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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A COBERTURA MANIPULADA DO ENEM PELA MÍDIA


Resultado de imagem para enem 2017

O artigo abaixo é do professor Wilson Roberto Vieira Ferreira.


A cobertura midiática do Enem: muito além do "fact-checking"
Wilson Roberto Vieira Ferreira

Até 2015, o Enem era noticiado pela grande mídia como “eleiçoeiro” e “populista”, uma “fogueira” (a “fogueira do Enem”) na qual os alunos viviam assustados e lesados com sucessivas denúncias de fraude e desorganização. A partir do ano passado, tudo mudou como num passe de mágica: agora é o “Enem nota 1.000” para aqueles alunos mais “focados e determinados” no qual fraudes são problemas pontuais tecnicamente resolvidas, sem mais o protagonismo do Judiciário. Depois de anos do jornalismo de guerra no esgoto, a grande mídia tenta recuperar o seu produto tão vilipendiado: a notícia. Enquanto joga ao mar antigos líderes como o jornalista William Waack para recuperar uma suposta isenção, apoia agências de “fact-checking” para se prevenir das “fake news” que ela própria inventou. Mas pela sua missão de salvar as aparências, o “fact-checking” ignora as mudanças do viés atribuídos aos fatos ao longo do tempo, de acordo com a mudança do contexto. A mudança da cobertura midiática dada ao Enem de 2009 a 2017 é um caso exemplar: a mentira não está apenas no ocultamento ou na invenção – está na angulação, seleção e edição.

O episódio em que William Waack, fiel soldado dos tempo do jornalismo de guerra, foi jogado prontamente ao mar pela Globo depois do vazamento de um vídeo no qual o jornalista fazia galhofas racistas é apenas mais um capítulo do refluxo na grande mídia, depois de anos de jornalismo de esgoto e promoção do ódio como matéria prima do mercado de opiniões.

Nesse momento a mídia corporativa quer jogar fora os anéis para permanecer os dedos – foi por muito tempo um partido de oposição política e esqueceu que, afinal, vende uma mercadoria chamada notícia. Um produto seriamente violentado durante a cavalgada que culminou no impeachment de 2016.

Agora em parcerias com a grande mídia como Folha e Globo surgem agências especializadas em fact-checking, checagem das notícias para a prevenção contra as “fake news”. Mais uma vez a mídia corporativa tenta se isentar dos seus pecados jogando a bucha das notícias falsas nas costas dos blogs, redes sociais e na campanha eleitoral de Donald Trump – e ocasionalmente em hackers russos e na própria figura de Putin.

Se essas agências estão assim tão comprometidas com a “verificação sistemática do grau de veracidade das informações que circulam no País”, como orgulhosamente declara a Lupa, então deveriam acrescentar mais uma “ferramenta” a sua “plataforma”: o Jornalismo Comparado.

Não confunda com a clássica disciplina do currículo básico dos cursos superiores de Jornalismo – a comparação das diferentes tendências e condições de produção, circulação e consumo de notícias no mundo. Aqui temos uma abordagem sincrônica do Jornalismo – diferentes sistemas comparados  num momento específico.

Com outro tipo de Jornalismo Comparado, diacrônico, teríamos um estudo da cobertura jornalística através do tempo: perceber os diferentes vieses (angulação, seleção, edição) na cobertura de um mesmo evento em diferentes contextos políticos e econômicos.

“Checadores” e o Jornalismo Comparado

Certamente os “checadores” (nova e surpreendente especialidade dentro do Jornalismo cujo exercício da “checagem” deveria ser a rotina primária da profissão) ficariam surpresos: a notícia não se resume apenas à informação (a transitividade entre notícia e realidade). É também Comunicação – as diferentes interpretações que a grande mídia faz de um mesmo evento em contextos diferentes.

Um bom ponto de partida para os neófitos “checadores” seria fazer uma comparação entre a cobertura dada ao Enem no período do jornalismo de guerra entre 2009-2016 e a cobertura dada desde o ano passado, contexto no qual a mídia corporativa retorna às sua funções em tempos “de paz” após a missão cumprida do impeachment: comercial (prestação de serviço) e ideológica (conectar educação e meritocracia).

