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sábado, 16 de julho de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A DÈCIMA questão que devemos analisar é: 

10. Desejos Indulgentes


Este é um estudo dedicado a todos os desigrejados.

Quando o assunto são desejos indulgentes ou os desejos pecaminosos que temos de satisfazer a vontade da nossa carne, as palavras do apóstolo Paulo nos servem de excelente advertência —


Romanos 6:12—13

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;

13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 

O contexto de Romanos 6 nos fala da grande realidade como o poder derivado da ressurreição de Jesus é suficiente para capacitar os pecadores — nós — a fim de obedecerem à ordem divina que nos manda aborrecer o mal e nos apegar e amar o bem. Esse poder para obediência é a manifestação da graça divina em nossas vidas. A maravilhosa graça de Deus que perdoa, anula e oblitera por completo nossos pecados diante da presença de Deus, e isso, por toda a eternidade. A graça de Deus, desse modo, se levanta contra todas as possibilidades, recursos e meios que a criatura humana pode imaginar possuir, ou mesmo aquelas que pode criar e desenvolver, para se aproximar e ser aceito por Deus, e assim, ganhar a vida eterna.

Assim é a graça de Deus: perturbadora para os arrogantes, incompreensível para os enfatuados, inaceitável para os orgulhosos, inadmissível para os pretensiosos, mas gloriosa para aqueles a quem Deus concede a fé! 

A graça transcende a tudo quanto os homens possam criar ou produzir porque ela procede de Deus. Todas as vezes que tentamos enquadrar o Evangelho da graça em normas e preceitos criados por nós mesmos e condicionando a sua aceitação a critérios denominacionais ou eclesiásticos, então estaremos, na realidade, traindo a Cristo. 

É apenas pela graça que o ser humano pode compreender sua própria origem divina — somos criaturas de Deus —  algo que, por sua vez,  o capacita a aceitar a oferta graciosa de Deus representada pelo sacrifício expiatório do Senhor Jesus a nosso favor. É pelo poder que nos é outorgado pela ressurreição de Cristo, que temos as forças necessárias para nos colocar integralmente à disposição de Deus, e de Deus somente. 

Por outro lado, quando cedemos a qualquer desejo pecaminoso nossa confiança em Jesus fraqueja e negamos a promessa de Jesus, que encontramos em — 

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 

Deve ficar claro que, quando confiamos no Senhor todas as nossas necessidades, mesmo as mais profundas, encontram plena satisfação. Por outro lado, quando nos esquecemos do Senhor e das Suas promessas, nós impedimos que Ele nos mostre o caminho da vida que nos permite experimentar a alegria eterna desfrutada pelo próprio Deus —


Salmos 16:8, 11

8 O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.

11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.


Quando acreditamos e conformamos nosso andar diário a promessas como essa acima, então um sentimento de profunda alegria brota dos nossos corações. E Deus irá nos revelar qual deverá ser nosso próximo passo. Somente assim poderemos entender o verdadeiro significado das palavras de Jesus, quando disse —

João 4:34

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 

Quando a alegria em fazer a vontade de Deus for maior que a necessidade que temos pelo alimento, por exemplo, então iremos experimentar a mais doce e profunda comunhão com nosso Criador, Senhor e Salvador.


Todas as vezes que optarmos por fazer a vontade do Senhor e nos conformamos com a mesma, Ele nos promete desfrutar duma alegria indizível e nos ajuda a substituir a satisfação impura e fugaz que os maus desejos podem nos proporcionar. 

Todas as passagens citadas até aqui nessa lista de Dez Pecados que Podem Destruir Nossas Vidas por Completo são representativas daquilo que a Bíblia chama de Espada do Espírito em —

Efésios 6:17

Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.


Quando lutamos contra nossa incredulidade e começamos a acreditar nas promessas do Senhor como um instrumento eficaz contra esses terríveis pecados, logo descobrimos essa verdade acerca da Palavra de Deus —
  
Hebreus 4:12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. 

Somente Deus tem o poder necessário para nos ajudar a subjugar aquilo que o apóstolo Paulo chamou de a lei do pecado e da morte 

Romanos 7:23—25 na NTLH

23 Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo.

