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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ÍNDIOS FUNDARAM A PRIMEIRA IGREJA REFORMADA NO BRASIL


Os primeiros protestantes brasileiros

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista IstoÉ

Os primeiros protestantes brasileiros

Em trabalho inédito, historiadora revela que a primeira igreja evangélica do Brasil foi criada por índios da tribo potiguara convertidos por holandeses em Pernambuco. Perseguidos pelos portugueses, eles se refugiaram no Ceará.

Por João Loes

Muito se fala do legado das invasões holandesas no Brasil, que duraram quase três décadas durante o século XVII. A cidade do Recife, por exemplo, quartel-general dos invasores em Pernambuco, guarda até hoje as marcas do urbanismo batavo, com ruas e avenidas de traçado reto e pouco usual para a época. Em museus do Brasil e do mundo, sobrevive a arte de gênios holandeses da pintura e da botânica como Albert Eckhout e Frans Post, que documentaram o Brasil com cores e formas incomuns em outros registros. A partir de agora, um lado mais obscuro, mas não menos importante, da herança holandesa deve ganhar renovada atenção: o religioso. No livro “A Primeira Igreja Protestante do Brasil” (Ed. Mackenzie, 2013), lançado na semana passada, a historiadora e professora cearense Jaquelini de Souza conta a história da “Igreja Reformada Potiguara”, criada por índios com apoio holandês e mantida em funcionamento pelos nativos mesmo depois da expulsão desses colonizadores pelos portugueses.

Como a história de qualquer igreja em seus primórdios, a da Igreja Potiguara começa confusa, com a ida para a Holanda, em 1625, daqueles que viriam a ser duas de suas maiores lideranças indígenas. Pedro Poty e Antônio Paraupaba, índios potiguaras, embarcaram para os Países Baixos em junho daquele ano sem saber bem o que fariam por lá. Ao aportar, foram apresentados ao que o país tinha de melhor, receberam educação formal e religiosa de ponta e logo se converteram ao protestantismo. Mas, diferentemente do que costumava acontecer com índios que iam à Europa com os ingleses e os franceses, cinco anos depois Paraupaba e Poty voltaram ao Brasil, em data que coincide com o início da segunda invasão holandesa (leia quadro abaixo) no País. Por aqui, assumiram funções administrativas, militares e espirituais. Aos poucos, deram corpo, com outros índios igualmente educados na fé, a um programa intenso de catequese e de formação de professores reformados indígenas. Incipiente, a igreja em formação se reunia nas aldeias e fazia batismos, casamentos, profissões de fé e ceias do senhor. “Já era a Igreja Potiguara porque, teologicamente, havendo dois ou três reunidos em nome de Deus, independentemente do lugar, está ali uma igreja”, diz Jaquelini.

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Pouco na nascente igreja a fazia diferir de outras experiências religiosas europeias nas Américas. Havia o componente protestante, que aproximava o índio do colonizador de forma inédita por colocar a educação do nativo como pré-requisito para sua conversão, algo que os católicos pouco faziam. Mas, ainda assim, tratava-se de uma experiência religiosa mediada por uma força impossível de ignorar: a de colonizador sobre colonizado. “Por isso, argumento que foi só depois da expulsão dos holandeses que vimos aflorar a verdadeira Igreja Potiguara”, diz Jaquelini. Expulsos do Brasil em 1654, os batavos abandonaram os potiguaras convertidos e outros nativos, aliados políticos e militares contra os portugueses, à própria sorte. Mesmo assim, a maioria dos protestantes manteve sua fé. Refugiados dos portugueses na Serra da Ibiapaba, no Ceará, onde chegaram depois de caminhar 750 quilômetros do litoral pernambucano ao sertão, eles continuaram praticando a fé protestante e chegaram a converter índios tabajaras, que também estavam no refúgio. Enquanto isso, Paraupaba, já tido como um brilhante historiador e profundo conhecedor da “Bíblia”, tentava, na Holanda, apoio para os refugiados – um esforço que não rendeu frutos imediatos.

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Nada, porém, tirou o peso da experiência protestante na Ibiapaba. Um relato do famoso padre Antônio Vieira, jesuíta português incumbido de relatar à Companhia de Jesus o que acontecia na região, dá o tom ao batizar o lugar de “Genebra de todos os sertões”. A cidade de Genebra está para os protestantes como o Vaticano está para os católicos. Em outro trecho, Vieira diz que os índios “estão muitos deles tão calvinistas e luteranos como se nasceram em Inglaterra ou Alemanha”. Não se sabe ao certo o que restou dos índios da Igreja Potiguara depois que o grupo se desfez, ao que tudo indica, passados seis anos de vida em comunidade na Ibiapaba. Especula-se que alguns se juntaram aos opositores dos portugueses durante as Guerras dos Bárbaros a partir de 1688. Outros teriam voltado ao catolicismo ou às religiões nativas. O que fica para história é que esses índios foram os primeiros brasileiros protestantes. E que a Igreja Reformada Potiguara foi a primeira igreja evangélica do Brasil.

