quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não Julgueis uns Aos Outros - AMAI-VOS UNS AOS OUTROS -Parte 10A - SERMÂO 17

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

SERMÃO 018 – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 12A

Texto: Romanos 14:13.

• Estamos falando acerca do dever comum que temos de amar uns aos outros do mesmo modo como Jesus nos amou.

• O amor assume variadas formas porque o mesmo é manifestado em diversas ações. Desta forma, o amor não é um sentimento.

• No Novo Testamento encontramos muitos mandamentos baseados no amor que deve existir entre nós. Estes mandamentos são chamados de mandamentos de reciprocidade.

• Eles são assim chamados porque valem para todos os crentes, de forma indiscriminada, e são apresentados acompanhados de expressões, tais como: “uns aos outros”, “de uns para com os outros”, “mutuamente” etc.

• O primeiro grupo destes mandamentos que examinamos foi aquele que nos fala acerca das obrigações que temos, por amor, nos relacionamentos interpessoais. Eles são:

 Acolhei-vos ou aceitai uns aos outros.

 Saudai uns aos outros.

 Tende o mesmo cuidado de uns para com os outros.

 Sujeitai-vos uns aos outros.

 Suportai uns aos outros.

 Confessai vossos pecados uns aos outros.

 Perdoai-vos uns aos outros.

• Hoje queremos iniciar a abordagem de uma nova série de mandamentos de reciprocidade que nos ensinam acerca das coisas que NÃO devemos fazer uns aos outros

Introdução

• Da mesma maneira que a Bíblia nos ensina acerca dos mandamentos que devem governar nossas relações interpessoais, a Bíblia também nos ensina acerca de certos comportamentos que são pecaminosos e destrutivos para a comunhão cristã, comportamentos estes, que precisam ser abandonados.

• De modo específico, existem 7 (sete) mandamentos no Novo Testamento que servem para nos ajudar a lembrar que, mesmo como crentes, nós ainda somos influenciados por nossa velha natureza e que precisamos nos empenhar em seguir a Deus em vez de seguir o pecado. Estes mandamentos são os seguintes:

 Não julgueis uns aos outros.

 Não falem mal uns dos outros.

 Não murmureis uns contra os outros.

 Não vos mordais nem vos devoreis uns aos outros.

 Não provoqueis uns aos outros.

 Não tenhais inveja uns dos outros.

 Não mintais uns aos outros

• Vamos iniciar com o primeiro destes mandamentos negativos que é aquele que diz

Não Julgueis uns Aos Outros

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.

• Uma das maneiras mais rápidas de se destruir o amor que deve existir entre nós e destruir com a unidade da Igreja é mediante a prática deste pecado, tão sutil, de nos julgar uns aos outros

• Isto acontece todas as vezes que alguém, entre nós, acha que suas idéias e seu modo de fazer as coisas é a melhor e tenta impor tais idéias e tais modos sobre todos os irmãos. Quando isto acontece, este tipo de imposição, transforma este irmão ou irmã em juiz dos outros. Como é fácil perceber, isso não tem nada a ver com nossa obrigação de julgar falsos mestres e falsos ensinamentos.

• É difícil, senão impossível, dizer quantas comunidades se dividiram e onde irmãos nutriram sentimentos duros uns contra os outros e que, além disso, o ministério cristão foi, grandemente, prejudicado por questões secundárias relativas a modos e costumes.

• Este é o motivo porque Paulo nos diz, em Romanos 14:13, o seguinte: “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”.

II. O Que Este Mandamento Não Está Ensinando.

A. Não Ensina que Todo Tipo de Julgamento é Errado.

• A Bíblia é bem clara quando ensina que uma das ferramentas mais poderosas que temos à nossa disposição é nossa capacidade de discernimento ou de julgamento. É o exercício desta capacidade que, muitas vezes, faz toda a diferença entre a vida e a morte, inclusive.

• Por este motivo, a Palavra de Deus nos ordena:

Julgai todas as coisas, retende o que é bom - 1 Tessalonicenses 5:21.

Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? - 1 Coríntios 6:2 – 5.

Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. – João 7:24.

B. Não Condena o Julgamento Exercido Pelos Cristãos em Defesa da Verdade.

• A Bíblia é bem clara ao dizer que somos todos convocados para defender a nossa fé cristã:

Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos - Judas 1:3.

• Isto quer dizer que é nosso dever nos levantar e falar em defesa da verdadeira fé cristã contra todas as formas de erro. Algumas vezes os erros são muito descarados e bastante claros, mas outras vezes, os mesmo são sutis e quase imperceptíveis. Mas descarados ou sutis os mesmos são igualmente perniciosos e destruidores.

Muitos daqueles que têm causado divisões no Corpo de Cristo, mediante a introdução de erros de todos os tipos, costumam usar os seguintes argumentos visando impedir o exercício do julgamento que somos ordenados a executar:

1. Em primeiro lugar, o campeão disparado, é a citação de alguns versículos bíblicos, com especial ênfase nas passagens de Mateus 7:1 – 6 e Romanos 14:4 e 10 visando mostrar quão errado, impróprio e até anti-cristão, é o ato de julgar.

2. Em segundo lugar estão aqueles que sugerem que não é possível julgar a ninguém porque somente Deus sabe os verdadeiros motivos das pessoas. Estes sugerem que devemos deixar tudo correr como tem que correr e aguardar o juízo final de Deus.

3. Em terceiro lugar está a turma do “deixa disso” alegando que toda crítica é perniciosa e causa divisões no corpo de Cristo. “Irmão Alex”, muitos me escrevem “temos que manter a unidade a qualquer custo”.

4. Em quarto lugar estão aqueles que pedem para que nomes não sejam mencionados porque este ato prejudica demais aos citados. Neste último lote se encontram muitos pastores que consideram um sinal de maturidade e maior espiritualidade não citarem nomes quando querem fazer uma crítica.

III. Um Exemplo Bíblico De Como Devemos Tratar os Ataques Contra a Verdade.

Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos... Gálatas 2:11 – 14.

Nesta passagem Paulo descreve a maneira rígida como repreendeu a Pedro, a Barnabé e outros irmãos porque, em suas próprias palavras, estes irmãos haviam “se tornado repreensíveis...não procedendo corretamente segundo a verdade do evangelho”. Esta passagem possui alguns ingredientes muito interessantes, que se contrapõe aos argumentos mencionados acima.

1. Em primeiro lugar nós encontramos o apóstolo Paulo julgando o comportamento de outros irmãos porque estavam agindo de forma hipócrita usando dois pesos e duas medidas. Paulo chama este comportamento de dissimulado.

2. Tal dissimulação era, em segundo lugar, um comportamento inconsistente com a verdade do evangelho.

3. Em terceiro lugar Paulo não evita usar nomes citando, nominalmente, a Pedro e a Barnabé.

Esta passagem contém todos os ingredientes que aqueles que querem transgredir contra a verdade do evangelho, mas que não querem ser criticados, costumam usar para se defender. Imagine Pedro e Barnabé argumentando com Paulo e dizendo:

1. Paulo, não nos julgue, lembre-se do que Jesus falou acerca de “não julgar”.

2. Paulo, você não conhece nossos motivos, portanto não diga que estamos agindo de forma dissimulada. Será que você não percebe que está nos julgando?

3. Em terceiro lugar Paulo, sua atitude certamente vai criar divisão entre os irmãos. Você deveria pensar mais na unidade, nas coisas boas que nos unem e deixar um pouco de lado este seu apego tão legalista e farisaico e, porque não, hipócrita até, de amor à verdade do evangelho acima de tudo!

4. E, por favor, Paulo, não cite nomes, isto é muito feio!

Espero que tenha ficado claro quão ridículos estes argumentos, da parte de Pedro e de Barnabé, seriam!

Todavia estes são, de forma mais consistente, os argumentos usados por aqueles que estão agindo de maneira errada e não querem, em nenhuma hipótese e sob nenhum pretexto, serem criticados ou julgados.

São estes mesmos que ensinam, em proveito próprio, que é errado julgar. E o mais surpreendente é que existam pessoas que acreditem nesta mentira, de que é errado julgar, e que ainda tomam as dores do pretenso ofendido e saem em sua defesa.

Conclusão:

1. Hoje começamos a falar acerca do mandamento que nos ensina que não devemos julgar uns aos outros. Iremos continuar na próxima mensagem

2. Mas, nesta primeira parte, procuramos mostrar que o mandamento de reciprocidade que diz que “não devemos julgar uns aos outros”, não pode ser aplicado, de modo indiscriminado, contra todo e qualquer tipo de julgamento.

Não é um mandamento que nos ensina que devemos suspender nossa capacidade de julgar de forma completa e absoluta.

3. Pelo contrário, somos ordenados a julgar até mesmo pelo Senhor Jesus, desde que nossos julgamentos estejam baseados na verdade e tenham como alvo o engano e o erro, venham estes de organizações ou de indivíduos. Ninguém tem o direito de ensinar o erro. E os crentes têm a obrigação de julgar o erro, pela palavra de Deus, e confrontá-lo. Nossos inimigos não são nem as instituições nem as pessoas e sim o erro que propagam contra a verdade.

4. Por fim, faremos bem em ouvir as sábias palavras do Dr. Martin Lloyd-Jones quando diz:

“Há muitos que asseveram que as palavras “não julgueis” precisam ser compreendidas simples e literalmente como elas estão, como se indicasse que o crente verdadeiro jamais expressa uma opinião sobre outra pessoa. Esses homens afirmam que não se deve exercer juízo algum porquanto deveríamos ser suaves, indulgentes, e tolerantes, permitindo quase qualquer coisa em troca da paz e da concórdia e, especialmente, da unidade. Essa não é a hora certa para juízos, dizem eles; o de que precisamos agora é de unidade e companheirismo. Todos deveríamos ser um.

