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sábado, 16 de setembro de 2017

JOÃO 15 - SERMÃO 004 — PRODUZINDO FRUTOS — João 15:4—5


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Esse artigo é parte da série onde expomos o Salmo 86 e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para os outros estudos.

PERMANECENDO EM CRISTO

Uma Exposição Bíblica e Teológica de João 15

Introdução:

A. Jesus é a “Videira Verdadeira”. O Pai de Jesus, que é Deus, é o “Agricultor”. VERSO 1.

B. Nós somos os ramos da videira e somos objetos da atenção especial do Agricultor que 15:2.

C. Parte desse cuidado envolve:

1. αἴρει aírei — cortar fora ou afastar o que está ligado a algo.

2. καθαίρει  — kathaírei — limpar sujeira e impurezas. Podar uma videira de ramos desnecessários. Metaforicamente, expiar ou pagar pela culpa.  

D. E foi exatamente para isso que Deus enviou Seu Filho ao mundo, para que ele pudesse expiar ou receber o justo castigo que nossos pecados mereciam. A Bíblia diz o seguinte:

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

E. Nós merecíamos morrer eternamente — ser separados de Deus por toda a eternidade — mas Jesus veio, tomou o nosso lugar e recebeu, Ele mesmo, o justo castigo que nossos pecados mereciam —

1 Pedro 2:24

Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

F. Uma vez perdoados por Jesus e plenamente reconciliados com Deus é necessário PERMANECER EM CRISTO, porque somente dessa maneira iremos produzir o fruto necessário para alimentarmos outras pessoas, conforme vimos que é necessário, na mensagem anterior.

G. Hoje queremos concentrar nossa atenção nesse fruto que todos devemos estar sempre produzido para:


1. A Glória de Deus!


2. O Engrandecimento do Nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


PRODUZINDO FRUTO COMO VERDADEIROS DISCÍPULOS


I. Permanecendo em Cristo Para Produzir Fruto, Muito Fruto.

A. Para podermos produzir fruto é necessário PERMANECER em Cristo — VERSO 4.

B. Qual é o significado dessa expressão: PERMANECER?  A expressão grega é μείνατε meínate — significa: permanecer, ficar, continuar presente.

C. Isso que dizer o seguinte: para permanecer precisamos deixar de ser superficiais. Temos que nos fixar de um modo que sejamos verdadeiros.

D. Se permanecermos mesmo em Cristo, nós temos que dar evidências claras de que temos um compromisso sério com o Senhor. Não podemos ter um relacionamento superficial com Jesus e achar que tudo irá acabar bem.

E. Permanecer firmes em Cristo é a única prova concreta de que verdadeiramente estamos unidos com Ele.

F. Jesus nos adverte com as seguintes palavras:

Lucas 8:14

A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados (ansiedade), riquezas e deleites (prazeres) da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.

G. Quando permanecemos num relacionamento profundo com Cristo, Ele nos promete o seguinte: permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.

H. Somente o verdadeiro crente, aquele que habita em Cristo pode fazer esse tipo de afirmação: Jesus permanece em mim!

II. Alguns Frutos Espirituais Mencionados na Bíblia.

A. Nós produzimos fruto quando compartilhamos o evangelho com outros e os ajudamos a se aproximarem de e se reconciliarem com Deus:

Romanos 1:13 —16

13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.

14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;

15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.


B. Nós produzimos fruto quando nos tornamos ceifeiros nos campos do Senhor:

João 4:35—38

35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.

36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro.

37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro.

38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

C. Nós produzimos fruto quando crescemos em santidade e obediência aos mandamentos do Senhor:

Romanos 6:22

Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.

D. Nós produzimos fruto quando contribuímos financeiramente para ajudar na obra de Deus:

Romanos 15:28 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Depois que eu terminar esse trabalho e que entregar toda a oferta que foi recolhida para eles, viajarei para a Espanha e no caminho visitarei vocês — NTLH.

