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quinta-feira, 3 de março de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 002 - SERMÃO 037B


Ilustração de Jesus fazendo uma refeição junto com pecadores e pessoas simples do povo

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

INFORMAÇÕES CULTURAIS PERTINENTES À PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA

Conforme várias passagens do Novo Testamento registram os fariseus se recusavam a manter qualquer tipo de associação com o que eles chamavam de pecadores. Algumas dessas passagens já foram citadas nos estudos anteriores de Lucas 15. Mais há outras como, por exemplo:

Marcos 2:15—17

15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

Mateus 11:16—19

16 Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:

17 Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.

18 Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio!

19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Quando lemos a literatura judaica, não é difícil perceber que a recusa dos fariseus em se associar com os pecadores estava firmemente arraigada em suas próprias tradições. Exemplo disso podem ser vistos na Melkita Amalek que diz o seguinte em 3:55—57: “Com relação a isso os sábios dizem:Que um homem nunca se associe com uma pessoa perversa, nem mesmo com o propósito de aproximá-lo da Torá”. Em muitas citações os sentimentos manifestados eram muito intensos, como vemos em:

Eclesiástico 13:17 — O que pode haver de comum entre o lobo e o cordeiro? O mesmo acontece entre o pecador e o piedoso.[1]

Texto rabínico M. Demai 2:3Todo aquele que decide tornar-se associado não deve vender para um Am-haaeretz — literalmente, povo da terra, i.e. pessoas comuns — alimentos sejam secos ou molhados, nem comprar os mesmos de tais pessoas; também não deve aceitar o convite para participar numa refeição na casa dum Am-haaeretz, e nem recebê-lo em sua casa com tais propósitos.

Texto rabínico M. Hagigah 2:7 — Para um fariseu, até mesmo as roupas de um Am-Haaeretz são suficientes para contaminá-lo e torná-lo impuro.

Texto rabínico B. Pesahim 49:b, depois de apresentar uma lista das qualidades desejáveis numa esposa, temos essa advertência: Mas que não se case com a filha dum Am-haaretz, porque são detestáveis e suas mulheres não passam de vermes. Também se diz o seguinte de suas filhas: Maldito seja aquele que se deitar com qualquer tipo de besta. E mais: É permitido esfaquear um Am-haaretz até mesmo no dia da expiação, mesmo que esse dia seja um sábado... Ninguém deve se associar com Am-haaretz como companheiro de viagem...Um devoto pode partir um Am-haaretz como faz com um peixe... Qualquer um que dá sua filha em casamento com um Am-haaretz faz o mesmo que amarrá-la e colocá-la diante dum leão; do mesmo modo que um leão não se envergonha de estraçalhar e devorar sua presa, assim também um Am-hararetz que ataca e coabita não tem nenhuma vergonha... Qualquer que estuda a Torá na presença de um Am-haaretz faz o mesmo que manter uma relação sexual com sua noiva na presença dele... Seis coisas são afirmadas acerca dos Am-haaretz: Não damos testemunho a favor deles; não aceitamos o testemunho deles a nosso favor; não revelamos nenhum tipo de segredo para eles; não os designamos com protetores de nossa crianças órfãs; não os indicamos como administradores de fundo de caridade; e não devemos compartilhar da companhia deles andando pelos caminhos.

Diante desse quadro, fica bem mais fácil entender o ódio que os fariseus sentiam pelos publicanos e pelos Am-haaretz e também por Jesus, por se associar com eles e ainda comer com os mesmos.

Nos dias de Jesus as refeições tinham grande importância no desenvolvimento duma amizade e também na identificação daquele que oferecia a refeição com aqueles que participavam da mesma. Isso fica bem evidente no Novo Testamento em passagens, tais como —

Lucas 14:7—14

7 Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:

8 Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu,

9 vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar.

10 Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas.

11 Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.

12 Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado.

13 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;

14 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.

Além disso, o ofício de pastorear era muito desprezado pelas elites judaicas como podemos perceber, claramente, no midrash do Salmos 23:2 feito pelo rabino José bar Hanina, que diz: “No mundo inteiro é impossível encontrar uma profissão mais desprezível do que a do pastor de ovelhas, pelo fato dele caminhar o dia inteiro com seu bordão e sua algibeira”. Entretanto, tanto Jacó quanto Davi e Asafe chamam Deus de “pastor”, conforme podemos ler em

Gênesis 49:24

O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel.

