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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:
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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE - ESTUDO 014 A - A Vida Depois da Morte - Parte 001


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.  
Conclusão ao Uso de Corpo, Alma e Espírito na Bíblia
Por terem sido criados à imagem de Deus os seres humanos são distintos dos animais. No caso desses últimos sua força vital se extingue quando os mesmos morrem. Já no caso dos seres humanos sua parte imaterial permanece viva, mesmo depois da morte do corpo físico. Visões antagônicas ao ensinamento das Escrituras já foram abordadas pelo autor do livro do Eclesiastes como sendo meras opiniões humana debaixo do sol

Eclesiastes 1:3

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

Eclesiastes 3:19—21

19 Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.

20 Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão.

21 Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

Eclesiastes 4:1

Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos.

Eclesiastes 9:3

Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos.

O pensamento humanista que transforma o ser humano na medida de todas as coisas e pretende que Deus não existe, reduz o ser humano ao mesmo nível das bestas feras. Se o pensamento humanista fosse verdadeiro, então todos nós deveríamos nos ocupar com uma coisa apenas: hedonismo —

Eclesiastes 5:18

Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção.

Eclesiastes 10:19

O festim faz-se para rir, o vinho alegra a vida, e o dinheiro atende a tudo.

O hedonismo se torna a única opção porque, no final, nada faz sentido —

Eclesiastes 1:2

Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

Eclesiastes 2:10—11

10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.

11 Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas.

Mas o fato é que o ser humano não é um animal. Ele foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus Criador e recebeu uma parte não material na sua composição que sobrevive, mesmo quando seu corpo falece. E assim, a parte não material dos seres humanos retorna sempre para Deus com o intuito de ser julgada —

Eclesiastes 12:6—7

6 Antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Apesar da afirmação bíblica que declara que Jesus trouxe à plena luz a imortalidade da parte não material dos seres humanos —

2 Timóteo 1:10

E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.

Foi apenas durante o século XIX — os seres humanos, como sempre, chegaram bem atrasados nessa discussão — que a possível crença na imortalidade da parte imaterial dos seres humanos foi levantada como uma questão universal. Ou seja, a crença na imortalidade tornou-se objeto de discussão no âmbito da história e da antropologia com a pesquisa se estendendo por todos os povos e culturas. Assim, o que até então era apenas objeto de interesse de teólogos e filósofos tornou-se também o interesse dos linguistas, dos historiadores e dos antropólogos.

Os grupos materialistas que haviam adotado com declarada paixão as tolices da teoria da evolução, partiram para implementar suas — da evolução — ideias básicas também sobre a questão da imortalidade. A ideia era demonstrar que quando do surgimento da raça humana não existia uma crença relacionada aos conceitos de vida depois da morte. Eles queriam provar que tais ideias — acerca da imortalidade — foram fruto do desenvolvimento evolutivo dos seres humanos. Essas ideias teriam surgido apenas quando os homens desenvolveram a capacidade de pensar de forma abstrata. Essa era então a ideia básica dos linguistas, historiadores e antropólogos acerca de como surgiu a crença humana na imortalidade. O problema que tinham que enfrentar dizia respeito à necessidade de conseguirem encontrar uma nação ou até mesmo uma civilização na história da humanidade, onde ideias relativas à imortalidade não existissem. Diante das dificuldades enfrentadas nossos amigos evolucionistas estavam dispostos a sentirem-se satisfeitos com a descoberta de uma única tribo primitiva que acreditava que a morte representava a extinção da vida.

O interesse daquele pessoal era motivado pelo fantasma de que a crença na vida depois da morte era algo universal. Que a crença na existência de vida após a morte fosse algo profundamente arraigado na natureza daquilo que os seres humanos eram. À medida que suas pesquisas avançavam ficavam cada vez mais perturbados ao descobrirem que os grandes pensadores de todas as civilizações estudadas acreditavam na vida depois da morte. Aos pouco fora se dando conta que o conceito de imortalidade era, na realidade, autoevidente.

