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quarta-feira, 19 de junho de 2013

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 016


Resultado de imagem para crentes são diferentes

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 016 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13


d. O Louvor de Zacarias – Lucas 1:67 – 79 - continuação.

Princípios e Prática da Separação Bíblica - Continuação

2. Precisamos ser Socialmente Diferentes.

2 Coríntios 6:17 

Retirai-vos do meio deles, separa-vos, não toqueis em coisas impuras. 
·       Precisamos entender que existem lugares, que simplesmente, não são nem um pouco apropriados para um cristão frequentar. 
·       Precisamos entender que existem pessoas com as quais não podemos nos associar nunca. 
·       Precisamos entender que existem certas práticas que não devem fazer parte do nosso dia-a-dia.
·       Como cristãos precisamos estar prontos para ser diferentes, agir de maneira diferente e de pensar de forma diferente. 

C. A Intimidade com Deus Resultante da Separação.

1. O que Deus promete fazer conosco?

2 Coríntios 6:16b 
Habitarei e andarei entre eles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Eu os receberei, diz o SENHOR!

2. O que Deus promete ser para conosco?

2 Coríntios 6:18 
Serei vosso Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

Somos santos e isto quer dizer que somos “separados do mundo” e “separados para Deus”. Sermos “separados do mundo” e “separados para Deus” não quer dizer não devemos manter nenhum tipo de relacionamento com aqueles que não são cristãos. Neste caso teríamos que sair do mundo

1 Coríntios 5:9—10

9  Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros;

10 refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo.

O que não podemos fazer é manter aquilo que Paulo chama de “jugo desigual” com os incrédulos. Não podemos insistir em fazer funcionar aquilo que Paulo diz que não vai funcionar.

Quem são os incrédulos? A palavra grega usada por Paulo é ἀπίστοις- apístois – e caracteriza aqueles que são incrédulos ou descrentes e sem confiança ou devoção, exclusivamente, em Deus. O mundo está cheio de pessoas assim.

·       Dizem que crêem em Deus, mas fazem despachos nas encruzilhadas. 
·       Dizem que crêem em Deus, mas fazem promessas para santos. 
·       Dizem que crêem em Deus, mas esperam reencarnar para ter uma nova chance se as coisas não correrem como devem. 
O Deus Santo não aceita que a devoção que é devida somente a ele seja repartida com ninguém mais. Isto quer dizer que nossa confiança precisa estar exclusivamente em Deus e em ninguém nem nada mais. Quer dizer que quando oramos, oramos exclusivamente a Deus. Quer dizer que daremos ouvidos exclusivamente à Palavra de Deus. Quando colocamos toda nossa devoção e consagramos nossas vidas exclusivamente a Deus, Ele promete: Habitar em nosso meio, andar conosco, ser o nosso Deus, sermos seus filhos. Deus promete nos receber como filhos e filhas e promete ser nosso Pai!

Para vivermos vidas que sejam coerentes com o pedido de Zacarias em

Lucas 1:74—75

74 de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor,

75 em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias.

ou seja, vidas de santidade e justiça, nós temos que entender que:

  • Só podemos viver este tipo de vida diante de Deus se formos continuamente sustentados pela graça de Deus com a manifestação de uma evidência constante da Sua presença e aprovação em nosso meio. 
  • Andar em Santidade diante de Deus é viver em um estado de permanente satisfação e sem medo. O pecado deve ser lançado fora e a santidade deve ser introduzida.

Ø    Efésios 4:22—24

Ø    22 No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

Ø    23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

Ø    24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

  • O poder do Senhor nos sustenta e quando estamos conscientes da Sua aprovação somos confortados e animados em nossos corações. Desta maneira toda a miséria é removida e a verdadeira felicidade estabelecida. 
  • Este estado bendito deve permanecer enquanto existirmos nesta vida – todos os dias da nossa vida, em todas as idades, em todas as situações e em todas as circunstâncias. Quanto antes iniciarmos este tipo de vida melhor para nós.

viii. Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos - Verso 76.


Zacarias inicia agora a descrever o futuro ministério de seu filho, João, que tinha naquele momento apenas 8 dias de vida. Zacarias profetiza acerca do impacto que o ministério de João Batista teria tanto sobre os judeus como os gentios.

Zacarias começa caracterizando seu filho como “profeta do Altíssimo”. Naqueles dias a palavra  προφήτης – profétis – profeta tinha os seguintes significados: alguém que, movido pelo Espírito de Deus e, por isso, seu instrumento ou porta-voz, solenemente declara aos homens o que recebeu por inspiração, especialmente aquilo que concerne a eventos futuros, e em particular tudo o que se relaciona com a causa e reino de Deus e a salvação humana.[1]

Mais adiante, já na literatura do Novo Testamento veio também a significar “aquele que fala aos homens, edificando, exortando e consolando — ver 1 Coríntios 14:3.

