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sábado, 26 de dezembro de 2015

FRAUDES PARANORMAIS: AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA NELAS



O material abaixo foi publicado pelo site da revista superinteressante.

Fraudes: Me engana que eu gosto
Alguns casos célebres de suposta paranormalidade não passaram de truques de ilusionismo. O pior é que muita gente ainda acredita na farsa

por Redação Super

Maurício Oliveira

A suspeita de fraude sempre rondou os fenômenos ditos paranormais. Algumas histórias causaram comoção em suas épocas, antes de serem desmascaradas. Um dos episódios mais célebres foi um verdadeiro – ou melhor, um fictício – conto de fadas e envolveu duas meninas inglesas, Elsie Wright, de 16 anos, e sua prima Frances Griffiths, de 10. Em 1917, elas garantiram ter visto pequenas fadas, com 10 centímetros de altura, em um lugarejo chamado Cottingley Glen, pequeno pântano cercado de árvores, onde costumavam brincar. Contaram a história ao pai de Elsie, que não acreditou. As meninas resolveram, então, pegar emprestada a câmera fotográfica dele e provar”com fotografias.

Elas obtiveram duas imagens. A primeira mostrava um grupo de pequenas mulheres com asas de borboleta dançando à frente de Frances. Na outra, era Elsie quem brincava com um gnomo. A história correu o país e ganhou um defensor famoso: o escritor Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Espiritualista fanático, ele não hesitou em tratar as aparições das fadas como autênticas, ignorando falhas evidentes nas imagens. A primeira foto, por exemplo, mostra quatro fadas dançando e tocando flautas. No fundo aparece uma cachoeira borrada, indício de que a foto foi feita com uma velocidade lenta do obturador. Se estivessem em movimento, as fadas também deveriam aparecer borradas na foto, certo?

Ao longo das décadas seguintes, as protagonistas da história deram explicações evasivas sobre as curiosas imagens. Até que Elsie, já idosa, admitiu ter desenhado as fadas inspirada nas ilustrações de um livro infantil. Assim como a prima, no entanto, ela continuou afirmando que ambas realmente viram fadas, só não tinham como provar daí a idéia de forjar as imagens.

Ruídos do outro mundo

Em 1848, duas irmãs que viviam em um lugarejo próximo a Nova York – Kate, de 11 anos, e Margareth, de 13 – começaram a relatar a ocorrência de barulhos estranhos no quarto delas. E o mais incrível é que ambas conseguiam se comunicar com os ruídos, atribuídos ao fantasma de um comerciante que vivera na mesma casa, para a qual a família Fox havia se mudado no ano anterior. Era assim: as meninas batiam palmas e o espírito respondia”com estalos. A história se espalhou rapidamente e logo atraiu todo tipo de curiosos. O caso foi investigado sem que ninguém pudesse classificá-lo como fraude: os ruídos pareciam mesmo vir do além.

Quatro décadas se passaram até que Margareth decidiu confessar a fraude e o fez em uma demonstração pública, presenciada por dezenas de espectadores, em 1888. Ela revelou que os ruídos eram resultado de uma estranha habilidade das irmãs: estalar as juntas dos dedões dos pés, que se mexiam quase imperceptivelmente.

Truques do homem do rá!”

O mineiro Thomaz Green Morton, o homem do “rá!” (seu grito energizante), ficou famoso nos anos 80 como um paranormal capaz de produzir luzes, entortar talheres e fazer perfume brotar das mãos, poderes que teria desenvolvido aos 12 anos, depois de ser atingido por um raio enquanto pescava. Aclamado por alguns como o maior paranormal do mundo”, ele atraiu uma legião de personalidades para o seu sítio em Pouso Alegre (MG). Gal Costa, Elba Ramalho, Ivo Pitanguy, Baby Consuelo e Sérgio Reis estavam entre os que não hesitavam em testemunhar sobre as façanhas do guru. No auge da fama, consta que ele chegou a cobrar 20 mil dólares por cinco dias no seu sítio para tratamento de energização.
Hoje, estudiosos de fenômenos paranormais não têm dúvida de que Morton não passa de um ilusionista e nem é dos melhores. Ele é uma farsa”, afirma o psicólogo Wellington Zangari, coordenador do Inter Psi (Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência), ligado à PUC de São Paulo. Morton diz ter todos esse poderes, mas jamais conseguiu demonstrá-los a pesquisadores com conhecimento de ilusionismo e prestidigitação”, diz Zangari.

