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sábado, 28 de janeiro de 2017

KIERKEGAARD, HOLLYWOOD E O SALTO NO ABISMO



Hoje estamos publicando um artigo da autoria do Prof. Dr. Wilson Roberto Vieira Ferreira que nos apresenta sua avaliação do filme Passengers — Passageiros. O filme procura recontar a história de Adão e Eva da perspectiva gnóstica e lida com temas queridos pelos cristãos, tais como: liberdade, ansiedade, angústia autoconhecimento, questões morais de todas as ordens e etc. Apesar das posições do prof. Wilson não representarem as opiniões do Blog O Grande Diálogo, ainda assim a leitura do seu artigo é recomendada como parte da oportunidade para discussão que propicia.  

O filósofo KierkegAard vai a Hollywood no filme "Passageiros"
 Wilson Roberto Vieira Ferreira

Por que diante do precipício ao mesmo tempo em que temos medo, também sentimos o impulso de saltar para o fundo do abismo? Em 1844 o filósofo Søren Kierkegaard disse que isso deriva da ansiedade da descoberta de sermos livres para saltar ou não saltar. E sempre temos medo daquilo que mais desejamos. “Passageiros” (Passengers, 2016) retoma essas ideias do filósofo dinamarquês, inclusive com a referencia do abismo: só, no espaço sideral, diante do vazio do Universo, o homem teme por descobrir que é livre, como se retornasse ao mito do Paraíso, antes de Adão e Eva terem descoberto a árvore do conhecimento. “Passageiros” é mais uma amostra da recente guinada metafísica de Hollywood sob camadas de entretenimento e efeitos digitais. Assim como a animação “WALL-E” (2008), também faz uma releitura gnóstica do Gênesis bíblico: como o homem, prisioneiro numa gigantesca espaçonave-resort que ruma para a destruição, pode conquistar a liberdade e autoconhecimento.

Passageiros (2016) é um ótimo exemplo sobre a guinada metafísica dos filmes hollywoodianos: o mix de mitologias e simbolismos filosóficos. Mais precisamente, sobre como, sob a superfície de entretenimento com muito efeitos digitais, os filmes comerciais desfiam sérios conceitos filosóficos tendo com fio condutor a mitologia gnóstica.

Lembrem de filmes como Lucy, Ex-Machina e Transcendence onde o conceito nietzschiano de “vontade de potencia” é introduzido por meio da discussão TecnoGnóstica da Inteligência Artificial; ou os simbolismos freudianos da interpretação dos sonhos aplicados em uma narrativa PsicoGnóstica no filme A Passagem (Stay, 2005).

E não poderia ser de outra forma: um diretor nórdico (Morten Tyldum, O Jogo da Imitação) introduz conceitos filosóficos do filósofo dinamarquês Kierkegaard em uma narrativa que faz uma alusão invertida do mito de Adão e Eva do Gênesis bíblico em uma narrativa da jornada do herói gnóstico — acordar prisioneiro em um cosmos que caminha para a entropia e destruição.

Uma gigantesca espaçonave (simbolicamente de forma helicoidal do DNA humano) atravessa a galáxia em uma viagem de 120 anos para uma colônia em um remoto planeta transportando milhares de pessoas em câmaras de hibernação. Porém, uma má função resulta no despertar prematuro de um passageiro, 90 anos mais cedo da chegada prevista. Ele se vê sozinho numa gigantesca nave automática que mais parece uma mistura de shopping center com hotel-resort.


Sozinho naquele microcosmo, cujas más funções começam lentamente a contaminar toda a nave, e junto com 5.000 almas hibernando, o protagonista será confrontado com sérias questões morais, a angústia e a ansiedade. Mas tudo isso traduzido pela filosofia de Søren Kierkegaard (1813-1855), mais precisamente na sua obra O Conceito de Ansiedade de 1844, muito tempo antes do Existencialismo e da Psicanálise.

O Filme

Jim (Chris Pratt) é um dos 5.000 passageiros, mais a tripulação, mantidos em câmaras de hibernação, na espaçonave automática Avalon. Viajando a metade da velocidade da luz, Avalon ruma em direção da colônia Homestead II em uma jornada de 120 anos. Após 30 anos, a Avalon atravessa uma região do espaço com uma intensa chuva de meteoros o que obriga a nave a concentrar quase a totalidade da energia nos seus escudos. Isso produzirá uma lenta disseminação de pequenas más funções na Avalon.

