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sexta-feira, 20 de março de 2015

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS E SEU EXÉRCITO

 
Jovens do "Gladiadores do Altar Goiás" fazem referência ao militarismo.
Projeto da Igreja Universal do Reino de Deus provocou discussão na web.

Vídeo de fiéis marchando e batendo continência em culto gera polêmica

O material abaixo foi publicado pelo site do G1 de Goías.

Um vídeo publicado pela Força Jovem Universal (FJU) Goiás, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), levantou discussões nas redes sociais. As imagens, feitas durante um culto, mostram os jovens do projeto "Gladiadores do Altar Goiás" marchando dentro da igreja, batendo continência e em formação semelhante à usada por militares.

Segundo o site da IURD, o projeto foi iniciado em janeiro deste ano em todo o país e visa a “formação de jovens vocacionados para a propagação da fé cristã”. No vídeo de apresentação em Goiás, um pastor detalha os objetivos. “É um projeto que visa formar jovens disciplinados e altamente preparados para enfrentar os desafios diários de ganhar almas e fazer discípulos”.

Em seguida, o pastor questiona os motivos do termo “gladiador” e responde em seguida: “O gladiador não é formado, ele nasce gladiador. Ele não dá desculpa, assume a responsabilidade e completa a missão. O gladiador não vê o problema, vê a solução. O gladiador luta pelos seus objetivos, tudo que ele fala, poupa na eternidade”, destacou o pastor.

Os jovens uniformizados permanecem em formação, com feições sérias, e acompanham as falas atentamente. Quando questionados sobre seus objetivos junto ao projeto, eles respondem: “Altar! Altar! Altar!”. Logo depois, o pastor conclui: "O projeto Gladiadores do Altar visa formar homens de verdade, que não desistem. A tua vontade tem que estar dentro da vontade de Deus".

As imagens, publicadas na página da FJU Goiás, tinham mais de 650 visualizações até a manhã desta terça-feira (3). Porém, por volta das 9h10, a publicação foi retirada do ar.

O G1 tentou contato com os representantes do grupo no estado, mas eles não foram localizados para comentar o assunto. A reportagem também procurou a assessoria de imprensa da IURD, com sede em São Paulo, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Polêmica

Após a publicação, as imagens passaram a gerar polêmicas nas redes sociais, destacando que o projeto faz uso do militarismo para atrair seus fiéis. Professor de sociologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Flávio Sofiati explicou ao G1 que o uso dos fundamentos militares associados aos religiosos como forma de educação não é novidade.

"Existem outras religiões que têm projetos semelhantes, já que esses dois elementos juntos formam uma força poderosa para manutenção da ordem. Infelizmente, nem sempre essa educação visa o livre arbítrio da juventude, considerada a fase mais rebelde da vida, mas sim o direcionamento dos fiéis para servir uma determinada igreja", disse o professor.

Para o sociólogo, o objetivo dos Gladiadores do Altar é atrair as atenções para a IURD. "A Universal é uma igreja midiática, que sempre realiza diversas atividades para estar em evidência. Ela não é a maior igreja evangélica do país, mas seu nome é um dos mais lembrados quando se fala do tema. Sendo assim, vejo esse projeto mais como uma forma de se destacar perante a opinião pública. É um processo de espetacularização da fé para que outros jovens fiéis se identifiquem e busquem a igreja", concluiu Sofiati.

Outro vídeo filmado e disponibilizado pelo site UOL poderá ser visto por meio desse link aqui:


Jovens batem continência durante culto em Goiás  (Foto: Reprodução/O Popular)
Jovens batem continência durante culto em Goiás (Foto: Reprodução/O Popular)

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ÍNDIOS FUNDARAM A PRIMEIRA IGREJA REFORMADA NO BRASIL


Os primeiros protestantes brasileiros

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista IstoÉ

Os primeiros protestantes brasileiros

Em trabalho inédito, historiadora revela que a primeira igreja evangélica do Brasil foi criada por índios da tribo potiguara convertidos por holandeses em Pernambuco. Perseguidos pelos portugueses, eles se refugiaram no Ceará.

Por João Loes

Muito se fala do legado das invasões holandesas no Brasil, que duraram quase três décadas durante o século XVII. A cidade do Recife, por exemplo, quartel-general dos invasores em Pernambuco, guarda até hoje as marcas do urbanismo batavo, com ruas e avenidas de traçado reto e pouco usual para a época. Em museus do Brasil e do mundo, sobrevive a arte de gênios holandeses da pintura e da botânica como Albert Eckhout e Frans Post, que documentaram o Brasil com cores e formas incomuns em outros registros. A partir de agora, um lado mais obscuro, mas não menos importante, da herança holandesa deve ganhar renovada atenção: o religioso. No livro “A Primeira Igreja Protestante do Brasil” (Ed. Mackenzie, 2013), lançado na semana passada, a historiadora e professora cearense Jaquelini de Souza conta a história da “Igreja Reformada Potiguara”, criada por índios com apoio holandês e mantida em funcionamento pelos nativos mesmo depois da expulsão desses colonizadores pelos portugueses.

