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segunda-feira, 6 de março de 2017

EFÉSIOS - SERMÃO 028 – O DOM DE PASTORES E MESTRES


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará os links para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 4:11

Introdução.

A. Quando Cristo subiu aos céus ele concedeu dons aos homens.

B. Existem várias listas de dons carismáticos no Novo Testamento, mas elas não pretendem ser nem são, exaustivas. Entre essas listas nós temos:

1. Romanos 12:7—8.

2. 1 Coríntios 12:7—11.

3. Efésios 4:11

4. 1 Pedro 4:8—11.

C. Aqui em Efésios 4:11 nós temos alistados: Apóstolo, Profetas, Evangelistas e Pastores e Mestres.

D. Apóstolos e Profetas faziam parte daquele grupo que funcionou como órgão “vocal de Deus” e nos legou o material que hoje pode ser encontrado em nossas Bíblias. Nesta capacidade não existem nem mais apóstolos nem profetas nos dias de hoje. Ver mensagem específica acerca de Apóstolos e Profetas por meio desse link aqui:


E. Os evangelistas, como também já falamos, são pessoas que têm a facilidade de pregar o evangelho ou de tornar a mensagem do evangelho clara e relevante para os incrédulos.

F. Resta analisarmos a expressão “pastores e mestres”. É com isto que iremos nos ocupar agora.

O DOM DE PASTORES E MESTRES

I. O Quadro Atual.

A. Não existe palavra mais abusada no meio chamado cristão, do que esta: pastor.

B. O abuso chega a ser tão grande, que perdemos tanto a noção do significado etimológico quanto do significado prático do termo. Hoje, quando perguntamos a qualquer pessoa qual é o significado da expressão “pastor”, a grande maioria vai dizer que: pastor = chefe, maioral, presidente, reverendo — digno de receber reverência que é sinônimo de veneração ou adoração.

C. Em vez de reagir e ensinar o povo a verdade, a grande maioria dos “pastores” prefere usufruir dos benefícios diretos e indiretos do uso dessa expressão.

D. O termo “pastor” é atualmente um título. Possuí-lo corresponde, nos meios cristãos, ao mesmo que deter um poder quase absoluto sobre a vida das pessoas. Não devemos ficar admirados que homens se apeguem ao mesmo como uma paixão absoluta.

E. O que estamos presenciando hoje não é um fenômeno moderno ou contemporâneo. É algo muito antigo. Algo que vem apenas sendo aperfeiçoado no decorrer dos séculos. No Novo Testamento encontramos grandes advertências contra este tipo de homens:

1. A advertência de Jesus em Mateus 7:15—23.

2. A advertência de Paulo em Atos 20: 17 e 29—30.

3. A advertência de Pedro em 2 Pedro 2:1—3.

4. A advertência de Judas: versos 12—13 e 16—19.

F. O Antigo Testamento também está cheio de versos descrevendo a verdadeira condição do coração daqueles que a si mesmos chamavam-se de “pastores” — ver, por exemplo, Jeremias 5:30—31; 10:17—21; 12:10—–11;  23:1—2; 25:34—36; 50:6 e Ezequiel 34:1—10.

II. O Verdadeiro Significado do Termo Pastor.

A. A palavra grega traduzida por “pastor” é a expressão ποιμὴν — poimèn — pastor. Ela não possui afinidades com outros termos, mas significava na língua original, “vaqueiro” e descrevia de maneira mais explícita, aquilo que chamamos de “pastor de ovelhas”. Não pode, portanto, em nenhuma hipótese ser usada como título. É um termo que descreve aquilo que um indivíduo — o pastor — faz. É apenas um descritor de função e não um título. E o que é que um pastor fazia naqueles dias? As tarefas do pastor no oriente próximo, entre outras, eram:
1. Ficar atento aos inimigos que tentavam atacar o rebanho.
2. Defender o rebanho dos agressores.
3. Conduzir o rebanho para locais onde o mesmo pudesse encontrar alimentação e água.
4. Curar a ovelha ferida e doente.
5. Achar e salvar a ovelha perdida ou presa numa armadilha.
6. Disciplinar os cordeirinhos quebrando uma das patas e tendo que carregá-lo nas costas até sarar.
7. Amar o rebanho, compartilhando sua vida e, dessa forma, ganhando a sua confiança.
B. Quando a igreja primitiva adotou esta expressão ποιμὴν — poimèn — pastor, a ideia era utilizar um termo que poderia descrever, da melhor maneira possível, o que se esperava de um “pastor de almas”, que era: cuidado, proteção, alimentação, disciplina e amor.
C. Nesse sentido nossos primeiros irmãos seguiam o modelo aprendido do Antigo Testamento onde Deus mesmo é chamado de “Pastor de Israel” — 
Salmos 80:1 
Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor. 
Temos também o exemplo do próprio Senhor Jesus, que se auto-intitulou como “o bom pastor” —
João 10:11 e 14 
11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 
14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 
Em nenhum momento a igreja primitiva teve a intenção de, ao utilizar essa palavra, criar um título e, por extensão, uma casta sacerdotal. Essas coisas todas são perversões humanas e, como tais, são pecaminosas e precisam ser confessadas e abandonadas.

