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sábado, 24 de setembro de 2016

CÓPIA ANTIGA DO LIVRO DO LEVÍTICO ENCONTRADA E RECUPERADA EM ISRAEL


O pergaminho carbonizado de En-Gedi
O pergaminho carbonizado de En-Gedi

 O artigo abaixo foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo com notícias da AFP.

Pergaminho revela um dos primeiros textos do Antigo Testamento
Gali Tibbon  
DA AFP

Um frágil pergaminho hebraico, que acaba de ser aberto e digitalizado, revelou a cópia mais antiga de uma escritura bíblica do Antigo Testamento já encontrada.

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Conhecido como o pergaminho En-Gedi, o rolo contém um texto do Levítico e data pelo menos dos séculos III ou IV, e possivelmente antes, segundo um artigo da revista "Science Advances", publicado nesta quarta (2109/2016).

Trata-se do pergaminho mais antigo já encontrado do Pentateuco, a coleção dos cinco primeiros livros da Bíblia. A publicação afirmou que decifrar seu conteúdo foi "uma importante descoberta da arqueologia bíblica".

O pergaminho em si não é o mais antigo já encontrado. Tal honra pertence ao bíblico Manuscritos do Mar Morto, que data de entre o século 3 antes de Cristo e o século 2 da nossa era.

A datação por radiocarbono mostrou que o pergaminho En-Gedi data do século 3 ou 4 depois de Cristo, embora alguns especialistas acreditem que possa ser mais antigo.

As análises sobre o estilo da caligrafia e os traços das letras sugerem que poderia ser da segunda metade do século 1 ou de princípios do século 2 depois de Cristo. Por muito tempo se pensou que seu conteúdo havia sido perdido para sempre porque o rolo foi queimado no século 6 e era impossível tocá-lo sem que se desfizesse em cinzas.

O pergaminho foi encontrado em 1970 por arqueólogos em En-Gedi, lugar de uma antiga comunidade judia do fim do século 8. Seus fragmentos foram preservados por décadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

"A estrutura principal de cada fragmento, completamente queimada e esmagada, tinha se transformado em pedaços de carvão que continuavam se desintegrando cada vez eram tocados", disse o estudo.

Os pesquisadores utilizaram como ferramenta um avançado scanner digital para "desenrolá-lo virtualmente" e ver seu conteúdo. "Ficamos impressionados com a qualidade das imagens", disse Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os cientistas também ficaram impactados com "o fato de que nessas passagens o pergaminho En-Gedi Levítico é idêntico em todos os seus detalhes, tanto as letras como a divisão em seções, ao que chamamos de texto massorético, o texto judaico vigente até hoje", disse Segal.

Os pesquisadores esperam que as técnicas utilizadas para lê-lo sirvam também para outros pergaminhos danificados, incluindo alguns da coleção do Livro do Mar Morto, que continua sendo indecifrável.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


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quinta-feira, 21 de abril de 2016

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 010



Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato, queremos incentivar que todos possam ler esses artigos e compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

ESTUDO 010 — ESCRIBAS E OS MANUSCRITOS QUE PRODUZIRAM — PARTE 002

CONTINUAÇÃO...

Em tempos de dificuldades econômicas, quando o custo dos pergaminhos — feitos de couro de animais — tornava os mesmos impraticáveis era comum se reutilizar um manuscrito grafado em couro, mais de uma vez. O processo era o seguinte: raspava-se a tinta do escrito anterior, depois o couro voltava a ser alisado e então um novo escrito era colocado sobre o couro. Esses pergaminhos são chamados pelos estudiosos da área de palimpsestos. Um dos mais importantes manuscritos do Novo Testamento é um palimpsesto. Trata-se do chamado codex Ephraemi Rescriptus que se encontra atualmente na Biblioteca Nacional da França. O manuscrito original foi escrito no século V. Tempos depois, já no século XII, o original foi raspado e várias de sua folhas — folios — foram reescritas com material traduzido para a língua grega de trinta e oito sermões ou tratados escritos por São Efrém, um Pai da Igreja Síria do século IV da era cristã. Ainda assim, com o uso de reagentes químicos e lâmpadas de ultravioleta estudioso conseguiram recuperar boa parte do material obliterado pela raspagem.


