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sábado, 16 de novembro de 2013

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 021



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.


Lição 021 — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões (18).

d. O Louvor de Zacarias — Lucas 1:67 — 79 — continuação.

xi. Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. – verso 79.

Zacarias, como um sacerdote consciente, conhecia muito bem a condição do povo de Israel dos seus dias. Ele sabia que as condições políticas, econômicas, sociais e, especialmente, religiosas soletravam todas, uma única verdade: o povo de Deus não tinha paz. Naqueles dias o povo de Israel se encontrava em uma verdadeira sinuca de bico. De um lado havia a opressão político-econômica dos dominadores romanos. Por outro lado havia a exploração sócio-religiosa causada pelas inúmeras divisões internas, onde vários grupos procuravam solucionar os problemas e agradar a Deus cada um seguindo suas próprias idéias, ao mesmo tempo em que ignoravam a revelação de Deus. Cada grupo em Israel tinha suas próprias idéias de “como as coisas deveriam ser” e para a infelicidade geral, nenhuma delas se parecia com o que Deus tinha planejado.

Isto tudo significava que o povo de Israel em geral e o povo que habitava a Judéia – onde ficava o Templo de Deus em Jerusalém – em particular, estavam imersos em profundas trevas. Como cegos guiando cegos, o povo caminhavam de forma inexorável para o abismo. O longo silêncio profético que já durava cerca de 400 anos havia feito com que os judeus se acomodassem a viver sem a verdadeira luz da revelação divina. Eles estavam habituados com as trevas intelectuais em que se encontravam e não queriam fazer absolutamente nada para se livrar das mesmas. Conforme as palavras de Zacarias essas condições eram comparáveis a viver à sombra da morte, e esta mesma morte se aproximava de forma veloz sobre aquelas pessoas. Ignorar a Deus e a salvação que Ele oferece é o mesmo que viver à sombra da morte. Como o texto diz, aquela situação era apenas uma “sombra”. A dura realidade que as sombras indicavam ainda estava por vir: separação de Deus por toda a eternidade e ruína eterna.

Zacarias, no entanto, manifesta confiança na graça de Deus e acredita na recuperação de um povo perdido. Sua esperança estava baseada nas seguintes expectativas:

1. Remoção das trevas em que o povo de encontrava.
2. Redenção ou libertação da região da sombra da morte.

O resultado direto desta nova condição era ter os pés caminhando seguros no caminho da paz. Viajantes surpreendidos pelas trevas da noite não podiam fazer absolutamente nada senão aguardar a chegada do dia para poder prosseguir. O mesmo era verdade para o povo de Israel. Mas agora com o nascimento de João Batista e com o advento do ungido do Senhor, o Messias de Israel, haveria plenitude de luz para andar com segurança nos caminhos da paz.

O nascimento de João Batista era percebido por seu pai como o alvorecer do dia que traria a manifestação definitiva do “sol da justiça”. O ministério de João Batista teve realmente todas as características mencionadas em Lucas 1:68—79 — ver os estudos anteriores — porque antecedeu, imediatamente, a manifestação do unigênito filho de Deus: Jesus, que foi cognominado Cristo. Nada mais natural então, para Lucas, finalizar esta secção do seu evangelho com uma referência direta ao menino João Batista —

Lucas 1:80
O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel.


Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html


OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO

002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4

003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002

005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003

006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004

007A — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 033A — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 007A — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 005A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJADE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.

007B — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 033B — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 007B — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 005B — A DIVINDADE DE JESUS E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

007C — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 033C — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 007C — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 005C — A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA

007D — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 033D — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 007D — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 005D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APÓSTÓLICA ROMANA — PARTE 001

007E — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 002 — ESTUDO 033E — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 007E — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APÓSTÓLICA ROMANA — PARTE 002

008 — Estudos na Vida de Jesus — PARTE 002 — ESTUDO 034 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 008 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001

009 — Estudos da Vida de Jesus – PARTE 2 – ESTUDO 035 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 009 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002

010 — Estudos da Vida de Jesus – PARTE 2 – ESTUDO 036 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 010 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003

011 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 037 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 011 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004

012 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 038 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 012 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005

013 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 039 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 013 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006

014 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 040 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 014 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007

015 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 041 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 015 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008

016 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 042 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 016 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009

017 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 043 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 017 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010

018 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 044 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 018 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011

019 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 045 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 019 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012

020 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 046 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 020 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013

021 — ESTUDO DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 — ESTUDO 047 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 021 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 021 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 23 de setembro de 2012

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 005

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Fortaleza de Massada


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.


