Mostrando postagens com marcador Templo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Templo. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de agosto de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS SERMÃO 032 – O INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO COINCIDE COM O INICIO DA EXPANSÃO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO


Resultado de imagem para EXPANSÃO DA IGREJA
Império Romano durante o século I da Era Cristã

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Texto: Atos 8:1—4
Introdução

A. As histórias de Estevão e Filipe são apresentadas de modo sequencial no livro de Atos.  

B. Devemos notar algumas similaridades e contrastes entre os dois:

1. Ambos pertenciam ao grupo de homens eleitos pela igreja para servir as mesas na distribuição diária — ver Atos 6:5.

2. Os dois eram pregadores evangelistas — ver Atos 6:10 e 8:5.

3. Estevão era mais polemista e apologético e por isso estava sujeito a sofrer violências. Foi apedrejado como vimos na mensagem anterior.

4. Filipe era mais irenista e, aparentemente não tinha interesse em polêmicas. Ainda estava vivo, 20 anos depois, conforme Atos 21:8.

5. Os dois eram capazes de praticar atos portentosos como confirmação da palavra pregada — ver Atos 6:8; 8:6.

6. Os dois contribuíram para pavimentar o caminho para a expansão do Evangelho:

7. Estevão contribuiu com seus ensinamentos acerca do Templo, da Lei e de Jesus Cristo.

8. Filipe contribuiu evangelizando os Samaritanos e um Etíope – veremos isso nas próximas mensagens.

C. Esses dois grupos são emblemáticos:

1. Os samaritanos eram considerados heréticos, além de uma raça misturada e eram odiados pelos judeus.

2. Os Etíopes eram considerados moradores do “fim do mundo”, as últimas pessoas pelas quais o Deus que habitava em Jerusalém teria qualquer tipo de interesse.

D. Atos 8 está preocupado com a evangelização dos povos. Esse é o motivo porque Lucas usa dois termos distintos para descrever esse progresso:

1. Em Atos 4:2 Lucas diz que os apóstolos καταγγέλλειν kattangélein —anunciavam em Jesus a ressurreição.

2. Em Atos 8:5, Lucas nos diz que Filipe anunciava-lhes a Cristo, mas aqui a palavra grega usada é ἐκήρυσσεν ekérussen — descreve o ato de proclamar como um arauto. Pode também descrever o ato de fazer uma pregação como em Atos 5:42.

3. Mas em Atos 8:12, 25, 35, 40 Lucas usa um novo termo εὐηγγελίσατο euengelísato — evangelizou.

E. Nos primeiros 4 versos de Atos 8, Lucas nos parece interessado em chamar nossa atenção para uma cadeia tripla de causas e efeitos, que estão, intimamente ligados com

 A EXPANSÃO DO EVANGELHO NOS PRIMEIROS DIAS.

I. A Morte de Estevão Produziu uma Grande Perseguição

A. A morte de Estevão foi apenas o início do processo de perseguição.

B. Todavia, devemos destacar que mesmo em meio à perseguição, alguns homens demonstraram imensa coragem ao tomarem e sepultarem o corpo de Estevão, deplorando profundamente a injustiça com que fora tratado — verso 3.

C. A perseguição por outro lado continuava:

1. Todos os cristãos foram dispersos de Jerusalém, com exceção dos apóstolos – verso 1.

2. A intenção de Paulo e de outros não era outra senão destruir a igreja por completo. Lucas usa a expressão ἐλυμαίνετο elumaíneto — assolar, devastar, arruinar. Incluídos nessa palavra estão os conceitos de brutalidade e crueldade sadística – verso 3

3. Seu desejo era liquidar a seita cristã, matando seus seguidores — ver Atos 9:1; 22:4; 26:10.

4. Saulo certamente estava com as mãos encharcadas com o sangue dos cristãos.

II. A Perseguição Causou uma Grande Dispersão

A. Jesus havia dito que sua igreja deveria ir pregando o Evangelho, começando em Jerusalém, e, através da Judéia, chegar até Samaria e daí, até os confins do mundo — ver Atos 1:8.

B. A perseguição aos cristãos era o método divino para fazer cumprir a grande comissão.

C. Nesse sentido, o sermão de Estevão era realmente profético, pois a partir dessa perseguição, Jerusalém e seu glorioso templo vão ficando cada vez mais distantes à medida que Jesus, juntamente com seu povo se afastam daquele lugar.