Levanta-se, pois, a pergunta: é possível esta interpretação? Em primeiro lugar, sugiro que esta interpretação é impossível. Todavia, se nos alicerçarmos sobre os próprios ensinamentos bíblicos veremos que tal interpretação não tem razão de ser. Consideremos o próprio contexto dessa afirmação, e certamente veremos que esta interpretação das palavras “não julgueis” é inteiramente descabida. Leia Mateus 7:6 – “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se vos dilacerem”. Como poderia eu pôr em prática essa recomendação do Senhor se me fosse vedado exercer juízo? Como eu poderia identificar o individuo do titulo descritivo “cão” se eu não pudesse fazer juízo nenhum a seu respeito? Em outras palavras, a injunção que se segue imediatamente após essa declaração sobre o “não julgar” de imediato me pede que exerça juízo e discriminação. Mas também poderíamos tomar um contexto mais remoto tal como Mateus 7:15 – “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”? Como poderíamos entender esta injunção? Como poderei “acautelar-me dos falsos profetas” se não puder pensar, se eu tiver tanto receio de fazer juízo critico que jamais possa fazer uma avaliação dos ensinamentos de alguém? Esses falsos profetas, além disso, se nos apresentam vestidos de em “peles de ovelhas”, o que equivale a dizer que são extremamente melífluos e empregam a terminologia cristã. Parecem pessoas inofensivas, honestas, e invariavelmente, mostram-se muito “gentis”. Entretanto, não nos devemos deixar enganar pelas suas atitudes estudadas, acautelemo-nos diante de gente dessa ordem. Nosso Senhor também diz: “Pelos seus frutos os conhecereis...” (Mateus 7:16). Porém, se eu não puder usar qualquer critério, e nem exercer minha capacidade de discriminação, como poderei testar a autenticidade desses frutos e determinar entre o que é certo e o que é errado? Por conseguinte, sem necessidade de elaborarmos o nosso argumento, afirmamos a interpretação não pode ser verdadeira quando sugere que as palavras de Jesus “não julgueis”, recomendam que sejamos pessoas caracterizadas por uma atitude frouxa e indulgente, diante de qualquer individuo que use o nome de “cristão”. Tal interpretação é inteiramente impossível.

Temos nesse trecho bíblico o problema dos falsos profetas, para o qual o Senhor Jesus chamou a nossa atenção. Espera-se de nós que possamos detectá-los e evitá-los, porém, isso é impossível sem o conhecimento da doutrina, e sem o exercício desse conhecimento em juízo.

5. Na próxima mensagem iremos falar acerca de como o mandamento de “não julgarmos uns aos outros” se aplica, de modo verdadeiro, entre os cristãos.

O artigo 016 dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/10/perdoai-uns-aos-outros-amai-vos-uns-aos.html

O primeiro artigo - 001 - dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/05/o-custo-do-discipulado.html

Para todos que têm interesse em aprofundar o estudo sobre o direito que os cristãos Têm de julgar ver esse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/05/o-cristao-pode-julgar.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PAPA DIZ QUE JUDEUS NÃO TIVERAM CULPA NA MORTE DE CRISTO.

O Papa Bento XVI exonerou por completo, os judeus de qualquer responsabilidade relacionada com a morte de Cristo. A afirmação está no segundo volume da série “Jesus de Nazaré”, publicado pela Editora Planeta em maio de 2011, no Brasil. Nesse segundo volume o papa cobre a vida de Jesus da entrada triunfal em Jerusalém até a Sua ressurreição. Nele o papa atribui a morte de Jesus, exclusivamente, à aristocracia judaica que controlava o templo – os saduceus – em vez de responsabilizar a nação como um todo. A atual postura do papa infalível é contrária à opinião de outros papas – também infalíveis – que sempre sustentaram a culpa da nação judaica como um todo. O mais clamoroso é o caso de Eugênio Pacelli, o Papa Pio XII, que não disse uma palavra em defesa dos judeus que estavam sendo massacrados nos campos de concentração, pela máquina de extermínio nazista.

De qualquer maneira, a afirmação do papa Bento XVI repercutiu, de forma muito positiva entre os judeus, que responderam à mesma de maneira entusiástica. Por exemplo, Elan Steiberg do “Ajuntamento Estadunidense dos Sobreviventes do Holocausto”, disse: “Isso representa um repúdio pessoal da teologia que durante séculos tem sido marcada por afirmações anti-semitas”. Todavia, devemos tomar muito cuidado com afirmações feitas pelo papa Bento XVI sobre qualquer assunto, especialmente acerca da morte de Cristo, e o mesmo é verdadeiro com respeito aos judeus que costumam rotular, mesmo as críticas mais lícitas como sendo “antisemitas”. Brandindo esse rótulo – “Antisemitismo” - os judeus se tornaram, praticamente imunes, a qualquer crítica, especialmente aquelas dirigidas à imoral e genocida ocupação da Palestina que caminha para completar 42 anos. O mesmo é verdadeiro com relação à participação da nação judaica na morte do Senhor Jesus.

Os católicos têm suas consciências manchadas pelos inúmeros massacres de judeus praticados pelos cruzados, em nome da Igreja de Roma. Mas isso não exime o outro lado - os judeus - da responsabilidade que teve na morte de Jesus Cristo. Temos que deixar claro que os cruzados não eram cristãos verdadeiros, mas apenas homens interesseiros e fanáticos a serviços do pontífice romano. Mas isso não isenta os verdadeiros assassinos do Senhor Jesus – os judeus - de suas responsabilidades.

A Bíblia não deixa nenhuma dúvida ao afirmar que não foram apenas os líderes da aristocracia que governava o templo os responsáveis pela morte de Jesus. Ela também menciona multidões de judeus em pleno acordo com seus líderes. Não existe nenhuma dúvida nas palavras de Marcos 15:11 quando ele afirma, que: os líderes judeus “incitaram a multidão”. Além disso, a nação de Israel não pode ser isentada da sua terrível decisão de rejeitar o Messias prometido, que veio e cumpriu tudo o que o Antigo Testamento afirmava acerca d’ELe. Alguns versos que confirmam essas verdades são:

João 1:11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

João 15:22-25 –

22 Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado.

23 Quem me odeia odeia também a meu Pai.

24 Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

25 Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.

Essa responsabilidade pesa sobre todos os judeus daqueles dias e de todas as épocas que continuam rejeitando o Messias prometido e enviado por Deus na pessoa de Jesus.

Quando o próprio Pilatos, um assassino frio, tentou acalmar turba judaica, porque desejava soltar a Jesus, os judeus gritavam cada vez mais: “crucifica-o”. Marcos 15:14: “Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o!

Depois, quando Pilatos viu que seus esforços eram inúteis ele devolveu o caso ao povo que respondeu:

Mateus 27:25 –

E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

Além disso, durante décadas os judeus continuaram perseguindo e matando as testemunhas de Jesus conforme podemos ler nas narrativas do livro de Atos, em passagens como:

Atos 8:54-60 –

54 Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele.

55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita,

56 e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.

57 Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele.

58 E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

Atos 14:18-20 –

18 Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.

19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.

20 Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.

O apóstolo Paulo sofreu tanto nas mãos dos judeus por causa do testemunho a favor do Senhor Jesus Cristo, que chegou a pronunciar essas dolorosas e tristes palavras acerca do povo da sua própria nação:

Romanos 10:1—4 –

1 Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos.

2 Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.

3 Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.

4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

E também essas que encontramos em1 Tessalonicenses 2:14—16 –

14 Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judéia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus,

15 os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens,

16 a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente.

Precisamos aprender a ver a responsabilidade dos judeus no que diz respeito à morte de Cristo, não através das opiniões do papa Bento XVI, nem dos judeus e muito menos da mídia mundial controlada, em grande parte, pelos próprios judeus.
Jesus reivindicou, de forma clara e objetiva, que Ele era o Messias enviado por Deus, Ele era o próprio Filho de Deus. Ele nasceu na cidade certa, no tempo determinado e do modo como havia sido profetizado – em Belém da Judéia, na plenitude dos tempos e de uma virgem.

Jesus falou as próprias Palavras de Deus, fez as maravilhas que somente Deus é capaz de fazer. Jesus demonstrou amor e zelo pela sua missão e pela Lei de Deus, ao mesmo tempo em que demonstrava enorme compaixão pelas almas humanas. No fim, depois de morto, foi ressuscitado pelo seu Pai conforme prometido no Antigo Testamento – ver Atos 2:22—36 –

22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado
por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;

23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos;

24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.

25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado.

26 or isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança,

27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença.

29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje.

30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono,

31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção.

32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.

33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.

34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,

35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.

36 Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

Os judeus definitivamente crucificaram a Jesus, mas não foram eles apenas. O império romano crucificou Jesus através da pessoa de Pôncio Pilatos e dos soldados romanos. Mas, além disso, o mundo inteiro, incluindo eu e você crucificamos a Cristo naquela cruz, porque Ele veio morrer por cada uma de nós. Quando Jesus foi crucificado, Ele estava cumprindo a profecia de Isaías 53 proferida 700 anos antes e que diz:

1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?

2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.

3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.

9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.

10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.

11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.

12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Apesar disso, o Novo Testamento não exime os judeus da responsabilidade de terem rejeitado e matado o próprio Autor da Vida como nos diz Pedro em Atos 3:13-21 –

13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.

14 Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida.

15 Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

16 Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.

17 E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades;

18 mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer.

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,

20 a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus,

21 ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.

Portanto meus irmãos não se deixem enganar, seja pela palavra de um pretenso “infalível” papa como Bento XVI, nem por nenhum Judeu cuja culpa pode ser vista com grande facilidade, nem pela mídia controlada por homens incrédulos.