Salmos 23:1

O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

Salmos 80:1

Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.

O escrito rabínico M. Qidusin 4:14 assume que os pastores são todos ladrões, porque conduzem seus rebanhos para pastar nas terras de outras pessoas.

Já o escrito rabínico B. Sanhedrin 25b inclui os pastores de ovelhas na lista de pessoas inelegíveis como testemunhas e associa os mesmos com os cobradores de impostos — publicanos. Além disso, o escrito rabínico B. Baba Qamma 94b afirma que é muito difícil para pastores se arrependerem e fazerem restituição de qualquer coisa que seja. Apesar de existirem várias outras passagens, cremos que essa são suficientes para os nossos propósito. Todavia, gastaríamos de citar apenas mais uma, por causa de sua relevância:

Texto rabínico de M. Qiddusin 4:14 — “Um homem não deve ensinar seu filho a se tornar condutor de jumentos ou de camelos, nem barbeiro ou marinheiro, nem pastor de gado miúdo — ovelhas, cabras e etc. — e nem mesmo proprietário dum comércio, porque esses trabalhos são todos trabalhos executados por ladrões”.

A afirmação de Jesus em Lucas 15:4 — Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas — era suficiente para causar nos escribas e fariseus enormes preocupações quanto a pureza cerimonial quando Jesus pede para que se vejam como pessoas envolvidas num tipo de comércio que consideravam impuro. Tal expressão nos lábios de Jesus era proposital e seria devidamente notada por esses hipócritas, mas fazia parte da estratégia retórica de Jesus[2]. Mas temos que enfatizar que, do ponto de vista bíblico, a figura do pastor é usada para se referir a Deus como aquele que tem profunda compaixão pelo seu povo. E essa mesma figura é usada para descrever a liderança do povo de Israel e do judaísmo no Antigo Testamento, incluindo-se ai a figura do grande libertador escatológico. Pessoas sem líderes ou submetidos a uma liderança ruim são caracterizados como ovelhas que não têm pastor. Para tudo isso basta ver as seguintes referências:

Salmos 28:9

Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre.

Jeremias 31:30

Ouvi a palavra do SENHOR, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho.

Ezequiel 34:15, 31

15 Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o SENHOR 
Deus.

31 Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o SENHOR Deus.

Miquéias 7:14

Apascenta o teu povo com o teu bordão, o rebanho da tua herança, que mora a sós no bosque, no meio da terra fértil; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias de outrora.

Marcos 6:34

Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.

Mateus 26:31

Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.

Retornando à parábola da ovelha perdida nós temos a impressão que o pastor citado é, também, o proprietário do rebanho mencionado. O tamanho do rebanho também indica que ele era um homem de posses consideráveis. Ele não era um homem rico, mas um rebanho composto de 100 ovelhas era dum tamanho digno de nota.

De acordo com o conhecimento que temos da vida das ovelhas, uma ovelha perdida, quando exausta, abre mão de continuar procurando o caminho de volta e se deita no chão com o abdômen tocando o solo e as quatro patas abertas, também sobre o chão. Ali ela fica esperando por socorro, ou até mesmo por algo pior[3]. Esse talvez seja o motivo porque o pastor se vê obrigado a deixar as outras 99 ovelhas em lugar seguro e partir em busca da ovelha perdida.[4]

O arrependimento mencionado por Jesus em Lucas 15:7 era o pilar central de todo o pensamento judaico dos seus dias. De acordo com o estudioso George Foot Moore “o arrependimento é a única, porém inexorável condição, para se obter o perdão de Deus e a restauração de seu favor e o perdão e favor divinos nunca são recusados para qualquer pecador  genuinamente arrependido”.[5]

A parábola da ovelha perdida é bastante realista com exceção do convite feito aos vizinhos para virem e celebrarem junto com o pastor, que pare certa liberdade poética adicionada à narrativa pelo próprio Jesus. Isso é ainda mais verdadeiro no caso da parábola da moeda perdida, porque tal ajuntamento implicaria num gasto adicional para bancar a celebração que poderia ir muito além do valor do bem encontrado. Por outro lado, as palavras de Jesus servem para enfatizar a realidade do fato de que Jesus estava, de fato, tendo refeições com pecadores, algo que serve para dar um destaque cada vez maior ao tema da verdadeira alegria ou júbilo, inclusive no céu.