Enem e a cobertura monofásica da grande mídia

O Exame Nacional de Ensino Médio, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inesp), foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino médio. Mas a partir de 2009 foi universalizado por meio da unificação dos vestibulares federais – mudou a face dos vestibulares do País ao democratizar o acesso de estudantes à melhores universidades.

Desde então, o Enem transformou-se numa instituição que mudou o ensino superior, junto com a expansão das universidades privadas e públicas.

Porém, o viés da grande mídia desde então foi monofásico: a bateção na tecla de que o Enem era “eleiçoeiro” e “populista” (transformar um conceito substantivo como “democratização” em uma sequência metonímica de adjetivos), frustrante para os estudantes com a sucessiva cadeia de vazamentos de provas e fraudes (uma delas envolvendo uma gráfica que tinha a Folha como sócia... hummm!!!...) e desorganizando os vestibulares já estabelecidos pela ausência de qualquer racionalidade administrativa.


Mesmo dando apenas uma olhada superficial nas primeiras páginas dos jornais desse período, dá para perceber: o Enem era reprovado por Juízes, os estudantes frustrados pela má gestão do processo e um sistema essencialmente criminógeno com as sucessivas denúncias de fraudes e desorganização.

Nos telejornais o foco eram nas reclamações de “muitos estudantes” por não poderem usar relógio, lápis e borracha. “Novas regras que deixam estudantes tensos”, dizia uma edição do JN da Globo em 2010.

“Matérias que assustam os alunos”, “um exame longo e cansativo para todo mundo”, “dificuldades para fazer a redação” era o viés do JN de 27/10/2014.

“MEC elimina candidata errada por foto postada em sala do Enem – ela ficou em estado de choque”; “Hacker tenta invadir site com notas do Enem”, “Grupo critica a correção da redação” eram tipos de manchetes corriqueiras em sites como G1 e Uol em 2012.

Mas é nos slides-show desses sites que o viés se cristaliza na cobertura fotográfica: estudantes correndo diante do portão que fecha, rostos preocupados e tensos, um estudante se arrasta por baixo de uma porta que está baixando, e as onipresentes grades e ferros como fundo dos closes em alunos criando uma atmosfera de tensão e prisão.


Poucos sorrisos, estudantes cabisbaixos e sentados no meio fio ou pelos cantos de muros. Há uma atmosfera de dispersão e desordem, com estudantes figurados isolados e com olhares perdidos para um ponto qualquer.

Em linhas gerais, simplesmente a grande mídia ignorou a principal notícia que deveria ser “checada” e investigada – Enem democratiza o acesso ao ensino superior? Ficou apenas nas angulação sobre o estudante (estressado e angustiado) e o sistema (precário, mal gerido, vulnerável e criminógeno).

No lugar preferiu apresentar o ranking da melhores e piores escolas (e no caso da Folha, reforçando a ideia de fosso entre o desempenho do Sudeste e Nordeste) ou mostrar estudantes tentando escalar portões fechados e gritando “Eu odeio o Enem!” – aliás, muitos deles eram universitários que se faziam passar por secundaristas para “aparecer na mídia” e viralizar nas redes sociais, na falta de coisa melhor para fazer – veja matéria por  meio desse link aqui:

Enem nota 1.000”

A partir de 2016 (com a missão cumprida do impeachment reconduzindo o País à “normalidade”) a mídia corporativa percebeu que o Enem já estava consolidado e que deveria ser inserido em uma outra narrativa: a da meritocracia num contexto de crise econômica e desemprego no qual apenas os melhores sobreviverão.

A “retranca” da cobertura muda: vira o “Enem nota 1.000” para a Folha, concentrado em relatos de estudantes bem sucedidos com metodologias de estudos exemplares.


A angulação da cobertura deixa de ser monofásica para se transformar num tripé: o estudante (autoconfiante, a autoestima etc.), o sistema (os problemas de fraudes agora são pontuais, em geral restritos a cidades interioranas) e o propósito do Enem, com um maroto deslocamento: do objetivo da democratização do acesso ao ensino superior (populista para a grande mídia), para a narrativa da meritocracia – o Enem como mais um processo seletivo no qual somente os melhores (os mais focados e determinados) passarão.

