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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SERMÃO PARA O ANO NOVO 2017


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EFICIÊNCIA SEGUNDO DEUS

Vários textos

Introdução

A. Mais um final de ano se aproxima. Queiramos ou não, nesses dias, de uma ou de outra maneira avaliamos o ano que passou e começamos a fazer planos para o ano que desponta no horizonte.

B. Nesse processo, na maioria das vezes não percebemos, que nossa avaliação do que passou é feita pelo padrão estabelecido pelo mundo e pela cultura ao nosso redor. A grande maioria de nós não consegue perceber quão pervasivas são as ideias do mundo.

C. O padrão do mundo para avaliar, praticamente tudo, é chamado de eficiência. Tudo é analisado e avaliado a partir dessa perspectiva: quão eficientes a pessoa ou os processos envolvidos foram.

D. Por eficiência o mundo entende o seguinte: a capacidade de realizar tarefas ou trabalhos de modo eficaz e com o mínimo de desperdício; produtividade. O desperdício referido pode tratar de várias coisas, mas pode ser resumido a um único elemento: tempo.

E. Nas vésperas do início de um novo ano, mesmo sem perceber, é isso que nos preocupa: o uso que faremos do tempo no próximo ano. E, inevitavelmente, somos confrontados com as ideias acerca de quão eficientes seremos no uso do nosso tempo.

F. Todavia, como o tempo é uma dimensão criada por Deus, é da maior importância procurarmos entender como Deus enxerga o tempo e o que é que Deus considera realmente importante para que sejamos eficientes, da perspectiva de Deus e não do mundo.

G. A Bíblia é bem clara no que diz respeito à forma como Deus percebe o tempo, uma dimensão criada para os humanos, e da qual O SENHOR está completamente livre —

2 Pedro 3:8

Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.

Salmos 90:4

Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.

H. Para nós, mil anos é um período de tempo quase inconcebível. Mas para Deus, trata-se apenas de outro dia no Paraíso.

I. Por isso, devemos sempre considerar as sábias palavras do profeta, quando compara os pensamentos humanos como os pensamentos divinos. Ele diz:

Isaías 55:9

Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

J. Vamos, portanto, considerar alguns pontos que Deus considera da maior importância, se queremos fazer o ano novo valer à pena e, realmente contar algo para a eternidade.

A EFICIÊNCIA SEGUNDO DEUS

Quatro pontos a considerar quando pensamos no que iremos fazer no ano novo.

I. Andar com Deus

A. Apesar do fato que a Bíblia, algumas vezes, se refere à vida cristã como uma carreira — 1 Coríntios 9:24 e Hebreus 12:1 — ela nunca se refere ao nosso andar com Deus como uma carreira ou corrida, mas apenas como um andar.

B. Se devemos andar com Deus, é necessário nos aplicarmos para realizar essa missão.

C. Logo no início a Bíblia nos fala dum homem chamado Enoque que foi caracterizado por uma única coisa —

Gênesis 5:22—24

22 Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas.

23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos.

24 Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.

D. Note que Enoque não fez nem isso, nem aquilo. Ele não realizou nem pequenas nem grandes obras. Do ponto de vista do nosso mundo moderno, Enoque foi um verdadeiro fracassado porque não conseguiu ser eficiente e realizar coisas.

E. Note ainda que Enoque também foi um verdadeiro fracasso em viver uma vida longeva. Naqueles dias era comum as pessoas viverem 900 ou mais anos, e Enoque viveu apenas 365! Ele foi um verdadeiro fracasso. Ou não?

F. Veja, novamente o que o texto diz: Andou Enoque com Deus — verso 22 e, ainda outra vez: Andou Enoque com Deus — verso 24. Parece que a única coisa digna de nota que Enoque fez, além de gerar a Metusalém, o homem que mais viveu na face da terra — 969 anos — foi ter andado com Deus. Mas, quer saber, essa é mesmo uma das únicas coisas que importam no tempo e na eternidade. Nos também temos que andar com Deus.

G. Mas, como posso andar com Deus? Aqui estão alguns passos bem simples, que qualquer pessoa pode seguir:

1. Leia a Bíblia todos os dias, e medite no que está lendo, de tal maneira que as verdades bíblicas possam ser incorporadas à tua própria vida.

2. Também é necessário separar um tempo para a oração e para a adoração. Quando Maria derramou o precioso vidro de perfume sobre a cabeça de Jesus os seus discípulos reagiram ao que ela fez dizendo:

Mateus 26:8

Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício?

Os discípulos estavam preocupados com a eficiência. O perfume poderia ter sido vendido e etc. Mas Jesus, percebia e aceitava a devoção ou dedicação de Maria, pois ele disse:

Mateus 26:10

Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo.

II. Estar com Sua Família

A. Nunca ouvimos alguém em fim de carreira dizer essas palavras: eu gostaria de ter podido investir mais tempo em meu negócio. O que geralmente ouvimos é: eu gostaria de ter investido mais tempo com minha família.

B. Todas as vezes que as pessoas falam de mais tempo com a família, sempre aparecem alguns especialistas no assunto que dizem que o importante não é a quantidade de tempo e sem a qualidade do tempo. Acho isso engraçado, para não dizer que é trágico: nossos três filhos sempre preferiram, muito mais, tempo em quantidade, do que tempo com qualidade! Nossos filhos sempre apreciaram a quantidade do tempo que investimos neles.

C. Muitos nos perguntam: como vocês fizeram para criar três filhos onde nenhum se perdeu para o consumo de álcool, drogas e outras degenerações? O que vocês fizeram que vocês não estão brigados com nenhum dos filhos de vocês? E muitas outras perguntas semelhantes. Nossa resposta é sempre a mesma: não sabemos. Nós procuramos viver um dia de cada vez, oramos bastante pelos nossos filhos e confiamos em Deus e na sua providência graciosa.