Resultado de imagem para codex ephraemi rescriptusCodex Ephraemi Rescriptus    

No ano 692 d.C um concílio realizado em Constantinopla, que também é chamado de Concílio Trullo e Quinissexto publicou o cânon de número 68 condenando a prática de se utilizar manuscritos do Novo Testamento para qualquer outro fim. Apesar da proibição e da pena de excomunhão por um ano, a prática deve ter continuado, porque dos 250 manuscritos do Novo Testamento grafados com letras maiúsculas disponíveis em nossos dias, 56 são palimpsestos.

Exemplo de Scripto Continua no Codex Vaticanus

Em vez de escreve sobre as linhas, como fazemos hoje em dia, os escribas do Novo Testamento escreviam como que pendurando as letras na parte debaixo das linhas. Eles também não costumavam usar espaços entre as palavras. Essa forma de escrita é chamada de scriptio continua. O mesmo é verdade com relação ao uso de acentos, que se tornaram comuns apenas nas cópias produzidas a partir do século VIII. Apesar dessas serem as regras gerais elas não eram absolutas, porque existem registros claros tanto da separação das palavras quanto do uso de sinais em manuscrito datados a partir do século III. A falta de espaçamento tornava, algumas vezes, mais difícil a compreensão do texto. Mas essas ambiguidades não eram numerosas ou comuns. Na língua grega utilizada pelos copistas existia uma regra bem simples que ajuda os leitores modernos, quando esses lançam mão de materiais produzidos com o método de scriptio continua. A regra dizia o seguinte: as palavras só poderiam terminar com vogais ou com ditongos e também com uma de três consoantes seguintes — v, p, e s. Além disso, a leitura era facilitada pelo fato de ser feita sempre em voz alta, mesmo quando o indivíduo se encontrava sozinho. É o caso do oficial etíope que estava lendo o profeta Isaías em voz alta em sua carruagem —

Atos 8:27—30

27 Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém,

28 estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías.

29 Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.

30 Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo?

Desse modo, apesar da ausência de espaçamento entre as palavras uma pessoa podia adquiri um bom domínio dos textos ao pronunciar as palavras, sílaba por sílaba, ouvindo as mesmas.
Outra característica dos copistas tem a ver com o fato de que eles desenvolveram um sistema de contração de certas palavras sagradas, a partir do primeiro século da Era Cristã. Assim, as palavras designadas pelo termo nomina sacra — nomes sagrados — são alistadas abaixo com suas respectivas traduções —

1. Palavras contraídas usando-se apenas a primeira e última letra

θεὸς — theòs — Deus

κύριος — kúrios — Senhor

Ἰησοῦς — Iesoûs — Jesus

Χριστός — Cristós — Cristo

υἱὸς— uiòs — filho

2. Palavras contraídas usando-se apenas as duas primeiras letra e última letra

πνεῦμα — pneûma — espírito

Δαυὶδ — Davìd — Davi

σταυρός — staurós — cruz

Πάτερ — Páter — Pai

3. Palavras contraídas usando-se apenas a primeira letra e as duas últimas letras

Πάτερ — Páter — Pai

Ἰσραήλ — Israél — Israel

σωτήρ — sotér — salvador

4. Palavras contraídas usando-se apenas a primeira e a última sílabas

ἄνθρωπος — ánthropos — homem ou ser humano

Ἰερουσαλήμ — Ierousalém — Jerusalém

οὐρανός — ouranós — céu

Visando chamar a atenção dos leitores os copistas costumavam indicar as palavras abreviadas colocando uma barra sobre as mesmas.

CONTINUA...

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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 001
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COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/como-o-novo-testamento-chegou-ate-nos.html



COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 015 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 007

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sábado, 11 de julho de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 004 - OS PERGAMINHOS



Codex Vaticanus - Manuscrito em forma de livro feito de pergaminho - páginas de couro

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

CONTINUAÇÃO...