E Jim é a primeira vítima: sua câmara de hibernação desperta-o prematuramente, como se a espaçonave já estivesse se aproximando de Homestead II. Tudo parece normal (o protocolo de boas vindas é acionado automaticamente pelos sistemas da nave), mas logo Jim cai em si – ele está sozinho em uma gigantesca espaçonave, faltando ainda 89 anos para o destino. Morrerá sozinho antes do restante dos passageiros despertar.

No início temos a clássica jornada do herói: primeiro ele fica confuso e desesperado. Depois, aparentemente aceita o destino e passa a usufruir de todos os serviços daquele autêntico hotel resort espacial – come sushi todas as noites e bebe uísque com a única companhia, o barman robô chamado Arthur (Michael Sheen) programado para bate papos superficiais de balcão de bar com os clientes.


A nave Avalon, o design interior e o balcão com o solicito robô barman são evidentes alusões a 2001 e O Iluminado de Stanley Kubrick. Assim como em O Iluminado, a solidão num lugar distante de qualquer coisa humana na Galáxia começa a enlouquecer o protagonista – por meses caminha nu pela nave, deixa crescer uma espessa barba, embriaga-se em longas conversas com repostas protocolares do barman androide, faz caminhadas espaciais e por horas fica olhando para o vazio e quase tenta suicídio em uma câmara de ar na saída da Avalon.

A partir daí, Jim passa o tempo lendo textos e os registros de vídeo dos passageiros em hibernação. Até ter um interesse peculiar por Aurora (Jennifer Lawrence), jornalista e escritora. Como engenheiro mecânico, Jim leu todos os manuais sobre as câmaras de hibernação o que o coloca em uma sinuca existencial e moral: um ano de solidão lhe deu uma inesperada consciência de liberdade. Jim pode despertá-la para dividir com ele a solidão. Mas por outro lado, isso significava roubar-lhe a vida que Aurora teria no futuro.

Jim convence a si mesmo que poderiam se apaixonar e ele iria construir uma casa para ela – um dos temas ao longo do filme é como a automação impossibilita as pessoas de construírem coisas com suas próprias mãos, roubando a humanidade dos objetos.

Depois de muitos dilemas éticos e existenciais, Jim decide acordá-la fazendo tudo parecer mais uma disfunção da nave Avalon.

De um lado, a solidão e a liberdade; do outro, o sequestro da vida de Aurora por Jim. Que ainda esconde um tema sombrio: o horror feminista pelo abuso emocional numa cultura do estupro que vê as mulheres como objeto de possessão. Jim é bonito, charmoso e sedutor. Mas esconde uma sombria escolha moral.


O Gênesis gnóstico

Passageiros faz uma interessante analogia com o Gênesis bíblico: o início de uma convivência fundada no pecado original, porém de forma invertida – foi Adão/Jim que conheceu o Mal (a liberdade de escolha) e não Eva/Aurora. O filme faz até uma alusão à árvore cujo fruto Jim não pode comer: a máquina de café automático Spice Extreme Latte, porque não é um passageiro com pulseira “ouro”. Quando Aurora/Eva chega, os dois podem consumir juntos os produtos do nível ouro, enquanto Jim sabe que fez algo muito errado.

O hotel-resort da nave Avalon é o Paraíso que tenta expulsar Jim e Aurora como uma espécie de punição por terem comido o fruto do Conhecimento – Jim, a descoberta da liberdade; e Aurora, permitir a Jim ter acesso “ouro” a serviços.

Mas esse Gênesis parece ter uma releitura bem gnóstica: assim como no Gênesis onde a mulher surge da costela de Adão, é Jim quem desperta uma mulher. Mas Adão e Eva despertam em uma Criação que já está em crise – as más funções anunciam uma destruição próxima de Avalon. Não foi o pecado que fez a Criação incorrer na Queda. A Queda foi a própria criação, que manteve o homem prisioneiro e colocado em condições existenciais extremas que só permitem tirar de dentro do homem o pior de si mesmo.