24 Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?

25 Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado. 

Todavia, Deus irá conceder essa libertação somente para aqueles que decidirem, claramente em suas mentes, lutar contra o pecado que tenazmente nos assedia. Tal libertação é para todos aqueles que não amam a si mesmos mais do que amam ao Senhor. Para os que se empenharem em buscar o Senhor, viver para Ele e colocá-Lo em primeiro lugar em suas vidas. Para aqueles que se mantêm vigilantes contra todas as formas de incredulidade que se levantam para nos tentar a deixar de confiar em Deus. Existe outra referência pertinente a toda essa situação —

Romanos 11:19—22

19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.

21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará.

22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado. 

Mas esses versos não devem nos conduzir a pensar, de forma equivocada, que o empenho ao qual acabamos de nos referir, seja fruto de nossa própria vontade e determinação. Pois as Escrituras são claras quando afirmam que é o próprio Deus quem opera em nós, para nos ajudar tanto a querer, quanto a realizar Sua perfeita vontade —

Filipenses 2:13

Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. 

É o Senhor quem nos motiva positivamente, sempre com bênçãos que vão muito além do que podemos imaginar —

Efésios 3:20—21

20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,

21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém! 

O cuidado de Deus é mesmo maravilhoso. Por outro lado, não podemos deixar de mencionar sua severidade sobre os incrédulos, conforme — 

Romanos 11:22a

Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus. 

Sempre que valorizamos as promessas de Deus e tememos suas ameaças, nós trabalhamos de modo diligente a favor da nossa salvação, procurando desenvolver a mesma de acordo com a instrução que encontramos em — 

Filipenses 2:12

Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. 

Certamente, às vezes, nossos corações ficam indiferentes no que diz respeito tanto as promessas, quanto às ameaças de Deus, mas sempre podemos mudar nossas atitudes com a graça de Deus. Se nos dedicarmos a orar para que estejamos atentos tanto à bondade de Deus, manifestada em Suas promessas, como a severidade de Deus, manifestada em Suas ameaças, então, nosso desejo de comunhão obediente com Ele se tornará mais forte. 

A existência dum grupo, mesmo pequeno de crentes, que se reúne para falar da nossa luta permanente contra o pecado e, para nos instruir mutuamente, é certamente semelhante aos muitos grupos que existiam nos dias da igreja primitiva, durante os três primeiro séculos, aos quais o autor da epístola aos Hebreus dirigiu estas palavras — 

Hebreus 3:12—13

12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;

13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.    


Quando nos afastamos de Deus somos culpados tanto de deserção quanto de traição. O único remédio para evitar esse caminho é o da exortação mútua. Os cristãos são como brasas numa fogueira. Quando estão juntos o fogo e calor comum os mantêm acesos, mas quando se afastam uns dos outros esfriam, arrefecem e definham em seu calor. 

Hoje em dia, infelizmente, a correria da vida moderna e todos os recursos que ela nos proporciona, acabaram por nos afastar uns dos outros e a maioria dos cristãos se contenta com aparecer em apenas uma reunião semanal e, mesmo nisso, sem serem muito frequentes. Com isso, estou dizendo que: se desejamos ser obedientes a Deus, de acordo com os versos de Hebreus acima — ver também 

Hebreus 10:24—25

24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.

25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. 

e manter um grupo de comunhão e estudos bíblicos onde possamos nos estimular à obediência à Palavra de Deus e às boas obras, então, nós precisamos nos empenhar nesse sentido e nos reunir com regularidade.

