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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS – ESTUDO 024 — A PREDESTINAÇÃO DIVINA


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
CONTINUAÇÃO

Efésios 1:4—5 — Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.
e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.


1. A pré-ordenação da parte de Deus. Dessa maneira nosso chamamento é sempre um chamamento válido e garantido, pois somos convidados ou chamados ou eleitos de acordo com a pré-ordenação de Deus que decidiu derramar suas benções sobre quaisquer pessoas, movido exclusivamente por Sua própria vontade —

1 Pedro 1:1—2

1 Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,

2 eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.

Isto tudo, deve deixar bem claro, o fato de que o chamamento dos gentios, para pertencer à igreja, que é o corpo do Senhor Jesus, não é algo acidental ou secundário. Muito pelo contrário. O chamamento dos gentios para pertencerem ao povo de Deus é algo que foi decidido quando Deus estava, na eternidade passada, elaborando todo o esquema da salvação através do Senhor Jesus. É assim que nosso chamamento está conectado com a pré-ordenação de Deus a nosso respeito.

2. Nossa conformação à imagem do Seu filho, o Senhor Jesus Cristo. Quando somos alcançados pelo Evangelho, nós somos convidados a compartilhar a mesma glória experimentada pelo Senhor Jesus —

2 Tessalonicenses 2:13—14

13 Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,

14 para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Supondo exatamente o que está sendo suposto pelo apóstolo Paulo, que é o fato de que amamos a Deus, então podemos estar certos de que nosso chamamento certamente resultará na nossa glorificação como filhos de Deus à semelhança do Senhor Jesus. É por esse motivo que o nosso chamamento prova o ponto que diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mesmo no tempo presente. Todas essas coisas provam que estamos verdadeiramente destinados à glória futura. O conhecimento, a predestinação, o chamamento e a justificação só fazem sentido se o objetivo final for alcançado. E este objetivo final é a glorificação. Mas essa glorificação se concretiza em sermos conformados à imagem do Seu Filho Jesus!!

Jesus é o primogênito da nova criação entre muitos irmãos. Assim, Ele é chamado de cabeça do corpo que é a igreja! Ele é a cabeça do corpo composto por todos os redimidos. Jesus foi o primeiro ser humano a experimentar a ressurreição, algo que representa o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre. As pessoas que foram ressuscitadas por Jesus não experimentaram a ressurreição como Jesus. Todas as pessoas que Jesus ressuscitou tornaram a morrer. Jesus, ao contrário, ao experimentar a ressurreição, venceu a morte e foi levantado para experimentar um estado de glória eterna. É neste mesmo propósito que o Senhor nos promete:

João 14:19

Porque eu vivo, vós também vivereis.

Para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo — A adoção de filhos, que recebemos da parte de Deus, não se trata apenas de dizer a mesma coisa com outras palavras como alguns querem fazer parecer, quando ensinam que as doutrinas da eleição, da predestinação e da adoção são “tudo a mesma coisa”. Não é esse o caso. Como vimos eleição e predestinação são doutrinas bastante distintas e o mesmo sucede com a nossa adoção como filhos de Deus.

A palavra grega υἱοθεσίαν uiothesían que é traduzida por “adoção” nunca é usada em referência ao Senhor Jesus, pois Ele é o “Filho Unigênito” — único filho gerado — de Deus. No nosso caso, pela graça de Deus, somos adotados na família de Deus quando Deus nos concede Seu Espírito Santo —

Romanos 8:15

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

No Evangelho de João nós encontramos um excelente comentário acerca da nossa adoção para nos tornarmos membros da família de Deus. Estamos nos referindo a —

João 1:12

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.

Vamos analisar esse versículo para entendermos melhor o que significa sermos adotados na família de Deus mediante a concessão do Seu Espírito Santo.

Mas, a todos quantos o receberam — Temos sempre que nos lembrar que João escreveu seu Evangelho por volta do ano 90 da Era Cristã. Isso quer dizer que ele escreveu o Evangelho que leva seu nome cerca de 60 anos depois dos eventos terem transcorrido. Quase podemos ver o apóstolo João constatar a triste realidade acerca de que, mesmo depois de sessenta anos, a vasta maioria das pessoas, incluindo judeus, havia preferido ignorar o Senhor Jesus e Sua obra de salvação —

João 1:10—11

10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

A grande massa das pessoas em geral e os escribas[1] e fariseus[2] e as castas sacerdotais, concentradas entre os saduceus[3] em particular, haviam frontalmente rejeitado o Senhor Jesus. Independente dessa constatação, João também declara que outras pessoas, poucas é verdade, receberam ou aceitaram o Senhor Jesus. Receber a Jesus significa simplesmente crer em Jesus como fica claramente demonstrado pela parte final de João 1:12. Crer em alguém ou no nome de alguém, neste contexto, significa que confiamos naquela pessoa e no nome que a representa. O nome de alguém expressa a totalidade do ser a quem esse mesmo nome está atribuído. Quando falamos em “crer em Jesus” estamos fazendo uma referência direta à crer em Sua pessoa e na obra de salvação realizada por Ele. A estes que creram em Jesus o próprio Jesus... 

