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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 — A HISTÓRIA — A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — PARTE 002

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Concepção artística do Cristo Pantocrator ou Todo Poderoso

Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO E A HISTÓRIA

A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — A VELHA ESCOLA — PARTE 002

b. A VISÃO NATURALISTA DE Hermann Samuel Reimarus

A velha escola da busca pelo Jesus histórico teve seu início com Hermann Samuel Reimarus, que viveu entre os anos de 1694 e 1768. Seus escritos mais importantes acerca do Jesus histórico circularam durante sua vida entre seus conhecidos como manuscritos anônimos. Fragmentos desses materiais começaram a ser publicados entre 1774 e 1778. Existe uma versão moderna disponível em língua inglesa[1].

Reimarus era filho de um estudioso de teologia e neto de um clérigo. Durante certo tempo Reimarus ensinou na faculdade de filosofia da Universidade de Wittenberg, mas a maior parte de sua vida acadêmica foi dedicada ao ensino de línguas orientais no Hamburg Acadeic Gymnasium entre de 1727 até 1768. Reimarus foi contemporâneo de grandes luminares da filosofia, tais como: Leibniz, Wolff, Locke, Berkeley e Hume. As influências desses homens podem ser percebidas com facilidade em seus escritos, principalmente a do deísmo inglês e do racionalismo de Wollf. Quando o material original atribuído a Wollf foi publicado — Wolfenbüttel Frangments — pela primeira vez, o mesmo causou certa agitação nos meios acadêmicos, pois havia um forte antagonismo e grande oposição quanto à publicação do mesmo. Em seguida, quando descobriu-se que o verdadeiro autor daquele material era o próprio Reimarus, sua família desaprovou a continuidade da publicação do mesmo, para salvaguardar a reputação da própria família, a salvaguarda dos bens familiares e pelo bem estar geral de todos seu parentes. Estudantes que estavam se preparando para o ministério viram-se perplexos e acabaram desistindo de seus estudos voltando-se para outras profissões.

O que Reimarus fez em seus escritos foi causar uma divisão entre a Cristandade e Jesus deixando apenas um pequeno quadro deísta da pessoa de Jesus. Esse Jesus, como não poderia ser diferente, era um Jesus conforme a religião natural. Ver o artigo anterior onde falamos acerca dos conceitos de religião natural e sobrenatural. Para ajudar o leitor a entender melhor a posição de Reimarus, segue um resumo de suas posições: Seu ponto de partida foi o conteúdo das pregações feitas por Jesus. Ele, então, chegou à conclusão que uma distinção profunda precisava ser feita entre a intenção e mensagem, ou seja, entre os ensinamentos de Jesus e os ensinamentos de seus apóstolos. A mensagem de Jesus foi reduzida a apenas duas frase: 1) Arrependei-vos e crede no Evangelho; e 2) Arrependei-vos porque o Reino de Deus está próximo. Partindo do pressuposto que Jesus não ofereceu nenhuma explicação acerca do que ele queria dizer ao utilizar essas duas frases, então as mesmas devem ser, obrigatoriamente, entendidas de acordo com os termos aceitos pelo judaísmo da época. Isso se deve ao fato de Jesus ter sido um judeu religioso na plenitude dessa expressão. Não era sua intenção criar uma nova religião. Seu único objetivo em vida era restabelecer a independência da nação judaica. Nesse sentido ele era o Messias. Um Messias judeu e político. Jesus desejava despertar os judeus para um levante político que o conduzisse à posição de líder supremo do povo de Israel. Uma vez que a nação de Israel era vista como o Filho de Deus, a reivindicação de Jesus de ser o Messias era algo, restrito aos limites da humanidade. Um entendimento histórico dos ensinamentos de Jesus requer que abandonemos todos os dogmas referentes à metafísica filiação divina de Jesus, bem como acerca da trindade e outros conceitos dogmáticos similares.

Entretanto, a intenção de Jesus de Jesus de despertar os judeus para que o declarassem como seu Messias terrestre e, com isso, alcançar uma completa e definitiva libertação do jugo romano, não se materializou. Jesus esperou em vão pelo levante popular. Jerusalém recusou revoltar-se. Dessa forma a vida de Jesus terminou numa enorme tragédia. Antes de sua prisão Jesus foi tomado de pavor e seu grito de desespero na cruz — “Deus meu, Deus Meu! Porque me Desamparaste?” — indicam o completo fracasso de sua missão. Como os judeus não corresponderam, Deus abandonou a Jesus.

