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sábado, 4 de maio de 2013

2 Coríntios 1:1—11— Sermão # 1 — A Escola do Sofrimento


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios.


Introdução.

·       Paulo estava em Filipos quando escreveu esta Epístola para a Igreja de Corinto.

Mapa com a localização de Filipos 
·     A cidade de Filipos ficava na região da Macedônia na Grécia. Esta cidade foi fundada por Felipe II da Macedônia, Pai de Alexandros, o grande, no ano 358 a.C. Filipos foi a primeira cidade do continente europeu a ouvir a pregação de um missionário cristão — ver Atos 16:6—40.

 
Mapa com a localização de Corinto

Templo de Afrodite
 
·       A cidade de Corinto ficava na região do Peloponeso na Grécia. Esta cidade foi destruída pelos romanos em 146 a.C. e reconstruída em 46 d.C. A cidade era tão pervertida que a expressão "Coríntio" era sinônimo de "imoral" e "depravado". Na antiga Corinto havia um templo dedicado ao culto de Afrodite – Vênus para os romanos — a deusa do amor. Nesse templo havia mil prostitutas cultuais, que atraíam adoradores de todo o mundo antigo. Havia também um outro templo dedicado a Apolo. Em Corinto Paulo fundou uma igreja — ver Atos 18.1—18.

Templo de Apolo
 Apesar desta Epístola ter o título de “Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios” é evidente, pela leitura da correspondência entre Paulo e os coríntios, que existiram outras cartas que foram perdidas — ver 2 Coríntios 2:4 que descreve uma carta que nem de longe pode ser considerada a Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios. 

·        Esta epístola que estamos estudando deve ter sido motivada pelo regresso de Tito a Filipos vindo de Corinto. Aparentemente Paulo teria enviado Tito a Corinto com a carta cujo conteúdo ele sabia iria causar grande tristeza e estava, por este motivo, preocupado com a reação daqueles irmãos. O retorno de Tito trouxe notícias de que os irmãos em Corinto haviam reagido bem ao tom severo de Paulo — ver 2 Coríntios 7:6—9.

De todas as Epístolas escritas pelo apóstolo Paulo, 2 Coríntios, tem sido apontada como a mais humana e a que melhor descreve a mente do apóstolo, sua visão e compreensão da Igreja cristã, bem como sua experiência pastoral como alguém que está realmente preocupado pelo bem estar espiritual do povo de Deus. É nesta Epístola que vamos descobrir tudo o que está envolvido na relação entre um pastor e seu rebanho. 
O apóstolo Paulo manteve uma relação bastante tumultuada com a igreja em Corinto. Havia muitos problemas naquela igreja, incluindo-se aí, pessoas que não gostavam do apóstolo Paulo e que procuravam denegrí-lo e prejudicá-lo de todas as maneiras. É para essa igreja e para essas pessoas que ele abre seu coração.

A Escola do Sofrimento


I. O início da Epístola – 2 Coríntios 1:1—2.
O Apóstolo Paulo 
Paulo se identifica como o autor desta Epístola e escreve aos coríntios revestido de autoridade apostólica. Seu companheiro, Timóteo também é mencionado no início e a carta é destinada aos irmãos em Corinto bem como a todos os santos que se encontram “em toda a Acaia — província romana que, juntamente com a Macedônia, formavam a Grécia — ver Atos 19.21. O apóstolo prossegue desejando a graça e a paz de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus sobre todos os irmãos.
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Em suas outras epístolas, após a identificação e saudações costumeiras, o apóstolo Paulo costuma louvar e agradecer a Deus a bondade demonstrada pelos destinatários — ver Efésios 1:3; Filipenses 1:3; Colossenses 1:3 e 1 Tessalonicenses 1:2. Não é o caso aqui em 2 Coríntios. Nesta epístola o apóstolo inicia falando de si mesmo e dos seus sofrimentos bem como da graça de Deus que o sustentava.
A. A intensidade dos sofrimentos exposta. 
Normalmente nós imaginamos as pessoas de uma maneira muito diferente daquilo que elas realmente são. Os coríntios certamente experimentaram isto com relação ao apóstolo Paulo. 
Imagine como elas se sentiram quando ele lhes disse que havia descoberto que seguir a Cristo implicava em receber exatamente o mesmo tratamento que Cristo havia recebido. Paulo deixa isto bem claro em:

2 Coríntios 1:5 
Com efeito, sabemos por experiência que quanto mais participantes dos sofrimentos de Cristo, com maior facilidade poderemos consolar o próximo — J. B. Philips – Cartas às Igrejas Novas. 
Paulo diz em 2 Coríntios 1:8 que havia passado por uma experiência que o havia feito desesperar da própria vida. Ou seja, ele havia chegado no “fim da corda”!