Ora, se a imortalidade era uma crença universal, então certas questões devem surgir naturalmente:

1. A negação da imortalidade é uma negação daquilo que nós, como seres humanos somos em nossa essência?

2. Seria a negação da imortalidade por parte dos evolucionistas uma aberração psicológica?

3. Estariam esses estudiosos ao negarem a existência da imortalidade expressando um desejo de não continuarem a viver depois de mortos nesse mundo?

4. É possível que a negação da vida depois da morte esteja arraigada no medo e no pavor que a ideia de um inferno provoca?

5. Tal rejeição poderia ser fruto de consciências pecaminosas, extremamente culpadas, que viam na extinção da existência uma saída fácil para seus atos reprováveis?

Durante os acalorados debates que seguiram tratando da tentativa de negar a crença na imortalidade, aqueles que acreditavam na mesma apresentaram provas em cima de provas, arqueológicas e literárias, que comprovavam que a crença na imortalidade era algo universal desde os primórdios da existência humana. Por outro lado, os materialistas e evolucionistas continuavam tentando encontrar uma única tribo que fosse — era o elo perdido deles — que não acreditava na imortalidade. O debate estendeu-se por décadas com as provas se avolumando do lado daqueles que acreditavam na imortalidade, enquanto continuava-se esperando a descoberta da tal tribo que provasse a teoria evolutiva da crença na vida depois da morte. De modo surpreendente, a questões foi finalmente decidida com a conclusão de que a crença na imortalidade era algo universal.[1] Toda a pesquisa moderna e as descobertas arqueológicas desde o século XIX apenas vieram a confirmar que a crença na imortalidade consciente era e ainda é, uma crença universal.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/04/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/09/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos 
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/essa-e-uma-serie-cujoproposito-e.html
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 ψυχή Psiché
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/essa-e-uma-serie-cujoproposito-e.html
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 πνεῦμα pneûma — espírito, καρδίᾳ Kardía — Coração, διανοίᾳ dianoía; φρόνημα frónema; νοήμα noéma; νοῦς nous — Mente.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 ἔσω ἄνθρωπον éso ánthropon = homem interior; νεφρόι Nefroi = rins
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Ver a longa discussão no verbete “alma” no Theological Dictionary of The New Testament editado por Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich em alemão, traduzido para o inglês por Geoffrey W. Bromiley e publicado por WM. B. Eerdmans Publishing Company de Grand Rapids. A discussão encontra-se no Volume IX e se estende da página 608 até 666.

sexta-feira, 13 de março de 2015

SENDO UMA IGREJA COM SIGNIFICADO VERDADEIRO



Introdução.

• É da maior importância tratarmos desse assunto que diz respeito a igreja como “o povo de Deus”.

• Hoje estamos vivendo dias em que a palavra “igreja” perdeu completamente seu significado. O conceito bíblico de um povo santo e separado para Deus foi substituído por muitas coisas que, nem de longe, refletem o ideal bíblico. Vejamos alguns aspectos contemporâneos no que se tornou o conceito da palavra igreja.

 A idéia mercantilista refletida na prática de que a igreja precisa ser tratada como um negócio e que precisa dar lucro, muito lucro, para seus donos.

 A Idéia do show business refletida na prática de que a igreja precisa ser tratada como um show pelo qual as pessoas precisam pagar para participar.

 A idéia da estrutura sacramental refletida na prática de uma estrutura hierárquica muito parecida à de um exército, rígida e inflexível.

 A idéia psicológica refletida na prática onde tudo é feito para ajudar as pessoas a se sentirem melhor.

• Como “igreja” está na moda, nós temos notado muitas e diversas ênfases aqui e ali. Hoje temos comunidades para satisfazer a todos os gostos. Este processo se chama de acomodação e pode ser visto em comunidades que dão ênfase no:

 Hedonismo – onde tudo é feito para dar prazer!

 Narcisismo – onde tudo é feito para exaltar o ser humano!

 Materialismo – onde tudo se resume à busca de bens materiais!

 Modismo – onde se vive à base de tudo o que está na moda.

 Celebritismo – onde aqueles que deveriam servir ao corpo de Cristo são tratados como verdadeiras celebridades!

 Demagogia – onde as pessoas são manipuladas de maneira desavergonhada.

