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quarta-feira, 8 de junho de 2016

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 016 — A ESCOLHA OU ELEIÇÃO DIVINA — EFÉSIO 1:4 - Parte 005



NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

CONTINUAÇÃO...

8. João 15:16  Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros — Essas palavras faladas por Jesus neste contexto se aplicam diretamente aos discípulos que haviam sido escolhidos para se tornarem ἀπόστολος apóstolos — mensageiro. No Novo Testamento essa expressão assume a conotação de: “mensageiro enviado com as mesmas prerrogativas daquele que o enviou”. Estes onze remanescentes eram todos verdadeiros e sinceros discípulos. Judas, como já vimos, havia deixado o salão. Mas, por outro lado, existe também a implicação anterior de que antes de poderem se tornar apóstolos aqueles indivíduos haviam sido também escolhidos para a salvação mediante a santificação do Espírito Santo pelo poder da palavra de Deus —

2 Tessalonicenses 2:13

Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.


Tiago 1:16—18

16 Não vos enganeis, meus amados irmãos.

17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
18 Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.

E vos designei — No grego ἔθηκα étheca — designei está no aoristo[1] e expressa o fato de que os discípulos foram colocados, separados ou apontados pelo próprio Senhor. A implicação disso é que os discípulos haviam sido apontados ou designados para fazer o trabalho do Senhor. Ao contrário do que temos nos dias de hoje, Jesus não impôs as mãos sobre os discípulos para apontá-los – ver Lucas 6:13—16 e Mateus 10:1—5.

Para que vades e deis fruto — O fruto a que Jesus aqui se refere tem a ver com a vida prática como descrita, por exemplo, nas bem-aventuranças — ver Mateus 5:1—16. Jesus chama a prática das bem-aventuranças como nossas boas obras por excelência! Por outro lado indicava também que eles deveriam levar a mensagem do evangelho, ou seja, as boas novas acerca de como Deus já fez tudo o que é necessário para que os seres humanos possam ser salvos. Nesse mister de pregar o evangelho, a única coisa que o Senhor espera de seus servos é que sejam fiéis o que nós podemos atestar que os discípulos foram de fato —

1 Coríntios 4:1—2[2]

1 Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.

2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.
  
Levar a mensagem do evangelho, esse é um dos principais motivos porque nós também temos sido escolhidos por Deus.

E o vosso fruto permaneça — Esta expressão de Jesus tem as seguintes implicações:


1. Que o efeito do serviço dos discípulos deveria ter um caráter permanente sobre a humanidade. Os esforços dos discípulos deveria produzir fruto permanente e não ser semelhante ao dos falsos mestres. O evangelho deveria se espalhar, se fincar e criar profundas raízes entre as pessoas. Certamente as palavras de Jesus em Mateus 16:18 serviam de pano de fundo para este mandamento.

2. Havia também a implicação de que o serviço deles devia ser incessante. Eles deveriam ser diligentes e incansáveis na propagação do evangelho até o dia da morte deles. Assim a semente plantada pelo próprio Senhor em seus corações deveria produzir fruto permanente em suas almas até o dia em que o Senhor os chamasse. O mesmo deve acontecer conosco. Devemos ser dedicados completamente ao Nosso Senhor por toda a nossa vida. Devemos labutar pela expansão do evangelho até o dia em que o Senhor nos chamar dos nossos afazeres.  O Salvador não nos chama para o servirmos apenas por uma parte das nossas vidas. As palavras do Senhor acerca do discipulado verdadeiro são as mesmas: Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos —

Lucas 9:23—26

23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.

24 Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.

25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?

26 Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.

A fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda — Este é um daqueles versículos que, uma vez retirado do seu contexto, é utilizado para justificar todo tipo de ganância humana. Mas Jesus não está dando uma carta branca para que qualquer coisa possa ser pedida ao Pai. O contexto deixa claro que Deus vai honrar qualquer pedido que tiver relação com a produção do genuíno fruto produzido pela vida cristã. Se pedirmos qualquer coisa a Deus relacionada a nos conformar, por exemplo, às bem-aventuranças ou à expansão do Seu reino, Ele promete honrar tais pedidos.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html



A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimardis 

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Desde já agradecemos a todos.      



