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terça-feira, 28 de março de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 002 — JUDEU DE JUDEUS


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Maquete da antiga cidade de Jerusalém


Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

II. Judeu de Judeus.

Não podemos entender o apóstolo Paulo à parte de suas experiências no judaísmo dos seus dias. Suas atividades e sua experiência religiosa com a religião dos seus ancestrais são da maior importância para dissipar muitas das compreensões erradas que existem acerca do apóstolo dos gentios.

Segundo suas próprias palavras ele era um judeu que havia sido treinado nas mais dignas tradições da religião de seus pais e suas qualificações como fariseus não podiam ser superadas por nenhum de seus pares:

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

Atos 26:4—5

Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.

2 Coríntios 11:22
São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

Filipenses 3:4—5

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

É esta realidade, a origem profundamente judaica do apóstolo Paulo, que serve como um pano de fundo perfeito para entendermos sua visão de como é na Igreja que encontramos o cumprimento das esperanças mais caras ao judaísmo —

Efésios 3:8—12

8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo

9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas,

10 para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,

11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,

12 pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

Outro aspecto que podemos apontar aqui é sua capacidade como polemista utilizando as escrituras do Antigo Testamento para provar ser Jesus o Messias esperado —
Atos 17:1—3

1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras,

3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio.

Além disso, a visão pessimista que Paulo demonstra possuir concernente à capacidade do homem de guardar a Lei de Deus e da supremacia da misericórdia e da graça divina, em muito se assemelham às tradições produzidas pelos mais afamados rabinos do judaísmo. Seu profundo conhecimento da religião de seus pais, bem como dos escritos sagradas do judaísmo, lhe permitiam se dar ao luxo de:

1. Empregar linguagem religiosa, muito comum nos seus dias, para expor verdades cristãs —

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

2. Citar autores que haviam escrito qualquer coisa que tivesse cunho religioso e pudesse ser aproveitada —

Atos 17:28
Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.


1 Coríntios 15:33

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Tito 1:12

Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.

3. Argumentar a favor de Deus independente da revelação escrita —

Romanos 1:19—20

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

4. Lançar mão de diatribes para arrasar seus opositores —

Romanos 2:1—3

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.

2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.

3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?

Romanos 9:1—11

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:

2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração;

3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;

5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;

7  nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Esta capacidade de lidar com todos estes aspectos que acabamos de citar indicam que Paulo havia mesmo sido treinado em uma fina escola rabínica, que naqueles dias costumava incluir o estudo do pensamento do mundo gentílico. Mas não podemos deixar de afirmar que suas muitas viagens também lhe ofereceram muitas oportunidades para aprender.

CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 001 - AS ORIGENS DE PAULO


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Concepção artística do encontro de Paulo com o Senhor Jesus

Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica, começando pelo artigo logo abaixo.

I. As origens de Paulo.

De acordo com sua própria informação —

Filipenses 3:5

Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu.

Paulo era um judeu descendente da tribo de Benjamin. Como era comum naqueles dias, ele havia recebido de seus pais o mesmo nome do mais importante personagem da tribo de Benjamim: שָׁאוּל Shaul cujo significado é: desejado. Saul foi o primeiro rei da nação de Israel e, por esse motivo, era apenas natural que os descendentes daquela tribo dessem a seus filhos seu nome, apesar de sua vida representar um péssimo exemplo para qualquer judeu sincero em sua fé no Deus ETERNO. A versão grega do nome Saul é Σαῦλος Saûlos — Saulo. E é por este nome — Saulo — que ele é chamado inicialmente no Livro dos Atos dos Apóstolos. Mas ele é também chamado de Παῦλος Paûlos — Paulo, cujo significado é: pequeno ou menor — ver Atos 13:9.

Sabemos muito pouco acerca dos progenitores de Paulo e, por causa de seu status como cidadão judeu, podemos afirmar com certeza que sua mãe era judia. Sua afirmação de que era “hebreu de hebreus”, como vimos acima, é compreendida por muitos como uma prova definitiva de que ele era um legítimo descendente de pai e mãe judeus. Pela sua trajetória religiosa, nós podemos dizer que os pais de Saulo pertenciam à seita dos fariseus[1] ou que eram, pelo menos, grandemente influenciados por eles.

Do resto de sua família pouco ou quase nada sabemos, exceto que ele tinha uma irmã que estava em Jerusalém na mesma ocasião em que ele foi feito prisioneiro ali — ver Atos 23:16.

