Mostrando postagens com marcador Tel-Aviv. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tel-Aviv. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ISRAEL A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO


 Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu durante entrevista coletiva em 1º de dezembro: ele faz mais um aceno para os extremistas. Baz Ratner / AFP

ISRAEL A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO

As recentes decisões adotadas pelo liderança de direita e de extrema direita em Israel não devem surpreender a ninguém. Elas são parte de um gigantesco arsenal que os nazistas instalados no poder daquele PIS têm dentro de muitas gavetas, esperando apenas a hora e a motivação certa para serem implementadas. Essas últimas às quais nos referimos foram colocadas em prática logo depois do lamentável assassinato de alguns israelenses em uma sinagoga por um Palestino.

Para entender melhor o que tais mudanças significam estamos publicando abaixo o artigo escrito pelo jornalista Antônio Luis M. C. da Costa para a Revista Carta Capital.

Israel, rumo ao apartheid

Para agradar à ultradireita, projeto do governo coloca o judaísmo de Estado acima da democracia e dos direitos humanos
por Antonio Luiz M. C. Costa

Dizer que Israel é um “Estado Judeu” pode soar trivial, mas não é. A expressão consta da Declaração de Independência, mas sem uma definição clara. O conceito de “judeu” é problemático e seus primeiros líderes se queriam modernos e laicos, mesmo se não se importavam se isso soava às minorias tão ofensivo quanto seria os Estados Unidos se proclamarem “Estado Anglo-Saxão Protestante” ou o Brasil “Estado Eurodescendente Católico”.

Na prática, isso não impediu Tel-Aviv de tratar como cidadãos de segunda classe os não judeus, principalmente os árabes que não conseguiu expulsar em 1948. Os cidadãos são oficialmente classificados por “le’om”, “etnia”: “judeu” para os cidadãos de primeira classe, “russo”, “francês” e assim por diante para filhos de judeus laicos casados com não judias e não convertidos por rabinos ortodoxos, “árabe”, “druso” ou “beduíno” para os nativos, um quarto da população. Esse item deixou de ser exigido nas carteiras de identidade em 2005, mas permanece no registro civil e, para deixar clara a distinção, só os judeus têm na carteira a data de nascimento pelo calendário judaico. Não há casamento civil, o que torna impossível o casamento misto se um dos noivos não se converter. Vários direitos sociais exigem o cumprimento do serviço militar, permitido aos “drusos”, mas não aos “árabes” israelenses. Vale notar ainda a invenção em 2014 da etnia “arameu” para cristãos que não querem ser identificados como árabes e se dispõem a servir no Exército para desfrutar de mais direitos.

A Organização para a Libertação da Palestina reconheceu Israel em 1993, porém desde 2006 Tel-Aviv faz de seu não reconhecimento como “Estado Judeu” um novo pretexto para não avançar nas negociações de paz. O significado disso não era claro, mas a Palestina resistiu por entender que aceitar a exigência implicava a renúncia incondicional ao direito dos seus compatriotas expulsos em 1948 de retornar ou serem adequadamente indenizados.

Agora, Benjamin Netanyahu aprovou e submeterá ao Parlamento uma proposta explícita de proclamar um “Estado Judeu”. Foi rejeitada por 6 dos 20 ministros, inclusive a titular da Justiça, Tzipi Livni, e o da Fazenda, Yair Lapid, líderes dos respectivos partidos, e criticada pelo presidente Reuven Rivlin, do mesmo partido Likud do primeiro-ministro. Este, mesmo assim, exige o reconhecimento do país nesses termos como base para negociar a paz. Para ele, trata-se de galvanizar a direita radical em torno de seu projeto e convocar novas eleições que lhe permitam dispensar os centristas.