A verdade está apenas na Bíblia a qual deve ser suficiente para nós que conhecemos, amamos e tememos o Messias, o Salvador e Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, o qual é bendito eternamente. Quero terminar com as palavras de esperança deixadas pelo apóstolo Paulo em Filipenses 3:20-21, que diz:

20 Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor
Jesus Cristo,

21 que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.
PS. Para todos aqueles que quiserem, de fato, entender os acontecimentos recentes em Israel e na Palestina, do ponto de vista bíblico, nosso site oferece os seguintes artigos:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/06/judeo-cristao-e-possivel-tal-combinacao.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/06/o-estado-moderno-de-israel-e-o-herdeiro.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/06/quem-e-o-verdadeiro-povo-do-deus-eterno.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/07/quem-pertence-terra-da-palestina.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/08/quem-pertence-terra-da-palestina.html

sábado, 29 de outubro de 2011

Você Já Oviu a Expressão: Evangélico Não Praticante.



Pois é. O IBGE nos informa que agora existe, de forma definitiva, uma nova designação sociológica relativa à religião que:EVANGÉLICO NÃO PRATICANTE.

Nos últimos seis anos - entre 2003 e 2009 - essa categoria saltou de 0,6% para 2,9% da população brasileira, o que representa, em números absolutos, algo próximo dos 4 milhões de pessoas.

Caso o leitor já tenha tido a oportunidade de ler a reportagem publicada na revista IstoÉ de 19 de Agosto de 2011 - Edição 2180 - que trata do tema "O Novo Retrato da Fé na Brasil", então já sabe do que se trata.

Mas creio que muitos dos leitores desse blog, especialmente aqueles que moram fora do Brasil, poderão aproveitar a leitura dessa bela reportagem que reflete, muito bem, a realidade religiosa que estamos experimentando no Brasil nos dias de hoje.

A mesma poderá ser acessada através do link a seguir:

http://www.istoe.com.br/reportagens/152980_O+NOVO+RETRATO+DA+FE+NO+BRASIL

A leitura irá mostrar que reina a confusão no reino satânico das religiões e deverá despertar em nós o desejo de nos voltarmos para a verdadeira fé cristã, uma fé que:

A. Trata do nosso relacionamento com Deus e não de práticas religiosas. Ver João 17:3 -

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

B.. Trata do nosso relacionamento com Jesus Cristo que é capaz de suprir todas as nossas necessidades, inclusive aquelas mais profundas como: amor, alegria, paz e esperança. Ver Hebreus 12:1-5 -

1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,

2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.

4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue

5 e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;

C. Trata do nosso relacionamento com o Espírito Santo que habita em nós e supre com todo o poder que necessitamos para vencer o pecado em nossas vidas que é nossa maior necessidade no dia à dia. Ver

Romanos 6:4 e 12-14 -

4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;

13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.

14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

D. Trata do nosso relacionamento uns com os outros dentro do Corpo de Cristo, que derrubou todas as paredes que poderiam causar qualquer tipo de separação e nos fez um com Cristo e uns com os outros. Ver

Efésios 2:14:22 -

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,

16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.

17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto;

18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.

19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,

20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;

21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,

22 no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.

E. Nosso relacionamento com o mundo perdido ao qual precisamos anunciar as Boas Novas até que Jesus retorne. Ver

Mateus 28:18-20 -

18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Filipenses 3:20-21 -

20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

Como podemos ver a fé Cristã trata, exclusivamente, de RELACIONAMENTOS e não tem nada a ver com práticas, rituais e costumes humanos

Portanto, meus amados irmãos e irmãs estejam alertas e vigilantes e "Ninguém, de nenhum modo, vos engane" - 2 Tessalonicenses 2:3, pois como nos afirma o apóstolo Paulo em -

2 Coríntios 2:11 - Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

Procurem treinar a mente de vocês para pensarem com clareza e serem sempre cuidados
com as informações que chegam até vocês.

Em Cristo,

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ATEÍSTAS TÊM RAIVA DE DEUS??

A Rede de Televisão CNN publicou uma reportagem discutindo a questão que trata da raiva que as pessoas sentem de Deus. Aqueles que tiverem interesse em ver a reportagem original poderão acessar a mesma no link a seguir:

http://thechart.blogs.cnn.com/2011/01/01/anger-at-god-common-even-among-atheists/

Foi o título do artigo que me chamou a atenção. O mesmo equivale em português a: “Raiva de Deus é Comum até Mesmo entre os Ateístas”. A reportagem está baseada em uma série de estudos do Jounal of Personality and Social Psychology que descobriu, através de uma pesquisa, que existem muitas pessoas que sentem raiva de Deus o tempo todo e que “ateístas e agnósticos revelaram os maiores índices de raiva contra Deus durante todas suas vidas”. Por outro lado, o estudo também revela que “as pessoas religiosas têm a tendência de entender as intenções divinas como bem intencionadas”.

Todavia, busquei em vão no material, qualquer referência que fosse que procurasse explicar o por que um ateístas sentiria raiva daquilo que ele mesmo considera um mito? Imagino que, mesmo que eles não reconheçam isso com verdade, os ateístas também são criaturas de Deus e é contra esse Deus Criador que se revela na Bíblia, mas especialmente através de Jesus Cristo, que nutrem seu ódio, agora revelado. Eles não odeiam divindades com Zeus, Osíris ou Kali, pois sabem que esses são falsos deuses e não precisam se preocupar com eles. Mas o Deus Todo Poderoso, esse sim, é o alvo central do ódio que sentem, porque no fundo de suas almas eles sabem que estão errados e em rebeldia contra o Criador que os fez e os ama.

Para mim, a pesquisa apenas confirma aquilo que a Bíblia já afirma há mais de três mil anos – ver Salmos 14:1—3 –

1 Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.

2 Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.

3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

Todos os seres humanos que não querem aceitar a realidade de Deus, apesar de saberem em seus corações que Ele existe e é o Criador fazem, de fato, uma clara e distinta opção de considerarem Deus como inimigo. Isso explica facilmente a ira descoberta pela pesquisa citada acima. Ora, isso confirma as palavras de Paulo que encontramos em Romanos 8:7 onde ele reconhece que o “pendor da carne é INIMIZADE CONTRA DEUS. Mas Deus não leva em consideração essa inimizade e assim age, com amor, para salvar a todos nós que não passamos de pobres pecadores – ver 3:18—21 -

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus,

20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;

Romanos 5:6—9

6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.

8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

Como reformado e pastor por mais de trinta anos, desde cedo aprendi a não confiar no homem e sim em Deus somente conforme nos instrui o profeta Jeremias ao dizer:
Jeremias 17:5—7

5 Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!

6 Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.

7 Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.

E sou eternamente grato a Deus pela salvação que ele me oferece e a qualquer outra pessoa também, inteiramente de graça através da obra consumada por Jesus sobre a Cruz no monte Calvário. Tudo o que Deus requer de nós é que reconheçamos nosso estado de rebelião e nos voltemos, com fé, completamente rendidos ao Seu amor, pois Paulo afirma em

Romanos 3:25 –

A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos.

Por outro lado, leio no Estadão de 20 de Outubro de 2011, uma pequena nota retirada de um jornal eletrônico chamado “THE CHRISTIAN POST” – que existe também em uma edição em português – que: “A Fundação Richard Dawkins pela Ciência criou um projeto para reunir sacerdotes de todas as religiões que tenham decidido abandonar suas crenças. O Clergy Project já formou uma comunidade online com cerca de cem ex-padres, pastores e rabinos”1. É lógico que isso não prova absolutamente nada. Equivale a dizer que na última cruzada de algum pastor qualquer, 100 pessoas vieram à frente para aceitar a Jesus. Nos dois casos não existe nenhuma prova que se trata de pessoas que, de fato, aceitaram Jesus como Senhor e Salvador nem que aqueles que abandonaram a fé cristã, alguma vez, de fato, mantiveram qualquer relacionamento real com Deus, o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo como afirmado em João 17:3:

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste.

Que Deus abençoe todos e possa ajudar alguns a se arrependerem de suas vidas de rebeldia e se voltarem para o Deus que enviou Seu único filho para a nossa salvação:

João 3:16 –

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.


Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

Notas:

1. O Estado de São Paulo. Caderno A pag. 18 Internacional. 20 de Outubro de 2011, São Paulo, SP.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ricardo Gondim Diz Que “Perdeu a Fé”, sem Notar que Perdeu Sua Própria Alma.



Ricardo Gondim publicou no site “guia-me” - http://www.guiame.com.br - um artigo intitulado “Perdi a Fé”. Aqueles que quiserem ver o artigo por si mesmos poderão fazê-lo acessando o seguinte link:

http://www.guiame.com.br/v4/114571-1542-Perdi-a-f-.html

O artigo não nos surpreende nem pelo título, nem pelo seu conteúdo, pois como já tivemos oportunidade de escrever em outras ocasiões, esse muito infeliz senhor já demonstrou que perdeu a fé faz tempo e não somente agora. Quem desejar conhecer melhor sua trajetória de desilusão com a fé cristã poderá ler alguns dos artigos que publicamos anteriormente, seguindo os links abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/03/carta-aberta-da-revista-ultimato-sera-o.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/02/ricardo-gondim-e-um-verdadeiro-pinoquio.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/03/as-misericordias-de-deus-e-os-tsunamis.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/05/porque-nao-posso-concordar-com-o.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/05/revista-ultimato-rompe-com-ricardo.html

Todavia, hoje queremos analisar bem de perto suas afirmações no artigo mencionado acima, porque julgamos que as consequências experimentadas pelo Sr. Gondim estão diretamente atreladas às opções teológicas que o mesmo fez no passado, quando decidiu por abandonar a teologia reformada para dar ouvidos à teologia arminiana, adotada pela vasta maioria das igrejas chamadas “Assembleias de Deus”, das quais ele se tornou fundador de uma delas e é, até o presente, presidente da convenção geral da mesma: Igreja Betesda.