Paulo nasceu na cidade de Tarso — ao norte da região da Palestina — e por este motivo era chamado de Saulo de Tarso — ver Atos 9:11 e 21:39. É provável que Paulo tivesse aprendido o ofício de fabricante de tendas — ver Atos 18:1—3 — ainda quando morava em Tarso, mas as afirmações contidas em Atos 22:3 parecem indicar que ele cresceu em Jerusalém e não em Tarso.

Havia uma lei no judaísmo que exigia que os meninos iniciassem os estudos das Escrituras aos cinco anos de idade e o estudo das tradições religiosas aos dez. Certamente Paulo se viu imerso nesta cultura de estudos logo cedo em sua vida sendo ensinado tanto na sinagoga local quanto em casa. Os judeus também incentivavam o trabalho manual e eram comuns ditados que expressavam ideias de que: força intelectual e atividades físicas — trabalho — andam de mãos dadas. Como exemplo disso nós podemos citar o seguinte: “Quem não ensina seu filho a trabalhar está ensinando-o a roubar”. Esse é certamente o verdadeiro motivo porque Paulo também aprendeu o ofício de “fabricar tendas”. O objetivo desse tipo de formação — educação + trabalho — era produzir um homem que fosse capaz tanto de pensar, quanto de produzir.

Aos treze anos os meninos judeus se tornavam em “Bar Mitzvah” i.e., “filho do mandamento”. Naquele momento eles aceitavam a obrigação de cumprir a Lei e aqueles que haviam se mostrado mais promissores, durante o tempo de preparação, eram encaminhados para as escolas rabínicas onde podiam ser treinados sob a supervisão de afamados mestres. Foi depois de se tornar Bar Mitzvah que Paulo foi encaminhado para Jerusalém para continuar seus estudos. Nesse período ele deve ter ficado hospedado na casa de sua irmã que foi mencionada acima. Segundo suas próprias palavras: “Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje” — Atos 22:3. Nesse versículo fica bem clara a vinculação da sua ida à Jerusalém com o inicio do seu treinamento rabínico aos pés de Gamaliel. O fato de que Paulo foi enviado para estudar em Jerusalém e não em outro local indica, indiretamente, quão promissor ele devia ser como aluno. E de fato, segundo suas próprias palavras: “E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus paisGálatas 1:14”.

O que sabemos acerca da aparência física do apóstolo Paulo? Muito pouco é verdade. O Novo Testamento nos oferece bem poucas ideias. De toda informação disponível nós podemos concluir o seguinte:

1. Atos 14:12 nos diz que o povo da cidade de Listra identificou Barnabé com o supremo deus grego do Olimpo, Zeus, enquanto Paulo foi identificado com o deus mensageiro, Hermes. Isto pode ser uma indicação de que Barnabé era mais alto — talvez bem mais alto — e Paulo era mais articulado verbalmente.

2. Em 2 Coríntios 10:10 Paulo faz uma referência a um comentário feito por seus antagonistas que dizia: “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra, desprezível”.

3. Temos também a impressão de que Paulo sofria de algum tipo de enfermidade que dificultava seu relacionamento com as pessoas conforme podemos perceber em

Gálatas 4:13—15

13 E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física.

14 E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus.

15 Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar.

4. Seria a enfermidade mencionada acima o motivo de suas reiteradas orações a Deus conforme ele nos diz em —

2 Coríntios 12:7—10

7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.

8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.

9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.

10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

5. Paulo também faz uma referência ao fato de ser falto no falar — ver 2 Coríntios 11:6. Mas esta pode ser apenas uma expressão retórica já que a expressão ἰδιώτης idiótes — traduzida por “falto”, faz referência a pessoas simples em oposição a pessoas de posições mais elevadas — um cidadão comum em oposição a um oficial, magistrado e etc.

6. Além do mais, Paulo havia apanhado tanto por causa do seu testemunho acerca de Jesus e havia sofrido tantos acidentes por causa de suas viagens que, certamente, sua aparência física havia sido alterada de forma considerável por estes eventos —

2 Coríntios 11:23—28

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.

24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;

25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;

26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;

27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.

Paulo costumava se referir a estas marcas como sendo “as marcas de Cristo” —

Gálatas 6:17

Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.

6. Por outro lado quando lemos suas epístolas, nós percebemos que estamos diante de um homem que era, ao mesmo tempo:

a. Inteligente e mentalmente articulado ao extremo.

b. Possuidor de uma natureza sensível.

c. Dono de uma vitalidade e de uma determinação capaz de enfrentar as mais duras provas sem esmorecer – ver sua reação em —

Atos 14:19—20

19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.