Deu-lhes o poder — Isso quer dizer que recebemos, da parte do Senhor Jesus, o direito ou privilégio de, pela manifestação do Seu poder em nossas vidas, nos tornarmos em algo que não éramos naturalmente. Como o apóstolo Paulo afirma “éramos por natureza filhos da ira como também os demais” — ver Efésios 2:3 —, mas agora fomos feitos, via adoção, em filhos de Deus!

De serem feitos filhos de Deus — Somos chamados de “filhos de Deus” por que:

1. O Pai nos adotou — ver 1 João 3:1.

2. Somos semelhantes ao Senhor Jesus, pois temos o mesmo Espírito Santo habitando em nós – Romanos 8:15.

3. Estamos intimamente relacionados ao Senhor Jesus como verdadeiros irmãos — ver Mateus 25:40 — ao ponto de que a maneira como o mundo nos trata equivaler, realmente, à forma como o mundo trata o Senhor Jesus! Dessa maneira, somos verdadeiramente “filhos do Deus Todo-Poderoso”. 

A saber, aos que creem no seu nome — Crer no nome de Jesus é o mesmo que crer em Sua pessoa —

João 2:23

Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome.

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

1 João 5:13

Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

Esse verso de João 1:12 nos ensina que:

1. Ser um filho de Deus é um grande privilégio que vai muito além de qualquer paternidade humana. Ser filho de Deus distingue o cristão com uma honra que é a mais elevada entre todas as possíveis.

2. É Deus mesmo quem nos concede esse privilégio. Não é fruto de qualquer mérito da nossa parte. É fruto da decisão de Deus derramar esta bênção sobre nós —

Efésios 2:8—9

8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

9 não de obras, para que ninguém se glorie.

João 15:16

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
3. Esta bênção é concedida somente àqueles que “creem no Seu nome”. Todos os outros são filhos do Diabo — por assemelhação — e ninguém que não possui exclusiva confiança em Deus concernente a questões do espírito e da vida comum sobre a terra pode ser considerado genuíno filho de Deus. As pessoas sem Deus gostam de se considerar “filhos de Deus”, mas o fato é que Deus não reconhece como filhos aqueles que de forma sistemática e desafiadora não confiam em Deus, aqueles que duvidam e negam o que Deus tem falado bem como aqueles que desprezam o caráter santo de Deus e insistem em ignorar o Senhor Jesus e Sua obra salvadora.

A nossa adoção como filhos de Deus é então a maior demonstração de amor que o Pai pode nos dar. Capítulos inteiros do Novo Testamento, tais como Romanos 8 e Gálatas 4 são dedicados a esse tema — ver especialmente Romanos 8:12—17 e Gálatas 4:6—7. Para o apóstolo João não existe nada mais elevado — ver 1 João 3:1. No mundo em que vivemos as pessoas estão buscando honra e glória e temos um interesse apaixonado por “grandes” homens e mulheres. Mas a grandeza e elevação neste mundo é sempre decadente e transitória. O Senhor Jesus comparou aqueles que são admirados e aplaudidos neste mundo como pessoas que já receberam seu galardão — ver Mateus 6:5. A história do rico e Lázaro e a parábola do homem rico e imprudente com relação a Deus, contadas por Jesus, desnudam de maneira abrupta a realidade que espera aqueles que entesouram para si mesmos e não são ricos para com Deus — ver Lucas 16:19—31 e 12:20— 21. Note que o rico tinha tudo nessa vida — comida, bebida, roupas finas, posição e honra. Lázaro por sua vez era mendigo, estava cheio de chagas e tinha que disputar com os cachorros as sobras dos banquetes que o homem rico dava diariamente. Jesus nos diz que os dois homens partiram desta vida e aquele que era rico, nesta vida, viu-se em um lugar de tormento sem possibilidade de ser consolado. Lázaro, por sua vez, se encontrava plenamente consolado. O mundo em que vivemos não sabe absolutamente nada acerca de verdadeira honra e da verdadeira riqueza! Não entende e não demonstra nenhuma apreciação por essas realidades. Se dissermos a uma pessoa desse mundo que ele pode se tornar em um verdadeiro filho de Deus isto nada significará para ele. Corremos o risco de sermos zombados por acreditarmos em tais “bobagens”. O próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus, não foi reconhecido como tal. As pessoas dos Seus dias não viam absolutamente nada de extraordinário em Jesus. Viam somente o filho do carpinteiro. Mas a reação dos discípulos foi bem diferente —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E nós estamos destinados a compartilhar dessa mesma glória mediante a adoção que recebemos como filhos de Deus!

Note a expressão “para ele” em Efésios 1:5. Paulo diz que Deus nos adota como filhos “para Ele mesmo”, indicando quão exclusivo e amoroso é este nosso relacionamento com o Pai!

Segundo o beneplácito de sua vontade — A palavra grega εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, traduz a idéia de alguém que está bastante satisfeito. A mesma expressão é usada para indicar “boa vontade, boa mente ou agrado” conforme pode ser visto em Lucas 2:14; Filipenses 2:13 e Lucas 12:32. Desses contextos podemos derivar a idéia de que essa palavra denota propósito ou vontade somados a benevolência. Alguns tradutores preferem representar o original grego como: “de acordo com o Seu mais benigno decreto”. Mas independentemente do significado do termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, o que nos chama a atenção nesta parte final de Efésios 1:5 é o propósito do apóstolo Paulo de estabelecer o porquê Deus escolheu as pessoas para herdarem a salvação. De acordo com o termo escolhido pelo apóstolo Paulo, essa escolha foi feita por Deus baseada no que Lhe parecia melhor dadas às circunstâncias do caso. Nenhum ser humano detinha nenhum tipo de controle ou influência sobre a pessoa de Deus naquele momento. Nenhum ser humano foi consultado nesse processo. E essa decisão de Deus não foi baseada em qualquer boa obra humana, real ou prevista por Deus. De fato, temos que reafirmar que o mundo nem sequer estava criado quando Deus escolheu aquelas pessoas que iriam herdar a vida eterna. A escolha de Deus não foi uma escolha aleatória baseada na sorte ou numa enorme roleta celestial. O termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, indica que foi uma escolha proposital.

Devido o pecado de nossos primeiros pais todos nós somos culpados e estamos condenados diante de Deus. Por sábias razões, as quais Deus preferiu não nos comunicar, Ele determinou trazer, pelo menos, uma porção de seres humanos à salvação. Para alcançar esse objetivo Deus decidiu não deixá-lo ao acaso. Deus sabia que se dependesse de nós mesmos, todos sem exceção, rejeitaríamos Sua oferta de Salvação e, a menos que um método eficiente fosse utilizado o sangue redentor seria derramado em vão.

Deus, todavia, não revelou às pessoas quais eram aquelas que Ele iria salvar nem a razão porque dentre todos os seres humanos alguns seriam particularmente levados ao céu. Ao mesmo tempo Deus decidiu tornar a oferta de salvação universal; decidiu também tornar os termos da salvação tão simples quanto possível, removendo assim quaisquer motivos justificados de reclamação. Se as pessoas não aceitam o perdão oferecido; se elas preferem buscar satisfação em seus próprios pecados; se não existe nada que possa induzi-las a aceitarem a salvação, então por que reclamam? Se as portas da prisão estão abertas e escancaradas, as correntes que prendem os prisioneiros estão soltas pelo chão e os guardas não estão mais nos seus postos e ainda assim os prisioneiros se recusam a abandonar a prisão em que se encontram, eles realmente não possuem nenhum motivo justificável para reclamar. Temos que nos lembrar sempre que os propósitos de Deus correspondem aos fatos exatamente como eles acontecem —
Efésios 1:11

Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

Assim temos que a εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito de Deus é o que rege todas as ações de Deus, todos Seus atos graciosos e toda Sua bondade para conosco. E esses atos aparecem na nossa predestinação pela graça, para partilharmos da glória de Deus, juntamente com Jesus e excluem por completo a fé, a santidade e boas obras como motivos para tais atos da parte de Deus. Como disse o profeta Jonas: “ao SENHOR pertence a salvação”! – Jonas 2:10. Jonas estava no ventre do peixe nas profundezas do mar. O que em sã conciência ele poderia fazer para salvar-se a si mesmo?

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis


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[1] Escribas - na Bíblia, pessoa versada na lei mosaica e nas sagradas escrituras, intérprete, professor. Os escribas examinavam as questões mais difíceis e delicadas da lei; acrescentavam à lei mosaica decisões sobre vários tipos, com a intenção de elucidar seu significado bem como sua extensão, e faziam isto em detrimento da verdadeira religião. Como o conselho de homens experimentados na lei era necessário para o exame de causas e a solução de questões difíceis, eles tornavam-se membros do Sinédrio; são mencionados no Novo Testamento tanto em conexão com os Fariseus como com os sacerdotes e anciãos do povo.

[2] Fariseus - Seita que parece ter iniciado depois do exílio babilônico, entre os chamados “Hassidim”, que foram os homens piedosos que se aliaram a Judas Macabeu, para combater os invasores helenistas representados pela dinastia Selêucida, da Síria. Além dos livros do Antigo Testamento, os Fariseus reconheciam na tradição oral, um padrão de fé e vida que deveria ser seguido por todos os judeus. Os Fariseus procuravam alcançar reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de piedade, tais como: lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas. Comparativamente, os Fariseus eram negligentes da genuína piedade que consistia em: justiça, misericórdia, fé e amor de Deus — ver Mateus 6:1—7 e 16—18; ver também Mateus 23:23 e Lucas 11:42 e, orgulhavam-se em suas boas obras.  Eles mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade, no Hades, seriam novamente chamados à vida pelo Messias, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família de Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência sobre o povo comum. Eram inimigos amargos de Jesus e sua causa; e foram, por outro lado, duramente repreendidos por Jesus por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

[3] Saduceus – Partido religioso judaico que existia nos dias de Cristo e que deriva seu nome da expressão hebraica צדוק — zadok — justo. Os saduceus não aceitavam, como os Fariseus, que a lei ou a tradição oral fosse parte da revelação divina ao povo de Israel. Eles criam que somente a lei escrita, outorgada por Moisés, era obrigatória para a nação israelita. Os Saduceus tinham posições teológicas bem distintas e negavam, entre outras coisas, a crença na: 1) ressurreição do corpo; 2) imortalidade da alma; 3) existência de espíritos e anjos; e 4) predestinação divina, pois afirmavam o livre arbítrio. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ — ESTUDO 021 — O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA SOBRE A IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?


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A IGREJA — ἐκκλησία: Quando a Igreja Começou?
Essa é a segunda das perguntas mais cruciais relativas à Igreja Cristã:
Quando a Igreja Cristã começou ou foi formada originalmente?

II – Quando a Igreja foi formada ou criada?
A primeira ocorrência da palavra ἐκκλησία ekklissía — Igreja, no Novo Testamento ocorre em Mateus 16:18. É o próprio Cristo quem diz: “Eu edificarei a minha igreja” — para maiores detalhes ver os estudos anteriores alistados abaixo. Com exceção de duas outras referências em Mateus 18:17, tal palavra está completamente ausente dos evangelhos. Apenas para recordar: A Igreja, Corpo de Cristo, não poderia ter seu início dinâmico, até que acontecesse o Batismo com o Espírito Santo que é o ato de Deus que cria ou forma a Igreja, o Corpo de Cristo — ver estudo anterior por meio desse link abaixo:
Todavia, devemos notar que o primeiro personagem bíblico que falou de “Batismo com o Espírito Santo” foi João Batista. De fato, João Batista disse o seguinte:
Mateus 3:11
Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
Note que no contexto de Mateus 3 e Lucas 3 onde encontramos palavras semelhantes, as expressões πνεύματι ἁγίῳ καὶ πυρί pneúmati ágio kaì purí — Espírito Santo e fogo estão em contraste e não têm funções complementares. O Espírito Santo representa a benção de Deus e o fogo representa o julgamento de Deus. Portanto, a ideia de fogo atrelada ao Espírito Santo como sinal de algo positivo é espúria aos ensinamentos do Novo Testamento. Esse dois elementos são opostos e não coadjuvantes no Novo Testamento.
Mais adiante, já no livro de Atos, Jesus diz as seguintes palavras:
Atos 1:5
Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
Portanto, naquele exato momento em que Jesus proferiu essas palavras, o Batismo com o Espírito Santo estava próximo de acontecer, mas continuava sendo algo que o futuro iria trazer.
Todavia, passados os dias mencionados por Jesus, o Livro de Atos registra uma tremenda ação do Espírito Santo de Deus, mas em nenhum momento Pedro ou qualquer outro dos apóstolos identificou aqueles acontecimentos com as promessas feitas anteriormente por João Batista e por Jesus. Pelo contrário: Pedro identificou aqueles acontecimentos com a promessa de Deus feita através do profeta Joel como podemos ler em —
Joel 2:28—32
28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões;
29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.
30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.
31 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR.
32 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar.
Nenhuma referência, nada, zero, zipo acerca daqueles fatos terem qualquer relação com a promessa relativa ao Batismo com o Espírito Santo e fogo. A propósito, quando Atos 2 fala das línguas que foram vistas sobre a cabeça dos apóstolos devemos notar que Lucas não diz que eram “línguas de fogo”, e sim “línguas, como de fogo”. É uma semântica sutil, mas está lá prá quem quiser prestar atenção no que está escrito.
Voltemos então, à nossa pergunta original: Quando a Igreja, o Corpo de Cristo teve seu início dinâmico através do prometido Batismo com o Espírito Santo?
1. Quando a igreja, o Corpo de Cristo, começou de forma dinâmica? Aparentemente a mesma jazia no futuro, segundo Mateus 16:18. Seu início continuava uma esperança ainda para o futuro em Atos 1:5. Partindo daí, para onde podemos ir para fixarmos o ponto onde começou a igreja? Normalmente Atos 2 é utilizado para marcar o início da igreja, o corpo de Cristo. Mas como provar que o Batismo com o Espírito Santo aconteceu no Dia do Pentecostes e que a igreja de fato começou, de forma dinâmica, em Atos 2 ?
2. Uma das questões mais intrigantes nessa história toda é que nem a palavra “batismo” referindo-se ao Espírito Santo e muito menos a expressão “Batismo com o Espírito Santo” aparecem em atos 2. De fato, as expressões atreladas ao Espírito Santo de Deus em Atos 2 são as seguintes:
Todos ficaram CHEIOS do Espírito Santo — Atos 2:4.
E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que DERRAMAREI do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos — Atos 2:17.
Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas DERRAMAREI do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão — Atos 2:18.
Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, DERRAMOU isto que vedes e ouvis — Atos 2:33.
Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e RECEBEREIS O DOM do Espírito Santo — Atos 2:38.
3. Não precisa ser nenhum gênio para perceber que o texto de Atos 2 não diz absolutamente nada acerca de Batismo com o Espírito Santo. Então, como tantos insistem em dizer que o mesmo aconteceu no Dia de Pentecostes como está registrado em Atos 2. Verdadeiras denominações e movimentos dentro da cristandade surgiram alegando que o Batismo com o Espírito Santo aconteceu em Atos 2, mas eles não conseguem provar que as coisas aconteceram como alegam.
4. Vejamos o que sabemos: a igreja é o corpo de Cristo e essa igreja ou corpo é formado pelo ministério do Batismo com o Espírito Santo. Diante dessas informações nós podemos afirmar, com certeza, que o mesmo dia e local onde a igreja começou é o mesmo local e dia onde o corpo de Cristo também começou, de forma dinâmica. É o dia em que também podemos afirmar com confiança, aconteceu o prometido e esperado Batismo com o Espírito Santo. Por outro lado, se pudermos mostrar onde o Batismo com o Espírito Santo teve lugar, poderemos mostrar onde a igreja começou. Creio que a variante dois é mais prática. Ou seja, vamos tentar identificar onde ocorreu o Batismo com o Espírito Santo. Isto feito, nós teremos determinado onde começou a igreja, o Corpo de Cristo.
Pra começar, devemos afirmar que o Batismo com o Espírito Santo é uma verdade totalmente ausente no Antigo Testamento. Nunca esse conceito aparece em nenhum dos seus 39 livros. O Dr. Leon Wood declara no seu livro: “O Espírito Santo no Antigo Testamento”, que: “Além de qualquer sombra de dúvida, o único ministério do Espírito Santo que não pode ser encontrado no Antigo Testamento é o do batismo”.
Quando passamos para o Novo Testamento, imediatamente percebemos que o Batismo com o Espírito Santo é mencionado por João Batista e pelo Senhor Jesus Cristo, tanto nos Evangelhos como no livro de Atos. Em todas estas passagens, o mesmo é referido como algo que está ainda para ocorrer — ver Mateus 3;11; Marcos 1:8; Lucas 3:16; João 1:26—28, 31—34, Atos 1:5. Em todos esses versos a ideia central é: “João na verdade batizou-vos com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo”.
A afirmação contida em Atos 1:5, na qual o Senhor Jesus diz que os apóstolos seriam batizados com o Espírito Santo, não muito depois daqueles dias, continua projetando o evento para o futuro, apesar de notarmos que o mesmo já se encontrava bem próximo de ser concretizado.
O problema que surge diante de nós é: como podemos saber com certeza que o batismo com o Espírito Santo ocorreu em Atos 2, no dia de Pentecostes? Apesar de todo o simbolismo e do derramamento incomum do Espírito Santo naquele dia, ninguém pode afirmar categoricamente, baseado em Atos 2, somente, que o Batismo com o Espírito Santo teve, de fato, lugar naquele dia de Pentecostes. A verdade é que nem os cristãos reunidos naquele dia compreenderam, de forma plena, o que havia se passado. Alguns dos fenômenos ocorridos naquele dia puderam se claramente distinguido pelos discípulos. Todavia, o Batismo com o Espírito Santo não foi percebido, nem notado por nenhum dos apóstolos. Isso explica o absoluto silêncio dos mesmos quanto ao Batismo com o Espírito Santo com respeito aos acontecimentos narrados em Atos 2.
O motivo dessa incapacidade de percepção por parte dos apóstolos não se devia a algum tipo de limitação da parte deles. Apesar de terem seus cinco sentidos em perfeito funcionamento, nenhum dos apóstolos reunidos no dia do Pentecostes, incluindo o próprio apóstolo Pedro, foram capazes de perceber que no meio de tudo aquilo eles também estavam sendo batizados com o Espírito Santo. O motivo para essa falta de percepção é uma, e uma apenas: o Batismo com o Espírito Santo é uma ato de Deus na história semelhante a outros fatos, tais como: 1) o nascimento e a vida de Jesus Cristo; 2) a morte de Jesus Cristo sobre a Cruz no monte Calvário; 3) a gloriosa ressurreição de Jesus; 4 a ascensão de Jesus Cristo ao céu. Assim também acontece com o Batismo com o Espírito Santo de Deus. Trata-se de um ato único e exclusivo vindo da parte de Deus, por meio de Jesus, para dentro da história da humanidade.
Temos que nos dar conta que nós não experimentamos nenhum desses atos de Deus em nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é nos apropriar dos mesmos pela fé. É assim que podemos nos identificar com a vida sem pecado do Senhor Jesus e sermos revestidos com a mesma — ver Romanos 13:14;  Gálatas 3:27. De modo semelhante nós podemos dizer que morremos juntamente com Cristo no mesmo dia em que Ele morreu, pela fé — ver Romanos 6:3; Colossenses 3:3. Também é pela fé que podemos declarar para todos que fomos ressuscitados juntamente com Cristo — Romanos 6:11; Colossenses 3:4. E é somente pela fé que nos sentimos confortados com a realidade que estamos, agora mesmo, sentados juntamente com Cristo à destra de Deus, nosso pai — ver Efésios 1:20—23. Para confirmar essas afirmações de forma mais abrangente, o leitor deverá fazer uma leitura vagarosa e cuidadosa de Romanos 6 e Efésios 1. O mesmo é verdadeiro com o que estamos chamando de Batismo com o Espírito Santo. Nós tomamos posse do mesmo através da fé e não porque experimentamos alguma coisa. Pela fé nós cremos que fomos todos batizados em um mesmo Espírito e a todos nós foi dado beber de um mesmo Espírito. Isso quer dizer que, com relação a termos sido batizados com o Espírito Santo e do fato que compartilharmos todos de uma mesmo Espírito Santo, o seguinte:
1. O Batismo com o Espírito Santo nos coloca em Cristo e nos une ao Senhor no Seu corpo que é a Igreja de Cristo, da qual o próprio Jesus é cabeça do corpo.
2. Além disso, nós compartilhamos um mesmo Espírito, porque estamos unidos uns aos outros de um modo tal, que nosso progresso e bem estar espirituais dependem dessa união funcionar na prática.
Da mesma maneira como não podemos experimentar o nascimento de Jesus, nem a própria vida que Jesus viveu, nem seu sofrimento sobre a cruz, nem sua ressurreição gloriosa, nem sua ascensão ao céu, assim também não podemos experimentar o batismo com o Espírito Santo. Ou seja: O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É ALGO NÃO EXPERIMENTAL. Esse é o verdadeiro motivo porque a igreja primitiva passou pelo mesmo sem perceber o que estava acontecendo, uma vez que o mesmo não é experimental. Quando foram batizados com o Espírito Santo, os discípulos não sentiram nada: nem frio na espinha, nem tremedeira nas pernas, não caíram para trás e muito menos falaram em línguas estranhas ou fizeram quaisquer tipos de sinais e maravilhas. De fato, eles não tinham a menor ideia que haviam sido batizados com o Espírito Santo, em meio a todas aquelas outras manifestações do Espírito Santo — ficaram cheios do Espírito Santo, falaram em línguas estrangeiras, o Espírito Santo foi derramado sobre eles, etc. Mas como podemos saber, com certeza absoluta, que o Batismo com o Espírito Santo aconteceu de fato no Dia do Pentecostes e que o mesmo é algo não experimental?
É em Atos 10 e 11 que vamos encontrar o que pensávamos que estava em Atos 2. Em Atos 10 nos encontramos com a narração de uma visão que Pedro teve no topo de uma casa, na cidade de Jope, e de como o Senhor o enviou aos gentios, mesmo que Pedro os considerasse impuros, do ponto de vista cerimonial. Na visão que Pedro teve, Deus mostrava claramente ao apóstolo que ele não deveria chamar de impuro aquilo que era chamado de puro por Deus. Enquanto Pedro pensava no sentido da visão, dois homens bateram à porta da casa onde ele estava, tendo sido enviados pelo centurião Cornélio, que morava na cidade de Cesareia Marítima. Aqueles homens perguntaram se Pedro estava hospedado ali. Enquanto Pedro ponderava na visão, o Espírito disse-lhe:
Atos 10:20
Levanta-te, desce e vai ter com eles. De nada duvides, pois eu os tenho enviado.
Pedro foi até a casa de Cornélio em Cesareia Marítima e, em Atos 10: 44—48, nós temos a descrição do que ocorreu enquanto Pedro estava proclamando — ou pregando — o Senhor Jesus Cristo. Bem no início do sermão de Pedro — ver Atos 11:15 — o Espírito Santo caiu sobre os que ouviam a Palavra de Deus e os cristão hebreus, que o acompanhavam — ver Atos 10:23 — ficaram abismados que o dom do Espírito Santo tivesse também ἐπέπεσεν epépesen — caído  sobre os gentios. Note que Lucas não diz que os gentios foram, naquele instante, Batizados com o Espírito Santo. Pelo contrário, ele reconhece que o Espírito Santo foi, outra vez ἐκκέχυται ekkéchitai — derramado. Como prova que o derramamento ou queda do Espírito Santo sobre os gentios era algo genuíno, aquelas pessoas começaram a falar em línguas e a magnificar Deus — ver Atos 10:46. Tudo isso levou Pedro a concluir, perguntando: “Porventura pode alguém recusar a água para que não sejam batizados estes, que assim como nós, receberam o Espírito Santo?” Note que Pedro diz que os gentios “receberam” o Espírito Santo e não que haviam sido Batizados com o Espírito Santo.
Em resumo, com relação ao Espírito Santo, essa passagem de Atos nos diz o seguinte:
1. O Espírito Santo “caiu” sobre aquelas pessoas — Atos 10:44.
2. O Espírito Santo foi derramado sobre aquelas pessoas — Atos 10 45.
3. Aquelas pessoas receberam o Espírito Santo — Atos 10:47.
Nenhuma palavra é dita acerca do fato daquelas pessoas terem sido batizadas com o Espírito Santo, apesar de falarem em línguas estrangeiras e engrandecerem a Deus como os cristãos haviam feito, exatamente, no Dia do Pentecostes em Atos 2.
Tudo isso criou um verdadeiro furor dentro da Igreja reunida em Jerusalém. Uma reunião foi convocado e a “associação ministerial de Jerusalém” exigiu que Pedro explicasse o que havia ocorrido na casa do gentio Cornélio. Então, Pedro, conforme lemos em Atos 11:4 em diante, fez um apanhado histórico expondo as coisas em ordem, dizendo — literalmente as Escrituras declaram que Pedro começou no principio e explicou os fatos em ordem lógica e cronológica, passo a passo, tanto do que tinha ocorrido antes da sua ida à casa de Cornélio, bem como o que acontecera depois que ele havia começado a pregar. O coração da sua explanação encontra-se em Atos 11:15—18, onde Pedro diz: Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio. ENTÃO ME LEMBREI DA PALAVRA DO SENHOR QUANDO DISSE: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida”. Ou seja, os irmãos em Jerusalém reconheceram que os gentios também haviam sido batizados com o Espírito Santo no Dia de Pentecoste conforme a narrativa de Atos 2. O Batismo com o Espírito Santo não foi referido em Atos 2, porque como já dissemos o mesmo não é experimental. É um ato de Deus na história e não repercute entre os seres humanos através da manifestação de línguas estranhas, nem de sinais ou maravilhas praticados por aqueles que são beneficiados com o mesmo.
Note que Pedro admite que foi somente na casa de Cornélio — Atos 10 — que ele conseguiu relacionar a promessa de Jesus feita em Atos 1:5 com os acontecimentos que se passaram em Atos capítulo 2. Pedro reconhece, tardiamente, que o Batismo com o Espírito Santo havia acontecido conforme prometido por Jesus, mas que nem ele, nem ninguém foi capaz de reconhecer o mesmo como algo real e que pudesse ser experimentado de alguma forma. O Batismo com o Espírito Santo veio e passou como todos os acontecimentos relativos à vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. O Batismo com o Espírito Santo criou, de uma única vez vez, a Igreja, enquanto corpo de Cristo. Á medida que o tempo passa e os escolhidos recebem o chamado irresistível da graça de Deus, cada geração vai se apropriando de todos os benefícios que a vida, a morte, a ressurreição, e a ascensão de Jesus, além do batismo com o Espírito Santo, trazem sobre nossas vidas – ver Romanos 8:29—30.
Como disse o apóstolo Paulo em Efésios 1:8, Deus derramou sua graça sobre nós de forma abundante — literalmente a expressão grega περίσσενω perísseno — quer dizer “extravagante”! E isso ele fez com toda sabedoria e prudência.
Mas e a questão representada pela expressão πυρί purí — fogo? Antes de terminar precisamos dar atenção a essa questão. Afinal de contas o Batismo a que Jesus submeteu Sua Igreja no Dia do Pentecostes, também se relacionava com todas as pessoas de todas as eras. Pois, conforme havia sido anunciado por João Batista, o Batismo que viria seria com πνεύματι ἁγίῳ καὶ πυρί pneúmati ágio kaì purí —  Espírito Santo e fogo. Já tivemos a oportunidade de falar acima que esses dois termos, Espírito Santo e fogo, estão em oposição um ao outro. Eles não se complementam de nenhuma forma. O Espírito Santo nos mostra a bênção de Deus, enquanto o fogo, por sua vez, aponta para o juízo de Deus. Vamos elaborar um pouco mais essa questão para o benefício de todos os nossos leitores.

O Espírito Santo representa vida, união, poder e etc. Mas a expressão πυρί purí — fogo, já é outra conversa completamente diferente. Muitos falsos mestres e grandes enganadores pegaram essa palavra e a transformaram em algo positivo. Eles fundiram as duas expressões e criaram algo novo, uma nova expressão inventada por eles mesmos, como eles costumam dizer: “o fogo do Espírito Santo”. Essas expressões não existem nas Escrituras Sagradas: nem “Fogo do Espírito” e muito menos, “Fogo do Espírito Santo”. Portanto qualquer oferta que promova um derramamento ou mover do Espírito Santo que junte as expressões, “fogo” com “Espírito” não passam de conversa fiada para enganar pessoas ingênuas e que não conhecem as Escrituras.
 
Quando João Batista fala de “fogo” ele está fazendo uma referência direta ao juízo de Deus. Enquanto a expressão Espírito Santo significa vida e vida eterna EM CRISTO, o fogo é representativo da condenação e da danação eterna no inferno. O Próprio João deixa isso bem claro ao afirmar, em seguida:

Mateus 3:12

A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.

João Batista está falando de Jesus Cristo ao dizer: A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. Assim, o trigo é recolhido pelo Batismo com o Espírito Santo para dentro do grande celeiro que é a Igreja, o Corpo de Cristo, enquanto a palha é queimada com fogo inextinguível mediante o Batismo com fogo. O destino do trigo e da palha foram completamente e de uma vez por todas, selados no Dia do Pentecostes descrito em Atos 2. Daí nós podemos concluir o seguinte:
1. O Batismo com o Espírito Santo e com fogo são simultâneos, e:

a. São atos de Deus na História.

b. Não são experimentais.

c. Não podem ser repetidos.

d. O Batismo com o Espírito Santo cria, em perfeita unidade, o Corpo de Cristo,      sua Igreja.

e. O Batismo com fogo condena ao fogo eterno todos aqueles que não são batizados com o Espírito Santo.

Existe aqui, todavia, uma questão muito importante que precisamos mencionar e que é: Como Jesus Experimentou o Batismo com Fogo a nosso favor.

1. Não haveria salvação e nenhum de nós estaria isento do fogo do inferno, se Jesus não tivesse experimentando a morte eterna — absoluta separação de Deus em meio a um fogo inextinguível — a nosso favor.  Jesus falou acerca dessa realidade, desse batismo de fogo, em:
Lucas 12:49—51
Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize! Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão.
2. O batismo ao qual Cristo faz referência aqui é o batismo de fogo, mencionado por João Batista e que o levou a sofrer a pesada angústia na noite em que foi traído, porque ele sabia o que aquele batismo significava — separação de Deus por todo a eternidade em meio a chamas inextinguíveis!
3. Jesus enfrentou a cruz, recebeu em seu próprio corpo o Batismo de fogo e clamou com grande desespero: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? — ver Marcos 15:34.
Conclusão:
De tudo o que falamos aqui nesse estudo as conclusões são as seguintes:
A. O Batismo com o Espírito Santo é uma ato de Deus na História.
B. Como um ato de Deus na História o mesmo não pode ser repetido.
C. Como um ato de Deus na história o mesmo não é experimental, i.e., não se trata de algo que podemos experimentar ou pedir ao Senhor para nos conceder tal tipo de experiência.
D. O Batismo com o Espírito Santo criou, de uma única vez, aquilo que chamamos de Igreja, o Corpo do qual Jesus é o cabeça.
E. O Batismo com Espírito Santo nos coloca no corpo de Cristo, junto com todos os crentes de todas as épocas – leia com atenção Hebreus 12:19—29. Por esse motivo:
1. Todos nós estamos indelevelmente unidos ao Senhor Jesus Cristo e mantemos todos, rigorosamente uma mesma posição: EM CRISTO. Por esse motivo não pode e nem deve existir ninguém que possa ser considerado “superior” ou “inferior” no Corpo de Cristo, que Sua Igreja.
2. Em Segundo lugar estamos todos unidos uns aos outros, também de forma indelével, de um modo tal, que nosso bem estar e crescimento espiritual depende da intensidade do nosso relacionamento uns com os outros — ver 1 Pedro 1:22—23.

E. O mandamento de amar uns aos outros assume vários aspectos e pode ser manifestado de muitas maneiras diferentes. Veja alguns exemplos:
Romanos 15:7 — Acolhei-vos ou aceitai uns aos outros.
Romanos 16:16 — Saudai uns aos outros.
1 Coríntios 12:25 — Tende o mesmo cuidado de uns para com os outros.
Efésios 4:2 — Suportai-vos uns aos outros.
Efésios 5:21 — Sujeitai-vos uns aos outros.
Tiago 5:16 — Confessai os vossos pecados uns aos outros.
Colossenses 3:13 — Perdoai-vos mutuamente.
Romanos 14:13 — Não nos julguemos uns aos outros.
Tiago 5:9 — Não vos queixeis uns dos outros.
Gálatas 5:15 — Não vos mordais nem devoreis uns aos outros.
Gálatas 5:26 — Não provoqueis uns aos outros. Não tenham inveja uns dos outros.
Colossenses 3:9 — Não mintais uns aos outros.
Tiago 4:11 — Não Faleis mal uns dos outros.
Romanos 14:19 — Segui as coisas da edificação de uns para com os outros.
Colossenses 3:16 — Instruí-vos mutuamente.
1 Tessalonicenses 5:1 — Consolai-vos mutuamente.
 Romanos 15:14 — Admoestai-vos uns aos outros.
Efésios 5:18—20
Falai entre vós com salmos, louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Gálatas 5:14 — Sede servos uns dos outros.
Gálatas 6:2 — Levai as cargas uns dos outros.
1 Pedro 4:9 — Sede mutuamente hospitaleiros.
Efésios 4:32 — Sede uns para com os outros benignos.
Tiago 5:16 — Orai uns pelos outros.
F. Independentemente de tudo o que temos falado, desde o final do século XIX e o início do século XX, muitos têm insistido num batismo espúrio com o Espírito Santo, como uma segunda experiência da vida cristã, além da experiência da salvação. Num estudo complementar que será publicado em breve você poderá encontrar alguns fatos que explicam, em certa medida, a gigantesca confusão em que nos encontramos metidos nos dias de hoje por causa desses falsos ensinamentos acerca do Batismo com o Espírito Santo. Vale à pena ler para, pelo menos, se informar dos fatos.
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Alexandros Meimaridis 
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