D. Nenhum tipo de culpa é colocado sob os apóstolos por terem ficado em Jerusalém. De fato era importante que eles ali ficassem para manter os vínculos entre o judaísmo e a nova fé em Cristo como uma continuação entre a Antiga e a Nova Aliança.

 III. A Dispersão por Sua Vez Causou uma Enorme Propagação do Evangelho

A. Os que foram dispersos iam por toda parte pregando o Evangelho — versos 4.

B. Até aqui, somente os apóstolos pregavam o evangelho e alguns evangelistas como Estevão e Filipe. Agora, essa é missão de todos os que foram dispersos.

C. A palavra usada para “pregando” a palavra é εὐαγγελιζόμενοι eúangelizómenoi — que quer dizer apenas “trazer ou compartilhar as boas novas”.

Conclusão

A. Falamos de como Lucas usou a expressão “evangelizou” cinco vezes em Atos 8. Isso é um excelente lembrete para todos nós:

1. Devemos estar sempre envolvidos no processo de evangelizar, i.e., no processo de compartilhar as boas novas acerca de Jesus com todas as pessoas sempre que uma oportunidade de nos oferecer — ver

2 Timóteo 4:2

Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.

2. Temos que nos lembrar que não pode haver evangelismo sem que exista um evangelho ou boas novas.

3. E o evangelho que temos para anunciar não existe sem a pessoa de Jesus Cristo e o que ele veio fazer a nosso favor e em nosso lugar.

4. Evangelismo efetivo e eficiente só acontece quando a igreja se concentra em evangelizar quando está espalhada, munida de uma confiança de felicidade na verdade contida na mensagem acerca de Jesus, ao mesmo tempo em que experimenta e confia em sua — do evangelho — relevância e poder.

B. Mas é impossível evangelizar quando estamos desatentos, desinteressados e mais preocupados na manutenção de nossos pequenos feudos e melindres uns com os outros.

C. Vamos entender dois princípios básicos aqui:

1. Todas as vezes que a igreja se reúne ela se reúne para se edificar. Esse é o motivo por que cada um de nós precisa se envolver nesse processo de edificação da igreja. Deus concedeu a cada membro, pelo menos um dom que deve ser usado para bem comum.

2. Primeira coisa a fazer é vir. Vir sempre e com a disposição de participar de se envolver – ver 
Hebreus 10:25.

3. Segunda coisa é se dispor a usar o dom que Deus te concedeu para o bem comum – ver 1 Pedro 4:10; 1 Coríntios 12:7.

4. Agora, quando nos dispersamos, nossa missão como igreja continua: nosso trabalho é compartilhar as boas novas do Evangelho com todos os que entramos em contato.

5. Precisamos compartilhar o evangelho de forma natural, por genuíno amor e interesse pelas pessoas. Não pode ser algo formal. Quanto mais informal, mais irá funcionar.

6. Está nas mãos, nas bocas e nos corações de vocês, compartilharem, espontaneamente, as boas novas acerca de Jesus. Acerca do perdão e da reconciliação com Deus. Acerca da comunhão dos crentes aqui e durante a vida eterna, etc.

Que o Deus Sábio e Todo Poderoso, nos conduza em nossas vidas:

Que ele nos ajude a edificar uns aos outros.

Que nos ajude a alcançar muitos e muitos que precisam da salvação em Jesus hoje mesmo.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8
SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16

SERMÃO 029 — A DEFESA DE ESTEVÃO — A Importância da Obediência — Parte 3 — Atos 7:17—43

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

SERMÃO 031 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Perseguição e Morte — Parte 5 — Atos 7:54—60

SERMÃO 032 – O INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO COINCIDE COM O INICIO DA EXPANSÃO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO — Atos 8:1—4
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/atos-dos-apostolos-sermao-032-o-inicio.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

domingo, 6 de agosto de 2017

Gênesis — Estudo 050 — A TORRE DE BABEL — PARTE 002 - DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS


torre de babel

Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et         Elohim           Bará        Bereshit
            Terra  a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
                                                                                     Gênesis 1:1

CONTINUAÇÃO

XII — Gênesis 11 — “Deram com uma Planície na Terra de Sinear”.