Aurora descobrirá como um homem aparentemente decente e charmoso foi capaz de roubar-lhe a própria vida. Como é colocado a certa altura em uma linha de diálogo, Jim era alguém que estava se afogando. E toda pessoa que se afoga agarra-se em alguém para levar junto.
Passageiros oferece mais uma releitura gnóstica da mitologia do Paraíso perdido, numa versão um pouco diferente da animação WALL-E (2008) - ver artigo sobre WALLE por meio do link abaixo:

http://cinegnose.blogspot.com.br/2011/02/wall-e-e-eva-disney-faz-releitura-do.html

Tal como na animação, o homem é prisioneiro em uma gigantesca espaçonave-resort que oferece comodismo e conforto. Mas que ao mesmo tempo oferece a oportunidade do autoconhecimento e a descoberta da liberdade.



Kierkegaard vai a Hollywood

Dessa maneira, Passageiros ingressa na ideia principal do livro O Conceito de Ansiedade do filósofo Kierkegaard, que inclusive é visualmente referenciado no filme.

Kierkegaard usa o exemplo de um homem à beira do precipício. Quando o homem olha para baixo ele sente o medo da queda. Mas ao mesmo tempo, sente um grande impulso de se atirar para o fundo do abismo. Esse sentimento paradoxal deriva da nossa ansiedade pela descoberta de que somos livres para escolher saltar ou não saltar. O mero fato de sabermos que temos a liberdade de escolha por sermos seres finitos diante da eternidade do Universo desperta ao mesmo tempo a solidão e a completa liberdade. Isso criaria tanto a possibilidade do autoconhecimento como da ansiedade neurótica – a angústia, que impede a evolução da ansiedade normal em autoconhecimento.

Um dos momentos-chave do filme é quando Jim em um dos seus passeios espaciais vê, solitário, a imensidão do Universo. Isso dá uma inesperada sensação de liberdade – ele pode se atirar no espaço, se matar, ou retornar e despertar Aurora. São atos equânimes moralmente naquelas condições existenciais nas quais Jim é prisioneiro.

Para Kierkegaard o mito de Adão retrata o despertar do indivíduo para a autoconsciência. Uma representação poética do instante em que o indivíduo coloca-se frente a si mesmo.

Tanto Jim quanto Aurora temem a extrema experiência simultânea da solidão e liberdade de poderem construir um novo mundo dentro do microcosmo da espaçonave Avalon. Mas, como Kierkegaard que antecipou muitas ideias freudianas, aquilo que mais desejamos é sempre o que mais tememos.

A ansiedade neurótica à descoberta de que sãos seres livres faz Jim pensar no suicídio e Aurora em tentar retornar à câmara de hibernação.

O filme Passageiros é uma jornada de autoconhecimento para os protagonistas: a transformação do medo da liberdade em atos que ecoarão na posteridade, como acompanhamos na sequência final - quando finalmente a nave Avalon chega ao destino 89 anos depois e os passageiros descobrem o legado deixado por Jim e Aurora.

Assista o trailer legendado em português por meio do link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=yRPECNxkMVA

O artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 046 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013




II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.


5. João 1:4 - A vida estava nele e a vida era a luz dos homens – Continuação.

Continuando com a exposição de como Mateus nos apresenta a divindade de Jesus, que foi iniciada no último estudo que pode ser acessado por meio desse link aqui:


A. Mateus capítulo 10 se concentra no relacionamento de Jesus com seus discípulos.

B. O capítulo 11 de Mateus retoma o ministério de Jesus, mas a ênfase já mudou bastante:

1. Primeiro, nós temos o questionamento feito por João Batista se Ele – Jesus – era de fato o Messias esperado? — ver Mateus 11:2—6.

2. Em seguida Jesus dá um testemunho a favor de João, mas deixa bem claro a condição superior dos seguidores do reino dos céus quando comparados com os seguidores da Antiga Aliança. Ver Mateus 11:7—11.

3. Neste mesmo contexto, o Senhor Jesus identifica João Batista com o “Elias” mencionado em Malaquias — ver Malaquias 3:1—2 e 4:5—6. Ao fazer isto, Jesus indica que a última profecia do Antigo Testamento se cumpriu e que aquela geração e todas as gerações seguintes estavam diante do Salvador prometido por Deus desde o jardim do Éden — ver Gênesis 3:15.

C. Jesus volta então Sua atenção para a maneira como as pessoas estavam, de fato, reagindo à Sua presença bem como aos atos que Ele estava praticando – ver Mateus 11:16—19.