Morton já foi flagrado diversas vezes, inclusive em frente às câmeras. Uma das imagens o mostrou em volta de uma mesa com amigos, segurando um garfo quebrado. Enquanto pedia aos presentes que dissessem um número de 0 a 100, ele buscou embaixo da mesa um talher já colado – em câmera lenta, o movimento era claro. De repente, gritou o famoso rá!” e deu o garfo colado a quem supostamente teria acertado o número.

Em outra ocasião, um flash de máquina fotográfica escondido embaixo da mesa disparou antes da hora, revelando o truque usado para produzir os fenômenos luminosos. Morton ficou visivelmente desconcertado e tentou atrair a atenção dos presentes para outro ponto, afirmando que a luz havia vindo de lá. Houve também a cena em que ele passou um punhado de moedas de uma mão para a outra e exibiu, ao final, uma das moedas dobradas – o problema é que na mão de origem havia oito moedas e na mão de destino apareceram nove.

Apesar das evidências, ainda há quem consiga encontrar fatos inexplicáveis relacionados aos supostos poderes de Morton, como, por exemplo, a protuberância na testa que parece se inchar de vez em quando. Isso pode ser feito com um sistema simples de sucção, como aquelas bombas usadas para extrair leite materno, ou pela utilização de alguma substância química que produza reação alérgica”, diz Zangari. Para dar uma última oportunidade a Thomaz Green Morton – que anda um tanto recluso já faz algum tempo –, Zangari lança um desafio público: que ele se submeta a testes na sede do Inter Psi, com a presença de jornalistas e de equipes de TV.

Dois nomes, duas fraudes

A francesa Marthe Béraud iniciou sua carreira” de médium em 1906, aos 19 anos. Após a morte do noivo, filho de um influente general, ela foi viver com os ex-futuros sogros na Argélia. Lá começou a se dizer capaz de materializar um fantasma. Nas apresentações, que atraíam representantes da alta sociedade, a figura de um homem com uma densa barba negra – e ostentando um turbante – surgia entre as cortinas que separavam Marthe da platéia. A aparição dizia se chamar Bien Boa, um hindu que teria vivido mais de 300 anos antes. Apesar dos detalhes quase cômicos (certa ocasião, a longa salva de palmas acompanhada de gritos de bravo!” fez Bien Boa reaparecer de trás das cortinas para reverenciar o público), a credibilidade das apresentações só ruiu quando um cocheiro árabe chamado Areski revelou que era ele quem fazia o papel do hindu. Um alçapão oculto seria o truque para entrar em cena. Os defensores de Marthe alegaram que Areski estava mentindo para se vingar por ter sido demitido. De qualquer forma, a denúncia obrigou Marthe a sair temporariamente de cena.

Alguns anos depois, Marthe reapareceu em Paris, ostentando então o nome Eva Carrière – ou, como gostava de ser chamada, Eva C. As aparições de Bien Boa deram lugar a uma nova habilidade: materializar imagens de rostos humanos. Em processos novamente realizados em ambientes escondidos por cortinas, as imagens surgiam grudadas no pescoço ou no cabelo de Marthe. As fotografias das sessões de Eva C. causaram sensação no período entre 1909 e 1913. Aos olhos de hoje, contudo, soam até ingênuas as materializações” eram visivelmente feitas de papel amassado.

A fraude de Eva C. começou a ser desmascarada quando alguém notou que os rostos eram muito parecidos com os de fotos publicadas na revista Le Miroir, grosseiramente retocadas. Mesmo com todas as evidências, seus defensores ensaiaram uma explicação: ela era leitora assídua da revista e isso teria influenciado o seu dom paranormal.

