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sábado, 24 de setembro de 2016

CÓPIA ANTIGA DO LIVRO DO LEVÍTICO ENCONTRADA E RECUPERADA EM ISRAEL


O pergaminho carbonizado de En-Gedi
O pergaminho carbonizado de En-Gedi

 O artigo abaixo foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo com notícias da AFP.

Pergaminho revela um dos primeiros textos do Antigo Testamento
Gali Tibbon  
DA AFP

Um frágil pergaminho hebraico, que acaba de ser aberto e digitalizado, revelou a cópia mais antiga de uma escritura bíblica do Antigo Testamento já encontrada.

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Conhecido como o pergaminho En-Gedi, o rolo contém um texto do Levítico e data pelo menos dos séculos III ou IV, e possivelmente antes, segundo um artigo da revista "Science Advances", publicado nesta quarta (2109/2016).

Trata-se do pergaminho mais antigo já encontrado do Pentateuco, a coleção dos cinco primeiros livros da Bíblia. A publicação afirmou que decifrar seu conteúdo foi "uma importante descoberta da arqueologia bíblica".

O pergaminho em si não é o mais antigo já encontrado. Tal honra pertence ao bíblico Manuscritos do Mar Morto, que data de entre o século 3 antes de Cristo e o século 2 da nossa era.

A datação por radiocarbono mostrou que o pergaminho En-Gedi data do século 3 ou 4 depois de Cristo, embora alguns especialistas acreditem que possa ser mais antigo.

As análises sobre o estilo da caligrafia e os traços das letras sugerem que poderia ser da segunda metade do século 1 ou de princípios do século 2 depois de Cristo. Por muito tempo se pensou que seu conteúdo havia sido perdido para sempre porque o rolo foi queimado no século 6 e era impossível tocá-lo sem que se desfizesse em cinzas.

O pergaminho foi encontrado em 1970 por arqueólogos em En-Gedi, lugar de uma antiga comunidade judia do fim do século 8. Seus fragmentos foram preservados por décadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

"A estrutura principal de cada fragmento, completamente queimada e esmagada, tinha se transformado em pedaços de carvão que continuavam se desintegrando cada vez eram tocados", disse o estudo.

Os pesquisadores utilizaram como ferramenta um avançado scanner digital para "desenrolá-lo virtualmente" e ver seu conteúdo. "Ficamos impressionados com a qualidade das imagens", disse Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os cientistas também ficaram impactados com "o fato de que nessas passagens o pergaminho En-Gedi Levítico é idêntico em todos os seus detalhes, tanto as letras como a divisão em seções, ao que chamamos de texto massorético, o texto judaico vigente até hoje", disse Segal.

Os pesquisadores esperam que as técnicas utilizadas para lê-lo sirvam também para outros pergaminhos danificados, incluindo alguns da coleção do Livro do Mar Morto, que continua sendo indecifrável.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


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sexta-feira, 14 de junho de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 24:32—35 — A PARÁBOLA DA FIGUEIRA — SERMÃO 016


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola da Figueira – Mateus 24:32—35

32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.

33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Introdução

  • Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos. 

  • Jesus era um arguto observador da natureza. A maioria das suas parábolas faz referência à vida dos fazendeiros, pastores e pescadores. 

  • Esta parábola está registrada nos três evangelhos sinóticos e as palavras que Jesus usa acerca da figueira eram claramente compreendidas pelos seus ouvintes. 

  • Próxima da cidade de Jerusalém ficava um pequeno vilarejo conhecido por Betfagé – Casa dos Figos. 

  • Essa parábola está inserida no contexto do discurso escatológico proferido por Jesus em Mateus 24 – 25.

I. A Parábola.

A. A Figueira.

1. Uso da Figueira e de Figos na História Religiosa de Israel.

Oséias 9:10

Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram.

Jeremias 24:1—2

Fez-me ver o SENHOR, e vi dois cestos de figos postos diante do templo do SENHOR, depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os artífices, e os ferreiros de Jerusalém e os trouxe à Babilônia. Tinha um cesto figos muito bons, como os figos temporãos; mas o outro, ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer.