D. Em seguida Mateus narra as duras palavras de Jesus acerca de como o rigor do juízo de Deus está diretamente atrelado à quantidade de “luz”, ou revelação, que as pessoas possuem. Aqueles que tiveram a oportunidade de ver e ouvir a Jesus — a própria Luz do Mundo — sofreriam um julgamento bem mais severo dos que todas as gerações anteriores, por mais perversas que tivessem sido – ver Mateus 11:20—24. O motivo de tanto rigor, nos explica Jesus, é que todos aqueles que rejeitam ou não aceitam o Salvador, o Cristo de Deus, estão na realidade desprezando o próprio Deus — ver Lucas 10:13—15.

E. Mas Jesus segue em frente com seu ministério e faz uma revelação e um convite deveras impressionantes — ver Mateus 11:25—30.

F. No capítulo 12 Mateus dá continuidade à construção da imagem do Senhor Jesus como sendo superior a todos os outros emissários vindos da parte de Deus, pois até do sábado ele era Senhor. Além disso, Jesus declara ser maior do que o próprio Templo, algo que era inconcebível para os judeus daquela época. A área do templo cobria aproximadamente 20% de toda a extensão da cidade de Jerusalém e, por este motivo, a afirmação de Jesus era recebida com tanta incredulidade — ver Mateus 12:1—8.

G. Depois Mateus nos diz que Jesus efetuou mais uma cura dramática — a cura do homem com a mão ressequida. Os fariseus conspiram em como tirar a vida de Jesus. E por quê? Porque Jesus expunha a hipocrisia deles — ver Mateus 12:9— 14.

H. Jesus então se retira, mas prossegue com seu ministério, indicando que havia vindo mesmo para ser o Salvador da humanidade — ver Mateus 12:15—21.

I. A cena muda rapidamente e Jesus se encontra novamente na presença de uma multidão de pessoas e dos fariseus. Jesus expele um demônio e livra um homem de uma surdez — falta da capacidade de ouvir — e de uma cegueira — falta da capacidade de enxergar, que eram causadas pela ação de um demônio. Não temos dúvidas de que a cura deste homem é sintomática da condição de todas as pessoas. Novamente Jesus confronta tanto os fariseus como a multidão que continuava incrédula — ver Mateus 12:22—32.

J. Jesus passa então a questionar os fariseus e a multidão com base na lógica do que eles estavam vendo comparada com a maneira como estavam reagindo — ver Mateus 12:33—34.

K. Os fariseus juntamente com os escribas pedem um sinal ao Senhor, como se já não tivessem visto sinais suficientes. Jesus, como era de se esperar, se recusa, mas ainda assim faz referência a um sinal futuro que certamente seria lembrado — ver Mateus 12:38—42.

L. Jesus já estava farto de todas aquelas manifestações de incredulidade e decide selar de forma definitiva o estado daquelas pessoas. Isso é um indicativo bastante claro do que acontece com todas as pessoas que possuem a luz, mas se recusam a andar de acordo com a mesma. O último estado, após a manifestação da luz, é pior do que o primeiro — ver Mateus 12:43—45.

M. Mateus faz, na sequência, um comentário editorial, como uma maneira de nos ajudar a pausar e pensar na gravidade das palavras anteriormente proferidas por Jesus. Mas esse comentário tem também seus próprios méritos porque desmonta um dos argumentos mais caros da Igreja Romana. Esse argumento é de que Maria é mais do que as Escrituras lhe reservam. Como o texto deixa bem claro, ela não é. Diante de tudo o que Mateus vem referindo a conclusão não poderia ser outra: o que realmente importa é como reagimos à revelação de Deus. Podemos ser obedientes ou desobedientes. Mas temos que estar conscientes de que, de uma ou de outra forma haverá consequências — ver Mateus 12:46—50.

N. O início do capítulo 13 de Mateus já nos apresenta uma grande mudança na abordagem de Jesus, pois o texto nos diz que naquele mesmo dia o Senhor continuou ensinando, como era seu costume, mas o fez através de parábolas – ver Mateus 13:1—3a.

O. Jesus passa a ensinar através de parábolas – ver Mateus 13:3b—9.

P. Os discípulos acusaram o golpe e questionaram ao Senhor o porquê daquela mudança de estratégia — ver Mateus 13:10.

Q. A resposta de Jesus é inequívoca: a oportunidade daquelas pessoas havia passado, nada mais restava fazer senão agir de acordo com os fatos. Eles, a multidão e os fariseus, os escribas etc, não queriam acreditar. Não valia à pena insistir. A porta ou oportunidade de salvação se havia fechado sobre aquelas pessoas — ver Mateus 13:10—18.