[1] A expressão aoristo procede do vocábulo ἀόριστος aóristos — não definido ou indefinido. Assim o tempo verbal representado pelo “aoristo” apenas descreve a ação expressada pelo verbo. O aoristo contempla a ação em si como um todo. Por este motivo o aoristo não especifica nem a duração, nem a maneira como a ação acontece, nem os resultados dela advindos. Por todos estes motivos o aoristo é muitas vezes considerado um tempo indefinido.
[2] 1 Coríntios 4:1 no que diz respeito à palavra ὑπηρέτας  uperétas é um dos versículos mais mal traduzidos de que podemos ter notícia, na versão de Almeida Revista e Atualizada, mesmo em sua 2ª Edição, o que é realmente uma pena. A palavra grega ὑπηρέτας uperétas designa simplesmente um servo, um atendente, um assistente, um auxiliar. O dicionário Aurélio Século XXI define servo da seguinte maneira: servo — aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens... criado, servidor, servente; serviçal...escravo. Os tradutores deste versículo na ARA — versão de Almeida Revista e Atualizada — optaram por traduzir ὑπηρέτας  uperétas pela expressão “ministros”. Agora vejamos como o dicionário Aurélio Século XXI define a palavra ministro: título genérico para qualquer empregado ou funcionário público de nível mais elevado... aquele que executa os desígnios de outrem: medianeiro, intermediário, executor, auxiliar... membro de um ministério, ministro de Estado... pastor protestante. Ora sabendo que a palavra possui conotações tão elevadas, mesmo que designe um auxiliar, a mesma deveria ter sido evitada, até porque no uso corrente a expressão ministro é muito dignificada e não tem nada a ver com a atitude de serviço que está na Bíblia.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ANDREW MURRAY - ESTUDO 009 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?


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Paulo confrontado pelo Senhor Jesus. Quadro pintado por Caravaggio

ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Atos 9:6

Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer.

Muitos se perguntam qual seria o segredo da impressionante devoção e poder manifestados na vida do apóstolo Paulo. As palavras acima nos apontam para a única resposta correta. Quando da sua conversão, assim que Paulo ficou sabendo quem era aquele que o estava chamando, logo se dispôs a seguir as orientações do Senhor Jesus que lhe disse: Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. Isso nos mostra como sua nova vida teve início, a raiz sobre a qual estava sustentada e a característica singular de poder que se manifestou na mesma. Sua vida foi maravilhosa e frutífera, porque Paulo permaneceu fiel às palavras de orientação que recebeu de Jesus. Ele viveu para fazer a vontade do seu Senhor. 

Há muitas lições que podemos aprender aqui.

Deus tem uma vontade específica para cada um de nós. Esse é Seu plano para nossas vidas e é de acordo com o mesmo que Ele deseja que vivamos.

Deus deseja revelar sua própria vontade a cada um de nós.

Ele deseja que peçamos para que ele nos revele Sua vontade — Sua vontade para nós tanto de modo geral quando particular.
Tal pedido, feito de modo sincero, implica numa vontade de nos entregarmos para fazer Sua vontade em nossas vidas em Seu serviço.

E nós podemos ter certeza que ele irá responder esse tipo de oração. Deus não irá requerer de Seus filhos que façam Sua vontade sem mostra-lhes, exatamente, qual é essa vontade. Ele ira conduzir a todo filho que deseja ser conduzido.

Nós bem podemos ponderar de coração e orar acerca das palavras que Jesus falou a Paulo e descobrirmos outras implicações nas mesmas. Mas minha intenção nessa meditação é ajudar você a concentrar a sua atenção em uma simples, e, no entanto profunda verdade, que envolve todas as outras e que foi mencionada no início. A conversão cristã é nada mais do que uma completa entrega da vontade de alguém para fazer a Vontade de Deus.

Não diga: “Mas é claro que sabemos isso”. A maioria dos cristãos não sabem disso. E é até possível que, você mesmo nunca tenha entendido o verdadeiro significado das mesmas até hoje. A verdadeira conversão a Deus envolve uma entrega da minha vontade para Deus, de tal maneira, que nunca mais, sob quais forem as circunstâncias, eu irei buscar fazer minha própria vontade, mas irei sempre, com todas as minhas forças, buscar fazer apenas a vontade de Deus.   