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

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Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
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quinta-feira, 7 de abril de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 008 — A APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

 
Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A OITAVA questão que devemos analisar é:
8. A Apatia e o Desânimo

CONTINUAÇÃO

Junto das águas de descanso

A. A Importância da Água para as Ovelhas. 
1. A água determina a vitalidade, a força e o vigor da ovelha. 
2. Dessa maneira, a mesma é essencial ao bem estar e à saúde da ovelha. 
3. Como acontece com os seres humanos, todas as vezes que o suprimento de água diminui dentro do animal, tem início o processo que chamamos de: desidratação. 
4. Como consequência da desidratação, o animal fica fraco e debilitado. 
5. Como nós também, as ovelhas sabem que estão precisando de água, através do mecanismo da sede. 
6. Mas não é qualquer água que serve. Ovelhas precisam ser conduzidas a fontes de águas limpas. 
a. Quando os pastos estão próximos a ribeiros ou outras fontes naturais e limpas o serviço do pastor fica mais fácil. 
b. Na ausência destes, é necessário o próprio pastor cavar um poço. De qualquer maneira, é responsabilidade do pastor garantir o acesso à água potável. 
7. Se não tiverem acesso à água potável, os animais sedentos acabarão por beber qualquer água empoçada e estarão sujeitas a contrair nematódeos — lombrigas ou ancilóstomos — ou a fascíola hepática — conhecida como a barata do fígado — e outros germes causadores de doenças. 
8. Mas, como nem sempre é possível encontrar fontes naturais e nem todo poço produz água em quantidade ou até mesmo potável, Deus providenciou uma maneira alternativa de suprir a necessidade que os animais têm de água. Esta provisão chama-se: orvalho. 
9. Ovelhas têm o costume de despertar cedo, antes de o sol nascer, e logo começam a pastar. Em noites claras costumam pastar também durante a noite. Nestas ocasiões, costumam absorver as gotas de orvalho ou até mesmo de chuvas que tenha caído durante a noite. Este consumo é suficiente para satisfazer a necessidade da ovelha por muitos dias, se o tempo não estiver muito quente. 
10. Mas nada substitui a água fresca de uma fonte natural. 

B. Nossa Ansiedade Pela Verdadeira Água. 
1. Davi expressou, certa vez, algo que é verdadeiro acerca de todos nós. Ele disse: 
Salmos 42:2 
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? 
Salmos 63:1 
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. 
2. Mesmo não reconhecida como tal, essa mesma necessidade existe em todos os seres humanos. 
3. A prova de que isso que estamos afirmando é verdade deve ser autoevidente: 
a. Os seres humanos, desde tempos imemoriais, desenvolveram centenas de milhares de religiões em busca de satisfazer essa sede. 
b. A filosofia humana, até o surgimento do iluminismo — de meados do século XVII até quase o fim do século XVIII — se ocupava, principalmente, com a ideia de Deus. 
4. Essa sede espiritual foi assim definida por Agostinho de Hipona — chamado de Santo Agostinho: Ó Deus, tu nos criastes para ti; nossa alma sempre estará inquieta e ansiosa, enquanto não encontrar descanso em ti. 
5. No século XX e no início do século XXI a busca humana se diversificou: 
1. A literatura, a música e as artes em geral são oferecidas como fontes de satisfação. 
2. As atividades físicas e os esportes são outra alternativa. Veja a importância que se dá a eventos como a Copa do Mundo de Futebol e às Olimpíadas. Isso para não falar na avalanche de esportes estadunidenses que estão nos empurrados garganta abaixo: MLB, NBA, NHL, NFL e etc. 
3. Mas, no final das contas, depois de terem experimentado tudo, encontram-se diante da mesma sede atordoante, do mesmo vazio e da mesma insatisfação interior. 
4. Por trás dos sorrisos da vitória, dos gritos de triunfo, das luzes reluzentes dos flashes e da ribalta, do glamour e das aparências maquiadas, tudo o que encontramos é: vidas destruídas, esperanças partidas, almas estéreis, secas e crestadas, cobertas pela poeira do desespero. 
C. Jesus — Nosso Bom Pastor e Fonte de Toda satisfação 
1. Jesus veio a este mundo e no mesmo capítulo — João 10 — em que ele se apresentou como o Bom Pastor, ele também disse:
João 10:10
O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
2. E como é que Jesus propôs nos dar essa vida abundante? Sua oferta vai mais do que apenas nos conduzir para junto das águas de descanso.
3. Jesus nos oferece o Espírito Santo, acerca do qual afirma:
João 4:14
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.
4. O Espírito Santo veio para nos guiar em toda verdade —
João 16:13
Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
E a verdade está apenas em Jesus e na Bíblia.
5. Jesus também disse:
João 6:35
Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
Refrigera-me a Alma

A. Ovelhas também enfrentam Problemas e Dificuldades.

1. Entre todas as dificuldades que uma ovelha pode enfrentar em sua vida e precisar da intervenção direta do pastor, as mais comuns são:

a. Ataques de predadores. Aqui é suficiente dizer que ovelhas não conseguem proteger a si mesmas contra ataques de lobos, urubus etc.

b. O risco de “virar”. Ovelhas, por serem animais de corpos grandes e roliços e pernas, relativamente curtas, quando viram de barriga para cima e ficam com as pernas no ar, não conseguem se desvirar a menos que sejam ajudadas.

c. O Desconforto causado pelo excesso de pelos — lã — que precisa, necessariamente, para o bem estar da própria ovelha, ser tosado de tempos em tempos

d. O risco de se extraviar e se perder.

2. Em cada uma destas circunstâncias, o pastor precisa intervir e tal intervenção faz toda diferença se a ovelha vai viver ou morrer.

B. Porque e Como Deus Refrigera Nossas Almas

1. A vida de Davi foi marcada por atos estúpidos, por perseguições, traições, dor e sofrimento. Mas foi em meio a todo esse cipoal de dificuldades que ele aprendeu muitas lições preciosas. Por exemplo:

Salmos 42:11
Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.

Salmos 56:13 
Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.

2. Se não tivesse passado pelas dificuldades que passou, não teria a oportunidade de aprender as lições que aprendeu. 

3. Tribulações e provações são parte do propósito integral de Deus em nossas vidas:

Romanos 5:3—5 
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

Tiago 1:2—4 
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

4. Sem dificuldades, representadas por tribulações e provações não existe crescimento na vida cristã, especialmente, o crescimento que nos faz semelhantes ao Senhor Jesus, o qual foi aperfeiçoado — tornou-se perfeito modelo — por meio do sofrimento.

5. Sofrer por Cristo é parte do nosso chamado para seguir a Jesus: 
Filipenses 1:29 
Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele. 
6. Mas, mesmo no meio de todas essas dificuldade, nós, a exemplo de Davi, não somos deixados sozinhos.

7. Deus está sempre próximo, para refrigerar nossas almas. 

C. Jesus — Nosso Bom Pastor e Aquele Que Refrigera Nossas Almas.

1. Começando com a parábola da ovelha perdida — ver Lucas 15:4—7 — Jesus é aquele que veio buscar e salvar o que estava perdido — ver Lucas 19:10.
2. Estávamos perdidos, extraviados. Alguns de nós, talvez, além de perdidos estávamos “virados” com as patas para o ar. Frustrados e desalentados. Foi assim que o Senhor nos encontrou, quando ouvimos o convite do Bom Pastor que diz:
Mateus 11:28
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
3. Muitos acreditam que quando um filho de Deus tropeça e peca, quando se sente frustrado e desamparado, quando está enfrentando um sério problema, de qualquer natureza, o SENHOR está desgostoso com ele. Alguns acham que Deus fica, até mesmo, furioso. Nada disso é verdade. Deus tem compaixão de nós. Tudo o que precisamos fazer é nos voltar para Deus e arrependidos, caso tenhamos pecado, dizer: Bom Pastor refrigera minha alma.
4. Outros acham que o sucesso material é medida de saúde espiritual. Não é! Que a parábola do homem rico e tolo — ver Lucas 12:16—21 — nos ajude a manter a sobriedade. A enxergar a realidade do nosso coração cobiçoso, por trás da nossa pretensa devoção ao Senhor.
CONTINUA...