D. Mas uma coisa, nós podemos dizer que fizemos. Dentro do possível, nós procuramos investir tempo com nossos filhos, especialmente quando eles eram pequenos. Isso marcou a vida deles. Todos os três, num ou noutro momento, já nos disseram que estavam muito agradecidos pelos tempos que passamos juntos, como família. Quando saímos com nossas crianças, nós fazíamos tudo juntos.

E. Hoje eu fico encantado de ver como a Simone se transforma quando está com nossa neta, como fez no passado, com nossos filhos. Tempo, tempo em quantidade!

III. Estar com a Família de Deus.

A. Os mesmos princípios que se aplicam com relação às nossas famílias, também se aplicam ao nosso relacionamento com a família de Deus.

B. Definitivamente, nós precisamos nos envolver mais uns com os outros. Essa semana alguém da igreja me ligou para perguntar se ele e mais uma pessoa poderiam fazer uma visita para outro membro da nossa congregação. Nós precisamos de mais atitudes desse tipo.

C. A Bíblia nos diz que crentes mais experientes devem se envolver com crentes novos e ajudá-los —

2 Timóteo 2:2

E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.

Tito 2:4

A fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos.

D. Não podemos nos acomodar com a ideia de que está tudo bem em encontrarmos os irmãos de vez em quando, numa ou noutra atividade. Temos que nos envolver mais uns com os outros.

E. Nós somos a família de Deus e, sempre que a família de Deus estiver reunida, nosso desejo deverá ser de estar junto com ela.

IV. Buscar Alcançar os Perdidos.

A. Como pastor, devo admitir que passo a maior parte do meu tempo ao redor de pessoas cristãs. Mas nunca deixo de ter em mente a missão de pregar o evangelho a toda criatura.

B. Sempre oro para que Deus me dê um coração disposto a alcançar pessoas que ainda não conhecem a Cristo.

C. Nessa última semana do ano tivemos a alegria de conduzir uma jovem senhora, mãe de três filhos e cujo marido encontra-se encarcerado, a receber a Jesus em seu coração. Para nós isso é motivo de renovada alegria, apesar de sempre existir aquela sensação de que mais precisa ser feito.

D. Todos precisamos orar para que Deus nos use para alcançarmos pessoas que ainda não têm Jesus como seu Salvador e Senhor.

CONCLUSÃO.

A. Quando falamos de um ano proveitoso e, até mesmo duma vida proveitosa, não podemos nunca deixar de considerar a vida do Senhor Jesus Cristo.

B. Jesus se manifestou publicamente por apenas três anos. Todavia, Ele afirmou o seguinte:

João 17:4

Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer.

C. Jesus levava a sério seu compromisso com Deus. Isso era para Ele algo tão superior a qualquer outra coisa, que Jesus pensava em fazer a vontade de Deus como nós pensamos em comida —

João 4:34

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

D. Talvez você esteja se questionando, como você conseguirá fazer as quatro coisas mencionadas na mensagem acima:

1. Andar com Deus.

2. Estar com sua família.

3. Estar com os irmãos.

4. Buscar alcançar os perdidos.

E. Não existe uma fórmula mágica. Mas aqui está uma atitude inicial que poderá fazer toda a diferença: limite o número de horas semanais que você gasta assistindo televisão ou surfando na internet ou zapeando no celular.

F. Em vez de desperdiçar tempo nessas atividades, que tal usar parte desse tempo para visitar algum irmão ou irmã? Ou então, frequentar a uma de nossas reuniões semanais de oração e estudo bíblico?

G. Se você nunca leu a Bíblia toda, que tal fazer isso durante o ano que se inicia? Você já leu a Bíblia toda? Ok. Então que tal escolher um livro da Bíblia e estudar o mesmo a fundo. Se precisar de orientação, estamos às ordens.

H. No mais, no novo ano, deixem Deus ser Deus em vossas vidas. Um andar contínuo com Deus, por mais breve que seja é mais proveitoso, da perspectiva da eternidade, do que uma vida inteira de realizações humanas onde a bênção de Deus está ausente.

I. Quero finalizar com dois versículos do Salmo 90 que podem nos ajudar a colocar o novo ano na perspectiva certa:

Salmos 90:12

Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.
Salmos 90:17

Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos.

OUTRAS MENSAGENS DE FINAL DE ANO

Para o ANO NOVO 2012

Para o ANO NOVO 2013

Para o ANO NOVO 2014

Para o ANO NOVO 2015

Para o ANO NOVO 2016

Para o ANO NOVO 2017

Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

JOSÉ MANOEL DA CONCEIÇÃO: UM CRENTE VERDADEIRO

José Manoel da Conceição - o "Padre Protestante".

O artigo abaixo foi publicado no site da escola Charles Spurgeon e é de autoria de Franklin Ferreira.

José Manoel da Conceição

Nos séculos XVI e XVII, houve duas tentativas para estabelecer colônias protestantes no Brasil, mas o protestantismo brasileiro se originou de um duplo avanço: a imigração estrangeira, de anglicanos ingleses, luteranos alemães e reformados suíços, e a vinda de missionários ingleses e americanos. O protestantismo começou a ser implantado de fato no Brasil com a chegada de um missionário congregacional, o escocês Robert Reid Kalley, ao Rio de Janeiro, em 1855. E o primeiro missionário presbiteriano a chegar ao Brasil foi Ashbel Green Simonton, em 1859. Seu cunhado, Alexander Blackford, chegou em 1860, e Francis Schneider em 1861. Todos eles foram enviados pelas igrejas presbiterianas do norte dos Estados Unidos (PCUSA). Em pouco tempo, já havia igrejas presbiterianas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e em 1870 foi fundada o que hoje é uma das mais importantes universidades brasileiras, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Mais tarde, chegaram missionários metodistas (em 1867) e batistas (em 1881) ao Brasil. Em 1865, foi ordenado o primeiro ministro evangélico brasileiro, José Manoel da Conceição.