Então eu não posso mais ter minha própria vontade exercitada? A resposta para isso é sim. Você precisará exercitar tua vontade cada dia para realizar a obra que Deus designou para você fazer — você deve aceitar e fazer por meio da tua vontade a perfeita vontade de Deus — ver Romanos 12:2. A glória e o estado bem-aventurado do filho de Deus é poder afirmar: minha vontade irá se fundir com a vontade celestial, santa e perfeita de Deus. Essa é maior expressão possível da minha própria vontade. Pense quão maravilhoso e quão grande é a honra em poder dizer: minha vontade é a mesma vontade do próprio Deus. Como um santo do passado nós podemos exultar: Que vida feliz eu tenho, eu sempre atinjo meus objetivos, porque a minha vontade está alinhada com a própria vontade de Deus.

Tal entrega da vontade a Deus não é apenas verdadeira conversão e o início da vida da vida cristã, mas também a fonte da verdadeira força e poder. No existe melhor remédio para todas as dores e os desafios em tua vida do que isso: que você decida fazer a vontade de Deus em todas as coisas. Muitos crentes choram por causa das trevas, e imploram em oração por luz e alegria, esquecendo-se que existe apenas uma maneira de se alcançar tais coisas: a amada e bendita vontade de nosso Deus. A vontade de nosso Deus não é nada mais nem menos do que a revelação de sua perfeição divina. A única maneira certa e segura de encontramos Deus é nos dispormos a fazer Sua vontade. Lembre-se disso: Ao fazer a vontade de Deus você se aproxima cada vez mais e mais dEle.

E se alguém disser que não conhece a vontade de Deus, ou que não tem a força para realizar a mesma, nosso texto também tem a resposta para isso também. Cristo promete orientar Paulo acerca daquilo que ele — Paulo — irá precisar fazer. O conhecimento de Deus tem início com oração e a união da oração com o conhecimento produz o verdadeiro poder na vida do crente para fazer a vontade de Deus. Tudo que aprendo apenas com minha mente da Palavra de Deus, não me proporciona nem vida nem poder. Mas o que o Espírito Santo me ensina por meio da Palavra de Deus me capacita a entender e fazer a vontade de Deus. O espírito escreve a vontade de Deus sobre meu próprio coração. Ele também me capacita a ter vontade e força de vontade para me tornar obediente à vontade de Deus.  

Meu caro jovem cristão procure guardar em teu coração essas duas regras a seguir como regras para toda vida: Eu não desejarei nem farei nada que não esteja alinhado com a vontade de Deus. Foi para isso que você foi salvo. Depois é só esperar, como qualquer servo espera do seu senhor, que Deus te mostre, de forma clara, Sua vontade em resposta à oração que você fez.

Faça dessa a tua oração diária: Senhor, eu estou pronto para fazer a tua vontade. O que o Senhor deseja que eu faça? O Senhor ira, certamente te responder, e nessa entrega completa da tua parte para fazer a vontade de Deus, você irá encontrar o segredo de uma vida completamente nova repleta de verdadeira alegria.

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ANDREW MURRAY - ESTUDO 001 - A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU


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ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Mateus 6:10

Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.

Um dos motivos porque o Senhor Jesus tornou-se homem foi para fazer a vontade de Deus, e também para nos ensinar a vontade do Pai, de tal modo que possamos experimentar a vida celestial ainda quando nos encontramos aqui mesmo sobre a terra. Jesus nos fala do céu como o lugar onde a bem-aventurança consiste em se fazer a vontade de Deus sempre e com alegria. Ele nos ensinou a orar acerca disso e a desejar, sinceramente, tal realidade: de que a vontade de Deus seja feita sobre a terra assim como é feita no céu.

Não podemos duvidar que um dos motivos porque estamos vivendo dias tão confusos e com tanta desvirtuação da mensagem do Evangelho seja porque a vasta maioria do povo chamado evangélico vivem imersos nas mais densas trevas produzidas pelas falsas mensagens a que estão expostos e não conhecem nem desejam fazer a vontade de Deus, mas estão apenas a procura de bênçãos materiais.

Agora, todos aqueles que se entregam por completo ao Senhor e que fazem de sua verdadeira alegria o simples ato de conhecer e manter um relacionamento de dependência de Deus, esses então irão experimentar os privilégios que estão unidos ao ato de fazer a vontade de Deus. O resultado final disso será que as trevas em que se encontram serão dissipadas e a tristeza por não ter seus desejos nunca atendidos será substituída por uma verdadeira alegria. Eu convido a todos a se unirem comigo nessa série de breves meditações para ouvir o que Deus tem oara nos ensinar acerca desse assunto.

