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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

SUICÍDIO: FALAR É A MELHOR SOLUÇÃO

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O suicídio é um tema tabu no meio evangélico. Cercado de muito mistério e de uma ignorância maior ainda, temos tido a oportunidade de ouvir enormes absurdos quando alguém comete suicídio, especialmente se tal pessoa era crente, se ela foi salva e etc. O material abaixo foi publicado pelo site da Editora Fiel e é de autoria de Kevin DeYoung e desejamos compartilhar o mesmo com todos os nossos leitores, porque apresenta uma visão equilibrada e bíblica do ato de tirar a própria vida que pode ser motivo de iniciar uma discussão mais aprofundada sobre o tema.

SUICÍDIO É UM PECADO, MAS NÃO O PECADO IMPERDOÁVEL

A notícia da morte de uma pessoa por meio de suicídio não é um tema com que lidamos facilmente.  Isso é verdade especialmente para o incontável número de cristãos que se acham de luto por pessoas queridas ou que têm lutado, eles mesmos, com pensamentos suicidas. Não é surpreendente que, diante dessa notícia de alcance global, a internet fervilha de comentários e críticas, pontos e contrapontos. Alguns deles úteis, outros nem tanto.

Sem tentar examinar tudo o que foi dito, e sem pretender dizer tudo o que precisa ser dito acerca de um assunto tão difícil, pensei que poderia ser útil tentar dissipar um pouco a fumaça e apontar quatro breves afirmações. Talvez elas possam nos ajudar a pensar teologicamente e pastoralmente sobre o suicídio.

1. O assunto do suicídio deve ser abordado de modo sensível e compassivo.

Nós precisamos saber o tempo e o lugar. Este é um post de blog direcionado a uma audiência genérica, então eu não acredito que seja insensível dar um passo atrás e analisar “quatro afirmações” sobre o suicídio. Mas eu não apresentaria quatro pontos como estes a alguém de luto pela morte de um amigo ou a alguém que estivesse pensando em suicídio. Tais situações exigem abraços, lágrimas, perguntar, ouvir, contato pessoal e oração — coisas que são impossíveis ou praticamente impossíveis de fazer em um post de blog. Dito isso, mesmo em um artigo genérico, dirigido a ninguém em particular, devemos ter em mente que qualquer um pode estar lendo. O cristão sábio está sempre cônscio de que as pessoas ouvem com diferentes ouvidos. Para alguns, este tópico é uma interessante questão teológica. Outros estão pensando em como ministrar eficazmente quando a necessidade surgir. E, para outros, a mera menção ao suicídio lhes causa no íntimo uma dor indescritível.

2. Suicídio é complicado e ocorre por diferentes razões.

Acredito que muitas pessoas se irritaram com as respostas críticas à morte de Robin Williams porque as críticas falharam em compreender – ou pelo menos pareceram falhar em compreender — as diferenças morais que envolvem os diferentes contextos de suicídio. Certamente, alguém que tira a própria vida após vinte anos de lutas recorrentes contra a depressão merece mais simpatia do que o homem que perde tudo no mercado de ações e pula do 75º andar em um momento de crise financeira. Há uma diferença moral do indivíduo que é pego em adultério e — cheio de vergonha e sem disposição de enfrentar o seu pecado — comete suicídio em comparação ao indivíduo que descobre ter sido traído e, sentindo que sua vida não pode mais seguir em frente, decide dar-lhe um fim. O indivíduo que dispara contra crianças e então se mata é egoísta, maligno e centenas de outras coisas. O indivíduo que tira a sua própria vida em meio aos espasmos de uma depressão que é indesejada, impertinente e aparentemente interminável será visto de modo muito diferente. A nossa última ação — mesmo sendo pecaminosa — não define a totalidade da nossa existência. Nós estamos certos em lembrar tudo o que era bom e verdadeiro naqueles que sucumbem à tentação da autodestruição.