20 Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.

d. Capaz de desenvolver amizades verdadeiras e duradouras.

7. Um presbítero do segundo século da Era Cristã descreveu Paulo como sendo: um homem de baixa estatura e completamente careca e que tinha também as pernas encurvadas; possuía todos os membros e suas sobrancelhas emendavam uma na outra, além de possuir um nariz grande e adunco. Algumas vezes ele se parecia como um homem qualquer e outras como um verdadeiro anjo”— ver “Os Atos de Paulo e Tecla” in loco.
                  .
8. Uma questão que nunca será resolvida de forma satisfatória tem a ver com o fato se Paulo era casado ou não. A grande maioria dos autores consultados acredita que Paulo ficou solteiro toda sua vida, mas há muitos que pensam o contrário. O argumento mais forte a favor daqueles que defendem a ideia de que Paulo era casado não está nas páginas do Novo Testamento e sim em uma lei judaica referente ao Sinédrio, que dizia que para um homem ser parte do mesmo precisava ser, necessariamente, tanto casado como pai de filhos. A inferência encontrada em Atos 26:10 indica, possivelmente, que Paulo era membro do Sinédrio. Mas esta evidência não é tão forte como pode parecer em um primeiro momento. E isso, por um simples motivo que muitas vezes passa despercebido aos defensores da ideia de que Paulo era casado. A lei judaica que acabamos de mencionar foi produzida pelo Rabi Akiba visando aumentar a moderação no Sinédrio em Jerusalém face à crescente atividade dos Zelotes, que arriscava incendiar o país inteiro. Essa lei foi produzida entre o final do primeiro e o início do segundo século da Era Cristã. Podemos dizer que quando a mesma foi introduzida, o apóstolo Paulo já se encontrava morto há, pelo menos, uns 30 anos. Portanto, tal lei jamais pode ser aplicada ao seu caso em particular. Antes da introdução daquela lei não havia a obrigatoriedade de o membro do Sinédrio ser casado e nem mesmo ser pai de filhos.

9. A menção feita por Clemente de Alexandria[2] — ver Stromata III, 6 — de que Paulo era realmente casado e que teria deixado sua esposa em Filipos, de tal maneira que ela não interferisse em suas viagens e a quem Paulo, eventualmente, se refere como “companheiro de jugo” em Filipenses 4:3, também não merece ser levada muito à sério e isso por um simples motivo: Paulo insiste com os solteiros e as viúvas de Corinto que “seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo”.  Que o estado ao qual ele se refere é o estado de alguém solteiro ou viúvo — não temos dúvidas, porque a alternativa a permanecer neste estado é o casamento —

1 Coríntios 7:8—9

8 E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo.

9 Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.

O apóstolo Paulo era um homem cosmopolita[3] e isto lhe permitia ministrar a uma grande variedade de pessoas e nas mais diversas culturas —

1 Coríntios 9:19—23

19 Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível.
20 Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.

21 Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.

22 Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.

23 Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.

Ele nasceu em Tarso que era a cidade capital da província romana da Cilícia. Foi educado em Jerusalém e suas viagens missionárias e prisões o levaram a conhecer as maiores cidades dos seus dias: Éfeso, Filipos, Atenas, Corinto e Roma.

Quando lemos suas epístolas não é difícil perceber a influência que a vida urbana tinha sobre o que ele escreveu. Suas ilustrações e metáforas são tiradas, em grande parte, de aspectos da vida urbana e são, por este motivo, muito distintas daquelas produzidas pelo Senhor Jesus, que retirava a maioria das suas ilustrações e metáforas da vida agropastoril. Paulo faz frequentes citações em seus escritos aos seguintes elementos que eram muito comuns em todas as cidades da bacia do Mediterrâneo que haviam se desenvolvido segundo o modelo da “polis” — cidade — dos gregos.