O convite é para todos. Caso você ainda esteja vivendo em pecado e uma vida marcada pelo mais vil mundanismo, pare um pouco e pense nessas palavras; Deus deseja que você faça a vontade DELE. Foi com esse propósito que Deus trouxe você para esse mundo. Deus tem todo o direito de exigir isso de você. E Deus e muito digno que você faça a vontade DELE. Esse é o único e verdadeiro caminho para a felicidade mais completa. Ninguém pode experimentar as bênçãos do céu aqui ou na eternidade a menos que esteja disposto a fazer a vontade de Deus HOJE. Acalme-se por um momento, e então, se pergunte: Alguma vez eu disse ao Criador? Deus, tu tens o direito de me pedir isso; eu desejo fazer Tua vontade em todas as coisas.

Talvez você seja um crente novo ou até mesmo um crente fraco. Talvez você não consiga entender, por que sua vida cristã avança tão devagar. Eu gostaria de te mostrar, pela Palavra de Deus, que isso ocorre porque você ainda não se entregou por completo para fazer a vontade de Deus. Quando o tentador quis plantar na mente de Eva a ideia de que não era justo que Deus os proibisse de comer de qualquer árvore do jardim, ela procurou levantar dúvidas na mente de Eva, perguntando: Foi assim que Deus disse? Esse mesmo tentador nos seduz a duvidar e a pecar sugerindo: Deus disse isso meso? Deus proibiu mesmo você de fazer aquilo que você gostaria? Deus disse que você nunca poderia fazer algo que deseja e fazer, exclusivamente, a vontade DELE? Isso me soa mais como uma tentação preparada no inferno. A vontade de Deus é apenas o amor divino e a bem-aventurança eterna. Vamos nos consagrar, por completo, à vontade de Deus, declarando que a mesma é nossa alegria e vida, sempre e em todas as coisas.

Na oração perfeita que o Senhor Jesus nos ensinou, Ele procura despertar em nós esse desejo. Os seres humanos são motivados pelos seus desejos e necessidades. Se vontade nunca venceremos qualquer dificuldade que seja. O Senhor Jesus nos diz para desejarmos a vontade do pai, a vontade que é feita no céu e o torna em um lugar de bem-aventurança. A vontade de Deus também pode ser feita na terra. Desse modo nós nos tornamos como aqueles que estão, agora mesmo, no céu. Coloque isso como um alvo do teu coração, deseje ardentemente isso e ore: Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu.

Essa oração, uma vez que você aprender a proferi-la do fundo do teu coração, irá começar a preencher toda sua vida. Pois nossas orações não têm poder apenas no céu, mas elas também afetam nossos corações sobre a terra. A oração fortalece os desejos. Ela nos impele a buscar uma resposta em nossas próprias atividade quanto a fazer a vontade de Deus. A vontade de Deus é o centro do universo, o pivô ao redor do qual tudo se move e que sustenta todo o universo. A oração fervente transforma a vontade de Deus no centro dos nossos corações. Ela nos sustenta e nos dirige. Ela nos renova e no transforma em seres capazes de fazer tudo para a glória de Deus. Ela nos capacita a sermos agradáveis a Deus.

Você, crente, já escolheu a vontade de Deus como tua porção, teu tesouro e teu prazer? Se não, una-se a mim nessas meditações e aprenda como orar essas oração, de uma forma tal que deus possa te dar uma resposta plenamente satisfatória:  a vontade DELE dentro de você, na terra e no céu. Comece hoje mesmo a deixar que a vontade de Deus tome conta do seu coração. Deus deseja tomar plena posse de tua vida. por meio da vontade do Senhor, Ele mesmo e o próprio céu entram na tua vida. Deixe Deus e sua vontade encherem teu coração. Fazer a vontade de Deus de coração irá encher tua vida com a própria vida celestial.
OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

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Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

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Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 25:31—46 — A PARÁBOLA DAS OVELHAS E DOS CABRITOS — SERMÃO 022


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


Sermão 022

A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

Mateus 25:31—46 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;

34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;

36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.

