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segunda-feira, 30 de maio de 2016

ANDREW MURRAY - ESTUDO 013 - CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES


Romanos 2:17—21

17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei;

19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,

20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;

21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

Você se lembra o modo solene como Jesus nos advertiu que nem todos os que dizem ”Senhor! Senhor!”, mas apenas os que fazem a vontade do Pai entrarão no reino dos céus? (Mateus 7:21). Nos versos de Romanos acima, Paulo nos faz uma advertência semelhante. Ele diz para os judeus, que se orgulhavam em conhecer a Deus e que colocavam sua confiança naquele conhecimento, que o mesmo não tem nenhum proveito a menos que o conhecimento seja transformado em prática. Nos dias do nosso Senhor, esse tipo de orgulho era característico daqueles que estudavam as Escrituras. Eles estavam orgulhos do conhecimento que tinham da Palavra. Esse é também um dos grandes perigos da nossa leitura regular da Bíblia e da frequência à igreja: nós gostamos de adquirir compreensões novas e claras das verdades de Deus e até nos sentimos abençoados porque as coisas são assim. Tudo isso, enquanto fazemos pouco progresso em praticar Sua vontade. Nós apreciamos conhecer mais a vontade de Deus do que fazê-la. Nossa religião é algo que está em nossas cabeças bem mais do que em nossos corações. Esse é um perigo assustador.

Não há como evitar esse perigo, exceto mantendo claro em nossas mentes, à medida que lemos a Palavra de Deus, que o motivo porque Ele tornou Sua vontade conhecida é que nós sejamos obedientes à mesma. E que tudo o que Ele revela acerca de Sua vontade eu devo desejar praticar. Apenas conhecer Sua vontade só pode produzir tristeza e o engano representado pela aparência da piedade. Também isso causa o endurecimento da desobediência em mim se não praticar aquilo que eu sei. Deus faz sua vontade conhecida na expectativa que eu obedeça. Fazer a vontade de Deus é a única forma de agradá-Lo e tornar-me receptivo a Sua santidade e Seu amor.

A única razão porque eu quero conhecer a vontade de Deus e para que eu possa praticá-la. Se esse é teu desejo sincero, pode ser uma boa ideia escrever o seguinte numa página da tua bíblia: “Do mesmo modo que eu quero crer, com todo meu coração em todas as promessas de Deus encontradas nesse livro, eu também desejo de todo meu coração praticar cada um e todos os mandamentos de Deus que encontro nele”.

Leia essa frase todas as vezes que você abrir a sua bíblia e pense nela todas as vezes que você ouvir a Palavra sendo pregada. Esteja alerta para capturar as indicações relativas à sua vontade e aprenda a dizer com humildade: “eu descobri algo que Deus deseja que eu faça, e eu vou me empenhar imediatamente em obedecer Sua vontade”. Não leia uma porção muito extensa de uma vez; em vez disso, pondere cada revelação da vontade de Deus e permita que a mesma entre profundamente em teu coração. No Salmo primeiro, nós lemos:

Salmos 1:2

Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

Medite em cada mandamento com alegria e amor até seu rico significado e beleza se expandir diante de seus olhos. E então, acima de tudo, ore para que o Espírito de Deus implante essa verdade em seu coração

O motivo porque nos falta força para fazer a vontade de Deus, e que nos leva até mesmo a pensar que não podemos ou que não temos a obrigação de obedecer ao Senhor, é porque nós recebemos Sua revelação com nosso entendimento. Isso transforma a Bíblia numa letra morta. É o Espírito que dá vida a palavra “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6:63). O Espírito Santo precisa revelar a Palavra de Deus aos nossos corações; Ele precisa transformá-la em espírito e vida. A lei não pode vivificar a Palavra; os mandamentos conduzem para a morte todas as vezes que procuramos entendê-los com base na compreensão humana e obedecê-los baseados em nossa própria força.

Coloque-se silenciosamente diante da presença de Deus; deixe o Espírito Santo trabalhar em seu coração; consagre-se por completo, a fazer a vontade de Deus; ore humildemente para que o Espírito que está em você transforme as palavras que você lê em espírito e vida. Ele irá fazer exatamente isso. Tal conhecimento de Deus irá tornar-se um conhecimento vivo. Que satisfaz nossos anseios e o amor de nossos corações, e que, verdadeiramente, une a nossa vontade com a de Deus. E assim, nos dá o desejo e a força para colocá-la em prática. Você é um cristão. Você se gloria em Deus; você conhece Sua vontade; mas você está praticando a mesma? Essa é a pergunta. Decida em sua mente que você não irá continuar permitindo a discrepância entre seu conhecimento e seu modo de andar. Que você não irá permitir que seu conhecimento esteja tão a frente de sua prática. O Espírito Santo pode fazer com que esses dois aspectos andem de mãos dadas. Aquilo que Ele nos ensina a enxergar, Ele também nos ensina a fazer. Ele é um único Espírito — de luz e poder. Se você conhece a vontade de Deus apenas em sua mente, você não pode praticá-la. Mas se ela for ensinada a você pelo Espírito Santo, então Ele também te dará o poder para colocá-la em prática. Assim, você experimentá-la a benção do Salmo primeiro —

Salmo 1:1—3

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.    
OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.      

