sábado, 7 de setembro de 2013

A COMPLETA ABOLIÇÃO DO DÍZMO NOS DIAS DA NOVA ALIANÇA


Resultado de imagem para dízimo cristão

ATENÇÃO: Para entender melhor o assunto abaixo é muito recomendável que o leitor se familiarize com o artigo anterior que pode ser acessado pelo link abaixo:


O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE O DÍZIMO?

I. Malaquias foi o último profeta do cânon do Antigo Testamento. Ele profetizou para os judeus que haviam retornado do exílio babilônico, provavelmente entre os anos 432—425 a.C.

II. A profecia era, portanto dirigida para os judeus dos seus dias, acima de tudo. Naqueles dias, as pessoas ainda estavam vivendo sob os regulamentos da Antiga Aliança que requeria o pagamento dos dízimos em mantimentos do campo e em animais do pasto conforme podemos ver na seguinte passagem:

A. Levítico 27:30—32

30 Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.

31 Se alguém, das suas dízimas, quiser resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela.

32 No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao SENHOR.

Esses versos nos ensinam que, durante os dias da Antiga Aliança, todo judeu estava obrigado:

1. Trazer o dízimo da produção do campo e das árvores frutíferas para apresentar diante do Senhor.

2. No verso 31 existe uma verdade muito importante, mas rigorosamente ignorada pelos lobos gulosos e pessoas que pregam contra o dízimo. Essa verdade é a seguinte: se qualquer judeu não quisesse se dar ao trabalho de levar seus dízimos de cereais, frutas e animais até o local determinado pelo Senhor, ele poderia trocar as mercadorias por dinheiro, mas ao fazer isso, ele precisava acrescentar uma espécie de multa no valor de 20% da avaliação do dízimo devido.

3. Quanto aos animais, o judeu deveria contar seus animais e retirar 1 a cada 10 contados. Se o indivíduo tivesse 10 ovelhas o dízimo era de uma ovelha. Se ele tivesse 19 ovelhas o dízimo também era de uma ovelha e assim sucessivamente. Preste bastante atenção nesse fato.

Levitas

B. Números 18:24

Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao SENHOR em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis.

De acordo com esse verso os dízimos deveriam ser pagos, exclusivamente aos levitas e a ninguém mais. O mesmo servia para sustentar aqueles que trabalhavam, primeiro no tabernáculo e depois no templo. Por esse motivo o profeta Malaquias fala em “mantimento em minha casa”. É óbvio que o mantimento não era para as edificações em si mesmas e sim para aqueles que nelas trabalhavam. Malaquias faz uso de uma figura de linguagem que chamamos de metonímia onde os levitas podem ser substituídos pela expressão “minha casa”.

C. Levítico 16:26—28

26 Também falarás aos levitas e lhes dirás: Quando receberdes os dízimos da parte dos filhos de Israel, que vos dei por vossa herança, deles apresentareis uma oferta ao SENHOR: o dízimo dos dízimos.

27 Atribuir-se-vos-á a vossa oferta como se fosse cereal da eira e plenitude do lagar.

28 Assim, também apresentareis ao SENHOR uma oferta de todos os vossos dízimos que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta do SENHOR a Arão, o sacerdote.


Sacerdote

Os levitas, por sua vez, conforme os versos acima estavam obrigados a retirar um dízimo dos dízimos recebidos e ofertá-lo para o sustento dos sacerdotes.

D. Deuteronômio 14:28—29

28 Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade.

29 Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem.

Note que essa é outra passagem também é ignorada pelos lobos gulosos. Por quê?

1. Porque uma vez a cada três anos os dízimos não deveriam ser levados para os levitas, mas armazenados na própria cidade onde foram produzidos.

2. Isso devia ser feito para alimentar os levitas do local, o estrangeiro, o órfão e a viúva.

3. Se teu pastor insiste na obrigatoriedade do pagamento do dízimo, deixe claro que você tem todo o direito, garantido pela própria Bíblia, de ficar 1 em cada 3 anos sem contribuir com a igreja!!
Cremos que essas informações são suficientes para se provar que a prática dos dízimos adotada pela maioria das igrejas chamadas evangélicas está completamente equivocada.

III. Mas, alguém poderia perguntar: e as palavras de Jesus em Mateus 23:23, não provam que precisamos pagar os dízimos? Primeiro vejamos o que o texto diz:

A. Mateus 23:23

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!

Novamente temos que analisar esse verso em seu contexto e dar especial atenção quanto ao TEMPO em que essas palavras foram proferidas.