Em seu artigo, Ricardo Gondim nos conta que estava assistindo a uma palestra e, enquanto isso, ia pensando com seus botões as coisas que discutiremos em seguida. Ricardo está tão perdido e tão distante do Senhor Jesus, a quem ele se refere de forma respeitosa, mas declara, indiretamente, que não o reconhece como o único caminho. Dessa forma a perdição está garantida. Além de Jesus dizer que era o único caminho – ver João 14:6 ele também disse o seguinte:

Mateus 7:13—14 -

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Portanto, a alegação de Gondim de que: “Estou mais certo dos caminhos que não quero trilhar.”, é prova contundente de quão perdido se encontra.

A seguir ele parte para o ataque e diz que todos os que não têm dúvidas são cínicos. Mas, não seria exatamente o contrário: todos os que se recusam a aceitar a revelação de Deus – como é o caso do próprio Gondim - manifestada, sobretudo através da pessoa de Jesus são, de fato, os verdadeiros cínicos?

Ele alega que tem receio de perpetuar uma espiritualidade desconectada da vida. Mas isso não é espiritualidade. A verdadeira espiritualidade está baseada em relacionamentos com Deus, com o Seu Filho Jesus, com o Espírito Santo e com outros crentes. Ela nunca está desconectada da vida, exatamente por ser isso: um conjunto de relacionamentos. Ver João 17:3 onde Jesus afirma que a vida eterna é um relacionamento de conhecimento do Pai e do Filho. Apenas isso e nada mais!

Gondim alega ser um garimpeiro da verdade, mas uma rápida corrida sobre o que anda lendo – seus campos de garimpo – são suficientes para nos mostrar que está fadado a experimentar desilusão, em cima de desilusão. Ele mesmo atesta isso alistando as coisas acerca das quais já não é mais capaz de acreditar.

É muito importante destacarmos que as coisas nas quais ele deixou de acreditar não são, nem nunca foram verdades bíblicas, e sim ensinamentos humanos sem valor algum, que só poderiam levá-lo ao nível de desencanto e desespero em que ele se encontra agora. Gondim diz:

“1. Não consigo mais acreditar no Deus inativo, que carece de preces "verdadeiras" para mover-se. Uma frase que não faz nenhum sentido para mim? "Oração move o braço de Deus".

É obvio que o deus ao qual ele se refere não é o Pai de Jesus Cristo. Nós, os crentes verdadeiros, oramos porque, entre outros, Jesus nos deixou o seguinte mandamento –

Lucas 18:1—8 –

1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:

2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.

3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.

4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;

5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.

6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.

7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora
pareça demorado em defendê-los?

8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?

É curioso notar no texto acima, que Jesus mesmo pergunta se quando ele voltar, ainda existirá pessoas orando? Se depender de Ricardo Gondim, a resposta é um rotundo NÃO!

Quanto à frase a "Oração move o braço de Deus" com a qual ele não mais concorda, certamente ele aprendeu a mesma no meio pentecostal em que foi criado e, deve ter usado a mesma milhares de vezes para ensinar algo que a Bíblia não ensina.

“2. Não consigo mais acreditar que os milagres de Deus sejam prêmios que privilegiam poucos. Não consigo entender que Deus se comporte como um "intervencionista" de micro realidades, deixando exércitos de ditadores “correrem frouxos". Inquieta-me saber que Deus tenha uma "vontade permissiva" para multinacionais lucrarem com remédios que poderiam salvar vidas. Não aceito que haja uma razão eterna para que governos corruptos atolem os mais pobres na mais abjeta miséria”.

Quem foi que começou com esses falsos ensinamentos de que os milagres de Deus são como prêmios que podem, inclusive, serem comprados, desde que o preço esteja certo? Não foram as denominações pentecostais às quais ele mesmo pertence? Ora, vá se queixar ao seu próprio bispo! Ele não aceita um Deus intervencionista, mas não entende que sem a intervenção de Deus, há muito já teríamos dado cabo de toda a vida que habita nosso frágil planeta. Gondim se concentra mais na pecaminosidade humana aparente, o que não se vê é muito pior, enquanto finge desconhecer a maravilhosa obra de salvação que Deus fez a nosso favor através de Cristo na cruz do Calvário. O que Deus fez está feito e não existe nenhuma maldade humana que possa mudar o fato de que Deus nos ama e nos ama de forma sacrificial. Paulo disse o seguinte a esse respeito:

Gálatas 2:19—21 –

19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;

20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.

21 Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.

Até experimentar essa realidade, Gondim continuará a dar a indevida importância a ditadores, fabricantes de medicamentos e a governos corruptos.

“3. Não consigo mais acreditar que Deus, mantendo o controle absoluto de tudo o que acontece no universo, tenha sujado as mãos com Aushwitz, Ruanda, Darfur, Iraque e outras hecatombes humanas. Não aceito que ele, parecido com um tapeceiro, precisa dar nós malditos do lado de cá da história enquanto, do outro lado, na eternidade, faz tudo perfeito. Qual o propósito de Deus ao “permitir” que crianças sejam mortas pela loucura de um atirador ou que uma menina esteja paraplégica com bala perdida?”

Deus mantém sim, pleno controle de cada minúcia que acontece nesse complexo planeta, bem como em todo o vasto universo e isso, o tempo todo. Gondim é um covarde e traidor do Evangelho ao dizer que Deus sujou as mãos em Aushwitz, etc. Quando fala assim ele soa como o Papa Bento XVI, quando visitou o local e perguntou: Onde estava Deus?. Os dois refletem o mesmo coração cheio de incredulidade. Quanto ao cuidado que Deus tem por nós vejamos as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo, nas passagens a seguir:

Mateus 6:25—33

25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?

27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?

28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.

29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?

31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?

32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;

33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 7:15—23

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.

Certamente Ricardo Gondim irá pretender um bocado diante de Deus, de ter realizado essas obras, mas Jesus diz: pelos seus frutos os conhecereis. E os frutos desse senhor são podres, podres, podres.

Mateus 10:28—31

28 Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

29 Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai.

30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados.

31 Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais.

Quanto ao tapeceiro, ele parece estar “brigando” com o Caio Fábio que nos brindou, algum tempo atrás, com uma bela mensagem acerca de como Deus trabalha em nossas vidas, algo que Gondim parece que não entendeu, até agora.

“4. Não consigo mais acreditar que a função primordial da religião seja acessar o sobrenatural para tornar a vida menos sofrida. Os cristãos, em sua grande maioria, tentam fazer da religião um meio de controlar o futuro; praticam uma fé preventiva, pois aceitam como verdade que os verdadeiros adoradores conseguem se antecipar aos percalços da vida; afirmam que os ungidos sabem prever e anular possíveis acidentes, doenças, ou quaisquer outros problemas existenciais do futuro. Creio que a verdadeira fé não foge da lida, mas encara o drama de viver com coragem”.

Quem são esses cristãos que ele menciona no texto acima? Não são, prioritariamente, os membros das igrejas pentecostais, carismáticas, de terceira onda, da quarta onda e de todas as ondas que essa malévola teologia pentecostal ainda irá produzir? A verdadeira fé ensinada pelos reformadores sempre se pautou pela paciência e pela perseverança em meio às agruras dessa vida – ver Romanos 5:3-5 e Tiago 1:2-4. Nós jamais ensinamos que “Jesus vai nos dar a vitória completa, sobre tudo e sobre todos, todos os dias, o tempo todo”. A igreja à qual ele pertence sim ensina esse tipo de bobagens e ele mesmo deve ter se cansado de ensinar: o triunfalismo barato, a prosperidade sem limites e as perenes conquistas dos crentes que querem ser sempre “a cabeça” e nunca o “rabo”.

“5. Não consigo mais acreditar em determinismo, mesmo chamado por qualquer nome: fatalismo, carma, destino, oráculo. Depois de ler e reler o Eclesiastes, parei de acreditar que o cosmo funcione como um relógio de quartzo. Acredito que Deus criou o mundo com espaço para a contingência. Sem esse espaço não seria possível a liberdade humana. Creio que no meio do caminho entre determinismo e absoluta casualidade resida o arbítrio humano. Entendo que liberdade é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente”.

Aqui Gondim se revela por completo. E demonstra a ignorância típica de pessoas que nunca entenderam o que a Bíblia, ensina de fato. Ele acredita que os seres humanos, escravos do pecado como são, possuem algum tipo de arbítrio que os permite ser livres. Vejamos o que Jesus diz a esse respeito:

João 8:31—36 -

31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;

32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

33 Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?

34 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.

35 O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre.

36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Essa utopia cega, na qual Gondim acredita, que os seres humanos são livres é negada em todas as páginas das Escrituras. Quando a Bíblia fala da raça humana caída, ela não deixa nenhuma dúvida quanto à nossa real condição. Os seres humanos caídos são qualificados pela Palavra de Deus como sendo:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Injustos, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus. Iníquos, vivendo em trevas, filhos do Maligno, incrédulos. Escravos de prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas. Cheios de amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; de obras infrutíferas e bem assim toda malícia, de ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do falar. Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Mentirosos, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros; infiéis, adúlteros, traidores, assassinos, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus. Incrédulos, abomináveis, impuros, feiticeiros.” 

Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva!

Esses versos descrevem tanto o senhor Gondim como a mim mesmo. Portanto, sem essa de: “Entendo que liberdade é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente”. Ora, isso não existe. É pura alucinação. É como diz o Eclesiastes que ele diz que leu, algo que está próximo da verdadeira loucura e estultícia:

Eclesiastes 7:29

Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.

6.“Reconheço que posso assustar na teimosia de importar do mundo do rock para dentro da espiritualidade o significado de “metamorfose ambulante". Nessa constante fluidez, a verdade pode ser simples, mas nunca deixará de ser perigosa. A senda sulcada da verdade foi sulcada por muitos, entre os passos, porém, percebo a marca das sandálias do meu Senhor. E só isso basta para eu prosseguir”.

