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segunda-feira, 24 de julho de 2017

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS - SERMÃO 004 — JESUS É DEUS — PARTE 001


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Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.

Texto: João 14:7—11
Introdução.

A. Nessa série estamos tratando do conforto que Jesus ofereceu para os seus discípulos logo depois de ter dito a eles que iria partir e deixá-los.
B. As palavras de Jesus criaram uma profunda impressão de perturbação na mente dos discípulos. Elas também lançaram os discípulos numa enorme confusão mental.
C. Para resolver esses problemas enfrentados pelos discípulos — perturbação e confusão mental — Jesus disse para eles as seguintes verdades:
1. Eles precisavam confiar na Presença de Jesus com eles, independentemente, se eram ou não capazes de enxergá-lo. Os discípulos tinham que exercitar a fé.
2. Eles precisavam confiar nas Promessas de Jesus. Ou seja, os discípulos precisavam exercer fé nas palavras de Jesus.
3. Eles precisavam confiar na pessoa do Senhor Jesus. Isto é, os discípulos precisavam depositar confiança naquilo que Jesus disse acerca de si mesmo: Que Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida.
D. Essas orientações do Senhor Jesus deveriam ser suficientes tanto para acalmar os corações perturbados dos discípulos, como para desfazer a confusão mental em que os mesmos se encontravam.
E. Mas infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Os discípulos continuavam perturbados e confusos. Isso fica claramente demonstrado pela sequência narrada no Evangelho de João. Hoje queremos ver outra pergunta levantada por um dos discípulos e também a maravilhosa resposta que Jesus forneceu.
F. Isso nos leva ao nosso tema de hoje, que é: —
A REVELAÇÃO ACERCA DA PESSOA DE JESUS
Introdução

A. A passagem que queremos começar a analisar hoje é de João 14:7—14. Nela nós vamos encontrar várias afirmações muito importantes e poderosas: iremos ver Jesus fazer uma grande reivindicação acerca de Sua própria Pessoa, não apenas uma vez, mas várias vezes.

B. O contexto imediato do texto que estamos estudando é o seguinte: nosso texto descreve as últimas horas do Senhor Jesus com seus discípulos. Jesus sabia que precisava prepará-los para enfrentarem sua morte, que teria lugar em menos de 24 horas.

I. Jesus Se Revela Como Sendo O Próprio Deus — João 14:7—11

A. Após ter respondido a pergunta de Tomé acerca do caminho para chegar ao lar do Pai celestial, Jesus entende que era necessário reafirmar certas verdades aos discípulos, que ainda continuavam perturbados e confusos.

B. A Condição dos discípulos nos faz pensar até onde a graça de Deus e as limitações humanas conseguem conviver. Os discípulos eram um poço de contradições, mas isso não deve nos impressionar, porque o mesmo acontece conosco.

C. Os discípulos tinham caminhado com Jesus por 3 anos. Mas, de alguma forma, eles ainda não tinham entendido, na prática, quem Jesus era de fato. Jesus sabia disso e esse é o motivo de sua afirmação quando diz o seguinte em

João 14:7

Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.

D. No verso acima Jesus se compara ao próprio Deus e Pai. Ele já tinha afirmado sua unidade com o Pai alguns dias antes, quando disse:

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

E. Por meio dessas afirmações, Jesus declarou, com toda a clareza possível, algo incontroverso acerca de Sua Pessoa: Jesus afirmou que Ele mesmo era o próprio Deus.

II. Como as Pessoas em Geral Reagem à Afirmação do Próprio Jesus de Que Ele É Deus.

A. Quando se trata da opinião acerca da pessoa de Jesus, os seres humanos geralmente podem ser divididos em três grupos majoritários:

1. Primeiro temos os ateus que não acreditam em Deus e, portanto, não acreditam que Jesus é Deus. Não há muito que possamos dizer acerca deles.

2. Depois temos a grande maioria das pessoas que acredita que Jesus foi um bom homem, um grande profeta e outras bobagens do gênero, mas que negam que ele é o próprio Deus.