CONTINUA...

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] A Bíblia de Jerusalém, Eclesiástico 13:17. Edições Paulinas, São Paulo, 1980.

[2] Bailey, Kenneth E. Poet and Peasant: A Literary Cultural Approach to the Parables in Luke. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1983.

[3] Fitzmyer, A. Joseph. The Gospel According to Luke in Two Volumes — The Anchor Bible Series volumes 28 e 28A. Double day and Company, Garden City, 1981.

[4] Jeremias, Joachim. As Parábolas de Jesus na Nova Coleção Bíblica. Paulus, São Paulo, 1997.

[5] Moore, Foot George.  Judaism in the First Centuries of The Chistian Era: The Age of the Tanaim. Harvard University Press, Cambridge, 1950.

sábado, 12 de dezembro de 2015

EDUARDO CUNHA SE DIZ EVANGÉLICO, MAS AGE DE MODO ESTRANHO AO EVANGELHO


 
O artigo abaixo foi publicado pelo site “Evangelho Sem Censura” — a Verdade Nua e Crua — e é da autoria de Allan Felipe Freitas.

A corrupção de Eduardo Cunha começa com a corrupção do seu pastor
Por Allan Felipe Freitas

Eduardo Cunha, Silas Malafaia, Everaldo, pastores, deputado
Eduardo Cunha, Silas Malafaia, Everaldo, pastores e o deputado

Quando digo que a corrupção de Eduardo Cunha começa com a corrupção do seu pastor não quero afirmar que todo pastor é ladrão e corrupto e nem que o seu pastor, caro leitor, também seja.

Na verdade, o que quero dizer é que Cunha não seria eleito caso não tivesse o apoio de um grupo expressivo de pastores conhecedores da sua índole, também não teria alcançado o posto de presidência da Câmara dos Deputados sem o apoio dos mesmos.

Estamos falando de um político envolvido em corrupção faz mais de duas décadas. Mas, o que os pastores têm a ver com isso? Antes de chegar aos pastores, permita-me uma breve introdução da figura de Cunha nos círculos evangélicos.

Eduardo Cunha se diz evangélico e atualmente é membro da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra, anteriormente era filiado às Assembléias de Deus. É bastante conhecido por suas participações numa emissora de rádio evangélica sediada no Rio de Janeiro. O jargão: “Afinal de contas, o nosso povo merece respeito” era dito diariamente ao longo da programação da rádio.

Eduardo Cunha, ADVEC, púlpito, evangélico, Assembléia de Deus
Eduardo Cunha, ADVEC, púlpito, evangélico, Assembléia de Deus

Então, chego aos pastores. Cunha recebeu apoio do Pr. Silas Malafaia, presidente da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, que mesmo após o nome de Cunha ter sido citado diversas vezes nas investigações da Lava Jato, insiste em defendê-lo pelo Twitter. Vale ressaltar, que Eduardo Cunha subiu diversas vezes ao púlpito da igreja presidida por Silas.

Malafaia, Twitter, Eduardo Cunha, Polêmica
Malafaia, Twitter, Eduardo Cunha, Polêmica

O deputado também contou com o apoio da Assembléia de Deus de Madureira que é comandada pela família Ferreira, Samuel, Abner e Manoel Ferreira. Igreja que festejou a sua vitória e que é acusada de intermediar o recebimento de propinas. Veja a reportagem por meio desse link aqui:


Cunha usou as contas da igreja pra receber dinheiro ilícito, e claro, deixou uma gorda contribuição para os seus amigos que presidem a instituição.

Mas, não foram só estes pastores que apoiaram a campanha de Cunha, mais alguns conhecidos, e, em sua maioria, pastores desconhecidos, que se filiaram ao propósito de eleger tal candidato.

