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domingo, 28 de junho de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO - ESTUDO 033 - JOSÉ E JESUS FORAM FALSAMENTE ACUSADOS



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 033

33. José Foi Acusado Falsamente — Gênesis 39:13—18.

Gênesis 39:13—18

13 Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela,

14 chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.

15 Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora.

16 Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa.

17 Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me;

18 quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora.

Como não havia nenhuma possibilidade de uma acusação séria vingar contra José, a mulher de Potifar optou por uma narrativa bastante modificada dos fatos para causar o maior impacto possível sobre seu duplamente chocado marido. Ela lança mão da nojenta “carta” de discriminação racial associando-a com uma decisão do próprio Potifar: “trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos”. Sua insinuação é que Potifar teria trazido José para tentá-la! Note que o José, que era o mordomo do seu senhor, é agora chamado de “servo” e a pretensa ofensa torna-se coletiva, atingindo toda a casa de Potifar. Tudo isso faz parte de um esquema muito bem montado e de uma tática psicologicamente ajustada para provocar a reação desejada da parte daquele que tinha o poder para agir. Mas na continuação ela não deseja prosseguir ofendendo o próprio Potifar então reduz sua acusação transformando a ofensa em algo pessoal, contra ela apenas ao dizer: “veio ter comigo para insultar-me”. Para Potifar A expressão dela é deliberadamente dúbia ou ambígua. Pode ser entendida literalmente — insultar — ou como um eufemismo para “intercurso sexual”. Para seus empregados ela revela a alegada intenção de José com toda clareza: “veio até mim para se deitar comigo”.

A narrativa mentirosa da mulher de Potifar produz o feito desejado, até certo ponto. Potifar “furiosos” manda prender José e colocá-lo na cadeia. Essa atitude de Potifar é inesperada, porque estupradores — mesmo diante de tentativas frustradas — eram executados quando as duas partes eram cidadãos livres —

Deuteronômio 22:23—27

23 Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela,

24 então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti.

25 Porém, se algum homem no campo achar moça desposada, e a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela;

26 à moça não farás nada; ela não tem culpa de morte, porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim também é este caso.

27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse.

Um escravo que atacasse a esposa de seu senhor não deveria esperar por sorte melhor. Mas, por razões que não são de todo claro, José escapa de ser condenado à pena de morte. É possível que José tenha tido a oportunidade de contar seu lado da história para seu senhor e que isso tenha sido suficiente para convencer Potifar, que sua mulher não estava contando todos os fatos. Diante disso é provável que José tenha recebido uma condenação mais branda.

Nosso narrador, todavia, não está interessado em explicar o que aconteceu. Sua atenção está concentrada no fato que José foi colocado “no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados” — Gênesis 39:20 — porque foi ali que José fez contatos importantes que acabaram por conduzi-lo para fora da prisão.

Assim como José foi acusado de forma falsa. O Senhor Jesus teve que experimentar, exatamente a mesma situação. Jesus, o homem mais doce que já viveu sobre a terra, alguém que é descrito pelo autor de Hebreus como:

Hebreus 7:26

Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus.

Mas nenhuma dessas suas altas qualidades impediu que Jesus fosse tratado com toda brutalidade de um “verdadeiro criminoso”.

Quando a turba veio prender Jesus, o próprio Senhor protestou contra aquela situação como uma forma de marcar, definitivamente, a culpa de seus inimigos e perseguidores. Jesus disse:

Mateus 26:55

Naquele momento, disse Jesus às multidões: Saístes com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava convosco ensinando, e não me prendestes.

E quem eram os inimigos de Jesus:

Mateus 26:3—4

Então, os principais sacerdotes, e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.

Junto com esses estavam também os escribas — que tinham muitos fariseus entre suas fileiras —

Mateus 16:21

Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia.

Literalmente Mateus usa em 26:3—4 a expressão ἀρχιερεῖς archiereîs — sumo sacerdote, como representante de toda casta sacerdotal. Ele também usa a expressão πρεσβύτεροι τοῦ λαοῦ presbúteroi toû laoû — como os representantes de todo o povo já que pela idade e experiência eram reputados como tais por toda a nação de Israel.
Não deixemos nos enganar, na grande maioria das vezes, os piores e mais violentos inimigos do verdadeiro crente são aquele que ocupam posições de liderança e que deveriam, acima de tudo, ser exemplo para o rebanho e não perseguidores do mesmo

1 Pedro 5:1—4

1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada:

2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;

3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.

4 Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.