Lição 005 – A Revelação de Deus em Jesus e o Fim das Religiões —2.


O último foco da resistência judaica se concentrou em uma fortaleza, praticamente inexpugnável, localizada no deserto, próximo ao mar Morto, chamada: Fortaleza de Massada. Ali, cerca de 1.000 judeus, entre homens, mulheres e crianças resistiram aos romanos durante 3 anos, até que, por fim, foram derrotados. Às vésperas da invasão da fortaleza pelos romanos, os homens judeus, mataram seus próprios familiares e em seguida cometeram suicídio. Quando os romanos, finalmente, arrebentaram com as portas da fortaleza, tudo o que encontraram foram os corpos ensanguentados e sem vida, dos resistentes. De qualquer maneira, Roma havia enviado um recado bem claro contra todos os que se atrevessem a se levantar novamente contra o império.

Uma última palavra acerca dos Zelotes, torna-se necessária, para enfatizar o fato de que o movimento daqueles homens era essencialmente religioso, tanto em sua inspiração quanto em seu objetivo. Nos dias que antecederam o advento dos romanos na Palestina, um sentimento de que Israel constituía-se em uma Teocracia[1] estava bastante em voga, especialmente porque os membros de uma família sacerdotal se alternavam no poder. Ou seja, a tribo de Levi, naqueles dias, mandava tanto na religião quanto no poder político em Israel. Este sentimento, de que Israel era uma Teocracia, foi muito ampliado e levado a conclusões catastróficas, a partir da dominação romana sobre a Palestina. Para os judeus daqueles dias, e especialmente para os Zelotes, ser um estado Teocrático, significava acreditar que o povo de Israel era a nação escolhida por Deus, que Deus mesmo era o Rei sobre Israel, governando através dos sacerdotes, que Deus era o único amo e Senhor do povo de Israel e que a terra de Israel e todos os seus recursos pertenciam exclusivamente a Deus. Por todos estes motivos, aceitar e se submeter ao senhorio romano, era considerado um verdadeiro ato de infidelidade contra Deus. Para os judeus daqueles dias e que viviam imersos nesta imaginação teocrática, pagar tributo a César era dar a César o que pertencia exclusivamente a Deus – ver Marcos 12:14—17 e refletir sobre as implicações das palavras de Jesus. Os Zelotes eram, portanto, judeus fiéis, zelosos da lei, da soberania e realeza de Deus, porém, como diz o apóstolo Paulo, sem verdadeiro entendimento.

2. Os Fariseus.

Os Fariseus - Φαρισαῖοι – Farisaîoi – eram um grupo de homens que surgiu entre os chamados “Hassidim” ou “os pios”, que foram homens que lutaram ao lado de Judas, o Macabeu, visando libertar o povo judeu do jugo estrangeiro. Eles também eram ferrenhamente nacionalistas, mas a vasta maioria deles tinha severas restrições quanto a empunhar armas para combater os romanos. Isto se devia a um único motivo: os Fariseus eram muito práticos e achavam que as chances de vencer os romanos eram tão pequenas que, realmente, não valia à pena provocá-los e, muito menos, enfrentá-los. Por este motivo os Fariseus haviam voltado seus interesses, não para resolver a questão representada pelos exércitos de ocupação romanos e sim, para promover uma reforma religiosa no seio do povo de Israel. Para os Fariseus, Deus havia permitido que os judeus caíssem sob o jugo representado pela ocupação romana, por causa da infidelidade do povo de Israel com relação tanto à Lei de Deus quanto às tradições dos pais.

Os Fariseus tinham por norma, mesmo sob veementes protestos, pagar os impostos devidos ou cobrados pelos romanos. Esta era a única coisa que eles tinham em comum com os outros judeus. A partir daí, os fariseus se organizavam em comunidades extremamente fechadas e, que não mantinham quaisquer relações com nenhuma pessoa que não fosse estritamente fiel à lei, bem como às tradições dos anciãos. Os Fariseus, naqueles dias, se separavam daqueles a quem se referiam como os “amhares”, ou seja, o “povo da terra”. Eles se julgavam o remanescente fiel de Israel. O próprio nome “Fariseu”, originário da palavra hebraica פרש parash – que significava: tornar distinto, declarar, distinguir, separar. Assim, ao resolverem chamar a si mesmos de “Fariseus”, estes homens queriam indicar que eles eram “os separados” por excelência. Eles se achavam os únicos verdadeiramente “santos” e constituíam-se no “verdadeiro povo de Israel”. Curiosamente, os Fariseus se tornaram nos heróis do povo comum, que preferia se identificar mais com uma observância estrita da Lei, representada pelos Fariseus, do que com os ricos e bem conectados Saduceus – ver acerca do Saduceus em outro estudo a ser publicado mais adiante