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Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

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Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A SÉTIMA questão que devemos analisar é:


7. A IMPACIÊNCIA — PARTE 002


Isaías 40:29

Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

Deus além de não se cansar, ainda tem toda a capacidade para fortalecer aqueles que se encontram sem vigor. Todos aqueles que estão cansados e exaustos por causa de seus sofrimentos são os que precisam do אוֹנ `own — vigor ou força física que apenas Deus pode conceder. Mas isso não diz respeito apenas aos crentes. Mesmo não sendo reconhecido como tal, Deus é a única fonte verdadeira de todo o vigor. Note que Deus faz forte ao cansado e multiplica — no sentido de abundância — as forças daqueles que não têm nenhum vigor.

As palavras do profeta nos fazem lembrar as palavras do próprio Senhor Jesus quando diz:

Mateus 11:28—30

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.

30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Como em Isaías, o convite de Cristo é feito para todos os que estão κοπιῶντες kopiôntes — cansados — por causa de um trabalho intenso unido ao aborrecimento e à fadiga e — πεφορτισμένοι pefortisménoi — e sobrecarregados ou oprimidos pelo peso da carga, que muitas vezes é representada por regras religiosas pesadas e despropositadas.

Ir até Cristo, representa encontrar plena satisfação para nossas necessidades mais profundas, nossas necessidades verdadeiras. É o próprio Jesus que diz:

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

Jesus se identifica plenamente com o pão que sacia a verdadeira fome espiritual e a água que sacia a verdadeira sede espiritual. Ele é o doador e o próprio elemento doado. Para participar, basta aceitar o convite e vir. Quem se aproxima de Jesus crendo que Ele é aquilo que Ele diz ser experimenta a vida eterna, e plena satisfação de todas suas mais profundas necessidades como pessoa. E você? Vai aceitar o convite que Ele faz?

Isaías 40:30

Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem.

O profeta Isaías apresenta agora, a contrapartida daquilo que tinha afirmado em 40:28, acerca do fato de Deus não se cansar nem se fatigar. Deus não se cansa, mas os homens sim. E isso não acontece apenas com alguns seres humanos, mas com todos eles, mesmo os chamados super atletas ou super homens: todos eles se cansam, mais cedo ou mais tarde.

Os jovens são mencionados porque sempre que pensamos em força e vigor, relacionamos essas qualidades com a juventude em si mesma. São os jovens que fazem parte do seleto grupo dos melhores atletas. Também são os jovens, quase meninos ainda, que são escolhidos para servir nos exércitos de todos os países. Mas apesar de todo vigor e treinamento, eles ainda assim se cansam. Eles não conseguem manter o nível de força constante de forma perene. Precisam parar, precisam descansar. Quando não param para descansar ficam tão exaustos que acabam caindo. O verbo usado aqui por Isaías é כָּשׁוֹל kasholtropeçar, cambalear ou andar tropegamente. O mesmo está no infinitivo absoluto no hebraico, com a intenção de transmitir ao leitor uma ênfase naquilo que está sendo dito: os jovens, apesar da juventude e do vigor, caem exaustos. Porém existe algo mais grave do que isso, como sabemos. Em muitos casos, os jovens não apenas caem, mas chegam mesmo a falecer, ainda em idade precoce. Calvino comenta nesse versículo que isso talvez aconteça pelo execesso de pressão dos exercícios ou de treinamento. Independentemente de qual seja o motivo, qualquer pessoa pode perceber que tal exaustão é apenas parte do fato de que nossa vida é apenas transitória. Não estamos aqui para sempre. Por isso devemos confiar no Senhor todos os nossos fardos para que Ele possa carregá-los para nós. Mas quando não temos fé, não confiamos que Deus é capaz de fazer isso, apesar do Senhor afirmar:

Salmos 68:19

Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação.

1 Pedro 5:7

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

Nossa fé cristã é a única no mundo inteiro que ensina que o SENHOR nosso Deus cuida daqueles que são Seus. Seu cuidado é tão imenso que, como acabamos de ler, Ele nos orienta a levarmos até Ele todas as nossas ansiedades. A Bíblia está cheia de versículos com esse tipo de conteúdo —

Salmos 37:5—6

5 Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.

6 Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.

Salmos 55:22

Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.

Mateus 6:25 e 32

25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas.

Filipenses 4:6

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

Isaías 40:31

Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.

