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terça-feira, 5 de julho de 2016

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 014 - O QUE NOVO TESTAMENTO ENSINA SOBRE A IGREJA - PARTE 002



O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja — Parte 002

E.  Entendendo Melhor o Que é a Igreja

A Igreja é o povo que Deus tem colocado, através da Sua ação salvadora, ao Seu lado, na qual ele pretende exemplificar Sua graça e redenção. Desse modo a igreja é a continuação e o cumprimento do povo histórico de Deus, que Ele mesmo escolheu em Abraão dentre todos os povos, com o qual Deus mesmo estabeleceu uma aliança com promessas —

Gênesis 15:17—18

17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços.

18 Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.

A Igreja é o povo de Deus no sentido histórico da redenção.

A Igreja cristã recebe no Novo Testamento, o mesmo título dado aos filhos de Israel no Antigo Testamento: יהוה קְהַל qehal YHVH = Povo do ETERNO. Em grego é λαὸς θεοῦ laòs theoû Povo de Deus. Como povo de Deus, a Igreja, mantendo o paralelismo com o povo de Israel é composta de:

ἁγίοις agíois — santos. A expressão “santos” é comum nas saudações e conclusões das epístolas paulinas — ver Romanos 1:7; 1 Coríntios 1:2; 2 Coríntios 1:1; Efésios 1:1; Filipenses 1:1; Colossenses 1:1; Romanos 16:15; 2 Coríntios 13:12; Filipenses 4:21-22. Devido o fato da expressão ἁγίοις agíois — santos ocorrer muitas vezes juntamente com a expressão ἐκκλησίαekklissía — igreja, indica que estes termos são sinônimos! Essa ideia de associar o povo de Deus com santidade também flui historicamente do Antigo Testamento —

Êxodo 19:6

Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.

Levítico 11:44—45

44 Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.

45 Eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.

Números 16:3

E se ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do SENHOR?

Deuteronômio 33:3

Na verdade, amas os povos; todos os teus santos estão na tua mão; eles se colocam a teus pés e aprendem das tuas palavras.

Salmos 16:3

Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.

Salmos 34:9

Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.

Salmos 89:7

Deus é sobremodo tremendo na assembleia dos santos e temível sobre todos os que o rodeiam.
A Igreja é a comunhão dos santos de Deus.

ἐκλεκτόι eklektói — eleitos. Paulo fala várias vezes acerca dos “eleitos” de Deus na Epístola aos Romanos, como uma variação da expressão “nós” —

Romanos 8:33,  conforme versos 31—32

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.

— e como sinônimo de “santos” em

Romanos 8:27

E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.

De forma similar, Paulo faz o mesmo paralelo em

2 Timóteo 2:10

Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória.

Paulo também chama a igreja de “eleitos de Deus, santos e amados” —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

O mesmo uso pode ser encontrado no restante do Novo Testamento — ver Mateus 24:22, 24, 31 e passagens paralelas em Marcos 13; Lucas18:7; 1 Pedro 1:1; 2:9; 5:13 e 2 João 1, 13 — e, como tudo que já vimos até agora, faz referência à designação do povo de Deus no Antigo Testamento — ver Deuteronômio 7:6—7; 14:2; 1 Reis 3:8; 1 Crônicas 16:13; Salmos 105:6.

ἀγαπητοῖς agapetoîs — amados. A expressão “amados” é utilizada por Paulo como sinônimo de “eleitos” quando se refere à igreja —

Romanos 1:7

A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

1 Tessalonicenses 1:4

Reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição.

2 Tessalonicenses 2:13

Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.

Este atributo também diz respeito ao relacionamento que existia entre Deus e Israel, qualificado como um relacionamento de amor, especialmente como manifestado no texto do profeta Oséias.

κλητοὶ kletoì — chamados. A Igreja é chamada de “os eleitos” também — ver Romanos 1:6—7; 8:28; 1 Coríntios 1:2, 24. Estas mesmas passagens mostram uma combinação com a expressão ἁγίοις agíois — santos! A igreja é também caracterizada como κλητοὶ kletoì — chamada e ἐκλεκτόι eklektói — eleita — ver Romanos 8:28; 9:11—12; 2 Tessalonicenses  2:13—14. A expressão  κλητοὶ kletoì — chamados também faz um paralelo com a chamada do povo de Israel por Deus —

Isaías 41:9

Tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei.

Note a relação com a ideia da eleição em —

Isaías 42:6

Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios.

Isaías 43:1

Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.

Isaías 45:3

Dar-te-ei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o SENHOR, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.

Isaías 48:12

Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último.

Isaías 51:2

Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque era ele único, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei.

Da mesma forma, Êxodo 12:16 e Levítico 23 caracterizam a assembleia,  ou todos os que são chamados pelo Senhor, de santa.

Assim temos que Deus tem escolhido e chamado um povo para Si mesmo dentre todos os povos da terra, da mesma forma como Abraão foi chamado de Ur dos Caldeus. Esse chamado tem sido mediante a graça de Deus. Este povo é amado por Deus, seus membros são santos e estão ao lado de Deus. Existe uma continuidade na história da redenção. Fazem parte do povo santo de Deus não somente o remanescente fiel de Israel, mas também todos aqueles entre os gentios, que Deus tem escolhido e chamado para Si mesmo. A esses também Deus considera Seus amados —

Romanos 8:31—39

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.

34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,

39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 9:25

Assim como também diz em OséIas: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada.


CONTINUA... 

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/educacao-crista-estudo-015-o-que-o-novo.html
016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/educacao-crista-estudo-016-o-que-o-novo.html
017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-017-o-que-o-novo.html
018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html
021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-021-o-que-o-novo.html
022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/educacao-crista-estudo-022-os.html


023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 008— CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 - FINAL



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

Continuação...

Em terceiro lugar temos que a consequência de abordarmos o apóstolo Paulo como verdadeiro teólogo, nos ajuda a destacar a tarefa mais importante relacionada com a teologia paulina. Nesse momento, nem é necessário produzirmos algo novo, mas apenas seguir o que afirma Geehardus Vos, ao dizer:

“Nossa tarefa consiste em averiguar a perspectiva do pensamento que encontramos revelado no Evangelho pelo apóstolo Paulo. É essa obra sutil, como de um tecelão, que junta a trama com a urdidura que nos oferece o produto doutrinário do pensamento do apóstolo com o qual devemos nos ocupar”[1] A interpretação daquilo que Paulo escreveu exige, acima de tudo, uma cuidadosa atenção ao material que encontra-se na base da estrutura. Em seus escritos e mensagens nos deparamos com uma mente de energia incomparável e com uma capacidade, única, de sintetizar ideias, ou como diária Vos: estamos diante de uma “mente brilhante”[2]. Todos os intérpretes e interpretações que não conseguem lidar com essa realidade e com esses fatos, acabam obscurecendo a realidade da largura e da profundidade dos ensinamentos de Paulo. Tendo por base o entendimento da história da redenção e, com o entendimento de alguém junto com o apóstolo Paulo, “sobre quem os fins dos séculos têm chegado” — 1 Coríntios 10:11 —, o intérprete precisa ter a intenção de trabalhar com a estrutura de pensamentos refletida nas afirmações do apóstolo, como uma refração, cada vez mais cristalina, daquilo que Vos descreve, como sendo: “a luminosidade radiante do centro de ideias condensadas”[3].

4. Finalmente, falarmos do apóstolo Paulo como um teólogo significa, da forma mais clara, reconhecer que seu maior interesse encontra-se na explicação da História da Redenção. Chegamos a essa conclusão com base na observação geral da posição ocupada por suas epístolas dentro da revelação bíblica, o que no remete para o estudo 001 dessa introdução. De que maneira essa preocupação fundamental de Paulo com a chamada historia salutis — história da salvação — também supre uma pergunta distinta acerca da ordo salutis — ordem da salvação — é algo que poderá ser respondido, apenas pelo cuidadoso estudo dos textos produzidos pelo mesmo. Entretanto, eu creio que podemos manter aqui um princípio de trabalho para ser analisando mais adiante, que qualquer tratamento que Paulo dá para a aplicação da salvação, para o crente individual é algo que está, diretamente controlado por sua perspectiva da História da Redenção.

Reflexões quanto ao método estão, de forma inevitável, relacionadas com a área sob investigação. O propósito e exigência das mesmas anseiam por um elevado grau de estudo do material a ser analisado. De modo semelhante, apenas o ato de aplicação irá revelar a validade e a adequação do mesmo. Isso é algo que ocorre apenas com a interpretação das Escrituras, porque o texto, pela virtude de sua origem divina, se autointerpreta. E assim essa última parte da nossa discussão, serve para nos ensinar que fechamos o círculo, no que diz respeito, ao estágio presente do nosso estudo. Desse modo nós iremos agora, nos voltar, para as considerações acerca do lugar ocupado pela ressurreição de Cristo no escopo da soteriologia paulina. Um embasamento contínuo e um interesse permanente representarão tanto a legitimação quanto a frutificação da abordagem desse capítulo.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Vos, Geehardus.  The Pauline Eschatology. Eerdmans Publishing House, Grand Rapidas, 1961.
[2] Scheweitzer, Albert. O Misticismo do Apóstolo Paulo. Novo Século, São Paulo, 2003.
[3] Vos, Geehardus.  The Pauline Eschatology. Eerdmans Publishing House, Grand Rapidas, 1961.

sábado, 12 de setembro de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 006— CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005


Saint Paul in Prison, Rembrandt c. 1627
"Paulo na Prisão" de Rembrandt c. 1667.

ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

CONTINUAÇÃO

Até aqui, nossa discussão tem tentado defender e desenvolver a abordagem desenvolvida por Geehardus Vos acerca da Teologia de Paulo. Para isso, nós demonstramos:

1. Que todos os que desejam interpretar Paulo, corretamente, devem lidar com o material produzido por ele como se estivessem no mesmo nível que o apóstolo, em termos do contexto da História da Redenção, para que, desse modo, possam compartilhar um interesse interpretativo comum com ele.

2. Que, nessa luz façam justiça ao interesse doutrinário de Paulo e sua exclusividade como intérprete. Essa ênfase na continuidade pode ser melhor expressada quando olhamos para o apóstolo Paulo, como um verdadeiro teólogo. Esse ponto fundamental de partida faz surgir várias conclusões essenciais para um entendimento compreensivo de seus ensinamentos.

a. Abordar o apóstolo Paulo como um teólogo significa que nenhuma estrutura enciclopédica ou conjunto de distinções poderá ser admitida, para justificar a situação na qual ele desenvolveu os ensinamentos contidos em suas epístolas, como algo incomensurável, em princípio, com os vários contextos posteriores nos quais a igreja forjou suas próprias doutrinas. Em termos da História da Redenção, por exemplo, a estrutura dos ensinamentos soteriológicos de Paulo, podem ser contrastados diretamente com a estrutura da soteriologia da Reforma Protestante do século XVI.    

Em outras palavras, para afirmar as amplas implicações metodológicas envolvidas, a teologia bíblica e a teologia sistemática não podem ser artificialmente separadas. O interesse específico da primeira é entender a revelação como processo histórico. Dessa maneira ela, de modo inevitável, olha para as características distintivas e peculiaridades que encontramos em cada um dos autores do Novo Testamento e naquilo que eles escreveram. O ganho importante disso tudo, não é como muitos poderiam supor, que é o lado “humano” da Bíblia que está sendo enfatizado. Esse fator não possui qualquer valor em si mesmo. Pelo contrário, quando damos atenção ao fato que a instrumentalidade humana foi utilizada para transmitir a revelação divina, a atividade de Deus torna-se ainda mais importante e destacada e assim, a estrutura da revelação, como um produto final torna-se o objeto próprio do interesse da dogmática, ajudando a focalizar de modo mais preciso sua função.

Diante dessas considerações uma incursão da teologia bíblica nos domínios da teologia sistemática é tanto inevitável como necessária. A Reforma costuma separar essas duas matérias com base no método utilizado por cada uma delas. A teologia bíblica lida com a informação contida na revelação especial do ponto de vista da história. Já a teologia sistemática lida com essa mesma informação em sua totalidade. Como um “produto” pronto e acabado. A teologia bíblica lida com a revelação como uma atividade divina e não como o produto final dessa atividade.