B. A natureza dos sofrimentos do apóstolo — 2 Coríntios 1:5. 
·       Paulo chama seus sofrimentos de “sofrimentos de Cristo”. Com isso ele está querendo dizer que existem certos tipos de sofrimentos pelos quais temos que passar simplesmente por sermos seguidores ou discípulos de Jesus. Como crentes nós:

1.    Compartilhamos a vida do Senhor Jesus — Paulo diz: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim — Gálatas 2:20. 

2.    Vivemos do mesmo modo que o Senhor viveu i.e. vivemos para a glória de Deus. Jesus disse: Eu não procuro a minha própria glória — João 8:50. 

3.  Temos os mesmos interesses que o Senhor Jesus. Jesus disse: Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos — Marcos 10:45.
  
4.    Sofremos do mesmo modo que o Senhor sofreu. O apóstolo Paulo diz: Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja – Colossenses 1:24. E o autor da Epístola aos Hebreus nos convida a todos, dizendo: Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério — Hebreus 13:13. 

C. A medida dos sofrimentos do apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:8. 
Paulo não mede as palavras para descrever a medida dos seus sofrimentos por ser seguidor do Senhor Jesus, ele diz: Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida — 2 Coríntios 1:8. 
Não sabemos ao que exatamente Paulo está se referindo no verso acima, mas em 2 Coríntios 11:23 a 28 existe um catálogo dos sofrimentos experimentados pelo apóstolo. Todavia o que nos chama mais atenção neste catálogo, não são as coisas que Paulo chama de “exteriores” e sim sua diária preocupação com as igrejas espalhadas por toda a bacia do Mediterrâneo. Aqui temos que notar que Paulo menciona estas coisas como fatos apenas. Não existe nele, absolutamente, nenhum traço de autopiedade do tipo “coitadinho de mim”.

D. A adequação do conforto experimentado. 
O verbo grego παρακλήσεως parakléseos — que significa encorajar, consolar e confortar aparece, em diversas formas, nada menos do que 10 vezes nos versos 3 a 7 de 2 Coríntios 1. Nossas palavras em português, “conforto e consolação”, são definidas da seguinte maneira pelo Dicionário Aurélio Século XXI: 
1. Confortar — Dar forças, fortificar. 
2. Consolar — Aliviar ou suavizar a aflição, o sofrimento ou o padecimento de. 
O Conforto e consolação experimentados pelo apóstolo Paulo era suficientemente adequados para as situações enfrentadas como podemos ver em seguida. 
3. O poder consolador vinha de Deus — 2 Coríntios 1:4 e 10. 
Este é um privilégio que somente o crente possui: por maior que seja a dificuldade, por mais intenso que seja o sofrimento, a graça de Deus será sempre proporcionalmente maior. O testemunho dos cristãos durante todos os séculos tem sido no sentido que: Deus não nos protege necessariamente das situações difíceis impedindo as mesmas de nos alcançarem e sim nos concedendo graça suficiente para triunfarmos no meio delas.

O apóstolo Paulo faz uma lista, em Romanos 8:33—36, das muitas dificuldades a que estamos sujeitos. Mas ele termina a lista com estas palavras: Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou - Romanos 8:37. 
4. As orações que haviam sustentado Paulo — 2 Coríntios 1:11. 
O apóstolo reconhece uma grande dívida aos irmãos pelas orações feitas a favor dele. Aqui ele demonstra sua graça e generosidade acreditando que mesmo em Corinto, havia pessoas que o sustentavam em oração. 
Como estimar o alcance das nossas orações? Não podemos. Somente a eternidade irá nos revelar o que foi alcançado por nossas orações. 
Nem todos têm recursos para contribuir, nem todos têm as forças para fazer o trabalho que precisa ser feito, mas todos nós temos o tempo e a oportunidade para orar. Além do mais temos o direito de orar. Jesus chegou a ensinar uma parábola – ver Lucas 18:1—8 — para nos ensinar acerca do dever de “orar sempre e nunca esmorecer”. 