O fantasma de Columbus

Em 1984, alguns fenômenos estranhos – ruídos inexplicáveis, objetos que caíam sozinhos, móveis que se arrastavam pelo chão – começaram a ocorrer na casa de Tina Resch, uma adolescente de 14 anos de Columbus, no estado americano de Ohio. A imprensa passou a cobrir o caso, logo chamado de O poltergeist de Columbus, em alusão ao filme Poltergeist, que fizera sucesso dois anos antes. Com a casa dos Resch cercada por jornalistas, a câmera de uma equipe de TV captou por acaso uma cena em que Tina gritava com horror ao ver um abajur se espatifar no chão. Parecia que o objeto tinha caído sozinho, mas a imagem mostrava que, na realidade, a garota havia discretamente puxado o fio do abajur.

A descoberta da fraude revelou um drama familiar. Tina era adotada pelo casal John e Joan Resch e quis chamar a atenção da mídia para encontrar seus pais verdadeiros. A história teve um final triste. Os verdadeiros pais de Tina nunca apareceram. Antes de fazer 20 anos, ela se envolveu com um rapaz e engravidou. Em 1992, a pequena Amber, de 3 anos, foi encontrada morta com vários ferimentos na cabeça. As investigações incriminaram Tina e, em 1994, ela foi condenada à prisão perpétua.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos e nos livre de tais enganos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.   

quinta-feira, 30 de julho de 2015

APÓSTOLA SOL ALEGA SER O SINAL QUE O REINO DE DEUS CHEGOU À TERRA


Daniela de Carvalho a autodenominada "Apóstola Sol".

De repente, como essas coisas sempre acontecem, eis que surge do nada, mais uma pessoa alegando revelações extraordinárias, mas que não guardam qualquer relação com a verdade revelada na Palavra de Deus, a Bíblia.

Dessa vez estamos falando de Daniela Carvalho que se apresenta como apóstola Sol e está unida ao patético missionário Adelino de Carvalho.

Seguindo as mesmas práticas de Adelino, e tendo sido ordenada na igreja de Adelino Carvalho — Igreja Reino de Deus — ela ministra usando inclusive os mesmos apetrechos de seu mentor espiritual.

A apostola sol alega ser a mulher descrita em Apocalipse 12. Sugerimos aos nossos leitores que leiam nossa exposição de Apocalipse 12, cujo primeiro artigo da séria poderá ser acessado por meio desse link aqui:


No mais, queremos oferecer aos nossos leitores algum material de divulgação desses falsos mestres, publicados para divulgarem seus próprios trabalhos, por meio das fotos abaixo:

FOTO 001


FOTO 002

Missionário Adelino de Carvalho - dono da Igreja Reino de Deus

Foto 003

Apóstola Sol e seus apetrechos "mágicos"

FOTO 004

A Apóstola Sol é poderosa a ponto de amaldiçoar o próprio Diabo.

FOTO 005

Missionário Adelino Carvalho e seus apetrechos de enganação.

FOTO 006

Perfil da Apóstola Sol. O besteirol não tem fim mesmo.

FOTO 007

Apóstola Sol Daniela Carvalho que alega ser a mulher descrita em Apocalipse 12

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE ADELINO DE CARVALHO

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/adelino-de-carvalho-chama-atencao-pelo.html

Que Deus tenha misericórdia deles e de todos que seguem esses mentirosos e manipuladores da fé.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 28 de março de 2015

SAM HARRIS MAIS UM QUERIDINHO ATEU DA MÍDIA MUNDIAL


O filósofo e pseudocientista Sam Harris

SAM HARRIS MAIS UM QUERIDINHO ATEU DA MÍDIA MUNDIAL

Sam Harris é doutor em neurociência. Trata-se mais de um nome “bonitinho” para uma pretensa ciência sobre a qual se sabe muito pouco ou quase nada. A maior parte dos conceitos são opiniões dos membros participantes da confraria. Não é difícil perceber que estamos lidando mais com um filósofo do que com um verdadeiro cientista.

Junto com o falecido Christopher Hitchens e o biólogo nigeriano Richard Dawkins, Sam Harris tornou-se um dos queridinhos da mídia na luta impossível de ser vencida, de promover ensinamentos antirreligiosos. Para não se parecer muito com os outros “ateus comuns”, Sam Harris junto com outros, inventou o que foi chamado de Novo Ateísmo. A novidade, como poderemos ver abaixo, é que você pode ser ateu, mas adotar uma série de práticas, tradicionalmente religiosas, remodeladas para os novos tempos onde ilusões tolas não para se serem inventadas.

