uma placa indicando “Crash Church”. Do lado de dentro as paredes estão cheias de grafites, como convém ao local. Existe um salão com um palco que é usado pela banda e pelo pregador. A música é estridente e os cantores, claro, não cantam, mais berram. Quando alguém fala existe sempre um acompanhamento de alguma guitarra pontuando o que está sendo dito. Ah! Sim o nome da Banda é AntiDemon, algo que deve parecer óbvio. As luzes se apagam e o pastor surge no palco de onde ordena que as pessoas se abracem. Existe certa comoção, gritos de Aleluia e glória a Deus podem ser ouvidos.

Seu pastor, Antônio Carlos Batista, que é também o fundador da mesma se queixa do duplo preconceito de que são vítimas. Mas o negócio deles é oferecer uma alternativa — apesar de existirem tantas outras — para quem não quer adorar o Senhor vestindo terno e gravata e outras limitações impostas, especialmente sobre as mulheres que não passam do mais puro legalismo. O pastor Antonio Carlos Batista tem o hábito salutar de cumprimentar, individualmente, todos os que visitam a igreja pela primeira vez.

O pastor também é vocalista da banda de rock gospel AntiDemon, que já viajou por 31 países
Foto: Folhapress
 
A congregação não é muito grande e sua frequência gira em torno de 50 pessoas com os adereços típicos dessa subcultura: tatuagens, roupas rasgadas, piercings, cabelos compridos, cabelos tingidos, etc.

Como qualquer evangélico o pessoal da Crash Church não fuma, nem consome álcool e usam a indefectível frase nesses contextos: “Jesus é nossa droga”, que se trata de uma frase de gosto muito duvdoso.

Como outra igreja qualquer a Crash Church também tem seu momento de coletar os dízimos, geralmente antecedido por algum testemunho. Os envelopes, já dá para sacar, também são totalmente pretos.

Depois da coleta o culto segue, geralmente, por mais duas horas. O pastor Antonio Carlos Batista fala palavras de incentivo acerca de luta do cristão contra Satanás.

Além dos metaleiros em geral, os gays também são bem bem-vindo, apesar do pastor deixar bem claro que não aceitam um “terceiro sexo”. Gays são bem recebidos porque como quaisquer outros pecadores eles precisam do amor de Deus e de ajuda.

E é assim que o evangelho vai sendo pulverizado. A ideia de Jesus de uma igreja una virou uma verdadeira quimera por causa do nosso próprio pecado que nos divide em multidões de tribos e cada uma dessas tribos imagina ter sua própria igreja. Pena.

Que Deus Abençoe a todos.

Hoje recebemos um comentário do irmão Leandro Calejon, nos chamando a atenção para certos detalhes do artigo acima. Como nosso artigo foi baseado em uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo, estamos publicando o comentário do irmão Calejon, porque desejamos que a justiça seja estabelecida entre muito do que foi realmente dito e a forma como o material foi editado pela Folha de São Paulo. Segue o comentário do irmão Calejon:

Leandro Calejon: apesar de algumas coisas que foram modificadas no texto necessitarem de ser explicadas... em: "fazer parte da cultura trash "(lixo ) ... o correto é "thrash" (estilo musical que remete ao som de um bate estacas.. bordão usado nos estados unidos para se referir ao estilo musical) ... sobre o "nosa droga é Jesus" .. a frase real foi "sou viciada em Jesus"... "na frase .. "os homosexuais são bem vindos pois são pecadores como todos " .. esta frase não existe ... foi editada.. o que foi dito foi ... homosexuais são bem vindos.. na matéria tbm foi perguntado : "vcs concordam com o homosexualismo? " e a resposta foi: "não, mas homosexuais são bem vindos"... edições de mídias muitas vezes tentam difamar os locais que foram procurados para serem entrevistados. 

Alexandros Meimaridis

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