Joel 1:6—7

Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos.

Cristo ao fazer uso da figueira estava usando um símbolo sobejamente conhecido.

2. A Figueira como planta.

  • A figueira é uma árvore que tem folhas. Como tal, as figueiras plantadas no hemisfério norte costumam perder todas as suas folhas no outono. 


  • A figueira também como o pé de ceriguela possui flores invisíveis e produz os frutos antes da folhas. 

  • Os frutos da figueira nascem no início da primavera, enquanto que as folhas aparecem somente no final da primavera.


  • Jesus faz referência a este fato:

Marcos 13:28 

Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.


3 . A Analogia.

Da mesma maneira que olhando a figueira brotar folhas tenras era um indicativo do fato de que o verão estava próximo ou que o verão seria o evento a seguir, assim Jesus ensina seus discípulos que quando eles vissem certos sinais eles deveriam saber que a vinda do Senhor estava próxima. Que sinais?

1. Os próprios discípulos haviam pedido que Jesus lhe explicasse que sinais haveria da vinda de Jesus e da consumação do século — do fim do mundo —

Mateus 24:1—3.

1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.

2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.

2. Jesus deu a eles inúmeros sinais: ver Mateus 24:4—28. A ordem a seguir não é cronológica:


  • Falsos Cristos ou falsos Messias. 

  • Guerras e rumores de guerras. 

  • Fomes e terremotos. 

  • Perseguição dos cristãos até à morte em alguns casos. 

  • Esfriamento da devoção de quase todos os cristãos. 

  • Pregação do Evangelho por todo o mundo. Então virá o fim.

  • A profanação do Templo em Jerusalém. 

3. Como as pessoas sabem que o verão está próximo ao verem a figueira brotar, assim os discípulos devem saber que o fim está próximo, é o evento a seguir, quando todas estas coisas estiverem cumpridas.

4. A vinda de Jesus será triunfal e todos O verão e saberão quem Ele é:

Mateus 24:29—31.

29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.

30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.

31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

5. Da mesma maneira que a figueira anuncia o verão e o verão anuncia a colheita, assim também estes sinais nos conduzirão ao juízo final de Deus.

B. A promessa:

Marcos 13:30 

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

Charles Spurgeon, o chamado “Príncipe dos Pregadores”, considerava essas palavras como: “As mais desconcertantes palavras que encontramos em toda a Bíblia”.

Quando Jesus diz “esta geração” a quem este Ele se referindo? A palavra grega usada por Marcos é γενεὰ - geneà – raça ou geração. Pode também indicar tipos de pessoas não relacionadas a tempo, como quando usamos a expressão “raça de gente ruim”, “raça valente”.

1. Algumas da muitas especulações acerca da expressão “esta geração”.

  • A expressão esta geração se refere exclusivamente aos discípulos de Jesus que ouviram estas palavras. 

Ø  Teoria 1: Jesus estava errado acerca das coisas que ele falou.


Ø  Teoria 2: Tudo se cumpriu no ano 70 a.D. Inclusive a volta de Jesus!


  • A expressão esta geração se refere aos judeus como um povo distinto. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que os judeus vão continuar a existir como povo distinto até a segunda vinda de Jesus. 

Ø  Mas se Jesus queria dizer isso, porque não usou a expressão “povo de Israel” no lugar de “esta geração”?


  • A expressão esta geração se refere àqueles que rejeitaram a Jesus. 

Ø  Argumento muito forçado.


  • A expressão esta geração se refere à nação de Israel moderno fundado em 1948. 

Ø  A intenção de Jesus era esclarecer. Este significado seria muito obscuro para os primeiros discípulos.


  • A expressão esta geração se refere à geração do fim dos tempos. 

Ø  Mas se assim fosse Jesus não estaria respondendo à pergunta feita pelos discípulos. 

Ø  O que Jesus falou valia para os discípulos e não somente para as pessoas que estarão vivas no fim dos tempos.


2. Nova luz foi lançada sobre esta questão com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

  • Os Manuscritos do Mar Morto são uma extensa coleção de manuscritos produzidos por uma comunidade de Essênios — grupo religioso judeu não mencionado no Novo Testamento — que habitava, de forma isolada a região desértica nas proximidades do Mar Morto. 