Se no passado a pauta era negativa (“rachar de estudar”, “aluno estressado”, “fogueira do Enem” etc.), a partir do ano passado tudo mudou: “estudante desafia a fogueira do Enem”, “Com bom humor estudante vai ao Enem”, “véspera de Enem é dia de descanso e relaxamento”.

Dessa vez notícias de que mais ônibus serão colocados nas ruas em dias de provas para evitar que alunos encontrem portões fechados nos locais das provas são destacadas e as tradicionais imagens de alunos chorando e escalando grades sumiram ou, no mínimo, ficaram restritas a eventos pitorescos.

Telejornais e portais na Internet deixaram de priorizar denúncias, fraudes e protagonismo de juízes e procuradores para se concentrar no serviço aos alunos: técnicas de estudos, revisões de conteúdos, dicas de relaxamento.


UOL: 05/11/2017

E a cobertura fotográfica mudou radicalmente o enfoque: agora vemos multidões de alunos organizados entrando nos locais de provas (contrastando com alunos caminhando dispersos e isolados do passado) e estudantes posando sorridentes sem mais ter as onipresentes grades e portões de ferro como fundo.

O curioso é que, mesmo quando mostra os tradicionais alunos retardatários correndo para passar pela fresta do portão que fecha, eles estão sorridentes.

Mas o principal viés é a substituição da função democratizadora do Enem pelo ideário meritocrático das provas como mais um processo seletivo como tantos outros pelos quais o jovem passará na vida.

Dessa vez a grande mídia encaixa o Enem no contexto das atuais reformas e flexibilizações que reciclam os milhões de desempregados em empreendedores que aguardam o momento em que a força de trabalho vai se converter em capital, virando o ex-assalariado em capitalista de si mesmo.

Agora o Enem cumpre uma estrita função ideológica: narrativa individualista do sucesso – diante do fracasso, a culpa sempre será do indivíduo que não teve vontade, foco etc. suficientes.

Para os neófitos “checadores”, um pequeno quadro de resumo desse nosso rápido exercício comparativo:

Jornalismo de guerra (grande mídia como principal partido de oposição


Enem /
Viés:
O Estudante
O Sistema
Objetivo
Contexto
2009-2015

Estressado, desmotivado, assustado, lesado

Criminogeno com protagonismo de juízes e promotores

Ranking das melhores escolas ao invés da democratização do ensino superior


Jornalismo de guerra (grande mídia como principal partido de oposição

2016-2017

Relaxado, autoconfiante, autoestima

Fraudes pontuais e tecnicamente resolvidas sem protagonismo do Judiciário


Meritocracia, empreendedorismo individualismo

Pós-impeachment: notícia como produto (prestação de serviço e função ideológica)


É claro que isso é um exercício comparativo ainda preliminar, carecendo de uma quantificação textual (manchetes e espaço ocupado pelas matérias) e icônica (conotação das fotografias e Gestalt do espaço dessas matérias na mancha gráfica de uma publicação ou site.
 Bom, isso seria o trabalho do desenvolvimento de uma nova ferramenta diacrônica (Jornalismo Comparado), ao lado do trabalho sincrônico do fact-cheking.

Restrita à checagem (a existência de transitividade entre informação e fato), o fact-checking perde a dimensão histórica: as diversas “transitividades” (vieses, interpretações etc.) que um mesmo fato teve ao longo do tempo em diversos veículos.

O artigo original pode ser acessado por meio do link abaixo:

http://cinegnose.blogspot.com.br/2017/11/a-cobertura-midiatica-do-enem-muito.html

Que Deus tenha misericórdia de todos nós e nos ajude a entender as múltiplas manipulações que sofremos a cada dia.

Alexandros Meimaridis.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

HOMILIA DO PAPA EM NEW YORK CAUSA CRÍTICAS E LEVANTA POLÊMICAS

Foto: Captura de tela Youtube

O artigo abaixo foi publicado no site acidigital.