III. Pastores são Mestres Também

A. Além do dom de ποιμὴν — poimèn — pastor, Jesus também concedeu a estes mesmos homens o dom de διδάσκαλος — didáscalos — mestre. No Novo Testamento esta expressão se refere a alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem.

B. Nessa condição ela serve para descrever aqueles que, nas assembleias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo Santo Espírito.

C. Uma palavra final acerca dos quatro dons mencionados em Efésios 4:11. Sim, são apenas quatro dons mencionados e não cinco como querem os que inventaram todo um sistema baseado nos chamados “cinco ministérios”. Tanto o texto grego como nossa tradução em português — Almeida Revista e Atualizada — deixam claro que se trata apenas de quatro dons, conforme apresentado abaixo:

Efésios 4:11

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres.

Note que a palavra que faz a separação da lista é o adjetivo outros, quem não está presente entre as expressões pastores e mestres, indicando com isso que não se tratam de pessoas distintas e sim duma mesma pessoa com dois dons distintos. Um pouco de atenção evita muitos problemas que causam prejuízos imensuráveis. Desse modo, temos:

1. Apóstolos e profetas — são dons fundamentais, que foram usados por Deus para ensinar a igreja primitiva lançando os alicerces da verdade sobre os quais a igreja de todas as eras pudesse ser edificada. O trabalho desses homens está contido no Novo Testamento.

2. Evangelistas — são aqueles que, de um modo muito especial e particular, ensinam a todas as pessoas as verdades acerca das Boas Novas em Jesus Cristo.

3. Pastores e Mestres — são aqueles que além de ter a responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus, também têm responsabilidades de ensinar acerca da verdade em Jesus.

Todos esses quatro são dons que, de uma forma ou de outra, possuem implicações para os ministérios educacionais da igreja. 
Conclusão:

A. Durante a II Guerra Mundial, um pastor era um piloto que guiava outro piloto, cujo avião estava com o sistema de navegação danificado, de volta à base ou ao porta-aviões, voando lado a lado para manter contato visual.

B. Precisamos retomar o conceito bíblico do termo pastor como um mero descritor de função. Ao mesmo tempo precisamos orar para que Deus levante cada vez mais homens com o verdadeiro coração de pastor. Homens que querem servir em vez de serem servidos. Homens que coloquem os interesses e as necessidades do rebanho acima de suas próprias. Homens que não enxerguem a pregação do evangelho como fonte de lucro e riquezas.

C. Como parte dos dons concedidos à igreja, visando à instrução e edificação da mesma, o dom de pastores e mestres precisa ser recuperado em todo seu significado. Pastores precisam retomar o “caminho da roça” no sentido de se ocuparem mais com o cuidado e o ensino do rebanho do que com a administração e com a vida política de suas comunidades e denominações.

D. Chega de politicagens!

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/efesios-sermao-028-o-dom-de-pastores-e_6.html

EFÉSIOS 4:12—16 — SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/efesios-sermao-029-o-proposito-dos-dons.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

IGREJAS EVANGÉLICAS PRODUZEM MAIS ATEUS QUE CRENTES



O material abaixo foi publicado pelo site da revista Cristianismo Hoje e é da autoria de Rafael Dantas.

Ovo da serpente

Ovo da serpente

Crescimento do ateísmo no Brasil tem raízes dentro da própria Igreja cristã.

O esfriamento da fé cristã começa a se tornar uma realidade visível no maior país católico do mundo, e onde a Igreja Evangélica tem experimentado crescimento exponencial. Os brasileiros ateus, agnósticos e sem religião já somam quase 15 milhões, segundo dados do último recenseamento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – números que já se equiparam ao de habitantes do Rio de Janeiro, o terceiro estado mais populoso do país. Numa nação de religiosidade evidente, no qual o Catolicismo ainda é hegemônico e quase todas as pessoas repetem, mesmo sem sentir, bordões como "graças a Deus" ou "se Deus quiser", percentual tão elevado – e crescente – chega a assustar, ainda mais diante do crescimento econômico que, embora arrefecido em 2012, foi a regra brasileira ao longo da última década. Isso porque, conforme se observa no Primeiro Mundo, quanto mais rica uma sociedade, maior é sua tendência ao secularismo.

Veja-se, por exemplo, países ricos como a Suécia e a Dinamarca, que já têm, respectivamente, 64% e 48% de suas populações ateias. Se nenhum movimento interromper o esfriamento da fé, nas próximas quatro décadas, nações como Canadá, Austrália, Áustria, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca terão a maioria de sua população longe de Deus, segundo dados da American Physical Society, organização especializada em estudos científicos e que aferiu a rejeição à figura de Deus entre aqueles povos. Outro estudo, este do Fórum Pew – que estuda as ligações entre religião e vida pública –, aferiu que os indivíduos sem filiação religiosa já constituem o terceiro maior grupo do mundo na esfera religiosa (ou antirreligiosa, no caso), com 1,1 bilhão de pessoas, atrás apenas do Cristianismo e do Islamismo. Mesmo que, estatisticamente, os ateus, agnósticos e pessoas sem religião não representem ameaça imediata à religiosidade do Brasil de todos os credos – eles são apenas 8% da população nacional –, é preciso reconhecer que os chamados seculares pertencem a segmentos influentes da sociedade. Eles têm acesso à mídia e à academia, além de pertencer aos setores mais favorecidos economicamente, os chamados formadores de opinião.

Mas isso não é tudo. O ateísmo é alimentado, sobretudo, pela modernidade e pelo descrédito em relação às instituições religiosas. Embora Deus jamais vá morrer, ao contrário do que preconizou Nietzsche no século 19, poucas vezes, ao longo da história humana, ele foi tão questionado e combatido – sobretudo, por causa do comportamento daqueles que se pretendem seus representantes na Terra. Pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que, para 64% dos brasileiros, existe corrupção nas igrejas evangélicas. Em relação à Igreja Católica, o índice é um pouco menor – 53% –, mas, ainda assim, elevado. A inusitada renúncia do papa Bento XVI, cujo pontificado foi severamente questionado por escândalos morais e financeiros envolvendo a alta cúpula da Igreja de Roma, aumentou ainda mais essa percepção. "Não há uma única razão para esse movimento de afastamento de Deus", aponta o professor Maruilson Souza, PhD em Educação Teológica e major do Exército de Salvação, igreja da qual é supervisor para o Nordeste. "Vivemos um tempo de muitas mudanças. Os valores são questionados e um desses é a crença em Deus. Atualmente, há uma tendência de se desvalorizar tudo aquilo em que tradicionalmente se acreditava."

A bem da verdade, no Brasil, não se pode falar sequer em um movimento ateísta, já que, diferentemente do que acontece na Europa, os ateus brasileiros não fazem tanto barulho. No Reino Unido e na Espanha, até outdoors e cartazes impressos em ônibus com dizeres como "Deus não existe" são vistos pelas ruas, e a cultura secular impregna os mais variados setores. Ícones do ateísmo moderno, como o biólogo e escritor britânico Richard Dawkins, transformam seus livros, como Deus, um delírio, em best-sellers de projeção mundial. Por outro lado, políticas secularistas em países como a França, onde existem leis impedindo a exibição de símbolos religiosos em espaços públicos, jogam a questão para o centro dos debates. O que existe por aqui são alguns grupos, como a Atea – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – e iniciativas isoladas. "Tem havido uma mudança de mentalidade: até um tempo atrás, ateísmo era tido como algo complicado, coisa que só filósofos ficavam discutindo. Com livros mais populares, ficou mais fácil para as pessoas saberem o que é o ateísmo", diz o funcionário público Alexandre Pereira, criador e mantenedor do site Ateus do Brasil. Além de artigos e reflexões do próprio autor, ali o internauta tem espaço para expor seus pontos de vista e saber mais sobre o ateísmo no Brasil e no mundo. "O que acontece é que a religião está longe de ser aquele guia de moral que prega ser. As pessoas são boas ou más independentemente de religião", aponta. "A vida é melhor quando não existe aquele medo de ir para o inferno se você fizer algo ruim ou coisa assim."

"DESCRÉDITO"

O professor Luiz Macedo, 26 anos, ateu declarado, afirma que já sofreu inclusive manifestações preconceituosas: "Uma vez, recusaram-se a me atender num estabelecimento comercial porque eu sou ateu. O gerente da loja, que me conhecia, era evangélico". No seu dia a dia, contudo, ele afirma não se incomodar com as tentativas de evangelização, mas reclama dos excessos e do fato de que esses mesmos crentes que querem ganhar seu coração para Jesus não se dispõem a escutá-lo quando fala de suas convicções. "Gosto de desmistificar a fé, a religiosidade popular, do mesmo jeito que as pessoas que professam uma crença falam dela. Mas poucos estão disponíveis para ouvir", declara.

Uma característica que tem marcado o crescimento dos sem religião no Brasil é que a decisão de deixar a ideia de Deus de lado acontece cada vez mais cedo. A idade média das pessoas que se enquadram na categoria é a mesma de Macedo, 26 anos – justamente, o período normalmente vivido na universidade, onde os enfrentamentos à fé e a relativização de valores se acentuam. É na juventude que se concentra o maior índice de abandono da fé. Estudo do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicos (Ibase) aponta que, no Brasil, 14% dos jovens declararam não ter religião, contra 7% dos adultos. "Isso é resultado da crítica que esses jovens fazem ao chegar à idade adulta, quando não veem na prática o mesmo que ouviram nas pregações e estudos bíblicos", destaca o pastor Abraão Júnior, de origem batista. "Os jovens não querem se identificar com um movimento, qualquer que seja, que não lhes passe crédito. E esse descrédito tem a ver com a instituição religiosa e com os pais. Assim, os vínculos com a fé são facilmente quebrados ao se ingressar na universidade".

O auxiliar administrativo José Ramos, de 27 anos, fez esse percurso. Criado sob princípios cristãos, ele hoje repudia a fé. "Tive várias decepções na igreja e depois passei por um processo intelectual. Venho de uma família de forte tradição religiosa, mas hoje, a religião, para mim, é uma grande cegueira". Embora garanta defender a liberdade religiosa, ele agora sente a necessidade de levar outras pessoas a abandonarem a fé. Com a mesma satisfação com que muitos crentes comemoram o crescimento da Igreja Evangélica no país, Ramos, que mora em Vitória (ES), também vibra com o maior número de pessoas que confessam não crer em Deus. "Defendo que os ateus tenham direito a expressar seu pensamento. O mundo ainda será ateu."

Estudos da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) apontam que, de fato, é no ambiente acadêmico, onde há maior exposição dos alunos a ideias e teorias que questionam a existência de Deus – não apenas a imagem judaico-cristã cristalizada no imaginário popular, mas a própria ortodoxia de quem segue a Bíblia –, que o ateísmo ganha força. Além disso, muito da resistência desse meio para com os cristãos consiste no fato do secularismo atual apresentar o Deus do Cristianismo apenas como uma opção entre outros tantos caminhos de experiências religiosas ou místicas, apresentadas como igualmente válidas. E, nesse cenário de pluralismo e relativismo, a exclusividade solicitada pela fé cristã acaba sendo confundida com intolerância.
O caminho para alcançar o coração dos universitários que estão longe de Deus, na opinião do secretário geral da ABUB, Reinaldo Percinoto, passa pelo estabelecimento de relacionamentos, que dificilmente são conquistados através do formato tradicional de atuação das igrejas. "Em primeiro lugar, precisamos ouvir as pessoas que se acham fora da comunidade cristã. E, também, trabalharmos criativamente para buscar pontos de contato que ajudem aqueles que estão ao nosso redor a construírem pontes entre a sua situação real e a mensagem do Evangelho. Claro que esses espaços são o estágio inicial, o ponto de partida, para ajudar as pessoas a se aproximarem do Reino de Deus, não o porto final", diz. Percinoto cita que esses espaços de oportunidade podem estar na própria cultura, através da música, do cinema e da literatura, por exemplo.

TRADIÇÃO ILEGÍTIMA

"Quando as pessoas descobrem que algumas verdades da Igreja, de fato, não são bem como aprenderam, há uma decepção que acaba afogando a fé", sintetiza o funcionário público Henrique Carneiro, 32 anos, membro da Primeira Igreja Batista em Dois Unidos, no Recife (PE). Aluno do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Pernambuco, ele acredita que ainda existe certo atrito entre os cristãos e os ateus, mas que há uma acomodação por ambas as partes. "Defendo que devamos respeitar a visão das pessoas sem religião, pois só assim poderemos conseguir influenciá-los de alguma maneira. É necessária uma aproximação, sem que haja uma imposição de verdades. Mas quem se dispõe a pregar aos intelectuais tem que conhecer não apenas de religião, mas de mundo", observa. "O movimento evangélico, no Brasil, cresceu muito, mas desaprendeu a pensar. Por isso, não consegue dialogar com as novas demandas, como o avanço do secularismo", concorda o professor Maruilson.

Para o pastor e professor de teologia Rubens Muzio, a superficialidade do Cristianismo praticado no país pode ser apontado como uma das principais alavancas do avanço do secularismo. "A tradição cristã do Brasil não tem raízes legítimas: ela começou com a colonização do país e com uma relação espúria entre Estado e Igreja", aponta. "Ser cristão, em última análise, era adotar a cultura portuguesa. Do ponto de vista de muitos ateus e agnósticos, essa atitude religiosa dominadora continua sendo uma afronta às outras visões de mundo da atualidade". Na opinião do teólogo, a maioria dos brasileiros não vivencia essa tradição no dia a dia – ao contrário: nos dias de hoje, continua Muzio, existe um pluralismo religioso intenso e violento. "Assim, quaisquer tentativas de se afirmar que há um único caminho para a eternidade serão vistas como desrespeito absoluto a toda autonomia e liberdade característica da vivência pós-moderna."

Já o pastor André Mello, da Igreja Presbiteriana da Trindade, em Florianópolis (SC), identifica que o crescimento dos ateus e agnósticos é um "fruto amargo" da fermentação de uma parte do movimento neopentecostal. "O modelo da teologia de negócios, da igreja-empresa ou da megaigreja gera, irremediavelmente, um rebanho de pessoas machucadas, apunhaladas e esfoladas em sua fé", sustenta. Estas pessoas, continua o religioso, fazem um movimento difícil, que é o abandono da religiosidade tradicional. "Esse movimento é acompanhado de grandes custos emocionais. Daí, quando se decepcionam, simplesmente não querem mais saber de igreja". Desta forma, um dos principais motores do crescimento do ateísmo e do agnosticismo em terras brasileiras está justamente dentro das comunidades cristãs.

Mello está preocupado com a escalada das coisas no Brasil. "A crise de diálogo e de comunicação das igrejas com esta geração é a mesma crise da classe política com a sociedade. As igrejas copiam o que há de melhor e pior na sociedade. No entanto, elas deveriam ser, apenas, diferentes". Para ele, o que já aconteceu lá fora pode repetir-se aqui. "De repente, alguém descobre que a frase 'Deus seja louvado' deve ser retirada das cédulas do real", diz ele, lembrando uma iniciativa do Ministério Público que visa a secularizar o dinheiro brasileiro. "Outras pessoas desejam que os crucifixos sejam retirados das repartições públicas e instituições bancárias. Alguns até questionam o uso de recursos públicos na restauração e recuperação de templos católicos antigos". O problema, ele diz, está mais nos erros dos grupos religiosos, que abrem espaço para a fermentação de sentimentos que levam a um sentimento antirreligioso. "O problema dessas pessoas não é com a religião organizada; o que as move é o ressentimento emocional contra o abuso religioso. Se os próprios pastores e igrejas não reagirem contra os excessos, outros reagirão."

O pior cenário, diz o ministro presbiteriano, seria uma soma da crise do Catolicismo romano europeu com a crise do evangelicalismo norte-americano. "Daí, teríamos um Brasil pós-religioso", comenta. "Sinceramente, não creio que é este o nosso caso. É mais fácil, no Brasil, o indivíduo optar por um novo caminho religioso do que por um ateísmo militante. "Mestre em missiologia e professor do Seminário de Educação Cristã (SEC), Diego Almeida lembra que o crescente grupo dos sem religião – sejam eles ateus, agnósticos, seculares ou decepcionados com a fé – não pode deixar de ser alvo dos esforços da Igreja. "Todo o mundo, hoje, é alvo de missões. Nosso país parece estar seguindo uma triste trilha já percorrida por europeus e norte-americanos, cujos povos têm se tornado cada vez mais secularizados". O missiólogo aponta que, mesmo de forma silenciosa, há um movimento em busca dessas pessoas decepcionadas com a religião ou não convencidas pelo Evangelho que lhes é pregado. "A Igreja não pode ficar parada frente ao crescimento desses grupos, que compreendem desde os que têm negado Deus aos que se afastam do convívio espiritual, que deveria ser saudável e terapêutico", alerta. (Colaborou nesta matéria: Carlos Fernandes).

O artigo original publicado pelo site da revista Cristianismo Hoje poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PASTOR ALEGA QUE EJACULA ESPERMA DE DEUS — O BESTEIROL NÃO TEM FIM MESMO

http://www.jequiereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/09/Pastor-Clayson.jpg



































Acima a foto do home que alega ejacular esperma divino:

Vamos prestar bastante atenção na notícia abaixo porque é onde sempre iremos desaguar – em GROSSA IMORALIDADE SEXUAL — todas as vezes que aceitamos como “inofensivos” os falsos ensinamentos que procedem da boca dos milhares de falsos profetas e mestres que estão por aí, especialmente, dos midiáticos.

A notícia original dessa imundície pode ser acessada através do link abaixo e pode ser lida na íntegra no texto “em vermelho” a seguir”: 


“Policias do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus (AM) prenderam na noite de quinta-feira (30/08) o pastor Cleyson Alves de Souza, 37, denunciado por fieis da igreja Pentecostal Deus Altíssimo, por estupro de vulnerável. Ele foi acusado de estuprar duas obreiras, uma de 15 e outra de 17 anos dizendo [segundo as vítimas]  que ejaculava “esperma de Deus”  que tinha de ser engolida para “purificar a alma”. De acordo com a denúncia, o pastor  estaria abusando de menores o que vem praticando desde 2008. Além disso, ele seria uma pessoa muito violenta usando arma, distintivo e colete da polícia para intimidá-las.  Outra denúncia contra ele,  é de  mostrava  as vítimas,  um vídeo em   que ele  aparece molestando um menino de 11 anos,  com um cabo de vassoura. O pastor foi preso  à noite quando pregava na Igreja localizada na região centro-oeste da cidade. A polícia soube que ele estava ali por intermédio de uma denúncia anônima.    De acordo informações do site Em Tempo Online, as jovens estão recebendo apoio psicológico. Uma delas foi colocada no Provita (Programa de Proteção Vítima e Testemunhas Ameaçadas).  Segundo a delegada Raquel Sabat, Souza dizia às vítimas que também era da polícia e usava um revolver e um distintivo. A polícia pediu um mandado de busca e apreensão para examinar a casa do suspeito. O  evangélico vai responder por crimes de estupro de vulnerável e, caso confirmado o uso do distintivo policial, por falsidade ideológica.”


Lembremo-nos: Se não confrontados, os falsos mestres irão sempre produzir algum tipo de grossa imoralidade. Todo Abuso Espiritual culmina em grossa imoralidade e abuso sexual. Tudo isso foi predito pelo apóstolo Paulo em

Romanos 1:18—27

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Que Deus abençoe a todos e nos ajude a enxergar de longe esses falsos mestres e profetas.

Artigos acerca do BESTEIROL QUE NÃO TEM FIM:
















Alexandros Meimaridis

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