E. Nós produzimos fruto quando manifestamos um caráter controlado pelo Espírito Santo que demonstra o FRUTO DO ESPÌRITO, em Sua plenitude:

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

F. Nós produzimos fruto quando louvamos a Deus:

Hebreus 13:15

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

III. Uma Advertência Solene.

A. Muitas dessas coisas podem ser falsificadas por nossa própria carne pecaminosa, mas o engano dura pouco, porque o fruto falso não tem em si a semente para continuar se reproduzindo.

B. Quando a obra é humana ela não continua — esse é o motivo porque muitas igrejas precisam inventar novidades e todos os dias elas têm que ter alguma coisa nova, algum atrativo para continuar fazendo as pessoas virem aos seus programas.

C. O fruto produzido pelo Espírito tem, em si mesmo, a semente para continuar se multiplicando!

D. Procure se assegurar que você está em Cristo, PERMANECENDO nEle e que seus frutos serão duradouros e se multiplicarão também. 

Conclusão

A. Quantas e quantas pessoas, cada um de nós conhece que já passaram por essa e por outras igrejas verdadeiras, mas nunca mais voltaram. Aqueles que mantêm um relacionamento superficial com Jesus vão e não voltam nunca mais. COMO ESTÁ TEU RELACIONAMENTO COM JESUS? É superficial ou e real e verdadeiro?

1 João 2:24

Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.

B. As palavras de Jesus prometendo permanecer em nós devem nos servir de grande consolo, porque Jesus é o Pão da Vida e a Água da Vida. Ou seja, ele é tudo que precisamos. Ele, e somente Ele pode satisfazer todas as nossas necessidade mais profundas. Esse é o motivo porque ele nos diz o seguinte em —

João 15:5

Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

C. Não confunda conhecer Jesus pessoalmente e manter comunhão e um profundo relacionamento com ele com frequentar uma igreja. Qualquer igreja. Nenhuma igreja pode servir de verdadeiro substituto para o ato de permanecer em Cristo e ter Cristo permanecendo em nós.

D. Nós precisamos abrir nossas vidas inteiramente para Deus e receber de Jesus, a videira verdadeira, todo o alimento ou tudo o que precisamos para viver a vida cristã em sua plenitude, pois ele mesmo disse: SEM MIM NADA PODEIS FAZER.

E. Que tenhamos a humildade para depender integralmente de Jesus e não confiramos, de nenhuma forma, em nossas próprias habilidades e capacidade para satisfazer nossas necessidades mais profundas.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE PERMANECENDO EM CRISTO

SERMÃO 001 — A VIDEIRA VERDADEIRA — João 15:1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/joao-15-sermao-001-videira.html

SERMÃO 002 — O AGRICULTOR — João 15:1

SERMÃO 003 — OS RAMOS – João 15:2—3

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis


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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 019 — A RECUSA EM ACEITAR O SENHOR JESUS — PARTE 001


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

C. DESCULPAS E MAIS DESCULPAS NA REJEIÇÃO DE JESUS E DO EVANGELHO DA SALVAÇÃO

1. As desculpas daqueles que ouvem a mensagem do evangelho e recusam aceitá-la não é admissível diante do Deus ETERNO. Como vimos, Jesus disse:

João 15:22

Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado.


João 9:41

Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.

Esta verdade possui as seguintes implicações:

a. Se Cristo não tivesse vindo pessoalmente estas pessoas não poderiam ser acusadas de O terem desprezado. Agora, todavia, essas pessoas são indesculpáveis, pois rejeitaram sua oferta que diz:

Romanos 5:20

Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.

Recusar o evangelho da graça é o único pecado capaz de condenar uma pessoa a viver toda eternidade fora da presença de Deus em um lugar de tormentos.

b. A gravidade desse pecado, rejeitar o Senhor Jesus e Sua oferta graciosa, pode ser vista também no fato de que Deus não levou em conta os tempos da ignorância, mas agora com o advento de Cristo, esta situação mudou —

Atos 17:29—31

29 Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.