Por outro lado, aquilo que pode acontecer com jovens fortes e vigorosos, não acontece com os que eperam no Senhor. Com aqueles que confiam que Deus é capaz de resolver cada um de todos os problemas, que estejam enfrentando. Aqui o contraste é entre os jovens e os que esperam no Senhor. Aqueles que acreditam plenamente que Deus é poderoso para livrá-los e que manifestam a confiança que têm em Deus, por meio de uma espera paciente que o Senhor cumpra o que tem prometido. E olha que Deus tem feito muitas e muitas promessas em Sua palavra —

2 Pedro 1:3—4

3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,

4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.

As promessas de Deus em si mesmas são uma parte importante desses versículos, pois Pedro descreve as mesmas de forma superlativa ao dizer: “preciosas e mui grandes promessas”. A expressão grega δεδώρηται dedóretai — traduzida por “doadas” está no tempo perfeito que, na língua grega, indica que Deus não apenas nos deu suas promessas, mas já cumpriu cada uma delas na pessoa e na obra de Jesus Cristo e, se nós estamos em Cristo, então as mesmas estão cumpridas em nós também. Há muito no que pensar diante dessa afirmação.

Agora queremos chamar a atenção de todos para essa frase usada por Pedro: vos torneis co-participantes da natureza divina. A mesma tem sido muito mal compreendida e muitos pregadores e professores cristãos ensinam com base nessa frase que nos, meras criaturas, de alguma forma nos tornamos verdadeiras divindades como o próprio Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo são divinos. Mas será que Pedro está fazendo esse tipo de afirmação. Note que ele escolhe as palavras de modo muito cuidadoso. O que ele está afirmando é que nós participamos da natureza de Deus e não do SER de Deus. A expressão grega φύσεως físeos — traduzida por natureza, não significa “essência do ser” como muitos têm imaginado e sim, de acordo com o Dicionário Teológico do Novo Testamento tal expressão indica:

1. Natureza das coisas, força, leis, ordem da natureza.

2. Como oposto ao que é monstruoso, anormal, perverso.

3. Como oposto ao que foi produzido pela arte do homem: os ramos naturais, i.e., ramos por obra da natureza.[1]

Diante disso, podemos afirmar que Pedro escolheu esse vocábulo grego, porque o mesmo representa crescimento, desenvolvimento e caráter. Já o termo “ser” pende para o lado da essência ou da substância. Nós jamais poderemos fazer parte da essência do SER de Deus, porque somos e continuaremos sendo apenas criaturas desse mesmo Deus. O que Pedro nos revela é que participamos da santidade de Deus, a qual experimentamos por meio do Espírito Santo que habita em nós —

1 Coríntios 6:19

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?

Qual é então o propósito de Deus em nos fazer participantes da sua natureza? Calvino responde, apesar de não concordarmos com tal resposta: Notemos que o propósito do Evangelho é nos fazer, algum dia, conforme a Deus e, se assim podemos dizer, nos deificar.[2]

Por outro lado, acreditamos que as palavras do apóstolo Paulo estão mais em linha com a afirmação de Pedro quando diz o seguinte em –

2 Coríntios 3:18 na NTLH

Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito.

Note a forte distinção entre a afirmação de Calvino “nos deificar” e a de Paulo “cada vez mais parecidos”. Meditemos bem nessa distinção.

Pedro toma emprestada a expressão θείας κοινωνοὶ φύσεως  — theías koivonoì fúseos — traduzida por  participantes da natureza divina do vocabulário dos filósofos gregos. Pedro combate os falsos mestres dentro do cristianismo  usando a terminologia dos gregos, mas dando à mesma uma conotação visivelmente cristã:

2 Pedro 2:1

Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

Os filósofos da Grécia antiga ensinavam que um ser humano vivendo num mundo repleto de corrupções causadas pelos prazeres físicos, deve procurar tornar-se como os deuses. Por isso orientavam seus seguidores a procurarem compartilhar da natureza divina. Pedro, então lança mão exatamente dessa expressão “natureza divina”. A diferença entre o ensinamento dos filósofos gregos e o de Pedro reside no fato que: enquanto os primeiros, tomavam como ponto de partida o próprio ser humano e se apossavam de uma parte da natureza dos deuses, Pedro enxerga tudo isso à luz das promessas de Deus. Promessas essas que têm sido objeto dos nossos estudos já há algum tempo. Deve fircar bem claro que existe uma diferença enorme entre essas duas abordagens. A primeira é completamente humanista e reflete a exaltação do ser humano em seu estado natural. Já a abordagem de Pedro é cristã e exalta a graciosa e abundante provisão de Deus a nosso favor.