• Como se isto não bastasse, a internet possibilitou o surgimento de algumas “igrejas” realmente inusitadas entre as quais podemos citar:

 A Igreja dos Vampiros!

 A Igreja da Eutanásia!

 A Igreja do Espaguete Voador!

• Não é difícil perceber que o conceito refletido pela palavra “igreja” encontra-se completamente desprovido de significado. Então, o que estamos fazendo aqui? Será que nossa comunidade se encaixa em algum modelo que acabamos de mencionar?

• Quero deixar claro que corremos um grande risco de nos tornarmos completamente insignificantes. E por causa deste risco quero compartilhar quatro atitudes, realmente práticas, que podem dar verdadeiro significado a Igreja Presbiteriana Boas Novas.

O Que Precisamos para Ser uma Igreja com Significado

I. Precisamos ter uma Visão Correta de Deus.

• A Igreja tem sido reduzida de um organismo que visa conhecer e glorificar a Deus, a uma organização cujo propósito é fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas.

• Deus precisa ser tomado seriamente. Hoje em dia está muito difícil encontrar pessoas que “tremam da palavra do Senhor” – ver Isaías 66:2. Deus mesmo diz que cuidará desse tipo de pessoas.

• Precisamos nos reaproximar de Deus em espírito e verdade –

Tiago 4:8—10

8 Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. 
9 Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. 
10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.
II. Precisamos ter uma Visão Elevada da Palavra de Deus.

• A Bíblia tem sido atacada abertamente. Livros, revistas e a internet, todos querem tirar uma lasquinha. Lançar dúvidas, desacreditar e negar por completo a Palavra de Deus.

• Como se não bastassem os ataques externos temos os ataque internos vindo de pessoas que alegam receber revelações vindas diretamente de Deus. Inúmeras “igrejas” ou movimentos dentro da cristandade têm sido formados a partir destas revelações.

• Hoje mesmo, nas igrejas da cristandade, se prega acerca de tudo, menos a palavra de Deus.

• Hoje em dia, os chamados evangélicos, podem ser caracterizados como um povo que diz que acredita na Bíblia, mas curiosamente não conhecem o que a Bíblia ensina. Ou seja, crêem naquilo que não conhecem! Muito curioso mesmo!

• Precisamos ter uma visão apropriada da Palavra de Deus:

2 Timóteo 3:16—17 
Toda Escritura é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

2 Timóteo 4:1—5 
1 Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: 
2 prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 
3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; 
4 e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 

5 Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.

 Em função desta utilidade é que Paulo insiste com Timóteo dizendo “prega a palavra”! Note a importância de se pregar a Palavra no contexto da passagem.

III. Precisamos Alicerçar nossas Vidas na Sã Doutrina.

• Tenho ouvido muitos dizerem que doutrina não serve para nada. Serve apenas para nos separar. Este é o motivo principal porque não se prega a palavra de Deus.

• A palavra de Deus é um sólido fundamento onde nós podemos construir os alicerces de nossas vidas. Ignorar o que a palavra de Deus diz em troca de uma unidade superficial é caminhar diretamente para a ruína – ver

Mateus 7:24—27 
24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 
25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 
26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 

27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
IV. Nossas Vidas Precisam Ser Caracterizadas Por Verdadeira Santidade.

• Hoje estamos vivendo em uma sociedade que está completamente imersa em perversões de todos os tipos. Prostituição, adultério e sodomia são o arroz com feijão, que nos são servidos por todos os lados. Nossa sociedade está consumida pela imoralidade. Tudo tem conotação pornográfica.

• Precisamos urgentemente estabelecer limites para nós mesmos e para nossos filhos.

• Como filhos de Deus somos chamados a viver vidas de santidade e não podemos bobear nesta questão. Precisamos impor e respeitar limites em nossas próprias vidas.

• Sem santidade pessoal podemos dizer adeus a qualquer esperança de ver ao Senhor – ver

Hebreus 12:14 

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

• Se quisermos manter vidas de verdadeira santidade precisamos dar mais atenção a certas práticas que estão bastante negligenciadas hoje em dia:

 Vida de oração – uma vida de oração ativa é uma das melhores formas de cultivar a santidade na vida de uma pessoa.

 Estudo e meditação das escrituras – Como vai sua leitura e estudo da Bíblia?

Conclusão.

1. Precisamos nos lembrar que o nosso Deus não pode ser desconsiderado nem ser tratado como se não tivesse importância. Quando o profeta Isaías teve uma visão verdadeira de Deus, sua reação foi manifestada com as seguintes palavras: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! – Isaías 6:5”. Sim, nosso Deus é um Deus santo, todavia ele mesmo diz: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos - Isaías 57:15”. Sua promessa é: se você se aproximar de Deus, com a atitude correta, Ele se aproximará de você!

2. Minha maior alegria como pastor é poder estudar e descobrir coisas novas na Palavra de Deus. Toda semana eu espero com expectativa o que Deus irá me ensinar à medida que eu preparo os estudos para compartilhar com os irmãos. O apóstolo Paulo animou o jovem pastor Timóteo com as seguintes palavras: “Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido – 1 Timóteo 4:6”. Ver também 1 Timóteo 4:16.

3. Nossas vidas precisam estar firmemente alicerçadas na Palavra de Deus. Fora da revelação bíblica estamos sujeitos a “chuvas e trovoadas”. Graças a Deus por Sua Palavra que nos serve de parâmetro para julgarmos todas as coisas.

4. A santidade que Deus requer de cada um de nós precisa ser aperfeiçoada no dia a dia. Não podemos nos iludir! A palavra de Deus diz:

Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus – 2 Coríntios 6:18 – 7:1.

Que  Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ANA PAULA VALADÃO DÁ UM SHOW EM COMO LEVANTAR OFERTAS



Eu devo confessar que nesses breves trinta e cinco anos de vida pastoral eu já tinha visto e ouvido um ou outro pregador ou pregadora levantar ofertas usando frases que todos estamos acostumados a ver e ouvir nessas ocasiões.

Mas devo dizer que a maneira como a Ana Paula Valadão se comportou no final de um congresso na igreja da lagoinha me deixou chocado ao ver a coragem e a pretensão dela em pedir dinheiro, para um dos projetos da igreja. Foi algo, realmente, profissional. Todos os elementos psicológicos e teológicos estão atrelados, de forma sólida, nesse pedido. Usando uma pesada maquiagem negra ao redor dos olhos nossa campeã estava impossibilitada de ficar vermelha diante de suas afirmaçõesa. Não tenho dúvidas que o valor recuperado foi extraordinário.

Quando Ana diz que costuma, muitas vezes, dar tudo o que tem na bolsa e no banco foi o ápice de onde alguém pode chegar pretendendo com a nítida intenção de estimular as pessoas a imitá-la. Gostaria de ver seus extratos de três messes antes e de seis meses depois de uma dessas ocasiões para ter certeza.

Bem, o vídeo ao qual estamos nos referindo poderá ser visto por meio do link a seguir.


Preste bastante atenção e note como ela é, realmente, perfeita na manipulação, nos gestos, na voz chorosa e nas palavras usadas. Tudo muito bem apresentado!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 25 de junho de 2013

MARCO FELICIANO E A PROPOSTA PARA A CURA GAY


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O Deputado Federal e dublê de pastor, Marco Feliciano, que é o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, aproveitou-se do esvaziamento do plenário para fazer aprovar uma proposta inusitada que foi “batizada” de  “cura gay”. Leiam a matéria abaixo reproduzida da Edição da Folha de São Paulo de 18/06/2013 e após a mesma, não deixem de ler nossos comentários acerca do benefício que Marcos Feliciano pretende levar aos gays, e não estamos falando de cura não.

Proposta sobre 'cura gay' é aprovada em comissão presidida por Feliciano

FLÁVIA FOREQUE

MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA

Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A proposta, conhecida como "cura gay", terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.
A votação foi simbólica: durante o debate, apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) discursaram contrários ao texto. Araújo tentou adiar a votação com pedidos de leitura da ata da última sessão e retirada do projeto da ata: ambos foram rejeitados.

O deputado Marco Feliciano (esq.) com o colega de Câmara Jean Wyllys, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos

Foto de Sergio Lima - 27.mar.2013/Folhapress 
O deputado Marco Feliciano (esq.) com o colega de Câmara Jean Wyllys, durante sessão da Comissão de 

Direitos Humanos

Em sua fala, Araújo lembrou os protestos que reuniram milhares de pessoas nas ruas ontem, em diversas capitais do país. Em Brasília, manifestantes chegaram até o Congresso Nacional - entre os protestos, houve gritos contrários a Feliciano e a outros políticos do Legislativo, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

"A Casa deve acordar para o que aconteceu ontem nas ruas, ao que está acontecendo nesse país. Essa aqui é uma prova que nós estamos muito longe de entender o que a sociedade realmente quer discutir aqui dentro dessa Casa", afirmou, sendo aplaudido por alguns presentes.
O projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), suspende dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia). O primeiro trecho sustado afirma que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".

A proposta aprovada hoje anula ainda artigo da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

Na justificativa do documento, Campos afirma que o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".
A votação é uma vitória da bancada evangélica, que tenta avançar com o projeto há dois anos.
Durante o debate, manifestantes exibiram cartazes com frases contrárias ao texto. "Não há cura para quem não está doente", dizia um deles.

HISTÓRICO

Desde o mês passado, a votação foi adiada ao menos cinco vezes, por diferentes motivos - desde falta de quórum a pedido de vistas de congressista.

O relator do texto na Comissão de Direitos Humanos, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), foi favorável ao projeto. "A Psicologia é uma disciplina em constante evolução e tem diversas correntes teóricas, sendo difícil determinar procedimentos corretos ou não, metodologias de trabalho apropriadas ou não", afirma o deputado em seu relatório.

"É direito do profissional conduzir sua abordagem conforme a linha de atuação que estudou e prefere adotar. Também constitui direito do paciente buscar aquele tipo de atendimento que satisfaz seus anseios", completa ele.

Para Ferreira, a mudança na resolução do Conselho Federal de Psicologia reforça a "liberdade de exercício da profissão" de psicólogo.
A proposta é rejeitada pelo CFP. No ano passado, a entidade recusou-se a participar de uma audiência pública realizada na Câmara para debater o projeto. O conselho inclusive lançou uma campanha contra a ideia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) deixou de considerar a homossexualidade doença em 1993.

POLÊMICA

Desde que assumiu o comando da comissão em fevereiro, o deputado Marco Feliciano enfrenta protestos de ativistas de direitos humanos que o acusam de racismo e homofobia. Ele nega. Uma das críticas dos ativistas é que o deputado beneficiaria os evangélicos na discussão da proposta na comissão.
No mês passado, em seu twitter, Feliciano defendeu a inclusão do projeto na pauta da comissão, afirmando que "não podemos fugir de assuntos como este". O deputado ainda criticou a cobertura da imprensa sobre o assunto.

"A mídia divulga um PL [projeto de lei] como "cura gay" quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença", escreveu na ocasião. "Esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade", disse.

Conforme dissemos, a proposta levada à aprovação pelo Sr. Marcos Feliciano, acaba, na prática, retirando de sobre os gays a responsabilidade por suas decisões e por seus atos.

A homossexualidade é um pecado, claramente condenado, nas Escrituras, mas se o transformarmos em objeto de tratamento psicológico — tratando-o como um desvio de comportamento, psicológico ou de outra natureza qualquer vinculado à saúde, via Lei — colocamos em xeque a severa condenação bíblica contra tais práticas. Os participantes de tal comportamento já têm deixado bastante claro que não se consideram nem doentes, nem que sofrem de algum tipo de desvio psicológico. Ou seja, para eles, esse modo de vida é uma opção mesmo sabendo da pesada condenação que existe na Bíblia contra os que adotam tais práticas, conforme podemos ler em:

Levítico 18:22 

Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

1 Coríntios 6:9—10

9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,

10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.

1 Timóteo 1:8—10

8 Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo,

9 tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas,

10 impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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