30 Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam;

31 porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

Veja a reação dos gregos em Atenas acerca das palavras que acabamos de ler —

Atos 17:32

Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião.


Esta é atitude que torna os homens indesculpáveis.

c. Mas a situação dessas pessoas é ainda mais grave. Isso pode parecer impossível, mas é real. Todos que recusam o evangelho transformam em algo vão, tanto as palavras de Cristo, quanto Seu convite, bem como Seus argumentos com que pleiteou com eles. Por todos estes motivos essas pessoas são indesculpáveis. No dia do Juízo, quando forem confrontados com estes fatos não terão nada que possam dizer em defesa própria. Quanto maior é o anúncio do Evangelho, mais abrangente a propagação da verdade e mais fácil o acesso à informação, tanto mais culpados se fazem aqueles que rejeitam o Senhor e Sua palavra. 

2. O segundo motivo porque aqueles que rejeitam — odeiam — a Cristo são indesculpáveis é porque tudo o que Jesus fez e ensinou era digno ou merecia ser recebido com gratidão e amor. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse:

João 15:24

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

Assim, a incredulidade bem como a inimizade dessas pessoas as torna indesculpáveis. Talvez alguns tentassem se justificar alegando que as palavras de Jesus eram iguais as de qualquer outro rabino daqueles dias. Afinal, palavras são apenas palavras! Mas não, as palavras de Jesus foram acompanhadas por poderosas obras e manifestações do poder de Deus como “nenhum outro fez”. Jesus ofereceu provas contundentes acerca do fato de que Sua missão era mesmo ordenada pelo Deus ETERNO, o mesmo “Eu Sou”  יְהוָֹה YHVH — o ETERNO do Antigo Testamento — ver Êxodo 3:14. A expressão “Eu Sou o que Eu Sou” é literalmente grafada como segue em hebraico: אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה.

As implicações dessa verdade são como seguem:

a. 1. Da mesma maneira que o Criador demonstra seu poder e soberania através de suas obras e essa demonstração torna os homens indesculpáveis —

Romanos 1:20

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

o mesmo é verdadeiro com relação ao Redentor. O Senhor Jesus por meio dos Seus milagres, Sua compaixão, Seus ensinamentos maravilhosos e Sua obra graciosa demonstrou, claramente, que Ele havia sido enviado pelo Deus ETERNO para o meio de uma humanidade perdida e morta em delitos e pecados —

Lucas 19:10

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.


Efésios 2:1

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

b. . As obras que Cristo realizou foram de tal magnitude como nenhum outro fez. O próprio Nicodemos que era um entre os maiorais dos judeus nos dias de Jesus, reconheceu que Jesus tinha recebido um comissionamento da parte do Deus ETERNO, pois ninguém poderia fazer os milagres que Jesus fazia se Deus não estivesse com aquela pessoa —

João 3:1—2

1  Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.

2  Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.

Na história do povo de Deus ninguém fez tantos milagres, de tal magnitude e tão notáveis quanto Jesus fez —

João 20:29—31

30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.

31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

João 21:25

Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.

Mesmo Moisés e Elias que realizaram milagres impressionantes, o fizeram como servos usando um poder que não era deles mesmos. O mesmo aconteceu com Pedro e João —

Atos 3:12

À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?

e o próprio Paulo —

Atos 14:8—17

8 Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar.

9 Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado,

10 disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava.

11 Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós.

12 A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra.

13 O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões.

14 Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando:

15 Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles;

16 o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos;

17 contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.

Mas o Senhor Jesus usou Sua própria autoridade e poder. Esta atitude do Senhor Jesus não passava despercebida às pessoas que tiveram oportunidade de testemunhar os acontecimentos —

Mateus 7:28—29

28 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;

29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.

Mateus 9:6—8

6 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.

7  E, levantando-se, partiu para sua casa.

8  Vendo isto, as multidões, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.


Mateus 10:1

Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades.


Marcos 1:27

Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!


Marcos 2:12

Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!