Homilia do Papa Francisco nas Vésperas com sacerdotes e religiosas em Nova Iorque

NOVA IORQUE, 24 Set. 15 / 08:56 pm (ACI).

Após chegar à cidade de Nova Iorque, penúltima parada na sua viagem aos Estados Unidos, o Papa Francisco pronunciou uma homilia na oração das Vésperas com os sacerdotes, religiosas e religiosos de Nova Iorque na Catedral de São Patrício. Antes da homilia o Pontífice deu seus pêsames aos muçulmanos pela tragédia na Arábia Saudita onde faleceram mais de 700 pessoas.

“Dois sentimentos tenho hoje para com nossos irmãos islâmicos. Primeiro, minha saudação por celebrar-se hoje o Dia do Sacrifício. Tivesse querido que minha saudação fora mais calorosa segundo os sentimentos, que é minha proximidade, minha proximidade ante a tragédia que seu povo sofreu hoje em Meca. Neste momento de oração, me uno, unimo-nos na prece a Deus nosso Pai Todo-poderoso e misericordioso.

«Exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações» (1 Ped 1, 6). Estas palavras do Apóstolo lembram-nos uma coisa essencial: a nossa vocação é viver na alegria.

Esta linda catedral de São Patrício, construída ao longo de muitos anos com o sacrifício de tantos homens e mulheres, pode ser um símbolo da obra de gerações de sacerdotes, religiosos e leigos americanos que contribuíram para a edificação da Igreja nos Estados Unidos. Só no campo da educação, quantos sacerdotes e consagrados tiveram um papel central neste país, ajudando os pais a dar aos seus filhos o alimento que os nutre para a vida! Muitos fizeram-no à custa de sacrifícios extraordinários e com caridade heróica. Penso, por exemplo, em Santa Elizabeth Ann Seton, que fundou na América a primeira escola católica gratuita para meninas, ou em São João Neumann, fundador do primeiro sistema de educação católica nos Estados Unidos.

Nesta tarde, queridos irmãos e irmãs, vim rezar convosco, para que a nossa vocação continue a construir o grande edifício do Reino de Deus neste país. Sei que vós, como corpo sacerdotal, diante do povo de Deus, sofrestes muito num passado não distante suportando a vergonha por causa de muitos irmãos que feriram e escandalizaram a Igreja nos seus filhos mais indefesos... Com palavras do Apocalipse, digo-vos que estou ciente de que «vindes da grande tribulação» (cf. 7, 14). Acompanho-vos neste período de sofrimento e dificuldade; e também agradeço a Deus pelo serviço que realizais acompanhando o povo de Deus. Com o fim de vos ajudar a prosseguir no caminho da fidelidade a Jesus Cristo, deixai-me fazer duas breves reflexões.

A primeira diz respeito ao espírito de gratidão. A alegria de homens e mulheres que amam a Deus atrai a outros; sacerdotes e consagrados chamados a sentir e irradiar uma satisfação permanente com a sua vocação. A alegria brota dum coração agradecido. É verdade! Recebemos muito, tantas graças, tantas bênçãos; e alegramo-nos. Far-nos-á bem repassar com a memória as graças da nossa vida. Memória da primeira chamada, memória do caminho percorrido, memória de tantas graças recebidas..., e sobretudo memória do encontro com Jesus Cristo em tantos momentos durante o caminho. Memória do encanto que produz em nosso coração o encontro com Jesus Cristo. Peçamos a graça da memória para fazer crescer o espírito de gratidão. Talvez convenha perguntar-nos: Somos capazes de enumerar as bênçãos que vieram sobre nós?

A segunda reflexão tem a ver com o espírito de laboriosidade. Um coração agradecido é, espontaneamente, impelido a servir o Senhor e a abraçar um estilo de vida diligente. No momento em que nos damos conta de tudo aquilo que Deus nos deu, o caminho da renúncia a si mesmo a fim de trabalhar para Ele e para os outros torna-se um caminho privilegiado de resposta ao seu amor.

E, no entanto, se formos honestos, sabemos quão facilmente pode ser sufocado este espírito de trabalho generoso e sacrifício pessoal. Há duas maneiras para isso acontecer, sendo ambas exemplo da «espiritualidade mundana», que nos enfraquece no nosso caminho de serviço e degrada o enlevo do primeiro encontro com Jesus Cristo.