Segundo as três propostas da bancada governista a serem unificadas por Netanyahu, “o direito à autodeterminação no Estado de Israel pertence apenas ao povo judeu” e o país é definido como “fundado de acordo com a visão dos profetas de Israel”. O Estado deve impor o ensino da história, cultura e costumes judeus nas escolas judias, estabelecer o Sabbath como dia de repouso, fortalecer os laços com a Diáspora judia e “proteger e resgatar” judeus em perigo por todo o mundo. Deve ainda “manter os direitos individuais de todos os cidadãos de acordo com a lei”, mas o país não tem uma Constituição para garantir a igualdade dos direitos individuais, muito menos dos coletivos. A proposta autoriza os não judeus a preservar sua religião e cultura em caráter pessoal, embora sem nenhum apoio oficial.

Duas das propostas acrescentam que “a lei judia deve guiar os legisladores e juízes”, uma contrapartida exata da exigência dos movimentos fundamentalistas islâmicos de impor a sharia como lei civil em seus países. Uma delas abole explicitamente o uso oficial do árabe e explicita que o Estado pode criar cidades e bairros reservados a judeus.

O objetivo explícito da lei é enquadrar o Judiciário, que tem dado prioridade aos direitos humanos ao obrigar o Estado a respeitar a unificação de famílias e dar cidadania a palestinos casados com árabes israelenses, recentemente exigiu o fim do campo de concentração para imigrantes africanos sem documentos, ordem desacatada pelo Executivo, e cobrou do governo que providencie sinalização bilíngue em cidades de população mista e ajude a manter instituições muçulmanas. Menos explicitamente, está na mira da lei a possibilidade de cassar a cidadania de não judeus acusados de “deslealdade” (por protestar, por exemplo) e banir os partidos árabes e seus deputados. Paralelamente, foi apresentado um projeto que permite cassar os mandatos daqueles que apoiarem a “resistência armada”.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, criticou: “Israel é um Estado judeu e democrático e todos os seus cidadãos devem gozar direitos iguais. Esperamos que Israel se apegue a seus princípios democráticos”. Ze’ev Elkin, deputado do Likud, líder da bancada governista e autor da versão mais radical do projeto, bravateou: “Podemos manter as fundações da democracia mesmo sem ajuda do parceiro do outro lado do oceano”. O ministro da Economia, Naftali Bennett, do partido Lar Judeu, respondeu nos mesmos termos: “Digo aos americanos que nós mesmos administramos os assuntos do Estado de Israel”. Segundo ele, os direitos individuais foram, até agora, indevidamente sobrepostos ao caráter judeu do Estado.

Eufemismos à parte, anuncia-se o fim de Israel como Estado democrático e humanista e sua transformação em Estado confessional, racial ou ambos. Não é novidade na região, nem implica a perda do apoio de Washington, haja vista a Arábia Saudita, mas fortalece as campanhas de boicote e desinvestimento no Ocidente, bem como o fundamentalismo islâmico. Ante um Estado Judeu explícito, fica mais difícil argumentar contra o Estado Islâmico.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


À TEMPO

Diante da oposição recebido ao projeto o primeiro Ministro Netanyahu demitiu do seu gabinete os conservadores Yair Lapid and Tzipi Livni. Netanyahu também está convocando eleições gerais na tentativa de formar um novo governo que apoie as decisçoes racistas recentemente adotadas. De acordo com Tzipi Livni as eleições deverão indicar se o Israel será apenas um país sionista, ou seja, racista ou se será um estado extremista. Os leitores poderão ler essa notícia completa por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL









































Que Deus tenha muita misericórdia de todos naquele pequeno país.

Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775


Desde já agradecemos a todos.

domingo, 16 de março de 2014

EXISTIAM CAMELOS NOS DIAS DE ABRAÃO?



Uma notícia publicada no New York Times no mês de fevereiro de 2014 intitulada — Camels had No Business in Genesis ou Canelos não Existiam no Livro de Gênesis — e que pode ser vista em seu original por meio desse link aqui:


nos apresenta mais uma desesperada tentativa de arqueólogos desejosos de tentar negar a veracidade das Escrituras Sagradas. Mas atacar a Bíblia é uma coisa, provar é algo completamente diferente.