O padre protestante

José Manoel da Conceição nasceu em São Paulo, em 15 de março de 1822, filho de Manoel da Costa Santos e de Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas. Logo depois, a família mudou-se para Sorocaba, onde Conceição foi educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça. Ele escreveu mais tarde:

Fui muito devoto até os 16 anos. Depois que a religião começou a influir no meu coração, comecei a sofrer de melancolia pelo retrospecto que fazia sobre a minha vida passada. [...] Aos 18 anos, comecei a ler a Bíblia. Apenas tinha lido os três primeiros capítulos do Gênesis, quando notei que a prática e a doutrina da igreja romana faziam oposição direta e irreconciliável com aquilo que [eu] amava ou tinha por verdadeiro.

Nessa época, conheceu algumas famílias de protestantes ingleses e alemães que o impressionaram por sua devoção e estudo da Bíblia. Depois de se destacar no estudo da teologia, tendo sido influenciado pelos ensinos jansenistas, José Manoel da Conceição foi ordenado padre, em 1845:

Eu estava destinado ao sacerdócio, mas a leitura da Bíblia e os meus contatos com os protestantes tornaram-me um mau candidato e, depois, um pobre, muito pobre padre católico romano. Todos os outros padres, exceto o bispo, chamavam-me de padre protestante.

A hierarquia católica não confiava nele, de forma que Conceição veio a ser transferido ao gosto das autoridades. Ele foi enviado para Limeira e depois passou a ser transferido de uma paróquia a outra; durante quinze anos serviu em Monte Mor, Piracicaba, Taubaté, Ubatuba, Santa Bárbara e, finalmente, em 1860, em Brotas. Como observou Boanerges Ribeiro, sem que percebesse, o bispado traçava o percurso da Reforma na sua diocese. Em cada uma dessas igrejas, ele se dedicava a reavivar a espiritualidade cristã, centralizando-a na pregação e leitura da Bíblia. Em meados de 1863, Conceição passou por uma profunda crise espiritual, centrada na questão da salvação pela graça e no lugar das obras na vida cristã. Como Martinho Lutero, séculos antes, Conceição condenava as indulgências que proporcionavam uma falsa paz, que “implica e explica a negação da graça de Jesus”. Não sendo possível permanecer no exercício do ministério, foi dispensado de suas funções, indo viver numa casa perto de São João do Rio Claro. “Estudaria primeiro as doutrinas reformadas no sossego da chácara; depois, publicamente professaria a fé em Cristo e enfrentaria a controvérsia subsequente e inevitável.” Alexander Blackford, que ouvira falar do padre protestante, encontrou-o aí. Ele foi batizado na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, em 23 de outubro de 1864:

Ao som do harmônio e de vozes humanas que cantavam hinos, eu fui conduzido a uma fonte de águas puras. Imaginem dois anjos... [...]. Tais eram os dois ministros de Deus [Blackford e Simonton] que velavam em meu favor. Levaram-me e me cobriram de bênçãos. Este foi para mim um momento solene.

Por entender que não era suficiente ter abandonado a Igreja Católica, a que ele serviu por tantos anos, uma nova crise começou, por causa da advertência bíblica de não zombar de Deus. Durante algum tempo, Conceição evitou os missionários, fugindo de suas visitas, até que ele ouviu estas palavras:

“O sangue de Jesus Cristo purifica de todo pecado.” Dia a dia, essas palavras tornaram-se mais claras e tiveram mais atração sobre mim. Como despertado de um longo sono, eu sentia que se firmavam em meu espírito essas incríveis palavras e, ao mesmo tempo, operou-se o meu restabelecimento.

A reforma evangélica em Brotas

Brotas foi a última paróquia onde Conceição serviu como padre. Muitos de seus paroquianos haviam conhecido suas lutas espirituais e alguns partilhavam delas. Por isso, depois de ser batizado na Igreja Presbiteriana, Conceição mudou-se para Brotas, a fim de pregar de casa em casa. Como resultado desses esforços, onze adultos e dezessete crianças foram batizados. A Igreja Presbiteriana de Brotas, a terceira fundada no país, desenvolveu-se de maneira extraordinária. Em 1867 possuía sessenta e um membros; cento e dezesseis membros, em 1871, e cento e quarenta membros, em 1874. Esses cristãos pertenciam a diversas famílias da região, sendo que alguns eram ex-escravos. A Igreja de Brotas era, nessa época, uma das maiores igrejas protestantes do Brasil, ao lado da Igreja do Rio de Janeiro. Essa igreja plantou duas outras igrejas presbiterianas, entre elas a da Borda da Mata, fundada em 1869, com o batismo de quinze adultos e vinte crianças, e a de Dois Córregos, constituída de dezenove membros adultos e quinze crianças. O missionário Francis Schneider relatou que dava gosto ver o desejo do povo de Brotas de ouvir e aprender o evangelho. Poucas daquelas pessoas sabiam ler; contudo, muitas faziam um rápido progresso na vida espiritual, e com muito zelo propagavam o conhecimento do evangelho entre os parentes e conhecidos. Era admirável ver gente que não sabia ler falar com tanto acerto e animação sobre a graça de Deus e a salvação que Jesus nos adquiriu. “Foi para mim uma prova evidente de que o evangelho de Jesus Cristo é uma virtude de Deus para tornar sábios os simples, capaz de encher duma sabedoria divina os mais ignorantes que o recebem em seu coração.” Em 16 de dezembro de 1865, Simonton, Blackford e Schneider organizaram, em São Paulo, o Presbitério do Rio de Janeiro, constituído de três igrejas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, e ligado ao Sínodo de Baltimore, nos Estados Unidos. No dia seguinte, 17 de dezembro de 1865, Conceição foi ordenado ao ministério pastoral. Ashbel Simonton escreveu:

José Manoel da Conceição, que se achava presente, participou seu desejo de ordenar-se ministro do evangelho de Jesus Cristo. Resolveu o presbitério, respondendo à consulta do moderador, proceder aos exames indispensáveis, interrogando o candidato sobre os motivos que o levaram a desejar o Ministério da Palavra. Feitas várias perguntas sobre as provas que possuía de sua vocação, bem como sobre se adotava cordialmente a confissão de fé presbiteriana, a todas Conceição respondeu [de modo satisfatório], professando-se levado unicamente pelo sentimento de dever e pelo desejo de contribuir para a salvação das almas e a glória de Jesus Cristo.

O evangelista itinerante

Brotas, entretanto, não havia sido a única paróquia em que Conceição serviu. Logo que uma igreja se tivesse constituído, ele passava a visitar outras cidades nas quais havia servido como padre, pregando para auditórios de cem a duzentas pessoas, sem oposição. Em nova viagem, dirigiu-se a Sorocaba, onde ocorreu impressionante resposta ao evangelho — ele enviou a Blackford uma lista com os nomes de noventa pessoas que deveriam ser visitadas como resultado de sua pregação ali. Depois, Conceição regressou a Brotas, começando nova viagem, pregando em Limeira, Campinas, Bragança e Atibaia. Iniciou nova viagem, após chegar a São Paulo, no começo de junho. Ele pregou em São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Aparecida, Guaratinguetá, Queluz, Rezende, Barra Mansa e Piraí. Daí, foi ao Rio de Janeiro, onde participou da ordenação pastoral de George Chamberlain, mas em meados de julho retomou em sentido inverso sua viagem pelo Vale do Paraíba, chegando a São Paulo no começo de outubro.

Após um mês de pregação em São Paulo, Conceição inicia, no fim de outubro, a evangelização do norte do estado: Cotia, Ibiúna, Piedade, São Roque, Piracicaba, Porto Feliz, Itu e Brotas, onde permaneceu durante algumas semanas, para voltar por Itaquari, Rio Claro, Limeira, Piracicaba, Capivari, Campinas, Bragança, Atibaia, Nazaré, Santa Isabel, chegando em dezembro a São Paulo.

Em fins de janeiro de 1867, começou nova viagem para Jacareí, Taubaté, Pindamonhangaba, voltando por Caçapava, São José, Jacareí, Taubaté e São Paulo. Permaneceu em São Paulo durante uma semana, dirigindo-se, em fevereiro, para o sul de Minas, pregando em Santa Isabel, Nazaré, Santo Antônio da Cachoeira, Bragança, Amparo, Mogi Mirim, Ouro Fino, chegando a Borda da Mata e, depois, a Santa Ana. Em 2 de abril, Conceição recebeu sua sentença de excomunhão, em São Paulo, para onde havia regressado. Ele escreveu uma resposta a essa sentença, dizendo:

A Reforma veio, mas veio de Deus, de Quem só podia vir. Os instrumentos, porém, de que Deus se quis servir, foram os seus servos eleitos, que conhecem, professam e ensinam as puras doutrinas de sua santa Palavra. [...] Quando a Bíblia correr pelas mãos de todos os povos, então se hão de realizar as promessas do Salvador, que a religião dele prevalecerá em toda a terra. Manifestarse-á, então, a universalidade de sua igreja. Gozar-se-ão a paz, a felicidade e prosperidade, prometidas por Deus ao mundo, e aneladas agora pelas nações. Não há reforma possível que não comece por reafirmar: que Cristo crucificado uma só vez no Calvário é a única e suficiente expiação pelo pecado, e já não há mais oferenda pelo pecador; que os méritos de Cristo estão ao alcance de toda a alma contrita e crente; que a essência de uma vida cristã está na reabilitação do homem interior, e não há força capaz de efetuar tal transformação, exceto o Espírito de Deus, com quem estamos em contato imediato. Pedindo, receberemos; buscando, acharemos; batendo, abrir-se-nos-á.

Em maio, partiu novamente em viagem pelos arredores de São Paulo. Depois, dirigiu-se ao Rio de Janeiro, pregando e evangelizando em Copacabana, São Cristóvão e Cascadura. Apresentou, numa reunião do presbitério que se realizava no Rio de Janeiro, no Campo de Santana, um relatório detalhado, no qual seu entusiasmo é evidente:

Nós, porém, que temos visto (com os nossos próprios olhos e ouvido, com os nossos próprios ouvidos) o poder da Palavra de Deus na conversão das almas, quer em sua letra, quer em seu espírito; nós que temos visto as crianças irem, cantando e saltando, quebrar os ídolos de seus pais, e outras, pregando com a Bíblia nas mãos a seus pais e vigários; nós sabemos, e com júbilo vos anunciamos que a evangelização em nosso país é a realidade mais benéfica em todos os resultados; e temos confiança, e ansiosamente desejamos vê-la progredir, concorrendo com quanto houver em nossas poucas forças para que mais e mais Jesus Cristo ganhe almas para sua glória.