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

DEVEMOS GUARDAR QUALQUER PARTE DA LEI DO ANTIGO TESTAMENTO?



O artigo abaixo foi publicado pelo site REFORMA 21 e é de autoria de TIM KELLER

A Lei do Antigo Testamento e a acusação de incoerência

POR TIM KELLER

Acho frustrante quando leio ou ouço colunistas, especialistas ou jornalistas acusando cristãos de incoerência porque “selecionam e escolhem quais regras da Bíblia obedecer”. O que ouço com mais frequência é que “cristãos ignoram muitos textos do Antigo Testamento – sobre não comer carne crua ou carne de porco ou de marisco, executar pessoas por violarem o sábado, não usar peças de roupas tecidas com dois tipos de material e assim por diante. E em seguida, eles condenam a homossexualidade. Vocês não estão simplesmente escolhendo o que querem acreditar na Bíblia?”.

Não é que eu espero que todos tenham a capacidade de compreensão de que a Bíblia inteira é sobre Jesus e o plano de Deus para redimir o seu povo, mas espero em vão que um dia alguém se aproxime do senso comum (ou pelo menos consulte um conselheiro teológico informado) antes de levantar acusação de incoerência.

Em primeiro lugar, vamos deixar claro que não é apenas o Velho Testamento que possui proscrições sobre a homossexualidade. O Novo Testamento também tem muito a dizer sobre isso. Até Jesus diz em sua argumentação sobre o divórcio em Mateus 19.3-12 que o projeto original de Deus era que um homem e uma mulher se unissem como uma só carne, e na falta disto (v. 12) as pessoas devem abster-se de casamento e do sexo.

No entanto, vamos voltar a grande questão de incoerência em relação às coisas mencionadas no AT que não são mais praticadas pelo povo de Deus do Novo Testamento. Muitos dos cristãos não sabem o que dizer quando confrontados sobre isso. Segue um breve rumo sobre a relação do Antigo Testamento com o Novo Testamento:

O Antigo Testamento dedica uma boa parte do seu espaço para descrever os vários sacrifícios que deveriam ser oferecidos no tabernáculo (mais tarde, no templo) para reparar o pecado, de modo que os fiéis poderiam se aproximar do Deus santo. Como parte desse sistema sacrificial, havia também um conjunto complexo de regras para o asseio e pureza cerimonial. Você só poderia se aproximar de Deus em adoração se tivesse comido certos alimentos, vestisse de certas formas, se abstivesse de tocar uma variedade de objetos, e assim por diante. Isso transmitia vividamente, vez após outra, que os seres humanos são espiritualmente impuros e não podem ir à presença de Deus sem purificação.

Mesmo no Antigo Testamento, muitos escritores deram a entender que os sacrifícios e as regras do templo de adoração apontavam para algo além deles. (cf. 1 Samuel 15.21-22, Salmos 50.12-15; 51.17; Oséias 6.6). Quando Cristo apareceu, ele declarou “puros” todos os alimentos (Marcos 7.19) e ignorou as leis de pureza do Antigo Testamento tocando aos leprosos e mortos.

O motivo ficou claro. Quando ele morreu na cruz o véu do templo se rasgou, mostrando que a necessidade de todo sistema sacrificial com as suas leis de pureza haviam terminado ali. Jesus é o sacrifício definitivo pelo pecado e agora Jesus nos faz “puros”.

Todo o livro de Hebreus explica que as leis cerimoniais do Antigo Testamento não foram tão abolidas quanto foram cumpridas por Cristo. Sempre que oramos “no nome de Jesus”, temos “plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus”. (Hebreus 10.19). Seria, portanto, profundamente incompatível com o ensinamento da Bíblia como um todo se continuássemos a seguir as leis cerimoniais.

O Novo Testamento nos dá mais orientações sobre como ler o Antigo Testamento. Paulo deixa claro em passagens como Romanos 13.8 que os apóstolos entenderam que a lei moral do Antigo Testamento ainda se vincula a nós. Em suma, a vinda de Cristo mudou a forma como adoramos, mas não o modo como vivemos. A lei moral é um esboço do próprio Deus o seu caráter – sua integridade, amor e fidelidade. E assim tudo o que Antigo Testamento fala sobre amar o nosso próximo, cuidar do pobre, generosidade com nossas posses, as relações sociais e o compromisso com nossa família, ainda está em vigor. O Novo Testamento continua a proibir matar ou cometer adultério, e toda ética sexual do Antigo Testamento é reafirmado através do Novo Testamento (Mateus 5.27-30, 1 Coríntios 6.9-20; 1 Timóteo 1.8-11.) Se o Novo Testamento tem reafirmado um mandamento, então ele ainda está em vigor para nós hoje.