A notícia publicada pelo NYT está baseada na falta de descoberta de ossos de camelos para o período dos patriarcas. Ora a falta de ossos, como já explicamos em outros artigos, é parte duma pressuposição falsa baseada naquilo que chamamos de “Lei do Silêncio”. Arqueólogos estadunidenses nos dizem que você será incapaz de encontrar ossos de bisões datando 4 mil anos nos Estados Unidos, apesar de milhões dos mesmos terem vivido naquele país naqueles dias.

Mas o fato é que nós temos evidências arqueológicas de que camelos existiam no Egito, na Síria e na Mesopotâmia muito tempo antes de Abraão aparecer em cena[1]. Uma vez que o próprio Abraão procedeu da Mesopotâmia de UR e de Harã, não é difícil aceitarmos o fato que ele bem poderia ter levado os camelos em sua viagem para Canaã. Além do mais, a Bíblia não diz que os camelos existiam, nem que eram usados de forma abundante em Canaã. A Bíblia também não menciona que os mesmos eram usados pelos filisteus. Por outro lado, a palavra גָּמָל — gamal — camelo, é mencionada 25 vezes no livro do Gênesis sempre em contextos que envolvem Abraão, Isaque e Jacó.

O Dr. Andrew Steinmann, que é professor de Hebraico na Universidade de Concordia em Chicago afirma que o erro por parte dos arqueólogos da Universidade de Tel-Aviv encontra-se em uma leitura equivocada das Escrituras. Sim, isso pode acontecer até mesmo com doutores arqueólogos! Imagine o quanto isso não acontece com pastores mal preparados nos estudos bíblicos pertinentes. Segundo o Dr. Steinmann os arqueólogos judeus ASSUMEM que a Bíblia afirma que o uso de camelos no livro do Gênesis era algo muito comum em Canaã nos dias de Abraão, mas o fato é que a Bíblia não faz tal tipo de afirmação!

Arqueólogos céticos têm, muitas vezes, tentando desacreditar as Sagradas Escrituras, com base da “Lei do Silêncio” que surge de escavações arqueológicas e de afirmações feitas por pessoas que não são autoridades bíblicas e nem conhecem o próprio idioma hebraico como deveriam.

Esse método de tentar desacreditar a Bíblia foi utilizado, de modo muito proeminente, pelos liberais do século XIX e volta e meia retorna ás manchetes já que o mesmo ajuda a vender jornais e livros. Exemplos dessa tática podem ser observadas no seguinte: como não existem evidências EXTRA-BÌBLICAS de que se escrevia em hebraico antes do ano 1.000 a.C, então esses “doutores” argumentam que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco, e mais, como não temos evidências EXTRA-BÌBLICAS para os hititas, para UR dos Caldeus, para os filisteus e até mesmo para o Rei Davi, isso prova que nenhum deles realmente existiu.

Mas a verdade é que em todos esses casos e muitos outros subsequentes, outros arqueólogos supriram inúmeras provas EXTRA-BÌBLICAS e fizeram a “Lei do Silêncio” ruir por completo. Mesmo assim a mesma continua, como nesse caso, sendo usada na tentativa de desacreditar a Bíblia. O problema é que uma notícia para desacreditar a Bíblia merece sempre um longo texto, além de uma chamada na capa dos jornais e das revistas. Mas quando essas falsas notícias são desacreditadas, a informação aparece em uma pequena nota, preferencialmente numa página par, próxima do fim da mesma e resumida a poucas linhas! Temos que dar aos céticos algum crédito por sua insistência, porque a mesma tem resultado em benefícios a favor da veracidade das Escrituras Sagradas. Mas de todas as formas, também temos que afirmar que nessas questões — de tentar desacreditar a Bíblia — os seres humanos são useiros e vezeiros em lançar mão de um duplo padrão.

Para Meditar:

Provérbios 20:10

Dois pesos e duas medidas, uns e outras são abomináveis ao SENHOR.

Provérbios 20:23

Dois pesos são coisa abominável ao SENHOR, e balança enganosa não é boa.

Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:



Desde já agradecemos a todos. 




[1] Kitchen. K. A., Ancient Orient and Old Testament. InterVarsity Press, Chicago, 1966.