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domingo, 23 de abril de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 028 – A DEFESA DE ESTEVÃO – PARTE 002 - DEUS ESTÁ EM TODO LUGAR


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Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Texto: Atos 7:9—16
Introdução

A. Na mensagem anterior começamos a falar do sermão pregado por Estevão diante do Sinédrio.

B. A história de Estevão funciona no livro dos Atos como um momento de transição, porque depois de seu apedrejamento e morte, os cristãos, com exceção dos apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria — ver Atos 8:1b.

C. A morte de Estevão também marca uma mudança definitiva na história da salvação por causa do advento de Jesus que trouxe à plena luz o que Deus estava fazendo —

2 Coríntios 5:18—19

18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,

19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

D. Naqueles dias, o custo foi a morte de Estevão, que foi o primeiro mártir da fé cristã. Mas a morte de Estevão não foi em vão porque seu longo sermão foi ouvido — ver Isaías 55:11 — por um homem chamado Saulo que, em seguida, seria o responsável pelo apedrejamento de Estevão. Mas a Palavra de Deus é poderosa para destruir fortalezas de pensamentos —

2 Coríntios 10:4—5

4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas

5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

Estevão plantou as sementes daquilo que viria a se tornar mais adiante, através de revelações divinas, uma teologia onde a Igreja aparece como o topo da história da redenção —

Efésios 3:10

Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.

E. Estevão foi verdadeiramente um homem muito adiante do seu próprio tempo. Ele foi o primeiro a compreender as grandes implicações da morte e ressurreição de Cristo e o estabelecimento da Nova Aliança.

F. O sermão pregado por Estevão é o mais longo de todos os discursos registrados no livro de Atos.

G. Usando seu conhecimento das histórias do Antigo Testamento, Estevão narra dessas mesmas histórias vários fatos visando estabelecer de forma bastante sólida os seguintes pontos:

1. Que o Deus da Glória se manifesta onde quer, a quem quer e com quer.

2. Que o Deus da Glória é um Deus Móvel que não pode ser restrito a uma localidade, seja cidade, seja estado, seja país, apenas. Ele está em todos os lugares.

3. Que a circuncisão foi dada como um sinal da Antiga Aliança e que a expectativa de Deus sempre foi a transformação do coração do Seu povo e nunca o estabelecimento de uma religião formal, mas de uma vida verdadeira baseada em um relacionamento sincero entre o povo e Deus —

Deuteronômio 10.16

Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.

Jeremias 4:4

Circuncidai-vos para o SENHOR, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras.
·     
     H. Vamos continuar a analisar o sermão de Estevão e ver o que mais ele tem para nos ensinar, acerca das
 BASES SOBRE AS QUAIS ESTÁ FUNDAMENTADA A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO — PARTE 2
I. A Historia de José
A. Os patriarcas — filhos de Jacó — tinham inveja de um de seus irmãos, José, e acabaram vendendo-o para o Egito. Mas Deus — que está em todos os lugares — estava com José no Egito. Ver Atos 7:9.

B. No Egito, Deus estava com José e o ajudou a se livrar de suas aflições bem como a se tornar governador de toda aquela terra. Ver Atos 7:10.

C. Enquanto isso em Canaã havia uma grande fome e Jacó enviou os patriarcas — os mesmos que tinham vendido José para o Egito – para irem até o Egito buscar mantimentos, não apenas uma vez, mas duas vezes onde tiveram que negociar diretamente com José — ver Atos 7:11—13.

D. José manda buscar seu pai Jacó o qual peregrina até o Egito e lá, Jacó, José e todos os outros patriarcas morreram — sem herdar a terra de Canaã, é claro. Com exceção de José, Jacó e seus outros filhos foram transportados de volta e sepultados na terra de Canaã — ver Atos 7:14—16.

II. A Ênfase sobre a Mobilidade do Deus da Glória

A. Da mesma forma como havia sido surpreendente a manifestação do Deus da Glória na região da Mesopotâmia, que nos dias do pai de Abrão contava com uma coleção não inferior a 500.000 — quinhentas mil — divindades de todos os tipos.

B. Assim também é surpreendente que, de todos os lugares, onde o Deus da glória poderia se manifestar, ele também tenha escolhido fazê-lo em outro pais — o Egito — que era politeísta ao extremo e que possuía uma teologia e práticas mágicas bem estabelecidas.

C. Como Deus esteve com Abrão na Mesopotâmia, agora ele estava acompanhando José no Egito.

D. Esse fato nos conduz a outra verdade muito importante: o povo de Deus é um povo peregrino;

III. O Povo de Deus como um Povo Peregrino

A. O Povo de Deus foi sempre um povo peregrino.

B. Abraão foi peregrino. O mesmo é verdade com relação à Isaque e Jacó.

C. O povo de Israel foi peregrino e por este motivo Deus ordenou:

Levítico 19:33— 34

Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis. Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

D. O Exemplo que nos foi deixado e que devemos imitar encontra-se descrito em —

Hebreus 11:13—16

13 Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

14 Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.