Além disso, o Novo Testamento explica outra mudança entre os Testamentos. Pecados continuam sendo pecados, mas as penalidades mudam. No Antigo Testamento, coisas como adultério ou incesto eram passíveis de serem punidas com sanções civis, como a execução. Isto porque naquela época o povo de Deus existia sob a forma de um Estado-nação, então todos os pecados tinham penalidades civis.

Mas no Novo Testamento o povo de Deus é um conjunto de igrejas em todo o mundo, vivendo sob muitos governos diferentes. A igreja não é um governo civil, então os pecados são tratados pela exortação e, na pior das hipóteses, a exclusão da membresia. Isto é como o caso de incesto na igreja de Corinto foi tratado por Paulo (1 Coríntios 5.1 e 2 Coríntios 2.7-11). Por que essa mudança? Em Cristo, o evangelho não se limita a uma única nação – foi liberado para todas as culturas e povos.

Uma vez que você admite a principal premissa da Bíblia – sobre o sublime significado de Cristo e sua salvação – todas as diversas partes da Bíblia fazem sentido. Por causa de Cristo, a lei cerimonial é revogada. Por causa de Cristo a Igreja deixou de ser um estado-nação impondo penalidades civis. E tudo se encaixa. No entanto, se você rejeita a ideia de Cristo como Filho de Deus e Salvador, então, é claro, a Bíblia é no máximo uma mistura contendo um pouco de inspiração e sabedoria, mas a maior parte teria que ser rejeitada como insensato ou falso.

Então, em que posição nos encontramos agora? Há apenas duas possibilidades. Se Cristo é Deus, então essa maneira de ler a Bíblia faz sentido e é perfeitamente coerente com sua premissa. A outra possibilidade é de você rejeitar a tese básica do cristianismo – você não acredita que Jesus é o Filho ressuscitado de Deus – e então a Bíblia não é um guia seguro para você sobre muita coisa. Mas a única coisa que você não pode realmente dizer com justiça é que os cristãos estão sendo incompatíveis com suas crenças por aceitarem as afirmações morais do Antigo Testamento e não praticarem outros.

Uma maneira de responder à acusação de incoerência pode ser fazendo uma contra pergunta: “Você está me pedindo para negar a essência da minha crença cristã?” Se for perguntado: “Por que você diz isso?” Você poderia responder: “Se eu acredito em Jesus como Filho ressurreto de Deus, eu não posso seguir todas as leis ‘limpas’ de dieta e prática, e eu não posso oferecer sacrifícios de animais. Isso seria negar o poder da morte de Cristo na cruz. Assim, quem realmente crê em Cristo deve seguir alguns textos do Antigo Testamento e outros não.”

Traduzido por Débora Batista

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


O artigo não representa em sua totalidade, necessariamente, a opinião do Blog O Grande Diálogo.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 3 de agosto de 2014

Gênesis Estudo 022 — Gênesis — A ERA PRÉ-PATRIARCAL E A MULHER DE CAIM


  Representação da Expulsão de Adão e Eva do Paraíso de deus

Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ 
                    Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
                   Terra   a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
Gênesis 1:1
VIII. A Era Pré – Patriarcal.

Conforme já mencionamos, os capítulos 4—11 de Gênesis descrevem a absoluta falência da raça humana, uma vez que a mesma se tornou pecadora, mediante a transgressão do primeiro homem. Isto aconteceu porque a raça humana é uma raça federativa, pois Deus concedeu ao homem o poder de gerar seres exatamente como ele mesmo, uma vez que este homem tornou-se pecador, toda a sua descendência ficou contaminada pelo pecado. Esta contaminação não demorou em se manifestar e, como os homens viviam séculos, a se expandir de maneira verdadeiramente dramática.

Depois da prática do primeiro pecado nossos pais mudaram de várias maneiras:

1. Em primeiro lugar eles perderam sua inocência original —– ver Gênesis 2:25 e comparar com Gênesis 3:7 e 10. Antes da queda eles não conheciam a culpa, quer no relacionamento com Deus quer no relacionamento de um para com o outro. Note como o homem evita assumir a responsabilidade pelo seu ato e procura culpar tanto a Deus como a mulher —

Gênesis 3:11—12

11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.

2. Em segundo lugar, eles perderam completamente o acesso fácil e disponível até à presença de Deus. Em vez de aguardarem o encontro com Deus com uma alegre expectativa no frescor do dia, temeram tal encontro e se esconderam —

Gênesis 3:8—10

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

Como fica evidente, eles não se sentiam mais à vontade na presença de Deus.