Por outro lado, depois de exaustivas provas, os líderes judeus ainda questionavam a Jesus acerca de “com que autoridade ele fazia o que fazia e quem lhe dera tal autoridade?” – ver Mateus 21:23. Todas as obras que Jesus fez eram boas obras, eram obras de misericórdia e esses fatos fazem com que seja realmente incompreensível a atitude daquelas pessoas em o odiarem. Tal atitude nos mostra quão distorcido é o caráter das pessoas caídas que são capazes de morder a mão que lhes está estendida para salvá-los! Não houve nenhuma outra pessoa que fosse universalmente tão útil, mais do que qualquer outro ser humano, como o Senhor Jesus foi. Era de se esperar que Ele fosse amado e respeitado universalmente. No entanto a triste realidade é que em troca por todo o bem feito, o Senhor recebeu ódio e desprezo —

Isaías 53:3

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html



A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 003 — O SERVO DE DEUS É HOMEM DE DORES



O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 001

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 002 — O SERVO SOFREDOR É O PRÓPRIO DEUS

CONTINUAÇÃO... PARTE 003

53:1—3: A rejeição do Servo

Não existe unanimidade entre os comentaristas sobre a identificação do pronome “nós”, em Isaías 53:1. Seriam as “nações/reis” como representantes dos gentios (52:15)? Seria o profeta como representante da comunidade de Israel? Possivelmente o pronome seja uma referência à comunidade de Israel, no caso, o remanescente fiel que crê no Servo dO ETERNO.

1Quem creu naquilo que ouvimos? 24
E a quem foi revelado o braço de ETERNO?

2 Porque foi subindo como renovo25 perante ele26
e como raiz de uma terra seca;
não tinha aparência nem formosura,
e quando olhamos para ele, nenhuma beleza havia para que o desejássemos.

3 Era desprezado e rejeitado pelos homens;
homem de dores e que conhece27  o sofrimento28;
e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado29, e dele não fizemos caso.

No v.1, nota-se a forma verbal xemu‘atenu particípio qal “ouvimos”, “aquilo que foi ouvido de/por nós”30. O substantivo xemu‘ah significa “notícia”, “nova”. Mas essa mensagem seria recebida com incredulidade — ver

João 12:38

Para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?

Romanos 10:16

Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?

Na verdade, o que é rejeitado e considerado como inconcebível pelos incrédulos é a exaltação do Servo na primeira estrofe (52:13—15) quando comparada com seu sofrimento descrito nos versos seguintes.31

O “braço do ETERNO” expressa a ação salvífica de Deus para Israel. Considerando a total incapacidade de Israel para salvar-se a si mesmo, o ETERNO faria isso por meio de seu poderoso “braço” —

Isaías 40:10

Eis que o SENHOR Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa.

Isaías 48:14

Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR amou a Ciro e executará a sua vontade contra a Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.

Isaías 51:5

Perto está a minha justiça, aparece a minha salvação, e os meus braços dominarão os povos; as terras do mar me aguardam e no meu braço esperam.

Isaías 52:10. 

O SENHOR desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

Mas essa ação poderosa de Deus só pode se “revelar” (hebraico galah “descobrir”, “remover”) mediante a humilhação do Servo. O poder de Deus se manifesta na fraqueza!

O v.2a refere-se às origens humildades do Servo. A palavra yoneq “renovo” significa “criança de peito” ou “árvore nova”. Este último sentido é mais plausível, pois aqui está relacionado com xorex “raiz” (de árvore).  O Servo está “subindo” (‘alah qal waw consecutivo perfeito “subir”, “ascender”), aparecendo a partir de um tronco fincado em “terra seca”.

