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segunda-feira, 6 de março de 2017

EFÉSIOS - SERMÃO 028 – O DOM DE PASTORES E MESTRES


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará os links para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 4:11

Introdução.

A. Quando Cristo subiu aos céus ele concedeu dons aos homens.

B. Existem várias listas de dons carismáticos no Novo Testamento, mas elas não pretendem ser nem são, exaustivas. Entre essas listas nós temos:

1. Romanos 12:7—8.

2. 1 Coríntios 12:7—11.

3. Efésios 4:11

4. 1 Pedro 4:8—11.

C. Aqui em Efésios 4:11 nós temos alistados: Apóstolo, Profetas, Evangelistas e Pastores e Mestres.

D. Apóstolos e Profetas faziam parte daquele grupo que funcionou como órgão “vocal de Deus” e nos legou o material que hoje pode ser encontrado em nossas Bíblias. Nesta capacidade não existem nem mais apóstolos nem profetas nos dias de hoje. Ver mensagem específica acerca de Apóstolos e Profetas por meio desse link aqui:


E. Os evangelistas, como também já falamos, são pessoas que têm a facilidade de pregar o evangelho ou de tornar a mensagem do evangelho clara e relevante para os incrédulos.

F. Resta analisarmos a expressão “pastores e mestres”. É com isto que iremos nos ocupar agora.

O DOM DE PASTORES E MESTRES

I. O Quadro Atual.

A. Não existe palavra mais abusada no meio chamado cristão, do que esta: pastor.

B. O abuso chega a ser tão grande, que perdemos tanto a noção do significado etimológico quanto do significado prático do termo. Hoje, quando perguntamos a qualquer pessoa qual é o significado da expressão “pastor”, a grande maioria vai dizer que: pastor = chefe, maioral, presidente, reverendo — digno de receber reverência que é sinônimo de veneração ou adoração.

C. Em vez de reagir e ensinar o povo a verdade, a grande maioria dos “pastores” prefere usufruir dos benefícios diretos e indiretos do uso dessa expressão.

D. O termo “pastor” é atualmente um título. Possuí-lo corresponde, nos meios cristãos, ao mesmo que deter um poder quase absoluto sobre a vida das pessoas. Não devemos ficar admirados que homens se apeguem ao mesmo como uma paixão absoluta.

E. O que estamos presenciando hoje não é um fenômeno moderno ou contemporâneo. É algo muito antigo. Algo que vem apenas sendo aperfeiçoado no decorrer dos séculos. No Novo Testamento encontramos grandes advertências contra este tipo de homens:

1. A advertência de Jesus em Mateus 7:15—23.

2. A advertência de Paulo em Atos 20: 17 e 29—30.

3. A advertência de Pedro em 2 Pedro 2:1—3.

4. A advertência de Judas: versos 12—13 e 16—19.

F. O Antigo Testamento também está cheio de versos descrevendo a verdadeira condição do coração daqueles que a si mesmos chamavam-se de “pastores” — ver, por exemplo, Jeremias 5:30—31; 10:17—21; 12:10—–11;  23:1—2; 25:34—36; 50:6 e Ezequiel 34:1—10.

II. O Verdadeiro Significado do Termo Pastor.

A. A palavra grega traduzida por “pastor” é a expressão ποιμὴν — poimèn — pastor. Ela não possui afinidades com outros termos, mas significava na língua original, “vaqueiro” e descrevia de maneira mais explícita, aquilo que chamamos de “pastor de ovelhas”. Não pode, portanto, em nenhuma hipótese ser usada como título. É um termo que descreve aquilo que um indivíduo — o pastor — faz. É apenas um descritor de função e não um título. E o que é que um pastor fazia naqueles dias? As tarefas do pastor no oriente próximo, entre outras, eram:
1. Ficar atento aos inimigos que tentavam atacar o rebanho.
2. Defender o rebanho dos agressores.
3. Conduzir o rebanho para locais onde o mesmo pudesse encontrar alimentação e água.
4. Curar a ovelha ferida e doente.
5. Achar e salvar a ovelha perdida ou presa numa armadilha.
6. Disciplinar os cordeirinhos quebrando uma das patas e tendo que carregá-lo nas costas até sarar.
7. Amar o rebanho, compartilhando sua vida e, dessa forma, ganhando a sua confiança.
B. Quando a igreja primitiva adotou esta expressão ποιμὴν — poimèn — pastor, a ideia era utilizar um termo que poderia descrever, da melhor maneira possível, o que se esperava de um “pastor de almas”, que era: cuidado, proteção, alimentação, disciplina e amor.
C. Nesse sentido nossos primeiros irmãos seguiam o modelo aprendido do Antigo Testamento onde Deus mesmo é chamado de “Pastor de Israel” — 
Salmos 80:1 
Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor. 
Temos também o exemplo do próprio Senhor Jesus, que se auto-intitulou como “o bom pastor” —
João 10:11 e 14 
11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 
14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 
Em nenhum momento a igreja primitiva teve a intenção de, ao utilizar essa palavra, criar um título e, por extensão, uma casta sacerdotal. Essas coisas todas são perversões humanas e, como tais, são pecaminosas e precisam ser confessadas e abandonadas.