Em resumo: as tolices de Sam Harris são muito parecidas e até idênticas às bobagens inventadas pelo budismo e pelo hinduísmo. Até os termos que ele usa são os mesmos. Não há nenhuma novidade no que ele fala, nem mesmo o uso de alucinógenos, como o ecstasy, para se alcançar algum estado de consciência alterada. Experiências com LSD foram feitas a partir da década de 1950 por outros ateus que buscavam e encontraram o mesmo vazio em que Sam Harris se encontra, apesar dele pretender que tem algo sólido para oferecer. Tudo o que ele tem para oferecer são suas idéias vazias e neuróticas.

O artigo e a entrevista abaixo foram publicados no site da revista VEJA

A espiritualidade sem Deus

Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões.

Para o filósofo americano Sam Harris é possível ter experiências espirituais sem passar pelo caminho da religião. Nesta entrevista ao site de VEJA, o autor explica como isso acontece, por que o ceticismo científico é essencial para alcançar esse estado de felicidade e amor sem limites e indica técnicas para chegar até ele

Por: Rita Loiola

Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões
Em seu novo livro, 'Waking Up' ('Acordando', em tradução livre), Sam Harris demonstra que a espiritualidade é a expansão da consciência, algo simples, natural e ordinário (Reprodução/VEJA)

Ao caminhar sobre a montanha onde Jesus proferiu seu sermão das bem-aventuranças, o filósofo americano Sam Harris foi invadido por uma profunda felicidade, que silenciou seus pensamentos. A sensação de estar conectado ao cosmos e sua verdade perseguiu o escritor durante aquele verão, enquanto refazia os passos da figura central do cristianismo. Se Harris não fosse o autor do livro A Morte da Fé, de 2004, e um dos principais defensores de uma corrente chamada Novo Ateísmo, ele provavelmente diria que vivenciou uma experiência de transcendência religiosa. Entretanto, para ele, aqueles dias não passaram de uma expansão da consciência, natural e ordinária. Uma vivência espiritual, mas não religiosa.

Para Harris, que também é doutor em neurociência pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desligar a espiritualidade das religiões é o grande passo que faltava às doutrinas seculares. Em seu novo livro, Waking Up (Despertando), recém-lançado nos Estados Unidos, o filósofo mostra que é possível chegar à transcendência e atingir a mais plena felicidade sem se aproximar da essência divina. Mais que isso, indica técnicas, como meditação, respiração e até o uso de alucinógenos, que facilitam o percurso até a espiritualidade dos ateus.

"A espiritualidade deve ser distinta da religião. Pessoas de todos os credos e aquelas que não têm fé alguma têm os mesmos tipos de experiências espirituais. Um princípio mais profundo deve estar em funcionamento", afirma Harris.

É esse "diamante escondido" que o filósofo pretende arrancar das religiões, usando para isso os últimos achados científicos sobre o cérebro e, principalmente, seu ceticismo ferrenho. Harris acredita apenas no que pode ser provado por experimentos científicos e, portanto, alma, Deus ou revelações da essência superior não entram na espiritualidade que defende em seu livro. Nesta entrevista, concedida ao site de VEJA, Harris explica o que é essa nova espiritualidade e mostra como a ciência é o caminho fundamental para nos alçar a esse estado de felicidade.

Outros títulos:

O ESPÍRITO DO ATEÍSMO

Em 2006, o filósofo francês André Comte-Sponville, ex-professor da Sorbonne e autor de uma dezena de livros traduzidos em 24 línguas, escreve esse livro para mostrar como aqueles que não acreditam em Deus podem vivenciar a espiritualidade. De acordo com o autor, esse é um atributo que nos difere dos demais animais e possibilita a contemplação da arte ou da natureza. Em suas páginas, Sponville explica como essa comunhão com o absoluto, inexplicável, condiz com o materialismo, o racionalismo e o naturalismo.

GOD ON YOUR OWN

Também em 2006, o ex-monge Joseph Dispenza ensinou em seu livro God on Your Own (Deus do seu jeito, em tradução livre) como alcançar a espiritualidade fora das religiões. Seu objetivo é mostrar o caminho até a fonte direta da transcendência, sem dogmas, regras ou doutrinas.