É apenas mediante as muitas e preciosas promessas de Deus que nos tornamos co-participantes da santidade do Senhor Jesus Cristo. Nós somos chamados para participar desse círculo íntimo de santidade pelo próprio Deus —

1 João 1:3

Que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

Todas as vezes que fixamos nosso olhar e mentes em Jesus, nos tornamos então, co-participantes tanto do chamado celestial quanto da pessoa do Senhor Jesus —

Hebreus 3:1, 14

1  Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.

14 Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.

Por fim, o propósito de Deus ao nos conceder suas muitas e preciosas promessas é:  livrar-nos da corrupção que existe no mundo. E essa corrupção, certamente, inclui a impaciência que se manifesta em ansiedade, nervosismo e outras coisas mais. Mas o crente verdadeiro, que tem plena consciência que participa da santidade de Deus deve sempre buscar refletir as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz —

1 Pedro 2:9

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Isso faz com que o crente se afaste de todo pecado e mal, porque sabe que não pertence mais a esse mundo e sim a Deus —

João 17:14—18

14 Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.

15 Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.

16 Eles não são do mundo, como também eu não sou.

17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

E temos ainda as seguintes palavras em —

1 Tessalonicenses 5:22

Abstende-vos de toda forma de mal.

Tiago 1:27

A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.

Quando viramos as costas para o mundo e deixamos que a luz divina ilumine não apenas nossos passos e caminho, mas que ilumine, em toda plenitude, nossas próprias vidas, então poderemos demonstrar diante de todos, a verdadeira santidade de Deus. Enquanto estamos na terra vivemos no mundo, mas não pertencemos a ele. Somos, novas criaturas, completamente, revestidos da própria pessoa do Senhor Jesus —

Efésios 4:24

E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Colossenses 3:10

E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.

Hebreus 12:10

Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.

1 João 3:2

Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.

Votando para o texto de Isaías 40:31, nós podemos afirmar que durante o tempo do Antigo Testamento, a expressão — os que esperam no SENHOR — se aplicava a todos que aguardavam pacientemente pelo cumprimento das promessas referentes ao Messias, conforme podemos ler em —

Lucas 2:25, 38

25 Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

38 E, chegando naquela hora, — a profetisa Ana — dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

Mas independentemente disso tudo, o profeta também deseja estabelecer uma verdade geral, afirmando que a força de Deus está disponível para todos aqueles que, a qualquer tempo, esperam com paciência para que o propósito de Deus seja plenamente cumprido.

O verbo usado para descrever aqueles que esperam pelo SENHOR קְָוָהqavah — aguardar, buscar e esperar, também pode transmitir a ideia de que tais pessoas serão mudadas ou transformadas. Nesse contexto a ideia principal é a de mudança ou troca da força que alguém possui por uma força maior ou melhor. Desse modo, nossa tradução como “renovarão as suas forças é bastante satisfatória. Implícito nesse contexto todo temos a condição de fraqueza ou de falta de força. Qualquer que seja a força que alguém possa possuir, se essa pessoa estiver esperando no SENHOR, tal força será trocada por outra, bem mais real e palpável. Em vez de se cansarem e tropeçarem, os que esperam no SENHOR serão cada vez mais fortalecidos.

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Que Deus nos abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis

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[1]Strong, J., e Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (H8679). Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2002—2005.

[2] Calvin, John. Hebrews, 1 and 2 Peter in Calvin’s New Testament Commentaries. Wm. B. Eerdmans Publishing Co., Grand Rapids, 1994.