Usando a expressão “crente vota em crente”, posicionaram-se a favor deste candidato, oferecendo a ele o voto do rebanho, em troca de quê? Certamente não foi de graça. Quem conhece os bastidores do meio evangélico sabe que Eduardo Cunha não é lá nenhum santo. Sendo assim, por que colocá-lo em cima do púlpito de sua igreja para falar aos fiéis? Por que incentivar os membros a votarem em um homem de caráter duvidoso, ficha suja, corrupto?

O voto de cajado (parafraseando o voto de cabresto) tem sido prática corriqueira nas igrejas evangélicas brasileiras. Em época de eleição, igrejas são reformadas, trocam cadeiras, som, instalam ar condicionado e etc. Tudo isso a partir de ofertas de candidatos em troca do apoio da pastorada. Sem mencionar que é uma época propícia para o pastor trocar de carro ou de casa, “apenas uma oferta generosa de quem despretensiosamente só quer fazer o bem para a população”. Sem citar também, as negociatas que visam concessões de emissoras de rádios e televisão e liberação de terrenos irregulares para construção de mega templos.

Igreja não é curral eleitoral! Pastor não tem que mandar membro votar em A ou em B, mas deve proporcionar um ambiente de reflexão e de incentivo a cidadania, promovendo uma consciência crítica e política como fruto da pregação do genuíno evangelho, para que seus liderados, em liberdade, possam celebrar a democracia votando no candidato que achar melhor.

Pois é, a corrupção de Eduardo Cunha começa com a corrupção do seu pastor, que se vende, que usa o seu rebanho como capital político, que se aproveita da sua posição para barganhar benefícios. Mesmo sabendo que estão diante de um lobo voraz, apresentam tais homens maléficos à membresia como sendo ovelhas mansas.

Assim diz o Senhor:

“Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto.”

(Ezequiel 34. 10)

Não podemos mais tolerar esse tipo de conduta. Não aceite que o pastor da sua igreja sustente essa máquina podre. A Igreja foi chamada para emperrar o sistema e não para alimentá-lo.

Sobre pastores e ovelhas o Senhor diz mais:

“Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.”

(Ezequiel 34. 2-5)

Segue abaixo um vídeo do missionário R.R Soares tecendo elogios e aplaudindo a conduta de Cunha, porque este tem favorecido as igrejas. Está aí, outro motivo para que os maus pastores façam campanha para gente da laia de Cunha, porque querem obter vantagem, querem eleger deputados que defendam os interesses de suas denominações e não os interesses do povo.

O vídeo poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de nós!

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 14:28—33 — A PARÁBOLA DO CONSTRUTOR DA TORRE E DO GRANDE GUERREIRO — SERMÃO 034




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro – Lucas 14:128—33.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Introdução

A. Essas duas parábolas que são o objeto da nossa atenção agora se encontram, exclusivamente, no evangelho de Lucas, como acontece com várias outras parábolas.

B. Essas parábolas foram contadas por Jesus em sua última viagem da Galileia para a cidade de Jerusalém. A descrição dessa ultima viagem ocupa uma porção bastante extensa do Evangelho de Lucas. Durante todo o período dessa viagem Jesus esteve sempre acompanhado por grandes multidões.

C. É inegável que nos corações daquele povo que acompanhava a Jesus, existia um genuíno anseio que, quando chegassem a Jerusalém, Jesus iria estabelecer seu reino. Essa era a maior motivação das pessoas em acompanhá-lo na longa e vagarosa jornada até a cidade do rei Davi.

D. Mas como já sabemos os planos de Jesus não eram bem esses. Ele não estava se dirigindo para Jerusalém para ocupar nenhum trono secular. Antes, ele estava se dirigindo para Jerusalém sabendo que, uma vez ali, seria preso, julgado, condenado e crucificado sobre uma cruz.

E. Jesus então conta essas duas parábolas, para que as multidões que o seguiam, com o objetivo de ensiná-las acerca do verdadeiro custo do discipulado, antes mesmo que decidissem lançar suas vidas para se identificarem com Jesus.

F. Um excelente exemplo pessoal que temos dessa realidade poder ser visto na obra de Dietrich Bonhoeffer intitulada “O Custo do Discipulado”[1]. Nesse livro Bonhoeffer nos fala da entrega da própria vida ao Senhor e do custo do discipulado, que no caso específico dele, custou sua própria vida, pois foi executado em 9 de Abril de 1945, numa prisão alemã, por se posicionar claramente contra o regime nazista de Adolfo Hitler.   