3. Em terceiro lugar eles perderam a paz, a segurança e a liberdade que experimentavam no Jardim do Éden, pois foram expulsos de lá —

Gênesis 3:23

O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado.

Além disso, Deus colocou querubins juntamente com o refulgir de uma espada que se revolvia para guardar o caminho de volta ao Jardim do Éden —

Gênesis 3:24

E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

4. Em quarto lugar, eles tiveram que enfrentar a dura realidade de viver longe de Deus, sem imunidade à dor nem às doenças. Com isso a esperança de serem “como Deus” foi esmagada pelas palavras do Criador quando disse:

Gênesis 3:19 

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Certamente não existem palavras mais acachapantes com relação àquilo que somos do que estas que acabamos de ler. Ah! Sim existem muitos seres humanos — cientistas e políticos especialmente — que acalentam idéias de que são algo que vá além do próprio pó. O tempo se encarrega de mostrar quão enganados eles estão!

Comer do fruto proibido poderia parecer absolutamente inocente. Mas o ato em si, como sabemos, escondia por baixo da superfície uma terrível rebelião contra um mandamento de Deus —

Gênesis 2:17

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. 

Temos que entender que toda tentação traz sempre um desafio à Palavra de Deus — ver comentário acerca de Gênesis 3:1 e 4—5, em estudos anteriores. Deus é o único que podia compreender completamente as consequencias da desobediência. Este é um dos motivos porque Ele deu ao homem um teste tão simples! Deus sabe o que é melhor para nós, sempre.

O ato de desobediência do primeiro homem, por causa da sua representação federativa, acabou por libertar sobre toda a humanidade um poder maligno de consequências devastadoras. Uma leitura, mesmo superficial dos capítulos 4 a 11 do livro do Gênesis nos mostra claramente que os acontecimentos narrados acontecem com uma pecaminosidade cada vez maior. Tudo isso nos é apresentado para demonstrar a condição desesperadamente pecadora da raça humana —

Salmo 14:1—3

1 Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.

2 Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.

3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

Esse é o motivo porque a Bíblia usa os seguintes termos para descrever a condição dos homens sem Deus: desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis, pecadores, incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Como podemos ver, diante de tal descrição, não existe nada a fazer senão reconhecermos que a Bíblia fala a verdade!

Já no capítulo 4 do Gênesis vemos a pior das consequências do pecado que é o ato de tirar a vida de outra criatura humana. A humanidade não demorou muito para começar a reverter as maravilhas da criação de Deus como apresentadas em Gênesis 1—2. A depravação humana registrada em Gênesis 4—11 é perfeitamente coerente com as palavras proferidas por Deus para Caim em

Gênesis 4:7

Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.

A. Introdução a Caim.  

Após se levantar e matar a seu irmão Abel, Caim foi confrontado por Deus. Desta confrontação segui-se que o mesmo foi expulso da presença do Senhor — ver Gênesis 4:8—16. A partir deste momento nós temos claramente traçadas duas descendências básicas, a saber: por um lado temos aqueles que continuam a habitar na presença de Deus e por outro nós temos aqueles que se distanciam de Deus e dos seus caminhos. Caim está na segunda categoria. Mas, no seu exílio, ele não está sozinho — ver Gênesis 4:17. A questão é: de onde teria surgido a mulher de Caim? Quem era ela? Estas perguntas possuem uma resposta tão simples que a grande maioria dos comentaristas bíblicos, que se prezam, nem se importam em explicar. Isto acontece porque a explicação não precisa elaborar muito em hipóteses pouco prováveis e sim na clara evidência disponível no texto bíblico. O que sabemos através da leitura do livro do Gênesis é que Adão gerou a um filho — chamado de Sete — quando Adão tinha 130 anos —

Gênesis 5:1—3

1 Este é o livro da genealogia de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez;

2 homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados.

3 Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete.

Como Adão foi criado adulto, apesar de não sabermos exatamente com quantos anos ele foi criado, é certo pensarmos que desde o primeiro instante ele já possuía a capacidade de se reproduzir, pois ao homem — enquanto macho e fêmea — lhe foi dito: sede פְּרוּ peru — fecundos e רְבוּ rebu — multiplicai-vos —

Gênesis 1:28

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Quantos anos se passaram entre a criação de Adão e o nascimento de Sete é impossível de dizer. Todavia, em qualquer situação, sempre haverá anos suficientes para que Adão e Eva tivessem gerados outros filhos e filhas até o nascimento de Sete. E também é certo que naqueles anos do início da raça humana, havia muitos cruzamentos entre parentes de primeiro grau, até porque não podia ser diferente. Como podemos ver, encontrar uma mulher para Caim, não é realmente um bicho de sete cabeças.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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