LIVING WITHOUT GOD

Outro "novo ateísta" que publicou um livro sobre como chegar ao absoluto sem Deus foi Ronald Aronson, professor de história das ideias na Universidade Estadual de Wayne, nos Estados Unidos. Em seu livro Living Without God (Vivendo sem Deus, em tradução livre), lançado em 2008, o americano substitui a espiritualidade pela moral e responsabilidade que temos pelo planeta, pelo bem-estar alheio e pela política.

Por que um ateu resolveu escrever sobre espiritualidade?

Porque transcendência e amor incondicional são algumas das experiências mais importantes que as pessoas têm em suas vidas. Mas a maioria delas interpreta esses episódios pela lente da religião. Isso não faz sentido, porque cristãos, muçulmanos, judeus, budistas e ateus têm o mesmo tipo de experiências. Então sabemos que nenhuma dessas doutrinas religiosas incompatíveis pode ser a melhor explicação para seu significado.

Como funciona essa base escondida nas religiões?

A ciência não consegue localizar no cérebro uma região específica onde o eu se localiza, como fazemos com a memória ou a raiva. A ideia de que há um espaço no cérebro onde o eu, ou nossa consciência, está escondida não faz nenhum sentido anatômico ou científico. Assim, se a consciência não é um espaço delimitado, ela pode ser alterada ou expandida. A espiritualidade é essa transcendência do eu.

Se a fé revelou a espiritualidade, por que desligar essa experiência da alma ou de Deus?

Em sua origem, espírito vem do latim spiritus, que significa respiração ou sopro. Por volta do século XIII, essa palavra foi confundida à crença de almas e fantasmas. No entanto, não há qualquer evidência que alma ou espíritos existam — mas podemos estar certos de que a consciência existe. Qualquer que seja sua relação com o mundo físico, a consciência é a base de tudo o que experimentamos. Não importa se estamos tomando um café ou tendo uma visão de Jesus, estar consciente é a condição prévia para qualquer experiência do presente. Na minha visão, espiritualidade é um processo de descoberta de algumas coisas sobre a natureza da consciência por meio da introspecção.

Ou seja, é uma experiência mental. Ela também nos levará a responder as questões fundamentais da existência, como 'de onde viemos' ou 'qual o sentido da vida'? Quando falo de espiritualidade, estou me referindo à figura da primeira pessoa da consciência e a possibilidade de superar alguns tipos de sofrimento psicológico, como aqueles vindos da necessidade da satisfação constante dos desejos ou da percepção de que, mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando. Esses são fatos empíricos sobre a mente humana, testados pela ciência. As religiões tendem a fazer especulações sobre a origem do cosmo, a existência de mundos e seres invisíveis e sobre a origem divina de alguns livros. Mais que isso, fazem essas afirmações com base em montanhas de evidências contraditórias. Há uma enorme diferença entre falar que, se alguém usar sua atenção de certa forma, como durante a meditação, vai perceber algo muito interessante sobre sua mente e dizer que um carpinteiro do século I nasceu de uma virgem e estará voltando dos mortos. A espiritualidade não é importante apenas para ter uma boa vida. Ela é importante para entender a mente humana.

Quais são as pesquisas científicas nos ajudam a compreender a subjetividade humana?

Sabemos que a mente humana é produto do cérebro humano. No entanto, a consciência não pode ser definida de acordo com critérios externos. Um famoso trabalho de Roger Sperry, que ganhou o Nobel de Medicina em 1981, mostrou, com o auxílio de pacientes que sofreram acidentes cerebrais, que os dois hemisférios do cérebro têm habilidades distintas e podem funcionar de maneira independente. E há razões científicas para acreditar que eles são também independentemente conscientes. As habilidades cognitivas que nos fazem humanos, como a reflexão ou a capacidade de julgamento, estão no hemisfério direito, no entanto, apenas o hemisfério esquerdo possui a habilidade da linguagem. Isso indica que é problemático falar que cada um de nós tem um único eu, uma consciência indivisível, ou uma alma responsável por nossa individualidade.

Como assim?

