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domingo, 23 de julho de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ — ESTUDO 024 — DISCIPLINA NA IGREJA — PARTE 001 - DISCIPULADO


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I. Termos Chaves Para a Disciplina no Novo Testamento[1]:

A. μαθητεύσατε matheteúsate — fazei discípulos.

A disciplina, como os vocábulos cognatos “discípulo” e “fazer discípulos, tem sua idéia original, como a raiz no grego indica, na prática da antiguidade de um aluno seguir um mestre ou pensador. Um sábio ou um rabino atraía jovens adeptos que admiravam o seu mestre e ficavam convictos da veracidade de suas idéias. Estavam dispostos a serem moldados, tanto pelo seu pensamento, como pelas suas ações. Nos evangelhos, “Os Doze” seguiram a Jesus com esse intuito. No livro de Atos, os crentes são chamados μαθηταὶ — mathetaì —discípulos, alunos, não numa escola, mas leais seguidores que procuravam conhecer e praticar os ensinamentos de vida de Jesus. O vocábulo μαθητεύσατε — matheteúsate — fazei discípulos em Mateus 28:20, deve ser comparado com Διδάσκαλος  — didáskalos — mestre e com διδάσκω — didásko — ensino, que aparecem em outras referências do Novo Testamento. O discípulo almeja aprender fatos, entender idéias, ganhar uma nova cosmovisão como qualquer aluno. Mas apenas quando tem um compromisso de vida com o mestre, num sentido global, é que o estudante passa a ser um discípulo —

Lucas 14:26—33

26 Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Nesse círculo de ideias, a disciplina dá a impressão de formar uma pessoa em conformidade com o caráter e mente do mestre. Paulo diz aos efésios: “Não foi assim que ἐμάθετε  emáthete — aprendestes a Cristo — literalmente, “fostes feitos discípulos de Cristo” — , se é que de fato o tendes ἠκούσατε  ekoúsate — ouvido, e nele fostes ἐδιδάχθητε  edidáschthete — instruídos —

Efésios 4:20—21

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus.

Como em Mateus 28:19—20, primeiro o neófito se torna discípulo, entregando-se de corpo e alma ao Senhor. Depois recebe a instrução necessária para observar o que o Mestre manda. Se um discípulo sabe o que seu Senhor e mestre quer, mas não o faz, põe em dúvida a submissão assumida com o senhor, ao qual prometeu seguir —

Mateus 21:28—32

28 E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha.

29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi.

30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.

O discipulado cristão requer a tomada do ζυγόν  Zugón — jugo de Cristo. Isso que dizer que se  requer que o discípulo aprenda os ensinamentos de Jesus e compartilhe seu caráter πραΰς εἰμι καὶ ταπεινὸς — praús eimi kaì tapeivòs  — manso e humilde,  de coração — ver Mateus 11:28—30. Tanto a instrução como os valores do Mestre devem ser transmitidos aos que creem n’Ele, por intermédio da igreja até a consumação dos séculos — ver Mateus 28:18—20; Atos 2:41—47.

A instrução necessária par cristão que segue a Cristo deve ser recebida pelo ensino e pelo exemplo da Igreja. Ela não é recebida através de nenhum tipo de revelação mística. Pelo ministério da palavra lida, pregada e ensinada, e pela exortação e exemplo daqueles que têm a responsabilidade de ensinar na igreja local. Entre esses estão incluídos os presbíteros, bispos ou pastores, os dirigentes e professores da escola bíblica, e os membros destacados que lideram qualquer ministério de ensino – crianças, adolescentes, jovens, casais, etc. – e que acabam influenciando mais os pensamento e práticas cristãs dos recém-convertidos, levando-os a adotar os hábitos tradicionais de sua comunidade. Paulo falou deste processo da seguinte forma: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo” — Romanos 13:14 — quando essa influência é, exatamente, a que deveria ser — ver Romanos 15:14.