G. Todos aqueles que estavam seguindo a Jesus deviam aprender e entender as verdades contidas em —

Lucas 14:25—27

25 Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse:

26 Se alguém vem a mim e não aborrece {aborrece; isto é, ama menos, Mt-} a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

H. Em termos semíticos, a expressão  μισεῖ miseî — traduzida por aborrecer, tem ainda os significados adicionais de: odiar, detestar, perseguir com ódio. Ou seja, significa que amamos menos alguém ou alguma coisa, dai a inserção explicativa no texto de Lucas acima. As palavras de Jesus significam que nada nem ninguém poderão ter uma prioridade maior do que aquela que precisamos dedicar ao nosso Senhor.

I. Jesus quer nos ensinar que à parte de sua pessoa, todo o resto deve sempre ocupar o segundo ou terceiro plano em nossas vidas. Somente o que vive, no dia a dia, a realidade de ter a Jesus como sua prioridade número um, está realmente pronto e capacitado para, verdadeiramente, seguir ao Senhor.

J. Ser discípulo de Jesus significa tomar a própria cruz — dia a dia — e seguir a Cristo aonde quer que ele vá ou nos ordene ir. Jesus contrapõe duas verdades fundamentais —

Mateus 11:28 —
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

e

Lucas 14:17

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

O verdadeiro discipulado requer um compromisso de entrega total ao Senhor. É preciso avaliar o custo e entender, de fato, o que representa a decisão de seguir a Cristo. Para ajudar seus seguidores a entender essa realidade, Jesus conta então essas duas parábolas, que estamos estudando hoje:


I. As Duas Parábolas

A. A Parábola da Torre Inacabada

1. Com o objetivo de ilustrar o que Ele — Jesus — queria ensinar, o Senhor contou duas parábolas, relativamente curtas. A primeira é emprestada do cenário agrícola daqueles dias, e a segunda de um fato político sem relação com a palestina ocupada. As duas parábolas têm um mesmo objetivo: ensinar uma mesma e única lição de forma prática.

2. Jesus usa seus próprios ouvintes como parte da história que irá narrar. Ele começa com uma suposição verossímil que envolve uma tomada de decisão da parta de um fazendeiro que pretende construir uma torre em suas próprias terras. As torres naqueles dias tinham o propósito de guarda as ferramentas, os equipamentos e as provisões da família. Sua intenção era proteger esses elementos da ação de ladrões que não faltavam naquela região. Ele sabe que se construir a torre, aumentará seu conceito, do ponto de vista social e também que sua propriedade terá seu valor aumentado.

3. O fazendeiro reconhece a necessidade que tem de construir a torre, mas ele não senta para calcular o custo do material e da mão de obra envolvidos no processo. O custo maior duma torre desse tipo era o alicerce. E possível que o fazendeiro tivesse ignorado o mesmo, já que ele não fica visível depois de uma determinada fase da construção.

4. Ele então prepara o terreno e começa a construção pelo alicerce. Depois, quando passa para a construção da estrutura em si, ele se dá conta que o dinheiro acabou e ele precisa abandonar seu projeto. A torre inacabada produz, então, efeitos contrários aos esperados: em vez de ser louvado, o fazendeiro fica envergonhado. E em vez de ter sua propriedade valorizada, a torre inacabada não faz nenhum sentido e termina desvalorizando toda a propriedade. Todo o dinheiro do fazendeiro foi usado na tentativa de construir uma torre que não pode ser usada porque está inacabada. Ele perdeu seu prestígio na comunidade e todos zombam dele dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.     
B. A Parábola do Rei Guerreiro

1. A seguir a cena muda rapidamente, pois Jesus leva seus ouvintes de uma fazenda da área rural para um palácio. A ideia básica é a mesma. Nesse caso trata-se de um rei que precisa fazer guerra contra outro rei.

2. O motivo para tal guerra não é apresentado por Jesus. Mas como sempre acontece nesses casos, sabemos que pode tratar-se de uma disputa territorial acompanhada de palavras de hostilidade e de vingança que acabaram por ferir os egos das pessoas envolvidas.