O artigo original de IstoÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Bíblia pode se tornar obrigatória nas escolas do Recife

A empresária Priscila costuma ler o livro para seu filho. Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press.
A empresária Priscila costuma ler o livro para seu filho. Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press. 

De acordo com notícia publicada pelo Diário de Pernambuco existe um projeto de lei tramitando na Câmara dos Vereadores do Recife propondo tornar obrigatória a adoção de cópias das Sagradas Escrituras cristãs por todas as bibliotecas de todas as escolas e instituições de ensino superior públicas e privadas da cidade.

Segue a notícia

Bíblia pode se tornar obrigatória nas escolas do Recife

Machado de Assis e Manuel Bandeira lado a lado com Mateus, Marcos, Lucas e João. Se um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores do Recife for aprovado, todas as escolas e instituições de ensino superior públicas e privadas da cidade, além das bibliotecas públicas, terão que adquirir duas bíblias. A proposta ainda não foi votada em plenário, mas já causa discussão.

O projeto de lei 334/2013, de autoria da vereadora Aimée Carvalho (PSB), foi elaborado em novembro de 2013 e deve ir à votação em fevereiro. O texto propõe que sejam disponibilizadas duas edições, uma em português e outra em braille, para consulta. Os exemplares convencionais deverão estar acessíveis até seis meses após a aprovação dos vereadores. As versões em braille terão que ser adquiridas em até um ano.

O texto da proposta afirma que a Bíblia foi “o primeiro livro impresso do mundo, logo merece destaque entre os demais (…). Além, claro, de trazer ensinamentos importantíssimos para toda a sociedade, independentemente do credo religioso de quem a lê”. Acrescenta ainda que é o livro mais vendido no mundo, com mais seis bilhões de cópias e textos traduzidos em 2,5 mil línguas e dialetos.

A vereadora garante que a ideia não tem fins evagelizadores. “Irá enriquecer as bibliotecas, pois os ensinamentos norteiam as atitudes humanas e até servem para a consulta de cientistas. A violência diminui e a prosperidade aumenta”, opinou, ressaltando que não propõe a obrigatoriedade da leitura. “Entendemos que o estado é laico”, acrescenta.

O artigo 19 da Constituição veda à União, estados e municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas oficiais. Segundo o professor de direito constitucional da Unicap, Marcelo Labanca, o projeto não fere esse princípio. “Ele amplia o acesso à informação, um papel do Estado, mas não faz com que isso seja instrumento de pregação. Religião não pode ser um tabu para o conhecimento. O aluno pode ter acesso a diversos instrumentos religiosos para que possa escolher”.

A Comissão Arquidiocesana e Pastoral para a Educação da Arquidiocese de Olinda e Recife faz ponderações. “O estado é laico, mas não é ateu. Sabemos que 98% da população brasileira admitem ter fé, segundo o IBGE. É interessante que tenhamos a Bíblia nas escolas, mas estudantes de outras religiões como a muçulmana e a hindu podem requisitar o mesmo direito. A Bíblia a ser adotada será católica ou evangélica?”, questiona o presidente da comissão, o diácono Aerton Carvalho. A versão católica tem sete livros a mais. Aimée admite a possibilidade de se terem os dois livros. “Sou evangélica, mas legislo para a cidade. Se outro vereador propuser livros de outras religiões, inclusive, irei votar”.

O projeto repercute nas redes sociais. Ontem, a fan page do Diario no Facebook (www.facebook.com/jornaldiariodepernambuco) reproduziu o comentário publicado na coluna Diario Urbano sobre o assunto. Até o fechamento desta edição, a postagem tinha 189 compartilhamentos, 320 curtidas e 137 comentários. A empresária Priscila Barros, 31 anos, aprova o projeto. “Fui criada na igreja evangélica, mas hoje sou católica. Acho importante uma base religiosa na escola. Leio a Bíblia para meu filho, como outros livros”.

O artigo original do site do Diário de Pernambuco poderá ser visto por meio do link a seguir:


A opinião desse blog é que essa é uma ótima iniciativa e também apóia que as bibliotecas adquiram ou aceitem doações de outras religiões para ter um acervo de literatura religiosa que seja compatível com a pluralidade em que vivemos.

Por outro lado, mesmo respeitando a pluralidade o blog o Grande Diálogo Gostaria de ressaltar as seguintes verdades bíblicas que não podem ser ignoradas:

João 3:16

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Atos 4:12

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

Romanos 5:8

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

A alternativa a Cristo é devastadora:

2 Tessalonicenses 1:7b—10

Quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,

8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.

9 Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder,

10 quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho).

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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