Evidentemente há grande variedade entre as distintas denominações e grupos evangélicos quanto ao estilo de vida que o “vestir-se de Cristo” representa. Entre essas variedades temos: o comprimento do cabelo, deixar ou não crescer a barba, as mulheres vestirem ou não calças compridas, frequentar ou não o cinema e ter ou não uma televisão, entre muitos outras. Elas fornecem claros reflexos da maneira como cada igreja impõe sua interpretação do que significa ser um bom discípulo de Jesus Cristo. Outros grupos enfatizam a transformação ganhando novas atitudes de coração — ver Romanos 12:1—2 — deixando cada membro escolher como deve se vestir ou que lugares deve frequentar como embaixador do Senhor — ver Gálatas 5:1, 13; 2 Coríntios 5:20.

As escolhas feitas pelo novo cristão podem ser erradas porque ele não conhece ainda os princípios bíblicos em que deve basear seus novos valores. Mas nunca tal discípulo deve pensar, que as opções são apenas suas. Jesus Cristo sendo Senhor da vida tem “toda autoridade” — ver Mateus 28:18 — de escolher para nós, seus seguidores o que Ele mesmo achar necessário e conveniente —

1 Pedro 2:21
Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

Os apóstolos foram escolhidos como mestres insubstituíveis dos que viriam a crer no Senhor: “ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado” — ver Mateus 28:20a. Com essa finalidade produziram os evangelhos e epístolas. A legitimidade das regras impostas sobre os membros de qualquer igreja deve ser mantida unicamente se seu ensino e prática têm base no fundamento dos apóstolos e profetas — Atos 2;42; Efésios 2:20. Por esse motivo, não aceitamos os falsos ensinamentos como os que querem promover uma sucessão apostólica espúria, nem aqueles movimentos que se baseiam em profetas e profetisas e que ensinam coisas contrárias ao que nos é apresentado nas Escrituras Sagradas.

Há uma necessidade incessante de cada crente avaliar, à luz das Escrituras se é realmente a vontade de Deus, o Pai da família, conformar-se à “lei” da igreja a qual pertence. Os cristãos neófitos de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a Palavra com avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim — ver Atos 17:11. Essa também deve ser nossa atitude básica.
        
Foi a falta desse autoexame de si mesma que permitiu a Igreja, a partir do século quarto em diante, afastar-se para muito longe da verdade e práticas bíblicas. Lutero foi um dos reformadores que reconheceu que todo cristão compartilha o direito de exercer seu ministério, porque pertence ao sacerdócio universal. A hierarquia não tem exclusiva autorização divina para interpretar as Escrituras. A Igreja também necessita reformar-se constantemente — Ecclesia reformata, semper reformanda. Mas essa incumbência só é possível se os membros seguem a disciplina da Palavra que Deus inspirou para ser “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”— ver 2 Timóteo 3: 16—17. A leitura alternativa da Nova Tradução na Linguagem de Hoje enriquece e facilita muito nossa compreensão desse texto, ela diz:

16 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.

17 E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.

Quando percebermos que o alvo principal da pregação, o ensino e a leitura da Bíblia é de conduzir “discípulos” à perfeição — ver Colossenses 1:28 — e habilitá-los para fazer boas obras — inclusive testemunhar efetivamente conforme Efésios 2:10e Tito 2:14 — entenderemos por que casos de disciplina drástica — aquela que acaba destruindo a pessoa — na igreja são um sinal de fracasso, pelo menos parcial, por parte da mesma.

Quem estará disposto a arrancar o olho que nos faz tropeçar antes de primeiro tentar disciplinar o olho errante a ver só o que deve — Mateus 5:29? Cortaria alguém pode cortar um braço antes de fazer o máximo para dominá-lo para fins úteis?

A igreja, mais do que um hospital onde se realizam chocantes amputações de membros externos ou remoção cirúrgica de órgãos cancerosos que ameaçam a vida do corpo, deve ser um lar de médico que ensina seus filhos os segredos da medicina preventiva. Saúde e vitalidade serão mais preciosas para este cirurgião que diariamente está em contato com os que não valorizaram as leis do bem-estar do corpo. Cuidará que seus amados escapem da faca até não haver outro remédio, mesmo no caso dele ser o melhor cirurgião do mundo.