O Servo “não tinha aparência nem formosura” (v.2b). Nada de atrativo. Claus Westermann comenta que no AT a boa aparência e a beleza física normalmente estão associadas à bênção do ETERNO, como se lê nas narrativas que apresentam José e Davi — Gênesis 39:6b; 1 Samuel 16:18); o Servo, porém, não tinha esses requisitos, o que poderia levar o seus observadores a dizerem que Ele não tinha a bênção de ETERNO.33

Será que Aquele nazareno, pobre carpinteiro, desprezado por seus familiares e por seu próprio povo, poderia mudar a história da humanidade? Seria Ele o Messias? Seria possível um profeta ser levantado da Galileia —

João 7:52

Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta.

Um homem crucificado. Que poder há nisso? Entretanto, essa é a imagem apresentada no v.2: um renovo que surge em meio à sequidão. É a vida surgindo na “terra seca”, onde reina morte.

Mas os “homens” (v.3a) rejeitam as aparências humildes do Servo. Afinal, eles se atêm às aparências humanas, e desprezam o poder do ETERNO que seria manifesto a partir de um humilde troco de árvore fincado em terra seca. 

O v.3b apresenta duas descrições do Servo: “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Na primeira, o Servo é ’ix mak’obot, “homem de dores”. A palavra mak’obot “dores” refere-se ao sofrimento físico e mental. Na segunda descrição, a forma verbal apresenta variantes textuais. O Texto Massorético apresenta widua‘ qal particípio passivo “e foi conhecido”. Seguimos a proposta da BHS/Biblia Hebraica Stuttgartensia: possivelmente trata-se de weyode‘a qal particípio ativo “e que sabe”, apresentado nos rolos de Qumran. De qualquer modo, a raiz verbal yada‘ “saber/conhecer” é utilizada com o sentido de “saber por experiência”. No caso, o Servo sabe por experiência o que é o “sofrimento. O substantivo hebraico holi normalmente é traduzido como “doença”, mas apresenta o sentido de “sofrimento”.34 Em alguns casos o significado da raiz hlh é de fragilidade decorrente de ferimentos físicos.35

Por fim, o v.3c descreve a rejeição do Servo. Ele não desperta nenhum interesse nos seus expectadores: “e dele não fizemos caso”.

O sentido geral do v.3 foi muito bem compreendido por Oswalt: “Ele [Servo] não é um dos vencedores; ele é um dos perdedores... Ele é um homem de dores e enfermidades; o que pode ele fazer pelo restante de nós?”.36

CONTINUA...

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O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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NOTAS

24 xemu‘atenu particípio qal “aquilo que foi ouvido de/por nós”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías,  p. 456.

25
yoneq “renovo”, “criança de peito”, “árvore nova”.  O termo “se refere a ‘um recém-nascido’, quer humano ou planta”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 457.

26 TM: lepanayw “diante dele”. BHS: provavelmente lipnenu “diante de nós”.

27 TM: widu‘a qal particípio passivo “e foi conhecido”. BHS: weyode‘a qal particípio ativo “e que conhece”, apresentado nos rolos de Qumran. Veja Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 436. 

28 holi “doença, sofrimento”. Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, São Leopoldo/Petrópolis, Sinodal/Vozes, 16a edição, 2003, p. 69.

29 nibzeh nifal particípio de bazah “ser desprezado” . 1QIsa: wnbwzhw “o desprezamos”, escrito com o waw no final, provavelmente por influência do waw no verbo seguinte. BHS: wannibzehu “e foram desprezados”.

30 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 456.

31 Hans-Jürgen Hermisson, “The Fourth Servant Song in the Contexto of Second Isaiah”, p. 30.

32 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 465.

33 Claus Westermann, Isaiah 40-66: A Commentary, Londres, SCM Press, 1969, p. 261 (Old Testament Library). 

34 Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p. 69.

35 R. Laird Harris; Gleason L. Archer Jr.; Bruce K. Waltke (organizadores), Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, p. 466. Pv 23.35: “Espancaram-me, e não me doeu (halah)...” (ARA) . 2Rs 1.2: E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu (halah)...” (ARA).  2Rs 8.29: “...e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto estava doente (halah) (ARA).  Nesses textos, o sentido de halah é de debilidade física provada por ferimentos.

36 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 467.

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