R. Note como a parábola do Semeador nos revela a verdadeira condição ou condições dos corações humanos diante da semeadura da Palavra de Deus — ver Mateus 13:18—23. Que tipo é o teu coração caro leitor?

CONTINUA...

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-1-estudo.html

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS — PARTE 2 PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_30.html
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_3.html
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_31.html
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
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014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
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016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_8.html
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_11.html
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo_27.html

28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004


Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Gênesis Estudo 031 — Gênesis 6 — A CORRUPÇÃO HUMANA SOBRE A FACE DA TERRA E DEUS, PODE SE ARREPENDER?



Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

No princípio, Deus criou os céus ea terra        
      Eretz ha ve-et Hashamaim et Elohim Bará Bereshit
      Terra   a   e    céus       os Deus   criou      princípio No
                                                                                                                                                                                   Gênesis 1:1
D. Gênesis 6:11—12.

A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.

A Terra estava corrompida à vista de Deus e isto quer dizer que os habitantes da terra eram completamente corruptos em suas vidas e nas coisas que praticavam. Os versículos acima são categóricos ao afirmar que todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. A corrupção existia tanto em princípio quanto na prática. Era tanto interna — era continuamente mau todo desígnio do seu coração — quanto externa — cheia de violência. Certamente muitas coisas abomináveis — coisas que Deus detesta — estavam sendo praticadas naqueles dias. Idolatria praticada com falsos deuses é uma possibilidade ao passo que idolatria praticada em cultos de personalidades dos gigantes e dos valentes é uma certeza. Além da idolatria, certamente havia muita promiscuidade sexual — vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram. Todas estas coisas estavam sendo praticadas aberta e impunemente e ninguém demonstrava nenhum tipo de temor a Deus. Também não havia nenhuma preocupação acerca da ira de Deus e de como Ele poderia reagir àquele estado de coisas.

Além disso, a terra estava cheia de violência. A competição pela soberania entre os gigantes e os valentes devia ser algo muito notório e muito violento. A violência e opressão que deviam existir naqueles dias, certamente culminavam em atrocidades inomináveis. Tirania e juízo opressor são apenas a consequência lógica de um sistema onde a violência e a falta de lei imperam. A raça humana, que existiu antes do dilúvio, era completamente insolente e viciada na prática do mal. Não é à toa que toda esta condição pesou bastante diante dos olhos do criador.

E. Gênesis 6:6.

Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração.  

A expressão hebraica נָּחָם nacham — arrepender-se, possui inúmeros significados entre os quais podemos destacar:

1) Estar arrependido, consolar-se, arrepender, sentir remorso, confortar, ser confortado.
1a) No Nifal – Passivo Simples
1a1) Estar sentido, ter pena, ter compaixão.
1a2) Estar sentido, lamentar, sofrer pesar, arrepender.
1a3) Confortar-se, ser confortado.
1a4) Confortar-se, aliviar-se.
1b) No Piel – Ativo Intenso: confortar, consolar.
1c) No Pual – Passivo Intenso: ser confortado, ser consolado.
1d) No Hitpael – Reflexivo.
1d1) Estar sentido, ter compaixão.
1d2) Lamentar, arrepender-se de.
1d3) Confortar-se, ser confortado.
1d4) Aliviar-se.

É realmente uma grande bobagem querermos ver nesta frase, “se arrependeu o SENHOR”, qualquer possibilidade de que Deus sofre qualquer tipo de flutuação em seus propósitos, pois existem versículos que afirmam, de maneira inequívoca, exatamente o contrário:

Números 23:19

Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?


1 Samuel 15:29

Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa.

A expressão “arrependeu-se” não pode ser entendida em separado e de forma isolada. Ela precisa necessariamente ser entendida dentro do contexto e dentro das possibilidades de significado da expressão em hebraico e, à luz de todas as outras verdades que encontramos nas Escrituras. Além disso, temos que sempre ter a humildade de reconhecer que, da mesma maneira que Deus não é homem, nós, os seres humanos, não somos deus nem nenhum tipo de divindade. Não somos sequer semi-deuses. Assim temos sempre que conviver com a realidade, quer gostemos dela quer não, de que possuímos mentes finitas e que nossa capacidade de observação é extremamente limitada para conceber idéias e pensamentos como são concebidos ou pensados por Deus mesmo. O fato que Deus desejou nos revelar esses detalhes não implica, que nós iremos ter a capacidade de compreendê-los ou de trabalharmos com eles com nossas próprias mentes finitas. Deus é Espírito e como tal, experimenta simultaneamente, absoluta liberdade e absoluta imutabilidade. Como estas duas coisas funcionam no Ser de Deus, este autor não tem a mínima idéia e nem se atreve a especular.