Conceição fez várias viagens no decurso de um ano. Mas seu estado de saúde começou a declinar. Os membros do presbitério, que acabavam de ouvir seu relatório, entenderam ser necessário que ele descansasse e o enviaram para os Estados Unidos, para que expusesse lá o trabalho realizado no Brasil. Conceição partiu em agosto de 1867. Nos Estados Unidos, ele esteve pregando durante oito meses nas igrejas portuguesas de Jacksonville e Springfield, em Illinois. Ele também se dedicou a preparar traduções de livros e a revisão de uma versão em português do Novo Testamento, para a Sociedade Bíblica Americana.

Francisco de Assis do Brasil

Em 1868, Conceição regressou ao Brasil, participando da reunião do presbitério realizada em São Paulo. Mas ele retomou as viagens e, no fim de outubro, foi ao Rio de Janeiro, passando por Angra dos Reis e Parati. Depois, pregou em Cunha e Lorena, onde houve perseguição. Em janeiro de 1869, partiu para Atibaia, Bragança, Amparo, Socorro e São José dos Campos. Em julho, voltou a São Paulo, onde participou de mais uma reunião do presbitério. Mas, como disse Alderi Matos, “o trabalho havia mudado durante a estada de Conceição no exterior. A ênfase era outra: não mais o febril desbravamento, mas a consolidação em torno de alguns centros. Seu relatório foi considerado demasiado longo e recebido com certo desinteresse”. Assim, daí por diante, Conceição fazia sozinho suas viagens de pregação, como havia feito no começo. Ainda de acordo com Alderi Matos, “nunca mais ele teve companheiros de estrada; nunca mais compareceu ao presbitério nem lhe prestou relatório”. Não ocorreu um rompimento entre ele e seus companheiros, mas Conceição agora se dedicava integralmente à evangelização itinerante. Em 1870, Conceição esteve em São Paulo e, em 1872, no Rio de Janeiro, Queluz, Caldas e outras cidades de Minas Gerais. Depois, esteve no litoral de São Paulo, em Areias e Mambucaba. Em 1873, esteve novamente em Queluz, São Paulo, Rio de Janeiro, Piraí, Campo Belo e Caraguatatuba, sempre enfrentando perseguições e ataques pessoais. Certa vez, escreveu Boanerges Ribeiro:

Aproximava-se a hora do destino em que a jovem igreja nacional criaria seu próprio método de desbravamento e propagação evangélica: a luta árdua e exaustiva das estradas, de fazenda em fazenda; o contato pessoal e direto com a pessoa evangelizada; a oração de joelhos na salinha de chão batido e, sobretudo, o poder de um homem possuído do Espírito Santo e disposto a matar-se, pregando a cada família, de casa em casa, de indivíduo a indivíduo, de alma a alma.

Nessa época, nas poucas vezes em que encontrou os missionários, Conceição se mostrou afetuoso, mas com saúde cada vez mais frágil. No fim de 1873, Blackford convenceu-o a repousar no Rio de Janeiro, numa casa que foi alugada para esse fim, em Santa Teresa. Dessa vez, Conceição tomou um trem, mas numa baldeação em Piraí, por estar descalço e malvestido, foi preso pela polícia. Passou três dias na prisão e, depois de liberto, não tinha dinheiro para comprar uma nova passagem. Continuou a pé seu caminho, sob o sol, caindo prostrado, na noite de 24 de dezembro, na estrada da Pavuna. Foi levado para a Enfermaria Militar do Campinho, onde o major Augusto Fausto de Souza, chefe da enfermaria — que se converteu ao evangelho depois — conseguiu-lhe um leito e alimentos. Tendo agradecido aos que o haviam socorrido, pediu que o deixassem “só com seu Deus” e morreu, vítima de insolação, privações e fadiga de suas longas viagens, na madrugada de 25 de dezembro de 1873. “Conceição era de uma simplicidade incrível”, escreve Elben Lenz César, “não obstante fosse muito preparado: sabia comunicar-se com os estrangeiros em suas próprias línguas, traduzia livros do inglês, do francês e do alemão, e tinha noções de medicina. Chegava a se vestir mal, roupa surrada demais. A herança que recebeu da família foi toda distribuída com obras de beneficência. Preocupava-se demais com os outros e muito pouco consigo mesmo. Embora desimpedido do voto do celibato por ter se desligado de Roma, o Padre José, como era chamado, nunca se casou, e sua pureza de vida sempre estava fora do alcance de qualquer maledicência. Não era servil aos missionários americanos, não obstante ser o único obreiro nacional no meio deles. Por causa de sua experiência na Igreja Católica, morria de medo de uma igreja excessivamente organizada.

(...) Conceição sonhava com um movimento profundo de reforma nos sentimentos e experiência religiosa do povo, aliado ao esclarecimento bíblico, que tornasse possível a criação de um cristianismo brasileiro puro e evangélico, mas enraizado nas tradições e hábitos populares”. José Manoel da Conceição foi sepultado no cemitério de Irajá, mas três anos depois, em 1877, seu corpo foi transferido para o Cemitério dos Protestantes de São Paulo, sendo sepultado ao lado do túmulo de Ashbel Simonton. Em sua lápide está gravado: “Não me envergonho do evangelho de Cristo”, numa referência a Romanos 1.16. Durante vinte anos Conceição foi sacerdote católico e durante oito anos foi pastor protestante. São suas estas palavras:

O bem-estar de minha pátria, a moralização da sociedade, cuja felicidade só o evangelho pode assegurar, e a salvação eterna dos homens são os fins que tenho em vista. Estou nas mãos de Deus, e à disposição de todos a quem possa servir no evangelho de Jesus Cristo.

Autor: Franklin Ferreira

Franklin Ferreira é bacharel em Teologia pela Universidade Mackenzie e mestre em Teologia pelo Seminário Batista do Sul (RJ).

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ANDREW MURRAY - ESTUDO 009 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?


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Paulo confrontado pelo Senhor Jesus. Quadro pintado por Caravaggio

ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Atos 9:6

Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer.

Muitos se perguntam qual seria o segredo da impressionante devoção e poder manifestados na vida do apóstolo Paulo. As palavras acima nos apontam para a única resposta correta. Quando da sua conversão, assim que Paulo ficou sabendo quem era aquele que o estava chamando, logo se dispôs a seguir as orientações do Senhor Jesus que lhe disse: Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. Isso nos mostra como sua nova vida teve início, a raiz sobre a qual estava sustentada e a característica singular de poder que se manifestou na mesma. Sua vida foi maravilhosa e frutífera, porque Paulo permaneceu fiel às palavras de orientação que recebeu de Jesus. Ele viveu para fazer a vontade do seu Senhor. 

Há muitas lições que podemos aprender aqui.

Deus tem uma vontade específica para cada um de nós. Esse é Seu plano para nossas vidas e é de acordo com o mesmo que Ele deseja que vivamos.

Deus deseja revelar sua própria vontade a cada um de nós.

Ele deseja que peçamos para que ele nos revele Sua vontade — Sua vontade para nós tanto de modo geral quando particular.
Tal pedido, feito de modo sincero, implica numa vontade de nos entregarmos para fazer Sua vontade em nossas vidas em Seu serviço.

E nós podemos ter certeza que ele irá responder esse tipo de oração. Deus não irá requerer de Seus filhos que façam Sua vontade sem mostra-lhes, exatamente, qual é essa vontade. Ele ira conduzir a todo filho que deseja ser conduzido.

Nós bem podemos ponderar de coração e orar acerca das palavras que Jesus falou a Paulo e descobrirmos outras implicações nas mesmas. Mas minha intenção nessa meditação é ajudar você a concentrar a sua atenção em uma simples, e, no entanto profunda verdade, que envolve todas as outras e que foi mencionada no início. A conversão cristã é nada mais do que uma completa entrega da vontade de alguém para fazer a Vontade de Deus.

Não diga: “Mas é claro que sabemos isso”. A maioria dos cristãos não sabem disso. E é até possível que, você mesmo nunca tenha entendido o verdadeiro significado das mesmas até hoje. A verdadeira conversão a Deus envolve uma entrega da minha vontade para Deus, de tal maneira, que nunca mais, sob quais forem as circunstâncias, eu irei buscar fazer minha própria vontade, mas irei sempre, com todas as minhas forças, buscar fazer apenas a vontade de Deus.   

Então eu não posso mais ter minha própria vontade exercitada? A resposta para isso é sim. Você precisará exercitar tua vontade cada dia para realizar a obra que Deus designou para você fazer — você deve aceitar e fazer por meio da tua vontade a perfeita vontade de Deus — ver Romanos 12:2. A glória e o estado bem-aventurado do filho de Deus é poder afirmar: minha vontade irá se fundir com a vontade celestial, santa e perfeita de Deus. Essa é maior expressão possível da minha própria vontade. Pense quão maravilhoso e quão grande é a honra em poder dizer: minha vontade é a mesma vontade do próprio Deus. Como um santo do passado nós podemos exultar: Que vida feliz eu tenho, eu sempre atinjo meus objetivos, porque a minha vontade está alinhada com a própria vontade de Deus.

Tal entrega da vontade a Deus não é apenas verdadeira conversão e o início da vida da vida cristã, mas também a fonte da verdadeira força e poder. No existe melhor remédio para todas as dores e os desafios em tua vida do que isso: que você decida fazer a vontade de Deus em todas as coisas. Muitos crentes choram por causa das trevas, e imploram em oração por luz e alegria, esquecendo-se que existe apenas uma maneira de se alcançar tais coisas: a amada e bendita vontade de nosso Deus. A vontade de nosso Deus não é nada mais nem menos do que a revelação de sua perfeição divina. A única maneira certa e segura de encontramos Deus é nos dispormos a fazer Sua vontade. Lembre-se disso: Ao fazer a vontade de Deus você se aproxima cada vez mais e mais dEle.

E se alguém disser que não conhece a vontade de Deus, ou que não tem a força para realizar a mesma, nosso texto também tem a resposta para isso também. Cristo promete orientar Paulo acerca daquilo que ele — Paulo — irá precisar fazer. O conhecimento de Deus tem início com oração e a união da oração com o conhecimento produz o verdadeiro poder na vida do crente para fazer a vontade de Deus. Tudo que aprendo apenas com minha mente da Palavra de Deus, não me proporciona nem vida nem poder. Mas o que o Espírito Santo me ensina por meio da Palavra de Deus me capacita a entender e fazer a vontade de Deus. O espírito escreve a vontade de Deus sobre meu próprio coração. Ele também me capacita a ter vontade e força de vontade para me tornar obediente à vontade de Deus.  

Meu caro jovem cristão procure guardar em teu coração essas duas regras a seguir como regras para toda vida: Eu não desejarei nem farei nada que não esteja alinhado com a vontade de Deus. Foi para isso que você foi salvo. Depois é só esperar, como qualquer servo espera do seu senhor, que Deus te mostre, de forma clara, Sua vontade em resposta à oração que você fez.

Faça dessa a tua oração diária: Senhor, eu estou pronto para fazer a tua vontade. O que o Senhor deseja que eu faça? O Senhor ira, certamente te responder, e nessa entrega completa da tua parte para fazer a vontade de Deus, você irá encontrar o segredo de uma vida completamente nova repleta de verdadeira alegria.

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

CATEDRAL ROMANA DE BRASÍLIA: CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA



O artigo abaixo foi publicado no site do jornal Correio Braziliense e é da autoria de conceição Freitas. De forma concisa ela nos apresenta uma breve história da Catedral Católica Romana de Brasília. Vale à pena conferir.