A ideia de alma surge da sensação de que nossa subjetividade tem uma unidade, simplicidade e integridade que deve transcender as engrenagens bioquímicas do corpo. Mas a ciência mostra que nossa subjetividade pode ser dividida em, pelo menos, duas. Pesquisas feitas na última década também mostram que há partes do nosso cérebro trabalhando sob o consciente que afetam nossa vida cotidiana. Isso significa que a consciência pode ser expandida em novas direções para termos uma percepção mais clara da realidade, sem a necessidade de que isso seja reflexo de uma entidade superior operando. Se olharmos de perto para essa sensação de que somos um eu indivisível, ela desaparece. E esse é um experimento que pode ser feito no laboratório de sua própria mente.

Há técnicas que podemos usar para isso?

Ao contrário de muitos ateus, passei longos anos da minha vida buscando experiências como as que deram origem às religiões do mundo. Estudei com monges, lamas, iogues e com pessoas que passaram grande parte de suas vidas em reclusão meditando. Ao todo, passei dois anos em retiros de silêncio, em períodos de uma semana a três meses, praticando técnicas variadas de meditação de doze a dezoito horas por dia. Posso afirmar que quem passa tanto tempo aperfeiçoando técnicas de respiração, meditação e pensamento dirigido tem experiências normalmente inacessíveis a quem não tem acesso a essas práticas. Acredito que esses estados mentais dizem muito sobre a natureza da consciência e as possibilidades de bem-estar humano.

O início de Waking Up traz sua experiência com o MDMA (metilenodioximetanfetamina, mais conhecida como a droga ecstasy). Foi ela quem abriu as portas da espiritualidade em sua vida?

Sim. O MDMA provou para mim que era possível ter uma percepção radicalmente diversa de mim mesmo, do mundo e de minhas conexões éticas com os outros. É claro que não recomendo que todos usem a droga, porque isso traz consequências à saúde e é ilegal. Mas preciso ser honesto sobre o papel que ela desempenhou em meu próprio desenvolvimento espiritual.

Como o senhor vivencia sua espiritualidade?

Faz muitos anos que usei drogas psicodélicas e minha abstinência está relacionada aos riscos para a saúde de seu uso. Tenho momentos espirituais todos os dias, em lugares santos, em meu escritório ou enquanto escovo os dentes. Isso não é um acidente, é o resultado de anos da prática de meditação com o propósito de acabar com a ilusão do eu. A espiritualidade continua sendo o grande vazio das doutrinas seculares, do humanismo, do racionalismo, do ateísmo e de todas as outras posturas defensivas que homens e mulheres assumem diante da presença da fé irracional. Pessoas dos dois lados se dividem imaginando que experiências transcendentes não têm lugar na ciência, a não ser em um hospital psiquiátrico. Mas há um caminho do meio entre fazer da espiritualidade uma experiência religiosa e não ter espiritualidade alguma. Não precisamos de mais dados científicos para dizer que a transcendência é possível. Está em nossa capacidade mental acordar do sonho de um ser único e indivisível e, assim, nos tornarmos melhores em contribuir para o bem-estar dos outros.

Cinco passos para atingir a espiritualidade sem Deus, segundo Sam Harris

Meditação


Meditação


De acordo com Harris, o tipo de meditação mais indicado para iniciantes é a vipassana, técnica de um ramo antigo do Budismo. Esse é um meio eficaz para viver a realidade do momento presente e começar a expandir a consciência. O objetivo dessa meditação é apenas manter o foco na respiração. Para isso, basta sentar ereto, fechar os olhos, respirar fundo e sentir o corpo na cadeira. Mantenha o foco na respiração, sem controlá-la e não deixe os pensamentos interferirem na respiração. Mantenha-se dessa maneira até que seja possível apenas testemunhar os sons, sensações e emoções que passam pela mente.

Interromper as emoções negativas

Interromper as emoções negativas


Ninguém está a salvo das emoções negativas, mas o ideal fazer com que elas não persistam na mente. Da mesma maneira que ocorre quando estamos irritados no trânsito e recebemos uma ligação de um amigo que nos faz rir, é possível treinar o pensamentos para interromper o fluxo da raiva ou da tristeza. A melhor técnica para expandir a mente na presença dos sentimentos negativos é percebê-los, sem resistência. “O que é a raiva? Como você se sente? Fazendo essa investigação, com a consciência plena, você descobrirá que a negatividade desaparece”, diz Harris.