Depois de tanto descalabro, de tantas mentiras assacadas contra o Deus ETERNO e contra a obra da salvação, tão necessária, executada por Jesus, o Filho de Deus e aplicada em nossas vidas pelo Espírito Santo, esse cidadão ainda tem o topete de dizer que segue nos passos do seu senhor. Quem é o senhor dele? Deixo ao leitor tirar suas próprias conclusões.

Mas isso não é tudo. Por fim, o Ricardo arrasta o bom nome do Deus ETERNO na lama assinando “Soli Deo Gloria”. Ricardo Gondim pare de se enganar a si mesmo. Você foi vítima de uma teologia estragada que mistura a verdade com a mentira e que por mais de um século tem contaminado a igreja e levado ao surgimento de todas essas aberrações que vemos aí, atribuindo todas elas à ação do Espírito Santo de Deus.

Você mesmo não é inocente dessas muitas culpas relacionadas à propagação desse falso evangelho que, misturando a verdade com a mentira mata, vagarosamente, a fé de todos aqueles que se deixam contaminar com o mesmo. Foi exatamente isso que aconteceu com você que se deixou contaminar pela mentira pentecostal de uma segunda experiência com o Espírito Santo e engoliu, juntamente com essa mentira, muitas outras advindas do arminianismo, que te levam a acreditar que és livre quando estás completamente escravizado. Mas ainda existe esperança para você, como para qualquer outro pecador arrependido, pois Jesus diz:

Apocalipse 3:15—20 –

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!

16 Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;

17 pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

18 Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.

19 Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.

20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.

Você não gostaria de renunciar aos teus pecados e aceitar a generosa oferta e o doce convite que Jesus lhe faz e se reconciliar e começar, pela primeira vez na sua vida, a viver uma vida de verdadeiro relacionamento com Deus e Seu Filho, no poder do Espírito Santo? Larga mão desse negócio de sandálias, pois fica muito mal para você que vive de forma confortável, muito acima da média nacional, que se dá ao luxo de correr maratonas em Nova Iorque e desfrutar de finos vinhos, falar em seguir as “sandálias do meu senhor”. Quanta hipocrisia!

Que Deus tenha misericórdia de você e possa ajudar a todos os leitores a entenderem quão sutil o Diabo pode ser em sua missão de escravizar a mente dos seres humanos, mesmo daqueles que tiveram oportunidade de estudar bastante sem, contudo, aprender o essencial necessário para um relacionamento saudável com Deus.

Outro artigo acerca de Ricardo Gondim poderá ser encontrado nesse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/03/carta-aberta-da-revista-ultimato-sera-o.html

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Notas

1. Listas contendo as coisas terríveis que os seres humanos são capazes de fazer podem ser encontradas, por exemplo, em: Marcos 7:21—23; Romanos 1:28—32; Romanos 3:10—18; 1 Coríntios 2:14; 1 Coríntios 6:9—10; 2 Coríntios 6:14—18; Gálatas 5:19—21; Efésios 4:31; Efésios 5:5—16; Colossenses 3:5—9; e 2 Timóteo 3:1—6; Tito 3:3; Apocalipse 21:8. E isto para ficarmos no Novo Testamento somente.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O GRANDE CONVITE DE DEUS



Recentemente nossa igreja distribuiu folhetos em todas as casas do bairro e convidou as pessoas para comparecerem no culto do domingo seguinte. Naquela ocasião foi apresentada a salvação em Jesus atráves do sermão "O Grande Convite de Deus", cujo esboço oferecemos abaixo para todos.

Texto: Isaías 55:1—3

Introdução.

• Setecentos anos antes de Cristo, o profeta Isaías já havia recebido uma revelação divina que tratava da vida, morte e da ressurreição de Jesus Cristo. Essa revelação está registrada em Isaías 53.

• O profeta inicia o capítulo falando, da forma impressionante, como Deus iria oferecer a salvação através de Cristo e como as pessoas não iriam acreditar na obra de Deus. Ele disse: Isaías 55:1—3 -

1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?

2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.

3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

• Mas Deus levou adiante sua obra, fazendo Cristo tomar nosso lugar e sofrer o castigo que nossos pecados mereciam: Isaías 55:4—6 –

4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

• Em Isaías 55:7—8 o profeta descreve o julgamento e a morte do Senhor Jesus:

7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.

• Por fim o profeta fala da ressurreição de Jesus em Isaías 55:12 –

12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

A morte não foi o fim para Jesus, porque Deus o honrou fazendo-o ressuscitar – ver Atos 5:30 - e Lhe concedendo o único Nome pelo qual importa que sejamos Salvos – ver Atos 4:12. Além do mais, um dia vai chegar quando o nome do Senhor Jesus for pronunciado todos os joelhos se dobrarão: no céu, na Terra e debaixo da Terra – ver Filipeneses 2:9—10

• William Carrey, o sapateiro que foi o precursor das missões modernas, antes de partir para a Índia pregou um sermão para seus companheiros, pastores batistas, baseado em Isaías 54:2—3 que diz:

2 Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas.

3 Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas.

• Para Carrey esse era um gigantesco texto missionário, porque nos ordena expandirmos nossas tendas, o que é uma metáfora, para nos ajudar a entender que o Evangelho deve ser levado a todas as pessoas.

• Se as coisas são assim, então é necessário que as pessoas sejam convidadas a participarem daquilo que Deus tem para nos oferecer.

OUVINDO O GRANDE CONVITE DE DEUS

I. Introdução

• O Deus da Bíblia é um Deus que gosta de convidar as pessoas para participarem das coisas que ele tem para oferecer – ver Mateus 11:28; Marcos 6:31; Lucas 14:17; Apocalipse 19:17.

• Nesse texto – Isaías 55:1—3 - ele convida os sedentos e os famintos a vir satisfazer suas necessidades. Fome e sede aqui são usadas como metáforas das profundas necessidades que temos de amor, alegria, perdão, paz, direção divina, poder para vencer o pecado em nossos vidas, etc.

• Como tudo que Deus nos oferece, apesar de ter custado a vida do Seu próprio filho para serem conquistadas, Ele nos oferece de graça. Sim! O melhor que Deus tem para nos oferecer, Ele nos oferece absolutamente de Graça. Esse é o motivo porque os ensinamentos da Bíblia acerca de Jesus são chamadas de “Boas Novas”.

• Considerando o texto que temos diante de nós é nosso desejo responder três perguntas básicas:

 Quem são os convidados?

 O que está sendo oferecido aos convidados?

 Quais são as instruções que precisamos seguir para receber o que está sendo oferecido para os convidados?

A. Quem São os Convidados?

• Todos são convidados. Independente de qualquer fator discriminatório – Homem ou Mulher, Culto ou Inculto, Rico ou Pobre, Branco, Negro, Amarelo ou Vermelho – todos estão sendo convidados, e isso pelo próprio Deus!

• Mas existem dois tipos de pessoas, que independente das condições mencionadas acima, estão sendo chamadas. Esses dois tipos são:

 Em primeiro lugar nós temos os sedentos e quebrados. Note: Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde.

• Muitos dos que estão aqui hoje encontram-se nessa categoria: sedentos e sem nada para oferecer em troca de água.

• Seu coração está seco, como a vegetação fica seca depois de muitas semanas sem chover. Muitas esperanças se secaram. Sonhos há muito esperados estão prestes a morrer. Sua vida parece um conjunto de “Ruas sem Saída”. Você se sente vazio, insatisfeito, não realizado. Mas no fundo do teu ser, você sabe que deve existir algo mais, algo melhor para essa vida. E não estamos falando de prosperidade e outras baboseiras tão em voga.

• As coisas não parecem boas, no entanto, você é capaz de notar, pelo menos uma coisa boa: você sente uma sede profunda. Você anseia por algo, que talvez nem consiga dizer, exatamente, do que se trata.

• E hoje Deus está dizendo para você: esse é o candidato perfeito que eu estou procurando: sem recursos, sem dinheiro, sem poder, sem condições de barganhar nada, sem prestígio, sem história impressionante. DEUS ESTÁ CONVIDANDO VOCÊ PARA PARTICIPAR DE GRAÇA DO BANQUETE DA SALVAÇÃO.

 O segundo tipo de pessoa é aquela que é auto suficiente. Eu tenho certeza que a maioria de vocês não se encontra nessa categoria. Mas, se esse for o caso, seja honesto com Deus e Ele irá te abençoar.

• Esse segundo tipo de pessoa é descrito em Isaías 55:2, onde Deus pergunta através do profeta: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz?

• A diferença entre a primeira e a segunda pessoa é que: enquanto a primeira está cansada e quebrada, a segunda está ativa e tem dinheiro. Embora esse seja o caso da segunda pessoa, qual é o resultado final? Apenas frustração.

• Esse é o indivíduo que está correndo atrás das coisas, está buscando, experimentando: uma nova cidade, um novo carro, uma esposa diferente, um computador novo, um barco de pescar novo, um punhado de novas assinaturas, ingressos para assistir o “Show do Ano”, uma nova dieta, uma nova aparência. Mas o pote no final do arco íris, continua iludindo essa pessoa. O mesmo é verdadeiro com a fonte da juventude através das pílulas do “Dr. Fantástico”.

• Mas no fim do dia: o aplauso passou, a casa é um tédio, o carro estiloso está ultrapassado, e tudo que é novo acaba, mais cedo ou mais tarde, ficando velho.

• Creio que todos nós estamos em uma dessas duas categorias.

B. O Que Está Sendo Oferecido aos Convidados?

• A resposta vem em três partes:

 Os benefícios oferecidos estão em Isaías 55:1.

 A qualidade e a quantidade do que está sendo oferecido estão em Isaías 55:2.

 A realidade por trás daquilo que vemos encontra-se em Isaías 55:3.

1. Os Benefícios

• No verso 1 temos uma oferta, completamente de graça, de: água, leite e vinho. Esses três elementos representam nossos mais profundos desejos:

 A Água representa nosso desejo de nos refrescar. De ter um novo começo. O Salmista disse no Salmo 23:3b—4a, o seguinte: Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Hoje Deus está te chamando para te refrescar com a água viva que é Jesus Cristo. Deus está te chamando para te restaurar, para te renovar.