Podemos ficar encantados quando medimos o valor dos nossos esforços apostólicos pelo critério da eficiência, do funcionamento e do sucesso externo que governa o mundo dos negócios. Não digo que estas coisas não sejam importantes! Foi-nos confiada uma grande responsabilidade e o povo de Deus, justamente, espera resultados. Mas o verdadeiro valor do nosso apostolado é medido pelo valor que o mesmo tem aos olhos de Deus. Ver e avaliar as coisas a partir da perspectiva de Deus chama-nos para uma conversão constante ao primeiro tempo da nossa vocação e – nem é preciso dizê-lo – a uma grande humildade. A cruz mostra-nos uma maneira diferente de medir o sucesso: a nós cabe-nos semear, e Deus vê os frutos do nosso trabalho. E se, às vezes, os nossos esforços e o nosso trabalho parecem gorar-se e não dar fruto, estamos a trilhar a mesma via de Jesus Cristo; a sua vida, humanamente falando, acabou com um fracasso: o fracasso da cruz.

Um novo perigo surge quando nos tornamos ciosos do nosso tempo livre, quando pensamos que rodear-nos de comodidades mundanas ajudar-nos-á a servir melhor. O problema, com este modo de raciocinar, é que pode ofuscar a força da chamada diária de Deus à conversão, ao encontro com Ele. Pouco a pouco, mas seguramente vai diminuindo o nosso espírito de sacrifício, de renúncia e de laboriosidade. E afasta também as pessoas que padecem pobreza material, vendo-se obrigadas a fazer sacrifícios maiores do que os nossos. O repouso é uma necessidade, como o são os momentos de tempo livre e de restauração pessoal, mas devemos aprender a descansar de forma que aprofunde o nosso desejo de servir de modo generoso. A proximidade aos pobres, refugiados, imigrantes, doentes, explorados, idosos que sofrem a solidão, encarcerados e muitos outros pobres de Deus ensinar-nos-á outro tipo de repouso, mais cristão e generoso.

Gratidão e laboriosidade: são os dois pilares da vida espiritual que desejava partilhar convosco nesta tarde. Agradeço-vos pelas orações, atividades e sacrifícios diários que realizais nos diferentes campos do vosso apostolado. Muitos deles são conhecidos apenas de Deus, mas dão muito fruto na vida da Igreja.

De maneira especial, gostaria de expressar a minha admiração e gratidão às consagradas dos Estados Unidos. Que seria esta Igreja sem vós? Mulheres fortes, lutadoras; com aquele espírito de coragem que vos coloca na linha da frente a anunciar o Evangelho. A vós consagradas, irmãs e mães deste povo, quero dizer «obrigado», um «obrigado» grandíssimo… e dizer também que gosto muito de vós.

Sei que muitos de vós estais a enfrentar o desafio que supõe a adaptação a um programa pastoral em evolução. Como São Pedro, peço-vos que, perante qualquer prova que tenhais de enfrentar, não percais a paz e respondei como fez Cristo: deu graças ao Pai, tomou a sua cruz e seguiu em frente.

Queridos irmãos e irmãs, em breve cantaremos o Magnificat. Coloquemos nas mãos de Nossa Senhora a obra que nos foi confiada; unamo-nos a Ela agradecendo ao Senhor pelas grandes coisas que fez e pelas grandes coisas que continuará a fazer em nós e em todos aqueles que temos o privilégio de servir.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO CONTRAPONTO

Discordamos de todas as formas da patética afirmação de Francisco I ao dizer: o fracasso da cruz. 