Inovadora e transgressora, Catedral de Brasília completa 45 anos

Uma das peças mais importantes do acervo de Oscar Niemeyer, a obra de arte da arquitetura religiosa reúne em um só prédio as origens do cristianismo e a devoção dos tempos atuais e de um futuro incerto.

Conceição Freitas


Do abissal ao solar, do subsolo à superfície, das trevas à luz, da perdição ao encontro, são esses os passos que levam o visitante da entrada à nave da Catedral Metropolitana de Brasília, uma das peças mais importantes do acervo arquitetônico de Oscar Niemeyer. O túnel negro sai em declive desde os pés dos apóstolos até o clarão de fé que revela a paisagem sagrada e aquece o coração dos cristão e, por certo, dos ímpios.

Vista do alto, a Catedral é uma estrela espatifada, para usar uma expressão de Clarice Lispector na crônica que tão agudamente revela Brasília. Vista de longe, seja da L2 Norte, seja da Rodoviária, ou do Eixo Monumental, a Catedral é uma flor de concreto e vidro. Se os dias são brilhantes como os de maio, os 16 pilares entremeados de vitrais parecem tremer como um devoto à espera do milagre.


Neste 31 de maio, a Catedral de mãos crispadas para o céu completa 45 anos. Quatro décadas e meia de via-crúcis, desde que, em 1958, Niemeyer fez os primeiros esboços do projeto. Só foi inaugurada em 1970, portanto, 10 anos depois de Brasília. Sofreu modificações expressivas: não havia vitrais coloridos no projeto original. Depois de conhecer a vitralista Marianne Peretti, o arquiteto decidiu trocar os vidros sem cor por desenhos multicoloridos.

Muito criticada pelos párocos desde os tempos iniciais por conta da formatação singular, a manutenção complicada, os vazamentos no tempo das chuvas, o trincado dos vidros no tempo da seca, a Catedral padeceu no paraíso nesses 45 anos. Paraíso arquitetônico: o time de arquitetos, engenheiros e artistas que fez a obra de arte não é exatamente cristão: o engenheiro Joaquim Cardozo fez os cálculos estruturais; Alfredo Ceschiatti, as esculturas de bronze dos quatro evangelistas e dos três anjos; Di Cavalcanti, a via-sacra; e Athos Bulcão, os paramentos, castiçais, cálices, demais objetos litúrgicos e as telas representando a vida de Maria.

“Procuramos encontrar uma solução compacta, que se apresentasse externamente — de qualquer ângulo — com a mesma pureza”, explicou Niemeyer em artigo publicado na revista Módulo, de dezembro de 1958. “Daí a forma circular adotada, que, além de garantir essa característica, oferece à estrutura uma disposição geométrica, racional e construtiva.”

E que não se pense que a Catedral de Brasília rejeita ou desconhece a herança milenar da arquitetura religiosa. Nela, diz Niemeyer, “estão presentes os exemplos mais preciosos da arquitetura religiosa, desde as primeiras construções em pedra, e as geniais conquistas da arte romana e gótica, até a época presente”.

Os arquitetos Sylvia Ficher e Geraldo Sá Nogueira Batista reafirmam os componentes históricos da Catedral: “Seguindo uma tradição da arquitetura religiosa renascentista, sua planta é circular, de modo a evitar uma fachada principal”, escreveram eles em Guiarquitetura Brasília (Empresa das Artes, 2000). A passagem subterrânea evoca as catacumbas romanas “em uma referência às origens do cristianismo”, na interpretação dos dois arquitetos.

Rascunhos feitos pelo próprio Niemeyer

Aquele Niemeyer de 1958 era Niemeyer em estado puro e, sendo assim, ousava ao limite: “Na Catedral, o arquiteto novamente reafirma e transgride códigos. Reafirma: faz uma acessibilidade mínima, indireta, quase invisível — um rasgo no chão; transgride: difícil imaginar um edifício mais transparente, luminoso”, escreve Frederico de Holanda em Oscar Niemeyer, de vidro e concreto (FRBH, 2011).

Responsável pela execução da obra, o arquiteto Carlos Magalhães conta que passou noites e noites sem dormir, tamanha a preocupação com a excepcionalidade do projeto. Às vezes, ia ao Rio de Janeiro checar com Joaquim Cardozo algumas especificações. “Como é que é isso, professor? Esclarece a norma.” Ao que o engenheiro-poeta respondia: “Nós temos que andar adiante da norma. Nós temos de ir avançando para a norma ir acompanhando a gente”.

A Catedral não perdeu o pé das catacumbas romanas, mas trouxe a fé para o tempo presente e para um futuro que ainda vai se realizar. Nem é preciso acreditar em um Todo-Poderoso, a Catedral é, em si mesma, a confirmação do mistério da fé.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

EFÉSIOS - SERMÃO 007 – A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR - EFÉSIOS 1:15—16


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

Introdução.

A. Depois de bendizer a Deus por alguns aspectos, talvez os mais relevantes, com que Deus tem nos abençoado, Paulo continua em atitude de oração, desta vez intercedendo a favor dos Efésios.

B. Mas antes de fazer quaisquer pedidos, Paulo reconhece duas verdades importantes com relação aos destinatários da carta:

1. Em primeiro lugar Paulo fala da fé que os Efésios tinham no Senhor Jesus.

2. Em segundo lugar Paulo menciona o amor que os Efésios tinham por todos os santos.

C. Hoje queremos falar acerca destas duas palavras πίστις pístis – fé e ἀγάπη agápe – amor.

A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

I. A Importância da Fé

A. Paulo fala da fé que os Efésios tinham no Senhor Jesus. Aqui devemos destacar as seguintes verdades:

1. A fé à qual Paulo alude não é algo que existe em nós ou que nós mesmos produzimos. Essa fé é um dom ou presente de Deus —

Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.