3. Suicídio é um pecado.

Certamente, não seria com isso que eu começaria no aconselhamento pastoral, no cuidado pastoral ou ao conduzir um funeral, mas é um aspecto deste assunto difícil que não podemos evitar. Enquanto pode haver situações extremas em que um suicida claramente perdeu o controle de todas as suas faculdades (isto é, demência, traumatismo craniano), na grande maioria dos casos estamos certos em ver o suicídio como uma escolha moralmente culpável e moralmente condenável. Por séculos, a igreja tem consistentemente visto o suicídio como uma violação do sexto mandamento. Assassinato de si mesmo ainda é assassinato. Como John Frame observa no livro “A Doutrina da vida cristã”, há cinco exemplos de suicídio na Escritura — Juízes 9.52-54; 1Samuel 31.3-5; 2 Samuel 17.23; 1Reis 16.18-19; Mateus 27.3-5 — e todos eles estão em um contexto de vergonha e derrota. Do mesmo modo, quando personagens mais nobres pedem a Deus para tirar suas vidas, Deus nunca lhes atende — Números 11.12-15; 1Reis 19.4; Jonas 4.1-11. Nos casos de Jonas e Jó, Deus claramente vê suas petições autodestrutivas de modo desfavorável.

Embora nós desejemos ter empatia por aqueles que sofrem — seja pelo arrependimento, depressão, doença ou qualquer outra enfermidade persistente —, certamente é um raciocínio ético pobre pensar o sofrimento como um meio que justifica qualquer fim. Nossas escolhas devem ser consideradas “livres” contanto que não estejam sujeitas à coerção ou compulsão exteriores. Julie Gossack — uma esposa e mãe que, por cinco vezes, teve de enfrentar o sofrimento do suicídio de familiares — resume bem a questão: “Suicídio não é uma herança genética nem uma maldição familiar. Suicídio é uma escolha pecaminosa feita por um indivíduo. Essa afirmação não é desprovida de amor ou respeito. É a verdade. Eu amava ternamente meus familiares que cometeram suicídio, mas as escolhas deles foram pecaminosas, e não justas” (JBC Winter: 2006). O suicídio pode parecer a única saída, mas a Escritura nos afirma que Deus nunca nos conduzirá a uma situação em que violar seus mandamentos seja a única opção — 1Coríntios 10.13. Nós não ajudamos os santos que estão lutando se nos recusamos a dizer-lhes que o suicídio desagrada a Deus; falar-lhes isso, em amor, pode ser um dos meios pelos quais Deus sacode a alma suicida e lhe traz de volta a um pensamento melhor, mais piedoso.

4. Suicídio não é o pecado imperdoável.

Nós não temos um sistema de penitência e de “extrema unção”. Embora seja particularmente triste para um cristão morrer dessa maneira — confuso e sem esperança —, essa perda de perspectiva não significa, necessariamente, que o indivíduo não era um cristão nascido de novo e justificado. John Frame, o qual sustenta que o suicídio é pecado, também conta a história de um amigo missionário que foi conduzido para mais perto de Jesus à medida que lutava contra a depressão, mas terminou por matar-se. Frame não hesita em dizer, com confiança, que aquele homem era um cristão genuíno. Nós somos salvos pelo sangue de Cristo, não pelo fato de o nosso momento final ter sido triunfante ou trágico. O suicídio não deve ser tratado com leviandade. Ele é inimaginavelmente doloroso e desagradável a Deus. Porém, para o filho de Deus, verdadeiramente arrependido, verdadeiramente crente e verdadeiramente justificado, Deus é maior do que os nossos pecados, mesmo aqueles que nos apanham em nosso último suspiro.

O artigo original poderá ser visto por desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EFÉSIOS - SERMÃO 013 – A CONDIÇÃO HUMANA SEM DEUS - EFÉSIOS 2:1—3



Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS


Introdução.

A. Na última divisão que estudamos — Efésios 1:15—23 – nós vimos o apóstolo Paulo orando e pedindo para que seus leitores tivessem seus olhos iluminados pelo Espírito Santo para que pudessem perceber:

1. As implicações da esperança do chamamento de Deus que representa o início da nossa vida cristã.

2. A riqueza da glória da nossa herança que nos aguarda na presença de Deus e que representa o fim da nossa carreira cristã.

3. A suprema grandeza do poder de Deus que está disponível para todos nós hoje.

B. E Paulo nos disse que o poder de Deus:

1. Ressuscitou Jesus dentre os mortos para um tipo de vida em que Ele não pode mais morrer e nisso, Jesus se torna nosso precursor ou irmão primogênito.

2. Fez Jesus se assentar à destra de Deus acima de todas as coisas.

C. Jesus possui um nome que está acima de todo nome.

D. Deus deu Cristo à Igreja e deu a Igreja à Cristo para que o Senhor Jesus possa preenche-la com seus maravilhosos dons e para que a igreja seja aquele local, todo especial, onde a plenitude de Jesus sobre todas as coisas pode ser melhor apreciada.

