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domingo, 18 de outubro de 2015

A PREGAÇÃO BASEADA NA BÍBLIA NÃO MUDA NUNCA EM SUA ESSÊNCIA


O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora Fiel e é de autoria de Peter Sanlon.

A Pregação Mudou Desde a Igreja Primitiva?
Peter Sanlon

A pregação expositiva sistemática e regular da Escritura tem um papel central em minha visão para o ministério eclesiástico normal. Quando prego através de cada livro da Bíblia para as minhas congregações, creio que estou continuando um ofício e uma tradição que tem suas raízes no Pentateuco, nos métodos de ensino judaicos e na Igreja Apostólica. O pouco espaço que tenho não me permite elucidar a natureza dessas primeiras florações da pregação expositiva; ao invés disso, foi–me pedido que compartilhasse algumas reflexões sobre a natureza de nossa obrigação para com a pregação da Igreja Primitiva pós-bíblica.

Os pregadores da Igreja Primitiva que eu vejo como mestres de ofício incluem Ambrósio, Jerônimo, Gregório de Nazianzo, Crisóstomo, Atanásio, Agostinho e Pedro Crisólogo. Contudo, quando leio os sermões desses praticantes da pregação expositiva, é impossível não notar que a pregação deles parece estranha àquilo que se pensa hoje como uma exposição. Como a pregação expositiva moderna pode ser dependente da pregação da Igreja Primitiva que parece tão estranha a nós?

Uma convicção comum aos antigos e modernos

Em primeiro lugar, é vital enfatizar a convicção que nós e os pregadores da patrística temos em comum. Tanto praticantes antigos quanto contemporâneos da pregação expositiva criam que a Escritura é verdadeira em tudo o que ela afirma. Além disso, ambos os grupos defendem que quando a Bíblia é pregada, o próprio Deus fala.

Em muitos lugares os Pais, como Tertuliano, afirmaram que o que quer que a Escritura ensine é a verdade.1 Agostinho também declarou: “Aprendi a render tal respeito e honra apenas aos livros canônicos da Escritura: apenas nesses creio decisivamente que os autores eram completamente livres de erro”.2 Tais afirmações explícitas da confiabilidade bíblica são valiosas na reconstrução da visão patrística da Escritura.

Todavia, as implicações que podem ser tiradas de como a Escritura foi usada por toda a vasta obra dos Pais da Igreja são, no mínimo, tão relevantes quanto. A pregação era o principal ponto em que a Bíblia era usada na Igreja Primitiva, e quando menções após menções são empilhadas sobre citações após citações, fica abundantemente claro que os pregadores antigos lidavam com a Escritura daquela maneira porque criam que ela era verdadeira e que através dela Deus falava aos seus ouvintes.

Como Agostinho pregou: “Tratemos a Escritura como Escritura: como Deus falando”.3 Sem tal convicção há pouca motivação para debruçar-se sobre o texto bíblico na preparação do sermão, como os Pais faziam.

Por que, então, os sermões da Igreja Primitiva parecem tão diferentes dos pregadores modernos ocidentais que compartilham do mesmo comprometimento para com o papel da Escritura no discurso de Deus? Os sermões da patrística sempre utilizam alegorias obscuras, presumem significado nos números e podem saltar por passagens bíblicas aparentemente aleatoriamente. Os sermões da patrística podem conter reflexões e excursões que aparentemente divergem grandemente do texto sendo considerado. A ideia de que a pregação expositiva moderna é descendente de tais homilias antigas seria, meramente, uma ilusão?

A pregação expositiva se relaciona com a cultura pagã

Pregação expositiva é um ofício, uma arte e uma disciplina pastoral que interage com a cultura pagã em geral e com a oratória pagã em especial.

Os pregadores da patrística (e os pregadores contemporâneos) comprometidos com a pregação expositiva têm visões radicalmente divergentes da erudição pagã. Alguns pregadores teciam citações de autores pagãos no tecido de suas exposições. Por exemplo, Ambrósio tem mais de cem citações de Virgílio em sermões de sua autoria a que temos acesso hoje, e usava o autor médico Galeno para ajudá-lo a explicar Gênesis. Tertuliano desacreditou o ensino pagão como inimigo da teologia. O fato de seu estilo de discurso se utilizar de técnicas retóricas forjadas nas escolas pagãs nos lembra que ninguém pode escapar completamente do seu contexto.