III. Pastores são Mestres Também

A. Além do dom de ποιμὴν — poimèn — pastor, Jesus também concedeu a estes mesmos homens o dom de διδάσκαλος — didáscalos — mestre. No Novo Testamento esta expressão se refere a alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem.

B. Nessa condição ela serve para descrever aqueles que, nas assembleias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo Santo Espírito.

C. Uma palavra final acerca dos quatro dons mencionados em Efésios 4:11. Sim, são apenas quatro dons mencionados e não cinco como querem os que inventaram todo um sistema baseado nos chamados “cinco ministérios”. Tanto o texto grego como nossa tradução em português — Almeida Revista e Atualizada — deixam claro que se trata apenas de quatro dons, conforme apresentado abaixo:

Efésios 4:11

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres.

Note que a palavra que faz a separação da lista é o adjetivo outros, quem não está presente entre as expressões pastores e mestres, indicando com isso que não se tratam de pessoas distintas e sim duma mesma pessoa com dois dons distintos. Um pouco de atenção evita muitos problemas que causam prejuízos imensuráveis. Desse modo, temos:

1. Apóstolos e profetas — são dons fundamentais, que foram usados por Deus para ensinar a igreja primitiva lançando os alicerces da verdade sobre os quais a igreja de todas as eras pudesse ser edificada. O trabalho desses homens está contido no Novo Testamento.

2. Evangelistas — são aqueles que, de um modo muito especial e particular, ensinam a todas as pessoas as verdades acerca das Boas Novas em Jesus Cristo.

3. Pastores e Mestres — são aqueles que além de ter a responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus, também têm responsabilidades de ensinar acerca da verdade em Jesus.

Todos esses quatro são dons que, de uma forma ou de outra, possuem implicações para os ministérios educacionais da igreja. 
Conclusão:

A. Durante a II Guerra Mundial, um pastor era um piloto que guiava outro piloto, cujo avião estava com o sistema de navegação danificado, de volta à base ou ao porta-aviões, voando lado a lado para manter contato visual.

B. Precisamos retomar o conceito bíblico do termo pastor como um mero descritor de função. Ao mesmo tempo precisamos orar para que Deus levante cada vez mais homens com o verdadeiro coração de pastor. Homens que querem servir em vez de serem servidos. Homens que coloquem os interesses e as necessidades do rebanho acima de suas próprias. Homens que não enxerguem a pregação do evangelho como fonte de lucro e riquezas.

C. Como parte dos dons concedidos à igreja, visando à instrução e edificação da mesma, o dom de pastores e mestres precisa ser recuperado em todo seu significado. Pastores precisam retomar o “caminho da roça” no sentido de se ocuparem mais com o cuidado e o ensino do rebanho do que com a administração e com a vida política de suas comunidades e denominações.

D. Chega de politicagens!

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/efesios-sermao-028-o-dom-de-pastores-e_6.html

EFÉSIOS 4:12—16 — SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/efesios-sermao-029-o-proposito-dos-dons.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

ENCONTROS DE PODER — ESTUDO 042 — VENCENDO OS RUDIMENTOS DO MUNDO


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Rene Magritte - Diaporama

A EVIDÊNCIA DO NOVO TESTAMENTO — PARTE 25 — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010 — UMA EXPOSIÇÃO DE COLOSSENSES 2:9—10 — CONTINUAÇÃO.

Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

COLOSSENSES 2:9—10

9 Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Vamos imaginar o desenvolvimento do debate entre Paulo e os falsos mestres que existiam em Colossos dentro do seu contexto mais amplo, que se estende de Colossenses 2:8 até Colossenses 3:11. Dizemos isso, porque não é possível entender a posição de Paulo acerca dos poderes separada do seu contexto mais amplo. Nossa compreensão da dinâmica atribuída aos poderes em seu contexto ampliado irá nos ajudar, no futuro, a enfrentar esses mesmos poderes quando percebermos alguma manifestação que possa ser identificada com eles.

Paulo certamente conhecia bem seus adversários e podemos imaginar o embate entre eles e Paulo da seguinte maneira:

Falsos mestres: A Lei de Moisés exige que as pessoas do sexo masculino sejam circuncidadas.