Ainda de acordo com Reimarus, depois desses acontecimentos, os alvos e as intenções dos discípulos assumiram um papel preponderante. Primeiro os discípulos enfrentaram um período de melancolia. Eles não dispunham de nenhum tipo de recursos. Durante os três anos seguindo a Jesus, eles havia se esquecido como era ter que trabalhar. Eles não gostariam de voltar aos velhos e conhecidos caminhos de antes. De que maneira eles iriam se sustenta daqui para frente? A única forma que eles conheciam era por meio da pregação. Reimarus considerava as narrativas da ressurreição contraditórias. Além disso, Reimarus defendia a ideia que Jesus nunca falou nenhuma palavra aos discípulos acerca de sua morte e ressurreição. Desse modo, Reimarus sugeriu uma versão naturalista da ressurreição: os discípulos teriam roubado o corpo morto do Senhor Jesus. Eles então esperaram por um longo período de tempo — 50 dias — que pudesse lhes servir de cobertura para o que tinham feito.  A seguir eles inventaram a mensagem da ressurreição e começaram a proclamar o iminente retorno de Jesus como o Messias. Mas os fatos da história contradizem uma volta rápida de Jesus e, por isso, tal volta não pode ser verdadeira. Desse modo, o cristianismo repousa sobre uma fraude.

Essa foi a primeira tentativa de se descobrir quem, exatamente, foi Jesus, por meio duma alegada abordagem histórica objetiva e isenta de pressupostos. Foi assim que teve início a chamada “velha escola” da busca pelo Jesus histórico.

Em nossos dias, apesar dos postulados de Reimarus continuarem sendo repetidos por falsos mestres — alguns são verdadeiros sabichões — os mesmos são considerados absurdo e muito, mas muito amadores mesmo. Jesus nunca foi um revolucionário político, apesar dessa história ser periodicamente reciclada quando surge uma nova oportunidade de faturar com esse tema. A vasta maioria dos teólogos dos nossos dias, reconhecem que Reimarus não fez justiça ao texto do Novo Testamento. Suas PRESSUPOSIÇÕES deístas e naturalistas criaram uma nova imagem do Senhor Jesus. A velha escola da busca pelo Jesus histórico teve seu início com Reimarus. O grito de batalha do movimento era: vamos voltar para Jesus, o homem de Nazaré. O completo abandono dos dogmas cristãos e a procura da personalidade e da religião de Jesus seriam decisivas. O PRESSUPOSTO básico — da tentativa sem pressupostos — era que o Jesus da história e o Cristo das pregações feitas pela igreja eram pessoas distintas. História e dogma são duas coisas diferentes. E foi assim que o problema acerca da busca pelo Jesus histórico teve seu início.

Muitos outros, naqueles dias, se empenharam em descobrir quem era Jesus. Inúmeros livros com o título de ”Vida de Jesus” fora escritos e publicados. Uma excelente abordagem histórica do que de mais importante foi escrito e produzido naqueles dias pode ser encontrada na monumental obra de Albert Schweitzer, A Busca do Jesus Histórico — Um Estudo Crítico de Seu Progresso de Reimarus até Wrede. Esse material está disponível em português. Por ora, nos basta analisar a posição do teólogo e crítico da Bíblia Heinrich Eberhard Gottlob Paulus que viveu entre 1761 e 1851. Paulus, que veio a falecer em Heidelberg aos noventa anos de idade, apresentou Jesus como um homem exemplar do ponto de vista moral e que ensinou as eternas verdades da religião racional. Ele deu uma interpretação completamente naturalista para os milagres de Jesus. Tais interpretações são comuns em todos os comentários escritos por liberais até os nossos dias. A alimentação dos cinco mil, por exemplo, começou com Jesus compartilhando sua própria refeição dando, desse modo, início a uma reação em cadeia. Dessa forma descobriu-se que havia mais comida do que era realmente necessária. É óbvio que estamos diante de, ainda outra, interpretação superficial e ingênua apresentada em nome da ciência histórica e acompanhada duma genuína objetividade.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 001

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 002

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 003

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 004

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 005

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 6

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007
TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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[1] Reimarus, Hermann Samuel. Reimarus: Fragments. Wipf & Stock Publishers, Eugene, 2009.