1. Estádio — σταδίῳ stadío. Ver 1 Coríntios 9:24—27 e Filipenses 3:14.

2. Legislações diversas como eram aplicadas nos fóruns — ver Romanos 7:1—4; Gálatas 3:15 e 4:1—2.

3. As procissões dos guerreiros vitoriosos — ver 2 Coríntios 2:14 e Colossenses 2:15.

4. O mercado — ver 1 Coríntios 10:25—26.
 
Por ter sido treinado nas tradições milenares do judaísmo, e conhecer muito bem a cultura grega que prevalecia sobre toda a bacia do Mediterrâneo e, ainda por ser cidadão do Império romano, Paulo estava preparado, de forma única, para compartilhar o evangelho com o maior número de pessoas possível.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Fariseus — Seita que parece ter se iniciado depois do exílio babilônico, entre os chamados “hassidim”, que foram os homens piedosos que se aliaram a Judas Macabeu, para combater os invasores helenistas representados pela dinastia Selêucida, da Síria. Além dos livros do Antigo Testamento, os Fariseus reconheciam na tradição oral, um padrão de fé e vida que deveria ser seguido por todos os judeus. Os Fariseus procuravam alcançar reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de piedade, tais como: lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas. Comparativamente, os fariseus eram negligentes da genuína piedade que consistia em: justiça, misericórdia, fé e amor de Deus — ver Mateus 6:1—7 e 16—18; ver também Mateus 23:23 e Lucas 11:42 — e, orgulhavam-se em suas boas obras.  Eles mantinham, de forma persistente, a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade, no Hades, seriam novamente chamados à vida pelo Messias, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família de Herodes e do governo romano, eles, de forma decisiva, sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência sobre o povo comum. Eram inimigos amargos de Jesus e sua causa; e foram, por outro lado, duramente repreendidos por Jesus por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

[2] Clemente de Alexandria — nasceu em Atenas, na Grécia, em 150 a.D., e veio a falecer, provavelmente, em Alexandria, no Egito, entre os anos 211 e 215 a.D.

[3] Cosmopolita — 1. Indivíduo que vive ora num país, ora noutro, adotando-lhes com facilidade os usos e costumes. 2. Pessoa que se julga cidadão do mundo inteiro, ou para quem a pátria é o mundo.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 023 – Atos 5:17—42 - PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O HIPÓCRITA CONSELHO DE GAMALIEL


Concepção Artística do Conselho de Gamaliel

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Introdução

A. Os líderes religiosos em Jerusalém não estavam nada satisfeitos com a contínua pregação acerca de Jesus e com as manifestações de poder da parte dos apóstolos — ver Atos 4:31—33. Comparar com Hebreus 2:1—4.

B. Eles estavam frustrados, porque seu primeiro ataque havia falhado – ver Atos 4:17—18 e 21.

C. Por fim o texto de Atos nos diz que eles estavam com inveja —

Atos 5.17

Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja.

D. O fato é que todas essas coisas culminaram com nova ordem de prisão contra os apóstolos, os quais foram a novo julgamento e foram flagelados.

Deuteronômio 25:1—3

1 Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.

2 Se o culpado merecer açoites, o juiz o fará deitar-se e o fará açoitar, na sua presença, com o número de açoites segundo a sua culpa.

3 Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais do que estes, teu irmão não fique aviltado aos teus olhos.

E. Curiosamente, o resultado de tamanha perseguição e castigos, em vez de desanimá-los, lhes encheu o coração de alegria. Com isso temos a seguinte fórmula entre o povo de Deus:

PRISÃO + JULGAMENTO + AÇOITES = ALEGRIA

I. A Oposição é Intensificada – versos 18—25.

A. Os apóstolos – todos ou a maioria deles – foram colocados na prisão — verso 18.

B. Mas foram postos em liberdade por um anjo que lhes ordenou retornassem para a área do templo e ensinassem a Palavra acerca de Jesus – versos 19—20.

C. Os apóstolos não demoraram em obedecer às ordens recebidas — verso 21a.

D.Quando as autoridades se reuniram na manhã seguinte, mandaram buscar seus prisioneiros — verso 21b.

E. Advinha o quê? Os homens presos não estavam lá! — Versos 22—24.

F. Tamanho sinal não significava nada para eles, apesar de ficarem perplexos — comparar com a reação deles em Atos 4.16 – seus olhos não estavam abertos para enxergar a realidade espiritual que estava em andamento.

G. Além de não estarem na prisão, os apóstolos estavam de volta na área do templo ensinando o povo — verso 25.

II. Nova Prisão e Julgamento – versos 26—32.

A. Novamente presos, novamente diante do sumo sacerdote — versos 26—27 e comparar com

Marcos 8:38

Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

B. Verso 28 — Qual é a de vocês?

1. Vocês encheram Jerusalém com esses ensinamentos acerca de Jesus — desculpe, mas essas foram as ordens que recebemos — ver Atos 1:8 e 5:20.

2. Vocês querem lançar o sangue desse homem — Jesus — sobre nós — desculpe, mas foram vocês mesmos que pediram isso —

Mateus 27.20—26

20 Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.

21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás!

22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.

23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!

24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo ; fique o caso convosco!