Olhe ao seu redor e veja que tipo de pastores e líderes você consegue enxergar: servos ou dominadores e tiranos?

Uma vez na casa do sumo sacerdote, Jesus foi submetido a um julgamento de “mentirinha”, com falsas testemunhas para acusá-lo como fez a mulher de Potifar. Era um jogo de cartas marcadas e a sentença, como vimos acima, já havia sido passada antes mesmo de Jesus ser preso. O “jogo de cena” do sumo sacerdote completou a farsa —

Marcos 14:55—65

55 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam.

56 Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes.

57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo:

58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.

59 Nem assim o testemunho deles era coerente.

60 Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?

61 Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62 Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas?

64 Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte.

65 Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado




Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 10 de maio de 2015

EDIR MACEDO E A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA



O artigo abaixo foi escrito por Johnny Bernardo e publicado no site Gnotícias.

Edir Macedo presta um desserviço à igreja evangélica brasileira

Por Johnny Bernardo

Líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o bispo e empresário Edir Macedo presta um desserviço à igreja evangélica brasileira. Suas declarações – ao jornalista Roberto Cabrini, do programa Conexão Repórter – são evidências mais do que suficientes de suas manobras e formas de entendimento da sociedade. De fato, sua entrevista – a primeira em dimensão, concedida a um veículo de comunicação independente – serve como base de análise de sua história e distorções.

Ao mesmo tempo em que revela uma personalidade agressiva, demonstra um completo preconceito com as camadas menos privilegiadas da sociedade ao chamar de “buraco” o local em que crianças atendidas por um de seus projetos filantrópicos residem com suas famílias. Também é preocupante a forma como Macedo se refere – apesar de reiteradas negativas – a outras denominações evangélicas, a exemplo das tradicionais. Suas declarações são feitas a partir de uma ótica isolacionista, sem comprometimento com um movimento que passa de 42,5 milhões de evangélicos.

De forma contrária a sua auto-intitulação – de que é “um grande ganhador de almas” -, sua postura agressiva, preconceituosa e desrespeitosa o desqualifica como líder evangélico, como parte de uma corrente que ultrapassa os muros de sua denominação. Entende o mundo como um campo de batalha, de guerra, onde “você mata ou morre”. Questionado sobre seus inimigos e sobre os que se demonstram contrários as suas práticas e ensinos controversos, declara “estar se lixando” com o que as pessoas falam ou pensam sobre ele, que seus “inimigos o procurem para derrotá-lo”.

De maior peso foi sua reafirmação e, consequente declaração de autenticidade de um vídeo em que instrui seus obreiros a como convencer seus fieis, de que a declaração “ou dá ou desce” é bíblica, e que continua utilizando-a “no púlpito”. Retirada de um contexto maior – que envolve uma gravação de quase quatro minutos -, a declaração é acompanhada de expressões satíricas e com duplo sentido. Após descrever a reação de Moisés ao tocar uma rocha e dela sair água, afirma: “pois você tem, agora é só você usar o seu cajado”, e é seguido por respostas nada evasivas: “- dez mil, traz aqui” (risos) e um rápido elogio a um obreiro recém-chegado, que se gaba por suas arrecadações.

Ao dar a sua fala e declaração autenticidade, e dizer que a denúncia o tornou conhecido,  Macedo reassume sua antiga posição e contextualiza sua fala. O Estado Democrático de Direito é incisivo no sentido em que assegura a liberdade de expressão religiosa, mas com referência à Igreja Universal há mais do que evidência de seus objetivos e percepções da sociedade, tornando-se urgente uma resposta legal. Questionado sobre as denúncias e a uma prisão de 11 dias em uma delegacia de São Paulo, Macedo se compara ao apóstolo Paulo e utiliza o termo “país miserável” ao responder que seria natural não ser investigado no Brasil por charlatanismo, mas sim em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Inglaterra. Com a comparação, Macedo se diz inculpável.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

Por Johnny Bernardo é pesquisador, jornalista, colaborador de diversos meios de comunicação e licenciando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo. Há mais de dez anos dedica-se ao estudo de religiões e crenças, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e movimentos destrutivos. Contato: pesquisasreligiosas@gmail.com Google Plus

O artigo original de Johnny Bernardo poderá ser visto por meio do link a seguir:

http://colunas.gospelmais.com.br/edir-macedo-presta-um-desservico-igreja-evangelica-brasileira_10870.html

Os que tiverem interesse em assistir a  entrevista completa poderão fazê-lo por meio desse link aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=_FEgaZC_dAE

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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