Esta é a fé que nos habilita crer em Jesus.

2. Fé não é um sentimento. É uma decisão de acreditar em Deus e em Sua Palavra independente das circunstâncias ao nosso redor.

3. Uma vez que Deus nos concede fé para crermos na obra que Jesus fez a nosso favor, na Cruz do Calvário, e na Sua poderosa ressurreição, nós podemos nos aproximar, com absoluta confiança, de Deus com a certeza de que seremos, sempre, bem recebidos —

Efésios 3:12

Pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

4. No nosso dia a dia precisamos exercer fé na Palavra de Deus e agir de conformidade com a mesma, independente das circunstâncias ao nosso redor. Com isso, nos diz o apóstolo Paulo, nós poderemos “apagar todos os dardos inflamados do Maligno” —

Efésios 6:16

Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.  

5. A fé é um dos alicerces apropriados sobre o qual devemos edificar nossas vidas —

Efésios 3:17

E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor.

B. O outro alicerce, como acabamos de ver, é o amor. Por este motivo devemos também falar da...

II. A Importância do Amor.

A. O amor se origina também em Deus, porque Deus é Amor —

1 João 4:8

Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

1 João 4:16

E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

B. O amor, como a fé, também não é um sentimento e sim uma decisão. O amor é uma decisão de fazer o bem à pessoa amada independente das circunstâncias.

C. Deus é o maior exemplo de amor que existe. Note como o amor é sempre, imediatamente, caracterizado pela prática de alguma ação em benefício daqueles que são amados por Deus:

João 3:16

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

O amor de Deus é ativo: porque Deus amou, Ele então deu Seu único filho, para fazer a nosso favor algo que nós não podíamos fazer por nós mesmos. Algo que não precisa ser feito nunca mais!

Romanos 5:8

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

O Amor de Deus é, portanto, incondicional, e capaz de amar até Seus próprios inimigos!

Efésios 2:4—6

4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,

5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,

6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;

Essa passagem acima ilustra o amor de Deus e o que este amor fez por nós.

D. Nós também, porque fomos alcançados pelo amor de Deus, estamos em uma aliança de amor para com Deus e uns com os outros. Note como Paulo ilustra nossa responsabilidade de amar uns aos outros.

Efésios 4:1—2

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.

D. Devemos seguir a verdade — Jesus — ver João 14:6 — e a Palavra de Deus — ver João 17:17 — em amor —

Efésios 4:15

Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.

Somente desta maneira podemos crescer em Jesus.

Nosso andar diário deve ser caracterizado pela prática do amor —

Efésios 5:2

E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Nosso exemplo é o Senhor Jesus que nos “nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

E. Paulo termina a epístola aos Efésios usando exatamente estas mesmas duas palavras – amor e fé —

Efésios 6:23

Paz seja com os irmãos e amor com fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Conclusão:

A. Dissemos que fé e amor são os dois alicerces sobre os quais devemos edificar nossas vidas. E isto é a mais pura verdade. A única maneira concreta que temos de provar para nós mesmos e para o mundo ao nosso redor, que temos a verdadeira fé concedida por Deus em nossos corações é quando manifestamos amor para com Jesus e Suas palavras e para com os irmãos. Veja os versículos a seguir que não deixam nenhuma dúvida acerca do que acabamos de dizer:

João 14:15

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

1 Coríntios 16:22

Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!

1 João 3:10

Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.

1 João 3:14

Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte.

1 João 4:8

Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

1 João 4:20

Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.

B. Como está o seu amor por Jesus e por Deus nosso Pai?

C. Como estão tuas devoções?

1. Como vai tua vida de oração? Note o exemplo de Paulo: “não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações”— Efésios 1:16. Você tem sido agradecido a Deus? Tem intercedido pelos irmãos? Tem intercedido pela misericórdia de Deus para com os perdidos? Temos muito que orar e pelo que orar. Quem se dispõe?

2. Como está teu tempo de leitura e meditação na palavra? Você tem lido os Evangelhos? Eles são nossa fonte primária acerca de Jesus. Se amamos a Jesus devemos ler insistentemente os Evangelhos. Mas nós sabemos que a Bíblia toda nos fala acerca de Jesus e, por este motivo, também devemos dedicar-nos a ler toda a Bíblia. Quando lemos as Escrituras, o Espírito Santo nos ajuda a crescer tanto em fé como em amor para com Deus e para com o próximo, nos mostrando como devemos confiar em Deus e como devemos amar a Deus e aos nossos irmãos.

3. Como está tua dedicação no que diz respeito a se envolver com o povo de Deus? Você é “domingueiro?” A nossa comunidade oferece inúmeras oportunidades de crescimento e de serviço. Porque você não deseja se envolver? Falta vontade? Falta interesse? Falta motivação? Falta tempo? Todas estas coisas se resumem em uma apenas: FALTA AMOR pelo Senhor e pelo povo pelo qual Ele deu Sua vida! 

4. Como está o seu amor para com os irmãos?

a. Você tem palavras de gratidão, de incentivo, de compaixão ou apenas palavras de crítica?

b. Quando algum irmão peca contra você como você reage? Continua amando o irmão de forma incondicional ou vira a cara e não quer nem saber?

c. Somos chamados por Deus para viver em unidade, apesar da diversidade, e em paz, apesar de sermos tão diferentes uns dos outros. Precisamos exercitar o verdadeiro amor uns para com os outros. Amor que se manifesta em humildade, mansidão, longanimidade e, principalmente, em “suportando-nos uns aos outros”.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS

EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE



EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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