E. No texto de hoje, Paulo inicia dizendo: “Ele vos deu vida”. Mas na sequência Paulo vai descrever, o que é nosso assunto principal nessa mensagem, e que é:

·   
A CONDIÇÃO HUMANA SEM DEUS

I. A Verdadeira Condição Humana ou Aquilo que Somos por Natureza.

A. Já fizemos referência, muitas vezes, ao fato de que a Bíblia fala muito francamente acerca da condição humana sem Deus. Nesses versículos não é diferente. O que temos aqui é uma descrição devastadora e que diz respeito a todos os seres humanos sem exceção.

B. O que temos diante de nós é uma descrição dos seres humanos caídos e das sociedades humanas caídas em todos os lugares. Essa é a condição universal dos seres humanos sem Deus

C. Para indicar este estado de absoluta depravação Paulo alista três verdades:

1. Nós Estávamos Mortos.

a. A morte a que Paulo se refere não é uma metáfora. É sim a descrição exata do estado em que se encontram todas as pessoas que não estão “em Cristo”.

b. Mas como podemos dizer que estão mortos os atletas tão cheios de vigor, ou o professor universitário tão inteligente ou mesmo o artista que possui uma personalidade tão deslumbrante?

c. Isso acontece porque a morte a que Paulo está se referindo não mantém relação nem com o vigor físico, nem com a inteligência nem com a personalidade de pessoas. Ela tem a ver com a condição espiritual das pessoas diante de Deus. Nessa condição, os seres humanos:

i. Andam na vaidade dos seus próprios pensamentos.

ii. Têm obscurecido o entendimento.

iii. São alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem pela dureza dos seus corações.

iv. Tornaram-se insensíveis.

v. Entregaram-se à dissolução para com avidez cometerem toda sorte de impurezas —

Efésios 4:17—18

17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

d. Nesta condição, apesar de estarem vivos estão realmente mortos —

1 Timóteo 5:6

Entretanto, a que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está morta.

e. Este estado de verdadeira morte é atribuído a duas coisas: delitos e pecados.

f. Essas duas palavras foram cuidadosamente escolhidas pelo apóstolo Paulo porque nos fornecem uma descrição abrangente do mal que percebemos nas nossas sociedades.

g. Vamos analisar estas duas palavras de maneira mais aprofundada:

i. Em primeiro lugar Paulo usa a expressão παραπτώμα — paraptóma — traduzida por delito e que quer dizer, literalmente, “um passo em falso”. Como tal esta expressão descreve:

O ultrapassar um limite estabelecido como uma linha imaginária.

Desviar-se do caminho certo.

ii. Em segundo lugar Paulo usa a expressão ἁμαρτία — amartía — traduzida por pecado e que, literalmente, quer dizer:

Errar o alvo.

Não alcançar determinado padrão estabelecido.

h. Estas duas palavras juntas cobrem todos os tipos de transgressões que podemos imaginar. Elas fazem referência tanto aos nossos pecados ativos quanto passivos; aos nossos pecados de comissão e de omissão.

i. Diante de Deus nós somos tanto pessoas fracassadas quanto rebeldes. O resultado direto desta condição é que nós estamos mortos ou “alheios à vida de Deus” —

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

J. Quando nós, que somos reformados, falamos acerca da “depravação total” dos seres humanos não estamos nos referindo a orgias e bebedeiras sem fim ou práticas pecaminosas perversas de qualquer natureza. Estamos nos referido ao pecado, seja ele de comissão ou de omissão. E isto porque não existe nada pior que um ser humano possa fazer contra Deus, o próximo, a natureza e contra si mesmo do que pecar!

2. Nós Éramos Escravos.

a. Neste texto Paulo nos diz que apesar de uma aparente liberdade, os seres humanos são realmente escravos do mundo, do diabo e da carne.

i. Do mundo — Paulo usa a expressão “curso deste mundo”. Essa expressão descreve um rio caudaloso que vai arrastando as pessoas, apesar de as pessoas terem bastante “liberdade”, elas estão sendo arrastadas. No sentido ético o termo descreve a humanidade alienada da vida de Deus, pecaminosa, sob o severo juízo de Deus e precisando de salvação.

ii. Do diabo — Aqui chamado de príncipe da potestade do ar e do espírito que agora atua nos filhos da desobediência. A Bíblia diz que o diabo é o “pai da mentira” – ver João 8:44. Seu controle se manifesta sobre os centros políticos e financeiros e sobre os centros culturais. Praticamente tudo que produzido, culturalmente falando, todas as decisões políticas e financeiras deste mundo estão envoltas, na maioria das vezes, em grossas mentiras e outras vezes em mentiras sutis, mas é tudo sempre mentira.

iii. Da carne — Paulo diz: segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. Nossa condição de seres humanos caídos e possuidores de uma natureza pecaminosa representa, realmente, uma enorme escravidão.

b. Somos chamados de “filhos da desobediência” porque nos rebelamos contra Deus. Nossa rebeldia contra Deus é consciente e voluntária. Porque nos rebelamos contra Deus somos presas fáceis do diabo e suas hostes.

c. A conseqüência disto tudo e...