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segunda-feira, 20 de junho de 2016

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 046 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013




II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.


5. João 1:4 - A vida estava nele e a vida era a luz dos homens – Continuação.

Continuando com a exposição de como Mateus nos apresenta a divindade de Jesus, que foi iniciada no último estudo que pode ser acessado por meio desse link aqui:


A. Mateus capítulo 10 se concentra no relacionamento de Jesus com seus discípulos.

B. O capítulo 11 de Mateus retoma o ministério de Jesus, mas a ênfase já mudou bastante:

1. Primeiro, nós temos o questionamento feito por João Batista se Ele – Jesus – era de fato o Messias esperado? — ver Mateus 11:2—6.

2. Em seguida Jesus dá um testemunho a favor de João, mas deixa bem claro a condição superior dos seguidores do reino dos céus quando comparados com os seguidores da Antiga Aliança. Ver Mateus 11:7—11.

3. Neste mesmo contexto, o Senhor Jesus identifica João Batista com o “Elias” mencionado em Malaquias — ver Malaquias 3:1—2 e 4:5—6. Ao fazer isto, Jesus indica que a última profecia do Antigo Testamento se cumpriu e que aquela geração e todas as gerações seguintes estavam diante do Salvador prometido por Deus desde o jardim do Éden — ver Gênesis 3:15.

C. Jesus volta então Sua atenção para a maneira como as pessoas estavam, de fato, reagindo à Sua presença bem como aos atos que Ele estava praticando – ver Mateus 11:16—19.

D. Em seguida Mateus narra as duras palavras de Jesus acerca de como o rigor do juízo de Deus está diretamente atrelado à quantidade de “luz”, ou revelação, que as pessoas possuem. Aqueles que tiveram a oportunidade de ver e ouvir a Jesus — a própria Luz do Mundo — sofreriam um julgamento bem mais severo dos que todas as gerações anteriores, por mais perversas que tivessem sido – ver Mateus 11:20—24. O motivo de tanto rigor, nos explica Jesus, é que todos aqueles que rejeitam ou não aceitam o Salvador, o Cristo de Deus, estão na realidade desprezando o próprio Deus — ver Lucas 10:13—15.

E. Mas Jesus segue em frente com seu ministério e faz uma revelação e um convite deveras impressionantes — ver Mateus 11:25—30.

F. No capítulo 12 Mateus dá continuidade à construção da imagem do Senhor Jesus como sendo superior a todos os outros emissários vindos da parte de Deus, pois até do sábado ele era Senhor. Além disso, Jesus declara ser maior do que o próprio Templo, algo que era inconcebível para os judeus daquela época. A área do templo cobria aproximadamente 20% de toda a extensão da cidade de Jerusalém e, por este motivo, a afirmação de Jesus era recebida com tanta incredulidade — ver Mateus 12:1—8.

G. Depois Mateus nos diz que Jesus efetuou mais uma cura dramática — a cura do homem com a mão ressequida. Os fariseus conspiram em como tirar a vida de Jesus. E por quê? Porque Jesus expunha a hipocrisia deles — ver Mateus 12:9— 14.

H. Jesus então se retira, mas prossegue com seu ministério, indicando que havia vindo mesmo para ser o Salvador da humanidade — ver Mateus 12:15—21.

I. A cena muda rapidamente e Jesus se encontra novamente na presença de uma multidão de pessoas e dos fariseus. Jesus expele um demônio e livra um homem de uma surdez — falta da capacidade de ouvir — e de uma cegueira — falta da capacidade de enxergar, que eram causadas pela ação de um demônio. Não temos dúvidas de que a cura deste homem é sintomática da condição de todas as pessoas. Novamente Jesus confronta tanto os fariseus como a multidão que continuava incrédula — ver Mateus 12:22—32.

J. Jesus passa então a questionar os fariseus e a multidão com base na lógica do que eles estavam vendo comparada com a maneira como estavam reagindo — ver Mateus 12:33—34.