E. Arqueologia: O Que Sabemos Acerca da Chamada Torre de Babel.

A primeira coisa que deve chamar nossa atenção neste contexto é que a expressão “Torre de Babel” foi cunhada por historiadores, antropólogos e arqueólogos. A mesma não ocorre em nenhuma passagem do Antigo Testamento. Todavia, também devemos notar que o uso desta expressão, “Torre de Babel” pelos estudiosos faz referência direta à narrativa que encontramos em Gênesis 11. Eles chamam de “Torre de Babel”, a uma torre que foi construída na planície de Sinear por um povo viajando para o leste. O propósito da torre era “alcançar o céu”. Mais próximo do que o que encontramos em Gênesis 11 é impossível.

Para que possamos entender melhor a estrutura desta “Torre de Babel” é necessário entendermos um pouco acerca do formato geral em que eram construídas as torres-templos na antiga Babilônia.

1. Forma Física das Torres-Templos Construídas na Babilônia da Antiguidade.

O fato de o Antigo Testamento usar a expressão hebraica מִגְדָּל migddal para se referir à torre construída na planície de Sinear pode ser elusivo. Esa expressão descreve de uma maneira precisa as torres construídas na Palestina, mas estas torres eram muito distintas em sua forma, daquelas que eram construídas na Babilônia. A expressão hebraica descreve apenas uma “torre de vigia”, que era normalmente representada por uma estrutura bastante alta, mas sem um formato padrão. Normalmente tal tipo de torre, na Palestina, era fruto do projeto de um arquiteto, mas sua forma final variava bastante em função da mão de obra disponível bem como do terreno em que a mesma seria construída. A “Torre de Babel” era um tipo de torre que possuía uma estrutura bastante peculiar às civilizações que floresceram na Babilônia e na Assíria. Descobertas arqueológicas nos ensinam que as torres edificadas na Babilônia tinham um formato retangular em suas bases. Elas eram construídas em estágios — andares ou plataformas — e possuíam uma rampa em cada um dos seus lados — em forma de degraus — que possibilitavam o deslocamento das pessoas da base até o topo das mesmas e vice-versa. Essas torres eram geralmente usadas para a prática de cerimônias religiosas e, por esse motivo, muitas delas eram encimadas por capelas onde objetos sacros e imagens de divindades podiam ser encontradas.

2. O Nome Sagrado das Torres da Babilônia: Zigurate.

Os babilônios utilizavam uma palavra especial para se referirem às suas torres: ziqquratu ou zigurate[1] em português. O significado dessa expressão estava repleto de significado. Ela era utilizada para se referir ao topo da montanha onde Utnapishtim — o equivalente Babilônico do personagem bíblico que conhecemos por Noé — teria desembarcado da arca e onde ele teria oferecido sacrifícios após o dilúvio. Por este motivo existia um misticismo muito grande envolvendo essas torres. Ao alcançar o topo o adorador era sempre lembrado que ele estava no “topo” da montanha onde a arca pousou.

3. A Localização da Torre de Babel.    

Onde, exatamente, foi construída a Torre de Babel? As opiniões são as mais variadas possíveis. A grande maioria dos autores que escrevem acerca da “Torre de Babel” acaba acomodando sua localização seguindo as tradições judaicas e árabes. Essas tradições identificam a “Torre de Babel” com o grande templo do deus Nebo — patrono da cidade — localizada em Borsippa — moderna Al Hillah, localizada no Iraque, a sudeste da capital Bagdá e cerca de 100 quilômetros ao sul do sítio arqueológico da cidade de Babilônia. Este templo é chamado nos dias de hoje de “Birs-Nimroud” que quer dizer “Torre de Nimrode”. Essa torre deve ter sido construída alguns séculos depois daquela que estamos chamando de “Torre de Babel” e deve, em vários aspectos, se parecer bastante com a original. Birs- Nimroud é uma construção constituída de sete plataformas construídas umas em cima das outras e que vão diminuindo de tamanho à medida que a torre vai se elevando. Ela é assim constituída:

a. A base da torre é construída com tijolos crus, ao passo que as plataforma sucessivas são construídas com tijolos assados e pintados. Cada plataforma é pintada de uma cor diferente em honra a divindades ou planetas.

b. O primeiro estágio era pintado com a cor preta em honra ao planeta Saturno e media cerca de 90 metros quadrados e sua altura era de aproximadamente 9 metros.

c. O segundo estágio, pintado na cor laranja em homenagem a Júpiter media 76 metros quadrados com uma altura aproximada de 9 metros.