Técnica do homem sem cabeça

Técnica do homem sem cabeça


Ao olhar o mundo ao redor, foque a atenção onde você sabe que está sua cabeça e perceba o que acontece. Por instantes, você poderá ter a sensação de ter eliminado a racionalidade e de fazer parte de todo o ambiente. Outro método para chegar a esse estado é imaginar que está sem cabeça. Simplesmente repita o exercício, de maneira relaxada, em vários momentos do seu dia. O instante deve aparecer antes da intervenção de seus pensamentos.

Contato visual

Contato visual


O desconforto que sentimos ao encontrar o olhar direto de outra pessoa tem a ver com a crença de que somos um eu separado do mundo. Por isso, há uma técnica de meditação em dupla poderosa para suprimir essa ilusão. Sente-se de frente para outra pessoa e encare seus olhos, sem falar nada. Ignore as sensações de desconforto e segure o olhar. Essa técnica pode ser unida às anteriores para mostrar como é possível se unir a outra consciência.

Superar a barreira entre a consciência e o mundo

Superar a barreira entre a consciência e o mundo


Por meio da meditação e da interrupção dos pensamentos negativos, o objetivo é examinar a consciência e perceber sua extensão. Esse estado mental mostrará que os pensamentos são como reflexos em um espelho, ou seja, eles vão e vêm enquanto a consciência se mantém livre. Em estados de meditação profunda, em que apenas testemunhamos o mundo, é possível perceber que não há barreiras entre a consciência e o mundo, entre sujeitos e objetos. Essa é a essência da espiritualidade.
O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


BREVES COMENTÁRIOS ACERCA DO BESTEIROL DO DR. HARRIS


1. Para Sam Harris a ciência pode se basear em seres humanos caídos e corrompidos para se alcançar verdadeira felicidade. Sendo um homem ignorante quanto ao que a Bíblia ensina acerca da raça humana, o Dr. Harris é ingênuo — ou seria estúpido — para ainda acreditar que existe alguma coisa boa nos seres humanos.

O ser humano é irremediavelmente pecador e totalmente depravado porque o ato de pecar — qualquer pecado — é a pior coisa que ele pode fazer contra Deus, contra o próximo, contra o meio em que vive e contra si mesmo. Assim a Bíblia nos ensina que para tais pessoas não resta nenhuma alternativa, a menos que aceitem a oferta de Deus em Jesus, do que ser lançado no lago de fogo, conforme Apocalipse 20:10-15, juntamente com o Diabo e seus anjos. Para dirimir quaisquer dívidas e sentimentos piegas que possam existir, segue uma breve lista de como os seres humanos são de verdade. Como eles, realmente se parecem diante de Deus:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Injustos, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus. Iníquos, vivendo em trevas, filhos do Maligno, incrédulos. Escravos da prostituição, da impureza, da lascívia, da idolatria, das feitiçarias. Ativamente envolvidos em inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas. Cheios de amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. Cheios também de obras infrutíferas e bem assim de toda malícia, de ira, de indignação, de maldade, de maledicência, de linguagem obscena do falar. Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Infiéis, mentirosos, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Incrédulos, abomináveis, impuros, e feiticeiros.” Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva[1]!

Não se iluda. A lista acima fala de mim e de você. A única escapatória que existe para nós é nos voltarmos para o Deus verdadeiro e aceitarmos a salvação que nos oferece de graça. Fora de Jesus não há salvação eterna, porque...

Atos 4:11-12

11 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.

12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos –.

2. O Dr. Harris encontra respostas para suas em atividades religiosos e práticas hinduístas e budistas como a medição transcendental, respiração e que a realidade que vivemos não passa de ilusão. Ora tudo isso já foi exaustivamente analisado e provado como sem valor, isso quando não envolve forças verdadeiras malignas.