A palavra disciplina pinta o quadro de um mestre seguido por seus discípulos que prestam atenção muito séria às suas palavras, mas almejam imitá-lo também —

1 Coríntios 11:1

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

Filipenses 3:12—14

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.

13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,

14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Tudo que seu Senhor é, eles procuram ser. É a disciplina que os ensina e corrige os conceitos errados que os discípulos imaginam caracterizar seu mestre.

A igreja que é capaz de suprir um quadro fiel de Jesus Cristo, no ensino e ação, é uma igreja bem disciplinada. A igreja de Jerusalém descrita com traços tão bem escolhidos por Lucas, revela exatamente o que queremos dizer com disciplina positiva.

Atos 2:42—47

E perseveravam na doutrina dos apóstolos — i.e., o que Jesus ensinara e comissionara para eles transmitirem conforme Mateus 28:20 — e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor: e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos... tinham tudo em comum.....
A excelente qualidade do ensino e vida prática na fé não conseguiram evitar a disciplina negativa que Lucas narra em Atos 5 a respeito de Ananias e Safira. Mesmo assim, a igreja de Jerusalém praticou um alto padrão de disciplina positiva primeiro, não oferecendo qualquer motivo de desculpa aos membros tão drasticamente eliminados.


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015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS

020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?

021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?

022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001

023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
024 — A DISCIPLINA DA IGREJA — PARTE 001 — O DISCIPULADO

Que deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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[1] O material contido nessa artigo e nos seguintes foi adaptado e ampliado do livro escrito pelo Dr. Russell Shedd – A Disciplina da Igreja. O livro foi originalmente publicado pelas Edições Vida Nova, e não encontra-se atualmente, no catálogo, da editora. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 008 — A APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A OITAVA questão que devemos analisar é:
8. A Apatia e o Desânimo