João Batista foi certamente um profeta em todos os sentidos descritos acima. Ele proclamou a graça de Deus, ensinando aos homens como deixarem seus pecados e encontrarem a verdadeira salvação deixando bem claro que, caso não houvesse genuíno arrependimento por parte de seus ouvintes a oferta da graça seria seguida por um severo juízo de Deus; ele também anunciou o batismo com o Espírito Santo e com fogo — salvação e condenação. O próprio nome dele Ἰωάννην – Ioánnin – era um anuncio: O Eterno é um Doador Gracioso.

O Senhor Jesus caracterizou João como o maior profeta da Antiga Aliança — porque o caracterizou como o maior homem da Antiga Aliança Mas Jesus também deixou claro que o menor sob a Nova Aliança é superior a João Batista

Mateus 11:7—11

7 Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8 Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais.

9 Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.

10 Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

11 Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.



OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17
 
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Strong, J. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2002 e 2005.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 015



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 015 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

d. O Louvor de Zacarias – Lucas 1:67 – 79 - continuação.

vii. De conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias - Versos 74—75.

1. Zacarias continua louvando a poderosa salvação que Deus estava trazendo à casa de Davi, segundo Suas promessas, para concretizar plena libertação e usar de misericórdia com os antepassados fazendo valer a aliança que, com juramento, fizera com Abraão. Nesses versículos Zacarias nos diz que a salvação que estava sendo trazida por Jesus consistia no seguinte:

Libertação do Pecado

Somos libertados dos nossos inimigos — ver comentários feitos no versículo 71. Aqui basta reforçarmos a idéia que esta libertação é, acima de tudo, libertação do pecado. 

2. Uma vez de posse desta liberdade nós devemos adorar a Deus i.e., devemos render a Deus tanto serviço quanto adoração conforme as normas estabelecidas pelo próprio Deus. Aqui reside um dos pontos de maior controvérsia entre o ser humano e o Criador. E este aspecto controverso tem a ver com “a forma” com que adoramos o Deus Eterno. O Senhor tem sua própria forma de ser adorado, e esta é “em espírito e em verdade” — ver João 4:23—24. Ou seja, o Criador deseja uma adoração que é, basicamente, simples de tudo. O ser humano por sua vez gosta de complicar, gosta de sofisticar e gosta de se exibir como pode ser facilmente constatado nas práticas religiosas de todos os tempos em todas as religiões, inclusive nas nossas próprias práticas.

3. Para sermos capazes de adorarmos a Deus conforme Ele mesmo requer, nós precisamos viver vidas de verdadeira santidade e este viver possui dois aspectos: 

O primeiro é interno é tem a ver com o fato de que nós temos a mente de Cristo e devemos nos empenhar para conformar nossas vidas com esta realidade —

1 Coríntios 2:12—16

12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.

13 Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.

14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

15 Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.

16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.

O segundo é externo e tem a ver com o fato de que devemos viver, neste mundo, guiados pelos princípios de santidade e justiça conforme os encontramos nas páginas da Bíblia—

2 Coríntios 6:14 — 7:3

14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?

16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,

18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

2 Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.

3 Não falo para vos condenar; porque já vos tenho dito que estais em nosso coração para, juntos, morrermos e vivermos. 

4. Os versículos de 2 Coríntios que acabamos de mencionar tratam de um dos ensinamentos mais importantes que encontramos na Bíblia e que versam acerca da separação que deve existir entre os crentes e os incrédulos. Neste dias de excessiva mistura de padrões, onde realmente não se pode dizer com precisão onde termina o mundo e onde começa a Igreja do Senhor, torna-se necessário fazermos uma pausa neste estudo para considerar os princípios e a prática da separação bíblica.

Princípios e Prática da Separação Bíblica

A separação como ensinada na Bíblia tornou-se já há muito tempo um ensinamento completamente esquecido. O motivo porque não falamos mais de separação é porque não falamos mais de santidade. Quando falamos ou ensinamos as verdades bíblicas acerca da santidade precisamos também falar de separação, porque uma não existe sem a outra.