3. O Dr. Harris afirma o seguinte: “A espiritualidade deve ser distinta da religião. Pessoas de todos os credos e aquelas que não têm fé alguma têm os mesmos tipos de experiências espirituais. Um princípio mais profundo deve estar em funcionamento”. Mas que mentira descarada. Como é possível alguém que não conhece nem se relaciona com o Senhor Jesus Cristo ter qualquer tipo de experiência que cheque pelo menos perto da realidade de andar dia a dia negando-se a si mesmo, tomando sua cruz e seguindo a Jesus. Basta isso para provar que nosso doutor é um grande Pinóquio e que o uso de ecstasy no passado causou mais danos ao seu pobre cérebro do que ele imagina. Ainda bem, para ele, que vê como algo positivo ser internado num hospício. Esse certamente será seu destino final.

4. O Dr. Harris fala de uma nova ciência como a solução que precisamos. Qual ciência? Aquela que produz medicamentos baseados em falsos estudos os quais são impostos sobre as pessoas como as estatinas, por exemplo? Isso não ciência, isso é um atentado à saúde pública. Ou talvez ele se refira à ciência que não para de produzir armas de destruição em massa — ADM. Ou talvez à ciência que polui e está destruindo a terra. Mas haverá um acerto de contas para tudo isso, conforme —

Apocalipse 11:18

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

5. O Dr. Harris acredita na capacidade humana de expandir seu cérebro e assim evoluir para melhor. Mas ele afirma esse tipo de bobagem, porque ele não entende nada de REVELAÇÃO DIVINA. Revelação essa tão evidente, seja na Criação, seja na Palavra de Deus — a Bíblia — ou na Revelação Pessoal por meio da Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

6. Em outro parágrafo o Dr. Harris faz as mais estapafúrdias afirmações:

Quando falo de espiritualidade, estou me referindo à figura da primeira pessoa da consciência e a possibilidade de superar alguns tipos de sofrimento psicológico, como aqueles vindos da necessidade da satisfação constante dos desejos ou da percepção de que, mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando. Esses são fatos empíricos sobre a mente humana, testados pela ciência. As religiões tendem a fazer especulações sobre a origem do cosmo, a existência de mundos e seres invisíveis e sobre a origem divina de alguns livros. Mais que isso, fazem essas afirmações com base em montanhas de evidências contraditórias

Como pode ser visto o Dr. Harris admite que “mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando”. Essa é uma verdade milenar ensinada pela Bíblia. A única coisa que pode matar a fome e a sede espirituais dos seres humanos é a água da vida e o pão da vida, ou seja: O SENHOR JESUS CRISTO.

Não queremos insistir na ignorância do Dr. Harris quanto as Sagradas Escrituras e a revelação de Deus em Jesus para não nos tornarmos repetitivos.

7. O Dr. Harris também admite o seguinte: “A espiritualidade continua sendo o grande vazio das doutrinas seculares, do humanismo, do racionalismo, do ateísmo e de todas as outras posturas defensivas que homens e mulheres assumem diante da presença da fé irracional”. Como podemos ver, sem ter opção para sua enrascada, o Dr. Harris prefere, então atacar as religiões de modo mais vil possível. E ele deseja que confiemos em pessoas como ele para vivermos vidas felizes – risos!

8. Segundo o artigo: "Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões.". Mas vejam o que ele disse acerca do ESTUPRO:


Tradução: I sou Sam Harris e eu adoro ESTUPRO: "Eu não hesitaria em me livrar da religião... Não existe nada mais natural que o estupro. Seres humanos estupram, chipanzés estupram, orangotangos estupram, o estupro é, claramente, parte duma estratégia evolucionária para levar teus genes para a próxima geração, se você for um macho" - Citação verdadeira e não editada pelo falso cientista e Ateu Dr. Sam Harris 

9. Por fim o Dr. Harris admite mesmo que em vez de consultar a Bíblia ele consultou monges, lamas e iogues. Com esse tipo de orientação não podemos esperar nada diferente mesmo: um ateísmo hinduísta e budista! PATÉTICO.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Listas contendo as coisas terríveis que os seres humanos são capazes de fazer podem ser encontradas, por exemplo, em: Marcos 7:21—23; Romanos 1:28—32; Romanos 3:10—18; 1 Coríntios 2:14; 1 Coríntios 6:9—10; 2 Coríntios 6:14—18; Gálatas 5:19—21; Efésios 4:31; Efésios 5:5—16; Colossenses 3:5—9; e 2 Timóteo 3:1—6; Tito 3:3; Apocalipse 21:8. E isto para ficarmos no Novo Testamento somente.