K. Os fariseus juntamente com os escribas pedem um sinal ao Senhor, como se já não tivessem visto sinais suficientes. Jesus, como era de se esperar, se recusa, mas ainda assim faz referência a um sinal futuro que certamente seria lembrado — ver Mateus 12:38—42.

L. Jesus já estava farto de todas aquelas manifestações de incredulidade e decide selar de forma definitiva o estado daquelas pessoas. Isso é um indicativo bastante claro do que acontece com todas as pessoas que possuem a luz, mas se recusam a andar de acordo com a mesma. O último estado, após a manifestação da luz, é pior do que o primeiro — ver Mateus 12:43—45.

M. Mateus faz, na sequência, um comentário editorial, como uma maneira de nos ajudar a pausar e pensar na gravidade das palavras anteriormente proferidas por Jesus. Mas esse comentário tem também seus próprios méritos porque desmonta um dos argumentos mais caros da Igreja Romana. Esse argumento é de que Maria é mais do que as Escrituras lhe reservam. Como o texto deixa bem claro, ela não é. Diante de tudo o que Mateus vem referindo a conclusão não poderia ser outra: o que realmente importa é como reagimos à revelação de Deus. Podemos ser obedientes ou desobedientes. Mas temos que estar conscientes de que, de uma ou de outra forma haverá consequências — ver Mateus 12:46—50.

N. O início do capítulo 13 de Mateus já nos apresenta uma grande mudança na abordagem de Jesus, pois o texto nos diz que naquele mesmo dia o Senhor continuou ensinando, como era seu costume, mas o fez através de parábolas – ver Mateus 13:1—3a.

O. Jesus passa a ensinar através de parábolas – ver Mateus 13:3b—9.

P. Os discípulos acusaram o golpe e questionaram ao Senhor o porquê daquela mudança de estratégia — ver Mateus 13:10.

Q. A resposta de Jesus é inequívoca: a oportunidade daquelas pessoas havia passado, nada mais restava fazer senão agir de acordo com os fatos. Eles, a multidão e os fariseus, os escribas etc, não queriam acreditar. Não valia à pena insistir. A porta ou oportunidade de salvação se havia fechado sobre aquelas pessoas — ver Mateus 13:10—18.

R. Note como a parábola do Semeador nos revela a verdadeira condição ou condições dos corações humanos diante da semeadura da Palavra de Deus — ver Mateus 13:18—23. Que tipo é o teu coração caro leitor?

CONTINUA...

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_30.html
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_3.html
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_31.html
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_8.html
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_11.html
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_27.html

28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004


Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

OS FALSOS ENSINAMENTOS E O GRANDE EQUÍVOCO ACERCA DELES


Resultado de imagem para a paz se possível

Esse blog tem se dedicado a promover a verdade através da incorruptível Palavra de Deus. Nesses seis anos publicamos varias centenas de artigos acerca da fé, alguns apologéticos outros instrucionais, além de diversas séries tratando dos mais diversos assuntos pertinentes à fé cristã.

Nesses anos também não nos furtamos em denunciar com firmeza falsos mestres e falsos profetas, sempre apelando para que se arrependam de seus maus caminhos e retornem aos caminhos do Senhor, nosso Deus, porque ELE É RICO EM PERDOAR!

Outro dia, lendo um livro me deparei com o parágrafo que reproduzo abaixo. O mesmo explica muito aquilo que nos motiva a defender a verdadeira fé e denunciar os falsos mestres e suas heresias destruidoras. O texto diz o seguinte:

“Hoje em dia as pessoas dizem: o que devo fazer? Eu sou somente um membro da igreja e não uma pessoa estudada. Eu não entendo de questões teológicas. Como eu posso saber quem está certo ou errado? Eu vou a igreja, ouço o que o ministro tem a dizer e estas coisas eu creio.

Eu não posso permitir que meu amor seja tão misericordioso a ponto de tolerar e aceitar doutrinas falsas. Quando a fé e as doutrinas estão em perigo nem o amor nem a paciência estão na ordem do dia.