A frequência das citações de autores pagãos é a única e mais óbvia forma que o aprendizado pagão influenciou os sermões da patrística. Mais profundamente, a cultura pagã do mundo antigo era fascinada pelas palavras — seu sentido, formação e significado. O empilhamento nos sermões de citação bíblica após citação bíblica, assim como o uso de passagens bíblicas mais claras para interpretar passagens mais obscuras, eram técnicas que os pregadores aprenderam nas técnicas escolas pagãs usavam para interpretar Homero.

Assim como na Reforma, o contexto educacional dos pregadores da patrística moldou seus ministérios profundamente. O primeiro manual para o aprendizado da pregação foi escrito por Agostinho. Ele continua extensas seções refletindo sobre como se apropriar melhor das lições de oratória de Cícero. Agostinho via valor no discernimento pagão de como falar bem: “Por que aqueles que falam a verdade o fariam como se fossem estúpidos, enfadonhos e sonolentos?”.4 Apesar de elogiar algumas lições de Cícero, no fim Agostinho considerou que orar e ouvir bons pregadores era mais importante.5

Muito daquilo que faz os sermões da patrística parecerem diferentes dos sermões modernos surge do fato de que, em nossos ministérios de pregação expositiva, nós e nossos antepassados estamos (deliberadamente ou não) usando os melhores conhecimentos pagãos disponíveis sobre hermenêutica e comunicação. Os pregadores antigos criam que a Bíblia era uma palavra divina de rica verdade para os ouvintes. Eles buscavam significado em padrões de números porque a cultura pagã via beleza, verdade e significado residindo em mistérios profundos nos números. Se era assim com a matemática, os discursos persuasivos e a filosofia, pensavam, certamente deve ser muito mais com um texto inspirado pelo próprio Deus. O contexto do aprendizado secular moldou as abordagens dos pregadores antigos ao seu ofício.

O mesmo é verdadeiro quando se fala de questões práticas da pregação. Alguns pregadores escreviam seus sermões por completo e depois os liam. Outros, como Agostinho, meditavam na passagem durante a semana e depois falavam extemporaneamente. Muitas escolas de retórica ensinavam seus alunos a falar em público fazendo-lhes ler e memorizar discursos. Quintiliano, o orador pagão, argumentou que essa era uma maneira superficial e imatura de falar em público. Se um pregador concordasse com Quintiliano ou não acabava moldando sua prática com relação a falar a partir de um roteiro.

Seria um erro grave assumir que nossas abordagens modernas ao entendimento e à pregação da Bíblia são automaticamente superiores àqueles dos pregadores antigos. Também seria incorreto não observar o fato de que a pregação expositiva moderna é descendente da homilética da patrística e partilha de suas convicções fundamentais.

A pregação expositiva se desenvolve com a história da igreja

Outra razão pela qual os sermões da patrística parecem tão singulares é porque foram pregados por pessoas de dentro do contexto da história da igreja em que habitavam. No mundo antigo, alguns pregadores se beneficiaram ao fazer referências cruzadas de traduções iniciadas por Orígenes em sua Héxapla. Agostinho teve dúvida se deveria adotar a tradução bíblica mais erudita de Jerônimo ou continuar com a versão com a qual sua congregação estava mais familiarizada. Ele optou por manter a tradução menos precisa para a sua congregação por causa de sua sensibilidade pastoral, enquanto lentamente integrava a tradução de Jerônimo aos seus escritos acadêmicos.

Conforme a história da igreja progredia, também progrediam as ferramentas, e a forma de pregação expositiva se desenvolvia. Uma das áreas mais óbvias onde isso se aplicava era na história da salvação. Na Igreja Primitiva, os pregadores estavam muito conscientes de que havia um desenvolvimento dentro da história bíblica. Irineu desenvolveu uma teologia de “recapitulação” baseada nas repetições que se percebia dentro da história da salvação como a árvore em Gênesis 2 e o madeiro em que Cristo foi pendurado. A rejeição herética de Marcião do Antigo Testamento e interações com estudiosos judeus levaram muitos pregadores a pregar entre a semelhança e a unidade entre os Testamentos. A ênfase de Agostinho na graça na controvérsia pelagiana o levou a enfatizar a diferença entre a lei e o evangelho. Todas essas — e a aparente presença da prática da alegoria — eram tentativas primitivas dos pregadores de se dedicarem às passagens das Escrituras de maneira a fazer justiça à história da salvação por inteiro.

Dados os muitos desenvolvimentos na história da igreja que nos oferecem novas maneiras de articular a história da salvação e lhe dar nuances, é compreensível que os sermões da patrística possam parecer bem estranhos em suas interpretações teológicas. Na realidade, os grandes pregadores dos primeiros séculos estavam mapeando as possibilidades para configurar unidade e diversidade dentro do cânon — algo com o que nós temos dificuldade e diferimos ainda hoje.

Conclusão

A pregação expositiva mudou desde a igreja primitiva? Na questão de que a pregação expositiva deve se relacionar com a cultura pagã e desenvolver com a história da igreja, a resposta é sim. Se isso nos cegasse quanto às convicções centrais partilhadas a respeito da autoridade da Escritura e a paixão que leva os pregadores a usar o melhor material a que tem acesso na cultura e na teologia para pregar a Bíblia fielmente, nós não só estaríamos desonrando os santos que labutaram antes de nós, mas também deserdaríamos a nós mesmos de um tesouro que pode nos ajudar a aprimorar a nossa pregação — a pregação da Igreja Primitiva.

Tradução: Alan Cristie

Revisão: Vinícius Musselman Pimentel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

O Artigo original poderá ser visto por meio do link a seguir:

http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/847/A_Pregacao_Mudou_Desde_a_Igreja_Primitiva?utm_source=inf-set-2015&utm_medium=inf-set-2015&utm_campaign=inf-set-2015

Autor


Peter Sanlon é ministro da St. Mark’s Church em Tunbridge Wells, Reino Unido. Ele é autor de "Augustine’s Theology of Preaching".

Notas:

1 - Tertuliano, A Carne de Cristo, 6.

2 - Agostinho, Epístola 82.3.

3 - Agostinho, Sermão 162C.15.

4 - Agostinho, A Doutrina Cristã, 4.3.

5 - Agostinho, A Doutrina Cristã, 4.32.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salmos 119:129—136 — O SALMISTA RECONHECE EXCELÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS, AO MESMO TEMPO EM QUE DEPLORA O FATO DE QUE “OS HOMENS NÃO GUARDAM A TUA LEI” — Estudo 018



Esse artigo é parte da série "Exposição do Salmo 119" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

Exposição do Salmo 119 – A Excelência da Palavra de Deus - 018

Q. Exposição do Salmo 119:129 – 136 – O Salmista reconhece excelência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que deplora o fato de que “os homens não guardam a Tua Lei”.

1. Introdução

A décima sétima divisão de oito versículos do Salmo 119 inicia com a letra פ — pe que significa “boca”. Era usada para indicar o numeral 80. Esta letra é transliterada em português pelas letras “p” = פּ ou פ “f”, dependendo do caso. Note que a diferença no som é causada pela presença ou ausência do ponto dentro da palavra.

2. O Salmista sabe que a Palavra de Deus é admirável e, por este motivo, pede para que Deus se manifeste a ele para ajudá-lo a guardar ou obedecer a Palavra de Deus. No final desta porção, o Salmista deplora, com lágrimas, o fato dos homens não guardarem a Palavra de Deus.

A. O Salmista e a excelência da Palavra de Deus — versos 129 — 131.

Verso 129 – O Salmista declara que obedece ou guarda os mandamentos de Deus porque os mesmos são admiráveis. A expressão hebraica  פְּלְּא pelle — quer dizer maravilhoso ou prodigioso. Assim é a Palavra de Deus. Este é o motivo porque o apóstolo Paulo diz que:

Romanos 7:12

Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
Verso 130 — Nesse versículo o Salmista faz, literalmente, uma afirmativa acerca dos benefícios da exposição ou explicação da Palavra de Deus. A Palavra de Deus, quando exposta de maneira apropriada, esclarece e dá entendimento até as pessoas mais simples. Este foi o motivo porque os Reformadores deram tanta ênfase ao conceito de “Sola Scriptura” — somente as Escrituras — e se dedicaram à Sua exposição de forma sistemática. João Calvino, por exemplo, deixou por escrito um sermão em cada uma das passagens de toda a Bíblia, com exceção do livro do Apocalipse. Os benefícios diretos da meditação na Palavra de Deus já foram discutidos nos versos 97 a 100 deste salmo.

Verso 131 — O Salmista expressa seu profundo desejo ou anelo pelos mandamentos da Palavra de Deus. Para ele a Palavra de Deus era tão importante quanto o ar que respirava.

B. O Salmista e suas orações a Deus – versos 132—135.

Verso 132 — O Salmista inicia uma série de petições a Deus. A primeira é: “Volta-te para mim”. Ele deseja a atenção de Deus. A expressão “tem piedade” significa “ser gracioso, mostrar favor, ser misericordioso”. É isto que o Salmista espera de Deus como ele tem podido observar na vida de outras pessoas que amam o SENHOR. O apóstolo Paulo reconhece esta mesma verdade ao dizer:

Romanos 8:28

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Verso 133 – O Salmista pede para Deus firmar seus passos. Aqui, certamente encontramos ecos do Salmos 40:2 que diz: Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. O Salmista deseja que cada passo, cada decisão da sua parte, sejam guiados pelas palavras de Deus. Ele pede para fazer tudo o que é certo e para não fazer nada que seja errado. Este deve ser o desejo sincero de cada crente verdadeiro. Não há espaço na vida do crente sincero para “pecados de estimação”. Nosso desejo deve ser de nos livrar cada vez mais e mais dos pecados:

Romanos 6:14

Porque o pecado não terá domínio sobre vós.

Verso 134 — O Salmista pede para se ver livre do homem opressor. Esta frase é tão mais significativa se o autor do Salmo 119 for mesmo o rei Davi. Ele havia experimentado o que é ser oprimido, ter que fugir se escondendo de caverna em caverna, ter que ficar distante do templo do SENHOR. Uma vez livre destas opressões, o Salmista, como prova de gratidão, promete guardar os preceitos de Deus.

Verso 135 – O Salmista termina sua lista de petições dizendo:

Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo — Os opressores podem fazer “caras feias”, mas o Salmista não está preocupado com isto. Contanto que Deus esteja “sorrindo” tudo o mais é irrelevante. Quando Deus instruiu Moisés acerca da bênção com que seu irmão Aarão, deveria abençoar o povo de Israel ele disse o seguinte:

Números 6:24—26

O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

Em contrapartida:

Salmos 34:16

O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória.

Ensina-me os Teus decretos — Este é o maior desejo do Salmista. Seja Deus gracioso e me ensine Seus mandamentos, pois os mesmos são admiráveis — Verso 129 — os mesmos esclarecem e dão entendimento aos símplices – verso 130 – e para o Salmista eles são tão importantes quanto o ar que ele respira – verso 131. O Salmista não deseja viver em pecado. Ele anseia por verdadeira santidade.  

C. O Salmista deplora o fato dos homens não estarem guardando a Lei do SENHOR – verso 136.

Conforme já falamos acima a Lei do SENHOR é santa e o Mandamento do SENHOR é santo, justo e bom. Isto é um fato verdadeiro? Vamos analisar apenas, os assim chamados “Dez Mandamentos”:

1 - Não terás outros deuses diante de mim.

2 - Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto.

3 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão.
4 - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

5 - Honra teu pai e tua mãe.

6 - Não matarás.

7 - Não adulterarás.

8 - Não furtarás.

9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

Agora sejamos sinceros, existe alguma coisa nesses mandamentos que não seja boa para os seres humanos? Então por que só o que vemos é uma aberta e completa desobediência a esses mandamentos? Não teria razão a Bíblia ao ensinar que somos uma raça caída? Não seria precisa a descrição bíblica acerca da raça humana quando diz: néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros – Tito 3:3. Somente quando somos ensinados por Deus podemos reconhecer nossa precária situação e nos voltarmos, em arrependimento, para Deus que é rico em perdoar.

Conclusão:

1. Precisamos, como o Salmista, reconhecer a excelência da Palavra de Deus e nos dedicar honestamente ao estudo e prática diária da mesma. A Palavra de Deus deve ser, para nós, tão importante quanto o ar que respiramos.

2. Como o Salmista, temos que orar para que Deus nos ajude ensinando-nos e fortalecendo-nos a colocar em prática os mandamentos do SENHOR. É bobagem pensar que posso ser crente e viver em desobediência. O verdadeiro crente busca viver em santidade.

3. Quando pessoas que se dizem cristãs transgridem abertamente os mandamentos de Deus elas sinalizam para o mundo que Deus não é relevante, que a Palavra de Deus não é importante. Em vez de condenarem, praticam as obras das trevas. Desta maneira demonstram, na prática, que não são filhos de Deus e sim filhos do diabo:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
Efésios 5:11

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.



OUTROS ESTUDOS NA SÉRIE DO SALMO 119

001 — Estudo Introdutório — A Excelência da Palavra de Deus =

002 — Salmos 119:1—8 — Os Bem Aventurados =

003 — Salmos 119:9—16 — A Importância da Palavra de Deus para os Jovens

004 — Salmos 119:17—24 — A Importância da Palavra de Deus para os Seus Servos

005 — Salmos 119:25—32 — A Confiança do Salmista em Deus e em Sua Palavra

006 — Salmos 119:33—40 — Completa Dependência de Deus e Sua palavra

007 — Salmos 119:41—48 — Servindo Deus Nos Termos de Deus

008 — Salmos 119:49—56 — Encontrando Conforto na Palavra de Deus de Deus

009 — Salmos 119:57—64 — Encontrando Plena Satisfação Apenas em Deus

010 — Salmos 119:65—72 — A Bondade de Deus

011 — Salmos 119:73—80 — A Experiência Pessoal do Salmista com a Palavra de Deus

012 — Salmos 119:81—88 — A esperança baseada em Deus e na Palavra de Deus, nas horas de maior angústia

013 — Salmos 119:89—96 — A Fidelidade de Deus Manifestada em Sua Palavra e Por Meio da Criação

014 — Salmos 119:97—104 — Os inúmeros benefícios derivados da leitura e do estudo da Palavra de Deus.

015 — Salmos 119:105—112 — O apego do Salmista a Deus e à Sua Palavra diante das dificuldades da vida.

016 — Salmos 119:113—120 — O Salmista e a Vida íntegra Diante de Deus.

017 — Salmos 119:121—128 — O Salmista e sua Luta por Justiça com o reconhecimento implícito de que Deus é o único, verdadeiro e definitivo Juiz dos seres humanos.

018 — Salmos 119:129—136 — O Salmista reconhece excelência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que deplora o fato de que “os homens não guardam a Tua Lei”

019 — Salmos 119:137—144 — Deus, Sua Justiça, Sua Palavra e o Salmista

020 — Salmos 119:145—153 — Uma Lição Objetiva Acerca do Ato de Orar

021 — Salmos 119:153—160 — O contraste entre o Salmista que busca a Deus com intensidade cada vez maior e os ímpios que desprezam a Deus

022 — Salmos 119:161—168 — VERDADEIRA PAZ E SEGURANÇA SÓ EXISTEM EM DEUS

023 — Salmos 119:169—176 — A NECESSIDADE DEFINITIVA QUE TEMOS DE CONFIAR EXCLUSIVAMENTE EM DEUS

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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