Conforme mencionamos acima, o ato de arrepender-se, por parte de Deus, como descrito em Gênesis 6:6 está em íntima relação com o fato de que toda a iniquidade praticada pelos homens, עַצֵּב `atseb — pesou, no coração de Deus. Literalmente, esta expressão, עַצֵּב `atseb — pesou, quer dizer que o todo da situação em que o ser humano se encontrava estava causando “dor no coração de Deus”. Ora, Deus é Espírito, e como tal não possui nem olhos nem coração. Estas são palavras que são usadas para nos ajudar a entender a passagem e não fazem referência direta àquilo que Deus é ou possui. O “arrependimento” mencionado está ligado ao que Deus “viu” e, como o que ele viu lhe pesou ou causou dor no “coração”. Se entendermos esta realidade já podemos dispensar o conceito errôneo de que Deus pode sofrer flutuações ou variações em seu caráter ou natureza. O “arrependimento de Deus” em Gênesis 6 é apenas um antropomorfismo para expressar a dor experimentada pelo amor divino diante da pecaminosidade humana. João Calvino disse, comentando esse versículo, que: “Deus é tão agredido pelos pecados dos homens que é como se Ele tivesse Seu coração transpassado por profunda angústia”.

A tudo isso, junte-se o fato de que a expressão “arrependeu-se” nesse versículo, encontra-se, em hebraico, na forma denominada Nifal que é usada para fazer o passivo simples. Desta maneira, o significado de נָּחָם nacham — arrepender-se, fica, neste contexto, restrito às seguintes possibilidades:

1) Sofrer dor emocional, como parece ser o caso aqui em Gênesis 6:6.

2) Ser confortado, como em Gênesis 37:35.

3) Executar ira, como em Isaías 1:24.

4) Retirar o castigo, como em Jeremias 18:7 – 8.

5) Retirar a bênção, como em Jeremias 18: 9—10.

6) Arrepender-se de uma vida pecaminosa, como em Jeremias 8:5—6.

A linguagem usada neste versículo, especificamente, o verbo עַצֵּב `atseb — pesou ou causou dor, no coração de Deus, é reminiscente daquela que encontramos em 

Gênesis 3:16—17

16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.


Naquela ocasião, ainda dentro do Jardim do Éden, o sofrimento, por causa do pecado, foi imposto primeiramente a Eva e em seguida a Adão. Aqui é Deus mesmo quem sente a profunda dor causada pelo pecado dos homens. Certamente a dor experimentada por Deus é grandemente aumentada pelo fato de que Ele precisa trazer juízo sobre a situação abismal que tinha diante de seus olhos. Deus precisava e iria mudar, de forma drástica, a maneira de lidar com os seres humanos, que Ele mesmo havia criado e que agora estavam Lhe causando tamanha dor! A única coisa que pode justificar o autor bíblico usar este tipo de linguagem para se referir a Deus é que todos aqueles pecados que estavam sendo cometidos eram completamente voluntários; eram pecados que poderiam ser evitados e que entristeciam Seu Espírito Santo. Assim, o Deus Santo, mas também Misericordioso, se vê diante de uma situação que pode ser bem caracterizada como tendo Lhe causado profunda dor no coração. Quão terrível deve ter sido a maldade e quão provocadoras devem ter sido as transgressões que levaram o mais compassivo Deus, a agir em defesa da Sua glória. Mas note que, tal ação e decisão de agir não vieram de maneira simples e sem sentimentos. Pelo contrário, a situação enfrentada e a decisão tomada eram ambas extremamente dolorosas a Deus.

Não é difícil percebermos porque a decisão era tão “pesada” para Deus. Sua decisão, para resolver tamanha perversa situação, implicava na completa destruição de todos os seres viventes, fossem humanos ou animais —
Gênesis 6:7

Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

Mas no meio daquela situação, havia um personagem solitário que insistia em andar com Deus. Seu nome era Noé e é dele que vamos nos ocupar no próximo estudo. 

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012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

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014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

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019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

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024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

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039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

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044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html
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alexandros Meimaridis 
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