3. Como o líder de seu povo o rei em questão, precisa decidir se parte ou não para a guerra. Ele sabe que seria uma verdadeira loucura tentar enfrentar o inimigo com a metade da força contrária. O rei, então, provavelmente cercado por seus conselheiros, senta-se e calcula os verdadeiros riscos de se envolver numa empreitada contra outro rei que possui um exército que é o dobro do seu. Sendo homem prudente e percebendo tratar-se apenas de uma aventura que custaria a vida de seus homens, mas sem lhe dar a vitória, o rei decide então fazer o seguinte: manda uma embaixada para pedir as condições para que haja paz entre os dois reinos.

4. Como podemos notar, a ênfase básica é idêntica nas duas parábolas, embora os detalhes mudem de uma para a outra. Na parábola do fazendeiro temos um alerta da parte de Jesus: avalie os custos antes de se envolver numa obra de construção. Já na parábola do reio, o ensinamento é: considere a sua verdadeira chance de obter sucesso, antes de sacrificar seus homens, e esteja sempre pronto e disposto a ceder.

5. Diante dessas duas histórias, as palavras finais de Jesus fazem perfeito sentido: Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.  

Conclusão:

A. Num primeiro momento a conclusão dessas duas parábolas parece contradizer o ensinamento de Jesus como proferido na chamada “Grande Comissão”:

Mateus 28:19

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

B. Mas depois de refletir um pouco sobre as duas parábolas é impossível afirmar que a intenção de Jesus era desencorajar, quem quer que fosse, de tronar-se um futuro discípulos.

C. No seu todo, as duas parábolas enfatizam para os ouvintes de Jesus, o que é necessário para tornar-se um verdadeiro discípulo do Mestre.

D. Jesus não quer e nem deseja ter um bando de seguidores cujos corações não estejam completamente dedicados a Ele e Sua obra.

E. Seguidores desse tipo são como todos aqueles onde a semente plantada não foi bem recebida pelo solo — corações duros, vida sem profundidade e encanto com as coisas e os prazeres desse mundo. É preciso ter um coração dum certo tipo para acolher bem a semente que representa a palavra de Deus —

Lucas 8:15

A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.

F. Muitos ouvem a palavra de Deus, mas por diversos motivos não abrigam a mesma de modo apropriado em seus corações —

Mateus 13:20—21

20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;

21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.

G. É preciso ter uma atitude correta para receber a Palavra de Deus de modo que a mesma se torne frutífera em nossas vidas —

Tiago 1:18, 21—22

18 Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.

21 Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.

22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.

H. E outra vez o apóstolo Pedro insiste nessa mesma ideia —

1 Pedro 2:1—2

1 Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências,

2 desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação,

3 se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.

I. As duas parábolas que estamos estudando põem em destaque duas verdades centrais:

1. O verdadeiro discípulo de Jesus deve ponderar tudo muito cuidadosamente.

2. O verdadeiro discípulo de Jesus deve estar disposto a renunciar a tudo para seguir o Senhor.

J. Nenhuma decisão daqueles que desejam seguir a Jesus pode estar baseada em emoções fingidas ou num entusiasmo superficial. São esses que vêm e vão. São esses que já rodaram pelo verdadeiro “mundo” de igrejas que existem por aí.

K. P compromisso genuíno é o verdadeiro alicerce sobre o qual o discípulo de Jesus deve edificar sua vida. Ele precisa avaliar o custo cuidadosamente, e analisar os riscos envolvidos em seguir a Jesus. Todo discípulo de Cristo, não apenas seguidor, deve renunciar, de imediato, a seus parentes e posses de toda espécie, a fim de poder tomar sua própria cruz e seguir a Jesus.

L. Jesus repete por três vezes o refrão: “NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO” — VER Lucas 14:26—27, 33.

M. Aqui não podemos ter dúvidas: somente aqueles que avaliam o custo, de modo apropriado e estão dispostos a renunciar a tudo por causa de Cristo é que são os verdadeiros discípulos. Os outros todos estão apenas se enganando a si mesmos.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] Bonhoeffer, Dietrich. The Cost of Dicipleship. Touchstone Books a division of Simnon and Schuster Inc., New York, 1995.