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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 058 — JOÃO BATISTA VEIO TESTIFICAR ACERCA DA VERDADEIRA LUZ


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

7. João 1:9 - A saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.

Não é difícil notar que à medida que o evangelista vai escrevendo, ele vai se movendo, de forma gradual, do estado eterno para o temporal e, desse para o particular. O Verbo eterno de Deus que existia no princípio — isto é, antes de qualquer ser ou coisa ter sido criada — se manifestou no tempo e no espaço. Ele é...

A verdadeira luz – A expressão grega ἀληθινόν alethinón — expressa as seguintes ideias:

1. Real, genuíno, verdadeiro.

2. Oposto ao que é fictício, imitação, imaginário, simulado ou pretendido.

3. Contrasta a realidade com sua aparência.

4. Verdadeiro, verídico, sincero.

5. Oposto ao que é imperfeito, frágil, incerto[1].

Mas ao escolher essa palavra, João queria expressar, acima de tudo, que Jesus não é apenas a única e verdadeira Luz e sim, que Jesus é a Luz Perfeita, diante da qual todas as outras luzes se tornam desnecessárias e sem significado. É neste mesmo sentido que João usa esta palavra em outras passagens, tais como:

1. João 4:23 — Verdadeiros adoradores.

2. João 6:32 — O verdadeiro pão é meu Pai quem vos dá.

3. João 17:3 — O único Deus verdadeiro – conforme João 7:28 e 1 João 5:20.

4. João 8:16 — O juízo verdadeiro.

5. João 15:1 — A videira verdadeira.  

É ainda neste contexto que João usa esta mesma expressão, no livro do Apocalipse, para se referir:

1. Apocalipse 15:3 — Aos caminhos de Deus.

2. Apocalipse 16:7 — Aos juízos de Deus — ver também Apocalipse 19:2.

3. Apocalipse 19:9 — Verdadeiras palavras de Deus — ver também Apocalipse 21:5 e 22:6.

4. Apocalipse 6:10 — A Deus mesmo.

5. Apocalipse 3:7 — A Jesus mesmo — ver também Apocalipse 3:14 e 19:11

Existe apenas um Deus verdadeiro, e ele não tem nada a ver com os ídolos fabricados por mãos humanas ou inventados pelos homens e, existe apenas um tipo de adorador verdadeiro e, este não tem nada a ver com nenhum tipo de idolatria. Quem adora qualquer tipo de ídolo — forças da natureza, ídolos feitos por mãos humanas, forças demoníacas e, até mesmo, ídolos humanos — continua nas trevas e necessita da Luz verdadeira que é o Senhor Jesus.  

A palavra de ordem que todos precisam dar ouvidos, agora que a Luz verdadeira já veio — ver 1 João 2:8 — é aquela proferida por Isaías, quando diz:

Isaías 60:1

Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti.

Ainda em Isaías, Deus deixou bem claro que o Messias estava destinado a ser o Salvador de todos — ver Isaías 42:6 e 49:6. É necessária, portanto, uma conversão, como a que foi experimentada pelos tessalonicenses — ver 1 Tessalonicenses 1:9 — onde eles abandonaram os ídolos para servir ao Deus verdadeiro.

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 — podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
007B — A DIVINDADE DE JESUS E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004
30 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 023 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 005
31 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 024 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 006
32 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 025 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.


[1] Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2002, 2005.

sábado, 29 de julho de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 003 — PAULO COMO PERSEGUIDOR DA IGREJA


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Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

III. Paulo como Perseguidor da Igreja.

A. As primeiras menções acerca de Saulo de Tarso no Novo Testamento nos mostram um ferrenho opositor e perseguidor da Igreja cristã:

1. Ele era a referência da autoridade de Sinédrio durante o apedrejamento de Estevão —

Atos 7:58 – 8:1a.

58 E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

1  E Saulo consentia na sua morte.

2. Saulo perseguia os cristãos para onde quer que tivessem fugido prendendo-os —

Atos 8:1b—3

1 Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.

2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.

3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.

Atos 9:1—2

1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote

2 e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.

B. Paulo sempre reconheceu que sua atitude perseguidora representava um problema que encontrava solução exclusivamente na misericórdia e na graça de Deus. Por ter perseguido a Igreja de Cristo Paulo se considerava:

1. O menor dos apóstolos e até mesmo indigno de ser considerado um apóstolo —

1 Coríntios 15:9

Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

2. O principal dos pecadores —

1 Timóteo 1:15—16

15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.

3. O menor entre todos os santos de Deus, i.e., o menor entre todo o povo de Deus —
Efésios 3:8

A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.

A pergunta que precisamos fazer aqui é a seguinte: o que teria levado um homem instruído como Paulo a se tornar um opositor tão feroz daquilo que parecia ser apenas mais uma em meio às muitas seitas existentes no judaísmo?