II OS PERGAMINHOS

A história dos pergaminhos – material feito do couro de animais diversos — é, provavelmente, a mais complicada de todos os materiais usados para se escrever. A explicação histórica, tanto acerca do material em si, como também do próprio nome procedem da História Natural de Plínio[1] que cita outro autor da antiguidade — Marco Terêncio Varrão — o qual conta uma história acerca de um rei do Egito — provavelmente Ptolomeu V — que embargou toda exportação de papiro para a cidade de Pérgamo na Ásia Menor — provavelmente durante o reinado de Eumenes III —, com o objetivo de impedir que a biblioteca daquela cidade pudesse rivalizar com a grande biblioteca em Alexandria. Os cidadãos de Pérgamo, desenvolveram então o pergaminho como material de escrita. O nome pergaminho, provavelmente é derivado da própria cidade de Pérgamo.

A dificuldade com essa história é que, de fato, materiais de escrita feitos de couro de animais já existiam muito antes de Pérgamo vir a existir como cidade.

O pergaminho deve, realmente, ser considerado como o resultado de um longo e gradual processo de desenvolvimento. O couro tem sido usado como material de escrita por, pelo menos, quatro mil anos. Do próprio Egisto nós temos um fragmento em couro de um rolo manuscrito que data da sexta dinastia – c. de 2300 a.C., que indica em seu texto o uso do couro como material de escrita datando de vários séculos antes desse próprio documento. Temos ainda um importante rolo de couro dos dias de Ramsés II, e um terceiro rolo ainda, que apesar de não podermos precisar sua data, é possível que o mesmo seja do tempo da invasão do Egito pelos Hicsos, que antecederam Ramsés por vários séculos.

Mas o couro em si, não é, tecnicamente, um pergaminho. O couro era preparado deixando o mesmo secar ao sol, mas o resultado final não era material muito apropriado para a escrita. Era pouco flexível, não aceitava bem as tintas e muito exemplares continuavam com pelos e suas raízes.

Já o pergaminho era um material bastante distinto, que exigia uma preparação laboriosa para torná-lo macio, e bastante flexível. Do modo ideal era necessário começar com a pele de um animal recém nascido, ou até mesmo, não nascido. Primeiro o couro era lavado e limpo, tanto quanto possível, de todos os pelos. Em seguida o mesmo era imergido numa solução de cal, estendido numa estrutura apropriada e raspado ainda outra vez. Essa raspagem era uma parte vital do processo. Se algum pedaço de carne ficasse grudado na pele, o mesmo apodreceria e faria com que a pele tivesse um mau cheiro insuportável. Depois o pedaço de couro era vergastado, coberto com giz, em seguida o mesmo era alisado com o uso de pedras pome e deixado para secar, enquanto ainda estava preso à estrutura que o esticava. Todos esses processos exigiam um grande esforço e o uso de materiais especiais, do que os utilizados na simples produção de couro curtido. Mas o resultado final de toda essa trabalheira era um material de escrita que continua a ser bastante valorizado até os nossos dias.

Certamente o papiro era o melhor material de escrita conhecido na Antiguidade. Era mais macio que o couro curtido e até mesmo que o papiro. Além disso, aceitava a escrita em suas duas faces. Sua maciez permitia escrever com grande rapidez e precisão sobre sua superfície. Não havia no uso do papiro nenhuma preocupação com as que existiam com relação ao uso do papiro. Além disso o mesmo era durável, e sua coloração clara servia para um excelente contraste entre o background e a tinta.

Com tudo isso, não estamos querendo dizer que o papiro era o material perfeito para a escrita. O mesmo era bem mais denso que o papiro, fazendo com que o volume escrito fosse sempre bem mais pesado. Além disso, suas páginas tinham a tendência de criar “orelhas”. Em cima de tudo isso o mesmo era extremamente caro quando comparado com outros materiais.

Como acontecia também com o papiro, também existiam diferenças nas faces duma folha de pergaminho. O lado da carne era sempre mais escuro que o lado dos pelos, mas aceitava melhor a tinta. A diferença de tonalidade fazia com que os escribas organizassem seus cadernos de tal maneira que duas folhas provindas dos pelos ficassem sempre uma de frente para a outra. O mesmo acontecia com o lado das folhas que procediam do lado da carne. Estudiosos acreditam que os gregos preferiam ter a página oriunda do lado da carne como a página esquerda, enquanto que os manuscritos romanos preferiam a página do lado dos pelos no lado esquerdo do caderno.

Outra desvantagem dos pergaminhos, da nossa própria perspectiva, é que os mesmo podiam ser apagados e utilizados novamente. Alguns consideram isso uma vantagem. A maciez e solidez do pergaminho permitiam que tinta, especialmente fresca, fosse facilmente removida. Tinta seca dava mais trabalho, mas também podia ser removida. Junte essa característica com o preço de um pergaminho novo e você terá ampla s razões para justificar o surgimento dos palimpsestos[2]. São muitos os preciosos volumes que fora destruídos por meio desse recurso, deixando a escrita original quase ilegível, ou até mesmo completamente ilegível. Por outro lado se tais pergaminhos não tivessem sido apagados e reescritos talvez não teríamos o material contido nos mesmos. Que pode dizer?

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[1] Pliny, the old – Gaius Plinius Secundus. Natural History: A Selection — in Penguin Classics. Penguin Books, London, Reprint Edition 1993.
.   
[2] Palimpsesto — Manuscrito em pergaminho que, após ser raspado e polido, era novamente aproveitado para a escrita de outros textos — prática comum na Idade Média. Modernamente, a técnica tem permitido restaurar os caracteres primitivos. 

domingo, 5 de abril de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 001


Edição moderna do Novo Testamento impressa em papel e encadernada

Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato queremos incentivar que todos possam ler esses artigos compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

Introdução

Um dos maiores problemas que enfrentamos na exposição bíblica surge da percepção de quão pouco, realmente, a vasta maioria da s pessoas — sejam crentes ou não — entendem o Novo Testamento, no que diz respeito a como ele foi produzido e como chegou até nós. O intuito dessa série, quase enciclopédica é tentar dar um basta no besteirol existente ao redor desse assunto, trazendo para a luz os fatos realmente importantes de como os manuscritos do Novo Testamento foram produzidos, compilados e preservados até a invenção da imprensa, o que será objeto de outras partes dessa série.

Hoje queremos começar com as informações mais básicas, envolvendo os materiais que eram utilizados para se escrever nos dias em que o Novo Testamento começou a ser escrito.

I. Materiais de Escrita no Mundo Antigo Nos dias do Novo Testamento

Planta de Papiro




Pequeno Rolo de Pergaminho - feito de couro  - pronto para ser escrito

Todos os manuscritos bíblicos, com algumas pequenas exceções compostas por versículos escritos em amuletos ou potes de barro, foram grafados nos seguintes materiais: papiros, pergaminhos e papel. Cada uma desses materiais tinha suas próprias vantagens e desvantagens. Os pergaminhos — produzidos a partir de peles de animais — eram de longe os mais duradouros, mas eram também muito mais caros, e era uma dificuldade enorme conseguir uma série de páginas que tivessem as mesmas medidas e a mesma tonalidade.

Folha de papiro pronta para ser manuscrita

Já os papiros, por sua vez, eram bem mais baratos, mas se desgastavam com grande facilidade. Uma vez que os papiros eram extremamente sensíveis à umidade os mesmos eram facilmente destruídos em ambientes úmidos. Uma única exceção são os papiros que continuam sendo descobertos no Egito — lugar onde a umidade é muito baixa — mas mesmo esses estão sendo descobertos e recuperados muito danificados pelo tempo.

Papel feito de tecido que permitia receber tintas coloridas - c. 1200 d.C

Quanto ao papel, o mesmo não se tornou disponível até recentemente, e apesar do mesmo ser mais barato que o pergaminho quando as indústrias de fabricação de papel foram estabelecidas, o investimento era enorme o que fazia que existissem bem poucas fábricas de papel, que naqueles dias, diga-se de passagem produziam o chamado “papel” de retalhos de tecido. Sendo assim os primeiros papeis não eram baratos, quando comparados com o custo moderno quando o papel é feito de polpa de madeira.

A seguir discutiremos com maior profundidade a produção e o uso de papiros.

CONTINUA...

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