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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 016 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE — PARTE 004



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE

Os versículos que vimos na parte anterior enfatizavam a conexão orgânica entre a ressurreição de Jesus e a ressurreição futura, corporal, dos crentes. Mas concluir que o significado salvífico se resume à ressurreição futura dos crentes, é apreciar apenas parte da verdade ensinada pelo Novo Testamento. Para resolver isso, é necessário apreciarmos as referências, nas quais o apóstolo Paulo menciona o fato que os crentes já foram ressuscitados com Cristo, agora no tempo presente. Essa verdade é apresentada de forma mais incisiva nas seguintes passagens:

Romanos 6:3—5

3  Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

4  Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

5  Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,

O final do verso 4 de Romanos 6 acima nos apresenta, pela primeira vez, uma importante implicação positiva da premissa fundamental de Paulo quanto à ressurreição passada do crente. Falar apenas que morremos e que fomos sepultados com Cristo não reflete, de modo apropriado, tudo o que Jesus fez a nosso favor. Como cristãos estamos unidos a Cristo e, como tais, devemos entender que a ressurreição de Jesus também representa que nós mesmos fomos ressuscitados para uma nova vida, na qual devemos andar de agora em diante.

Podemos então resumir o argumento de Paulo da seguinte maneira:

1. Como Cristo morreu para o pecado, então nós os crentes pela força da nossa vinculação com Ele, também estamos mortos para o pecado.

2. Por outro lado, como Cristo também ressuscitou dentre os mortos, assim também os crente pela virtude da união que têm com Cristo também foram ressuscitados dentre os mortos.

3. Os crentes então, tendo sido ressuscitados juntamente com Cristo devem viver em plena novidade de vida: mortos para o pecado, mas vivos para Deus. Vamos falar mais acerca disso agora.

Viver em novidade de vida se opõe diretamente ao ato de permanecer no pecado mencionado no verso 1. Também expressa de maneira mais objetiva o significado de termos sido ressuscitados com Cristo. Andar em novidade de vida faz parte do chamado original do próprio Cristo para adotarmos uma reforma radical nos costumes em nossas vidas. Estar ressuscitado com Cristo implica estar completamente libertado tanto da escravidão quanto da prática do pecado. Andar em novidade de vida não é apenas um conceito teológico sem valor prático. Pelo contrário, é um conceito prático de vida com valor teológico.

Quando Paulo fala de vida, ele está usando esse termo em seu sentido soteriológico — relacionado à salvação — absoluto. E a salvação não é algo etéreo ou vazio, mas algo concreto e experimental. Essa é exatamente a vida que Jesus vive agora diante de Deus conforme —

Romanos 6:9—10

9 Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.

O verso 5 de Romanos 6 explica o vínculo que existe entre a ressurreição de Cristo e o andar em novidade de vida dos crentes. O verso afirma o seguinte:

Romanos 6:5

Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,

Estar unido a Cristo é o mesmo que estar unido na semelhança da Sua morte. Se tal união nos identifica com Cristo em sua morte, então, certamente, ela irá também nos identificar com Cristo em Sua ressurreição.

Nossa união com Cristo é o elemento básico e estruturante de todas essas verdades. Ainda que a linguagem em Romanos seja diferente daquela usada em Efésios 2:6 e Colossenses 2:12, a verdade básica permanece em todas elas: o crente foi ressuscitado com Cristo:

Efésios 2:6

E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.

Colossenses 2:12

Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

Termos sido ressuscitado à semelhança de Cristo é algo que tem suas próprias implicação. Vejamos:

1. Os crentes estão mortos para o pecado e isso deve ser parte da experiência vital dos mesmos:

Romanos 6:2

Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

2. Nessa mesma linha de pensamento a ressurreição dos crentes anda junta com a morte deles em Cristo, algo que também é experimental e vital em suas vidas:

Romanos 6:4

Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

3. Mas essas realidades não podem ser confundidas com uma paridade de 100% entre Cristo e os cristãos. Existem diferenças e, por esse motivo, chama nossa identificação com Cristo como sendo em semelhança:

Romanos 6:5

Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,

Mas mesmo sendo em semelhança toda essa realidade é experimental e vital para os crentes.
CONTINUA...

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL
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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001
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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 016 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
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Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

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domingo, 30 de abril de 2017

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE — PARTE 003


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ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE

Os versículos que vimos na parte anterior enfatizavam a conexão orgânica entre a ressurreição de Jesus e a ressurreição futura, corporal, dos crentes. Mas concluir que o significado salvífico se resume à ressurreição futura dos crentes, é apreciar apenas parte da verdade ensinada pelo Novo Testamento. Para resolver isso, é necessário apreciarmos as referências, nas quais o apóstolo Paulo menciona o fato que os crentes já foram ressuscitados com Cristo, agora no tempo presente. Essa verdade é apresentada de forma mais incisiva nas seguintes passagens:
Romanos 6:3—5

3  Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

4  Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

5  Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,

Essa é uma passagem bem conhecida e muito discutida em praticamente todos os seguimentos cristãos. Nossa intenção ao participar dessa discussão é trabalhar com a ideia de que a ressurreição de Cristo é um fato histórico e, ao mesmo tempo, uma realidade experimental. Nesse sentido a passagem de Romanos acima se utiliza das mesmas ideias relacionadas ao batismo que encontramos em Colossenses 2:11—13 que foi objeto do nosso estudo anterior e que poderá ser visto por meio do link abaixo:


Com relação às ideias de alguns envolvendo uma pretensa liberdade para pecar sob a alegação quye estamos debaixo da graça, Paulo apresenta a seguinte pergunta retórica para continuar a discussão iniciada em Romanos 5:12—21 —

Romanos 6:1

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?

Sua resposta contundente encontra-se no verso 2 —

Romanos 6:2

De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Note a ênfase em nós os que para ele morremos. Esse é o argumento básico que deverá nortear a longa discussão que encontramos em Romanos 6:1 — 7:6. A preocupação de Paulo nessa passagem tem a ver com a materialidade do pecado existencial, uma forma de vida pecaminosa e a morte do crente para esses dois elementos: pecado e vida pecaminosa. A morte para o pecado mencionada aqui é algo que já aconteceu na vida de todo crente verdadeiro. Aqui, como nas discussões anteriores — ver lista completa de artigos mais abaixo — não se trata de nenhuma questão do tipo: isso ou aquilo. Quanto ao pecado o crente está morto e assim devem se considerar.

Começando com Romanos 6:3 Paulo procede para expandir e validar seu argumento que o crente morreu para o pecado lançando mão do significado da analogia representada pelo batismo conforme seu entendimento acerca do mesmo que é diferente da posição adotada pela maioria dos imersionistas. Para Paulo o Batismo é em Cristo:

Gálatas 3:27

Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

Em outras palavras, o batismo deve ser entendido como a nossa união com Cristo. Ver atentamente as passagens abaixo:

Colossenses 3:1—14

26  Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;

27  porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

1 Coríntios 12:13, 27

13 Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

27 Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Romanos 12:4—5

4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,

5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.

Nossa união com Cristo é entendida por Paulo em termos muito concretos. Trata-se da nossa união com Cristo em todos os aspectos de sua obra salvadora. Para aprofundar essa questão sugerimos que o, leitor conheça nossa série EM CRISTO, cujo primeiro estudo poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Continuando... O batismo em Cristo significa:

1. União com ele em sua morte — Romanos 6:3—5; nós morremos com Cristo conforme

Romanos 6:8

Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,

2 Timóteo 2:11

Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele.

2. Nosso velho homem foi crucificado com Ele — Romanos 6:6 e —

Gálatas 2:19

Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo.

3. Fomos sepultados com Cristo — Romanos 6:4 e —

Colossenses 2:12

Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

Podemos então resumir a tese central de Paulo com os seguintes termos: Os crentes estão unidos com Cristo em Sua morte. A morte de Cristo é uma morte específica com relação ao pecado: Cristo morreu para o pecado — ver Romanos 6:10. Portanto, os crentes também morreram para o pecado.

CONTINUA...

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

TRAZENDO DE VOLTA OS URUBUS


Urubus devorando carne humana.

O objetivo desse artigo é ajudar nossos leitores a entenderem um pouco melhor certa práticas das religiões não cristãs.

Parsis em Mumbai

Os seguidores do Zoroastrianismo que pertencem à comunidade parsi na cidade de Mumbai — antiga Bombaim — na Índia estão se preparando para trazer de volta para a cidade colônias de urubus para que possam devorar os corpos de seus mortos. Essas pessoas têm rejeitado tanto o sepultamento quanto a cremação — comum na índia — a favor de deixar que seus mortos sejam devorados pelos urubus.

Entrada para as "Torres do Silêncio"

Esses pássaros que se alimentam de carne em estado de putrefação desapareceram de Mumbai devido a uma combinação de fatores. Agora, após uma longa negociação que durou mais de 6 anos o governo da cidade concordou em financiar os US$ 5 milhões necessários para trazer de volta os pássaros carnívoros.
Antigamente, quando a índia tinha uma população de urubus superior a 400 milhões de aves os corpos eram rapidamente consumidos. Mas nas últimas décadas esses pássaros começaram a morrer aos milhares contaminados por cadáveres que haviam sido tratados com uma droga chamada diclofenaco – presente em medicamentos como cataflan e voltaren — a qual causa uma falha no funcionamento dos rins desses animais.
Os parsis possuem um santuário de 54 hectares no coração de Mumbai onde funcionam três torres de silêncio, onde colocam seus mortos, sendo uma para homens, outra para mulheres e a terceira para crianças.
No fundo pensamos que tal prática é um sério caso de saúde pública, mas essa não é a única prática desse tipo naquele país com mais de 1 bilhão de habitantes e mais de um milhão de deuses.

Torre do Silêncio com Urubus 

Cremos que os ensinamentos do apóstolo Paulo em 1 Coríntios são muito apropriados nesse contexto, para nossa meditação e conforto:

1 Coríntios 15:1—58

1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;

2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.

3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos

8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

10  Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.

11 Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes.

12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?

13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.

14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;

15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.

16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

29 Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?

30 E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?

31 Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor.

32 Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.

33 Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

34 Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.

35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?

36 Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;

37 e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.

38 Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.

39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.

40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

41 Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.

42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.

47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.

49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.

50 Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,

52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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