Naqueles dias prevalecia na terra de Israel uma noção que dizia o seguinte: apesar de não existir absolutamente nada que pudesse ser feito para apressar ou impedir a vinda do Messias e da inauguração da Era Messiânica, transgressões e apostasias no meio do povo podiam contribuir para atrasar tal manifestação. Por este motivo os fariseus entendiam como sendo parte das suas obrigações garantirem o mais estrito cumprimento da lei, especialmente durante aqueles dias em que, segundo a compreensão que eles tinham, o Messias se encontrava em “trabalho de parto” e deveria aparecer muito em breve. Além disso, era interesse dos fariseus manter o povo o mais unido possível nos dias que antecederiam a bendita manifestação do Messias.

Os motivos alistados acima são alguns dos que motivaram Saulo a se tornar tão ferrenho perseguidor dos seguidores de Jesus. Para Saulo o Senhor Jesus havia sido desacreditado como o Messias porque havia sido crucificado. Não era possível aceitar como Messias alguém que havia sido amaldiçoado por Deus de acordo com —

Deuteronômio 21:22—23

22 Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro,

23 o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.

Portanto, não fazia nenhum sentido tolerar a pregação, considerada cismática dos seguidores de Jesus. Os mesmos precisavam ser silenciados.

Existem duas passagens no Antigo Testamento que poderiam ser utilizadas para justificar os atos de Saulo. São elas:

C. Números 25:1—5 que descreve a ordem dada por Moisés para que fossem destruídos todos os que haviam se comportado de forma imoral em Baal-Peor imediatamente antes do povo de Israel entrar na terra prometida.

D. Números 25:6—15 que fala acerca de como a ira de Deus foi desviada por Finéias que agiu com firmeza visando eliminar a apostasia do meio do povo de Israel. Por seu ato Finéias foi louvado pelo próprio Deus.

Para Saulo a situação em seus próprios dias poderia se parecer muito com aquelas descritas nos primeiros 15 versículos de Números. Da mesma maneira que a apostasia nos dias de Moisés representava um retrocesso no processo de entrada do povo de Israel na terra prometida, a apostasia, como entendida por Saulo, existente em seus dias representava um retrocesso no processo de chegada da Era Messiânica. Os seguidores de Jesus eram vistos como responsáveis diretos pelo retardamento da chegada da bênção de Deus sobre Seu povo.

E. Outras duas passagens contidas nos livros apócrifos dos Macabeus também poderiam ser usadas para justificar os atos de Paulo. Elas São:

1 Macabeus 2:23—28

Mal terminou ele de proferir estas palavras, um judeu apresentou-se, para sacrificar sobre o altar de Modim, segundo o decreto do rei. Ao ver isto, Matatias inflamou-se de zelo e seus rins fremiram. Tomado de justa ira, ele arremessou-se contra o apóstata e o trucidou sobre o altar. No mesmo instante matou o emissário do rei, que forçava a sacrificar, e derribou o altar. Ele agia por zelo pela Lei, do mesmo modo como havia procedido Finéias para com Zambri, filho de Salu. A seguir clamou Matatias em alta voz através da cidade: “Todo o que tiver o zelo da Lei e quiser manter firme a Aliança, saia após mim!” Então fugiu, ele e seus filhos para as montanhas, deixando tudo o que possuíam na cidade.

1 Macabeus 2:42—48

Então uniu-se a eles o grupo dos assideus[1], homens valorosos de Israel, cada um deles apegado à Lei da mesma forma, todos os que fugiam desses males aderiam a eles e forneciam-lhes apoio. Assim organizaram um exército e bateram os ímpios em sua ira e os homens iníquos em sua cólera. Os restantes fugiram buscando a salvação entre os gentios. Matatias e seus companheiros fizeram incursões pelo país afim de destruírem os altares e circuncidarem à força todos os meninos incircuncisos que encontrassem pelo território de Israel. Deram caça aos filhos da soberba e seu empreendimento prosperou em suas mãos. Conseguiram recuperar a Lei das mãos dos gentios e dos reis, e não permitiram que o celerado triunfasse.

Além dessas duas passagens, é possível que Saulo estivesse também levando em consideração a exortação contida em —

2 Macabeus 6:12—13

Agora, aos que estiverem defrontando-se com este livro, gostaria de exortar que não desconcertem diante de tais calamidades, mas pensem antes que esses castigos não sucederam para a ruína, mas para correção da nossa gente. De fato, não deixar impunes por longo tempo os que cometem impiedade, mas imediatamente atingi-los com castigos, é sinal de grande benevolência.

Com esses exemplos tirados da história do povo de Israel e diante da grande expectativa do advento da Era Messiânica podemos entender melhor — não justificar — a motivação que existia em Saulo para arrancar o mal pela raiz daquilo que ele acreditava ser uma verdadeira e grande apostasia.