 O leite corresponde á nossa necessidade de alimento constante. Como crianças, precisamos de uma mamadeira de três em três horas. Deus não pode ser alguém que buscamos apenas nas horas de emergência, nem quando nos encontramos no topo da montanha. Deus quer se relacionar conosco de forma constante e regular, para nos ajudar a crescer como acontece com as crianças. Hoje Ele está te convidando para você começar um processo de crescimento e de relacionamento que irá culminar com a glória da eternidade na presença do nosso Pai celestial – ver João 17:3.

 O vinho corresponde a nossa necessidade de alegria. De transbordarmos de gozo verdadeiro. De uma alegria que vem de dentro, do fundo do nosso ser. E é isso que Deus nos oferece hoje: alegria espiritual que é fruto do perdão de todos os nossos pecados e libertação do poder do pecado – ver Romanos 6:12—14; Colossenses 2:13—14. Essa é a alegria que apenas o Espírito Santo pode nos oferecer – ver Gálatas 5:22.

2. A Qualidade e a Quantidade Do que Está Sendo Oferecido.

• No final de Isaías 55:2 nós lemos: Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.

• Quem ouve o que Deus tem pra dizer, através de Jesus e da Sua Santa Palavra, vai experimentar a melhor qualidade de vida possível. Deus só tem o melhor para nos oferecer. Deus não tem nada “meia boca” para nos oferecer. Jesus disse o seguinte, em João 4:14: Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.

3. A Realidade Por Trás Daquilo Que Vemos

• Isaías 55:3 diz: Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.

• Note que o convite para vir às águas do verso 1 agora muda para “Vinde a mim”. Deus nos convida para irmos até Ele! Isso é possível porque Jesus nos abriu um novo e vivo caminho de acesso para Deus, nem a necessidade de obras nem de intermediários – ver Hebreus 10:19—22.

• Deus é nossa água refrescante. Deus é o leite que nos alimenta. Deus é o vinho que nos enche de verdadeira alegria através da presença do seu Espírito Santo em nossas vidas. Vejamos os versos a seguir:

Salmos 73:25—26: Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.

Salmos 42:1—2: Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?

Salmos 63:1—3: Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.

• A promessa de Deus é que se ouvirmos sua voz e nos aproximarmos dele, Ele irá fazer conosco uma aliança eterna, que irá nos conduzir até a vida eterna.

Conclusão:

1. O texto de Isaías é realmente maravilhoso. Nele encontramos 11 verbos, todos no imperativo. Deus ordena que façamos essas coisas para o nosso próprio bem:
Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.

3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.

4. Tudo o que está acima pode ser resumido em quatro degraus:

• Vinde.

• Comprai.

• Comei.

• Deleitareis.

5. Todo mundo aqui se encontra em algum degrau desses:

• Se você está longe de Deus, você precisa se aproximar dele, chegar perto. VINDE!

• Se você está aqui considerando o que fazer. Então você deve comprar. Eu sei, é estranho comprar, sem dinheiro e sem preço, mas Deus está acostumado a fazer as coisas assim mesmo, de graça. Venha, pegue toda a água que precisar, todo o leite que te for necessário e todo vinho que possa alegrar tua vida. COMPRAI!

• Se você já comprou a água, o leite e o vinho, então você precisa provar esses elementos. Entenda: Deus não é algo que deva ser estudado. Ele é uma pessoa que precisa ser experimentada, através de um relacionamento real. Ele apenas é o verdadeiro alimento e alegria da tua alma. COMEI!

• Finalmente, se você está acostumado a comer, então aproveite e deleite-se em todas as coisas boas que Deus tem reservado para você, todos os dias, daqui até a eternidade. DELEITE-SE!

6. O Salmista disse, no Salmos 16:11: Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.

7. Que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A RAÇA NEGRA FOI MESMO AMALDIÇOADA POR DEUS?


feliciano

O pastor e deputado federal Marco Feliciano é um desses indivíduos que mais contribuem, de forma exaustiva, para a bizarrice no meio evangélico. Aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ver os vídeos do “pastor pião” ou do “colete ortopédico” poderão fazê-lo seguindo os links abaixo. Já dá para ter uma ideia do que estamos falando:

http://www.youtube.com/watch?v=xRNWvstH5sQ

http://www.youtube.com/watch?v=P0IhWGYbl98&NR=1
Ops. Esse vídeo não está mais disponível a pedido do interessado.

Além disso, Marco Feliciano gosta de dizer que fez seminário, que tem mestrado e inúmeros cursos de especialização na área de teologia. Bem, o bispo Macedo também alega possuir o grau de “doutor em teologia”. Até aí nada demais mesmo, porque Jesus nos disse o seguinte, em –

Mateus 7:15—20

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

Independente de todo o conhecimento teológico e treinamento que alega possuir, esse senhor declarou o seguinte: africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé e que sobre o continente africano repousa a "maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids (sic)". A citação original pode ser encontrada aqui:

http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=13090
Ops. Esse vídeo também não existe mais. Por que será?

Além disso, em uma nota de esclarecimento, Marco Feliciano disse o seguinte:” Após algumas horas de uma postagem na internet: AFRICANOS DESCENDEM DE ANCESTRAL AMALDIÇOADO POR NOÉ. ISSO É FATO. O MOTIVO DA MALDIÇÃO É A POLÊMICA. NÃO SEJAM IRRESPONSAVEIS TWITTERS rsss. Fui alvo de milhares de pedradas, sapatadas, raquetadas, “twittadas”, e ainda virei matéria de mídias como UOL.” O afamado pastor deveria se informar melhor, estudar mais e refletir umas 5.000 vezes antes de enxovalhar toda uma raça, que tem sido maltratada por milênios, não porque foi amaldiçoada por Deus, mas porque pessoas doentes falam sem entender o que a Bíblia diz, de fato.

Ora esse é um erro muito comum cometido por muitos pastores: atribuir uma maldição à raça negra, baseada em uma interpretação espúria daquilo que é ensinado pelas Escrituras. Foi essa interpretação que permitiu aos ingleses primeiro, e depois aos muçulmanos, caçarem os negros na África para transformá-los em escravos nas Américas e no Pacífico. Esse foi o maior genocídio da história – a matança indiscriminada dos homens e mulheres da raça negra. Historiadores estimam que o total de mortos tenha superado o número de cem milhões de pessoas. Esse autor não tem dúvidas que muitos crentes evangélicos e muitos pastores concordam com a interpretação do “mestre” Marco Feliciano. Visando ajudar nossos leitores, esse blog gostaria de submeter as seguintes informações para a consideração de todos:

Noé Amaldiçoa a Canaã, seu neto, em vez de Amaldiçoar a Cam, seu filho – ver Gênesis 9:25. Qual é o significado desse versículo?

Porque teria Noé amaldiçoado seu neto, Canaã, em vez de amaldiçoar seu filho, Cam? Todos sabem, pela narrativa bíblica, que foi Cam, seu filho, quem cometeu a transgressão – ver Gênesis 9:22. Aqui podemos acrescentar uma segunda pergunta: Qual é o significado da expressão hebraica traduzida por “maldito”, neste contexto?

Vamos começar respondendo à segunda pergunta primeiro. A palavra “maldito” que aparece na versão de Almeida Revista e Atualizada – ARA – traduz a expressão hebraica אָרוּר – arur. Neste instante precisamos notar que: apesar de Noé ter sido mencionado a primeira vez em Gênesis 5:29 e, apesar de ter vivido uma vida justa; de ter construído a arca; de ter arregimentado sua própria família como tripulação da arca; de ter enfrentado as águas do dilúvio; de ter desembarcado da arca; de ter oferecido os primeiros holocaustos mencionados na Bíblia e de ter plantado uma vinha e se embriagado com o vinho que produziu da uvas desta mesma vinha; a Bíblia não registra nenhuma palavra proferida por Noé até este momento. Suas primeiras palavras registradas nas páginas inspiradas das Sagradas Escrituras são: אָרוּר כְּנָעַן – arur kena`an – maldito Canaã.

No Antigo Testamento nós encontramos exemplos de seres humanos proferindo “maldições” – ver, por exemplo, Josué 6:26; 9:23; Jeremias 20:14—17. Como devemos entender estes tipos de afirmações? Seriam as mesmas decretos efetivos ou algo meramente optativo, como um desejo apenas? No exato momento em que Noé profere estas palavras, ele está fazendo uma oração e desejando que Canaã seja amaldiçoado ou Canaã já se encontra debaixo de uma maldição efetiva baseada nas palavras proferidas por Noé? De que maneira devemos entender a expressão אָרוּר כְּנָעַן – arur kena`an, uma vez que é uma sentença nominal na língua original? Temos diante de nós duas possibilidades. A expressão pode significar:

• Maldito seja Canaã.

ou

• Maldito é Canaã.

Entre os judeus da Antiguidade, as maldições ou bênçãos proferidas por pai ou mãe eram levadas muito a sério e em geral as pessoas tinham a expectativa de que as mesmas se cumprissem. Para um homem da era primeva receber a bênção de seu próprio Pai, sobretudo quando este estivesse em seu leito de morte, era algo crucial. Um exemplo dramático disto é o caso de Esaú como registrado em Gênesis 27:32—38. Se para aqueles homens receber a bênção era fundamental, também não era menos importante tentar evitar receber uma maldição. Naqueles dias, os pais funcionavam como sacerdotes familiares e acreditava-se que os mesmos tinham o poder de colocar em movimento coisas boas e más que afetariam não somente os filhos diretos, mas também os seus descendentes.