1. Quando Jesus proferiu essas palavras ainda estava em vigor a Antiga Aliança, como seus regulamentos conforme mostramos acima. Mas em poucos dias Jesus faria uma Nova Aliança com a nação de Israel e que se estenderia a todos os povos, conforme podemos ler em:

B. Jeremias 31:31—32

31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.

Note que a necessidade maior de se firmar uma Nova Aliança era o fato de que a Antiga Aliança foi anulada pelo comportamento reprovável do povo de Israel.

C. Mateus 26:26—28

26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.

27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;

28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

Poucas horas depois dessas palavras serem proferidas a morte de Cristo sobre a cruz no Monte Calvário, concretizou a Nova Aliança, que foi colocada em pleno vigor por meio da ressurreição do Senhor, Sua ascensão ao céu e o consequente derramamento do Espírito Santo no Dia do Pentecostes, que criou a igreja, o corpo de Cristo. Corpo esse do qual o próprio cristo é a cabeça.

2. O dízimo era tanto uma instituição do Antigo Testamento ou da Antiga Aliança que a expressões “dízimo” só ocorre no Novo Testamento nos Evangelhos — maior parte ainda atrelada à Antiga Aliança — e na Epístola aos Hebreus, em contextos que estão claramente descrevendo as condições que existiam sob a Antiga Aliança. Com a palavra “dízimos” a coisa fica ainda mais complicada, pois a mesma não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento com exceção de 3 vezes, todas na Epístola aos hebreus e nas mesmas condições da expressão no singular.

O dízimo foi tão abolido, mas tão abolido pela obra de Jesus que o mesmo não é citado no livro de Atos, em nenhuma epístola de Paulo, não é mencionado nem por Tiago, Pedro, João e Judas em suas epístolas. E, definitivamente, o mesmo não aparece nem no singular nem no plural no livro do Apocalipse.

IV. Isso se deve, basicamente, aos seguintes fatos:

A. João 4:19—26

19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.

20 Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém 
é o lugar onde se deve adorar.

21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.

22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.

23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.

24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.

26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.

Note as seguintes verdades:

1. O templo seria abolido e, consequentemente, todo serviço nele prestado e não haveria mais lugar de serviços para os levitas. Portanto, o dízimo também estaria abolido. Isso tudo se realizou, de modo definitivo, quando o General Tito destruiu a cidade de Jerusalém e o seu templo no ano 70 d. C. A partir daí a religião judaica deixou de ser uma religião sacerdotal para tornar-se uma religião rabínica.

2. Templos não são mais necessários, pois o povo de Deus pode se reunir em qualquer lugar, pois Deus está procurando adoradores e não lugares de adoração.

3. Os adoradores podem ser apenas 2 ou 3 o que não justifica arrancar o couro das ovelhas para se construir igrejas cada vez maiores sob a alegação que:

i. A glória da segunda casa será maior do que da primeira e outras bobagens.

ii. Construímos esse templo magnífico para a honra e glória de Deus. Esqueça. Deus está interessado em pessoas e não em prédios.

B. Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

A questão toda é: você crê? A maioria não crê e por isso, continua escravizadas a esquemas vencidos e abolidos.

C. Hebreus 7:12

Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.

1. O sacerdócio, com a vinda de Cristo foi mudado. Deixou de ser segundo a ordem de Levi e passou a ser segundo a ordem de Melquisedeque.

2. Com a mudança de sacerdócio tornou-se obrigatória a mudança da Lei da Antiga Aliança que foi substituída pelos mandamentos da Nova Aliança.

Todavia, é importante deixarmos bem claro, que apesar da Lei da Antiga Aliança ter sido abolida e, junto com ela, a obrigatoriedade do dízimo, nós como cristãos recebemos do Senhor uma nova forma e novos critérios para sustentar a obra de Deus. Tais ensinamentos se encontram em 2 Coríntios capítulos 8 e 9. Mas falaremos disso no próximo artigo.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

R. R. SOARES AFIRMA QUE: QUEM NÃO PAGA O DÍZIMO VAI PARA O INFERNO



Para nossa grande surpresa e desapontamento maior ainda tomamos conhecimento por esses dias, de um vídeo onde o falso mestre R. R. Soares numa seção do seu programa chamada de “pergunte ao missionário”, se depara com a seguinte pergunta:
.
Pessoa da rua: Missionário, uma pessoa que não é fiel no dízimo, isso tem influência na salvação da mesma?

Qual não foi nossa surpresa, ao ouvir na resposta do missionário que: quem não é fiel nos dízimos e nas ofertas não pode ser salvo. Ou seja, em outras palavras, nós precisamos, de fato, comprar a salvação pagando dízimos para esses mestres.


Quando insistimos nesse blog acerca da importância do estudo formal e do preparo adequado para pregar o evangelho, somos sempre muito criticados, apesar de sempre demonstrarmos que homens mal formados acabam interpretando as Escrituras conforme seus próprios interesses ou ignorância.

Esse é precisamente o caso do missionário Romildo Soares quando usa Malaquias 3:10 para justificar sua alegação que aqueles que não contribuem com seus dízimos e ofertas vão para o inferno. Mas é isso que o texto ensina? Vejamos.

Malaquias 3:10

Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.

E para justificar sua mentira — como se o que Malaquias escreveu não tivesse sido abolido pela Nova Aliança, R.R. Soares cita:

Malaquais 3:9

Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.

E para complicar ainda mais as coisas, provando que não entende nada das regras de interpretação ele mistura outro versículo para “provar” seu ponto. Esse verso é:

2 Coríntio 6:10

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus — na versão de Almeida Revista e Corrigida.

Diante desses versos e dessa interpretação esdrúxula, temos que insistir que a interpretação dos mesmos seja feita de acordo com as normas apropriadas da hermenêutica. Entre essas normas estão a obrigação que o pregador tem de entender o contexto em que as palavras foram proferidas — incluindo quem fala e para quem dirige suas palavras e, o mais importante, que é TEMPO ou MOMENTO NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO, em que as mesmas foram faladas pelo profeta. Então vamos entender algumas verdades, mas antes veja os absurdos ensinados por esse falso mestre no vídeo que pode ser acessado por meio do link abaixo:


Todavia, no vídeo existem certos comentário escritos, feitos por quem publicou o mesmo, que também não estão certos, como quando diz que:

1. O dízimo era para os sacerdotes.

2. O Dízimo nunca foi dinheiro, mas apenas mantimentos.

No próximo estudo iremos fazer uma breve apresentação sobre o dízimo e provar que o mesmo foi completamente abolido junto com o resto da Lei do Antigo Testamento. Mas, isso não quer dizer que os cristãos não têm obrigações com contribuir com suas igrejas locais e etc., algo que será objeto da nossa atenção, num terceiro estudo.

Também trataremos de responder, de forma adequada, às afirmações equivocadas de quem publicou o vídeo, como alistadas nos números 1 e 2 acima.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

2 Coríntios 4:1—6 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem – Parte 2 — Sermão # 5



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios


Introdução.

A. Vimos que a confiança de Paulo em Sua mensagem estava baseada não em suas próprias idéias e sim em Deus —

2 Coríntios 3:4—5
4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus.

B. A Antiga Aliança em contraste com a Nova Aliança.
 
Monte Horebe ou Sinai
Antiga Aliança
Nova Aliança
Da letra que mata
Do Espírito que dá a vida
Ministério da Condenação
Ministério da justiça
Ministério da Morte
Vida transformada a cada dia
Temporário
Permanente
Glória evanescente
Glória crescente


    
       
        
        

·        
·        Monte Calvário
C. Quando Moisés falava com o povo de Israel usava um véu para cobrir seu rosto, para que o povo não notasse a glória que se desvanecia —
2 Coríntios 3:13
E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.
D. Nós podemos contemplar o Senhor com os rostos desvendados —
2 Coríntios 3:18
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
E. Estes são todos os motivos porque o apóstolo Paulo possuía inabalável confiança em sua mensagem e não desfalecia —
2 Coríntios 4:1
Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
A Relação Prática do Cristianismo com o “deus deste século” e com os Incrédulos

I. A existência de um inimigo que Paulo não ignorava.

A. O inimigo de nossas almas é chamado pelo apóstolo Paulo de Satanás em —
2 Coríntios 2:11
Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

Concepção Artística Satanás como Anjo de Luz
A expressão vem originalmente do hebraico שָּׂטָן satan e quer dizer:
1. Adversário – alguém que se opõe.
2. Adversário sobre—humano.
B. Em tempos modernos nós podemos perceber duas atitudes básicas com relação a esse nosso adversário. As duas atitudes são extremas:
1. Em primeiro lugar temos o extremo onde tudo, absolutamente tudo, é fruto de ação maligna e o ser humano não é responsável por absolutamente nada do que faz ou lhe acontece. A solução proposta é passar por “uma sessão de desencapetamento total” ou por “uma sessão de descarrego” etc.
2. Em segundo lugar temos o extremo onde a própria existência de Satanás é ignorada e ele é tratado como se não existisse e como se não estivesse agindo. Mas Paulo sabia que parte dos problemas encontrados na igreja em Corinto, e por extensão em todas as igrejas, é mesmo fruto do sutil e incansável trabalho de forças espirituais que são contrárias ao Espírito de Deus. Por este motivo Paulo fala acerca de: 
C. A Recusa que é Perigosa.
1. Paulo fala de forma categórica contra a atitude mental que se recusa a acreditar na Palavra de Deus. Esta atitude é a incredulidade e está bem caracterizada pelo uso da expressão “incrédulos” em — 
2 Coríntios 4:4 
Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 
Todas as vezes que resistimos à verdade de Deus nós abrimos a porta para nosso adversário, שָּׂטָן satan, agir em nossas vidas. Esta atitude:  
a. É injustificável porque a mensagem apresentada é verdadeira e os servos de Deus falam e praticam a verdade — 
2 Coríntios 4:2 
Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
b. Permite ao adversário sua ação mais importante que é cegar por completo aqueles que são rebeldes contra Deus e Sua Palavra. 
2. Quando ouvimos os mandamentos de Deus e não os obedecemos é como se nos tornássemos imunes aos mesmos. A nossa desobediência funciona como uma vacina que nos torna imunes à consciência que deveríamos ter com relação aos nossos deveres para com Deus. O adversário capitaliza em cima da nossa desobediência e aproveita para nos cegar e nos tornar mais desobedientes ainda. 
4. Esta é uma roda viva: quanto mais pecamos menos sensíveis somos à consciência de que estamos pecando. 
5. Mas Paulo fala também acerca... 
D. A Remoção que é Possível. 
A condição das pessoas que desobedecem a Deus é realmente crítica. Em 2 Coríntios 4:3 Paulo caracteriza estas pessoas como aqueles que estão perdidos ou “os que se perdem”. Esta expressão... 
1. Não indica que o caso destas pessoas é sem esperança. 
2 Indica apenas que o caminho em que elas estão andando é um caminho que as está conduzindo para a perdição. Mas, enquanto há vida ainda existe esperança. 
Dar meia-volta 
3. Em 2 Coríntios 3:16 Paulo fala como estas pessoas podem mudar suas vidas: basta se converter, no grego ἐπιστρέψῃ epistrépsi — voltar ao amor e à obediência à Deus. Quando nos dispomos a obedecer a Deus o véu colocado pelo adversário é imediatamente retirado. 
II. A Confiança de Paulo provinha de Deus. 
A. A Visão que Paulo havia Visto por si Mesmo. 
1. Paulo nos fala em 2 Coríntios 4:6 o seguinte: “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração”. 
2. Essas simples palavras, mencionadas acima, são usadas por Paulo para nos dizer que: por traz de toda a ênfase, todo o stress, todas as atividades de pregação do evangelho e etc, estava aquela experiência pela qual ele passou a caminho de Damasco — 

Paulo no Caminho de Damasco 
Atos 9:1—9 
1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote 
2 e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. 
3 Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, 
4 e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 
5 Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; 
6 mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. 
7 Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. 
8 Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco. 
9 Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.
Esta foi a experiência de conversão de Paulo. Foi quando o véu lhe foi retirado e a luz de Deus resplandeceu em sua vida! 
3. A partir daquela experiência Paulo passou a pregar: 
2 Coríntios 4:5 
Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. 
a. A Cristo Jesus como Senhor e... 
b. A si mesmo apenas como um servo dos irmãos! 
C. E o Cristo que ele pregava era o Senhor e o mesmo que o havia transformado em servo de dos irmãos. 
4. Mas além da visão Paulo também esperava... 
B. O veredicto das pessoas. 
1. Em 2 Coríntios 4:2 Paulo fala de: “nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”. 
2. Porque Paulo... 
a. Confiava no Senhor. 
b. Sabia que sua mensagem vinha do próprio Deus. 
c. Sabia que a Nova Aliança era superior e definitiva sobre a Antiga Aliança. 
d. Estava tranquilamente convicto da experiência que havia passado no caminho para Damasco. Ele... 
3. Estava genuinamente preocupado com todas as pessoas ao seu redor. 
4. Paulo sabia dos privilégios de conhecer o Senhor e das trágicas consequências de ignorar a Deus e Sua Palavra. 
5. O ministério de Paulo, que ele chama — ver 2 Coríntios 3:8—9 — de “ministério do Espírito” e de “ministério da justiça” e mais adiante — ver 2 Coríntios 5:18 — de “ministério da reconciliação”, não era um ministério de entretenimento e sim de “resposta” de “mudança de atitude”. 
6. Paulo esperava que seus leitores pudessem reconhecer que a verdadeira autoridade por trás de suas palavras era realmente de Deus. E sendo palavras de Deus seus leitores e ouvintes precisavam responder ou através da obediência ou da desobediência. Não existe meio termo nesta questão. 
7. Todo o ministério de Paulo era feito “na presença de Deus”. E assim devemos agir nós também. 
Conclusão. 
1.  Como está nossa sensibilidade com relação às verdades bíblicas que ouvimos? Somos sensíveis e obedientes ou insensíveis e desobedientes. Quanto mais desobedientes, mais insensíveis nos tornamos. Quanto mais insensíveis mais anestesiados e imunes vamos ficando à ação da Palavra de Deus em nossas vidas. Com isto podemos entristecer ao Espírito Santo de Deus a tal ponto que perdemos completamente a capacidade de ouvi-Lo. 
2. O Senhor Jesus disse no Sermão da Montanha as seguintes palavras: Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus — Mateus 5:8. Quando nos convertemos e nos voltamos para Deus e decidimos amar e obedecer a Deus, então somos completamente perdoados e podemos confiar nas palavras de Jesus citadas acima. 
3. Como estamos vivendo em comunidade? Pensamos que somos melhores do que alguém? Não somos! Não somos nem melhores nem piores do que ninguém. E só existe uma atitude certa diante desta questão: temos que assumir a atitude de servo dos nossos irmãos e irmãs se queremos imitar o nosso Senhor Jesus, pois ele mesmo disse: “Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos – Marcos 10:43—45. 
4. Estamos convictos destas verdades? Nossa vida com Deus vale realmente à pena? Nossa experiência com Deus foi mesmo uma experiência transformadora? Estamos realmente e sinceramente preocupados com o destino das almas eternas ao nosso redor? Se nossa resposta a estas perguntas é sim, então precisamos falar acerca do Senhor Jesus e assumir uma atitude de servos de todas as pessoas. 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/10/2-corintios-4715-batalhas-e-bencaos.html

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

RAINHA DA INGLATERRA ASSINA EM LEI “CASAMENTO” ENTRE PESSOA DO MESMO SEXO



A Inglaterra e o País de Gales tornaram-se, respectivamente, o 16º  e 17º países no mundo a reconhecer o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, depois que a Rainha Elizabeth II assinou a lei autorizando esse tipo de uniões.


De acordo com a nova lei, homens e mulheres adeptos da homossexualidade poderão se unir em cerimônias civis ou mesmo em igrejas — mas nenhuma igreja será obrigada a fazer esse tipo de união. Mas certamente não irá faltar muito espaço “sagrado” para tais abominações.

Saudações, risos e bater de palmas se espalharam pela Câmara dos Deputados — House of Commons — quando o seu presidente anunciou que a lei havia sido aprovada e sancionada por sua majestade.

De acordo com Maria Miller, Ministra da Igualdade — depois ainda tem gente que reclama dos ministérios quem existem no Brasil — “O fato que a lei passou tanto pela Câmara dos Deputados como pelo Senado — House of Lords — sem sofrer nenhuma derrota deve ser reconhecido como uma grande vitória do governo”.

“Esse é um momento histórico que ira ressoar na vida de muitas pessoas. Eu estou orgulhosa que fizemos isso acontecer e aguardo com muita expectativa o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo logo”, afirmou a ministra.

O título da lei pode conter a palavra “casamento”, mas trata-se mais de liberdade e respeito pelas pessoas. 

Um conjunto de leis foi apresentado em separado ao parlamento escocês, para tornar tais “casamento”, legais também na Escócia. Debates sobre o tema devem ter início em Edimburgo nos próximos meses de Outubro e Novembro. O processo já foi iniciado conforme noticiamos por meio do artigo que pode ser visto aqui:


A notícia original poderá ser lida por meio desse link aqui:


Assim caminha a humanidade. Com suas costas voltadas para Deus e se afastando cada vez mais do 
Criador, a quem todo teremos que prestar contas das nossas vida um dia.

Para Meditar:

Salmos 4:2

Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?

Salmos 6:3

Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE PRÁTICAS DE IMORALIDADES SEXUAIS


















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