37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

Introdução

1. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

2. A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos é contada exclusivamente por Mateus.

3. Esta parábola trata de um tema extremamente complexo e desagradável. Mas mesmo sendo desagradável, como está na Bíblia nós precisamos seguir o exemplo de Paulo e expor todo “o conselho de Deus”.

4. O tema tem a ver com o destino eterno das pessoas. Este assunto é tão delicado, mesmo na revelação divina, que somente o próprio Senhor Jesus falou acerca destas verdades. O apóstolo Paulo, o apóstolo Pedro, Tiago, Lucas e o autor de Hebreus não usam as expressões inferno, fornalha acesa e geena. O apóstolo João faz uso destas palavras bem como da expressão lago de fogo, mas ele se refere ao que ouviu ou lhe foi mostrado por um anjo. Uma única exceção pode se atribuída a João Batista que usa a expressão “fogo inextinguível”.

5. Este assunto é tão controvertido que a maioria dos pastores prefere ignorá-lo ou, o que é pior, se arvoram a ir contra o mesmo defendendo a idéia da aniquilação dos ímpios.

6. Com a ajuda de Deus queremos entender o que o Senhor Jesus quis nos ensinar nesta parábola e como encontramos nela tanto palavras de advertência quanto de consolação.

I. A Parábola.


A. Os Animais

1. Jesus inicia esta lição chamando a atenção dos ouvintes para uma cena bucólica muito familiar aos seus ouvintes.

a. Um pastor possui um rebanho composto de ovelhas e cabritos. Estes animais são muito distintos.

b. A pelagem das ovelhas e dos cabritos são distintas como nós bem sabemos.

c. Cabritos preferem comer folhas e brotos de plantas enquanto que carneiros preferem pastar.

d. Mesmo pertencendo a um mesmo pastor cabritos e ovelhas não se misturam.
e. Ovelhas atendem ao chamado do pastor no final do dia enquanto que os cabritos muitas vezes o ignoram.

f. À noite as ovelhas preferem ficar ao ar livre enquanto os cabritos buscam abrigo, pois não suportam o frio.

2. Jesus diz que o pastor separa os cabritos das ovelhas.

a. No Antigo Testamento as ovelhas eram vistas como símbolo de obediência silenciosa e sua lã branca era entendida como símbolo de justiça. É assim que Jesus é descrito como cordeiro de Deus.

b. Por sua vez os bodes — cabritos adultos — foram usados como símbolo portador do pecado:

Levítico 16:20—22

20 Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar, então, fará chegar o bode vivo.

21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso.

22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.

3. A separação entre a direita e a esquerda apenas indica os conceitos da época, que perduram até os dias de hoje, de que o lado direito indica aquilo que é bom enquanto o esquerdo é usado para se referir a algo sinistro, sombrio, mau e vil. Não existe nas palavras de Jesus nenhuma conotação política moderna.

4. Todas as ovelhas e todos os cabritos, indistintamente, serão trazidos à presença do pastor para que faça a devida separação. Nenhuma será isentada nem dispensada.

B. O pastor.

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1. Um fato que não pode passar despercebido é que o mesmo Jesus que seria massacrado e morto em apenas 2 dias se apresenta como:

a. O Filho do Homem – uma referência direta a

Daniel 7:13—14

13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.

14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

b. O pastor que separa as ovelhas dos cabritos.

c. O Rei e o Juiz.

d. O filho de Deus já que chama Deus de Pai.

e. O Senhor em cujas mãos se encontra o destino eterno das almas.

2. Essa separação é algo comum no evangelho de Mateus:

a. João Batista fala da separação entre o trigo — armazenado no celeiro — e a palha — queimada em fogo inextinguível — ver Mateus 3:12.

b. Em Mateus 13:30 Jesus falou do joio sendo separado do trigo e atado em feixes para ser queimado.

c. Em Mateus 13:49—50 — Jesus nos fala dos anjos vindo no tempo do fim para separar os justos dos maus e de como os ímpios serão jogados em uma fornalha acesa.

d. Em Mateus 25:12 Jesus diz às virgens néscias: “Não vos conheço”. E com isto a impede de entrarem para as bodas.

e. Em Mateus 25:30 Jesus nos diz que o servo negligente e mau foi lançado para fora, nas trevas.