c. O terceiro estágio dedicado à Marte era pintado de vermelho e media 63 metros quadrados e também se elevava a 9 metros de altura.

d. O quarto estágio era dourado como o Sol e media 48 metros quadrados e sua altura era de 5 metros.

e. O quinto estágio representava Vênus e era pintado de amarelo claro. Este estágio media 30 metros quadrados e também se elevava a 5 metros de altura.

f. Mercúrio era honrado no sexto estágio que era pintado de azul escuro. Esta plataforma media 21 metros quadrados e sua altura era de 5 metros.

g. A última plataforma media cerca de 7 metros quadrados de área por 5 metros de altura. Era pintada de prata e homenageava a lua.

h. Em cima do último estágio encontrava-se uma capela que devia ocupar, praticamente, toda a área.

i. A altura total desta torre, cerca de 47 metros, correspondia a 1/3 da altura da maior pirâmide do Egito.

j. Ainda é possível enxergar os pequenos tijolos cozidos ligados por betume, conforme era o costume dos construtores.  

Essa construção, todavia, independentemente da sua importância, nunca foi aceita pelos babilônios como sendo a “Torre de Babel” e isso por um motivo muito simples. Ele está localizado na cidade de Borsippa e não na cidade de Babilônia! A confusão aumenta quando ficamos sabendo que a cidade de Borsippa foi, no passado, chamada de “segunda Babilônia”. Mas se este último fato prova alguma coisa, prova apenas que este não era o nome original da cidade.

A construção considerada pelos babilônios como a “grande torre” de sua antiga cidade é chamada de “E-temen-ana-ki” que quer dizer “Templo ou Casa da Fundação dos Céus e da Terra”. Este é a mesmo torre que foi chamada de “ziqqurat BâBîli” ou “A Torre da Babilônia” pelos reis Nabopolassar e Nabucodonosor. A torre era parte do complexo do templo conhecido na Antiguidade como “Esagila”, localizado no centro da cidade antiga da Babilônia, e era dedicado ao deus Merodaque e sua consorte Zer-panîtum, que eram duas das maiores divindades do panteão babilônico. Esse templo encontra-se no sítio arqueológico que pertence ao complexo babilônico. Sua descoberta moderna remonta ao início do século XX por intermédio do arqueólogo alemão Robert Koldewey e sua equipe. De acordo com as descobertas recentes a cidade da Babilônia era dividida em duas partes desiguais pelo rio Eufrates. A parte mais antiga, onde se encontravam a maior parte dos templos e dos palácios — a leste do rio Eufrates — e a chamada “cidade nova”, que se encontrava a oeste do rio.

4. A Posição da Torre de Babel dentro da Cidade.

A estrutura que é referida como sendo a “torre de Babel” estava situada na parte sul da cidade antiga da Babilônia, no lado leste do rio Eufrates. O sítio atual é constituído de uma depressão onde originalmente teria existido o alicerce retangular da torre feito de tijolos. Baseados neste formato os árabes chamaram o local de “Sahan” ou “o disco”. Os tijolos produzidos pelos babilônios — ver Gênesis 11:3 — eram tão bons que possuem valor comercial até mesmo nos nossos dias. Tradições locais dizem que boa parte dos tijolos que eram parte da base da “torre” foram retirados e reaproveitados para realizar consertos nas margens do Canal Handiyah — esse canal conecta o afluente Handiyah do rio Eufrates à cidade de Kárbala no Iraque. Alguns desses tijolos, em forma de “cilindros cônicos”, surgiram no mercado internacional e foram adquiridos por vários museus da Europa e dos Estados Unidos. Esses tijolos pertenciam ao grupo mencionado em escritos babilônicos como parte do material utilizado para a restauração da torre feita por Nabopolassar. São também mencionados nos reinados posteriores de Nabucodonosor e de Nabû-sum-lisir como tendo sido capturados como despojos de guerra.  