25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

C. A resposta dos apóstolos confronta as autoridades judaicas com:

1. Verso 29 — Temos que obedecer a Deus – ver Atos 4.18—20. Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.

2. Verso 30 — Nada de tirar o time de campo. Vocês também são responsáveis pelo que aconteceu a Jesus.

3. Verso 31 — Mas Deus é misericordioso e exaltou a Jesus como Príncipe - ἀρχηγὸν archegòv — “autor” em Atos 3:15 —  e Salvador — σωτῆρα sotêra — ver Atos 4:12 — para poder conceder tanto arrependimento quando perdão de pecados!

4. Verso 32 — Mais do que isso, Deus está pronto a conceder o Espírito Santo a todos que lhe obedecem.

5. Diante de tal “afronta”, eles queriam matar os apóstolos — verso 33.

III. O Conselho de Gamaliel – versos 34—39.

A. Gamaliel era fariseu e não saduceu — verso 34 — como eram os sacerdotes que controlavam a área do templo.

B. Ele foi o tutor do apóstolo Paulo —

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

C. Como fariseu, era inimigo visceral de Jesus e de sua mensagem. Seu conselho parece bom, e muitos cristãos o elogiam abertamente, mas devemos entendê-lo bem:

1. Os exemplos de Gamaliel provam que esses movimentos nunca dão em nada mesmo — versos 36—37. Com isso ele coloca Jesus, o Filho de Deus, no mesmo pacote onde encontramos Teudas e Judas, o Galileu.

2. Gamaliel entendia as implicações de matar pessoas admiradas pelo povo. Esse ato atrairia apenas mais atenção para a mensagem cristã. Por esse motivo não era conveniente agir assim.

3. O conselho de Gamaliel é caracterizado pelas seguintes condições do seu coração incrédulo:

a. Ele era realmente um cético como é tão comum acontecer com os grandes estudiosos —

Eclesiastes 1:18

Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.

Eclesiastes 12:12

Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

b. Ele era um cínico ao ousar comparar Jesus com os revolucionários de “meia-pataca” citados por ele.

c. Ele era um homem pragmático e usa um argumento tão ao gosto das pessoas ingênuas: se uma coisa é de Deus então, prosperará. Mas nós sabemos que isso não é verdade. Como disse Mark Twain: “Enquanto a mentira dá uma volta ao mundo, a verdade ainda está amarrando os seus cadarços”. Falsos ensinamentos se multiplicam bem mais rapidamente do que a verdade.

d. O conselho de Gamaliel parece lógico, soa bem, mas é puro veneno destilado.

e. Ele se revela um verdadeiro canalha ao sugerir que o Sinédrio adote uma posição de “vamos esperar para ver”, diante de uma verdadeira condição de vida ou morte.

f. Gamaliel se recusa a encarar as evidências — o testemunho acerca da ressurreição de Jesus, os milagres, a expulsão de demônios e a libertação dos apóstolos da cadeia — ver Atos 4:33; 5:12—16. Gamaliel recusa a salvação oferecida através de Jesus, pois transforma a reunião do Sinédrio não numa investigação plena das evidências à mão, e sim em uma ridícula discussão acerca de insurretos judeus.

IV. Sentença e Regozijo – versos 40—42.

A. Açoites – versos 40 – comparar

Deuteronômio 25:1
Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.

B. Alegria por sofrer? – verso 41. Quem diria?

C. Não cessavam de ensinar e pregar Jesus, o Cristo – verso 42.

Conclusão

A. Verso 20 — A mensagem acerca de Jesus é uma mensagem de Vida. Quem ouvir e responder com fé terá a vida eterna. Os que se negarem a seguir já estão condenados à morte eterna ou separação eterna de Deus —

João 3.36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de 
Deus.

Quanto a Gamaliel, Jesus deixou bem claro que é impossível ficar em cima do muro diante daquilo que o Senhor representa —

Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Mateus 12:30

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.

B. Verso 32 — O Espírito Santo é concedido a todos que obedecem a Deus, crendo em Jesus. Não existem cidadãos de primeira e segunda classe no Reino de Deus, como muitos pretendem.

C. Verso 42 — Não nos cansemos meus irmãos e irmãs de anunciar e pregar as boas novas acerca de Jesus, o Autor da Vida e único Salvador. A pior coisa que podemos fazer na vida é aceitar o conselho de Gamaliel e, diante do erro, “esperar para ver o que acontece”.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/05/atos-dos-apostolos-sermao-025-um-homem.html


SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8

Que Deus abençoe a todos.

Amém.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos