Mostrando postagens com marcador Real. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Real. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 058 — JOÃO BATISTA VEIO TESTIFICAR ACERCA DA VERDADEIRA LUZ


Imagem relacionada


Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

7. João 1:9 - A saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.

Não é difícil notar que à medida que o evangelista vai escrevendo, ele vai se movendo, de forma gradual, do estado eterno para o temporal e, desse para o particular. O Verbo eterno de Deus que existia no princípio — isto é, antes de qualquer ser ou coisa ter sido criada — se manifestou no tempo e no espaço. Ele é...

A verdadeira luz – A expressão grega ἀληθινόν alethinón — expressa as seguintes ideias:

1. Real, genuíno, verdadeiro.

2. Oposto ao que é fictício, imitação, imaginário, simulado ou pretendido.

3. Contrasta a realidade com sua aparência.

4. Verdadeiro, verídico, sincero.

5. Oposto ao que é imperfeito, frágil, incerto[1].

Mas ao escolher essa palavra, João queria expressar, acima de tudo, que Jesus não é apenas a única e verdadeira Luz e sim, que Jesus é a Luz Perfeita, diante da qual todas as outras luzes se tornam desnecessárias e sem significado. É neste mesmo sentido que João usa esta palavra em outras passagens, tais como:

1. João 4:23 — Verdadeiros adoradores.

2. João 6:32 — O verdadeiro pão é meu Pai quem vos dá.

3. João 17:3 — O único Deus verdadeiro – conforme João 7:28 e 1 João 5:20.

4. João 8:16 — O juízo verdadeiro.

5. João 15:1 — A videira verdadeira.  

É ainda neste contexto que João usa esta mesma expressão, no livro do Apocalipse, para se referir:

1. Apocalipse 15:3 — Aos caminhos de Deus.

2. Apocalipse 16:7 — Aos juízos de Deus — ver também Apocalipse 19:2.

3. Apocalipse 19:9 — Verdadeiras palavras de Deus — ver também Apocalipse 21:5 e 22:6.

4. Apocalipse 6:10 — A Deus mesmo.

5. Apocalipse 3:7 — A Jesus mesmo — ver também Apocalipse 3:14 e 19:11

Existe apenas um Deus verdadeiro, e ele não tem nada a ver com os ídolos fabricados por mãos humanas ou inventados pelos homens e, existe apenas um tipo de adorador verdadeiro e, este não tem nada a ver com nenhum tipo de idolatria. Quem adora qualquer tipo de ídolo — forças da natureza, ídolos feitos por mãos humanas, forças demoníacas e, até mesmo, ídolos humanos — continua nas trevas e necessita da Luz verdadeira que é o Senhor Jesus.  

A palavra de ordem que todos precisam dar ouvidos, agora que a Luz verdadeira já veio — ver 1 João 2:8 — é aquela proferida por Isaías, quando diz:

Isaías 60:1

Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti.

Ainda em Isaías, Deus deixou bem claro que o Messias estava destinado a ser o Salvador de todos — ver Isaías 42:6 e 49:6. É necessária, portanto, uma conversão, como a que foi experimentada pelos tessalonicenses — ver 1 Tessalonicenses 1:9 — onde eles abandonaram os ídolos para servir ao Deus verdadeiro.

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 — podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
007B — A DIVINDADE DE JESUS E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004
30 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 023 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 005
31 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 024 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 006
32 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 025 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.


[1] Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2002, 2005.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

POKÉMON GO: O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA NOVA MANIA



O artigo abaixo é de autoria do professor Wilson Roberto Vieira Ferreira e trata dessa nova e contagiante febre chamada de “Pokémon GO”.


Pokémon GO: bem vindo ao deserto do real!

O filme “Matrix” e o conto “Sobre o Rigor da Ciência” do argentino Jorge Luís Borges ajudam bastante a entender a atual febre em torno do jogo Pokémon GO. Não a compreender o jogo em si (de forma positiva ajuda a nos familiarizar com o ambiente urbano e nos tira do sedentarismo, a velha crítica contra os tradicionais games de computadores e consoles), mas a elucidar para qual futuro ele aponta. Realidade aumentada é a união da representação com a tecnologia, do mapa com o território, do virtual com o real. Mas se no conto de Borges pedaços do mapa ficaram grudados ao real, no mundo Matrix é o real que vira um deserto e se agarra na virtualidade. Por enquanto programas como Pokémon GO são metafóricos, anedóticos e, por isso, divertidos. Mas a tecnologia da realidade aumentada vai muito além do que ajudar a compreensão da realidade: pode desertificá-la. 

Já sei o que muitos leitores devem estar pensando: mais um intelectual querendo falar mal do Pokémon GO! Pelo menos prometo fazer uma análise imparcial desse game.

Não há como negar que o game é uma resposta a tantas críticas sobre a alienação dos jogos por computadores – isolamento, sedentarismo dos corpos estáticos com olhos grudados e as mão nervosas em um console, gente esquecendo das próprias necessidades fisiológicas como fome e sede, afundado em uma cadeira de uma Lan House etc.

Pelo contrário, agora as pessoas caminham pela cidade com cenas comoventes de pais jogando com seus filhos em parques, a dopamina à toda alimentando a caça aos Pokémon, a aleatoriedade ambiental que o jogo impõe aos jogadores, incentivando-os a explorar os arredores, sair pelas ruas etc.

Conheci o Pokémon GO através do meu filho mais velho. Acompanhando-o no jogo para entender a mecânica percebi que possui muitas nuances como Pokégyms, Pokébolas, Pokéstops... Aliás, um desses Pokéstops faria a alegria de teóricos da conspiração.

Esses pontos (para onde o jogador deve se dirigir para obter mais Pokébolas, ovos, incensos etc.) localizam-se em praças públicas e endereços culturais da cidade. Um deles ficava em frente a uma grande Estrela de David estilizada de uma marmoraria que fornece o material para um cemitério israelita em São Paulo – já imaginei paranoicos vendo mais uma conspiração judaico-iluminati da Nova Ordem Mundial...


Pokémons, mapas e desertos

Pokémon GO é um game que permite aos jogadores capturar uma variedade de criaturas digitais que se sobrepõem caprichosamente sobre paisagens reais familiares capturadas por uma câmera de smartphone. Locais do mundo real, vistos através da tela, tornam-se o habitat dessas criaturas.

É um jogo que explora a tecnologia de realidade aumentada – técnica para unir o mundo real com o virtual, inserindo objetos virtuais no mundo físico em tempo real usando a interface para manipular objetos reais e virtuais. Filosoficamente, a realidade aumentada é uma confluência entre representação e tecnologia.

Olhando a interface do jogo, mostrando um mapa dos arredores a partir da localização do usuário, fez-me imediatamente lembrar dum conto do escritor surrealista Jorge Luís Borges chamado Sobre o Rigor da Ciência que farei um breve resumo.

Era uma vez um reino obcecado por cartografia, cujos cidadãos queriam fazer um mapa perfeito do seu território. Insatisfeitos com a exatidão de suas tentativas, passaram a criar mapas atrás de mapas em escalas cada vez maiores e com detalhes mais exatos.

Finalmente, chegaram ao mapa perfeito em uma escala 1:1 – era tão minucioso que replicava a própria paisagem. Ficou do tamanho do império, como um cobertor que cobria toda a terra.

Logo os cartógrafos perceberam quão inútil era esse mapa e o abandonaram nos desertos ocidentais do reino. Ainda seria possível ver antigos pedaços desse mapa agarrando-se à realidade.


O mapa não é o território

Qual a lição que podemos tirar desse conto? De que a representação (o “signo”) nunca será a própria coisa. A representação é uma tecnologia que signaliza a realidade. Por isso, sempre houve uma desconfiança dos avanços tecnológicos pela ambivalência dos símbolos, imagens e toda uma gama de formas de representar a realidade: podem ser mentiras, simulações, dissimulações, simulacros ou idolatria – como bem nos mostrou a exploração política das imagens pela Igreja Católica desde o Barroco.

A palavra é a tecnologia de representação mais antiga – exige uma colaboração entre leitor e escritor para criar uma ficção da realidade. Ler a palavra (técnica) e imaginar o objeto representado – aquilo que chamamos de imaginário.

Já na antiguidade clássica Platão olhava com desconfiança atores, artistas e poetas de pretenderem fazer um fac-símile da realidade. Em A República Platão acusava-os de fazerem uma mera imitação da realidade, no mesmo estilo sugerido por Jorge Luís Borges e seus mapas.

Desde Platão, séculos se passaram e percebe-se que o avanço da tecnologia vai na direção de borrar as fronteiras entre a técnica (a representação) e o real, ou entre real e imaginário. O mapa não é o território, o virtual não é o real. Porém, cada desenvolvimento tecnológico faz com que seja mais difícil estabelecer essas distinções.

Aliás, um dos sintomas clínicos da esquizofrenia é tomar a representação como a própria coisa. Algo como entrar em um restaurante, pedir o cardápio e comê-lo achando que a foto do filé a parmegiana seja o próprio prato servido.

Se nas imagens tecnológicas clássicas como a fotografia e o cinema esse emaranhado representação/realidade já estava presente (como nas lendas de que a fotografia roubava nossa alma ou no susto da audiência com as imagens de um trem em movimento no primeiro cinema), agora com o ao vivo, on line, tempo real e tecnologias imersivas como 3D, 4D, realidade virtual e realidade aumentada as fronteiras tendem a desaparecer na percepção.


Realidade aumentada e hiper-realidade

Em si não há nada de perturbador sobre o Pokémon GO – a não ser as denúncias de coleta ilegal de dados pessoais e de que o Niantic Labs (desenvolvedor do game) é gerenciado  por John Hanke, homem responsável pelo maior escândalo de privacidade na Internet nos seus tempos de Google: os carros de rastreamento do Google Street View copiou secretamente tráficos de internet de redes domésticas, coletando senhas, e-mails, informações financeiras etc., segundo The Intercept – ver aqui:


Em termos de tecnologia, o jogo apenas arranha a superfície das possibilidades futuras da realidade aumentada. Essa talvez seja o principal ponto para ser discutido: assim como foi o velho ICQ nos anos 1990, que preparou toda uma nova geração para o uso massivo de programas de comunicação instantâneas no trabalho e lazer no século XXI.

A realidade aumentada promete ir muito além do rigor cartográfico daquele reino descrito por Jorge Luís Borges. Está muito mais próximo da metáfora do filme Matrix: o mapa superando o próprio território – se, como dizem as neurociências, a experiência da realidade nada mais é do que uma configuração de reações químicas e disparos de neurônios no cérebro, as imagens deixarão de ser apenas representações ou cartografias do território.

Superarão a realidade de tal forma que teremos apenas os farrapos do mundo real se agarrando ao mapa.

Como exemplifica o curta Hyper-Reality de Keiich Matsuda (analisado pelo Cinegnose, ver aqui:


onde o protagonista caminha pelas ruas de Medelin, Colombia, com um Google Glass no qual a cidade é coberta  por camadas e camadas de dados, interfaces, menus de opções, animações, pop ups, etc.

A realidade aumentada do data-glass amplifica ou hiper-realiza o real (as ruas e edifícios ficam melhores, mais coloridos, as pessoas mais interessantes, tudo fica divertido e interativo), enquanto lá fora, do outro lado das camadas de dados, está o deserto do real.

Vivemos uma época na qual a tecnologia tem produzido representações cada vez mais divorciadas da realidade.

Pokémon GO faz o jogador despender um esforço real e tempo para capturar os animaizinhos digitais. Faz até nos tornar mais familiarizados com os nossos ambientes urbanos, mas apenas dentro do contexto de interação do jogo.

Em toda a História, as representações da realidade nos tocaram, fizeram a gente pensar e enobreceu a espécie através das artes e das comunicações. Porém, Pokémon GO é um exemplar ainda muito incipiente (e, por isso, divertido) da futura desertificação do real – o momento em que as representações tornam-se apresentações, isto é, suplantam a própria realidade.

Por enquanto, programas como Pokémon GO são apenas metafóricos e anedóticos. Sua tecnologia não tende a melhorar a compreensão da realidade, mas desertificá-la.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos. 


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDO 039 — JOSÉ DÁ EVIDÊNCIAS DE SEU CONHECIMENTO QUANTO AO FUTURO




Gênesis 40:8

Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho.

Ao interpretar os sonhos do copeiro e do padeiro de Faraó, José anunciou o destino futuro dos mesmos. Mas note que ao fazer isso ele tomou o cuidado de atribuir a glória a quem merecia a mesma: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?
Os egípcios acreditavam, como acontecia com todos os povos da Antiguidade em geral, que “o sono nos coloca em contato direto e real com outro mundo, onde não encontramos apenas os mortos, mas até mesmo as próprias divindades. Desse modo, os sonhos eram vistos como verdadeiros dons de Deus[1]

Mas a interpretação dos mesmos, entretanto, era uma ciência muito complexa dominada apenas por uns poucos “especialistas”. Enquanto era possível que o “sonhador” pudesse ter uma impressão se o sonho era bom ou ruim, o mesmo precisava consultar os sábios acerca desse assunto. Mas aqueles homens estavam na prisão e ali não tinham como consultar um sábio, um intérprete que pudesse lhes ajudar. Por isso, estavam tão ansiosos e apreensivos. Mas, de acordo com José a sabedoria dos pretensos sábios não passava de conversa fiada e mentira para iludir os tolos, pois ele sabia que apenas Deus poderia dar a interpretação precisa para qualquer sonho, se o tal sonho tivesse mesmo uma interpretação. Tempos depois, José com toda coragem faria a mesma afirmação diante do próprio Faraó conforme

Gênesis 41:15—16

15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.

16 Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.

A atitude de José concorda com os ensinamentos posteriores de Moisés que encontramos em

Deuteronômio 18:10—22

10 Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;

11 nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti.

13 Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus.

14 Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa.

15 O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás,

16 segundo tudo o que pediste ao SENHOR, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.

17 Então, o SENHOR me disse: Falaram bem aquilo que disseram.

18 Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.
19 De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.

20 Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto.

21 Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou?

22 Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.

“A resposta de José, em forma de pergunta: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?, é completamente polêmica para aquela cultura e, especialmente, para aquela situação. Tal afirmação, proferida por um escravo estrangeiro, que os dois altos funcionários do Faraó jamais pensariam em consultar está marcada por um agudo contraste. A intenção de José, acima de tudo é afirmar que a interpretação dos sonhos não é um arte humana e sim um dom de Deus, que Ele mesmo concede a quem quer. Os eventos futuros pertencem apenas ao controle das mãos do ETERNO, e somente aquele que é capacitado pelo próprio Deus é competente para oferecer a verdadeira interpretação dos sonhos”[2]     

O mesmo é verdadeiro acerca de Jesus, que vez após vez profetizou acerca do futuro, mas fez também questão de afirmar o seguinte:

João 12:49

Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Vergote, Joseph. Joseph em Egypte.  Université de Louvain, Institut Orientaliste: Orientalia et biblica lovaniensia. no. 3, Publications Universitaires, Louvain. 1959.
[2] Rad, Gerhard Von. Teologia do Antigo do Antigo Testamento em 2 Volumes. ASTE, São Paulo, 1973.