3. Por fim, temos aqueles que creem que Jesus é quem disse ser: Deus.

B. Queremos analisar essas três posições com a intenção de entendermos melhor as implicações da reivindicação feita por Jesus de que Ele é Deus.

C. Quanto aos ateus não há muito que possamos fazer, porque qualquer argumento é descartado, a priori por eles, uma vez que para eles Deus não existe.

D. Quanto ao segundo grupos de pessoas, aqueles que defendem que Jesus foi um grande homem, um grande profeta, um benemérito da humanidade e etc., mas que Ele não é Deus, nós precisamos colocar duas questões importantes. Partindo da afirmação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, então estamos diante do seguinte trilema — inspirado no trilema criado por C. S. Lewis.

1. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente não era Deus. Ele apenas achava que era Deus. Jesus estava, até mesmo convicto, que era Deus, como alguns se convencem que são Napoleão Bonaparte ou Abraão Lincoln. Ou seja, ao afirmar ser Deus Jesus estava enganado e enganando a si mesmo. Ele era um louco! Agora, qual de nós qualificaria um louco como um grande homem e etc.?

2. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente sabia que não era Deus. Sua afirmação tinha a intenção de enganar as pessoas. Ou seja, Jesus não passava de um mentiroso, ao afirmar ser Deus tendo plena consciência de que não era Deus. Qual de nós qualificaria um farsante como grande profeta?

E. Entendem como é frágil a posição dessas pessoas?

F. Por fim, o que nos resta é o seguinte: Jesus afirmou que é Deus e estava dizendo a verdade.

G. Diante disso nós temos apenas duas opções: aceitar a Jesus como Deus ou rejeitá-lo e sofrer as consequências.

III. Filipe Demonstra a Continuada Confusão Mental dos Discípulos — João 14:8

A. Na sequência do nosso texto, depois de Jesus ter afirmado que quem O conhece, conhece também o Pai, Filipe pede ao Senhor que lhes mostre o Pai, pois ele alegava que isso seria o suficiente.

B. O pedido de Filipe está em João 14:8. Seu pedido é o mesmo de muitos através dos séculos e, em muitos casos, até de nós mesmos. Filipe queria uma manifestação visível. Para Filipe, não era suficiente crer no Pai. Ele desejava ver o Pai.

C. A atitude de Filipe nos mostra como funciona, de fato, um coração incrédulo. Um coração que se baseia por aquilo que pode enxergar e não pela fé que é definida como sendo —

Hebreus 11:1

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.

IV. Jesus Responde a Filipe — João 14:9—11

A. Jesus, então, confronta Filipe. Suas palavras estão em João 14:9—11.

B. Jesus retoma o tema do fato que apesar de terem estado tanto tempo com Jesus, eles ainda não tinham entendido quem Ele realmente era.

C. Jesus reafirma que é Deus ao dizer: Quem me vê a mim vê o Pai.

D. Diante disso, a pergunta de Filipe parece mesmo completamente descabida.

E. O autor de Hebreus que mencionamos no item anterior acerca do que é fé, também nos diz o seguinte acerca do Senhor Jesus —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

F. Jesus prossegue seu argumento em João 14:10—11. Ele insiste em afirmar que é Deus.

Conclusão:

A. João 14 é um capítulo que trata, de modo especial, de questões relativas ao conforto que todos nós como cristãos necessitamos. Tal conforto envolve:

1. A certeza que Jesus irá voltar para nos conduzir, pessoalmente, para nosso lar celestial: a casa do nosso Pai.

2. O conhecimento que Jesus se ausentou dentre nós para nos preparar um lugar.

3. A pessoa de Jesus como o próprio caminho que nos conduz tanto para a verdade quanto para a vida eterna.

B. Na mensagem de hoje vimos como Jesus continuou consolando os discípulos revelando a eles uma grande verdade: Jesus é o próprio Deus.

C. Além da reivindicação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, essa mesma verdade foi reafirmada em outras passagens do Novo Testamento como —

Colossenses 1:15—17

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Colossenses 2:8—9

8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

D. O próprio João confirma tudo isso no início do seu Evangelho, onde lemos:

João 1:1—3

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

João 1:14

14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E. Filipe pediu para ver o Pai. Jesus lhe disse: Filipe olhe para mim. Isso é tudo que eu tenho para te oferecer. Você precisa ter fé de que quem vê a mim, está vendo o próprio Pai.

F. Como uma última palavra de conforto, quero deixar com todos um versículo muito representativo de tudo o que dissemos hoje. Depois que Tomé viu as mãos e os pés de Jesus ainda feridos pelos pregos e depois de observar a ferida causada pela lança do soldado romano no peito de Jesus, ele finalmente creu e fez a seguinte declaração —

João 20:28

Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!

G. Tal resposta seria, aparentemente, digna dum grande elogio. Mas Jesus não elogiou Tomé. Pelo contrário, Jesus elogiou outras pessoas acerca das quais disse o seguinte:

João 20:29

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

H. Que possamos encontrar na pessoa de Jesus, que é o próprio Deus, o conforto para nossos corações perturbados e a paz para nossas mentes, tantas vezes, tão confusas.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras de verdadeira consolação.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS

SERMÃO 003 — CONFIANDO NA PESSOA DE JESUS

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 14 de janeiro de 2017

MARCHA PARA SATANÁS 2017



A chamada Igreja de Satã irá promover a terceira edição da Marcha para Satanás. A data marcada e que está sendo anunciada pelos promotores do evento é 15 de Janeiro de 2017, um domingo. O horário de início do evento está marcado para as 16 horas e o local é a indefectível Av. Paulista. Pela página do Facebook que promove a tal Marcha, cerca de 1000 pessoas marcaram a opção comparecerão. Mas isso não quer dizer que vão estar mesmo lá. Como no ano anterior a tal marcha está fadada a ser um retumbante fracasso.

Segundo a chamada publicada na página do Facebook para promover o evento o mesmo tem o seguinte propósito:

A Marcha para Satanás é uma maneira sarcástica de protestar contra o fanatismo religioso que assola nosso país e tenta implantar valores teocratas.

NOSSO COMENTÁRIO

Como nas edições passadas a tal Marcha para Satã será marcada pelo fiasco, como aconteceu com a edição de 2016, algo que pode ser visto por meio do link abaixo:


Essa é a proposta dos adoradores de Belzebu. Realmente não falta nada, nem um pouco de vergonha na cara. Além disso, a hipocrisia que corre nas veias dos mesmos é latente e bastante apropriada para aqueles que são, por sua própria definição, filhos do Pai da Mentira. Lendo o artigo escrito por eles, nos perguntamos, onde, exatamente está o bem que eles querem propor para combater o mal dos chamados evangélicos?

É lamentável que boa parte dos argumentos usados por esse pessoal, estejam, de fato, firmados em fatos praticados pelos chamados evangélicos, os quais o Blog o Grande Diálogo tem denunciado por meio da série: "BESTEIROL SEM FIM". Sem nenhum constrangimento também acrescentamos esse acinte infernal ao Besteirol que como podemos notar, não é exclusivo dos evangélicos, mas afeta até mesmo os ávidos seguidores de Satanás.

Se você é crente de verdade, não se ofenda por essas idiotices. Deus certamente irá responsabilizá-los de modo justo no tempo apropriado.

PARA PENSAR:

Isaías 5:20

Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!

2 Timóteo 3:13

Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Apocalipse 22:11

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.

Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

PEDIDO DE FIM DA ISENÇÃO TRIBUTÁRIA NAS IGREJAS JÁ ESTÁ NO SENADO

O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Tiago Chagas.

Ateus conseguem assinaturas para projeto que prevê o fim da imunidade tributária das igrejas

Por Tiago Chagas

Um grupo de ativistas ateus criou uma petição online e alcançou uma quantidade mínima de assinaturas para obrigar o Senado Federal a estudar sua proposta: extinguir a imunidade tributária das igrejas.

A iniciativa da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), através do programa e-Cidadania do Senado, reuniu 20 mil assinaturas de apoio à sua proposta, o que obriga a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa elaborar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para revogar a alínea b do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal.

Essa alínea proíbe a União, estados, Distrito Federal e municípios que façam cobranças sobre a arrecadação de “templos de qualquer culto”. Na prática, se o projeto for aprovado nas comissões do Senado, e posteriormente, no plenário, teria que conseguir a mesma aprovação, em dois turnos, na Câmara dos Deputados e ainda ser sancionado pela presidência da República.

De acordo com informações do blog Tribuna da Imprensa, o projeto quer obrigar todas as igrejas e instituições religiosas em geral a declarar suas arrecadações à Receita Federal e pagar impostos como se fossem empresas.

O argumento é que dessa maneira, se criaria um mecanismo para impedir que os templos religiosos fossem usados para lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas e/ou desvio de verbas públicas, assim como dificultar a aquisição de concessões de canais de rádio e TV pelas igrejas.

Daniel Sottomaior Pereira, presidente da ATEA, afirmou que os ateus passarão a utilizar o portal e-Cidadania como plataforma para reforçar sua visão de sociedade, apresentando propostas que, por exemplo, exijam a retirada da frase “Deus Seja Louvado” das cédulas do Real, a extinção dos feriados religiosos, como Natal, Páscoa, Corpus Christi, Aparecida e dias de padroeiros nas cidades, além do fim do estatuto diferenciado das organizações religiosas no Código Civil.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Somos a favor de tal medida, desde que se fixe um determinado valor para a isenção como ocorre em outros casos. A partir desse valor as igrejas deveriam ser obrigadas declarar suas arrecadações à Receita Federal. Isso também deverá incluir a própria organização chamada ATEA e outras assemelhadas. Também propomos o fim de todos os feriados, porque nenhum deles se justifica do nosso ponto de vista.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sábado, 23 de maio de 2015

ANTROPÓLOGA DEBORA DINIZ ADVERTE CONTRA O PERIGO QUE A LIBERDADE RELIGIOSA CORRE NO BRASIL



A entrevista abaixo foi publicada no site da Revista ISTOÉ e apesar de não refletir, as posições defendidas pelo Blog o Grande Diálogo, ainda assim entendemos que a mesma contém verdades importantes para a discussão cada vez mais presente que envolve a laicidade do Estado brasileiro e os interesses dos representantes das religiões majoritárias do catolicismo e dos evangélicos.

"A liberdade religiosa está ameaçada no país"

Antropóloga Debora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas

Por Solange Azevedo

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ESPECIALISTA: Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos

O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”

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"O acordo Brasil-Vaticano prevê que o ensino religioso seja, necessariamente, católico e confessional"

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"A criminalização da homofobia incomoda comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão"

ISTOÉ -

O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?

DEBORA DINIZ -

Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.

ISTOÉ –

O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?

DEBORA DINIZ -

Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.

ISTOÉ -

As escolas viraram igrejas?

DEBORA DINIZ -

As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.

ISTOÉ -

É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?

DEBORA DINIZ -

É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.

ISTOÉ -

São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?

DEBORA DINIZ -

No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?

ISTOÉ -

O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?

DEBORA DINIZ -

É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.

ISTOÉ -

Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?

DEBORA DINIZ -

Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.

ISTOÉ -

Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?

DEBORA DINIZ -

Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.

ISTOÉ -

Os livros didáticos dizem...

DEBORA DINIZ -

Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?

ISTOÉ -

O que os livros didáticos de religião pregam?

DEBORA DINIZ -

Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.

ISTOÉ -

A submissão ao sagrado é estimulada?

DEBORA DINIZ -

É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.

ISTOÉ -

Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.

ISTOÉ -

A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?

DEBORA DINIZ -

É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de Nietzsche ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.

ISTOÉ -

As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.

ISTOÉ -

Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?

DEBORA DINIZ -

Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.

ISTOÉ -

O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?

DEBORA DINIZ -

Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.

ISTOÉ -

O ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?

DEBORA DINIZ -

Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.

ISTOÉ -

Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas...

DEBORA DINIZ -

Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais esta no próprio corpo.

ISTOÉ -

Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?

DEBORA DINIZ -

São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.

ISTOÉ -

E do que trata esta ação?

DEBORA DINIZ -

Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.

A entrevista original poderá ser vista por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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