E. O Ministério enriquecido — 2 Coríntios 1:4 e 9. 
Em tudo o que o apóstolo havia experimentado ele podia enxergar duas coisas claramente: 
1. Todo o sofrimento havia produzido uma capacidade cada vez maior de ser útil às outras pessoas. O sofrimento havia capacitado o apóstolo a demonstrar uma simpatia cada vez maior por outros que estavam sofrendo ao mesmo tempo em que ele podia testemunhar como a consolação de Deus havia funcionado em sua própria vida. Que diferença faz quando alguém se aproxima de nós, em meio ao sofrimento, e nos diz: “eu sei o que você está passando, eu já passei pela mesma coisa e eu também sei como a graça de Deus é mais que suficiente em todas estas coisas”! 
2. Em segundo lugar, todo o sofrimento tinha ensinado o apóstolo Paulo a não confiar em si mesmo e em nada mais a não ser exclusivamente em Deus – 2 Coríntios 1:9! Como é fácil esquecer nossa incapacidade especialmente quando estamos tão envolvidos no trabalho do Senhor sem depender realmente d’Ele. Quando abandonamos nossas orações, quando negligenciamos os ministérios do Espírito Santo. Graças a Deus pela escola do sofrimento, pois ela nos mostra nossas limitações e nos ajuda a voltar para nosso Pai.  

F. As descobertas apropriadas – 2 Coríntios 1:3 e 11. 
Através do sofrimento o apóstolo Paulo pode descobrir as duas verdades seguintes: 
1. Paulo descobriu novos nomes para seu Senhor: “Pai de Misericórdia e Deus de toda a consolação” — verso 3. Somente através do sofrimento é que novas facetas e novos aspectos do caráter e da graça de Deus podem ser marcados em nossas almas de maneira permanente. Não existe nenhuma outra maneira de experimentarmos estas realidades a menos que passemos pelas dificuldades que Deus usa para nos ensinar. 
2. A segunda descoberta foi uma nova canção em seu coração. Note como ele inicia 2 Coríntios 1:3 dizendo: “bendito”. Esta é uma palavra de louvor, de bendição. Não existe aqui nenhum traço de autopiedade. Tudo o que encontramos em Paulo é uma atitude de louvor, de ações de graças e de adoração. Paulo também reconhece que os coríntios e outros também tinham a prerrogativa de se alegrarem e oferecerem ações de graças a Deus — verso 11.  

Conclusão. 
1.  Nesta primeira mensagem de 2 Coríntios, Paulo nos informa que todos nos experimentamos muitos sofrimentos por sermos seguidores de Jesus e não precisamos que nenhum outro irmão se “empenhe”, visando aumentar estes sofrimentos. 
2. Quanto cuidado devemos ter meus irmãos e irmãs no trato de uns para com os outros, para que não sejamos nós os responsáveis por colocar “a última palha que irá fazer o jumento arriar”. 
3. Não devemos menosprezar a importância de nossas orações diante de Deus a favor uns dos outros, pois como diz Tiago: Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo — Tiago 5:16b. 
4. Está enfrentando problemas ultimamente? Não se envergonhe. Vá e conte tudo a Jesus. Ele sabe, por experiência própria, tudo o que você está passando – ver 
Hebreus 4:15—16 
15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 
16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. 
5. Precisamos manter diante de nós a lembrança das palavras de Jesus quando disse: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer - João 15:5. 
6. Quem espera e quem promete, que a vida cristã deve ser um mar de rosas, se esquece que as rosas possuem muitos espinhos! 
7. As três ideias mais mencionadas nesta passagem são: tribulação ou sofrimento, conforto ou consolação e ações de graças. 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15

Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SALMOS 23:4a - AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE - SERMÃO 007




Esse artigo é parte da série "O Senhor é Meu Pastor do Salmo 23" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL NENHUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO.

Texto: Salmo 23:4a

Introdução.