Como a história de qualquer igreja em seus primórdios, a da Igreja Potiguara começa confusa, com a ida para a Holanda, em 1625, daqueles que viriam a ser duas de suas maiores lideranças indígenas. Pedro Poty e Antônio Paraupaba, índios potiguaras, embarcaram para os Países Baixos em junho daquele ano sem saber bem o que fariam por lá. Ao aportar, foram apresentados ao que o país tinha de melhor, receberam educação formal e religiosa de ponta e logo se converteram ao protestantismo. Mas, diferentemente do que costumava acontecer com índios que iam à Europa com os ingleses e os franceses, cinco anos depois Paraupaba e Poty voltaram ao Brasil, em data que coincide com o início da segunda invasão holandesa (leia quadro abaixo) no País. Por aqui, assumiram funções administrativas, militares e espirituais. Aos poucos, deram corpo, com outros índios igualmente educados na fé, a um programa intenso de catequese e de formação de professores reformados indígenas. Incipiente, a igreja em formação se reunia nas aldeias e fazia batismos, casamentos, profissões de fé e ceias do senhor. “Já era a Igreja Potiguara porque, teologicamente, havendo dois ou três reunidos em nome de Deus, independentemente do lugar, está ali uma igreja”, diz Jaquelini.

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Pouco na nascente igreja a fazia diferir de outras experiências religiosas europeias nas Américas. Havia o componente protestante, que aproximava o índio do colonizador de forma inédita por colocar a educação do nativo como pré-requisito para sua conversão, algo que os católicos pouco faziam. Mas, ainda assim, tratava-se de uma experiência religiosa mediada por uma força impossível de ignorar: a de colonizador sobre colonizado. “Por isso, argumento que foi só depois da expulsão dos holandeses que vimos aflorar a verdadeira Igreja Potiguara”, diz Jaquelini. Expulsos do Brasil em 1654, os batavos abandonaram os potiguaras convertidos e outros nativos, aliados políticos e militares contra os portugueses, à própria sorte. Mesmo assim, a maioria dos protestantes manteve sua fé. Refugiados dos portugueses na Serra da Ibiapaba, no Ceará, onde chegaram depois de caminhar 750 quilômetros do litoral pernambucano ao sertão, eles continuaram praticando a fé protestante e chegaram a converter índios tabajaras, que também estavam no refúgio. Enquanto isso, Paraupaba, já tido como um brilhante historiador e profundo conhecedor da “Bíblia”, tentava, na Holanda, apoio para os refugiados – um esforço que não rendeu frutos imediatos.

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Nada, porém, tirou o peso da experiência protestante na Ibiapaba. Um relato do famoso padre Antônio Vieira, jesuíta português incumbido de relatar à Companhia de Jesus o que acontecia na região, dá o tom ao batizar o lugar de “Genebra de todos os sertões”. A cidade de Genebra está para os protestantes como o Vaticano está para os católicos. Em outro trecho, Vieira diz que os índios “estão muitos deles tão calvinistas e luteranos como se nasceram em Inglaterra ou Alemanha”. Não se sabe ao certo o que restou dos índios da Igreja Potiguara depois que o grupo se desfez, ao que tudo indica, passados seis anos de vida em comunidade na Ibiapaba. Especula-se que alguns se juntaram aos opositores dos portugueses durante as Guerras dos Bárbaros a partir de 1688. Outros teriam voltado ao catolicismo ou às religiões nativas. O que fica para história é que esses índios foram os primeiros brasileiros protestantes. E que a Igreja Reformada Potiguara foi a primeira igreja evangélica do Brasil.

O artigo original de IstoÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A GUERRA CIVIL NO BRASIL



O artigo abaixo foi publicado pela Revista Carta Capital e foi produzido pela editoria de redação da mesma.

As informações são chocantes e ultrapassam em muito os limites do absurdo. Mas se desejamos fazer alguma coisa, precisamos começar tomando conhecimento da situação:

Não é guerra civil?

Em 2012, mais de 56 mil brasileiros foram assassinados

Já era absurdo? Ficou ainda mais. O Brasil registrou 56,3 mil assassinatos em 2012, o maior número desde 1980, quando o Ministério da Saúde começou a contabilizar as ocorrências no Sistema de Informações sobre Mortalidade. A taxa de homicídios também alcançou o patamar mais elevado da série histórica, com 29 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, qualquer índice superior a 10 mortes por 100 mil habitantes é epidêmico.

Os dados foram divulgados na terça-feira 27 pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Mapa da Violência no Brasil. “As nossas taxas são 50 a 100 vezes superiores às de países como o Japão”, observou o especialista. “Sem reformas que mexam no sistema penitenciário e no modelo da Polícia Civil e Militar, não resolveremos.” Roraima, Ceará e Acre foram os estados que mais contribuíram para o aumento da taxa. O número de homicídios cresceu 71,3%, 36,5% e 22,4%, respectivamente.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


Quero agradecer ao irmão Joel ter chamado minha atenção para esse artigo.

Enquanto isso os chamados evangélicos seguem com suas ilusões triunfalistas de que "O Brasil é do Senhor Jesus. Crente declares isso" e outras bobagens iguais a essas.

Que Deus tenha misericórdia do nosso país.

Alexandros Meimaridis

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