F. Outro e último aspecto que devemos notar entre as motivações de Saulo para perseguir os cristãos tem a ver com a atitude que os seguidores de Jesus tinham para com o templo em Jerusalém. O templo que existia nos dias de Jesus e de Saulo era uma luxuosa construção, ricamente adornada e que havia demorado 46 anos para ser concluída — ver João 2:20. A área do templo ocupava 1/5 da área total da cidade de Jerusalém. Naqueles dias, o templo em si havia se tornado um polo de atração e muitos judeus espalhados ao redor do mundo estavam retornando para Israel para morar ali, porque acreditavam que agora o templo estava pronto para o advento do Messias. Uma consequência direta desta expectativa é que o templo acabou se transformando em uma verdadeira “vaca sagrada”, além de ser uma extraordinária fonte de renda para aqueles que exploravam os vários negócios atrelados ao funcionamento do mesmo. Entre estes negócios podemos citar:


1. A venda de animais de todos os portes — pombos, ovelhas e bois — era um grande incômodo transportar animais em longas viagens quando o objetivo era ir adorar em Jerusalém. Por esse motivo, foi providenciado o “serviço” de se manter animais cerimonialmente limpos nas imediações do templo para atender às necessidades dos adoradores que podiam, dessa maneira, adquirir os animais que seriam oferecidos em sacrifício em Jerusalém, em vez de ter que transportá-los em longas viagens. A intenção era boa na origem, mas profundamente criminosa no final, pois a grande maioria dos animais vendidos não eram sacrificados e sim reciclados para serem vendidos novamente. Esta é uma perversão muito comum em todos os grandes santuários ao redor do mundo, em todas as épocas.

2. Outra imoralidade que existia no comércio praticado no templo em Jerusalém, tinha a ver com a questão da moeda a ser utilizada na compra dos bens e serviços que eram ofertados. De acordo com o regulamento existente era aceita somente a moeda local — o shekel hebraico. Esta situação era usada para extorquir os adoradores que sofriam grandes perdas todas as vezes que tinham que trocar suas moedas. 

G. Não é à toa que o Senhor Jesus reagiu com firmeza contra esse estado de coisas, não uma vez apenas, mas duas. Uma no início do seu ministério e outra durante a última semana antes da sua crucificação — ver João 2:13—16 e Marcos 11:15—17. Mas a atitude de Jesus ao criticar aqueles estado de coisas não deve ser percebida como se ele concordasse com a desmesurada e idolátrica posição que os judeus mantinham com relação ao seu grande e glorioso templo. A posição de Jesus com relação ao templo em Jerusalém, posição essa que foi bem compreendida pelos seus seguidores era a seguinte:

1. Jesus se considerava, como não poderia deixar de ser, maior do que o próprio templo —

Mateus 12:6

Aqui está quem é maior que o templo.

2. O templo, Jesus ensinou, cumpria um papel temporário. Acerca da disputa que existia entre judeus e samaritanos quanto ao lugar correto para se adorar — monte Sião ou monte Gerizim — Jesus foi categórico ao afirmar:

A hora vem, quando nem neste monte – Gerizim – nem em Jerusalém adorareis o Pai — ver João 4:20—21.

3. Ademais Jesus deixou bem claro o seguinte:

João 4:23—24

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Tal tipo de adoração é completamente independente do local onde acontece. Pode ser aqui, ali ou acolá. O local é irrelevante. O importante é a atitude: em espírito e em verdade.

Estes ensinamentos foram apropriados pelos cristãos e falaremos disto um pouco mais adiante. Mas incentivar as pessoas com a ideia de que o templo em Jerusalém não era central para a adoração ao Deus verdadeiro, ainda mais aquele templo suntuoso, digno do mais radiante Messias, era considerado o supra sumo da apostasia. Daí porque Saulo reage com tamanha violência.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE PAULO

Estudo 001 — As Origens de Paulo

Estudo 002 — Paulo e o Judaísmo


Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis


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[1] Assideus — forma grega do hebraico hassidim, os piedosos, comunidade de judeus apegados à Lei. Eles resistiram à influencia pagã desde antes dos Macabeus e tornaram-se a tropa de choque de Judas Macabeus — ver 2 Macabeus 14:6 —, mas sem se subordinarem à política dos Asmoneus — ver 1 Macabeus 7:13. Segundo Josefo, sob o principado de Jônatas, por volta de 150 a. C., eles se dividiram em fariseus e essênios — Nota retirada da Bíblia de Jerusalém, publicada pelas Edições Paulinas, 1ª edição em Língua Portuguesa, São Paulo, 1980.

terça-feira, 18 de julho de 2017

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 002 — A PERSPECTIVA DA QUEDA — PARTE 001 — A QUEDA E A ALIENAÇÃO RESULTANTE DA MESMA


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O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos, partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nos examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e; 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA QUEDA

INTRODUÇÃO

A. Ao considerarmos a grandeza da Criação nós somos levados a concordar com o salmista, quando ele diz:

Salmos 139:14
Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.