Antes de tentar um pensamento conclusivo acerca do dilema que temos acima, vamos fazer mais uma consideração. De acordo com o Antigo Testamento, quando Deus profere uma maldição a mesma é sempre um decreto efetivo e não algo optativo, como um desejo – ver, por exemplo, Gênesis 3:14, 17—19 e 4:11. Diante destes fatos temos que nos perguntar: Teria a expressão אָרוּר – arur – maldito, um significado quando proferida por Deus e um outro significado quando proferida por seres humanos? A gramática hebraica é bastante complexa aqui Gênesis 9:25 e parece indicar que devemos aceitar, como a melhor interpretação, a hipótese de que a maldição proferida por Noé seja algo optativo. A inclusão do nome de Deus - אֱלֹהִים – Elohim – em Gênesis 9:27 , também sinaliza que as palavras proferidas estão sujeitas a ação de Deus e que não possuem força em si mesmas, como se fossem palavras mágicas. Mais adiante veremos como foi que a maldição concentrada na expressão que encontramos no verso 25 foi concretizada, e nossa descoberta poderá ser surpreendente para a maioria dos leitores deste artigo.

A segunda questão que temos diante de nós, tem a ver com o fato de Noé não ter amaldiçoado o seu filho Cam, e sim ao seu neto Canaã. Porque ele teria feito isso?

Em primeiro lugar temos aqueles que acreditam e ensinam que o nome de Cam foi substituído pelo de Canaã por um bando de escribas judeus que tinham sentimentos muito negativos contra aquele ramo da família dos camitas representados por Canaã – ver Gênesis 10:15—19. Nesse caso, a maldição não teria nada a ver com a coloração da pele daqueles indivíduos, já que a maioria deles era branca. Existe certa evidência documental para essa hipótese em alguns manuscritos da Septuaginta – LXX – e de algumas versões das Escrituras hebraicas para o arábico, que trazem a seguinte expressão: “Cam, pai de Canaã” no lugar da expressão “Canaã” sozinha. Outras hipóteses que também estão baseadas em disputas ao redor do texto original são:

• Existiam duas versões dessa história onde, em uma, os filhos de Noé são mencionados como sendo Sem, Cam e Jafé, e outra, onde os filhos são Sem, Canaã e Jafé. Em algum tempo, um escriba desavisado, teria “misturado” estas duas tradições criando esta confusão.

• Outros acreditam que Canaã foi o verdadeiro transgressor ou que, no mínimo, teria funcionado como cúmplice dos atos de seu pai Cam.

• Por fim, alguns acreditam que nesse texto estamos diante de um perfeito caso de justiça baseada na Lei do Talião, onde Deus promete visitar a iniquidade dos pais nos filhos.

Existem ainda outras sugestões, mas as mesmas são por demais exóticas para ocupar nosso tempo com elas.

Outra explicação que parece ser a mais provável e que, se for mesmo verdadeira, significará que Noé estava realmente amaldiçoando a Cam. Essa hipótese tem a ver com o fato de que era costumeiro entre os povos da Antiguidade atribuir-se a grandeza de um filho ao seu pai, o qual era honrado por haver educado, de maneira tão destacada aquele filho. Este aspecto cultural da Antiguidade pode ser visto nas páginas da Bíblia, por exemplo, em 1 Samuel 17:55— 58, onde Saul busca honrar ao pai de Davi procurando saber de quem Davi era filho. Saul conhecia muito bem a Davi naqueles dias, mas é bem evidente que ele não sabia quem havia educado aquele moço. Sua insistente procura visando descobrir quem era o pai de Davi, indica seu desejo de honrar a Jessé segundo os costumes sociais da época. Por semelhante modo, uma mulher poderia bendizer os seios que amamentaram uma determinada criança contribuindo com isso, para que ela atingisse a honra com a qual estava sendo reconhecida – ver Lucas 11:27.

Quando um homem abençoava, na Antiguidade, a um de seus filhos, ele estava, em realidade, abençoando a si mesmo. Isso é verdadeiro, no caso de Noé, no que diz respeito à bênção proferida sobre seus filhos Sem e Jafé. Por este mesmo critério, se Noé tivesse proferido uma maldição sobre seu filho Cam, isto seria equivalente a proferir uma maldição sobre si mesmo. Desta maneira, a melhor forma de amaldiçoar a Cam, era, realmente amaldiçoando, o filho desse, Canaã, que foi exatamente o que Noé fez. Quando no futuro alguém perguntasse quem era o pai deste tal de Canaã, todos os dedos apontariam para Cam e não para Noé.

Conforme mencionamos acima, precisamos tentar entender as implicações das palavras de Noé quando disse: “Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos – Gênesis 9:25”. A primeira coisa que devemos notar é que existe uma tendência, muitas vezes doentia, de se atribuir um castigo bastante desproporcional para aquilo que não deve ser considerado como uma ofensa tão grave. É claro que as palavras de Noé não deixam nenhuma dúvida acerca da condição de humilhação e de humildade que deveria acompanhar os descendentes de Canaã – Gênesis 9:25—27. Mas não podemos esquecer que nos dias da Nova Aliança a exaltação é proporcional à humilhação – ver Marcos 10:42—45. E mais, somos recomendados a nos humilhar e nunca nos exaltar – ver Tiago 4:5 e 10.

Quando entendemos a distribuição dos povos sobre a face da terra – ver a “Tábua das Nações” em Gênesis 10 - também podemos entender melhor o papel representado por alguns dos descendentes de Cam, que são as pessoas que possuem cor em suas peles – negros, amarelos e vermelhos – concentrados em dois grupos – negroides e mongoloides. A contribuição dos descendentes de Cam, no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias é insuperável, como esperamos demonstrar mais adiante. Através desse “serviço”, de desenvolvimento tecnológico, os descendentes de Cam fizeram uma contribuição única para o desenvolvimento da civilização humana. Todas as civilizações mais representativas da Antiguidade foram fundadas e desenvolvidas, do ponto de vista técnico, por povos Camitas. Existem milhares de livros que atestam que não existe, praticamente, nenhum desenvolvimento tecnológico digno de nota, que não tenha surgido primeiro entre os descendentes de Cam. A invenção da roda pelos sumérios, um povo que costumava chamar a si próprio de “homens de cabeças negras”, é considerada até hoje, a maior invenção da humanidade, é um claro exemplo do que estamos dizendo. Que o leitor não tenha nenhuma ilusão: a roda é muito mais importante que os trecos que usamos e logo abandonamos, e que foram inventados pelo falecido Steve Jobs, da Apple. Apesar da inacreditável impressão que temos em nossos dias, não existem registros históricos que indiquem que os descendentes de Sem e de Jafé, tenha feito qualquer contribuição significativa ao desenvolvimento tecnológico fundamental da nossa civilização humana.

Existe, como dissemos acima, uma interpretação realmente doentia atribuída à frase que diz que Canaã deve “ser servo dos servos a seus irmãos”. Seja por ignorância ou por puro preconceito, muitos procuram ver nestas palavras que as pessoas que possuem cor em suas peles são inferiores e devem “servir como escravos” aos outros descendentes de Noé. O autor acredita que a ignorância é o problema básico nesta questão. Quando Noé disse que Canaã deveria ser “servo dos servos” ele não queria dizer “escravo dos escravos” e sim, que Canaã deveria ser um “servo por excelência”. O sentido é o mesmo quando dizemos: “Senhor dos Senhores, Cântico dos Cânticos ou Santo dos Santos”. Mesmo incorporada no contexto de uma “maldição”, o sentido não é de degradação e sim de excelência. A história nos mostra que os descendentes de Cam acabaram por aproveitar muito pouco das grandes descobertas que fizeram para beneficiar a humanidade e, esta parece ser a verdadeira conseqüência da maldição proferida sobre eles.

A bênção proferida sobre Sem estava atrelada à relação de aliança – entre Deus e um ramo dos descendentes de Sem – como podemos perceber pelo uso da expressão יְהוָֹה אֱלֹהֵי – ETERNO - Elohim - SENHOR Deus, que é o título típico de Deus, no que diz respeito às alianças que encontramos no Antigo Testamento. É importante notarmos, entretanto, que mediante a inspiração divina, Noé foi capaz de predizer que essa relação de aliança seria interrompida um dia, e que Jafé iria assumir as responsabilidades atribuídas à Sem – ver Gênesis 9:26—27 e comparar com Mateus 21:32—46.

Os registros históricos que possuímos atualmente são compatíveis com o fato de que coube aos descendentes de Cam desbravar e tornar habitável a terra depois do dilúvio. Ao que parece, esse fato está diretamente atrelado a um ato deliberado de Deus sobre os descendentes de Cam. Para entendermos melhor como Deus agiu com relação aos descendentes de Cam é necessário recolhermos a informação contida em -

Gênesis 11:9

Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.

Neste versículo, que é parte da história da Torre de Babel, o texto nos diz que Deus פִיצָם – piytsam – dispersou os descendentes de Cam por toda a superfície da terra. Esta expressão traduzida por “dispersou” que dizer, literalmente, espalhou ou esparramou. Todo o conteúdo deste versículo faz referência direta a um ato do próprio Deus que, de maneira forçosa e até mesmo violenta, toma em Suas próprias mãos o ato de espalhar os descendentes de Cam por sobre a superfície do nosso planeta.

A tradição judaica concorda que nem Semitas nem Jafetitas estiveram envolvidos no episódio da torre de Babel. Registros históricos nos apontam para o fato de que nenhum dos povos que descenderam de Sem e de Jafé sequer possuíam, por muito tempo, uma palavra equivalente à palavra “cidade” – ver Gênesis 9:4 onde o hebraico registra o termo עִיר – ‘yir – que procede de uma expressão antiga, que transmitia a ideia de “abrir os olhos”, como deve fazer um vigia que guarda um “lugar”. Foi esse “lugar” que chegou mais adiante a ser identificado com um acampamento ou mesmo com uma cidade. Não existem registros de que Semitas e Jafetitas tenham sido esparramados ao mesmo tempo que os Camitas, nem que tivessem nenhum tipo de inclinação para construir cidades.

Séculos mais tarde e em um ritmo bem mais lento, Jafetitas foram, gradativamente, se estabelecendo nas áreas que já haviam sido desbravadas pelos descendentes de Cam. Uma vez estabelecidos nestas áreas, os descendentes de Jafé adotaram as soluções já inventadas pelos Camitas para solucionar problemas e dificuldades da vida do dia-a-dia.

Os Semitas por sua vez ficaram concentrados naquela região – de um modo geral na região do Crescente Fértil. Isto se deveu ao fato de que eles precisavam amadurecer espiritualmente até estarem em condição de serem espalhados dentre outros povos e nações levando consigo a pura fé monoteísta. Todavia, os descendentes de Sem, representados pelos hebreus, em vez de receberem o seu Messias prometido – ver João 1:11 – preferiram rejeitá-lo. A consequência direta desse desprezo representou a remoção do reino particular que lhes pertencia. Este reino foi então entregue nas mãos dos descendentes de Jafé para que fosse devidamente administrado – ver Lucas 20:9—19 onde os judeus dos dias de Jesus entenderam esse fato e bradaram: NÃO SEJA ASSIM – verso 16. Mas foi e é assim.

O engrandecimento dos Jafetitas continua até os nossos dias tendo alcançado expressivo aumento nos últimos cinco séculos. Este aumento veio a expensas dos camitas, que eram os donos originais de, praticamente, todas as terras da Ásia, das Américas, da África e da Oceania.

Os Jafetitas são aqueles que decidiram experimentar e explorar nosso planeta de uma maneira que jamais foi sequer imaginada pelos Camitas. Esta exploração descontrolada é a maior responsável pelo estado atual em que o nosso planeta se encontra. No filme estrelado por Kevin Costner, “Dança com Lobos”, temos inúmeros exemplos das diferentes abordagens, com relação à natureza, entre Camitas e Jafetitas. Entre esses exemplos existe um que o autor gostaria de destacar. Os Camitas, representados pelos índios peles-vermelhas que eram os habitantes nativos dos Estados Unidos, costumavam matar todos os anos, uma determinada quantidade de búfalos que forneciam a carne necessária para durar até o verão do ano seguinte. Os Jafetitas, representados pelos caras-pálidas – brancos – quando surgiam no horizonte, matavam tantos búfalos quantos encontrassem pela frente, apenas para lhes retirar o couro. Os animais em si eram deixados apodrecendo nos campos. Desta maneira os descendentes de Jafé destruíam os meios de subsistência dos descendentes de Cam, contribuindo com isso, em parte, para o desaparecimento desses povos bem como daquela espécie de animal. Os índios sobreviventes foram simplesmente massacrados em outro brutal genocídio. Aqui vai a minha sugestão ao povo alemão: Construam um Memorial em Bonn para honrar a memória dos milhões de índios assassinados nos Estados Unidos da América, da mesma maneira que os Estados Unidos têm multiplicado o número dos chamados “Museus do Holocausto” praticado pelos alemães. De passagem, devemos dizer que nos tais museus do holocausto nenhuma referência é feita ao genocídio da raça negra através das práticas escravagistas, nem ao genocídio dos povos nativos da América do Norte. Apenas os judeus são “dignos” de serem considerados vítimas de um genocídio. Quanta hipocrisia!

A contribuição dos camitas para o desenvolvimento da civilização humana pode ser considerada inigualável quando, lendo as obras de historiadores, arqueólogos e antropólogos nós descobrimos que surgiram do seio dos camitas as primeiras descobertas referentes aos seguintes itens – a lista não é exaustiva. Note bem, estamos falando “das primeiras descobertas” e não de invenções definitivas.

Polias, Catapultas, Engrenagens, Correntes, Pontes Suspensas, Domos e Arcos, Cobre, Bronze, Ferro, Ferro Fundido, Aço, Vernizes, Esmaltes, Borrachas, Ouro e Prata, Carvão, Carbono, Potes e Jarros, Cimento, Lentes Variadas, Colas, Preservantes, Pregos, Serrotes, Tintas e Corantes, Brocas, Prédios, Janelas, Martelos, Aquecimento Central, Fogões, Portas, Dobradiças, Lixas, Água Encanada, Gás Encanado, Linho, Algodão, Seda, Plantas e Mapas, Lã, Tapeçaria, Agulhas, Pergaminho, Construções à Prova de Tremor, Gaze, Crochê, Fios, Corantes para Fios, Métodos de Silkscreen, Giz, Lápis, Lápis de Cera, Escrita, Roupas Feitas com Penas, Decoração, Papel, Livros, Bibliotecas, Roupas Feitas com Couro, Envelopes, Correios, Tipos Móveis, Fábulas, Sistemas de Catalogação, Enciclopédias, Aloés, Peras, Feijões, Emendas Invisíveis, Cereais Cacau, Café, Chás, Gomas de Mascar, Tabaco, Abacaxi, Pimenta Chilli, Cajus, Cáscara Sagrada, Amendoins, Mandioca, Alcachofra, Batatas, Tomates, Batata Doce, Abobrinha, Milho, Morangos, Lhamas e Alpacas, Porcos, Cavalos, Cachorros, Gatos, Venenos e Intoxicantes para a Caça, Camelos, Vacas, Carneiros, Cangas, Uso de Elefantes para Arar, Rodas Solidas, Rodas c/ aro, Compasso, Esquis, Armadilhas e Redes, Rodas Vazadas, Pontes, Canais, Remos Fixos, Uso de Animais para Caçar, Balões, Planadores, Helicópteros, Embarcações Aquáticas, Pipas, Paraquedas, Espelhos, Perucas, Uso de Pássaros para Navegar, Esmaltes para Unhas, Pentes, Tesouras, Pós Cosméticos, Veículos com Rodas, Pomadas, Escovas, Jóias, Geometria, Barcos Impermeáveis, Conceito de “zero”, Logaritmos, Trigonometria, Álgebra, Propulsão à Jato, Papel Moeda, Moedas, Preços, Pesos, Previsão do Tempo, Medidas, Salários, Bancos, Empréstimos, Regulamentos Comerciais, Contabilidade, Contratos, Anestésicos, Cocaína, Gargarejos, Pílulas, Supositórios, Loções, Sabão, Ferramentas para Trepanação, Ataduras, Torniquetes, Inaladores, Inseticidas, Linhas para Pontos Cirúrgicos, Fumegadores, Soros, Cesarianas, Quinino, Drogas para Dopar Animais, Curare, Fórceps, Mumificação, Lâmpadas, Drogas Tranqüilizantes, Vacinas, Berços, Ventiladores, Brinquedos, Camas Dobráveis, Fogões à Gás, Aquecedores, Lutas, Futebol, Palcos Móveis para Teatros, Lacrosse, Xadrez, Damas, Arcos, Panelas, Chaleiras que Apitam, Bestas, Armaduras, Gases Tóxicos, Venenos, Armas Pontiagudas, Rifles, Pólvora, Mísseis, Órgãos, Torres Incendiárias, Flautas, Trompetes, Trombetas, Harpas, Artilharia Pesada, Guarda-chuva, Óculos, Calendários, Piteiras, Óculos para a Neve, Canudinhos, Telescópio (?), Relógios, Alfinetes de Segurança, Impressões digitais.

A lista acima indica que os camitas desenvolveram estas tecnologias antes que descendentes de Jafé e de Sem o tivessem feito. Fosse através de uma civilização avançada ou não, o fato é que os camitas sempre demonstraram esta imensa habilidade de explorar os recursos disponíveis na natureza ao redor

Como podemos ver, a contribuição dos camitas para a civilização humana é realmente insuperável. É óbvio que em tempos mais recentes muitos caucasianos – brancos descendentes de Jafé – têm assumido à liderança no desenvolvimento de novas tecnologias. Mas não nos esqueçamos, nem por um instante, que muito de tudo o que é moderno e que aí está recebeu profundas colaborações de japoneses, chineses, indianos e etc.

As três raças descendentes dos filhos de Noé – Sem, Cam e Jafé – representam algo que vai muito além de meras variações genéticas dentro de certos tipos “raciais”. Existem evidências de que estes três ramos da raça humana foram, de fato, divinamente apontadas e a contribuição de cada um dos ramos é necessária para que a civilização humana se desenvolva, para o benefício de todos os seres humanos, sem exceção. Assim temos:

• A contribuição de Sem é espiritual.

• A contribuição de Cam é tecnológica.

• A contribuição de Jafé é intelectual.

Quando estudamos a história da civilização humana, nós podemos ver estes três aspectos sendo implementados nesta exata ordem.

O capítulo 9 de Gênesis termina com o registro da morte de Noé aos novecentos e cinquenta anos. Noé viveu 20 anos a mais que Adão e somente 19 anos a menos que Matusalém, que foi o homem que mais viveu de acordo com o registro bíblico.

Diante desses fatos lamentamos profundamente os comentários do senhor deputado Marco Feliciano e dublê de pastor, ao exibir toda sua ignorância quanto às raças que possuem coloração em suas peles, mas especialmente contra a raça negra concentrada no continente africano.

Essa ideia de que as pessoas que possuem cor em suas peles são inferiores foi um ensinamento fundamental também da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou Igreja Mórmon. A maioria dos jovens missionários que trafegam livremente pelas nossas ruas e avenidas, aos milhares, não sabem que um dia seus antepassados ensinaram a inferioridade da raça negra apesar de tal ensinamento ainda se encontrar registrado no Livro de Mórmon e outras obras produzidas pelas primeiras lideranças dessa falsa e pretensiosa versão da fé cristã.

Portanto, meu caro leitor, cuidado com essas pessoas que ensinam mentiras e procuram nos ludibriar com o profundo racismo que escondem por debaixo de suas próprias peles.

Que Deus ajude todos a entenderem a verdade e tratarem com respeito todas as criaturas que Deus criou para servirem de elementos de bênção na vida uns dos outros.

Alexandros Meimaridis 

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