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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DOS PURITANOS?


O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora FIEL.

ENTRE OS GIGANTES DE DEUS: UMA VISÃO PURITANA DA VIDA CRISTÃ

“Os grandes puritanos, embora já falecidos, continuam falando conosco por meio de seus escritos, dizendo-nos coisas que, em nossos dias, precisamos ouvir com muita urgência.” – J. I. Packer

“Puritano”, como um nome, era, de fato, lama desde o começo. Cunhada cedo, nos anos 1560, sempre foi um palavra satírica e ofensiva, subentendendo mau humor, censura, presunção e, em certa medida, hipocrisia, acima e além de sua implicação básica de descontentamento, motivado pela religião, em relação àquilo que era visto como a laodicense e comprometedora Igreja da Inglaterra de Elisabeth (também conhecida como Isabel). Mais tarde, a palavra ganhou a conotação política adicional de quem era contrário à monarquia Stuart e favorável a algum tipo de republicanismo; sua primeira referência, contudo, ainda era àquilo que se via como uma forma estranha, furiosa e feia de religião protestante.

Na Inglaterra, o sentimento antipuritano disparou no tempo da Restauração e, desde então, tem fluído livremente; na América do Norte, edificou-se lentamente após os dias de Jonathan Edwards para atingir seu zênite cem anos atrás, na Nova Inglaterra pós-puritana.

No último meio século, porém, alguns estudiosos têm removido, meticulosamente, essa lama. E, da mesma forma que os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina têm cores pouco familiares depois que os restauradores removeram o verniz escuro, assim também a imagem convencional dos puritanos foi radicalmente recuperada, ao menos para os informados. (Aliás, o conhecimento hoje viaja lentamente em certas regiões.) Ensinados por Perry Miller, William Haller, Marshall Knappen, Percy Scholes, Edmund Morgan e uma série de pesquisadores mais recentes, pessoas bem informadas agora reconhecem que os puritanos típicos não eram homens selvagens ou ferozes, monstruosos fanáticos religiosos ou extremistas sociais, mas pessoas sóbrias e conscienciosas, além de cidadãos cultos, pessoas de princípio, decididas e disciplinadas, excepcionais nas virtudes domésticas e desprovidas de grandes defeitos, exceto a tendência de usar muitas palavras ao dizer qualquer coisa importante, a Deus ou ao homem. Enfim, está sendo consertado o engano.

Mas, mesmo assim, a sugestão de que necessitamos dos puritanos – nós, ocidentais do final do século XX, com toda a nossa sofisticação e maestria de técnica tanto no campo secular quanto no sagrado – poderá erguer algumas sobrancelhas. Permanece a crença de que os puritanos, mesmo que fossem, de fato, cidadãos responsáveis, eram ao mesmo tempo cômicos e patéticos, sendo ingênuos e supersticiosos, superescrupulosos, mestres nos pequenos detalhes e incapazes ou relutantes em relaxar. Pergunta-se: O que, então, esses zelotes nos poderiam dar do que precisamos ter?

A resposta é, em uma palavra, maturidade. A maturidade é uma composição de sabedoria, boa vontade, maleabilidade e criatividade. Os puritanos exemplificavam a maturidade; nós, não. Um líder bem viajado, um americano nativo, declarou que o protestantismo norte-americano, centrado no homem, manipulador, orientado pelo sucesso, autoindulgente e sentimental como é, patentemente, mede cinco mil quilômetros de largura e um centímetro de profundidade. Somos anões espirituais. Os puritanos, em contraste, como um corpo, eram gigantes. Eram grandes almas servindo a um grande Deus. Neles, a paixão sóbria e a terna compaixão se combinavam. Visionários e práticos, idealistas e também realistas, dirigidos por objetivos e metódicos, eram grandes crentes, grandes esperançosos, grandes realizadores e grandes sofredores.

Mas seus sofrimentos, de ambos os lados do oceano (na velha Inglaterra, pelas autoridades, e, na Nova Inglaterra, pelo clima), os temperaram e amadureceram até que ganharam uma estatura nada menos do que heroica. Conforto e luxo, QUE nossa afluência hoje nos traz, não conduzem à maturidade; privação e luta, sim, e as batalhas dos puritanos contra os desertos evangélico e climático, onde Deus os colocou, produziram virilidade de caráter, inviolável e inquebrantável, erguendo-se acima de desânimo e temores, para os quais os verdadeiros precedentes e modelos são homens como Moisés e Neemias, e Pedro depois do Pentecoste, e o apóstolo Paulo.

A guerra espiritual fez dos puritanos o que eles foram. Eles aceitaram o antagonismo como seu chamado, vendo a si mesmos como os soldados peregrinos de seu Senhor, exatamente como na alegoria de Bunyan, sem esperarem poder avançar um só passo sem a oposição de uma espécie ou de outra. John Geree, em seu folheto “O caráter de um velho puritano inglês ou inconformista” (1646), afirma: “Toda a sua vida, ele a tinha como uma guerra em que Cristo era seu capitão; suas armas eram as orações e as lágrimas. A cruz, seu estandarte; e sua palavra [lema], Vincit qui patitur [aquele que sofre conquista]”.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


James Ian Packer (Gloucester, 22 de julho de 1926) é um teólogo anglicano e professor de teologia no Regent College, em Vancouver, Canadá. Seus livros já venderam mais de três milhões de exemplares. Entre os seus livros publicados em português estão O Conhecimento de Deus, Esperança, Na Dinâmica do Espírito, Entre os Gigantes de Deus e Os Vocábulos de Deus. Foi editor da revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) e membro do comitê de novas traduções da Bíblia.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 17 de junho de 2014

IGREJA NA INGLATERRA SOFRE PRESSÃO POLICIAL POR ALEGADO “CRIME DE ÓDIO”.


Rob Gladwin by the sign outside Attleborough Baptist Church.

A notícia foi publicada num jornal local “Wymondham and Attleborough Mercury” em 16 de junho de 2014.
As coisas estão assumindo uma direção cada vez mais bizarra na terra da rainha Elisabeth II. A celeuma dessa vez tem a ver com a colocação de um cartaz no quadro de avisos de uma igreja batista.

A igreja batista na localidade de Attleborough em Norfolk na Inglaterra colocou em seu quadro de avisos um cartaz com os seguintes dizeres: “Se você acha que Deus não existe é melhor estar absolutamente certo acerca disso”. O texto aparece acima de uma foto mostrando o que seria uma representação do fogo do inferno.

Rob Gladwin by the sign outside Attleborough Baptist Church.
Robert Gladwin que alegou sentir-se ofendido pelo cartaz

Um jovem cidadão chamado Rob Gladwin procurou a polícia local onde apresentou uma queixa contra a igreja, alegando que sentiu-se ofendido pelo cartaz. Ato contínuo a polícia resolveu iniciar uma investigação por “crime de ódio” contra a igreja batista e seu pastor o Sr. John Rose. Diante da controvérsia o pastor da igreja decidiu retirar o cartaz “ofensivo” do quadro de avisos da igreja.

Um representante da polícia local declarou que a queixa foi registrada como um incidente relacionado a um “crime de ódio”. De acordo com o queixoso Robert Gladwin: “Eu fiquei realmente chocado com o cartaz. Nós estamos vivendo em pleno século 21 e a igreja colocou um cartaz com uma mensagem — dizendo que os que não são cristãos irão queimar no inferno — com a evidente intenção de assustar as pessoas para fazê-las adotar seu modo de pensar. É meu entendimento pessoal que a cristandade é uma religião inclusiva e amorosa em sua natureza”.

Ora, o Sr. Gladwin é livre para pensar o que quiser, mas certamente isso não quer dizer que ele esteja certo em sua definição da cristandade e muito menos da verdadeira fé cristã. Fica evidente que o entendimento do mesmo acerca daquilo que ele chama cristandade, não tem nada a ver com o que é ensinado nas páginas das Sagradas Escrituras. Não é de hoje que temos publicado vários artigos denunciando o estado geral de apostasia — traição à Cristo e à fé cristã — da vasta maioria das igrejas na Inglaterra.

O inferno não é tratado na Bíblia como uma advertência, mas uma verdadeira revelação de Deus acerca da realidade da existência humana, como também são reais a lei da gravidade e o fato que todos os seres humanos estão sujeitos à morte.

O Deus revelado nas Escrituras Sagradas é apresentado com um Deus Santo — algo exclusivo do Deus cristão — e que não tolera o pecado o qual ele pune hoje e irá punir no futuro, inclusive por toda a eternidade.

A Bíblia é bem clara quanto a essa questão: o salário do pecado é a morte —

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

A morte aqui referida inclui tanto a morte física — ser separado da vida sobrea terra enquanto se continua vivo — quanto a morte espiritual — ser separado de Deus por toda a eternidade e condenado a sofrimentos proporcionais pelo mau praticado pelos séculos do séculos.

O assunto envolvendo o inferno é uma questão delicada que foi o próprio Senhor Jesus, o único a falar diretamente sobre o assunto. Outros autores do Novo Testamento fizeram referências aos ensinamentos de Cristo ou apenas descreveram o que estavam vendo por meio de visões, como aconteceu com João no livro do Apocalipse.

O ensinamento bíblico acerca do inferno é claro e não tem nenhuma intenção de “assustar” ninguém. Afinal de contas a Bíblia foi escrita para pessoas que pensam e podem refletir sobre suas próprias vidas e o futuro eterno de suas almas. Jesus ensinou sobre o inferno por causa do amor que nutre por suas criaturas e não deseja que nenhuma delas se perca indo para em tão terrível lugar que foi, na realidade, preparado para o diabo e seus anjos.

Ao contrário das ideias fantasiosas do sr. Gladwin, se um paciente está com câncer, nenhum médico vai dispensá-lo dizendo que ele não tem nada! Quando existe uma interdição numa estrada — um grave acidente ou um deslizamento de terra — a polícia rodoviária não faz de conta que nada aconteceu. Muito pelo contrário, eles tomam providências imediatas para impedir que pessoas se machuquem ou percam a vida por causa da situação.

Assim também é com o verdadeiro crente que crê nos ensinamentos das Sagradas Escrituras: não podemos nos refrear de falar a verdade para as pessoas.

Como já temos advertido em outros artigos esses acontecimentos são sinais daquilo que está vindo por aí e que certamente irá afetar os crentes verdadeiros. Quanto a essa multidão de crentes falsos pertencentes ao chamado mundo evangélico, eles não têm nada a temer, porque já abandonaram a pregação acerca do inferno faz muito tempo com suas mensagens triunfalistas de vitórias constantes, mas que nunca se concretizam.

O artigo original publicado no site do jornal Wymondham and Attleborough Mercury poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

RAINHA DA INGLATERRA ASSINA EM LEI “CASAMENTO” ENTRE PESSOA DO MESMO SEXO



A Inglaterra e o País de Gales tornaram-se, respectivamente, o 16º  e 17º países no mundo a reconhecer o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, depois que a Rainha Elizabeth II assinou a lei autorizando esse tipo de uniões.


De acordo com a nova lei, homens e mulheres adeptos da homossexualidade poderão se unir em cerimônias civis ou mesmo em igrejas — mas nenhuma igreja será obrigada a fazer esse tipo de união. Mas certamente não irá faltar muito espaço “sagrado” para tais abominações.

Saudações, risos e bater de palmas se espalharam pela Câmara dos Deputados — House of Commons — quando o seu presidente anunciou que a lei havia sido aprovada e sancionada por sua majestade.

De acordo com Maria Miller, Ministra da Igualdade — depois ainda tem gente que reclama dos ministérios quem existem no Brasil — “O fato que a lei passou tanto pela Câmara dos Deputados como pelo Senado — House of Lords — sem sofrer nenhuma derrota deve ser reconhecido como uma grande vitória do governo”.

“Esse é um momento histórico que ira ressoar na vida de muitas pessoas. Eu estou orgulhosa que fizemos isso acontecer e aguardo com muita expectativa o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo logo”, afirmou a ministra.

O título da lei pode conter a palavra “casamento”, mas trata-se mais de liberdade e respeito pelas pessoas. 

Um conjunto de leis foi apresentado em separado ao parlamento escocês, para tornar tais “casamento”, legais também na Escócia. Debates sobre o tema devem ter início em Edimburgo nos próximos meses de Outubro e Novembro. O processo já foi iniciado conforme noticiamos por meio do artigo que pode ser visto aqui:


A notícia original poderá ser lida por meio desse link aqui:


Assim caminha a humanidade. Com suas costas voltadas para Deus e se afastando cada vez mais do 
Criador, a quem todo teremos que prestar contas das nossas vida um dia.

Para Meditar:

Salmos 4:2

Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?

Salmos 6:3

Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?

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Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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