15 E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

16 Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

Hebreus 13:14

Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

1 Pedro 2:11

Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.

Contra estas paixões o único remédio efetivo é a palavra de Deus —

Salmo 119:11

Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.


Conclusão

A.. Não é difícil identificarmos José como um tipo do Senhor Jesus

1. A inveja dos irmãos de José é semelhante à inveja que a liderança judaica sentia com relação a Jesus!

2. José é novamente comparado a Jesus, pois as palavras de Pedro ainda ecoavam nos seus ouvidos quando disse:

Atos 2:36

Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

3. A comparação entre José e Jesus prossegue. Apesar de ser maltratado e até crucificado Jesus está pronto para perdoar e estender a reconciliação a seus algozes como José fez com os seus irmãos que o haviam vendido como escravo para o Egito.

B. O Deus da Glória é um Deus móvel. Aqui existem duas implicações:

1. Ele não pode ser encaixotado nem feito refém ou prisioneiro de nenhum tipo de construção, mesmo a mais gloriosa.

2. Todas as construções, especialmente as megalomaníacas, que pretendem acomodar Deus são, em realidade, ofensivas ao Senhor.

C. Nos dias do Novo Testamento, para que a verdadeira fé no Deus que está em todo lugar pudesse se firmar, o Templo em Jerusalém precisava ser destruído. Jesus nos ensinou duas verdades a esse respeito.

1. Ele era, em sua própria pessoa, maior que o Templo em Jerusalém — ver Mateus 12:16.

2. Jesus considerava seu próprio corpo o verdadeiro templo de Deus, onde todo o povo do Senhor seria congregado — ver João 2:13—22.

D. Que o Deus da glória, se digne a caminhar junto conosco enquanto atravessamos esse mundo sombrio e que nunca venhamos a ofendê-lo sob a pretensão de construir uma casa para honrá-lo. 

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8


SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-028-defesa-de.html

SERMÃO 029 – A DEFESA DE ESTEVÃO – Parte 3 — Atos 7:17—43

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

Que Deus abençoe e nos ajude a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 017 - O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA ACERCA DA IGREJA - PARTE 005 - AS METÁFORAS ACERCA DA IGREJA


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O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja — Parte 005


III. AS METÁFORAS ACERCA DA IGREJA DE JESUS


Existem na Bíblia inúmeras metáforas[1] aplicadas ao povo de Deus. No Novo Testamento o povo de Deus foi chamado de: família, noiva, vinha, edifício, reino e rebanho de ovelhas. Mas a metáfora mais importante é aquela que compara a Igreja — ἡ ἐκκλησία ekklissía — com o Corpo de Cristo. Todas as metáforas anteriores possuem um termo relativo correspondente no Antigo Testamento. A metáfora do Corpo, todavia, é introduzida no Novo Testamento, e é exclusiva da Nova Aliança.

A. A Implicação número 1 da ἐκκλησία ekklissía igreja, como corpo de Cristo, é: UNIDADE.

Existem no Novo Testamento inúmeras passagens que nos ensinam acerca da unidade fundamental que existe na ἐκκλησία ekklissía. Esta unidade é tanto dos crentes individualmente com o Senhor, como uns com os outros.

1 Coríntios 12:12

Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.

O corpo é corpo somente quando reconhece esta unidade!

Efésios 5:23

Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.

Apesar desta verdade, alguns irmãos acham que eles é que são a cabeça da igreja!


1. Como é que alguém se torna parte da igreja que é o corpo de Cristo?

1 Coríntios 12:13 tem a resposta:

Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

Os cristãos constituem uma unidade, porque a salvação através de Jesus Cristo é o ponto inicial da unidade. Nós devemos nos esforçar por preservar essa unidade e nunca devemos fazer nada para tentar “criá-la” —

Efésios 4:3

Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

2. O que é o Batismo com o Espírito Santo?

É sermos colocados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo que é a igreja. O Batismo com o Espírito Santo não é e nunca foi uma “segunda experiência” como ensinada pelas denominações pré-pentecostais, pentecostais, de terceira e quarta onda de todos os matizes, nos últimos 130 anos.

Mas não fomos somente colocados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo. A cada um de nós, que cremos em Jesus, também nos foi concedido “beber de um só Espírito”. Isto é uma metáfora para indicar que o Espírito Santo veio habitar dentro de cada um de nós que cremos em Jesus. Cada crente e todo crente é habitado pelo Espírito de Deus e é parte da unidade que o Espírito Santo forma no corpo de Cristo que é a igreja — ver Romanos 8:9 e Efésios 4:3. Além disso, todo e cada crente foi ungido por Deus com o Espírito Santo e recebeu o Espírito Santo como selo e penhor  — garantia —

2 Coríntios 1:21—22

21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus,

22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.

Não existem supercrentes! Não existe nenhuma unção especial. Cada crente precisa se consagrar completamente a Jesus Cristo e se deixar absorver integralmente pelo Espírito Santo.