Um viver errado não destrói o cristianismo, e sim o exercita. Entretanto doutrinas erradas e fé falsa põe tudo a perder. Com relação a doutrinas erradas e fé falsa não devemos ter tolerância, nem misericórdia e sim raiva, disputa e destruição, sempre com a palavra de Deus como nossa arma.

Se a sedução e as trevas tivessem que começar novamente e o diabo começasse a manifestar sinais através de alguns falsos profetas até ao ponto de curar uma pessoa doente muitos e muitos seguiriam este profeta e todas as pregações e advertências para nada serviriam. Pois para todos aqueles que não tem amor pela verdade, o diabo será forte e poderoso. Assim, se os ensinos do falso profeta contradizem as doutrinas bíblicas e os ensinos de Cristo nos não devemos ter a menor consideração pelos mesmos, ainda que haja uma chuva diária de milagres”.[1]

Agora vem a surpresa. Talvez muitos de vocês ao lerem esse texto tenham imaginado, com eu fiz, que o mesmo foi escrito por algum apologista ou até mesmo por algum blogueiro do século XXI. Se você pensou assim, lamento desanpotá-lo. O texto acima foi grafado a quase 500 anos pelo reformador Martinho Lutero.

Nossa esperança é que ao ler o mesmo, nosso leitores entendam um pouco melhor quão antigo é esse problema representado pelos falsos mestres e suas heresias destruidoras e que possam se unir a nós em denunciar os mesmo, mas especialmente que possam se afastar dos mesmos antes de serem tragados junto com os mesmos na hora em que Deus trouxer seu justo juízo sobre eles, caso não se arrependam.

Que Deus Abençoe a todos.

Irmão Alex.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.




[1] Plass, Edwald M. What Luther Says – New Edition. Concordia Publishing House, St. Louis, 2006. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 010 - ATOS 2:22- 36 – O PRIMEIRO SERMÃO - PARTE 001


Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

ATOS DOS APÓSTOLOS


Introdução.

A. Na mensagem anterior — SERMÃO 009 — nós tivemos a oportunidade de falar acerca de como Deus prometeu, através do profeta Joel — 
Joel 2:28—32 
28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 
29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.
30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. 
31 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. 
32 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o 
derramar do seu Espírito Santo sobre todo o seu povo, sem nenhuma espécie de distinção.

B. Tempos depois, Jesus também prometeu a vinda do Espírito Santo. Jesus caracterizou o ministério do Espírito Santo de duas maneiras bem definidas: 
João 16:12—14
12 Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; 
13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. 
14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 
1. Em primeiro lugar, como o Espírito Santo é chamado de Espírito da verdade, ele viria para conduzir os discípulos a toda verdade. 
2. Em segundo lugar o Espírito Santo viria para glorificar ou engrandecer a Jesus Cristo. 
C. Os acontecimentos narrados em Atos 2:1—4: 
1. O som como de um vento impetuoso. 
2. Línguas como de fogo distribuídas sobre as cabeças dos discípulos. 
3. O enchimento dos discípulos com o Espírito Santo. 
4. A capacidade de falar das grandezas de Deus em outras línguas. 
Foram todos interpretados pelo apóstolo Pedro como sendo o cumprimento da profecia de Joel. Nenhuma palavra é dita acerca do Batismo com o Espírito Santo conforme tinha sido falado pelo Senhor Jesus apenas 10 dias antes — 
Atos 1:5 
Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 
D. E, na citação que Pedro faz da profecia de Joel em Atos 2:17—18 uma realidade está destacada, por uma repetição que tem o propósito de enfatizar, que trata do fato de que todo o povo de Deus, ao receber o Espírito Santo iria profetizar.      
E. No sermão anterior — SERMÃO 009 —  nós falamos que o termo profetizar, no Novo Testamento apresenta dois significados principais:
1. O primeiro é convocar o povo de Deus ao arrependimento e anunciar o que Deus pretende fazer no futuro.
 2. O segundo é capacitar as pessoas a proclamarem ou anunciarem o Evangelho. 
F. Quando Pedro afirma que os acontecimentos narrados em Atos 2 eram o cumprimento da profecia de Joel e ele afirma que o Espírito Santo estava sendo derramado sobre todo o povo de Deus sem nenhum tipo de distinção, ele também diz que todo o povo iria “profetizar”, nós precisamos nos perguntar: o que, exatamente ele estava querendo dizer com isso? 
1. Será que ele estava dizendo que todo o povo de Deus iria profetizar acerca do futuro.
2. Ou será que ele estava dizendo que todo o povo de Deus iria poder proclamar e anunciar as boas novas? 
G. Que proveito existiria para nós, vivermos numa comunidade onde todos os membros profetizassem acerca do futuro. Seria, provavelmente, uma confusão danada. 
H. Mas teríamos muito o que aproveitar se cada uma de nós assumisse a responsabilidade de proclamar ou anunciar as Boas Novas do Evangelho acerca de Jesus. 
G. Cremos que é nessa última capacidade que Deus derramou seu Espírito Santo sobre todo o seu povo: todos os cristãos podem e devem “profetizar” acerca das Boas Novas. 
H. Então, se o Espírito Santo viria para engrandecer a Jesus e ao ser derramado ele capacitaria todo o povo de Deus a anunciar as Boas Novas do Evangelho, advinha o que aconteceu, assim que o Espírito Santo foi derramado? Ele imediatamente inspirou Pedro a... 

ENGRANDECER A JESUS E A PROCLAMAR AS BOAS NOVAS

I. O Anúncio das Boas Novas 
A. A melhor maneira de entendermos o pentecostes não é através das profecias do Antigo testamento e sim como essas profecias foram cumpridas em Jesus. 
1. A Vida e o Ministério de Jesus – verso 22   
a. Jesus foi um homem de verdade, mas sua vida foi aprovada por Deus mediante três coisas: 
i. Milagres — grego δυνάμεσι dinámesi — atos que demonstram o poder de Deus. 
ii. Prodígios — grego τέρασι térasi – atos que deixavam as pessoas atônitas. 
iii. Sinais — grego σημείοις semeíois – atos que tinham o propósito de enfatizar verdades espirituais, especialmente o fato de que Jesus vinha da parte de Deus. 
b. Note as ênfases de Pedro com respeito à vida e ao ministério de Jesus: 
i. Diante de vós. 
ii. Entre vós. 
iii. Vós mesmos sabeis.

2. A Morte de Jesus – verso 23 

a. A morte de Jesus foi um evento que transcende o tempo e o espaço e é caracterizada por Pedro da seguinte maneira: 
i. Em parte cumpriu o desígnio de Deus. 
ii. Em parte manifestou a maldade arraigada nos corações humanos provando que precisamos de libertação do poder do pecado que nos controla —
 1 Coríntios 2:7—8 
7 mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; 
8 sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória. 
b. Mas foi, exatamente através da morte de Jesus, pelas mãos de homens iníquos que o desígnio e presciência de Deus se cumpriram para nossa salvação. 
3. A Ressurreição de Jesus – versos 24—32  
a. ressurreição de uma pessoa pode ser qualquer coisa, menos um evento corriqueiro que possa passar despercebido. 
b. Pedro começa essa passagem — verso 24 — e termina a mesma — verso 32 — afirmando uma mesma verdade: Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos. 
c. Pedro afirma que as Escrituras do Antigo Testamento testemunham acerca da morte, ressurreição e ministério mundial do Messias, pois depois da ressurreição de Jesus, eles entenderam que muito daquilo que estava prometido a um dos descendentes de Davi, havia se cumprido, literalmente na vida de Jesus — nesse caso a citação vem do Salmo 16. 
d. Dessa maneira, o Espírito Santo faz convergir tanto a revelação do Antigo Testamento quanto o testemunho dos apóstolos para uma e mesma verdade: Jesus ressuscitou dentre os mortos. 
4. A Exaltação de Jesus – versos 33—36 
a. Da mesma maneira como Pedro aplicou o Salmo 16 à ressurreição de Jesus, agora ele aplica o Salmo 110 à exaltação de Jesus à destra de Deus. 
b. É dessa posição exaltada que Jesus derrama o Espírito Santo — em várias capacidades, como iremos ver mais adiante — sobre todo Seu povo. 
C. Jesus é agora o Senhor a quem a profecia de Joel se referia. Por esse motivo, a frase do profeta, repetida por Pedro, de que: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo, diz respeito, ao fato de que: à partir de agora trata-se do nome do Senhor Jesus! Foi isso que o Espírito Santo veio fazer: engrandecer o Senhor Jesus. 
  II. As Boas Novas Aplicadas na Vida dos Ouvintes – versos 37—41