CONTINUAÇÃO

Outra passagem importante nesse contexto é —
Mateus 11:28—30
28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.
Mateus é o único dos três evangelistas sinóticos a apresentar esses versículos. Mas antes de fazer Seu convite, Jesus se apresenta como o único que pode revelar o pai, o Deus ETERNO — ver Mateus 11:27. Jesus também é o único que pode oferecer alívio para os cansados e sobrecarregados e não os sábios e os instruídos — ver Mateus 11:25. Mas é importante dizer, que o Filho não revela o Pai para satisfazer a curiosidade dos cultos e entendidos, nem para reforçar a autossuficiência dos arrogantes, mas para fazer com que os “pequeninos” venham a conhecer o Pai — versos 25 e 27 — e também para poder oferecer ao cansado e sobrecarregado o descanso escatológico — final e eterno — conforme o verso 28.
Essa atividade de Jesus já havia sido profetizada pelo anjo, quando falou com José ainda antes do nascimento de Jesus dizendo que aquele menino viria para “salvar o povo dos seus pecados —
Mateus 1:21
Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Diversos autores, com base nesse convite feito por Jesus e por algumas ligações superficiais, identificam o Senhor Jesus com as palavras que encontramos em –
Eclesiástico 51:31—35
31 Aproximai-vos de mim, ó ignorantes, e reuni-vos na casa da instrução
32 Por que ainda tardais nestas coisas, enquanto vossas almas sentem tanta sede?
33 Por isso abri minha boca e falei: “Vinde comprá-la sem dinheiro
34 e submetei vosso pescoço ao seu jugo; receba vossa alma a instrução, pois aí está a oportunidade de encontrá-la.
35 Vede com vossos olhos que eu pouco trabalhei, e no entanto encontrei grande repouso.
onde a sabedoria  convida os seres humanos a receberem seu jugo, exatamente como Cristo faz aqui.
Todavia, os contrastes entre Eclesiástico 51 e a passagem de Mateus são bem mais evidentes que as similaridades.
No verso 31, Siraque está apenas convidando os seres humanos a tomarem o seu respectivo jugo de ter que estudar a Torá — ensinamento ou lei — como um meio de conseguirem o descanso e serem também aceitos por Deus.
Já na passagem de Mateus, Jesus não oferece nenhum tipo de descanso temporário, mas sim o descanso escatológico eterno e definitivo, e isso, não para os que se esfalfam estudando a Torá e sim para todos aqueles que se encontram cansados e sobrecarregados pelo reconhecimento de que é impossível levar o fardo representado pela Lei de Moisés. Isso fica bem claro quando lemos os versículos de Mateus 12, onde encontramos o bem-vindo alívio à terrível compreensão legalista do Antigo Testamento —
Mateus 12:1—14
1  Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer.
2  Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.
3  Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome?
4  Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes?
5  Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:
6  aqui está quem é maior que o templo.
7  Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes.
8  Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.
9  Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.
10 Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado?
11 Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali?
12 Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.
13 Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.
14 Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida.
A expressão “mim” encontrada em Mateus 11:28, do ponto de vista gramatical não apresenta nenhuma ênfase, mas quando olhamos para a mesma a partir do rastro do verso 27, ela torna-se extremamente importante. Por quê? Porque aqui temos o próprio Senhor Jesus Cristo convidando o cansado — o particípio grego sugere todos aqueles que ficaram cansados por causa da luta, da labuta pesada do dia a dia.  Já a expressão “sobrecarregados” indica o cansaço passivo de alguém que se sente sobrecarregado como uma animal de carga.
Independentemente da situação de cansaço, Jesus convida todos a se aproximarem dele e o próprio Jesus — não o Pai — promete lhes conceder o descanso que almejam e necessitam.  
Aqui, certamente temos um eco daquilo que lemos em —
Jeremias 31.25
Porque satisfiz à alma cansada, e saciei a toda alma desfalecida.
Essa promessa de Jeremias seria cumprida por meio da Nova Aliança que seria celebrada entre Jesus e os discípulos durante a celebração da Santa Ceia, poucas horas antes de Jesus ser feito prisioneiro. Apesar de não termos nenhuma necessidade de restringir a expressão “jugo” e não podemos ignorar, em nenhuma hipótese, as palavras de Jesus que encontramos em —
Mateus 23:4
Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.
O descanso mencionado — conforme o uso cognato que encontramos em Hebreus 3—4 — é escatológico, de acordo com —
Apocalipse 6:11
Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.
Apocalipse 14:13
Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.
Em Mateus 11:29—30 temos a expressão “jugo” — v. 29 — que é uma canga colocada sobre animais para puxar cargas pesadas, e serve como uma metáfora para a disciplina do discipulado. Embora Jesus não esteja oferecendo essas coisas, nem por meio da adoção da lei mosaica e muito menos pela libertação de todas as restrições. Como crentes não temos obrigações com a Lei de Moisés, mas temos obrigações com a lei de Cristo que é representada, em sua essência, pelo amor.
Desse modo temos que o jugo de Jesus está diretamente relacionado com o verdadeiro discipulado cristão. Quando Jesus diz — aprendei de mim, conforme Mateus 11:27 — ele não está dizendo para os cristãos imitá-lo, ou para que aprendam da Sua própria experiência. O que Ele está dizendo é que Seus discípulos têm a responsabilidade de aprenderem por meio da revelação que apenas Jesus pode conceder, porque recebeu a mesma do Pai.
A característica maravilhosa desse convite de Jesus, tem sua base na Sua autoridade extraordinária — Mateus 11:27 — por meio da qual somos encorajados, mesmo estando sobrecarregados, a ir até Ele porque Jesus é manso e humilde de coração. Mateus enfatiza a mansidão de Jesus em diversas passagens, tais como —
Mateus 18:1—10
1 Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?
2 E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles.
3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
4 Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
5 E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.
6 Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.
7 Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!
8 Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.
9 Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.
10 Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste.
Mateus 19:13—15
13 Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam.
14 Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.
15 E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.
Toda essa linguagem de Jesus acerca das crianças e de como ele se relacionava com elas e da advertência que nos faz, certamente estão relacionadas com a linguagem acerca do servo messiânico que encontramos em passagens tais como —
Isaías 42:2—3
2 Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça.