• A mensagem de hoje, introduz a segunda parte do Salmo 23. Na primeira parte vimos que Davi, falando como se fosse uma ovelha, reconhece que: porque o SENHOR é o meu pastor então, nada me faltará. O cuidado de Deus como vimos, estava manifestado, da seguinte maneira:

 Me faz repousar em pastos verdejantes.

 Leva-me para junto das águas de descanso.

 Refrigera-me a alma.

 Guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

• A primeira parte do salmo descreve o cuidado do pastor durante os meses da primavera e do outono, quando o pasto é menos abundante, e as ovelhas são cuidadas em pastos utilizados em forma de rodízio, sem grandes deslocamentos.

• A segunda parte do salmo aborda os meses do verão, quando as ovelhas são conduzidas para pastos distantes, nas montanhas. Nessa ocasião, o relacionamento das ovelhas com o pastor se torna mais íntimo. A dependência da ovelha do seu pastor se torna profunda, e isso, está claramente declarado nos próximos versos.

• O verso 4 é muito especial, porque o pronome “me” é substituído pelos pronomes “eu” e “tu”, indicando uma relação bem mais íntima.

• Dentro desse contexto, de maior dependência e maior intimidade, Davi diz.

AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL NENHUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO.

I. O Cuidado Contínuo do Pastor Para Com suas Ovelhas

• Uma vez passados os meses do outono, do inverno e da primavera, com os campos nas planícies exauridos, resta apenas conduzir as ovelhas para as montanhas.

• A busca por campos nas montanhas é uma aventura, tanto para as ovelhas como para o pastor. Por esse motivo, pastores nunca conduzem suas ovelhas para lugares onde eles mesmos não estiveram antes. Além disso, nesses casos, os pastores vão sempre adiante de suas ovelhas. As ovelhas seguem o pastor, mesmo sem vê-lo, sendo guiadas apenas pelo som da sua voz.

• Perigos, nesse momento, incluem:

 Ribeiros turbulentos.

 Avalanches de terra e pedras.

 Plantas venenosas.

 Animais predadores.

 Tempestades de granizo.

• O objetivo do pastor é conduzir seu rebanho para os lugares altos e mais espaçosos.

• O pastor experimentado sabe que o melhor caminho para se escalar uma montanha, passa por algum vale. Muitas vezes é preciso descer, quando se deseja subir.

• Vales, em sua grande maioria, são abertos pela erosão causada pela força da água. E, para a água, criar um determinado vale, ela certamente desceu a encosta da montanha e, nesse processo ela abriu uma trilha que pode ser seguida com segurança, a maior parte das vezes.

• Esses caminhos, além de serem mais fáceis, por serem caminhos de águas, estão repletos de relva nas encostas e de fontes de águas naturais e puras.

• Assim, Davi sabia que, muitas vezes, para se atingir o alto, era necessário passar por vales, sendo alguns deles, muito sombrios.

II. O Cuidado Contínuo de Deus para Com as Ovelhas do Seu Pastoreio.

• Desde o início da igreja cristã têm existido inúmeros movimentos espirituais que anelam por conduzir as pessoas a uma vida que esteja acima do nível da mediocridade geral.

• Em nossos dias, pastores e igrejas oferecem experiências religiosas que prometem arrancar a pessoas da mesmice de cada dia e transportá-la, num passe de mágica, para uma vida vitoriosa, seja financeiramente, seja da perspectiva da saúde ou da felicidade sentimental. Tudo isso, é claro, tem um preço e nada é oferecido conforme o mandamento de Jesus que disse: “de graça recebestes, de graça daí” – Marcos 10:8.

• Mas meus irmãos e irmãs, assim como não existem atalhos para o topo da montanha, assim também não existem “passes de mágica” na vida cristã. Para se atingir o topo, da comunhão e da intimidade com Deus, é necessário, muitas vezes, nessa vida, passar por vales, sendo alguns deles muito profundos e sombrios.

• Mas o Salmo 23, a partir do verso 4, faz referência a uma grandeza, a uma tranqüilidade e segurança tais, que deixam nossas almas em completo repouso.

• O Salmista diz: Não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo. Tu estás comigo em cada situação, em cada provação sombria, em cada frustração, em cada problema perturbador e em cada dúvida inquietante.