A palavra de Deus é bastante categórica ao declarar que os cristãos são ἁγίοις — agíois — santos. E qual é o significado dessa palavra? O sentido é que, como santos, nós temos sido separados das massas pagãs — tanto das pessoas quanto da forma comum de viver — e fomos dedicadas a Deus e à Sua causa. Esta santificação é efetiva porque nós estamos “em Cristo”. Isto quer dizer que é pela autoridade, pelo poder e pelo Espírito de Cristo que nós temos sido separados da massa pagã e dedicados ao serviço de Deus —

João 17:19

E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.

Notemos como Paulo orienta os Coríntios nestas questões concernentes à santidade e separação de acordo com 2 Coríntios 6:14 — 7:3. que cotamos acima.

A. A Inconsistência contra a Qual Paulo Adverte os Coríntios – 2 Coríntios 6:14—16.

1. Paulo quer deixar bem claro que existe uma completa incompatibilidade entre os cristãos e aqueles que não são cristãos – ver o Salmo 1. A palavra incompatibilidade é definida pelo dicionário Aurélio Século XXI como sendo: a condição de ser incompatível. E, por sua vez, incompatível é definida como sendo: que não pode harmonizar-se; inconciliável, incombinável.

2. Paulo quer advertir os Coríntios contra a tentativa de tentar fazer funcionar algo que não irá nunca funcionar seja no casamento, seja nos negócios, seja na comunhão cristã.

3. Os cristãos em Corinto precisavam entender que existiam certos elementos tanto no judaísmo como no paganismo que eram completamente irreconciliáveis com a verdade de Deus revelada em Jesus Cristo.

4. Paulo faz notar duas coisas importantes:

a. A transigência com os incrédulos é realmente muito atrativa.

  • Isto é verdadeiro em todas as áreas da vida: 
Ø  Financeiramente.

Ø  Socialmente.

Ø  Emocionalmente. 

  • Mas ao mesmo tempo em que a transigência com os incrédulos é atrativa ela... 
2. Esconde quão enganosa ela pode realmente ser. 

  • Pois como diz o Apóstolo Paulo existe uma incompatibilidade básica. Ele pergunta... 
Ø  Que sociedade? Que comunhão? Que harmonia? Que união pode existir entre... 

Ø  A justiça e a Iniqüidade? Da luz com as trevas? Entre Cristo e o Maligno? Do crente com o Incrédulo? 

Ø  Que ligação pode haver entre o santuário de Deus, que são os cristãos, e os ídolos que representam os incrédulos? Em 1 Coríntios 6:19 Paulo pergunta: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos”? 

b. A Integridade pela qual os cristãos em Corinto deveriam trabalhar.

Os cristãos em Corinto precisavam se separar de... visando se separar para... — 2 Coríntios 7:1.

Precisamos de Disciplina Pessoal.
  
Precisamos aprender a dizer não para nós mesmos e sim para Deus. Note o imperativo: Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos – 2 Coríntios 6:14.

Precisamos nos purificar de todas as impurezas tanto da carne quanto do espírito — 2 Coríntios 7:1.

Precisamos aperfeiçoar nossa santidade no temor do Senhor — 2 Coríntios 7:1

Continua....

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 014



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 014 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — 11.

d. O Louvor de Zacarias – Lucas 1:67—79 — continuação.

iv. Para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam - Verso 71.

Os judeus do Antigo Testamento estavam acostumados, por causa das experiências passadas, a entender as profecias concernentes ao Messias como se as mesmas se referissem à libertação do povo de Israel do jugo de dominadores estrangeiros. Durante o período de silêncio profético, entre os profetas Malaquias e João Batista, uma complexa teologia escatológica havia sido desenvolvida pelos judeus baseada exatamente nesta expectativa. Quando analisamos tais expectativas Messiânicas existentes no judaísmo rabínico, a primeira coisa que notamos é que existe um lado positivo e outro negativo nas mesmas. O lado positivo tinha a ver com o cumprimento das expectativas judaicas que fantasiavam acerca de um domínio soberano do povo judeu como “cabeça das nações”. O negativo, por sua vez, estava relacionado com o juízo que viria junto com o advento da era Messiânica e que destruiria os ímpios, que como inimigos do povo de Deus, eram também inimigos do próprio Deus[1]. Esta inimizade traria sobre os ímpios a ira e a vingança de Deus de uma maneira avassaladora. Estes dois lados estão tão intimamente relacionados que é impossível separá-los.

Mas no contexto do Novo Testamento nós somos ensinados que os verdadeiros inimigos do povo de Deus não são nem os estrangeiros em geral e nunca, em nenhuma hipótese, um irmão na fé, em particular. De acordo com a revelação que temos no Novo Testamento os verdadeiros inimigos do homem, aqueles dos quais Jesus veio nos libertar, são tanto internos quanto externos, como podemos ver a seguir, mas não são, definitivamente, outro seres humanos:

O inimigo interno: O pecado impregnado em nossa natureza carnal que nos leva a cometer o desatino de não fazermos o que preferimos e sim o que detestamos. Mas Jesus veio para nos libertar do pecado i.e., das nossas práticas perversas e pervertidas, de nossas cobiças e etc.
Romanos 7:15 – 25.