Não senhor Bergoglio, a cruz de Cristo não representou nenhum fracasso. Representou sim a mais retumbante vitória de Deus sobre o pecado, nossa carne pecaminosa e o próprio diabo com todas as suas hostes infernais —

Colossenses 2:11—15

11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo,

12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;

15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA































































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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PAPA FRANCISCO I CHAMA A CRUZ DE CRISTO DE VERDADEIRO FRACASSO


Caras amigas(os), irmãs(os) e leitoras(es) do blog O Grande Diálogo. Hoje queremos repercutir um artigo publicado pelo site acidigital que publicou uma transcrição da homilia do Papa Francisco I na celebração das vésperas na Catedral de São Patrício em Nova Iorque. Entre muitas afirmações controversas nada foi mais absurdo que o Papa ter declarado que a cruz de Cristo foi um verdadeiro fracasso. É lamentável que uma bobagem desse tamanho tenha sido proferida por ele, que se diz o próprio substituto de Cristo na Terra. Convidamos todos os leitores a tomarem conhecimento dessas palavras e tirarem suas conclusões se estamos mesmo diante de alguém que representa o Senhor Jesus Cristo. O artigo poderá ser acessado por meio do link abaixo: 

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/homilia-do-papa-em-new-york-causa.html

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PAPA DECLARA QUE A MORTE DE CRISTO NA CRUZ FOI UM “FRACASSO”


O artigo abaixo foi publicado pelo site Gospel Prime e é de autoria de Jarbas Aragão.

Papa afirma que morte de Jesus na cruz foi “fracasso”
Declarações do pontífice foram consideradas polêmicas
por Jarbas Aragão

A viagem do papa Francisco a Cuba e Estados Unidos teve um peso histórico, pois foi a primeira vez que um pontífice falou diante da Assembleia das Nações Unidas e do Congresso Americano.

A programação foi intensa e a maior parte de seus discursos foi feito em espanhol, língua nativa do argentino Jorge Mario Bergoglio, seu nome de batismo.

Como já tem se tornado tradição, Francisco fez declarações que geraram polêmicas e muitas críticas. Ao passar por Cuba, não condenou o regime ditatorial dos irmãos Castro nem a conhecida perseguição religiosa na ilha.

Limitou-se apenas a dizer que “Pessoas são mais importantes que ideologias”. Uma crítica considerada inócua diante do regime comunista e ateu sob o qual vivem os cubanos há décadas.

De acordo com o Christian Post, ao chegar ao solo americano, passou por Nova York, onde liderou uma cerimônia ecumênica, com representante de diferentes religiões. O tom de suas palavras foi de união de todos os credos no memorial erguido em memória dos mortos no atentado de 11 de setembro de 2001.

Em sua oração, invocou o “deus de amor”, e não mencionou o nome de Jesus, segundo informações do Washington Post.
Também fez um discurso polêmico, onde afirmou que os muçulmanos são “irmãos” dos cristãos e definiu a morte de Jesus na cruz como “fracasso”.  O texto completo da homilia poderá ser lido em outro artigo publicado no blog.

Diante do congresso americano, não tocou no assunto do momento nos EUA, que é a legalização do casamento gay. Em um país que debate intensamente se o governo deve continuar pagando por abortos, disse apenas que a humanidade deve “proteger e defender a vida humana em todos os estágios de seu desenvolvimento”.

Os conservadores esperavam que o papa falasse sobre essas questões claramente, mas isso não aconteceu. Seu assunto principal tem sido o clima no mundo, tópico abordado em sua encíclica mais recente, Ladato Si.

Os contrastes entre Francisco e seu antecessor, Bento 16, têm ficado cada vez mais evidentes. Na sua encíclica “Caritas in veritate”, Bento 16 defendeu a formação de uma Autoridade mundial para lidar com as crises financeiras.  Já Francisco, falou sobre a necessidade dessa autoridade global única, mas para cuidar das questões ambientais.

Enquanto Bento 16 disse em 2006, que o profeta Maomé só trouxe o mal, “como sua ordem para disseminar pela espada a fé que ele pregava”, Francisco disse repetidas vezes que “muçulmanos e cristãos são irmãos”.

Sobre o casamento gay, os dois papas também discordam amplamente. Francisco tem dito que não pode “julgar” e os chamou de “irmãos”. No jantar oficial do papa com Obama na Casa Branca estavam presentes vários ativistas gays católicos, além de transgêneros.

Já Bento 16, em 2013, afirmou que a união de homossexuais ameaçava “o futuro e a dignidade da humanidade”.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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