• Jesus como nosso Bom Pastor tem dito o seguinte:

 Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz – João 10:2—4.

 E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século – Mateus 28:20.

• Quando reconhecemos essas verdades, quando entendemos que o SENHOR está conosco em meio ao nosso sofrimento e que ele entende o que estamos passando, porque ele mesmo sofreu mais do que qualquer um de nós então, nesse momento, nossos temores e até mesmo nosso pânico e dúvidas cedem lugar a uma confiança calma e tranquila em Seus cuidados.

• É nos vales da vida, que encontramos o refrigério que apenas Deus pode oferecer. É nas horas de tribulação e dificuldade que a doce voz do pastor vem confortar nossas almas cansadas e assustadas.

• Alguns dizem que não tem condições de passar por essas situações. Não querem saber de nenhum vale em suas vidas. “Tá amarrado” ou “Isso não vai me acontecer de jeito nenhum, em nome de Jesus”, elas costumam dizer. Elas se esquivam dos “vales” com forte senso de pavor e mau pressentimento, porque não conhecem o Bom Pastor. Não confiam nele. Então querem fugir das dificuldades. Acreditam nas mentiras dos que dizem que problemas e dificuldades são fruto de falta de fé, de pecado ou de ação de demônios na vida das pessoas. São incapazes de entender que Deus, porque nos ama, nos faz passar por provações e tribulações, além de nos disciplinar quando nos desviamos do reto e bom caminho. Tudo isso para o nosso bem, para o nosso crescimento.

• A presença poderosa do Senhor em nossas vidas, através de seu Espírito Santo, se faz sentir melhor quando cessamos de lutar, quando entregamos os pontos, quando nos entregamos completamente em Suas mãos. Paulo, que passou por muitas e boas – ver 2 Coríntios 11:23—28 – disse o seguinte: E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte – 2 Coríntios 12:7—10.

• Quando abrimos o coração e deixamos Deus nos consolar nas horas mais difíceis, então somos capacitados a consolar outros que estão vivendo em medo – ver 2 Coríntios 1:4: É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

Conclusão:

1. Muitas vezes, enquanto caminhamos nessa vida, nos sentimos bastante incomodados com a falta de alguma coisa, com o jeito de uma determinada situação ou com a forma como circunstâncias nos atingem. Nessa horas, temos que concentrar nossa atenção naquilo que realmente importa: na voz do nosso bom pastor, na sua presença confortadora.

2. O autor da Epístola aos Hebreus diz o seguinte: Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei - Hebreus 13:5.

3. O que esse verso nos ensina? Que o que realmente importa, não são as circunstâncias ao nosso redor, nem a presença ou ausência de bens materiais, nem as condições em que nos encontramos e sim a gloriosa presença do Senhor em nosso meio.

4. Se o Senhor está em nosso meio, se ele é nosso Bom Pastor, se ele está sempre cuidando de nós, então nós podemos afirmar confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? – Hebreus 13:6.

5. Mas só conseguimos chegar nesse ponto, se aprendermos a manter uma atitude serena quando as adversidades surgem.

6. Meus irmãos e irmãs, deixem o Espírito Santo fluir como um verdadeiro rio de águas vivas, através dos vales que foram escavados em suas vidas pelas experiências mais difíceis que vocês estão atravessando agora mesmo.

7. Ouçam as palavras de Jesus: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo - João 16:33.

8. Que nos apeguemos com fervor à voz do nosso Bom Pastor e que possamos confiar em Jesus, mesmo quando estivermos atravessando o mais escuro dos vales.

OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O SENHOR É O MEU PASTOR =

002 – NADA ME FALTARÁ =

003 – ELE ME FAZ REPOUSAR =

004 — AGUAS DE DESCANSO =

005 – REFRIGERA-ME A ALMA

006 – GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA

007 – AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE

008 — O TEU BORDÃO E O TEU CAJADO ME CONSOLAM

009 — PREPARAS-ME UMA MESA NA PRESENÇA DOS MEUS ADVERSÁRIOS

010 — UNGES-ME A CABEÇA COM ÓLEO

011 — O MEU CÁLICE TRANSBORDA

012 — BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA MIMHA VIDA

013 — E HBITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/06/salmos-236b-e-habitarei-na-casa-do.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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