21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.

22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;

23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

O pecado é nosso maior inimigo, pois age de dentro para fora, e este foi o principal motivo porque Jesus veio:

Mateus 1:21

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.

Hebreus 9:26

Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.

Outro inimigo interno é a morte que é conseqüência direta do pecado. A Bíblia chama a morte de nosso último inimigo:

1 Coríntios 15:26

O último inimigo a ser destruído é a morte.

Mas Jesus também já cuidou deste inimigo e um dia nós também seremos revestidos de imortalidade

1 Coríntios 15:53 – 57
53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

O inimigo externo: O diabo ou satanás é chamado, literalmente, de nosso ὁ ἀντίδικος – antídikos – o adversário ou inimigo por excelência. Talvez o maior embuste satânico seja nos fazer acreditar que nossos inimigos sejam outros seres humanos e não ele e suas hostes

Gênesis 3:15

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.


Efésios 6:12.

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

Estes são os verdadeiros inimigos dos quais o Messias veio salvar seu povo. Estes são aqueles que verdadeiramente nos odeiam: o pecado, a morte e o diabo e suas hostes.

v. Para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança- Verso 72.

Este versículo mantém estreita relação com a promessa feita no passado de que Deus faz ou usa de misericórdia até mil gerações para com aqueles que guardam os Seus mandamentos

Êxodo 20:6.
E faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

A aliança referida certamente diz respeito a todas as alianças feitas entre Deus e aqueles a quem ele escolheu – Noé, Abraão, Isaque, Jacó, o Povo de Israel e os crentes do Novo Testamento – mas acima de tudo, faz referência à aliança eterna, feita entre as pessoas da Trindade. O autor da Epístola aos Hebreus capturou de maneira perfeita esta idéia ao se referir à obra planejada pelo Pai desde a eternidade passada, realizada por Jesus Cristo neste nosso mundo e aplicada pelo Espírito Santo no coração daqueles que creem da seguinte maneira: note especialmente a repetição da expressão αἰωνίου – aioníou – eterna:

  • Hebreus 5:9 - E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem. 

  • Hebreus 9:12 - Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 

  • Hebreus 9:15 - Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. 

  • Hebreus 13:20 - Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém! 

Assim temos que em Jesus, o Messias, Deus cumpre sua promessa de ser um Deus misericordioso bem como sua promessa com relação à Sua aliança:

Jeremias 32:40

Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo.

vi. E do juramento que fez a Abraão, o nosso pai - Verso 73.


Este verso faz referência a uma das passagens mais dramáticas, senão a mais dramática, de todo o Antigo Testamento. Aqui estamos nos referindo ao momento quando Deus pediu que Abraão oferecesse sue filho, seu único filho, Isaque, em sacrifício. A história completa está registrada em Gênesis 22 e a mesma constitui uma narrativa ímpar na história da humanidade. No final daquele momento de provação da sua fé, amor e obediência a Deus, Abraão ouviu do próprio Senhor as seguintes palavras: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz — Gênesis 22:16—17.

Para Zacarias não havia a menor dúvida de que o juramento feito a Abraão encontrava, no Messias, pleno cumprimento. O apóstolo João nos diz que através do Messias, Deus não somente cumpriu sua promessa a Abraão, como também tivemos pleno acesso tanto à verdade, na própria pessoa do Messias

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

bem como à graça de Deus

João 1:17

Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.

Romanos 5:20—21.

20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,

21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

O leitor poderá ainda ver o comentário feito pelo autor da Epístola aos Hebreus concernente a este juramento de Deus feito a Abraão e que relaciona aquele evento à obra realizada pelo Messias Jesus de maneira bastante direta e com profundas implicações para nossas vidas, como podemos constatar em

Hebreus 6:13—20
13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo,

14 dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei.

15 E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa.

16 Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda.

17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,

18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;

19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu,

20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.



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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] É fácil entendermos porque os judeus recusaram a aceitar a Jesus como o Messias de Israel. Jesus não veio destruir os inimigos do povo como os judeus imaginavam. Veio para, entre outras coisas, derrubar a parede de separação que existia e fazia distinção entre judeus e não judeus – ver Efésios 2:1 — 3:13 — especialmente Efésios 3:6 que diz: “a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho”.esmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho”.