3. Nós Estávamos Condenados.

a. Não estávamos somente mortos e escravizados, mas estávamos também sob a terrível condenação de Deus. Literalmente Paulo diz que éramos “filhos da ira”.

b. A ira acerca da qual Paulo se refere é a santa ira de Deus que se manifesta contra toda impiedade e perversão —

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

c. Sim, existe um Deus pessoal que manifesta tanto Sua ira quanto sua graça. Certos ramos do ateísmo bem como as religiões orientais, principalmente aqueles originárias da Índia, negam a existência de um Deus pessoal. Preferem pensar na existência de uma força impessoal e desinteressada no que se passa entre os seres humanos. Para os adeptos do hinduísmo e do budismo os seres humanos estão presos em um ciclo cármico — A expressão carma tem sua origem na expressão “karman” do idioma sânscrito e nas filosofias da Índia, e representa o conjunto das ações dos homens e suas consequências.  Liga-se o carma às diversas teorias de transmigração das almas, e por meio dele se definem as noções de destino, do desejo como força geradora do destino, e do encadeamento necessário, por força desses dois fatores, entre os diversos momentos da vida dos homens.

d. Mas o Deus da Bíblia é um Deus pessoal e que está muito interessado com a sorte das suas criaturas. É um Deus que se sente pessoalmente ofendido pelos pecados cometidos pelos seres humanos, porque ele é um Deus santo!

i. Nossos pecados são terríveis porque ofendem o Deus Eterno. Como tal ofendem a Deus também eternamente. Sua Santa ira é plenamente justificada.

ii. Deus derramou Sua ira sobre o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Quando o ser humano recusa aceitar o que Deus fez através de Jesus a nosso favor, nada mais resta ao pecador, senão encarar a “ira de Deus” —

João 3:16 e 36

16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Conclusão:

A. Já no Antigo Testamento o Senhor havia nos revelado através do profeta Isaías, o fato de que:

Isaías 59:2

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

E mais:

Isaías 64:6

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.

B. Essa é a tragédia mais básica ou fundamental do ser humano: Pessoas que foram criadas por Deus e para Deus, vivem agora suas vidas sem Deus.

C. O apóstolo João deixa bem clara a opção feita pela humanidade:

João 3:19

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

D. Fora de Cristo o ser humano está morto em seus delitos e pecados, escravizado pelo mundo, pelo diabo e pela sua própria natureza caída e, completamente, condenado sob a ira de Deus.

E. Deus em sua misericórdia nos tem confiado a mensagem das boas novas que oferece, gratuitamente: vida para aqueles que estão mortos, libertação para aqueles que estão escravizados e perdão para aqueles que estão condenados no corredor da morte. ­

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS

EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE



EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.    

terça-feira, 18 de novembro de 2014

UM ESTUDO ACERCA DO PECADO - PARTE 010 - O PECADO ORIGINAL E PARTE 011 - A DEPRAVAÇÃO TOTAL



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.   

10. O Pecado Original

O pecado original é um conceito teológico e como tal não lança nenhuma luz sobre a origem do pecado. Também por esse mesmo motivo o mesmo não se trata de ensinamento bíblico direto, mas apenas de um conceito derivado dos ensinamentos bíblicos.  O pecado original não se refere ao primeiro pecado cometido entre todos os pecados, tampouco se refere ao primeiro pecado cometido na história da humanidade. Refere-se exclusivamente ao primeiro pecado cometido por Adão e somente a esse primeiro pecado e a nenhum outro pecado posteriormente cometido por Adão. Na história da humanidade, Eva foi a primeira a transgredir; não obstante, o pecado somente entrou no mundo através do pecado posterior de Adão — posterior ao de Eva — conforme o que lemos em

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

O pecado original é o primeiro pecado cometido por Adão, que se tornou por sua vez, a origem de todos os outros pecados cometidos pela raça humana, inclusive os outros pecados cometidos pelo próprio Adão. E é por causa do poder deste primeiro pecado de Adão que a morte passou a todos os homens, mesmo para aqueles que não pecaram a semelhança de Adão.

Romanos 5:14

Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

Neste contexto é da maior importância notar que quando Deus deu o mandamento para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal Eva ainda não havia sido criada —

Gênesis 2:15—17

15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,

17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.


11. Depravação Total

O pecado original nos fornece uma pista acerca da natureza do pecado e da morte. De acordo com o relato que encontramos no Gênesis o pecado é um ato destrutivo de auto-afirmação baseado em orgulho, falta de amor, rebeldia, falta de gratidão, primeiro contra Deus que deu ao homem sua realidade, mas simultaneamente contra si mesmo e contra todas as outras formas de realidade criadas. Por meio deste ato inicial de pecado, Adão quebrou seu relacionamento com Deus, com Eva e com a natureza dos quais, em diferentes graus, dependiam tanto sua vida como seu bem-estar. O pecado de Adão é uma declaração de autossuficiência. Era desejo de Adão seguir seu caminho sozinho. Por meio daquele primeiro pecado de Adão tudo é alienado. Adão e Eva se escondem um do outro por meio da tentativa de costurar roupas para si; Adão se esconde de Deus; Adão põe a culpa em Deus e em Eva, Eva culpa a serpente e o próprio ser se torna alienado de si mesmo —

Gênesis 3:7—13

7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.

13 Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Esta alienação de si mesmo produz uma depravação correspondente que priva o homem de todas aquelas qualidades morais e espirituais que constituem seu “ser” autêntico. O homem perdeu a capacidade de auto-realização e tornou-se seu pior inimigo. O “ser” está completamente depravado, pois não existe nada pior nem mais destrutivo que ele possa fazer contra Deus, seu semelhantes, seu mundo e contra si mesmo do que pecar. Desta maneira, a morte e o inferno não são mais do que consequências das exageradas qualidades de culpa do próprio pecado. O pecado original, e todos os outros pecados subsequentes meramente enfatizam essa realidade, de que o homem está completamente alienado de si mesmo, de Deus, de seus semelhantes e da natureza. E mais, neste estado de alienação o homem é incapaz de instaurar relações autênticas como existiam originalmente. O momento histórico que mostra de maneira mais contundente esta alienação é quando os seres humanos, na cruz do calvário, matam Aquele em quem toda a realidade divina e criada subsiste —

Atos 3:15

Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades.

Tudo foi criado por meio dele e para ele. Dessa maneira o pecado original como aquele ato que quebra todos os relacionamentos criados por Deus não é meramente moral, intelectual ou afetivo, mas algo muito mais profundo do que tudo isso. O pecado é essencialmente religioso. Como Davi disse:

Salmos 51:4

Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos.

É essa referência divina que constitui a essência do pecado original e, por meio dessa mesma referência o pecado se torna pecado contra o próprio homem, contra seus semelhantes e contra a natureza. A natureza do pecado é completamente destruidora. O pecado introduz aquelas realidades que a Bíblia descreve como sendo “morte” e “ira de Deus” —

Efésios 2:1

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.

Ver também Efésios 5:1—12.

Que o pecado torna o homem completamente depravado não pode ser observado exclusivamente pela história da humanidade. Apesar do fato que a história da humanidade está repleta de atos pecaminosos, um reconhecimento verdadeiro do pecado, como algo distinto de erros humanos, ignorância, tolices ou fragilidade, não ocorre dentro do campo da observação nem da experiência humana. Não existe uma estrada que nos conduza da experiência do pecado ao conhecimento daquilo que o pecado é. A dimensão religiosa do pecado como um ato primariamente contra Deus, só pode ser percebida pela revelação divina. O comportamento moral do homem é normalmente melhor do que a depravação total nos faz esperar. Esta ambiguidade, entre o esperado e o real, é fruto da ação permanente e graciosa de Deus sobre a humanidade caída, e isto constitui outra verdade que só pode ser reconhecida mediante revelação. Que cada e todo pecado cometido contra o próximo, contra o meio ambiente, é também um pecado contra Deus só pode ser entendido dessa maneira se for revelado por Deus. Da mesma maneira, é somente mediante a revelação divina que podemos saber que a única maneira de reconstruir, de maneira correta, os relacionamentos com Deus, com o próximo e com o meio ambiente é mediante a graça da regeneração.



OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013A — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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