Paulo: Não, pois já passamos por uma circuncisão que não foi feita por mãos humanas, que é circuncisão de Cristo — Colossenses 2:11.

Falsos mestres: Mas a Lei de Moisés é parte dos elementos primários da criação do Universo, e foi criada até mesmo antes da fundação do mundo, já que a mesma foi utilizada na Criação desse mesmo mundo[1]. Por esse motivo, a Lei não pode ser abolida, mas precisa ser obedecida.

Paulo: Não! Cristo é o princípio e a verdadeira causa do Universo criado —

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

E mais: se nós morremos e fomos sepultados juntamente com Cristo por meio do batismo, fomos então libertados de todos os nossos pecados por meio de Cristo e não por meio da Lei de Moisés. Nossa confissão de dívida, atestada pelos nossos próprios pecados, foi completamente removida e pregada na cruz de Cristo e, dessa forma, nossa dívida foi plenamente quitada por Jesus e não pela obediência à Lei de Moises. Todos os principais sacerdotes e os escribas, que procuraram por todos os meios a condenação do Senhor Jesus estão, agora, completamente desmascarados como aqueles que amam mais a religião que controlam, do que a verdade que exigia transformação de vida. Pilatos, o soldado, e a própria Roma a quem ele servia, também estão desmascarados como verdadeiros adoradores do poder em vez do Deus Santo. Por trás desses todos estão a Lei de Moisés, o templo em Jerusalém e o Estado romano, como elementos que justificam o status quo. Mas todos esses elementos também estão desmascarados, pois está revelado que os mesmos resistem à legitimidade do Reino de Deus. Todos esses poderes foram despojados pela vitória alcançada por Jesus na Cruz, e isso está visível para qualquer um que queira enxergar. Desse modo, é impossível conceder a esses elementos qualquer valor —

Colossenses 2:12—15

12 Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;

15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

Falsos mestres: Mas a Lei de Moisés impõe a adoção de regras alimentares judaicas e que o todo da vida duma pessoa deve ser organizado pela adoção do calendário especial judaico. É necessária a celebração anual de festivais concernentes às luas novas e à guarda semanal do sábado. A fé em Cristo não é suficiente em si mesma para tudo isso. Ela precisa estar integrada a um sistema de práticas religiosas que envolvam todos os aspectos da vida duma pessoa. A igreja não pode evitar essas coisas se deseja atingir a totalidade da vida das pessoas.

Paulo: Sim, isso era assim mesmo, mas todas essas coisas não passavam de sombras apenas. Cristo é realidade única e suficiente para todas as pessoas.

Colossenses 2:17—19

17 Porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

Falsos mestres: Mas não somos tão tolos a ponto de substituirmos o ritual pela realidade divina. A adoração é apenas um meio e não um fim em si mesma. Nosso alvo é tentar alcançar a visão do divino trono-carruagem visto por Ezequiel, Daniel, Enoque e também outras coisas grandiosas que foram contempladas por meio de visões. Nós mortificamos a carne por meio do jejum; nós silenciamos os clamores da carne pecaminosa e matamos de fome os apetites carnais de tal modo, que podemos ansiar pelo verdadeiro alimento celestial. Nosso único desejo é unir nossas vozes com a dos anjos e cantar o tríplice “Santo, Santo, Santo”.

Paulo: Quanta falsidade! Aqueles dentre vocês que têm sido agraciados com tais visões consideram que as mesmas são apenas o resultado direto de algum esforço ou empenho pessoal, pela prática de rituais de autossacrifício heroicos. Vocês ostentam suas experiências diante da igreja orgulhando-se de coisas que deveriam ter, isso sim, destruído vosso orgulho por completo. Vocês julgam os outros como sendo inferiores, indignos e deficientes em suas vidas cristãs, uma vez que eles ainda não alcançaram as tais propaladas visões que vocês alegam terem tido. Vocês ameaçam dividir a igreja em cidadãos de primeira e de segunda classe. Vocês transformaram a vida religiosa numa escada mística de ascensão para níveis espirituais mais elevados. Por isso, vocês não estão mais vinculados àquele que é o Cabeça, que é Cristo, que é a única coisa que realmente importa em termos de Salvação. Cristo também deseja que Sua igreja seja apenas uma, um organismo vivo, onde cada parte cuida de edificar as outras partes. A pretensa espiritualidade de vocês não edifica a igreja como Corpo de Cristo, mas colabora para que a mesma seja dividida e destruída, já que tudo o que vocês fazem não passa dum autocentrado egoísmo —

Colossenses 2:18—19

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

Falsos mestres: Mas Paulo, note que você está apenas criticando o mau uso de experiências válidas e práticas indispensáveis. Todas as religiões ensinam o valor da autodisciplina, da mortificação da carne, e da liquidação do ego. Por outro lado percebemos que você tem diminuído as exigências da verdadeira religião fazendo com que a fé esteja disponível a qualquer pessoa. Você abandona a Lei de Moisés com o único objetivo de abrir uma larga porta de acesso para os gentios convertidos, os quais não chegam sequer a adotar os padrões mínimos de decência. Os gentios precisam se submeter ao jugo da Lei de Moisés se desejam conformar o todo de suas vidas à vontade de Deus como revelada em Jesus Cristo.

Paulo: De modo algum! Vocês confundem a batalha contra a carne com a luta contra os prazeres do corpo. A arrogância com que vocês exibem a pretensa piedade que têm, mostra apenas que o asceticismo de vocês não passa dum exercício de orgulho. Vocês não reconhecem a corrupção que os domina, pelo contrário, vocês alegam que são capazes de dominar a mesma. No entanto, a carne representa o todo da vida centrada no EU. As proibições que vocês impõem do tipo: 1) Não manuseie isto; 2) Não proves aquilo; 3) Não toques aquiloutro e etc., não contribuem em nada para quebrar o jugo do domínio do EU sobre suas vidas. Vocês não são em nada diferentes de qualquer outro hedonista e, até mesmo, dos gentios, aos quais desprezam alegando que falta aos mesmos um mínimo padrão de decência —

Colossenses 2:20—23

20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:

21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,

22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

23 Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.

Nosso imaginário Paulo, prossegue: Agora, vamos deixar que uma pessoa morra com Cristo para todas essas regras e princípios básicos de comportamento — os rudimentos do mundo — e essa pessoa saberá em seu coração o que significa amar a Deus e ao próximo. Vocês buscam visões? Então procurem se concentrar na pessoa de Cristo no céu — Colossenses 3:1. Nenhum crente precisa desse tipo de visão, porque já se encontra assentado, ao lado de Cristo, nas regiões celestiais. Se nosso velho ego já está crucificado e morto, então nossa vida está escondida com Cristo em Deus e será manifestada quando Jesus se manifestar — Colossenses 3:3. Façam morrer aquilo que é terreno em vocês e não terão mais nenhuma necessidade de fingir ser um virtuoso espiritual — Colossenses 3:5. Visões não são importantes e sim um novo comportamento de pessoas realmente transformadas. Todos os que se despem do velho homem e se revestem do novo homem sabem que o crescimento na fé não vem por esforço próprio, mas pela ação de Deus — Colossenses 3:6—10. Como deve ser evidente, diante de Deus não pode existir mais nenhum tipo de distinção —

Colossenses 3:11

No qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.

Diante de toda essa imaginária argumentação, ficamos com a nítida impressão que a preocupação de Paulo, não era proteger seus leitores em Colossos de espíritos malignos no céu e sim de: filosofias humanas, tradições humanas, regras e rituais, leis envolvendo alimentos, usos e costumes e práticas ascéticas que representam o núcleo de toda religião institucionalizada. Nenhuma dessas coisas é ruim em si mesma, podendo até mesmo, serem úteis em certos casos. Mas elas se tornam extremamente perigosas quando se tornam um fim em si mesmas, ou causam divisões no corpo, ou tornam-se egocêntricas ou afastam o crente da sua união com Cristo. Certamente essas coisas podem ser tão perniciosas para a fé cristã como tinha sido para o judaísmo do Antigo Testamento.

O Novo Testamento não parece apreciar o reducionismo espiritual adotado pelo cristianismo posterior, que limitava os Poderes a espíritos hostis pairando no ar. O mesmo é verdadeiro em nossos dias, onde tais espíritos são onipresentes e responsabilizados por todas as mazelas existentes na vida dos evangélicos. Por outro lado, o Novo Testamento prefere falar dos Poderes de forma concreta atingindo sua inércia estrutural e a forma encorpada como se manifestam na história humana. Os Poderes que preocupavam o apóstolo Paulo não voavam, mas se manifestavam em estruturas físicas.

CONTINUA...

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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Desde já agradecemos a todos.          



[1] Davies, W. D. Paul and Rabbinic Judaism – Some Rabbinic Elements in Pauline Thology. Fortpress Press, Philadelphia, fourth printing 1980. Nessa obra, Davies diz que existia no pensamento judaico a ideia onde a Lei de Moisés era identificada com a sabedoria e, desse modo, era vista como sendo o agente ativo da Criação. Davies oferece evidências que esse ensinamento era comum entre os judeus dispersos pela bacia do Mediterrâneo.

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