3 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito.
Isaías 53:1—2
1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
Zacarias 9:9
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.
Essa passagem é citada em Mateus 21:5 e retorna em Mateus 12:15—21.
Jesus é o único que tem autoridade para revelar o Pai e ele faz isso aproximando-se de nós com a maior mansidão possível. Verdadeira mansidão de um servo obediente ao Pai e Senhor. Em nossos dias seu reinado messiânico não deve ser entendido como algo que é exclusivamente real e pertinente apenas ao nosso tempo. O reino messiânico de Jesus se estende a cada dia mais para cobrir todo o Universo, até que o Pai coloque todos os seus inimigos por estrado de Seus pés —
Salmos 110:1
Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
E seu reino não terá fim —
Daniel 7:13—14
13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.
14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.
Lucas 1:33
Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.
E é esse reino que foi tirado do povo judeu e dado ao novo povo de Deus, a Igreja, conforme a promessa de Jesus em —
Lucas 20:13—19
13 Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem.
14 Vendo-o, porém, os lavradores, arrazoavam entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança venha a ser nossa.
15 E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o dono da vinha?
16 Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. Ao ouvirem isto, disseram: Tal não aconteça!
17 Mas Jesus, fitando-os, disse: Que quer dizer, pois, o que está escrito: A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular?
18 Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.
19 Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos, pois perceberam que, em referência a eles, dissera essa parábola; mas temiam o povo.
A respeito da expressão “descanso”, as palavras que encontramos em Mateus 11:28 são, na realidade uma citação direta daquelas que encontramos em
Jeremias 6:16
Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.
O motivo porque a vasta maioria das pessoas se recusa a ouvir a Palavra de Deus é bem simples. Eles não gostam da Palavra de Deus, conforme podemos ler em —
Jeremias 6:10 —
A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa; não gostam dela.
Adicione-se a isso o fato que todas as Escrituras dizem respeito a um personagem central, que é o Senhor Jesus Cristo —
João 5:39 —
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.
Além de não desejarem ouvir a Palavra de Deus, a maioria das pessoas também se recusa a aceitar tomar sobre si mesmas, o jugo de Cristo. Mas o ζυγός zugós — jugo de Cristo é χρηστὸς chrestòs — suave, bem confortável. A expressão grega ainda significa: gentil, agradável — como oposto a difícil, duro, rígido, amargo. Por outro lado, para completar a ideia, o φορτίον fortíon — fardo de Cristo é leve. Ainda assim, o coração empedernido dos seres humanos resiste a tão amável convite, porque prefere manter pleno domínio sobre suas vidas, mesmo que essas vidas sejam muito miseráveis e cheias de sofrimentos sem fim.
Como mencionamos antes, o descanso que Cristo promete, não é apenas para a vida futura, na eternidade, mas também para ser desfrutado agora, nesse mundo. O contraste que existe entre o jugo e o fardo de Jesus, e aqueles de outras pessoas, não se refere a algum tipo de embate entre antinomianismo — falsa doutrina que alega que os cristãos são completamente livres da obediência que devem às leis civis e constitucionais nos países onde habitam — e o legalismo. Isso é impossível, porque num sentido mais profundo, as leis de Jesus apresentam exigências maiores e mais radicais do que aquelas que podemos encontrar em qualquer outro sistema. Como exemplo podemos citar os mandamentos que tratam do amor que devemos nutrir com relação a nossos inimigos, a não resistência e as leis do divórcio.
Tal contraste também não é entre a salvação pela lei e a salvação pela graça uma vez que, como diz o apóstolo Paulo —
Gálatas 2:16
Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.
Também não é entre as duras disputas ocorridas entre mestres judeus na Lei de Moisés e a abordagem humana e humilde de Jesus. Pelo contrário, o contraste que temos diante de nós é entre o fardo da submissão representado pelo Antigo Testamento e a tradição oral dos anciãos, em termos da regulamentação farisaica com suas regras para cada mínimo aspecto da vida dos indivíduos e a verdadeira libertação de se colocar sob a tutela de Jesus, que é também o manso revelador, para quem o Antigo Testamento, realmente aponta. 
Para encerrar esse tópico que trata da apatia e do desânimo, devemos olhar também as palavras que encontramos vindas da parte de Deus, que nos advertem contra a tendência, tão humana de, muitas vezes ou sempre, querer desistir de viver a vida cristã conforme —
Hebreus 10:35—39
35 Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão.
36 Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.
37 Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;
38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.
39 Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma.
Para o autor da Epístola aos Hebreus, depois de terem suportado severas aflições e grandes perdas por amor ao Senhor Jesus Cristo, abandonar a confiança que tinham, como se fosse algo desprezível, não faria o menor sentido. De todas as formas de deserção que um cristão pode praticar, a apostasia[1] é, sem dúvida nenhuma, a menos razoável de todas. Dizemos isso, por causa do seu significado original que indica voltar as costas — no sentido de abandonar — aquele a quem uma vez professamos — Jesus Cristo — diante de homens e mulheres, como sendo nossa única fonte e fundamento de toda nossa confiança, e por meio do sangue de quem nos foi garantido livre acesso, em plena certeza de fé, até a presença de Deus no santuário celestial conforme lemos em Hebreus 10:19—23.
Movidos pelo desencorajamento representado pelos perigos e dificuldades do deserto, os ancestrais desses a quem a Epístola aos Hebreus foi enviada, foram tomados de um espírito de apostasia tão grande, que chegaram a se questionar dizendo —
Números 14:3
E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?
De modo semelhante esses cristãos do primeiro século coriam o risco de seguir o mau exemplo de seus ancestrais — Hebreus 3:12 — abandonado o Deus que os criou e desprezando a Rocha da sua salvação — Deuteronômio 32:15. Agindo desse modo eles estariam dando uma prova cabal de que estavam mesmo abandonando a confiança que tinham no Senhor. Além disso, eles estariam retornado para a temporalidade dos bens materiais, os quais eles havia professado “lançar fora”. Isso seria um verdadeiro desastre conforme lemos em —
Hebreus 6:11—12
11 Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;
12 para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas. 
Os cristãos são relembrados do fato que a confiança deles tem grande galardão — Hebreus 10:35. Desse modo, abandonar nossa confiança no Senhor por causa da intensidade da batalha, equivale a também abandonar nossa grande recompensa. Essa recompensa ou galardão, de glória incomparável, aguarda a todos que permanecerem fiéis até o final —