B. É algo mesmo surpreendente saber que somos criados a imagem e conforme a semelhança do próprio Deus. E mais, que fomos criados para ter comunhão com Deus, que temos habilidades e a responsabilidade de agirmos nesse mundo como representantes de Deus, porque fomos criados para exercer domínio sobre o mundo e para produzir a glorificação do nome de Deus.

C. Quando olhamos para o mundo, a raça humana e para nós mesmos da perspectiva da criação — ver estudo 001 — não podemos evitar a pergunta: O quê aconteceu conosco? Nós não somos nem seque uma sombra pálida do objetivo com o qual fomos criados por Deus. Nós somos criaturas enfermas, mortais, egoístas e envoltas em sensualidade, ódio, violência, cobiça rebelião, fraqueza, orgulho. E ainda assim, estamos conscientes que sofremos uma enorme perda e experimentamos uma grande solidão.

D. A resposta para o clamor do nosso coração está nas páginas da Bíblia. Nós somos criaturas caídas. Nós voltamos as costas para o nosso Criador. As evidências da nossa queda estão dentro de nós e ao nosso redor. Se desejamos entender a verdade a nosso respeito nós precisamos adicionar a perspectiva da queda à da perspectiva da criação que falamos no Estudo 001.

I. A Posição Bíblica Afirmada.

Introdução

1. Deus, em sua infinita sabedoria criou a raça humana em nossos primeiro pais, Adão e Eva. Adão foi colocado numa condição probatório na qual ele representava toda a raça humana. Quando ele optou por desobedecer a Deus, todos os seus descendentes caíram junto com ele —

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

2. Em nossos dias nós nascemos num mundo que sofre todos os efeitos e as consequências da queda que são atribuídas à nós mesmos.

A. Os Resultados Imediatos da Queda do Homem.

1. Vergonha pessoal e medo.

Gênesis 3:7, 10

7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

2. Perda da comunhão com Deus e fuga da presença de Deus.

Gênesis 3:8—10

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

3. Uma tendência abismal para perverter a verdade e a maldição da serpente

Gênesis 3:11—14

11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.

13 Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.

4. A mulher daria luz a filhos em meio a dor e estaria sujeita ao seu marido.

Gênesis 3:16
E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

5. A maldição da terra e a sentença de morte sobre os seres humanos

Gênesis 3:17—19

17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.

19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

6. A expulsão do Jardim do Éden

Gênesis 3:24

E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

B. A Morte É a Principal Característica do Homem Caído.

1. Alienação de Deus.

a. Condenação merecida

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

b. A depravação com suas debilidades inerentes

Efésios 2:1—3, 12

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Romanos 3:10—18

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14  a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

C. Inimizade com sua rebeldia

Isaías 1:2—6

2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.

3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

4 Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo.

6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.

Isaías 63:10

Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.

Romano 8:7

Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.

d. Falta de significado e sua idolatria

Efésios 5:3—6

3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;

4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.

5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Colossenses 5:3, 6

3 Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

6 Por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

1 Pedro 4:3

Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.

e. A ignorância e sua perversão

Romanos 1:20—32

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Efésios 4:18—19

18 Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

1 Pedro 1:14

Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância.

f. Separação e a escravidão consequente

Efésios 2:1—3, 12—13

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3  entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 2:13—14

13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Colossenses 1:21

E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas.

2. Alienação de outros seres humanos

a. Escrituras:

Romanos 1:29—31

29 Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

1 Coríntios 3:3

Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?

2 Timóteo 3:2—4

2 Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,

3  desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,

4  traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.

Tito 3:3

Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.

b. Em vez de sermos caracterizados por amor e confiança existe em nos. De modo espontâneo, a discórdia, a suspeita, a inveja e o ódio entre nós e outros seres humanos.

3. Alienação de nós mesmos e do mundo criado.

a. Escrituras

Gênesis 3:19

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Romanos 5:12—14

12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 8:20—23

20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.

23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.

2 Coríntios 5:1—4

1 Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

2 E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

3 se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.

4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.

Apocalipse 20:6, 14

6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

b. Em vez de experimentar um bem-estar mental e físico, os seres humanos são caracterizados por fraqueza, enfermidade, sofrimento e a eventual separação da alma do corpo na morte. Em veze de nascermos em um ambiente de comunhão infindável com Deus, nascemos separados do Deus Criador que permanecerá assim no tempo e na eternidade, a mesmos que a graça de Deus se manifeste salvadora em nossas vidas.

CONTINUA....

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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