  • Esta comunidade floresceu de maneira mais significativa em Qumran e acredita-se que foram as pessoas desta comunidade quem produziram os manuscritos e que os esconderam nas cavernas das montanhas rochosas e, praticamente, inacessíveis ao redor do Mar Morto.  
  • Estes Manuscritos continham cópias de Livros do Antigo Testamento, Hinários, e livros produzidos pela própria comunidade. Foram escritos em Hebraico e Aramaico.



  • Este material foi escondido dentro de jarros de barro lacrados em cavernas íngremes mais fáceis de serem alcançadas por bodes, do que por seres humanos.


 

  • Um jovem pastor beduíno que buscava alguns bodes extraviados lançou pedras para dentro de uma destas cavernas visando assustar um eventual animal que por ventura estivesse escondido ali. Nenhum animal acusou o golpe, mas ele percebeu que uma das pedras lançadas fez um barulho semelhante ao de um vaso de barro sendo quebrado por uma pedrada. 

À Esquerda o verdadeiro descobridor dos manuscritos do Mar Morto que o Estado Nazista de Israel, pretende que nunca existiu.

  • Nosso pequeno beduíno então, conseguiu descer até a caverna e realizou a maior descoberta arqueológica da qual se tem notícia tanto pela quantidade dos documentos encontrados quanto pela qualidade da preservação do Material. 
  • Muito da nossa compreensão das palavras que foram, provavelmente, usadas por Jesus está sendo alargada por essa descoberta e pela publicação destes manuscritos, que foi completada, de forma revisada, ano de 2005.  
  • Entre os benefícios que essas descobertas nos propiciaram está o conceito de que a palavra Aramaica usada por Jesus e que foi traduzida para o grego como γενεὰ - geneà – raça ou geração significava nos dias de Jesus uma duração que não se limita a um período de vida e não deve ser entendida literalmente! Ela se refere a certo tipo de pessoas que persistem e permanecem fiéis até ao fim.  
  • Este sentido combina perfeitamente com as palavras de exortação de Jesus, espalhadas por todo o sermão profético, acerca da necessidade de os seguidores de Jesus não se deixarem enganar, nem deixar de perseverar.  
  • Portanto, a expressão “esta geração” inclui tanto os discípulos que ouviram as palavras de Jesus, como aqueles que presenciaram a destruição de Jerusalém no ano 70 a.D, bem como todos os crentes que, através dos séculos, com perseverança têm esperado o cumprimento das profecias que dizem respeito ao final dos tempos. 

II. A certeza da Palavra profética.

Jesus prometeu:

Marcos 13:31 

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

III. Conclusão

1. Somos nós a última geração? Sim e Não.

2. De qualquer maneira devemos estar atentos e preparados. 

3. Na próxima mensagem que vem falaremos acerca da Parábola do Servo Vigilante que diz respeito a todos nós.

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 008



















 Foto que Reproduz a Primeira Página de um Livro atribuído a um anjo de nome Raziel

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 008 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — 5.

2. O significado dos Pseudoepográfos.

Juntamente com os manuscritos do Mar Morto, os escritos de Flávio Josefo e de Philo[1], a Literatura Apocalíptica pseudoepigráfica que compõe a coleção de textos extra-canônicos, são nossas fontes primárias para entendermos tanto o judaísmo entre os dois testamentos, bem como o meio teológico no qual se desenvolveu o cristianismo primitivo. A literatura produzida pelos hebreus não terminou com o último livro do Antigo Testamento. Estritamente falando, o judaísmo se desenvolveu como uma religião após o encerramento do período do Antigo Testamento. São os escritos pseudoepigráficos que nos revelam, de maneira mais objetiva, a compreensão e o desenvolvimento que tiveram lugar na teologia judaica depois do encerramento do cânon do Antigo Testamento. Nestes escritos temos novas características desconhecidas dos livros canônicos. Entre estas nós podemos citar:

1. Uma doutrina de anjos altamente elaborada.

2. Uma concentração em aspectos apocalípticos.

3. Especulações concernentes à vinda do Messias e à natureza da era messiânica;

4. Uma forte ênfase na doutrina da ressurreição do corpo.

Além disso, existe um conjunto de idéias religiosas e terminologia bastante característica neste corpo literário, como, por exemplo: a doutrina das duas eras — presente e vindoura — o Filho do Homem, etc. Estas idéias e terminologia são compartilhadas tanto pela literatura pseudoepigráfica quanto pelos autores do Novo Testamento. Apesar de ser muito difícil de demonstrar que qualquer autor do Novo Testamento tenha usado, de modo particular, qualquer porção específica de algum escrito pseudoepigráfico, não é exagero dizer que é impossível compreender o fundo histórico, teologicamente falando, do Novo Testamento, sem o estudo destes e de outros escritos judaicos produzidos no período pré e pós o advento de Jesus.

A justificativa para a existência dos livros pseudoepigráficos pode ser encontrada em um deles mesmos, que é conhecido como “O Quarto Livro de Esdras”. Este livro, que existe em várias versões foi, provavelmente, escrito originalmente em Hebraico. Todavia não existe nenhuma cópia conhecida do mesmo nessa língua atualmente. As cópias existentes estão em latim, siríaco — língua falada pelos antigos sírios antes da dominação árabe, também chamada de língua aramaica — etiópico, arábico – duas versões diferentes - e armênio.

Estudiosos acreditam que estas traduções foram feitas de uma cópia escrita em grego e que também não existe mais. A cópia mais antiga existente atualmente está em latim e foi grafada por volta do ano 120 d.C. por um copista ou redator, durante o império de Adriano[2]. Neste livro de 4 Esdras encontramos no capítulo 14, que trata da sétima visão de Esdras, especialmente nos versos 18—48, uma descrição de como Deus apareceu a Esdras, já no fim da sua vida, e lhe ordenou que colocasse por escrito toda a revelação do A.T. inclusive aquela dada a Moisés. Segundo este relato, Esdras acompanhado de cinco escribas – Seraia, Dabria, Selemia, Elkana e Osiel - embrenhou-se no campo, onde permaneceu por quarenta dias recebendo e ditando revelações da parte de Deus. Durante este período, ainda de acordo com a narrativa do 4 Livro de Esdras, cerca de 94 livros foram ditados e grafados. Desses, vinte e quatro – são os livros que constituem o cânon hebraico do Antigo Testamento - deveriam ser revelados ao povo em geral enquanto que os outros setenta – dos quais não existem cópias física — deveriam ser revelados somente para os sábios! É desses livros que surge, em toda sua força o judaísmo existente nos dias de Jesus. É certo que parte desse material acabou encontrando seu caminho para dentro dos Talmudes — babilônico e de Jerusalém — além de outras literaturas místicas do judaísmo.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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[1] Philo Judaeus, também conhecido como Philo de Alexandria foi um filósofo judeu de fala grega que nasceu entre 15 – 10 a.C em Alexandria, no Egito, aonde também veio a falecer entre 45 – 50 d. C. Philo é considerado o mais representativo de todos os filósofos do judaísmo helenista. Em seus escritos nós podemos encontrar a descrição mais clara do desenvolvimento da diáspora. Philo foi o primeiro pensador a tentar integrar a revelação concedida ao judaísmo com a razão filosófica dos gregos. Por este seu trabalho, Philo é também reconhecido como o primeiro teólogo por muitos cristãos.

[2] Adriano - também chamado de Hadriano, sobrinho e sucessor do imperador Trajano. Hadriano comandou o império romano de 117 a 138 a.D. e foi o responsável pela unificação e consolidação do império. Seu nome de nascença era Publius Aelius Hadrianus e seu nome oficial era Caesar Traianus Hadrianus Augustus. Nasceu em 24 de Janeiro de 76 a.D. na região chamada de Itálica Baetica — provavelmente onde fica a Espanha moderna — e faleceu em 10 de Julho de 138 a.D. em Baeia, perto de Nápoles, na Itália.