O interesse mútuo tanto da teologia bíblica quanto da teologia sistemática torna-se especialmente marcante quando estudamos os escritos do apóstolo Paulo. Se como um teólogo, suas epístolas e pregações revelam alguma estrutura de pensamento, segue-se que a forma que uma teologia baseada na exegese de seus textos, deverá refletir essa mesma estrutura, tanto quanto possível. Isso deverá ser demonstrado, especialmente na área da soteriologia onde o material produzido por Paulo se mostra tão proeminente. Se na atividade comum de fazer teologia, Paulo, como apóstolo e instrumento da revelação for considerado distintamente singular pelos seus intérpretes por meio da provisão, em parte, de material inspirado e indispensável fundamentos para a atividade teológica subsequente, segue-se que seus intérpretes devem se preocupar, não apenas com esse material, os conceitos particulares encontrados em Paulo, mas também com a forma como o próprio Paulo manipulas as informações e estrutura seus variados conceitos.   

Enquanto um indivíduo se manter apegado ao ensinamento de Kyper que insiste que a Bíblia Sagrada apenas supre o material do qual a própria igreja constrói seus “dogmas” e desenvolve sua “dogmática” será muito difícil enxergar como o método de “inventários” poderá de fato ser ultrapassado e vencido, de forma efetiva, apesar de todas as afirmações ao contrário. Enquanto um indivíduo trabalhar com suas distinções enciclopédicas, o princípio sintetizador de Paulo será, na melhor das hipótese, notado apenas de forma obscura, e assim, será inevitável que o mesmo seja substituído seja explícita ou implicitamente por outro, totalmente estranho ao apóstolo. São as próprias Escrituras Sagradas que precisam determinar não apenas o conteúdo, mas também o método de se fazer teologia.

CONTINUA   ca, de modo mais apropriado, apenas    

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 004 — CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003


Concepção artística do apóstolo Paulo

ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

CONTINUAÇÃO...

No caso de Paulo, sem dúvida, o aspecto de como as Escrituras são interpretadas é sua mais forte característica. A preocupação, praticamente exclusiva que consumia as forças de Paulo, tanto de sua pregação como de seus escritos, tem a ver com a exposição ou a exegese da História da Redenção e a forma como a mesma atinge seu clímax na morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Da perspectiva do apóstolo Paulo, o lugar ocupado por Cristo na história da revelação está condicionado e ampliado pelo contexto específico da História da Redenção. Essa é uma perspectiva ímpar se queremos entender o que Paulo diz. É apenas quando apreciamos tal perspectiva, com todas suas implicações, que o verdadeiro sentido das funções da revelação tornam-se claras.

Uma dessas implicações é objeto de nosso maior interesse nesse momento. Da perspectiva da História da Redenção os crentes de hoje, em pleno século XXI, estão na mesma situação que o apóstolo estava no século I d.C. Juntamente com Paulo, todos nós olhamos para os eventos culminantes que envolvem a morte, a ressurreição e ascensão do Senhor Jesus, enquanto que, ao mesmo tempo, aguardamos “dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura — 1 Tessalonicenses 1:10. Esse é o único evento que continua pendente. E tal pendência mantém a tensão entre o “agora” e o “não ainda” que caracterizou a vida de Paulo e continua caracterizando a nossa, 20 séculos depois.

Desse modo, a continuidade entre Paulo e seus intérpretes está garantida. De uma forma específica todos nós estamos relacionados por causa dessa pendência na História da Redenção. Além disso, tendo em vista a correlação entre o ato redentor e a palavra de revelação que explica esse mesmo ato, a natureza teológica que vindica essa continuidade fica completamente aparente. Isso dá andamento à ideia que a própria teologia precisa estar completamente baseada no texto da Sagrada Escritura e que, como uma disciplina histórica a exegese bíblica é teologicamente normativa. Desse modo, se o interesse de Paulo é interpretar a história da redenção, então sua interpretação tem, necessariamente, o mesmo interesse apresentado pelo contexto comum a toda História da Redenção. A teologia, independentemente de qual seja seu escopo ou forma final, não pode ter nenhum interesse mais básico, do que seguir nos passos do apóstolo Paulo, interpretando e explicando a tensão existente na História da Redenção e que caracteriza a existência do crente, expondo e elucidando “a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!” — Romanos 16:25—27.

Resumindo: o conceito da teologia está condicionado pela narrativa da História da Salvação. Desse modo, é impossível dissociar a continuidade histórica que existe entre o apóstolo Paulo e todos os seus intérpretes.

CONTINUA...

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

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