A unidade da igreja não está baseada, portanto, em relacionamentos artificiais nem organizacionais. Apesar dessas verdades, ainda assim existem pessoas que preferem se separar, “formar panelas” com outras pessoas que pensam e agem da mesma maneira. A dicotomia que existe, de forma tão evidente, entre o “povão”, no dizer de um pastor presbiteriano da nossa cidade e os “ministros”, entre o “nós e o eles” é tão escandalosa que deveria nos fazer corar de vergonha, só pensarmos em promover tamanha iniquidade. Somos UM no Senhor e nenhum crente possui absolutamente nada em que ele possa se gloriar ou usar para se mostrar arrogante com relação a outros crentes!

3. Como é o organograma da igreja corpo de Cristo é bem simples:

JESUS CRISTO É O CABEÇA DO CORPO QUE É A IGREJA
 
O CORPO DE CRISTO, QUE É A IGREJA É COMPOSTO POR CADA UM E TODOS OS CRENTES QUE ESTÃO EM CRISTO

a. A ἐκκλησία ekklissía — igreja é uma noiva com um só esposo; um rebanho com um só pastor; um jogo de ramos pertencentes a uma só vinha; um reino com um só rei; uma família com um só pai; um edifício com um só fundamento e um corpo com uma só cabeça que é Jesus Cristo!

b. A ἐκκλησία ekklissía — igreja em Corinto estava dividida em vários grupos. Uns diziam que eram de Paulo, outros diziam que eram de Apolo e outros ainda diziam que eram de Cefas ou Pedro. Mas havia um grupo, “mais espiritual”, que dizia que era de Cristo — ver 1 Coríntios 1:12. O apóstolo Paulo cheio de indignação pergunta:

1 Coríntios 1:13

Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?


E mais adiante conclui dizendo:

1 Coríntios 3:21—23

Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus.

Tudo o que foi dito acima demonstra quão equivocada e abusiva é a tentativa contemporânea de unir, visivelmente, a igreja sob o tacão dos modernos autodenominados Apóstolos e Profetas. Não compreendendo que a unidade fundamental da igreja é algo que já existe, esses senhores insistem em buscar uma unidade visível e alienígena, baseada no que existe de pior, que é a distinção já mencionada entre o “nós” e o “eles” — ver acima.

Assim sendo, devemos andar de forma prática, de acordo com o chamado que recebemos e com a posição de plena unidade que temos “em Cristo” —

Efésios 4:1

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados.


B. Este andar deve levar em conta as seguintes verdades:


1. Todos os crentes estão “em Cristo” e isto quer dizer que além de sermos um, temos todos, rigorosamente, a mesma posição. Assim sendo, ninguém é superior nem inferior a outrem. Este fato é um impulso que Deus nos dá visando nos ajudar a preservar a unidade que temos pela ação do Espírito Santo. O surgimento de castas sacerdotais, seja na forma de Apóstolos e Profetas, seja na forma de Reverendos, Pastores, Doutores e outras formas similares no seio da ἐκκλησία ekklissía — igreja, é o fator número um do porque as comunidades encontram-se tão fragmentadas. O personalismo e o individualismo de algumas dessas pessoas chega a ser imoral.

2. Jesus aboliu todas as barreiras de nacionalidade, raça, classe social e sexo para com isto poder criar uma nova humanidade genuinamente unida —

Romanos 10:12

Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.

Gálatas 3:28

Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.



Efésios 2:11—22

11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas,

12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,

16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.

17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto;

18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.

19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,

20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;

21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,

22 no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.

Colossenses 3:11.

No qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.

Apesar de tudo isso, a maioria daqueles que se chamam cristãos não aceitam e nem permitem serem controlados por estas verdades. Estes não entendem que em Cristo toda a discriminação termina. Na ἐκκλησίαekklissía — igreja que Jesus criou e da qual Ele, Jesus, é o cabeça, distinções não podem ser toleradas!


Note como todos os crentes, indistintamente, são chamados de:


Concidadãos — Efésios 2:19.

Co-herdeiros — Efésios 3:6.

Coparticipantes — Efésios 3:6.

Membros uns dos outros — Romanos 12:5.


Esta questão da unidade é tão crucial que o Senhor Jesus orou especificamente acerca deste assunto —

João 17:20—21

20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;

21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

Note a implicação: quando formos supersensíveis às necessidades uns dos outros — unidade — o mundo irá crer que Jesus é o enviado de Deus.

Para nos ajudar nesta missão de unidade o Senhor Jesus nos deu a mesma glória que recebeu do Pai —

João 17:22—23

22 Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;

23 eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.

E o que é esta glória que Ele nos deu? A resposta não é o que é esta glória, e sim, quem é “esta glória”! A glória que o Senhor Jesus nos deu é o Espírito Santo —

1 Pedro 4:14

Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
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019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
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020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
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023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
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024 — A DISCIPLINA DA IGREJA — PARTE 001 — O DISCIPULADO

Que deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1]  Metáfora — Figura de linguagem que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado; translação.

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