5. A Descrição Babilônica da Torre.

Como já nos referimos — ver item 3 acima — os babilônios chamavam a torre do complexo de Esagila de E-temen-ana-ki. Essa torre era constituída de seis estágios construídos sobre uma plataforma. No topo da torre encontrava-se um santuário. Por volta de 1876 um tablete contendo, ao que parece, uma detalhada descrição da torre “apareceu” entre os pertences de um arqueólogo chamado George Smith. Sua morte, inesperada, não lhe permitiu traduzir o tablete e muito menos publicar o mesmo. Mas seu relato acerca do tablete foi publicado naquele mesmo ano e compõe um relato fascinante. De acordo com o que George Smith escreveu a torre possuía um pátio ou área externa que media 385 metros de comprimento por 300 metros de largura. Dentro deste pátio existia um segundo pátio – chamado de “o Pátio de Ishtar e Zagaga” — que tinha 355 metros de comprimento por 150 metros de largura. No perímetro ao redor do pátio externo existiam seis grandes portões que serviam como pontos de entrada ao complexo. Estes portões eram: 1) O Portão Monumental; 2) O Portão do Sol Nascente — lado leste; 3) O Portão Grande; 4) O Portão do Colosso; 5) O Portão do Canal e 6) O Portão da “Vista da Torre”.

6. A Plataforma da Torre.

No interior dos pátios havia uma plataforma murada a qual era marcada por quatro portões de bronze, cada uma deles voltado para um dos pontos cardeais. Os portões eram chamados de Norte, Sul, Leste e Oeste. Do lado de dentro do muro existia um edifício que media cerca de 70 metros de comprimento em cada uma de suas laterais. O nome desse edifício foi danificado de tal forma que sua natureza e uso são desconhecidos.

7. As Capelas e os Santuários.

Ao redor da base da torre existiam vários templos ou capelas dedicados a diversos deuses da Babilônia. No lado leste havia 16 santuários, sendo o principal deles dedicado ao deus Nebo bem como à sua consorte Tasmêtu. Ao norte poderíamos encontrar dois templos dedicados aos deuses Ea e Nusku, respectivamente. No lado sul achava-se um único templo dedicado aos deuses Anu e Bel. Mas era no lado oeste que se encontrava o prédio mais importante. Essa construção era composta por uma casa dupla com um pátio entre suas partes. O pátio entre essas construções media 20 metros de comprimento, aproximadamente. As casas não eram simétricas. A casa de um dos lados media 33 metros de comprimento por 7 metros de largura. A casa do outro lado media 55 metros de comprimento por 34 metros de largura. Era nessa casa maior que se encontravam, em um salão, uma grande imagem do deus Bel-Merodaque sentado sobre um trono construído sobre uma sólida base. Ao lado da imagem encontrava-se uma grande mesa. Todos esses elementos eram de ouro maciço e os caldeus disseram ao historiador grego Heródoto que todo o conjunto havia consumido mais de 22 toneladas de ouro. Registros posteriores mencionam o fato de que o rei persa Dario, filho de Hystaspis desejou possuir essa estátua ou outra medindo 5 metros de altura, mas não teve a coragem necessária. Seu filho Xerxes, todavia, não somente se apossou da tal estátua como também matou o sacerdote que tentou impedi-lo de concretizar seu desejo.

Do lado de fora desse segundo salão era possível ver dois altares dedicados à divindade Bel-Merodaque. O primeiro era de ouro maciço e sobre ele eram oferecidos somente animais pequenos e que ainda mamavam. No outro altar eram sacrificados animais crescidos — preferencialmente ovelhas. Neste altar maior também eram oferecidas 2,5 toneladas de incenso perfumado todos os anos durante as festividades em honra ao deus Bel-Merodaque.  

Outros artigos acerca dO LIVRO DE GÊNESIS
001 — Introdução e Esboço
002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação
003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza
004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra
005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida
006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR
007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA
008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1
009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2
010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia
011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia
012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia
013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1
013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2
014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas
015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A
016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B
017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A
018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B
019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C
020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19
021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20
022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21
023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22
024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23
025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24
026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25
027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26
028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A
029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B
030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.
031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.
032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.
033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.
034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?
035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água
036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001
037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002
038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001
039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002
040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003
041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ
042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?
044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE
045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS
047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
048 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 004 — A TÁBUA DAS NAÇÕES É UM DOCUMENTO ÚNICO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
049 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 001
050 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 002
051 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 003
052 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 004
053 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/genesis-estudo-053-torre-de-babel-parte.html
054 — Estudo de Gênesis — A GENEALOGIA DOS SEMITAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/genesis-estudo-054-genealogia-dos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.



[1] Templo babilônio antigo em forma de torre piramidal, com plataformas recuadas e sucessivas, degraus externos e santuário no topo