f. O mesmo princípio da separação se aplica nesta parábola,

C. O Julgamento


1. O julgamento será universal:

a. Todas as nações serão reunidas diante do Juiz.

b. Seremos julgados tanto de forma coletiva quanto de forma individual

2. A questão crucial levantadas pelas expressões “benditos” e “malditos”.

a. Os particípios no Grego do Novo Testamento: São chamados de particípios os adjetivos verbais que são palavras que reúnem características tanto de verbo como de adjetivo.
b. A palavra grega εὐλογημένοι eulogeménoi – benditos é um particípio do verbo εὐλογέω eulogéo – bendizer/louvar no tempo perfeito e na voz passiva. Em português podemos dizer que o tempo perfeito no grego se refere a um estado atual que, geralmente, é resultado de um acontecimento do passado. Somos benditos hoje e no dia do juízo porque Deus nos abençoou no passado. O apóstolo Paulo diz que Deus nos abençoou desta maneira antes da fundação do mundo.

c. Da mesma maneira a palavra “preparado” traduz a expressão grega ἡτοιμασμένην etoimasménen que é um particípio do verbo ἡτοιμάζω etomimázo — preparar no tempo perfeito e na voz passiva. Essa palavra nos ensina de modo inequívoco que não podemos preparar nossa própria salvação nem fazer nada que possa contribuir para a mesma. Não existe uma evolução espiritual como proposta pelos espíritas, nem uma justiça de boas obras como proposta pela grande maioria das religiões, especialmente a Católica Romana.

d. Seguindo esta linha de pensamento a expressão grega κατηραμένοι kateraménoi – malditos, é um particípio do verbo καταράομαι kataráomai — amaldiçoar no tempo perfeito e na voz passiva. Assim temos que da mesma maneira que os salvos foram abençoados os ímpios foram amaldiçoados por Deus.

e. Como os salvos são convidados a entrar em um reino previamente preparado para eles os ímpios são ordenados a entrar em um inferno que não havia sido preparado para eles, e sim para o Diabo e seus anjos.

f. Diferentemente da bênção que foi outorgada antes da fundação do mundo a Bíblia não diz nada a respeito de quando a maldição foi proferida.

3. As distinções entre benditos e os malditos.
                 
Benditos
Malditos
Ovelhas
Cabritos
Colocados à Direita
Colocados à Esquerda
Vinde
 Benditos de meu Pai
Apartai-vos de mim
Malditos
São convidados a tomar posse do reino
São enviados ao fogo eterno
Vida Eterna
Castigo Eterno

4. A identificação entre Cristo e Seu povo e as implicações em como o povo de Deus é tratado.

a. Quem nos enviou ao mundo para pregarmos foi o Senhor Jesus.

b. Somos seus representantes, não falamos em nosso próprio nome e sim em nome dele.

c. A melhor ilustração desta verdade pode ser vista no encontro entre Jesus e Saulo de Tarso quando este se encaminhava para a cidade de Damasco — ver Atos 9:1— 6.

5. Os atos de bondade mencionados causam reações diferentes dos salvos e dos ímpios.

a. Os salvos se surpreendem de saber que cada vez que fizeram algo certo o fizeram para o Senhor o que é uma prova incontestável da sinceridade deles. As boas obras não são a raiz que os salva e sim os frutos da graça que os salvou.

b. Os ímpios também se surpreendem de saber que ao agir de modo errado estavam errando contra o Senhor e Juiz de todos. Não existe pecado pior do que recusar ouvir os emissários de Deus. As palavras de Jesus acerca das cidades impenitentes e para as mulheres de Jerusalém são auto-evidentes.

Mateus 11:20—24

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:

21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.

22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.

24 Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

Lucas 23:27—28

27 Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam.

28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!

II. Conclusão

1. O filho do Homem é Rei e o Soberano Senhor e Juiz.

2. Não existe meio termo acerca da resposta humana à obra salvadora de Cristo. Só existem duas posições: aceitar ou rejeitar.

3. Gostemos ou não destas idéias a conclusão de Cristo a esta parábola para os dois grupos é que o veredicto para ambas as partes é final e irrevogável.

4. Nossa decisão hoje determina nosso destino eterno. De que lado queremos ficar? À direita com as ovelhas ou à esquerda com os cabritos?

5. Como queremos passar para a eternidade? Como benditos ou como malditos?



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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