A. Aquilo que a Palavra de Deus diz, precisa ser levado muito à sério porque as questões acerca das quais ela trata são verdadeiras questão de vida ou morte... eternas. 
1. Compromisso com a Verdade – versos 37—39 
a. Ao ouvirem aquelas palavras o Espírito Santo trouxe profunda convicção sobre aqueles ouvintes —
João 16:8—11 
8 Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: 
9 do pecado, porque não crêem em mim; 
10 da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; 
11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. 
b. A salvação em Cristo é realmente muito simples, apesar do preço que foi pago ter sido absurdamente alto: a própria vida do Filho de Deus. 
c. O que é necessário para receber a salvação oferecida por Deus em Cristo? Antes de mais nada, temos que reafirmar que essa salvação é oferecida gratuitamente a todas as pessoas deste mundo sem nenhum tipo de distinção ou preconceito. Eis o que é necessário:  
i. Arrependimento, que inclui sincero pesar pelos pecados cometidos, especialmente a recusa em aceitar a Jesus Cristo e as implicações que existem atreladas a essa tomada de decisão: negar-se a si mesmo e tomar a própria cruz, dia a dia. 
Lucas 9:23—25 
23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 
24 Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.
25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? 
ii. Receber o batismo como testemunho público do arrependimento e de mudança de vida. 
d. Uma vez tomadas essas decisões, a promessa de Deus é: 
i. O perdão dos pecados — todos os pecados: passados, presentes e até mesmo os futuros. 
ii. O recebimento do dom do Espírito Santo o qual vem habitar no crente. 
2. Compromisso com a Comunidade Cristã – versos 40—41 
a. Além de assumir um compromisso com o Senhor Jesus e receber o Espírito Santo, o cristão assume também um compromisso com a comunidade Cristã. 
b. Compromisso com Cristo é compromisso com a comunidade messiânica. 
c. A salvação em Cristo nos transfere de uma geração perversa e perdida para uma geração de pessoas salvas — ver Atos 2:40 e comparar com o verso 47.   
Conclusão:

A. O Resumo da mensagem de Pedro naquele dia é como segue:

1. Jesus era verdadeiro homem, mas foi aprovado por Deus mediante a realização de grandes portentos.

2. Jesus foi morto por mão de homens iníquos, mas que cumpriram propósitos eternos de Deus.

3. Jesus ressuscitou dentre os mortos como os profetas haviam falado e como os apóstolos haviam testemunhado.

4. Jesus foi exaltado à destra de Deus e de lá derramou o Espírito Santo sobre todo o povo de Deus de todas as épocas.

5. Jesus oferece perdão dos pecados e o Espírito Santo a todos que com fé se arrependem e recebem o batismo.

6. Dessa maneira os que assim procedem além dos benefícios mencionados acima, são também incorporados à nova comunidade messiânica.

B. . Nosso desafio, como profetas de Deus, que somos todos nós é:

1. Sermos fiéis a essa mensagem conforme nos é ensinada nas páginas da Bíblia.

2. Apresentar as Boas Novas do Evangelho de modo que o mesmo faça sentido para os homens e mulheres dos nossos dias.

C. Nosso foco precisa estar centrado em Cristo que é o Autor e o Consumador da nossa fé —

Hebreus 12:2

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

D. Nós não temos a liberdade de pregar a Jesus de nenhuma outra forma como muitas fantasias que existem por aí. Não temos também o direito de basear nossa pregação em nossas próprias experiências, porque não fomos testemunhas nem da vida nem da ressurreição de Jesus.

E. O que temos em mão é o seguinte: dois eventos — a morte e a ressurreição de Jesus; duas testemunhas — os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo testamento; duas promessas — perdão dos pecados e outorga do Espírito Santo; duas condições: arrependimento e batismo com fé.   

Não deixe de ler a continuação dessa mensagem por meio desse link aqui:

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/atos-237-42-sermao-011-o-primeiro.html
OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

Alexandros Meimaridis

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