Os Fariseus procuravam o reconhecimento e a aceitação por parte de Deus, mediante a observância de atos e rituais externos em forma de atos piedosos, tais como: lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas. Por este motivo, a moral religiosa representada por eles era, em sua maior parte, legalista e burguesa. Era tudo uma questão de recompensa e castigo. Para aqueles homens, Deus amava e recompensava a todos os que cumpriam a lei e detestava a todos os que não a cumpriam. Por este motivo, orgulhavam-se de seus atos externos, boas obras para serem vistas por todos, enquanto, comparativamente, eram negligentes na prática genuína da piedade que envolve a justiça, a misericórdia, a fé e o amor de Deus – ver Mateus 6:1—7 e 16—18; ver também Mateus 23:23 e Lucas 11:42.  

Os Fariseus também mantinham, de forma persistente, a fé na existência de anjos bons e maus, de acordo com a angelologia desenvolvida pela literatura apocalíptica[2], especialmente aquela produzida entre os profetas Malaquias e João Batista, no período entre os testamentos. Eles também acreditavam na vinda do Messias e, tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade no Hades, seriam novamente chamados à vida pelo Messias, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família de Herodes e do governo romano, os Fariseus, de forma decisiva, sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência entre o povo comum. O historiador judeu Flávio Josefo[3] nos informa que, quando os romanos tentaram impor um decreto que obrigava, via juramento, a obediência a César, cerca de 6.000 fariseus se recusaram a assinar o documento, e isto fez com que os romanos acabassem por desistir de impor aquela lei.

Os Fariseus eram o mais visível e o mais vocal, dentre todos os grupos de inimigos que Jesus teve. Eles também se tornaram os mais ferrenhos e amargos inimigos da causa do Evangelho. Por este motivo foram duramente repreendidos por Jesus, especialmente, por causa da avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade. Mais adiante neste estudo teremos a oportunidade de observar “in loco” estas confrontações.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra

[2] Literatura Apocalíptica Classificação que é dada a um corpo literário que registra um tipo de pensamento que floresceu no judaísmo após o profeta Malaquias, e até os dias do Cristianismo primitivo – de 165 a.C. – 120 d.C. Este corpo literário foi produzido, com o fim de fornecer uma descrição de certos eventos futuros, que iriam culminar com a destruição do domínio do mal no mundo, de forma abrupta. Esta destruição é referida em alguns livros apocalípticos como absoluta, com o holocausto de tudo o que existe. Outros preferem ver este processo de destruição como uma grande purificação, por meio do fogo, e que seria seguida por uma era áurea onde os justos ressuscitados viveriam.

[3] Flavius Josephus — Flávio Josefo - nasceu em Jerusalém entre 37—38 d.C. tendo falecido em Roma entre os anos 100—110 d.C. e, cujo nome original era José Ben Matthias, era um sacerdote judeu partidário dos Zelotes — partido judeu dos tempos de Cristo, que se opunha à dominação romana, como incompatível com a soberania do Deus de Israel — e que sobreviveu a um dos muitos massacres realizados pelos romanos durante a insurreição que culminou com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. Ver artigo anterior — http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo_21.html
Talvez cansado de tantas guerras e matanças, Josefo se entregou ao então, general e, posteriormente, imperador romano Vespasiano. Por causa deste ato os judeus o consideram um traidor. Josefo era um estudioso das tradições e da história do povo judeu. Após ter se entregado a Vespasiano, Josefo serviu no exército romano sob as ordens de Tito, filho de Vespasiano. Depois a destruição de Jerusalém e da dispersão dos judeus, Josefo tornou-se o historiador oficial do povo judeu por determinação e patrocínio dos romanos. Após alguns anos como historiador, Roma concedeu a Josefo o título de cidadão romano. Suas obras foram: 1) A História das Guerras dos Judeus – escrito entre 75 a 79 d. C.; 2) Antiguidades dos Judeus – c. 95 d.C.; 3) Contra Ápion, que é uma defesa da religião judaica como existia nos dias de Josefo e contra o paganismo então existente; e 4) Vida de Josefo, que é sua autobiografia. Josefo escreveu originalmente em arábico e suas obras foram posteriormente traduzidas para o grego.