Romanos 8:18

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

Pedro se refere a nossa herança como algo incorruptível, sem mácula e imarcescível — que nunca murcha —

1 Pedro 1:3—4

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros.

A mesma também é referida como uma coroa de justiça com a qual o próprio Senhor irá coroar todos os que amam sua vinda —
2 Timóteo 4:8

Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.

A relação da presente peregrinação com a recompensa futura é paralela a relação da fé com a esperança conforme —

Hebreus 10:37—38

37 Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;

38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.

O capítulo 11 de Hebreus alarga o horizonte dessa mesma verdade — fé e esperança — até onde é possível. A grande recompensa prometida serve como um incentivo gigantesco para a perseverança, mas a mesma — a recompensa — está longe de ser o prêmio atribuído a qualquer mérito humano, como se os seres humanos fossem capazes de estabelecer qualquer tipo de merecimento diante da pessoa de Deus. A confiança que nos coroa não tem nada a ver com autoconfiança, isto é, a confiança que uma pessoa pode ter em si mesma e em seu próprio valor. Muito pelo contrário, estamos falando da confiança que alguém tem em Deus e que é a perfeita antítese do mérito humano e da autoconfiança. O sangue de Jesus, oferecido em sacrifício a nosso favor representa a substância da nossa confiança —

Hebreus 10:19—20

19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,

20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.

O único mérito no qual o crente confia é o mérito de Cristo.

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Que Deus nos abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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[1] A expressão grega  ἀποστασία — apostasía — é equivalente a divórcio, repúdio ou carta de divórcio.